História Inexplicável Amor (Hiatus) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Candelaria Molfese, Karol Sevilla, Lionel Ferro, Ruggero Pasquarelli
Personagens Candelaria Molfese, Karol Sevilla, Lionel Ferro, Personagens Originais, Ruggero Pasquarelli
Tags Bissexualidade, Celebridades, Romance, Universo Alternativo
Visualizações 173
Palavras 4.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal, quero agradecer a vocês que favoritaram e comentaram a fanfic. Obrigada a vocês...
Antes de tudo capítulo peço desculpa se acharem algum errinho, porque escrevi hoje o capítulo e como estou aqui correndo contra o tempo para ver se posto outra fanfic, por mais que revisei sempre fica algum erro, e podem falar se ficou para corrigir depois okay? O capítulo estar enorme e espero que gostem.
Ah gente, leiam as notas finais, que tenho algo a dizer sobre a fanfic e é muito importante, okay? Agora bora ler... Bjs *--*

Capítulo 2 - Capítulo 2


Karol entra no apartamento de Elya observando boquiaberta tudo a sua volta. Não que o imóvel da morena fosse algo imenso ou luxuoso, mas que para o ver de Karol aquele lugar não parecia estar desorganizado como se alguém acabasse de se mudar, até porque, para Elya que irá morar ali sozinha ficaria há dias para conseguir organizar todas as suas coisas conforme seu gosto.

-Gostou? – Karol pisca seus olhos sendo desperta pela voz da morena de olhos acinzentados que naquela momento a encara tendo um sorriso curioso nos lábios.

-Er... Uau... Tá bem bonito e praticamente organizado. – ela franzi a testa voltando olha a sua volta, mas caminha até onde Elya colocou as sacolas pondo as que ainda estão em suas mãos.

Elya dar de ombro.

-Bom, ainda tenho coisas para organizar em outros cômodos, aqui só falta colocar alguns quadros e porta-retratos com a foto da minha família, sobrinhos...

-Você tem irmãos? – Karol perguntou curiosa.

-Sim... Três por parte de pai do casamento anterior dele, e uma irmã mais nova. Meus sobrinhos e sobrinhas são por parte dos meus irmãos mais velhos.

Karol sorri, mas por dentro sua mente vagava na certeza de quanto é bom ter irmãos, porem por conta de sua carreira está longe dos seus ainda que sempre mantem contato por telefone ou scape, todavia percebeu que esse detalhe tem em comum com Elya já que está em um país onde não conhece ninguém e sua família estar longe, e diferente dela, Karol  tem a sua mãe por perto.

-Nossa... Vai sentir muita falta deles... – Karol disse mordendo seu lábio inferior.

Elya adota uma expressão indecifrável, mas nada que significasse ser o contrário.

-Bom, sentirei falta deles, mas só um pouco mais do que antes, já que lá nos Estados Unidos eu já morava sozinha e minha rotina só permitia vê-los em 15 em 15 dias , isso quando passava um mês até conseguir vê-los.

Karol abre seus olhos surpresa.

-Serio? Mas porque?

Elya morde seu lábio inferior...

-É que até o  meado do ano passado o meu tempo  sempre foi a maior parte dedicado aos meus estudos...

Karol continuou com a sua expressão surpresa.

-Serio? Mas você nem saia ou se divertia com amigos? Até mesmo ir aos finais de semana almoçar com seus pais e irmãos?

Elya faz uma careta, não que ter momentos com sua família fosse algo desagradável a ela, mas que essa parte de sua vida foi substituída por fazer algo que sempre gostou, estudar.

-Sabe Ka... Digamos que eu sou a típica nerd. – Karol a encara  com sua sobrancelha erguida e uma expressão incrédulo em seu rosto..

-Você não parece uma nerd. É linda, independente e é totalmente diferente de alguém que seja nerd, eu acho.– disse fazendo Elya rolar os olhos, mas sorri divertida.

-Karolzinha, para ser uma nerd não precisa ser feia, usar roupas ridículas e óculos fundo de garrafa... Eu gosto de estudar e meio que sempre abracei a chance que tive de ter um pai que poderia bancar meus estudos. Então pra que ficar perdendo tempo se posso valorizar o que tenho? Tanto que com 15 anos já tinha encerrado o colegial e me formei com vinte e um anos e no começo desse ano terminei minha especialização. – disse toda orgulhoso.

-Puxa vida... Nossa. – Karol fala admirada, mas voltou a franzir a testa questionando. – Mas ainda sim mesmo priorizando seus estudos, é sua família...

Elya percebe que Karol havia lhe entendido errado e nega tendo um sorriso fraco em seus lábios.

-Não é bem assim... Quando mencionei que sempre priorizei meus estudos não é que eu tenha  excluído o convívio com a minha família, sempre os priorizei estando com eles o quanto possível, mas teve momentos que não pude. Todos entendem o meu lado até porque cada um já teve momentos que não puderam está junto a família.  Sabe Karol?! Eu não fui assim por simplesmente querer, e sim porque teve momentos que as pessoas me julgaram, achavam que minha beleza ou até mesmo por meu pai ter dinheiro para pagar não somente os meus estudos e dos meus irmãos, que eu não passava de uma riquinha filhinha de papai que tinha tudo em mãos. Para não ser injustiçada tive que lutar para mostrar que era mais que uma carinha bonita e filhinha de um renomado diplomata russo.  É fácil julgar quando só conhece a pessoa pelo que está vendo naquele momento e não por saber de sua verdadeira história.

Karol encolhe seus ombros, não por tê-la julgado, mas sim por ver que havia mais em Elya a qual desejava conhecer mais, talvez esse lado a qual as pessoas não conhece e a julgaram pelo que via e não porque a conhecia.

-Me desculpe... Não quis te julgar... Na verdade, fiquei curiosa para saber como a filha de um renomado diplomata russo possa ter sofrido por ser julgada pela beleza e dinheiro.

Lya sorri divertida e pega algumas sacolas que há utensílios de cozinha e caminha até a cozinha americana em frente a sala dizendo...

-Eu sei que não julgou. Só acha estranho alguém não estar sempre com a família... Mas tem certeza que quer saber tudo sobre mim? Já lhe digo que minha história é tão longa quanto os cinco livros das Crônicas de Gelo e Fogo. – soltou uma risada divertida.

Karol sorri aproximando da bancada da cozinha dizendo.

-Bom... Não tenho nada para fazer e se precisar de minha ajuda, pode contar comigo e enquanto isso me conte sobre você.

Animada por ver que teria companhia, Elya assente ainda com um sorriso nos lábios.

-Com certeza vou precisar de sua ajuda. Então, prepare seus ouvidos para conhecer a saga de minha vida.

(***)

 

Minutos foram se passando e chegava o final da tarde, Karol e Elya pareciam se conhecer há anos. Karol com a companhia da nova vizinha não sentia mais triste e vazia, como se estar com ela fosse o que precisava para preencher o que lhe faltava.

Karol não concluiu que esse detalhe fosse algo ruim, ficava tão impressionada com as coisas que Elya contava para ela e até mesmo parando algumas vezes para mostrar fotos provando que não dizia nenhuma mentira sobre sua vida e história pessoal.

-Veja essa foto. – Elya mostrou uma das milhares de fotos que há numa caixa que trouxe com todas as suas recordações. – Esse foi o primeiro dia de aula quando me mudei para os Estados Unidos. Eu tinha uns catorze anos nessa época...

Karol observa a foto e arqueia sua sobrancelha esquerda.

-Você não parecia feliz. – observou.

Lya bufou rolando os olhos.

-Eu estava irritada por demais. Acreditam que queriam me atrasar duas séries dizendo que eu estaria atrasada quanto aos alunos da turma que deveria estar?... Estavam desfazendo os estudos que tive no Brasil onde nasci e vivi boa parte da minha infância e começo de adolescência... Meu primeiro dia de aula fui obrigada assistir numa turma do nono ano porque lá de acordo com a diretora, seria a serie correta para minha idade e ensinamento que tinha.  Fui parar na secretaria meia hora depois que havia começado a aula, porque tudo o que a professora passava para turma, eu estava careca de saber. Pedi para a diretora me passar um teste a nível alto para confirmar que a turma que eu deveria estar era do segundo ano  do segundo grau, mas não, a vaca queria teimar e me ameaçou de suspensão. Ai tive que apelar para o meu pai, já que ele foi o que investiu muito bem em meus estudos desde pequena. Eu estudei numa escola que até o aluno do jardim de infância tinha que ter média 8, acredite se quiser. Dai vir uma infeliz me rebaixasse a minha inteligência... Não mesmo.

- E o que aconteceu? – Karol perguntou pegando outra foto.

-Bom, meu pai falou com ela para me dar um teste para avaliar a minha capacidade, e que se não fizesse iria denunciá-la ao conselho estudantil do Estado.  Então, ela  acabou cedendo e por mais que dificultou em dobro para que eu passasse no teste, acabei mostrando a ela que o correto era estar na serie  superior.

-E depois disso?

-Bom, eu segui normalmente apesar da diretora sempre fazer questão de em cada prova da minha turma estar presente e me colocar sentada perto dela.  Ela só vigiava a mim como se fosse colar, mas não ligava, porque já havia chamado atenção nessa de chamar meu pai. Mas até o final daquele ano , ela já havia parado com sua vigilância sobre mim e percebido que realmente foi injusta comigo por ser uma aluna inteligente e que apesar de ter estudado em um país julgado ter um ensinamento fraco, tive instrução impecável.

Karol dar de ombro naquele momento vendo uma foto em que Elya usa um jaleco branco.

-Mas que curso você se formou na faculdade?

-Eu me formei em medicina. O correto a dizer, sou médica legista.

Os olhos de Karol voltaram a se abrir como seus lábios também encarando a morena.

-Serio? Você ...É que nem CSI?

Elya soltou uma risada pela reação de Luna.

-Não sou uma CSI, ainda... Mas  vim para Argentina para monitorar alunos de uma universidade com a mesma especialização que me formei, devido ao meu currículo.

Karol morde seu lábio inferior sentindo sua garganta ficar seca. Não entendia porque aquela resposta de Elya havia deixado assim.

-Então, quer dizer que você vai voltar a rotina se dedicando ao trabalho monitorando estes alunos? Até porque você não tem nada para dividir seu tempo, como amigos, família, né? – aquele detalhe fez a boca de Karol ficar amarga, mas a expressão de Elya ao encará-la  lhe deixou confusa.

-Como assim “não ter nada para dividir” meu tempo? E quem disse que não tenho amigos? E por sinal, você é a minha amiga, não é? Não saio contando sobre a minha vida para quem não seja minha amiga.

O rosto de Karol corou envergonhada por ter interpretado errado.

-Desculpa, eu...

-Relaxa Ka. – Lya a interrompeu com um sorriso tranquilo nos lábios. – Sei que tem motivos para pensar assim.  Além do mais o pouco que sai para me divertir com amigos e até mesmo namorar foram raros... Mas agora é diferente.

-Diferente como? – Karol perguntou ficando com a testa franzida.

Elya dar de ombro, mas responde.

-Diferente porque quero que seja diferente. – respirou fundo adquirindo um olhar pensativo como se decidisse o que iria falar, para logo encarar novamente Karol dizendo. -  Sabe, eu fiquei o tempo todo me dedicando em estudar e sempre tirar a melhor nota e dando o melhor de mim para meu curso. Minha família entendiam e aceitava esse meu lado, mas nem todos aceitavam.. Por conta disso nem sempre tive muitos amigos e os poucos sabia que não adiantavam me convencer de que deixasse de ser como sou e tivesse a rotina como a deles.  Quanto a relacionamentos amorosos... Acho que a época que ainda tive uma relação normal foi no tempo de colegial ainda que sofri muitas decepções, mas nessa fase da faculdade só tive problemas com homens.  Eles sempre queriam namorar comigo, e eu sempre fugia e dizia que não era a pessoa ideal para eles... Insistiam tanto que acabava aceitando, só que no final eles percebiam que não mentia sobre não ser a pessoa ideal para eles.

-E porque você dizia isso? Por acaso não gosta de homens – mais uma vez a pergunta de Karol fez seu coração falhar uma batina, ao mesmo tempo em que mordeu sua língua percebendo que não deveria ter dito aquilo, porem o sorriso descontraído que Elya lhe direcionou mostrou que não tenha passado dos limites.

-Nada disso Karol... Eu gosto de homens, mas o que quis dizer de não ser a pessoa certa, é que como poderia namorar com alguém se não tinha tempo as vezes nem para minha família e quem dirá sair, dar atenção ou ficar de chamego por telefone com o namorado? Eu não tinha esse tempo... Muito mal ficava as vezes com algum carinha quando raramente saia com alguns amigos pra balada, mas além disso nunca rolou.  E fora que eu sabia o que daria eu aceitar a namorar...

-E o que daria? – Karol perguntou curiosa e de uma maneira inocente como se não tivesse percebido.

Elya a olha divertida, mas responde.

-Traição. Milhares de pares de chifres em minha amiga...

Os olhos de Karol se abrem numa surpresa espantosa, fazendo com que Elya se perguntasse mentalmente em que mundo Karol vive.

-Mas se esses caras gostavam tanto de você a ponto de insistirem em te namorar, porque te traíram? Não entendo... – no fundo Karol sabia a resposta, até porque era testemunha de uma relação totalmente estável entre Candelária e Ruggero, e que no final nem toda a estabilidade na relação deles impediu que Ruggero traísse sua namorada.

Lya respira fundo, até porque começou a se dar conta que Karol não tem a mesma mentalidade que ela ou malicia referente a relacionamentos. E alheia aos pensamentos da morena de olhos verdes, respondeu.

-Bom, isso eu também me pergunto... Porque em nenhum momento os enganei quanto a minha vida e rotinas. Fora que um ou outro eram amigos dos meus amigos, e antes de chegar até mim falavam entre eles e que por sua vez já alertavam sobre a minha pessoa, mas ainda sim acabavam insistindo até conseguir escutarem da minha boca um “sim”.  Teve um tempo que pensei que só queriam era me levar pra cama, até evitava de ter alguma intimidade dizendo que sou virgem e aceitavam ou tentavam me convencer, e sem sucesso.

-Mas você realmente é virgem? – a pergunta de Karol mostrou o quanto estaria surpresa por Elya ainda ser virgem, já que nem ela mesma era.

-Bom, hoje não.  Perdi minha virgindade  uma semana antes de vir morar aqui na Argentina. – Os olhos de Karol se abrem por ver que Lya não estar mentindo.

-Serio?! Você tá falando sério? Elya, quantos anos você tem?

Elya sorri pela forma espantosa de Karol reagir com sua revelação.

-Eu tenho vinte três anos. Mas não entendo seu espanto, uma mulher pode ser guardar pelo tempo que quiser. – novamente o rosto de Karol fica vermelho, mas  antes que abrisse a boca para se desculpar, Elya continua a falar. – Não precisa ficar vermelha, não estou ofendida... Er... E você? Quantos anos você tem? Ainda é virgem?

Foi o que bastou para Karol passar de  vermelho tomate maduro  para roxo e Elya soltar uma gargalhada fazendo a morena adquirir uma expressão magoada e seus lábios em um bico fofinho.

-Ei, isso não vale. – reclamou. – Você disse que não ficou ofendida, não precisa me atacar.

Elya ainda com um sorriso divertido nega.

-Eu não me ofendi Ka... Só quis usar como exemplo sua resposta para entender a minha, mas pelo visto acho que já tenho a resposta de segunda pergunta.

Karol fica ainda mais vermelha e abre a boca em um O, mas sua garganta trava, pois seja como fosse não queria que sua resposta desse margem para falar de sua vida, pelo menos não naquele momento.

-Tenho 17 anos!... E isso não vale... A conversa é sobre você e não a mim.- foi tudo o que conseguiu numa tentativa de desviar de responder a segunda pergunta, pelo qual já estava na cara a resposta.

Elya nega sorrindo.

-Relaxa Ka, já disse a intenção da minha pergunta.  Bem, seja como for sua vida é sua vida e a minha é a minha. E quanto a minha vida e decisões, eu  até então continuei numa boa sem me entregar para algum namorado. Não por querer esperar o cara certo, nada disso... É que desde o meu primeiro namorado eu já tinha uma pré concepção de que não poderia me entregar tão fácil. Veja bem! Minhas amigas , namoravam , se apaixonavam e por fim transavam com seus respectivos namorados, mas não demorava nem dois meses eu as via chorando magoadas e até se humilhando para seus ex, porque bem ou mal se entregaram a eles. E eu não queria algo assim muito menos passar pelo mesmo... Então pensei, se no dia que tiver meu namorado vou pelo menos tentar manter o namoro sem sexo até no minimo cinco meses caso ele não me traia ou termine o namoro. Infelizmente, antes de chegar essa faixa de tempo tudo dava errado e o namoro acabava... E quando começou a fase da faculdade as coisas foram piores, porque mal completava um mês de namoro, meus ex estavam saindo com outras... Acredita que uma vez só fui descobrir que não estava mais namorando dois meses depois? Porque nessa época estava na fase de estágio, e o meu professor coordenador me mandou para um lugar terrível de se estagiar, e só Deus sabe o que passei de perrengue nesse lugar, então mal chegava em casa, arrancava minhas roupas e ia dormir até mesmo sem comer ou tomar banho. Nesse tempo nem lia minhas mensagens ou recebia ligações, realmente havia esquecido que tinha um namorado. Até que um dia na faculdade eu o vi aos beijos com outra na frente de todos, e me veio na cabeça... Ele e eu temos algo... Então porque ele tá com outra? Será que ainda estamos juntos??? Só que falei isso em voz alta e perto de uma amiga que me olhou como se fosse maluca, e na mesma hora ela disse que já fazia dois meses que ele  terminou comigo... Naquela hora eu a olhei tipo : QUE? Serio?! Mas não fiquei magoada, até porque depois descobri que foi por mensagem de voz já que ele nunca conseguia falar pessoalmente comigo, e por não ter escutado a própria operadora apagou .

Karol a encara espantada e ao mesmo tempo sem saber o que dizer.

-Você tá falando serio? – perguntou incrédula e ao mesmo tempo chocada. – Não consigo acreditar...

Elya dar de ombro.

-Seríssimo.  Mas sabe?! Seja com esse ex ou com outro, em nenhum momento fiquei os odiando... Claro que chateada porque se era pra fazer isso que fizeram, porque encheram o meu saco pra me namorar? Mas ai depois passou e a vida segue em frente.

Ainda espantada Karol responde.

-Nossa, eu nem sei o que faria em seu lugar, mas to certa que iria chorar pelo resto da vida.

-Bom eu não chorava por eles. Na verdade só chorei uma vez por namorado, e foi por culpa do primeiro, que só me usou para fazer ciumes na ex namorada dele.

-Mas isso é muito cruel. – Karol disse se compadecendo.

-Garotos são cruéis, egoístas... Mas depois dessa aprendi muito a não confiar e foi o que fiz.

Karol morde seu lábio inferior, sabendo que Elya tem razão, pois foi vitima de uma crueldade embora em sentido diferente do que foi com ela, porem lembra de um detalhe naquela conversa e que lhe trouxe curiosidade.

-Lya... Er. Você disse que perdeu a virgindade antes de se mudar para cá. Foi com quem? Bom, se quiser me dizer, é claro...

Elya voltou a dar de ombro possuindo uma careta que mostrava que a resposta fosse desagradável a ela, mas não hesitou em responder.

-Com um ex namorado.

-Foi ruim? – Karol perguntou achando que a expressão da morena fosse a resposta positiva de sua pergunta..

-Não é a questão de ser ruim. A verdade foi que fiz em um momento de raiva.  Conheci o Dylan quando fui fazer o curso no necrotério  criminal da polícia. Ele era um dos peritos investigativos que trabalham lá.  Já nesse tempo, eu não andava muito ocupada como antes e com poucas exigências em minhas costas. Então acabamos fazendo amizade, e um dia ele me convidou para sair... Não me entreguei a ele, mas rolou algumas coisas que até ajudaram a  não insistir para que eu transasse com ele.

Karol franziu a testa.

-Como assim? Que coisas?

Elya rolou os olhos.

-Karol, existe várias maneiras de se fazer sexo sem haver penetração vaginal. Entende? – Karol abre a boca em um O entendendo onde ela queria chegar.

-Uau! Muita coragem sua. – falou lembrando que algumas vezes escutou as meninas do elenco conversando algo do tipo e suas experiências sexuais.

-Não se trata de coragem... Muitas vezes é desejo de satisfazer alguém para mantê-lo com você ainda que precise de tempo para se entregar totalmente já tendo total confiança.  E nesse caso, eu não tinha confiança no Dylan. Sabe, não que meus ex anteriores a ele fossem feios, nada disso... Mas Dylan possui uma beleza rara... Ele é filho de coreano nascido nos Estados Unidos, é alto, forte, um sorriso cafajeste lindo e beija perfeitamente bem... Digamos que qualquer mulher jamais teria forças para resistir em não ir pra cama com ele.

-Mas você conseguiu resistir. Bom! Pelo menos até antes de terminar o namoro com ele, certo?

-Sim, pois antes dele me trair ficamos uns seis meses namorado. E ainda que nos dessemos bem e nossa relação era algo bem intenso, ainda não me sentia segura para transar de modo básico com ele. Até que o flagrei com outra e o namoro acabou...  Antes de decidir me mudar, Dylan continuava me ligando e até mesmo me cercando na rua querendo meu perdão e uma nova chance. E eu sempre negava... Até que ele descobriu que eu estava indo embora e foi atras de mim onde morava... Começamos a discuti, até que ele me beijou e eu o afastei. Daria um tapa nele e o expulsaria, mas quando olhei nos olhos dele e vi lágrimas, não sei o que me deu, gritei um sonoro “foda-se” mental e voltei a beijá-lo até acabarmos nus em cima da minha cama e fazendo amor.

Karol possuía uma expressão abismada.

-Puxa... Mas e depois? O que rolou depois?

-Dylan achou que estava tudo bem entre a gente e que desistiria de ir embora. Eu só olhei para ele e disse que meus planos continuam os mesmo e que nada mudou entre ele e eu. E o que havia acabado de rolar foi que só dei a ele o que tanto queria de mim, e que já poderia sentir satisfeito porque não teria mais nada de mim. Ele ficou uma fera, se vestiu novamente, mas antes de ir me olhou nos olhos dizendo que se continuasse agindo como uma vaca desalmada ficaria sozinha, sem amor e carinho...

-Isso foi cruel... Quer dizer... Você foi cruel primeiro, mas o que ele disse foi tão cruel ainda.

Elya assente respirando fundo

-Sim, eu fui. Ainda que tenha transado com ele e perdido minha virgindade, não poderia voltar para ele quando foi infiel a mim. Nossa relação foi bem diferente do que as relações que tive anteriores ... E tenho a certeza de que  ainda que não tenha me entregando como ele queria antes, não fui uma namorada distante como nas outras situações e tão pouco deixando brecha para que me traísse. Agora...Seja como for. Eu só queria que ele me deixasse em paz naquele momento. E acho que consegui já que Dylan não mais me ligou...

-Mas você se arrepende de ter feito sexo com ele? – Karol morde seu lábio inferior, se dando conta o quanto se sente bem estar falando sobre a vida intima de sua nova amiga, ainda que falar sobre sexo mesmo ela já não sendo virgem seja algo que lhe deixa vermelha.

Elya fica pensativa quanto a pergunta, mas não demora a responder.

-Não me sinto arrependida. Na verdade poderia ter rolado antes dele me trair... Por outro lado não vi que a falta de sexo fosse motivo por ele me trair, e  acredito  que mesmo assim ele teria feito ainda que nosso namoro fosse completo.

Karol respira fundo não tendo o que dizer e Elya faz o mesmo, mas em um piscar de olhos volta a sorrir encarando Karol dizendo.

-Então... falta pouco para anoitecer. Que tal eu preparar algo para jantarmos? – sugeriu.

Os olhos de Karol se abrem, pois não havia se dado conta de que as horas de passaram.

-Caramba. Nem tinha percebido que já vai anoitecer. Minha mãe deve estar querendo me matar... – ela disse buscando o celular no bolso, mas não o encontra batendo a sua mão direita na testa como se lembrasse de algo. – Merda! Eu sai e não levei meu celular.

-Faz o seguinte, ligue para a sua mãe do meu celular. E avise que está aqui comigo... E se for o caso chame-a até aqui para me conhecer caso ela esteja realmente furiosa. – Karol nega.

-Não, acho melhor ir pra casa... – disse se levantando e Elya faz o mesmo.

-Tudo bem, mas poderia voltar pra jantar comigo. – insistiu atraindo o olhar de Karol. -  Eu só queria agradecer que mesmo não me conhecendo veio me ajudar. Gostei de você Karol e espero que sejamos amigas mesmo...

Karol solta um suspiro. Não que ser amiga de Elya fosse algo ruim ou estranho, mas sua mente se deu conta o quanto foi sem sentido ter ficado ali no apartamento de sua nova vizinha quando mal havia acabado de conhecê-la. Todavia, a certeza que Karol tinha era que também deseja ser amiga de Elya, ainda mais porque graças a ela, todo o sofrimento de cedo e o vazio desapareceram com a sua alegre chegada.

Karol sorri lindamente e fala.

-Eu vou pra casa, mas eu volto para jantarmos. – Elya amplia mais o seu sorriso.


Notas Finais


Ola de novo... Espero que tenham gostado do capítulo.
Então gente, o que quero falar com vocês. Eu queria ressaltar algo que tinha dito nas notas do capítulo anterior. Eu sei que muitos não curtem histórias de conteúdo homossexual ou bissexual, mas que apesar de que esta fanfic tem este conteúdo não estou forçando ninguém a ler, leia quem quiser e ciente de que não vou mudar o casal. Porem uma pessoa, digamos que foi a primeira quem comentou o capítulo com algo impertinente e agressivo dependendo como se poderia interpretar quanto a minha pessoa. Não sei se criticando por escrever uma fanfic lésbica com a Karol Sevilla e outra personagem original ou não, mas que seja como for, tinha deixado claro sobre o conteúdo da fanfic. Sendo assim desnecessário tal comentário da pessoa. Não me dei ao luxo de responder deletando tal comentário, porque sei que só renderia aborrecimento, e será assim que irei agir, pois já conheço bem essa situação, é só eu responder algo e vem dizer que "não aceito a opinião", não é questão de não aceitar opinião, mas tem gente que acha que opinião é o mesmo que poder ofender e expressar seu ódio para tal coisa e que o autor é obrigado a aceitar isso. Quem já fez isso comigo, só fez uma vez , e não vou aceitar mais. Aceito criticas construtivas para a melhora do enredo e até mesmo para corrigir algum erro, mas não pessoas ofender meu trabalho só porque estou escrevendo sobre casais com o mesmo sexo, ou shipper diferente , ex: Nimon, Reybar, Jazton etc...
Me perdoem se estou sendo chata com isso, mas me senti na obrigação de ressaltar esse fato para deixar claro seja quem realmente estar disposto a ler ou aqueles que abominam a história. Como já disse, ler quem quer, e quem não gosta, vai lá e tire de seus favoritos ou nem perca tempo favoritando, respeitando quem curte e quer continuar a ler. Okay?!
Mudando de assunto...
Quero deixar claro que esse começo da fanfic será um pouco mais para conhecermos o personagem Elya ( apelido Lya). Sei que tem gente que prefere ver as coisas já ficando intensas, mas quero que tenha paciência e entendam que é importante conhecer a história de Elya e sua personalidade, para ter uma noção como ela será no momento em que começar a se relacionar com Karol. Também irei narrar um pouco sobre a vida de Karol, mas claro no sentido não totalmente real , mas o que for necessário como já fiz no cap anterior. E fora que não posso fazer a Karol e Elya se apaixonando de uma hora para outra, até porque as duas nunca se relacionaram com outras mulheres, e tudo precisa acontecer no seu devido tempo. Mas calma que não pretendo enrolar, pretendo se for necessário fazer uma passagem de tempo, ai sim, o romance irá rolar. Certo?
É isso gente... Me desculpa se chateei vocês com alguma coisa, e espero que tenha gostado em ter conhecido um pouco mais a Elya ( "E" com som de "e" de escola, e "Y" com som de "Í" com acento) nesse cap. No próximo saberemos mais sobre ela e entre outras coisas. Bjs e não deixam de comentar , pois preciso saber se estão gostando e o que devo melhorar. Até semana que vem *--*


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