História Infames - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Infames
Visualizações 116
Palavras 3.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey pessoal! Adivinha quem escreveu mais dessa vez? Boa leitura <3

Capítulo 7 - O Plano


Fanfic / Fanfiction Infames - Capítulo 7 - O Plano

  Sakura

  Apenas mais uma quinta normal no instituto e eu estava literalmente prestes a surtar com aquela entediante aula de história. Em tese era para a Shizune ser a professora mais adequada para a nossa sala, mas ela tinha um complexo de superioridade que era um tanto perigoso para alguém em sua posição. Na carteira ao meu lado Sasuke estava com uma expressão um tanto indecifrável, como se estivesse se divertindo com alguma piadinha interna.

  Meu celular vibrava insistentemente, novas mensagens da minha mãe, aquela doida controladora. Minha boca escancarou rapidamente quando vi aquela imagem perturbadora: minha coleção secreta de kit kats que eu costumava esconder debaixo do colchão da cama. Como ela tinha achado aquilo? E não, eu não era o tipo de glutona que conseguia comer tanto doce de uma vez só, aquilo não passava de um escape das minhas crises ansiosas.

  “Acha que conseguirá ser modelo estando acima do peso?

  Quase gargalhei com aquilo. Eu nunca desejei estampar capas de revistas, tampouco viver da exibição do meu corpo extremamente esguio. Não, aquilo tinha sido o sonho da minha mãe, que ela insistia em tentar me fazer realizar. Desde os doze anos eu nutria um enorme desejo de ter um corpo como o de Ino ou Hinata: todo cheio de curvas, com seios fartos e rostos redondos. Vivendo sob a constante pressão de Mebuki eu precisava regrar tudo o que comia e com 1,65 eu pesava somente 46 quilos.

  Nada conseguia ser pior do que passar diante de uma confeitaria e ver aquelas delícias decoradas e nem poder me aproximar. Era doloroso imaginar o sabor, a consistência e a felicidade proporcionada por aquelas massas dos restaurantes que costumávamos frequentar. As únicas coisas que passavam pelo meu corpo eram folhas e sucos detox.

- Lembrem-se de trazer os trabalhos de álgebra até a semana que vem. – Shizune fechava sua pasta de trabalho que estava sobre a mesa. – Se algum de vocês tentar colar eu saberei.

- Tsc. – o Hyuuga grunhiu. Aquele Casanova só levava jeito com garotas pelo visto.

- Vai ser fácil, posso ajudar vocês. – Hinata sorriu gentilmente, pegando suas próprias coisas. Era o horário do almoço e tínhamos combinado de provar os novos canapés do Ichiraku, nosso cozinheiro.

  Em breve aconteceria a festa de dezoito anos de Ino e ela fazia questão que aquele homem fizesse todas as comidas da noite.

- Saky, aconteceu alguma coisa? – Ino parecia seriamente preocupada. Não que eu não fosse grata por isso, mas não gostava de me sentir digna de pena ou frágil. Eu era a rainha e como tal não podia me deixar abalar por coisas pequenas como uma discussão besta com a minha mãe.

- Só estou irritada com a Mebuki.

- O que ela fez dessa vez? – Tenten retocava a maquiagem enquanto caminhávamos. Ela era expert no assunto e tinha uma destreza incomum a tudo que estava relacionado à beleza e moda. “Queria que fosse você em meu lugar”, imaginei angustiada ao mesmo tempo em que tentava afastar tais pensamentos.

- Ela encontrou uma coisa minha que estava escondida.

- Um vibrador? – Ino sussurrou discretamente, fazendo os pelos da minha nuca se arrepiarem e meu rosto queimar de vergonha.

- Ino! – Hinata ralhou igualmente envergonhada.

- Você sabe que eu não curto esse tipo de atividade... – balbuciei um pouco afobada recebendo os abanos de Tenten e Hinata. – Foi outra coisa.

- Que tipo de coisa deixaria sua mãe tão brava? – Tenten se aproximou com sua garrafinha de água e me ofereceu.

  Suspirei pesadamente e aceitei o líquido gelado de bom grado.

- Minha coleção secreta de doces.

- Sakura! – as três pareciam muito surpresas.

  Eu não costumava contar às meninas ou a qualquer outra pessoa sobre as coisas que eu fazia escondida. O assunto da minha constante dieta era um pouco vergonhoso para mim, eu preferia fingir que estava sempre bem sobre aquilo.

- Isso é pior do que... Do que... – Hina corava cada vez mais – Um vibrador. – ela sussurrou por último, absolutamente mortificada.

- E o que você vai fazer? – Ino segurou nos meus ombros e me impulsionou para frente com aquele sorriso mordaz ao qual eu já estava habituada.

- O mesmo de sempre... – abri as portas do refeitório sem muita animação, recebendo aquele silêncio mortal dos outros alunos. – Fingir que nada aconteceu.

  Estávamos prestes a fazer nossa entrada monumental quando a garota Sabaku passou correndo entre nós, ganhando toda a atenção para si. As pessoas a observavam com interesse, afinal ela tinha praticamente me arrastado alguns metros com sua atitude desenfreada.

- Me desculpe pelo atraso, eu... – ela respirava ofegante -... Gaara... – apontou para o irmão que caminhava por detrás de nós na companhia daqueles malditos Sharingan.

  Eu não sabia exatamente o motivo por trás daquela estranha sensação que eu sentia toda vez que via Gaara. Era como reencontrar uma pessoa que eu não via há muito tempo. Em outro caso ele já teria sentido a ira de uma Haruno, mas de alguma forma eu ficava estática só de vê-lo.

-... Sakura? – Ino estalava os dedos em frente ao meu rosto e alternava o olhar entre mim e o Sabaku. Eu sabia que ela era esperta e que era questão de tempo até que percebesse o que estava acontecendo.

  Os garotos passaram por nós conversando sobre coisas pervertidas, mas aquele ruivo parecia alheio a tudo, interessado apenas em me observar. Era estranho se sentir tão bem por ter alguém constantemente preocupado com seu bem-estar?

  Naqueles trinta minutos de descanso tratei de resolver os assuntos dos outros alunos. Pelo o pouco que sabia a tal de Karin – a ruiva que desafiara minha ordem de exílio para Sasori – não tinha aguentado a pressão e havia se transferido para outro país. Se eu tinha pena? Obviamente não. Todos ali tinham conhecimento das leis e se as transgrediam é porque sabiam o que lhes esperavam.

- Tadinha... – Temari murmurava vez ou outra se referindo à ruivinha.

- Temari, que saco! – Ino reclamou pondo as mãos em seus ombros enquanto a virava de frente para nós quatro. – É o seguinte, queridinha... Você não é mais aquela pobretona de antes e precisa urgentemente se adequar a sua nova vida!

- C-como assim? – a Sabaku não poderia ser mais desorientada. Tomei as rédeas da situação na mesma hora.

- Bem, você ainda não é uma Byakugou oficialmente. – a puxei pelo braço enquanto tomávamos o rumo do pátio da área norte do instituto. – Nós somos muito exigentes com nossas integrantes, mas relevamos algumas atitudes suas já que você ainda não foi instruída. Por isso, se você estiver mesmo disposta a ser uma de nós, vai precisar passar por uma iniciação.

- Que tipo de iniciação? Eu vou ter que expulsar alguém da escola ou algo assim?

  Mesmo sabendo que aquela pergunta tinha sido inocente, acabei me estressando e provavelmente a teria expulso dali antes mesmo de entrar, mas como sempre Ino conseguia abrandar as coisas que eu não podia pela minha pouca paciência.

- Na verdade, é muito mais simples! – Ino deu um enorme sorriso e me afastou um pouco da outra loira. – Você só precisará de umas mudanças físicas, algumas aulinhas sobre hierarquia social e principalmente... Aprender o que pode ou não falar.

- Me desculpe, eu estou um pouco perdida com tudo... – Temari balbuciava. – Mas prometo dar o melhor de mim para me tornar uma Byakugou exemplar!

  A determinação nas palavras daquela garota foi o primeiro passo para sua aprovação. Ser uma Byakugou era mais do que ter mérito, era desejar. Era sonhar tanto com aquele posto a ponto de abandonar todas as suas concepções de mundo por outras. O desespero de ser admirada era o que tornava submissas ainda mais fiéis.

- Vamos começar com isso no sábado. – Tenten lembrou ao passo em que guardava suas coisas na bolsa. – A aparência é muito importante se você quer ser respeitada. Como inspirar poder se você usa tênis de corrida com uma saia de pregas? É quase pior do que aquelas Crocs horrendas!

- Crocs, Argh. – ela, Hinata, Ino e eu dissemos em uníssono com nossas melhores caras de nojo.

- Eu não fazia ideia de que estava tão por fora... – a Sabaku lamentou com os olhos marejados.

- Mas não se preocupe! – Ino dava batidinhas amigáveis em suas costas. – Nós somos a melhor escolha para te ajudar!

- Obrigada...

  Mas mesmo com aquele sorrisinho bobo, porque eu tinha a impressão de que ela não estava devidamente agradecida?

***

- Eu estou falando sério, aquela vaca quer me obrigar a viajar como uma família feliz com ela e o meu pai... – Ino novamente reclamava de Yuri, sua madrasta. Pelo pouco que eu sabia ela já tinha sido uma das prostitutas do senhor Yamanaka, a única com cérebro pelo visto. Ela estava determinada a tornar a vida da minha amiga um inferno e tenho de admitir que foram muitas as vezes em que tive vontade de esganá-la.

- Nem fodendo que você vai. – eu a encarei com um sorriso maldoso. – Acho que ela ainda não sabe que uma vez vadia sempre vadia.

- Meu pai faz com que ela se sinta super especial e tudo mais... – os dedos trêmulos de Ino denunciavam a falta da nicotina, aquele vício horrível que eu sempre tentava tirar dela. – Agora ela realmente acha que é, pobrezinha. Mal sabe que já tenho planos fantásticos para o meu fim de semana.

- Sábado não é bem o fim de semana inteiro... – dei uma piscadela. – Vamos porquinha... Quem é o seu peguete da vez? Tirando o chofer acho que só sobrou o seu mordomo.

- O senhor Tsubaza seria uma opção... – ela tamborilou os dedos sobre os lábios. – Se não fosse um velho senil.

  Caímos na gargalha, mas logo o carro dela chegou e eu fiquei sozinha avistando a Mercedes dobrar a esquina e sumir no trânsito agitado. Suspirei pesadamente. Às vezes quando eu me sentia mal por algum acontecimento, acabava recordando do dia em que a conheci. Foi numa tarde, depois da educação física no nosso nono ano...

  Eu estava chateada com Sasuke. Ele havia espalhado para todo o colégio um segredo de família muito vergonhoso e por causa disso as pessoas tinham passado a se aproveitar do meu momento frágil para me diminuir. Para completar o pacote o meu namorado tinha terminado comigo por mensagem, com a simples desculpa de que estava se mudando e que não queria perder a diversão por estar amarrado a uma louca controladora. Aquilo doeu. Não importava como eu visse, todas as pessoas que eu amava estavam me deixando de alguma maneira e eu nunca tinha me sentido tão devastada... Poderia ter sido muito pior, não fosse por aquelas palavras de consolo vindas da nova aluna transferida, filha do hoteleiro mais rico da Ásia. Seu nome era Ino Yamanaka e por mais que aquela fosse a primeira vez que nos víamos, um vínculo verdadeiro foi criado entre nós. Ela poderia ter me maltratado como os outros, sentido o gostinho de pisar em um Haruno, mas não: ela preferiu ficar ao meu lado, me ajudando a me reerguer. Dessa forma ela se tornou a primeira dama da rainha, aquela que escolheu a dedo as próximas garotas da Byakugou. Ino ia além de uma amiga, irmã ou alma gêmea... Ela era uma cúmplice fiel de todos os meus atos, até mesmo os mais odiosos. Aquela pessoa com a qual eu sempre contaria, fosse na vida ou na morte.

  O sentimento nostálgico fez com que meu sorriso se alargasse, mas este se desfez no momento em que Sasuke Uchiha cruzou a recepção e ficou parado de pé ao meu lado.

- Nossa você até parece a protagonista de um filme... – o tom sarcástico embrulhava meu estômago. – Esqueceram de mim.

  Aquele imbecil ficou gargalhando às minhas custas e cansada de ficar ali aturando a sua presença, fiz questão de caminhar decidida até o estacionamento enquanto ligava irritada para o motorista. O “chamada sendo encaminhada para caixa postal” foi um tanto ultrajante. Com toda a certeza mandaria Mebuki demitir aquele incompetente.

- Qual é Sakura! – o irritante continuava a me seguir. Mesmo destruído por sua mais recente surra ele conseguia se manter insuportável. – Não tem senso de humor?

  Cerrei os punhos ao lado do corpo e me virei rapidamente, me assustando assim como ele. Nossos narizes se tocavam por muito pouco e nossas respirações estavam entrecortadas e ofegantes. Desde quando eu evitava olhar diretamente para o rosto dele? Talvez fosse porque eu temia que antigos sentimentos e até mesmo os novos me dominassem, mas não importava, não era relevante quando o assunto era aquele crápula.

  Me afastei empurrando-o com as mãos e soltei um grito baixo.

- Abusado!

- F-foi você que chegou perto primeiro! – ele coçava a lateral da cabeça com a mão que não estava presa à tipoia.

- O que você quer Uchiha? Tínhamos um acordo se não está lembrado.

- O acordo dizia para mantermos a paz. – aquela expressão maldosa estava de volta ao seu rosto. – Não para não falarmos um com o outro.

- Você é nojento. – grunhi pondo para fora todo o meu ódio.

- Não fale assim de mim, noivinha.

  Aquela palavra estava ali para me desestabilizar, eu sabia. Sasuke sempre parecia ter prazer em me tirar a paciência, em ver a grande rainha saindo de seu pedestal. Mas aquilo certamente não aconteceria, muito menos naquele dia.

- Está tentando me irritar só para que eu não vá ao jantar na sua casa hoje, não é? – vi que estava certa quando o corpo de 1,87 travou instantaneamente. – Uau, que patético. Acha mesmo que isso vai me impedir de ir?

  Mesmo me sentindo vitoriosa, ainda havia aquele sorrisinho odioso dirigido a mim.

- Não, Sakura. – ele deu um passo em minha direção, o som de um carro se aproximando por trás. – Mas isso certamente vai.

  Minha mochila caiu no chão no momento em que aqueles homens bem vestidos me puseram em seus braços tampando minha boca para que eu não denunciasse o ato. O furgão escuro teve a porta aberta e sem nenhum cuidado fui jogada no piso frio, tendo como última visão um Sasuke sorridente acompanhado de um certo garotinho amigo da Yakuza.

  “Sasuke!”, pensei irritada enquanto era sequestrada numa tarde qualquer, por um motivo qualquer.

  Aquele garoto tinha ultrapassado o último limite e ia pagar. Muito. Caro.

***

  Sasuke

  Porque eu estava rindo tanto? Seria a expressão de assustada da Sakura? Ou então o fato de não ter de aturar a ela, meus pais e irmão durante um tortuoso jantar formal? Claro que não... Era a vitória, afinal se ela faltasse com o compromisso estaria manchada para os meus pais e com certeza deixaria de ser a melhor escolha de esposa do mercado.

- Cara, ela vai te matar. – Shikamaru ainda decidia se deveria rir ou me repreender.

  Eu realmente não estava nem um pouco arrependido, mesmo sabendo mais do que ninguém que cedo ou tarde teria de enfrentar a ira dela. Não tinha sido uma brincadeira infantil, mas um ato de desespero que ia contra o nosso acordo de paz. Uma vez quebrado aquele tratado nós estaríamos em guerra de novo. Só a lembrança de estar na mira daqueles olhos verdes fazia meu corpo tremer por antecipação.

  Assim como no dia em que havíamos decidido dar um tempo nas provocações.

  Era a última semana de aula do segundo ano. Dois dias antes aquelas diabinhas da Byakugou tinham destruído nossa sala secreta e expulsado do instituto todas as nossas “garotinhas” especiais. Estávamos realmente cansados, Naruto afirmava com toda a certeza de que a Yamanaka estava pondo laxantes na sua comida, Neji tinha perdido três mechas de seu amado cabelo e Shikamaru havia sido pego pela diretora matando aula depois de uma “denúncia anônima”. Estávamos putos, mas mais do que putos, destruídos. As mulheres tinham uma habilidade maior para a vingança e quando o faziam – ainda mais sendo tão poderosas – podia ser algo muito assustador. Por isso nós hasteamos a bandeira branca e rogamos por uma reunião de emergência. Sakura não esboçava nenhuma reação e parecia nem um pouco disposta a se render a nossos pedidos.

- Está brincando, não é? – ela cruzou os braços – Acha mesmo que depois de terem posto insetos em nossos armários, destruído nossas maquiagens, postado os nudes da Ino que estavam no celular dela no instagram, boicotado nossa festa de boas vindas aos calouros, nos inscrito em um programa de fofocas...

- Tá bom, nós já entendemos! – estendi os braços em rendição. – Você ganhou, nós extrapolamos esse ano. Entendemos o seu lado, mas será que poderia nos escutar?

  As quatro se reuniram por um momento, assentiram em conjunto e então deram sinal para que continuássemos.

- Bem, é fato que nos odiamos e que nunca iremos nos dar bem... Mas ano que vem será a nossa formatura, nosso último momento como simples colegiais e queríamos ter memórias melhores do que brigas e confusão. Por isso estamos aqui para humildemente pedir uma trégua.

- Uma trégua? – Ino parecia escandalizada. – Não me faça rir.

- Ino. – Sakura estendeu a mão, fazendo-a se calar. – Porque nós iríamos concordar com algo do tipo se está tão claro que jamais iremos nos suportar?

- Porque será uma trégua, não um convite para fazer amizades. – concluí – E só durará um ano, até que nossas aulas acabem. Depois disso cada um de nós irá para um canto diferente do mundo e não precisaremos mais de acordo algum já que só iremos nos encontrar em raras ocasiões.

  Novamente elas fizeram aquela rodinha ridícula enquanto eu e os caras esperávamos ansiosamente por uma resposta.

- Está bem. – elas concordaram no final.

  Levantei o olhar depois de algum tempo e sorri tranquilamente, sabendo que independente do que me esperava seria muito melhor do que um casamento com a inimiga.

- Deixe que ela e aquelas malucas nos cacem. – passei as mãos pelos cabelos, querendo estar o mais apresentável possível para não levantar suspeitas. – Nós estaremos esperando por elas.

  E então dei meia volta na direção do meu Mustang enquanto o Nara ainda parecia perturbado demais para opinar.

***

  Era tarde da noite e faltavam poucos minutos para o início do jantar. Eu já estava devidamente vestido, sentado no sofá da sala observando os garçons andarem em zig zag pelo salão como baratas. Naruto era o mais preocupado de nós, principalmente porque havia pessoalmente me levado até a sede da Yakuza, onde tínhamos deliberado junto de Neji e Shikamaru sobre aquele sequestro de brincadeira.

- Bro, e se ela se ferir? – ele continuava a lamuriar no telefone. – A gente pode ser preso!

- Deixa de ser idiota! – rosnei – E desde quando gente rica vai pra cadeia? Além do mais vai ser apenas de mentira e logo depois da meia noite ela vai ser deixada na porta de casa em total segurança.

- Mas e a mãe dela, Teme? – ele continuou, arfando como um bicho morrendo – Ela vai dar falta da filha, ainda mais quando ela não aparecer para uma ocasião tão importante!

- Naruto, com que você acha que está falando? – rolei os olhos de irritação. Como aquele cara podia ser tão tapado? – É óbvio que eu já resolvi isso também. Disse à Mebuki que custeei uma tarde de spa para minha garota.

- Bro, você é do mal. – ele parecia mais leve e estava até mesmo rindo. – Mas espero que também seja inteligente quando ela e as malucas dela virem pra cima da gente.

- Pode crer que serei. – continuei firme e forte em minhas convicções. Nenhuma mimadinha de merda ditaria como eu deveria viver. – Ela pode vir até armada que eu passarei com tudo por cima dela.

- Confio em você bro. De toda forma, boa sorte. Tenho uns lances pra resolver.

  E desligou, dando-me a deixa para levantar e reafirmar mais uma vez que a estrela da noite estava atrasada.

- Eu jamais imaginaria que logo uma Haruno poderia ser tão displicente com um compromisso! – Minha mãe saltava fogo pelo nariz. Se havia uma coisa que a deixava realmente chateada era esperar.

- Calma mãe... Tenho certeza de que algo grave aconteceu para que ela se atrasasse assim. – Itachi, aquele bastardo maldito, continuava acalmando os nervos dos nossos pais. Felizmente nem mesmo ele poderia impedir que meus planos ganhassem forma.

- Ou ela não se importa conosco e deve estar farreando por aí. – eu olhava de maneira casual para o quadro da sala, como se aquele comentário tivesse sido mesmo inocente.

- Se essa mocinha pensa que pode fazer algo assim, está enganada! - papai caminhava irritado até o telefone. Com certeza delataria Sakura para sua mãe.

  Dei um sorriso mordaz, me preparando para subir para o quarto e ter a melhor noite de sono da minha vida. No entanto, eu não contava com aquela figura esbelta e fodidamente gostosa que acabava de ser anunciada por nosso mordomo. Vestida elegantemente dos pés a cabeça e portando a expressão mais ameaçadora possível, Sakura Haruno estava mais intacta do que os quadros velhos do nosso museu particular.

- Me desculpem pelo atraso, mas vocês não vão imaginar o que aconteceu...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


E então, muita coisa foi esclarecida nesse capítulo, mas não o bastante! Como vocês acham que a Sakura conseguiu se livrar da Yakusa e ainda por cima fazer uma aparição dessas no jantar? Nosso Sasuke tá ferrado ou não tá? Me digam o que vocês acham que vai acontecer! Beijinhos e até o próximo capítulo!


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