História Infames - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Infames
Visualizações 120
Palavras 3.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal! Esse capítulo ta cheio de treta e treta pesadíssima! Mas mais importante que isso: porque eu adiantei o capítulo? Porque provavelmente se não essa semana mas na outra eu vou dar uma sumidinha básica por conta de uns assuntos da faculdade. Não queria deixar vocês curiosos em relação ao ponto que vai desenrolar toda a história, por isso tá aqui meu presentinho pra vocês u.u
Boa leitura e até a próxima! <3

Capítulo 9 - O Decreto


Fanfic / Fanfiction Infames - Capítulo 9 - O Decreto

  Sakura

  As garotas me circundavam animadamente enquanto me maquiavam e me ajudavam a escolher um vestido fatal – do tipo que deixasse bem evidente que Sasuke Uchiha estava oficialmente fodido. Acabei escolhendo um longo vestido carmim, saltos pretos e um par de brincos de diamantes.

- Uau, eu estou até questionando a minha sexualidade! – ignorei o comentário de Ino e continuei me encarando no espelho, esperando que uma centelha de razão voltasse e eu então percebesse que aquilo não valia a pena.

- Tem certeza de que quer fazer isso? – Tenten perguntou gentilmente enquanto aplicava um pouco de blush em minhas bochechas.

- Não. – respondi no mesmo instante. – Mas é preciso. Se eu deixar que algo tão grave passe em branco, aí sim estarei sendo uma idiota.

- Ainda bem, porque eu já estava ficando entediada com essa trégua de vocês. – Ino segurou meus ombros com as duas mãos enquanto nos encarávamos pelo reflexo do espelho. – Você é a rainha, prove isso a ele.

  Assenti calmamente enquanto vestia um longo casaco de pelos e pegava minha bolsa de mão. Foi um caminho um tanto curto até a casa dos Uchiha, mas o suficiente para que eu me lembrasse das terríveis horas em que passei nas mãos daqueles bandidos. Ser amarrada foi o menor dos meus problemas: ouvir os comentários maldosos e saber que aquilo tudo tinha sido arquitetado pelo imaturo do Sasuke é que realmente faziam meu estômago embrulhar de ódio.

  Desci do carro e me despedi das meninas, que se preparavam para curtir a noite em alguma balada. Eu já estava trinta minutos atrasada, o que para um Haruno era considerado algo hediondo. Meu rosto era facilmente reconhecível e dessa forma foi fácil entrar na mansão, indo diretamente para a sala de jantar onde o alvoroço já parecia ter começado.

- Se essa mocinha pensa que pode fazer algo assim está muito enganada! – a voz irritada do senhor Fugaku foi o suficiente para que eu apressasse o passo, mas aquela expressão de terror no rosto do Uchiha mais novo foi de fato o ponto alto da noite.

  “Arriscou tudo por nada, que idiota”.

- Me desculpem pelo atraso, mas vocês não vão imaginar o que aconteceu... – comentei com um belo sorriso enquanto os cumprimentava individualmente. Quando chegou o momento de abraçar Sasuke, não perdi a oportunidade de sussurrar palavrinhas de ódio em seu ouvido. – Meu querido noivo me proporcionou uma tarde magnífica no spa... – ao notar que eu mesma sabia da mentirinha que ele havia contado à Mebuki, pareceu ainda mais aterrorizado. – Mas a maldita massagista fez algo de errado e fiquei a maior parte do dia imóvel em uma cama com as costas doloridas!

- Que pesadelo! – Mikoto me puxava pelo braço com o semblante preocupado. – Querida, nem imagino o quanto deve ser horrível. Se certificou de reclamar aos donos?

- Claro, foi a primeira coisa que fiz depois de poder andar novamente.

  Minha atuação estava perfeita e cada passo dado parecia desconcertar Sasuke completamente.

- Bem, fico feliz que Sasuke finalmente tenha agido como um homem. – Fugaku olhou de soslaio para o filho, que continuava próximo à escadaria.

- Sim, nem tive de tempo de agradecer o presente. – caminhei lentamente até ele. – Obrigada pela tarde tão divertida... Sasuke-kun. – e lhe dei um belo e demorado beijo na bochecha que com certeza destruiria seu juízo.

- Oh, que gracinha! – Mikoto murmurava deslumbrava enquanto ordenava aos funcionários que servissem o jantar.

  Comíamos Coq au vin* e mesmo a porção sendo razoavelmente pequena eu me senti intimidada pela quantidade de calorias que continha, acabando por dar apenas três garfadas que haviam descido de um jeito desconfortável. O senhor Fugaku junto de Itachi se gabava pelo novo negócio fechado com uma empresa do exterior. Sasuke em momento nenhum me encarava, como eu fosse uma espécie de assombração e aquela era a reação que eu desejava.

- E então querida, sua mãe comparecerá a reunião das mães dessa semana? – Mikoto tentava desesperadamente quebrar do gelo. Dentre os Uchihas que residiam em Tóquio ela era a única que conseguia ser extrovertida e amável e sempre parecia ter gostado bastante de mim. Não duvidava que houvesse um dedo dela naquela história de casamento. Além disso, ela era a nossa diretora, então era bastante comum vê-la em algumas celebrações e reuniões escolares.

  A reunião das mães acontecia mensalmente e era a nossa versão da reunião dos pais. Como a maioria dos maridos era mais atarefado, ficava sob responsabilidade das esposas deliberar sobre a vida estudantil de seus filhos. Mesmo sendo mãe solteira e bastante ocupada, Mebuki jamais havia faltado uma daquelas reuniões e eu suspeitava que o fizesse somente para que se mantivesse em alta no círculo social, uma vez que aquela era uma ótima oportunidade para as mulheres se gabarem de seu poder.

- Claro que sim. – respondi com uma falsa animação – Ela adora, além do mais como é a primeira reunião imagino que haverão novas mães para ela conhecer. Sabe como ela é... Curiosa.

- Nem me fale! – a Uchiha juntou as mãos no lenço de pano enquanto limpava a face. – Eu sou fascinada pelas mães dos novos alunos, principalmente aquelas que são recém inseridas na nossa sociedade.

- Ah, é verdade... – finalmente me dei de conta da tamanha importância da reunião daquele mês. – A esposa de Rasa Sabaku finalmente participará efetivamente de algo em nossa comunidade, não é?

- Sim. Imagino que já a conheça... – um sorriso amável passou pelo rosto da matriarca, mas eu sabia que por trás dele havia interesse e maldade. – A mãe dos novos alunos da Dream Class. Ela em pessoa foi junto do marido pedir para que os colocássemos em nossa melhor sala. Como os Sabaku por anos ajudaram em nosso projetos sociais, achei mais do que digno fazer esse pequeno favor.

- Entendo. – olhei de canto para meu noivo, que pela primeira vez parecia disposto a olhar para mim. – Temari é um pouco desleixada, mas pretendo ajuda-la a se tornar uma dama.

- Você é adorável! – Mikoto tocou levemente meu rosto, me exibindo ainda mais para o marido e os dois filhos. – Aquela garota teve uma vida difícil, mas agora precisa urgentemente de alguém disposto a ajuda-la. Fico feliz que estejam se dando bem.

- Ah, ela é muito discreta e obediente. Em pouco tempo será tão parte da elite quanto qualquer um de nós.

- Não duvido... – então os olhos escuros se desviaram para o Uchiha mais novo. – E quanto a você, filho? Não tem conversado muito desde o início das aulas. Fez amizade com o garoto Sabaku?

  Sasuke parecia irritado – talvez pelos próprios ferimentos que ainda cicatrizavam -, bufou irritado, bebericou do vinho e só então se deu ao trabalho de nos dirigir a palavra.

- Ele é um pouco estranho, mas acho que com o tempo vai se acostumar.

- Maravilha. – Mikoto respondeu admirada pela repentina educação do próprio filho. – Bem, estou ansiosa para conhecer a famosa Karura. Espero que ela contribua bem com as despesas do acampamento.

- Acampamento? – eu e Sasuke dissemos em uníssono.

  Durante o ano letivo tínhamos ao todo quatro excursões escolares e uma delas era o nosso tradicional acampamento, onde aprendíamos a nos virar em situações de extremo risco, assim como visitávamos alguns lugares bonitos e tínhamos aulas ao ar livre. Como isso acontecia longe da cidade, as mães se reuniam para dividir os custos da viagem, que mesmo parecendo simples costumavam ser ainda mais caras que as de qualquer escola normal.

- Sim, adiantamos um pouco. – ela bebericou do vinho e deu um breve sorriso. – Acontecerá dentre três semanas, desta vez em Chichi-Jima.

- Sendo assim vou começar a separar meus biquínis. – os Uchihas – exceto o infantil do Sasuke – riram com meu comentário e o resto daquele jantar se baseou nisso, conversas sobre minha vida e a escola.

  Era meia noite e os patriarcas haviam se recolhido aos seus aposentos, deixando-me na companhia de um irritante Sasuke e um desinteressado Itachi. Engraçado como era crescer... Antes eu e Itachi costumávamos conversar sobre tudo, mas após tomar posse da presidência da empresa ele simplesmente parou de me ver como amiga e sim como uma pirralha. Era como se toda ação minha não passasse de um ato infantil. Aquela sensação de perder meu ícone da infância estava me corroendo por dentro, mas aquela também não parecia a hora certa para conversar sobre isso.

- Boa noite, senpai. – murmurei tristemente enquanto o via subir lentamente as escadas. Ele andava ainda mais calado que o habitual e eu estava preocupada com a possível chance dele estar apaixonado por alguém que não devia.

- Quando vai parar de mendigar a atenção desse cara? – a máscara de bom moço finalmente havia caído e o Uchiha mais novo caminhava em minha direção com os olhos brilhando de irritação. – Ele não dá a mínima atenção a você.

- Está enganado. Minha relação com seu irmão é muito mais complexa do que imagina... – dei um sorriso amargo, mas logo o substituí por uma carranca enorme. – E ao menos ele jamais tentou me machucar.

  Minhas palavras o atingiram em cheio, mas não lhe dei tempo o suficiente para revidar.

- Eu não sei o que foi mais idiota... Achar que me fazer perder o jantar mudaria o rumo das coisas ou o fato de que precisou chamar um bando de mercenários para me tirar do jogo. Sasuke... Você é um imbecil.

- Como conseguiu fugir? – ele ignorava meus ataques e continuava sério – Não teria como ter escapado sem ajuda.

- Exatamente. – sorri convencida. – Acreditou mesmo que minhas amigas iriam me deixar numa hora dessas? – bati as palmas e fingi inocência. – Ah, mas é claro! Você desconhece esse tipo de relação, não é?

- Sua maldita... – ele rosnou – Não tinha como ninguém saber o que eu estava tramando!

- É, você até tem razão... – caminhava pela sala elegantemente, sem sequer pisar em falso. – Só não contava com Hinata, que ficou até tarde no colégio e presenciou o exato momento em que fui sequestrada. Ou então com o “cartão de visitas” que um dos idiotas que você contratou deixou para trás, dando a exata localização do esconderijo.

- Mesmo assim! – a fúria se misturava a indignação, aumentando minha felicidade. – Eram muitos homens, vocês estão apenas em quatro...

- Acha mesmo que só você pode contratar alguns capangas? – beberiquei do vinho suave, sentindo a bebida descer queimando, sobrepujando qualquer sensação ruim que pudesse surgir. – Sasuke, já devia saber que esse jogo não foi feito somente por você. Sabemos as regras, nós nos conhecemos mais do que ninguém... Ainda assim você conseguiu ser estúpido ao ponto de quebrar o próprio contrato que se humilhou tanto para conseguir. E tudo isso a troco de que? – gargalhei alto, sentindo os primeiros efeitos do álcool. – Exatamente... – apontei para sua expressão assustada. – A troco de nada, meu bem.

- Tudo bem, você ganhou. – ele começou aquele discurso mentiroso, mas eu já estava devidamente preparada.

- Só há um vencedor quando o jogo termina. – decretei com imensa convicção. Coloquei a taça de vidro sobre a mesa, peguei meus pertences e caminhei até a porta. – E esse jogo acabou de começar.

***

  Ao chegar em casa adormeci como uma pedra e na manhã seguinte saí cedo o bastante para que não ouvisse as lamúrias e perguntas incessantes de Mebuki sobre o jantar e minhas guloseimas secretas. Todas as peças foram se encaixando lentamente, como o fato do motorista não ter ido me buscar porque Sasuke ligou para minha mãe dizendo que me levaria ao tal spa, outra mentira que havia inventado para que não suspeitassem do meu sumiço. Desde quando ele planejava aquilo? Provavelmente desde o dia em que soubera do tal jantar, presumi.

  Diferente dele, só bastaram algumas horas para que eu já tivesse todas as minhas jogadas bem memorizadas e prontas para serem postas em ação. Eu estava determinada a destruir a vida daquele garoto, começando pela coisa que ele mais amava: seu falso poder. Eu iria desmoraliza-lo lentamente, tocando onde mais lhe doía: seu orgulho.

  O carro estacionou na entrada e como sempre fui recebida por aqueles olhares de surpresa, ódio e inveja. Ino, Hinata, Tenten e Temari me esperavam nos sofás da entrada com expressões curiosas e lhes contei sobre tudo referente à noite anterior, inclusive da minha conversa com Sasuke. Claro que omitimos o sequestro para que a Sabaku não ficasse assustada, afinal aquilo era bastante perturbador até mesmo para nós que já estávamos habituadas às loucuras de nosso inimigo.

- Temari, espero que não se chateie com o que eu vou fazer, apenas saiba que é por um bem maior. – comentei apenas por educação, já que estava cem por cento nem aí para o que ela iria ou não aprovar. Se Temari queria mesmo ser uma Byakugou, precisaria apenas assentir e embarcar em meus planos assim como as outras garotas. Até mesmo já tinha uma ideia de como fazer sua iniciação, usando-a para meu próprio benefício.

- Do que você está falando? – ignorei a expressão de confusa que ela irradiava e caminhei a passos firmes até o nosso hall, onde a maioria dos alunos costumava se reunir antes das aulas iniciarem. Geralmente eu só pisava ali quando precisava fazer um anúncio, o que era o caso.

  Todos pararam de conversar instantaneamente quando a Byakugou invadiu o salão. As garotas que estavam na mesa do centro correram como bobas para longe, dando-me um lugar para discursar. Me apoiei nas mãos das garotas e subi na mesa redonda, me certificando de que ninguém mais falava e que detinha toda a atenção.

  Para fechar com chave de ouro, Sasuke Uchiha e companhia acabavam de adentrar o lugar com suas faces cheias de espanto. “Ótimo” pensei realizada, “Alguém me poupou o trabalho e já os chamou”.

- Bom dia, pessoal. – juntei minhas mãos rente ao corpo e fiz minha melhor cara de falsa animação. – Como vocês bem sabem todo ano eu venho aqui e faço o discurso de boas-vindas ao calouros, mas devido a recentes acontecimentos dos quais vocês provavelmente já ficaram sabendo, tive de adiar. Bem, o que importa é que aqui estou e tenho duas coisas muito importantes para falar. A primeira é que finalmente abrimos uma nova vaga para a Byakugou, que logo será preenchida pela nova aluna, Temari Sabaku. – os murmúrios de surpresa diante daquela confirmação preencheram todo salão, deixando Temari um pouco constrangida. Mesmo assim, prossegui. – Mas a segunda coisa é que realmente importa. Aconteceu que ano passado nós tivemos clemência e decidimos deixar de lado as nossas divergências com a Sharingan para dar a vocês um ambiente escolar mais agradável. No entanto... – encarei Sasuke com um sorrisinho cético enquanto o via travar o maxilar. – O líder deles, o mesmo que nos implorou por um acordo, cometeu uma grave infração, digna da nossa maior penalidade.

  O silêncio mortal que se sucedeu a isso deixou provado naquele instante que não se devia ir contra a rainha.

- Neste exato momento eu decreto que Sasuke Uchiha... – fiz a comum pausa dramática, exibindo meus dentes perfeitos com tudo que podia. – Deve morrer. – abaixei o polegar, o sinal que concretizava que o líder Sharingan a partir daquele instante, estava na mira da Byakugou.

  Como uma polvorosa todos começaram a se mexer como insetos tontos, sem saber ao certo o que fazer. Sendo assim, como rainha clemente que era, os ajudei a pensar.

- Lembrando que aqueles que forem contra mim estarão seriamente comprometidos tanto no exterior, como aqui. Estejam livres para decidirem de que lado ficar... E que a guerra comece. – desci da mesa sem desviar os olhos daqueles patifes e inclusive caminhei na direção deles, bem a tempo de ver Gaara se aproximar.

  Como sempre, alheio a tudo.

- Sakura... – o Uchiha grunhiu, estava visivelmente puto por aquela provocação, mas sequer imaginava o que estava por vir.

  Caminhei dois passos na direção do Sabaku, puxando-lhe pela gola da camisa e dando-lhe um beijo demorado e sensual, a poucos metros de onde meu noivo tolo estava. O ruivo parecia aturdido, mas mesmo assim em momento nenhum pareceu recuar e até mesmo retribuiu o ato com maestria, enquanto éramos ovacionados por uma salva de palmas. Quando o soltei, enfatizei o quanto aquilo tinha sido sério.

- Domingo, oito horas, na minha casa. – coloquei o número do meu celular que estava em um papel dentro da lapela de seu casaco enquanto passava junto de minhas garotas pela porta de saída. – Não ouse se atrasar!

  Quando as portas se fecharam às nossas costas, senti uma liberdade imensurável. Fiz o que a muito pretendia e deixei de lado todas as hesitações de boa moça que eu havia guardado dentro de mim durante tanto tempo. Ino, Tenten e Hinata estavam tão radiantes quanto eu, mas Temari estava parada a metros atrás, como se não conseguisse mais continuar com aquilo.

- O que aconteceu? – me virei em sua direção, sabendo que estava abalada.

- Vai entrar em guerra com o Sasuke? – a loira perguntou apreensiva. Seus olhos vagavam entre o vão do corredor, sem jamais pararem em mim.

- Mas é claro que sim.

- Eu ficarei ao seu lado se esse for o caso, mas, por favor... – ela suplicou piedosamente, de uma forma que jamais havia visto. Talvez porque fosse um pedido verdadeiro e carregado de emoções. – Não meta Gaara nisso, ele é um bom rapaz.

- Como assim? – eu estava confusa. Beijar o Sabaku o tornaria incrivelmente popular, principalmente com as garotas.

- Ele gosta de você. – as palavras de Temari me desestabilizaram por completo. – Eu não quero ver meu irmão magoado. Sei que fez aquilo para irritar o Sasuke, mas o meu irmão é muito sensível, ele jamais entenderia a diferença entre a realidade e uma simples brincadeira.

- Você não sabe de nada. – aquilo não foi um sermão, mas um simples comentário. – O que eu fiz, com o seu irmão... Era o que eu queria. Sei que vai irritar Sasuke e isso só torna a coisa ainda melhor... Mas me cansei de aceitar as coisas tão facilmente. Tem algum problema se eu gostar dele também?

  Ela parecia confusa e as outras meninas estavam chocadas. Sei que minhas palavras tinham sido um tanto mecânicas, mas aquele era meu jeito de agir. Eu nunca tinha gostado realmente de alguém e até mesmo meu relacionamento com Sasori tinha se baseado em aparências, mas havia algo puro e genuíno no Sabaku que me fazia sentir especial. Ainda estávamos na mesma semana de aula, tínhamos nos encontrado poucas vezes, mas eu sabia que não era a primeira vez que nos víamos e estava disposta a saber mais sobre ele.

  Se eu gostava de Gaara? Não tinha a menor ideia, mas qual era o problema em tentar descobrir?

- S-sendo assim... – Temari parecia mais calma e até esboçava um sorriso mínimo. – Tudo bem, saia com ele. Mas se o lance acabar, que não seja de modo ruim.

- Eu prometo. – fui sincera em cada palavra. – Como futura Byakugou, eu lhe devo a minha amizade e respeito.

- Obrigada.

- Nossa, cheguei tão tarde que perdi o novato! – Ino reclamou brincalhona enquanto caíamos na gargalhada.

***

  Gaara

  O que tinha acontecido lá dentro mesmo?! Tinha saído por um minuto para fumar e ao voltar tinha me deparado com um ambiente caótico e com os lábios da garota mais bonita do colégio. Será que eu tinha tido um ataque cardíaco, morrido e ido para o céu? Ou seria mais um dos meus sonhos esquisitos? Meu Deus, eu não fazia ideia. Para completar, Sasuke parecia puto da vida e junto dos caras me arrastou para fora do salão rapidamente, deixando para trás uma multidão barulhenta.

- Se você ousar sair com aquela vaca, nem pense em andar conosco de novo. – a sentença demorou a ser absorvida realmente pelo meu cérebro.

  Eu sabia que o Uchiha e a Haruno estavam “noivos”, mas como eu não conseguia ver credibilidade em um noivado em nossa idade, simplesmente ignorei aquele comentário e travei uma batalha interna, decidindo o que faria mais sentido. Era a garota dos meus sonhos x Um bando de babacas narcisistas. Era para ser uma questão difícil?

- Bem, então eu suponho que vocês tenham uma vaga em aberto. – comentei casualmente, colocando minhas mãos nos bolsos. – E daí se nós sairmos?

  O peito do Uchiha subia e descia descontroladamente e às suas costas seu bando fiel parecia interessado no que viria a seguir.

- Se me desafiar estará violando uma das regras.

- Não me importo. – continuei com minha melhor expressão de indiferença e comecei a caminhar para longe, mas fui parado pelas últimas palavras daquele cara, que parecia determinado a me destruir.

- Você não sabe com quem está se metendo, pobretão.

  Ignorei a provocação infantil com um sorriso amarelo e apenas me virei um pouco para encará-lo.

- Muito menos você.

  E deixei para trás aquele bando de idiotas me perguntando que coisas interessantes deveriam estar passando na cabeça de Sakura Haruno. Se eu tinha consciência do quanto estava ferrado? Claro que estava, mas nunca fui do tipo que fugia de uma briga ou abriria mão de algo do meu interesse por causa de um valentão. Não era mais sobre prêmios, panelinhas ou amizade... Se tratava sobre meus próprios sentimentos e nem fodendo que eu iria abrir mão disso.

 

 

 

 

 

 

 

 

  


Notas Finais


Coq au vin: um prato da culinário francesa que consiste em um galo regado ao vinho do porto, uma adaptação de um prato português.
E TEVE GaaSaku PORRA! Quero ver Sasuke se recuperando depois dessa tijolada auahuahshhauhsha


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