História Inferno - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shion, Temari
Tags ~aspiz, Ação, Combate, Guerra, Hentai, Hot, Inferno, Romance, Sasusaku, Sexo
Visualizações 26
Palavras 2.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura❣

Capítulo 2 - Controle


Fanfic / Fanfiction Inferno - Capítulo 2 - Controle




Várias coisas ocorreram sucessivamente, tanto que poderiam ter sido simultâneas. A garota lhe causara uma energia capaz de ascender qualquer chama em seu interior.

Com seus sentidos amplificados, a rápida chicotada de desejo se chocou com a reação visceral de Sasuke de abrasar, enviando explosões graduais de emoção ao longo de todos os seus neurônios, muito rápido para controlar.

Do outro lado da sala, viu todas as velas acendendo repentinamente, os pavios queimando muito rápido, muito selvagem, de modo que várias chamas pequenas ondulavam, maiores e mais brilhantes do que deveriam.

E em sua mesa, o maldito pequeno encanto de fertilidade de Itachi começou a zumbir com força, como se tivesse um interruptor que tivesse sido pressionado de repente.

Que demônios...?

Não tinha tempo para dissecar e analisar tudo o que ocorria; tinha que controlar-se e rápido, ou a sala inteira estalaria em chamas.

Não tinha sofrido uma perda tão humilhante do controle de seus poderes desde que tinha entrado na puberdade e o aumento de hormônios havia lhe trazido problemas com tudo.

Implacavelmente, começou a exercer sua vontade sobre seu aumento de poder.

Não era fácil; embora se mantivesse perfeitamente calmo, mentalmente se sentia como se montasse um grande touro de temperamento perigoso.

A inclinação natural da energia era ser livre, e resistia a qualquer esforço de domesticação, de luta para contê-la dentro de seu muro mental. Seu controle era no geral prodigioso.

Depois de tudo, ter poder não era o que o fazia um Dranir; era tê-lo e controlá-lo. A falta de controle induzia à devastação, e por último à exposição.

Os Raintree’s tinham sobrevivido durante séculos, em grande parte graças a sua capacidade para mesclar-se com a gente normal, assim era um assunto que não devia ser encarado com brincadeira.

Sasuke treinou toda sua vida para dominar o poder e as energias que o atravessavam, e embora soubesse que quando o solstício de verão se aproximava, seu controle sempre se expandia, não estava acostumado a este grau de dificuldade.

Gravemente se concentrou, contendo-se, freando-se, exercendo sua vontade sobre as mesmas forças da natureza.

Poderia ter apagado as velas, mas com uma força de vontade ainda maior, deixou-as arder, pois fazer com que as diminutas chamas piscassem apagando-se poderia chamar inclusive mais a atenção, que sua repentina iluminação.

A única coisa que escapava de seu controle era o maldito feitiço de fertilidade em sua mesa, que zumbia, palpitava e quase despedia um efeito estroboscópio.

Mesmo sabendo que NU e a Senhorita Haruno não podiam perceber a energia que essa coisa emanava, não olhá-lo tomou todo seu autocontrole.

Itachi havia se excedido com isto. Esperaria a próxima vez que visse seu irmão mais velho, prometeu-se Sasuke em tom grave.

Se Itachi pensava que isto era engraçado, ambos veriam o quanto engraçado seria quando os papéis se invertessem. Itachi não era o único que podia realizar feitiços de fertilidade.

Com todos os indomáveis fogos novamente sob controle, voltou a atenção a sua convidada.

Sakura tratou novamente de puxar seu braço para se afastar do gorila que a segurava, mas ele a agarrava forte o bastante para segura-la sem aplicar uma pressão excessiva.

Enquanto uma pequena parte dela apreciava que tentasse não machucar-lhe, no entanto, a maior parte dela estava tão furiosa - e, também, assustada - que queria arremeter contra ele com toda sua força, arranhando, dando chutes e dentadas, qualquer coisa para poder escapar.

Então seu instinto de sobrevivência a golpeou a toda velocidade, tanto que todo seu cabelo se arrepiou quando entendeu que o homem que estava de pé tão silencioso e quieto diante das enormes janelas, era para ela uma ameaça muito maior que o gorila.

Sua garganta se fechou, um punho de medo se apertou ao redor de seu pescoço.

Ela não poderia explicar o que era que tanto a alarmava a respeito dele, só uma vez havia se sentido desta maneira antes, em um beco em Chicago.

Estava acostumada a tomar cuidado nas ruas e usava normalmente o beco como um atalho para sua casa - um desmantelado e singelo quarto em um edifício em ruínas - mas uma noite quando tinha começado a caminhar pelo beco, o medo tinha formigado por seu couro cabeludo e congelou, incapaz de dar outro passo.

Não podia ver nada suspeito, não podia ouvir nada, mas não podia avançar.

Seu coração tinha estado martelando com tanta força em seu peito que mal podia respirar, e havia se sentido repentinamente doente de medo.

Devagar, tinha retrocedido até a entrada do beco e tinha fugido rua abaixo tomando o caminho mais longo para sua casa.

Na manhã seguinte o corpo de uma prostituta tinha sido encontrado no beco, brutalmente violentada e mutilada.

Sakura sabia que a mulher morta deveria ter sido ela, se não fosse o repentino pânico que lhe deixou de cabelos em pé e que a tinha avisado que se afastasse.

Isto era igual, como ter o corpo golpeado por uma percepção de perigo. O homem que tinha a sua frente, quem quer que fosse, era uma ameaça para ela.

Duvidava - ao menos a um nível racional - que a assassinasse e mutilasse, mas havia outros perigos, outras destruições que poderia sofrer.

Sentiu que se asfixiava, sua garganta tão apertada que pouquíssimo ar podia passar pelo nó.

As espetadas de luz flamejavam ao redor de sua visão, e em silencioso horror teve a consciência de que poderia desmaiar. Não se atrevia a perder os sentidos; estaria completamente indefesa se o fizesse.

- Senhorita Haruno - disse ele com uma voz calma, suave como a nata, como se seu pânico fosse completamente invisível para ele e ninguém mais na sala soubesse que estava a ponto de gritar. - Sente-se, por favor.

O prosaico convite/ordem teve o bendito efeito de tira-la da armadilha de pânico. De algum jeito, conseguiu tomar inspirar sem ofegar audivelmente, depois outra.

Não ia acontecer nada.

Não era necessário sentir pânico.

Sim, isto era ligeiramente alarmante e provavelmente não retornaria ao “Inferno” para jogar, mas não tinha quebrado nenhuma lei ou regra do cassino. Estava segura.

Aquelas espetadas de luz flamejaram outra vez.

O que...?

Perplexa, girou a cabeça e se encontrou contemplando dois enormes pilares com velas, cada um deles facilmente de oitenta centímetros de altura, um no chão e o outro sobre uma laje de mármore branco que servia como chaminé.

As chamas dançavam ao redor dos múltiplos pavios das velas.

Velas.

Ela não tinha estado a ponto de desmaiar.

As piscadas de luz ao redor de sua visão tinham vindo daquelas velas. Não as tinha notado quando a tinham arrastado literalmente para dentro da sala, mas era compreensível.

As luzes das velas dançavam e se balançavam, como se estivessem colocadas no meio de uma corrente de ar.

Também era compreensível.

Não sentia nenhum movimento perceptível de ar, mas era verão em Reno, e o ar condicionado dirigiria um vento forte.

Em qualquer caso, ela sempre usava mangas compridas quando ia a um cassino; fora isso, estava muito fria.

Alarmada, se deu conta que estava contemplando as velas e que nenhum dos dois se moveu, nem tinha respondido ao convite de sentar-se.

Bruscamente voltou sua atenção ao homem que estava de pé na janela, tentando se lembrar como o gorila o tinha chamado.

- Quem é você? - exigiu ela bruscamente. Mais uma vez puxou seu braço, mas o gorila simplesmente suspirou enquanto a segurava. - Me deixe!

- Pode soltá-la - disse o homem, parecendo ligeiramente divertido. - Obrigado por trazê-la aqui.

O gorila imediatamente a liberou e disse:

- Estarei no centro de segurança. - E silenciosamente deixou o escritório.

Imediatamente Sakura começou a avaliar a possibilidade de sair correndo, mas no momento se manteve firme.

Não queria correr; o cassino tinha seu nome, sua descrição. Se corresse, a poriam na lista negra - não só no “Inferno”, mas também em cada cassino de Nevada.

- Sou Sasuke Uchiha - disse o homem, em seguida esperou um instante para ver se ela reagia ao nome.

Este não lhe disse nada, então ela simplesmente levantou interrogativamente suas sobrancelhas.

- Sou o proprietário do “Inferno”.

Merda! Um dono tinha um peso importante na comissão de jogo.

Teria que tomar cuidado aonde pisava, mas tinha uma vantagem. Ele não podia provar que ela tinha trapaceado, pela simples razão de que não tinha feito.

Sasuke. Inferno. Compreendo - respondeu ela com um pequeno fio de E o que? em seu tom.

Ele era provavelmente tão rico que pensava que todos deveriam estar intimidados em sua presença.

Se queria intimidá-la, teria que encontrar algo mais além de sua riqueza para fazer a tarefa.

Apreciava o dinheiro tanto como qualquer um; certamente fazia a vida mais fácil. Agora que tinha um pequeno pé de meia, estava assombrada do quanto dormia melhor - o alívio que era não ter que preocupar-se de onde viria sua próxima refeição, ou quando.

Ao mesmo tempo, desprezava as pessoas que pensava que sua riqueza os lhes dava um tratamento especial.

Não era apenas que seu nome fosse ridículo. Talvez seu sobrenome realmente fosse Uchiha, mas ele tinha escolhido provavelmente seu nome para dar dramatismo e encaixar com o nome do cassino. Seu nome verdadeiro talvez fosse algo assim como Melvin ou Fred.

- Por favor, sente-se - convidou ele outra vez, indicando o sofá de couro cor nata a sua direita. Uma mesa de centro, de jade, estava situada entre o sofá e duas cadeiras de clube que pareciam confortáveis.

Ela tratou de não fixar as esmeraldas na mesa enquanto se sentava em uma das cadeiras, que era tão confortável quanto parecia.

Certamente a mesa era só da cor do jade e não realmente feita da autentica pedra, mas parecia real, como se fosse ligeiramente translúcida.

Certamente era só cristal. Por isso, o artesanato era magnífico.

Sakura não tinha muita experiência com artigos de luxo, mas tinha uma espécie de sexto sentido a respeito de seu entorno.

Começou a sentir-se afetada pelas coisas ao redor dela. Não, não afetada; essa não era a palavra correta.

Tratou de cortar de uma vez o que sentia, mas havia uma característica estranha desconhecida no mesmo ar, a seu redor, que não podia descrever.

Esta era pouco familiar, e definitivamente implicava o fio de perigo que tanto a tinha alarmado quando tinha notado isso pela primeira vez.

Enquanto Sasuke Uchiha passava perto, precaveu-se que estava centrada nele. Tinha razão; ele era o perigo.

Movia-se com graça indolente, mas não havia nada lento ou preguiçoso nele.

Era um homem alto, aproximadamente vinte ou vinte cinco centímetros mais alto que seus próprios um metro e setenta, e embora sua roupa feita à medida desse uma aparência magra, não havia nenhum alfaiate perito o bastante para disfarçar completamente o poder de seus músculos sob o tecido.

Não como um leopardo, melhor, como um tigre.

Notou que tinha evitado olhar seu rosto, como se não ter esse conhecimento lhe desse uma pequena medida de segurança.

Ela sabia bem; a ignorância nunca era uma boa defesa, e Sakura tinha aprendido fazia tempo a não esconder a cabeça na areia e esperar o melhor.

Ele se sentou do outro lado da mesa, e reforçando-se interiormente, foi ao encontro de seu olhar, conectando totalmente.

Seu estômago se desprendeu até o fundo.

Tinha uma fraca e vertiginosa sensação de queda; que apenas refreou agarrando os braços da cadeira para estabilizar-se.

Seu cabelo era negro. Seus olhos eram negros. Cores idênticas, mas ainda assim nada nele era comum.

O cabelo era liso e lustroso, caindo por seus ombros. Não gostava do cabelo comprido nos homens, mas o seu parecia ser limpo, rebelde e suave, e quis enterrar as mãos nele.

Afastou essa ideia e rapidamente se viu presa em seu olhar fixo.

Seus olhos não eram apenas negros, eram escuros, tão misteriosamente pretos que seu primeiro pensamento foi que ele usava lentes de contato para equiparar-se com o nome do lugar. “Inferno”.

Uma cor tão enigmaticamente rica e pura não podia ser verdadeira.

Eram apenas lentes muito realistas, com diminutas estrias negras como nos olhos verdadeiros.

Tinha visto anúncios publicitários delas nas revistas.

Só que, quando as velas flamejaram e suas pupilas se contraíram brevemente, a cor de sua íris pareceu expandir-se.

Poderiam as lentes de contato dar aquele aspecto?

Ele não usava lentes de contato. Por instinto soube que tudo o que via, da lisa escuridão de seu cabelo até aquela intensa cor de olhos, era autentico.

Atraía-a. Algum poder que não podia entender a prendia com uma sensação quase física.

As chamas das velas dançavam grosseiramente, mais brilhantes agora que o sol tinha se posto e o crepúsculo se fazia mais profundo do lado de fora da janela.

As velas eram a única luz no agora sombrio escritório, enviando sombras que cortavam através dos duros ângulos de seu rosto, e contudo, seus olhos pareciam resplandecer com uma cor ainda mais brilhante da que tinham um momento antes.

Não haviam dito uma palavra desde que ele se sentou, entretanto, sentiu como se estivesse em uma batalha por sua vontade, sua força, sua vida independente.

Profundamente em seu interior, o pânico flamejou a vida com a luz das velas, dançando e saltando. Ele sabe, pensou, e se preparou para correr.

Esquecer os cassinos, esquecer o agradável dinheiro que tinha conseguido, esquecer tudo exceto a sobrevivência. Corre!

Seu corpo não obedeceu. Seguiu sentada ali, congelada... hipnotizada.

- Como você faz? - perguntou ele finalmente, seu tom ainda tão calmo e sereno como se não soubesse dos redemoinhos e as ondas de poder que a golpeavam.

Uma vez mais, sua voz pareceu abrir caminho através de sua confusão interior e devolve-la a realidade.

Desconcertada, contemplou-o. Pensava que ela fazia todas essas coisas estranhas com o fogo?

- Eu não sou - resmungou. - Pensei que era você.

Poderia estar enganada, porque à luz das velas ler uma expressão era complicado, mas pensou que ele parecia ligeiramente assombrado.

- Trapaças - disse ele em elucidação. - Como está me roubando?


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Comentem xuxus ❤


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