História Infames - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Infames
Visualizações 95
Palavras 2.732
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, eu estava aqui sem fazer nada e como eu não queria deixar vocês esperarem muito só pra um "filler", aí está o mini capítulo que mostra como a Sakura se safou do sequestro! Não se preocupem com o encontro do Sasuke e da Sakura não vai demorar pra ser postado! Boa leitura e boa noite ;D

Capítulo 8 - A Diabinha


Fanfic / Fanfiction Infames - Capítulo 8 - A Diabinha

  Hinata

  Sabe quando você é colocado numa situação de merda quando tudo que queria era ter uma tarde tranquila com o seu affair? Pois é, pode ter certeza de que essa era eu naquela quinta infernal. Todas as meninas já tinham ido para casa e eu tinha ficado para trás com a desculpa de que ajudaria a professora Shizune com alguns afazeres.

- Meu rabo. – resmunguei digitando algumas palavrinhas para Naruto, codinome “Senhor Mistério”. Se alguém pegasse meu celular eu não estava disposta a ter meu caso com o Uzumaki exposto. Sakura surtaria como nunca, eu seria expulsa do colégio e teria minha vida sexual exposta para minha família tradicional.

  Como podem ver, isso estava fora de questão.

  Eu nunca desejei ter a síndrome da Hannah Montana e ter uma vida dupla tão agoniante como aquela, mas tive o desprazer de nascer em um berço de ouro e ainda por cima carregar o nome da família mais século dezenove que já existiu: a poderosa Hyuuga. Claro que eu era grata por aquela genética tão abençoada, mas aquela pressão para que eu fosse a mocinha ingênua, dedicada e amorosa era uma droga!

  E se eu gostava de dar, qual o problema? Ino era uma verdadeira vadia e todos estavam pouco se fodendo para isso. Pelo contrário: eles a admiravam e até mesmo lhe rendiam inúmeros apelidos, os quais ela fazia questão de reproduzir em alto e bom som. Mas ela era uma Yamanaka, filha de pais separados e chamariz de paparazzi, precisando sempre estar metida em confusão para que se mantivesse na famosa hierarquia social do Japão.

  No meu caso era tudo muito diferente. Em casa eu era obrigada a usar quimonos, a nunca olhar diretamente no rosto dos homens mais velhos, tinha de ajudar até mesmo nas tarefas domésticas e jamais, nunquinha mesmo poderia sequer pensar em perder a virgindade antes do casamento. Ops... Acho que essa última regra realmente não foi cumprida.

  Perdi minha inocência – vulgo deixei de ser trouxa – um pouco depois de completar meus quinze anos. Estávamos em uma festa no hotel da Ino, todos já estavam bastante bêbados e até mesmo Sakura estava ocupada dando uns pegas em um veterano. E eu... Eu como sempre observava tudo como uma pata feia e sem graça. Claro que eu sabia que era bonita e tinha consciência do efeito que causava nos homens, mas nenhum ali valia uma herança milionária a ser desperdiçada.

  Exceto um, talvez. Naruto Uzumaki, o tal de Joker e melhor amigo do rei. Aquele loiro safado tinha tentado me apalpar em uma determinada situação e como retaliação eu queimei tudo o que havia em seu vestiário, inclusive suas inúmeras revistas pornôs e seus itens de sexshop. Aquela foi a primeira vez em que vi tais coisas e ao invés de me sentir envergonhada tive a sensação de prazer e até mesmo curiosidade em relação ao sexo. Quase todo mundo do primeiro ano já tinha transado, exceto eu, Sakura e alguns perdedores. Claro que em nosso caso era mais por opção, mas de repente comecei a me questionar sobre o que realmente queria.

  A masturbação foi algo que comecei a fazer em momentos de ansiedade e que com o tempo foi aumentando à medida que eu e Naruto continuávamos com nossos joguinhos de mensuração de poder. Era uma delícia enfiar meus dedos em minha carne macia enquanto imaginava aquele gostoso sobre mim, mas eu tinha certeza que a experiência completa devia ser ainda melhor.

  Então ele pareceu ter o mesmo pensamento que eu e antes que percebêssemos estávamos de posse da chave de um dos quartos do sexto andar entrelaçando nossas línguas com avidez. Não posso afirmar que minha virgindade foi tirada de maneira romântica, tampouco me arrependo por isso. Nunca fantasiei nada em relação a isso e até mesmo achava estranho como deveria ser a primeira vez com alguém que você gostava. A cobrança, o medo de fazer algo errado... Eu já era pressionada demais em casa para passar pela mesma experiência na cama.

  Mas o Uzumaki sabia bem o que fazer. Nunca me senti tão bem na vida e logo estávamos nos encontrando várias vezes na semana, sempre inovando para não cair na mesmice. Não éramos apaixonados um pelo outro e esperava que assim sempre continuasse afinal papai jamais permitiria que sua filha mais velha e herdeira casasse com o filho de um estrangeiro e uma atriz escandalosa.

  Nós nos conhecemos, nos tornamos confidentes de nossas vidas secretas e a relação estagnou por aí, sempre nesses termos de sexo e rivalidade. Na escola éramos a santinha e o palhaço, inimigos jurados até a morte que jamais ocupariam o mesmo espaço. Na cama éramos insaciáveis, um tentando sempre subjugar o outro em nome do prazer. E seria o que faríamos aquele dia, não fosse por um pequeno contratempo chamado SasuSaku.

  Isso mesmo, era dessa forma que chamávamos nossos “chefinhos”, que com certeza deveriam ter uma tensão sexual da porra para continuarem naquela coisa ridícula de "Rei e Rainha”, sempre pregando peças bobas uns nos outros e querendo estar no topo quando jamais poderiam. Ao menos eu e Naruto tínhamos senso de responsabilidade e entendíamos que um dia aquela farsa de escola teria fim e então teríamos de arcar com o mundo dos adultos.

- Hina! – Naruto entrou na sala apressado, quebrando uma de nossas regras mais importantes: jamais conversarmos naquele lugar.

- O que aconteceu de tão grave pra você entrar aqui desse jeito? – me levantei rapidamente com a bolsa já pendurada em meu ombro.

- É o Sasuke. – ele semicerrou os olhos azuis – Ele vai fazer uma merda muito séria.

  Nós discretamente corremos pela escola quase vazia – sempre evitando algum par de olhos que pudesse nos ver daquele jeito – e me mostrou bem a tempo a cena de Sakura sendo levada a força para dentro de um veículo escuro por vários homens de terno enquanto Sasuke e Shikamaru observavam a tudo.

- Que merda é essa? – sussurrei detrás da pilastra com ele logo atrás de mim.

- O Sasuke falou com uns caras da Yakuza para que a sequestrassem.

- Yakuza? Esse filho da puta precisava ir tão longe?!

- Longa história, mas é tudo um sequestro falso, só pra que ela não vá a um jantar que a família dele organizou. Parece que se ela não comparecer eles poderão revogar o noivado.

- Porque está me mostrando isso, então? – eu estava um pouco aliviada, mas ainda assim sentia que havia mais além daquilo.

- Hina, esses caras são membros de uma das facções criminosas mais perigosas do país. Foda-se se o Sasuke mandou não a tocarem, ela é uma gata e eles não vão perder a oportunidade de a provarem. – ao ver que os garotos se aproximavam lentamente de onde estávamos ele me puxou pela cintura para que compartilhássemos daquele espaço e acabamos de frente um para o outro, espremidos rente à parede. – Sua bunda aumentou ou é só impressão minha? – e lá estava aquele sorriso que poderia molhar qualquer calcinha.

- Naruto, vamos ter foco, por favor? – pedi irritada enquanto ouvia o som do motor soar e as rodas rasparem na pista com a velocidade. Enfim, estávamos sozinhos. – O que podemos fazer?

- Bem, eu realmente não posso me meter nos assuntos do Sasuke, mas você pode. – ele me entregou um papel delicadamente dobrado onde constava um endereço na parte norte da cidade. – Boa sorte, docinho. – rapidamente me soltou e caminhou até o próprio carro, deixando-me com aquela difícil missão.

  Como resgatar uma garota rica das mãos de um bando de mafiosos japoneses?

***

- Caralho. – Ino finalmente quebrou o gelo e logo ela e Tenten estavam focadas.

  Não tinha chamado a Sabaku, não confiava nela a ponto de chama-la para uma reunião oficial da Byakugou. Minha pose de santa estava lá, linda e impecável, e as duas garotas pareciam preocupadas ao mesmo tempo em que maquinavam junto a mim alguma solução para resgatar Sakura do cativeiro da Yakuza. Obviamente contei a história de outro jeito, dizendo que havia flagrado o sequestro e encontrado um cartão com o endereço do lugar que poderia ser o covil dos sequestradores.

- Okay, certeza que era a Yakuza? – Tenten arqueou a sobrancelha, ela estava desesperada e nem estava se importando com o rímel machado pelo choro.

- Tenho certeza! – juntei os punhos na famosa pose da “mocinha determinada” – Papai faz coisas realmente horríveis, vocês sabem... – balbuciei naquela vozinha de coitada. – E quando ele precisa recorrer a certos trabalhos, ele chama a Yakuza, que é sua parceira de anos. Conheceria eles mesmo de tão longe.

- Ótimo, e agora? – Ino cruzou os braços e mordeu os lábios de irritação. – Lá é o Q.G., deve ser mais protegido que o seu lacre.

- Ino! – dei um gritinho exasperado, mas por dentro ria de desgosto. Se fosse como o meu “lacre” então nós teríamos uma chance.

- Você sabe o que eu quero dizer! – ela se explicou igualmente afoita. – Meninas, dessa vez o Sasuke passou de todos os limites.

- Nós deveríamos chamar a polícia. – Tenten já estava discando os números quando Ino tomou o celular de sua mão.

- Tá doida?! – gritou – A Sakura preferia ser estuprada a ser exposta dessa maneira! – ela jogou o aparelho sobre a cama do meu quarto e se levantou confiante. – Nós vamos resgatá-la e por Deus, é bom que aquele Uchiha de merda não esteja por lá ou eu juro por toda a minha coleção da Chanel que irei pessoalmente arrancar o pinto dele.

- E como vamos fazer isso? – a Mitsashi tremia da cabeça aos pés. Era claro que de nós era a única com algum pingo de inocência, somente porque era burra demais para discernir a maioria das coisas. – Somos três colegiais contra um bando de mercenários!

- Somos três colegiais com uma conta bancária gordíssima. – Ino estendeu seu cartão de crédito e nós fizemos o mesmo com os nossos. Algumas garotas estendiam as mãos e faziam seus gritos de guerra, mas nós tocávamos nossos cartões platinnum enquanto acenávamos com nossas cabeças. – Vamos contratar alguns gorilões pro serviço.

  Algumas horas depois estávamos diante do casarão no subúrbio da cidade. Nós três usávamos roupas fofas de lolitas. Íamos colocar nosso plano em ação, um resgate inteligente e sofisticado como nós. Escondidos nos matagais estavam um bando de homens gigantes e bombados prontos para entrar em ação assim que precisássemos.

- Estão preparadas? – Ino perguntou mais uma vez, mas eu não via um pingo de medo em seus olhos. Ela realmente parecia não ver limites em nada e às vezes eu me questionava sobre sua periculosidade, principalmente quanto à Sakura.

- Eu tô mijando nas calças. – Tenten continuava tremendo, mas mesmo assim não dava sinais de que iria dar para trás.

- Tudo pela Saky-chan. – murmurei com a voz mais fofa.

  Embora eu mentisse pra caralho sobre quase tudo, eu nunca tinha sido falsa ou má com a Haruno. Sempre a admirei e a considerava uma boa amiga que apenas precisava de um toque para perceber como era difícil amadurecer.

- Então, vamos. – e assim que Ino terminou de falar começamos a caminhar na direção da entrada, onde um botão empoeirado da campainha pendia quebrado.

  Tocamos com os punhos na porta por quase dez minutos até que um homem mal encarado e gigantesco nos recebeu.

- O que querem?!

- Olá senhor, somos a trupe das garotas estelares e estamos vendendo biscoitos para arrecadar dinheiro para um asilo de idosos! Gostaria de contribuir? Temos os sabores de chocolate, caramelo, morango, baunilha e aveia... – aquela de longe foi minha melhor encenação.

  O homem nos olhou de cima abaixo, parecendo ponderar e então suspirou aliviado.

- Rapazes, tem garotinhas vendendo biscoitos! – ele chamou alegremente, atraindo um bando de homens parrudos que brilhavam os olhos só de ver as guloseimas que trazíamos.

  Ganhamos cem pratas e começamos a cantarolar uma musiquinha chata e feliz sobre amizade enquanto víamos comer todos os biscoitinhos. Biscoitinhos batizados com uma deliciosa poção do sono. Cinco minutos se passaram e todos eles estavam adormecidos na entrada da casa com sorrisos bobos no rosto.

- Que idiotas! – Ino gargalhou euforicamente. – Barra limpa! – gritou para nossos homens, que um a um foram entrando na casa armados até o talo.

  Haviam alguns poucos sequestradores dentro da casa que não haviam comido os biscoitos, mas estes foram rapidamente contidos e logo uma Sakura chorosa e com marcas de amarras passava pela porta com as mãos estendidas em nossa direção. Nós quatro nos abraçamos com força por algum tempo, até nos desvencilharmos e entrarmos no carro que estava sendo dirigido por minha irmã mais nova, Hanabi. Ela estava no segundo ano e embora fosse a caçula conseguia ter mais voz que eu, tanto que adorava acobertar minhas “atividades” noturnas.

- Isso foi irado! – ela gritava empolgada enquanto dirigia em direção ao hotel de Ino, lugar mais próximo da festa dos Uchiha. – Vocês precisam me deixar entrar pra Byakugou do ano que vem!

- Entrar? – Sakura murmurou baixinho – Depois disso vou te colocar na minha lista de sucessão ao trono.

  Nem preciso dizer que o comentário quase matou Hanabi de felicidade.

- Eles te machucaram? Apalparam você? – Ino estava morrendo de preocupação e não parava de checar Sakura, que já parecia irritada com toda aquela situação.

- Eu estou bem... – ela rolava os olhos em descaso.

- Ficamos muito assustadas! – Tenten se certificava de tampar as marcas da cordas com corretivo. – Isso vai demorar uma década pra sair.

- Eu vou matar o Sasuke e isso não é uma ameaça, é uma promessa. – Sakura decretou para nossa surpresa.

  O “matar” para nós significava a maior das penas: morte social. Mas como destruir a imagem de alguém que não era só dona do lugar onde estudávamos como de quase todo o Japão? Era uma coisa até insana de se dizer.

- Ele realmente passou de todos os limites dessa vez, mas como pretende fazer isso, testuda?

  Sakura encarou a Yamanaka com seriedade então deu aquele sorriso carregado de rancor, aquela expressão da qual nunca esqueci.

- Eu vou pisar em tudo aquilo que ele ama, a começar pelo seu tão amado orgulho e autoridade. E não terá dinheiro que o salve disso.

***

  Deixamos Sakura sob os cuidados de Ino e Tenten e então voltamos para nossa casa, aquela mansão em estilo japonês no bairro mais tradicional de Tóquio. Estacionamos e discretamente fomos em direção aos nossos quartos, temendo levantar suspeitas. No meio do caminho, porém, encontrei Neji Hyuuga, meu primo e inimigo Sharingan. Estava vestido naquelas roupas tradicionais e me encarava com desdém.

- Que roupinhas são essas? – apontou em meio às risadas para o meu vestido cheio de babados.

- Não é da sua conta, vê se vaza.

- Hun, como você tá bruta hoje, priminha!

  Por um minuto saí do meu papel de Hyuuga perfeita, mas precisei somente de um minuto para me recompor.

- Me desculpe, eu apenas sujei minha farda e isso era o que Ino tinha no armário dela.

- Aquela safada! – ele gargalhou passando por mim, não muito antes de bater na minha bunda.

  Filho da puta... Um dia eu ainda teria o prazer de ver aquele maldito Casanova se borrar de medo de mim. Por enquanto infelizmente teria de me contentar com meus desejos. Me tranquei no quarto a tarde inteira e às seis da noite meu celular vibrou sobre a cômoda, com o nome “senhor mistério” em destaque.

- Oi docinho! – Naruto aparecia na tela pelo facetime. Seus olhos azuis reluziam em ansiedade, denunciando toda a sua preocupação do dia. Temia que Sasuke e companhia ainda acabassem causando um infarto no americano.

- Oi... – eu quis parecer animada, mas estava igualmente destruída por aquele dia.

- Deu tudo certo, né?

- Sim, você sabe que eu sempre dou um jeito. – sorri com perspicácia, vendo-o suspirar de alívio.

- Graças a Deus! – o peito desnudo subia e descia de acordo com sua respiração.

- Já está pelado? – perguntei com um sorrisinho safado enquanto me certificava de dar outra volta na chave da porta.

- Não, mas isso é fácil de resolver. – ele sorriu do outro lado.

- Naruto, você ainda vai tremer sob mim...

- Com todo o prazer do mundo, morena... – ele sorria extasiado ao passo que começávamos a brincadeira daquela noite.

  Sem Sasuke ou Sakura... Eu rezava para que ao menos aquela relação se mantivesse estável para mim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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