História Inferno - Capítulo 27


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Categorias Lie to Me
Personagens Dr. Cal Lightman, Dr. Gillian Foster
Tags Ação, Drama, Romance, Suspense
Visualizações 12
Palavras 1.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 27 - Parte 27


POV Gillian

- Levaram o Cal. - Eu falo para ela, ainda aterrorizada - Como sabia que estávamos aqui?

Sterling Brandt agarra o braço da mais alta, a imobilizando pelas costas enquanto está com a arma sobre sua cabeça. A situação é de caos, pavor e agitação. A senhorita Turner fica mais impaciente e nervosa.

- Eu sei. - Fala a senhorita Brandt, lamentando o ocorrido - É uma longa história. Vão para o estacionamento. Confiem em mim.

Não entendemos nada do que ela quis nos dizer. Mas, passamos pelo fogo, protegendo nossos corpos e enfiando a mão no nariz para a fumaça não nos contaminar. O prédio todo já está sendo coberto pelo fogo e a fumaça já está tomando parte do espaço onde as duas mulheres continuam. Por sorte, o elevador nos leva para o estacionamento.

- Por que ela nos mandou vir para cá? - Pergunta Ria, curiosa e tossindo.

- Tem alguma coisa que ela quer que façamos. - Comento com ela e com Loker, procurando alguma pista por perto.

Depois, o motor de um carro nos alerta. É o acelerador. Mas, cadê o carro? Ele para do nosso lado, as portas se abrem, nos convidando para entrar. Como assim? Isso é real? Este carro existe? Isso é loucura. Como isso pode existir? Bom, é o jeito. Eu sento no banco do passageiro. Ria e Eli sentam atrás. As portas se trancam e se travam. O carro se programa para dirigir sozinho. Espere aí. Este carro... É do Cal. O automóvel nos salva, nos pondo para fora do prédio. Mas, não é coincidência. A senhorita Brandt e o senhor Armitage são outras pessoas. É óbvio. Por qual motivo eles nos ajudariam desde o princípio? O que me preocupa é ela lá em cima com o prédio se acabando em chamas, sendo destruído e a fumaça tóxica invadindo o local.

POV Bryce

Eu sintonizo dois canais ao mesmo tempo. Fico de olhos no carro que tirou a doutora Foster, o senhor Loker e a senhorita Torres da empresa. Agora, preciso esperar o sinal de Sterling. Ela dá conta do seu trabalho, sei que dá. Não vou largar ela sozinha naquele prédio que desmorona a cada instante. E focalizo o carro da frente, um Nissan de cor prata. Em algum momento, ele para de frente para um armazém abandonado. A casa é velha, caindo as pedaços e com rachaduras nas paredes. É de dar um medo daqueles. Fico o mais afastado que posso, aguardando a hora de agir. Eles o levam lá para dentro e o amarram com cordas resistentes. Ah, meu Deus! O que vão fazer com ele desta vez? 

- Seus serviços não são mais necessários. - O chefe deles tira a famosa arma de calibre 32 como eu suspeitava e mata seus comparsas, atirando em suas cabeças.

O terror é por completo. Estou arrepiado da cabeça aos pés. Os olhos arregalados, o corpo trêmulo e a boca entreaberta. Aproximo a câmera no espaço fechado e grande. O homem é ardiloso. Mantém armas lá dentro como suas relíquias mais preciosas. Armas de fogo e brancas. Todos os tipos. Inclusive outros tipos de objetos para... Tortura. Ele vai matá-lo.

POV Cal

Meus olhos se abrem. Onde estou? Que lugar é este? Um depósito? Não. É outro. Onde está a Gillian? E Loker? E Torres? Cadê todo mundo?

- Dormiu bem, doutor? - Uma voz masculina me pergunta, seu rosto está mais perto do meu.

Este homem me enfurece. Só podia ser ele.

- O que você fez com eles? - Pergunto, sentindo a adrenalina voltar a subir, meus olhos se contraem.

Knnox, desgraçado. Ele dá alguns passos para trás, me provocando. Mas, ele não imagina o que eu sei. Dou uma pequena risada. Seu miserável idiota.

- Está zombando de mim? - Quer saber, me olhando com ameaça.

Não devo brincar com ele. Mas, estou adorando fazer isso. Ele vai ver o que eu faço, do que sou capaz. Consegue ler meus pensamentos, meus olhos? É claro que não. Só eu posso fazer isso. Sou mais ardiloso que ele.

- Você me faz rir, sabia? - Caçoa de mim como se achando mais inteligente e mais esperto - Qual parte quer que eu fatie primeiro? Vou ser gentil com você, se desejar.

Suas palavras me dão nojo. Ele me dá nojo como no passado.

- Vá para o inferno! - Exclamo, rangendo os dentes e lutando, as cordas me impedem de socar sua cara.

- Como preferir. - Diz o outro, indo apanhar algum objeto numa prateleira, este lugar parece um quarto de jogos.

Meu coração dispara. Conheço suas preferências com cada pessoa. Nunca senti tanto medo na minha vida. Nunca mesmo como sinto agora. E tanta dor. Um dos instrumentos de punição ele pega e traz com ele. Posso aguentar isso, estou preparado. Eu sinto as chicotadas em meu corpo e a corda amarrada apertar mais meu tronco com uma bruta força. Meus gritos ecoam no ambiente fechado, ninguém pode me escutar.

- Vai ficar me desafiando? - É uma gritaria só em conjunto aos golpes na minha pele.

Eu deixo a dor me consumir por inteiro, estou tonto demais. Ele ama os meus gritos. Meu sangue escorre pela minha pele, caindo ao piso. Desgraçado. Ele pega outra arma sobre sua calça e põe sobre o meu rosto. O meu suor se mistura à ponta afiada e grossa da lâmina. Eu sei de quem é esse modo de agir.

- Gallagher.... - Quero me mexer, mas, não posso, dou um sorriso sacana - Você de novo, seu troglodita canalha? Não muda mesmo, não é? Aparecendo constantemente em todos os lugares e agindo como outra pessoa. Fica se exibindo onde esteja. Sua aparência está muito feia.

Por essa ele não esperava. Surpresa, seu psicopata imbecil. Você nunca me enganou. Pode mudar até suas digitais, isso não muda quem você é de verdade. Por dentro, um homem nojento, cruel, frio, podre, sádico, perverso. Sua expressão se fecha. Há ira, surpresa e perda de controle nele. Derrubei toda a sua trama. Mas, também, há perda de juízo em seu rosto. O jeito que ele fica dá a compreender sua outra ação. Abaixando a faca, ele a enfia no meu braço.

- Vou acabar com você por me testar. - Fala, agarrando o meu braço esquerdo e o cortando.

Mais dor insuportável, ardente e latejadas. Não consigo ficar parado. Só posso gritar. Alguém me tira daqui, por favor. Socorro!

- Isso é por brincar comigo. - A outra mão segura o meu braço com tanta força - Vai morrer mais lentamente. 



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