História Inferno - Capítulo 28


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Categorias Lie to Me
Personagens Dr. Cal Lightman, Dr. Gillian Foster
Tags Ação, Drama, Romance, Suspense
Visualizações 8
Palavras 763
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Parte 28


POV Cal

A dor é tanta, que eu posso imaginar o local onde a faca perfura o meu braço. É aí que meus olhos se arregalam. Meu sangue escorre muito mais, derramando ao chão. Visualizo entre a dor os dois comparsas dele, mortos no piso e os corpos esparramados como lixo descartável. Isso é coisa dele. Ser impiedoso até com quem o serve. A faca corta a minha pele profundamente, afundando até a veia. Em sequência, algo sai de dentro de mim. O desgraçado tira a faca do meu braço, tendo a coragem de me mostrar o que é. Nojento. Paro de gritar em minutos. Alívio. Lágrimas. Pesadelo.

- Foi divertido. - Fala o cretino, me olhando com um sorriso descarado ao rosto e de volta para o objeto brilhante - Não vai me agradecer por isso?

Eu o encaro. Não... posso...

- Algum problema, doutor Lightman? - Pergunta, pegando a arma de volta que foi presa à calça depois dos tiros anteriores.

Não... sinto... nada... Tudo está escurecendo.

POV Bryce

Eu vou entrar. Em disparada, corro para o armazém, meto o pé na porta e empunho a minha arma de calibre 45. O barulho alarma o criminoso. Era isso que eu queria fazer. Dar um baita susto nele. E pegá-lo no flagra.

- Larga isso! - Exclamo em autoridade - E solte ele.

Chego mais parto. Estou com tanta raiva deste monstro.

- Ora, ora. - Diz, dando um sorriso cínico - Não te explicaram que é má educação entrar sem autorização?

- Deixa de ser idiota, Gallagher. - Rebato suas palavras - Um homem como você não merece minha gentileza e meu respeito.

Olho dele para o doutor Lightman. E de novo para ele. Ele se surpreende ao ouvir seu nome.

- Muito bem! - Me elogia, sua ira ainda está presente e vira de frente para mim - Vejo que se conhecem. Combinaram isso? De me tirar do sério?

Eu contra-ataco.

- Não, seu doente. - Falo, a arma apontada na sua direção - Você é que nos tirou do sério.

O doutor Lightman olha para mim. Algo que eu não aguardava, acontece.

- Como vai, agente Armitage? - Sua voz sai rouca, sufocada e o corpo está pesado e meio caído.

Eu engulo em seco. Minhas sobrancelhas se levantam. Surpresa para mim. Como ele sabia? Eu me disfarcei tão bem e tive o maior cuidado em não deixar provas e nem mencionar nada sobre isso. Gallagher se vira contra mim. A sua atenção é comigo.

- Agente? - Pergunta, debochando da minha cara.

Eu esboço um sorriso sarcástico ao rosto.

- Ele é mais ardiloso que você. - Comento com o monstro - Até nisso ele é melhor. Você nunca soube tirar a vantagem dele, não é, maldito?

Ele golpeia o meu braço, pulando sobre mim. Brigamos muito, eu soco ele e recebo de volta muitos golpes, um atrás do outro. Me defendo e ele se defende. Um inimigo com certeza. Nossas armas não são usadas durante nossa disputa. O cansaço uma hora bate sobre meu corpo. Minha respiração acelera e fica ofegante. Numa oportunidade, ele saca a arma e aponta na minha cabeça. É questão de saber o que fazer para não dar nada errado. O barulho do tick me deixa apavorado o bastante para não pisar em falso.

- Diga adeus para o doutor, detetive. - Essas são suas palavras e as finais.

O tiro não vem. Mas, ocorre outro, cruzando o ambiente numa velocidade bombástica e extremamente violenta. O tiro sai numa potência implacável e impressionante. O sangue escorre demais de seu corpo, os olhos estão se apagando, o corpo dormente e encharcado de sujeira e banhado com o próprio sangue. Ele levou uma bruta surra e uma punição grande. Fico boquiaberto. A queda dele é lenta e demorada. As cordas foram cortadas por uma pressão imensa. Como ele conseguiu fazer isso e sozinho? Dá tempo de eu ouvir uma nova arma ser batida ao piso duro. Uma do mesmo calibre que o meu, só que de cor preta e é uma 1911. Ele já sabia. Se preparou para se proteger e proteger os outros. O imprevisto é o que lhe causou maiores ferimentos e problemas. A cabeça deita violentamente no chão, em segundo, o corpo, depois, as pernas, depois, os pés e as mãos por fim, duras e o braço cortado apresenta grave complicação. O sangue não para de derramar. Eu me aproximo dele, tomando o seu corpo. Não ouço a pulsação. Droga! Não me deixe. Respira! Faço massagens em seu peito, ele não responde.  



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