História Inferno - Capítulo 30


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Categorias Lie to Me
Personagens Dr. Cal Lightman, Dr. Gillian Foster
Tags Ação, Drama, Romance, Suspense
Visualizações 8
Palavras 776
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Parte 30


POV Bryce

Pelo caminho do hospital, ligo para a agência. Nossa organização é conhecida como EPA, agência especial particular. Nosso estabelecimento é escondido na cidade, é por essa razão que ninguém nos procura. Ninguém sabe da nossa existência, nenhuma pessoa nos conhece. Não utilizamos distintivos ou coisas do tipo que nem a polícia, a CIA e o FBI. Só usamos armas próprias para nossa defesa e proteção dos outros, cartões de identificação para bolso e temos lugares secretos, cada um, assim mantemos nossas identidades bem seguras e sob confiança dos nossos e de quem podemos ter lealdade, que não vai vazar informações sigilosas e confidenciais sobre nós.

- Oi. - Falo ao celular breve e rápido - Sou eu. Pode me fazer um favor?  Aqui no centro tem um armazém abandonado. Pegue a arma de cor preta de número 1911, A1, Colt. Ela pertence a um amigo meu. E dê um olhada na área toda, quero saber o que aconteceu exatamente. Mais uma coisa, limpe o perímetro, tem três corpos lá.

Desligo a chamada, procurando um bom ponto para estacionar o carro. Quem encosta o outro carro do meu lado num milésimo de segundos é Sterling. Pontual como de costume. O carro dela, Noble M600 de cor vinho desatualiza a capa de invisibilidade, voltando a se mostrar do outro lado ao meu.

- Preciso de uma maca imediatamente. - Mando seriamente.

Ela me olha, já desesperada. Os três que vieram com ela saem do Mustang e esperam por lá quando Sterling sai correndo para o hospital a passos rápidos e largos. Sem muita demora, a minha parceira vem para o estacionamento com um enfermeiro e um paramédico, trazendo a maca como eu mandei. Eu abro a porta do carro, o banco de traz tem uma quantidade enorme de sangue e o doutor Lightman está pálido e sem cor, à beira da morte.

- Meu Deus do céu. - Fala Sterling, examinando o pulso dele, isso também me deixa com um medo altíssimo - Pressão reduzida, temperatura baixa, oxigênio abaixo do normal e batimentos caindo rapidamente.

Eles colocam a vítima na maca, correndo para dentro. Posso fitar o desespero, o medo e a tremedeira da doutora Foster ao deparar com essa cena drástica. Ela o ama tanto. Ela segura a boca e chora aos prantos, gritando por dentro e soltando os gemidos para fora. Os dois acompanhantes dela não soltam as mãos enlaçadas.

- Para dentro. - Eu digo para eles, os levando comigo ao prédio.

O nervosismo me mata. Sterling na sala de operação, e nós, na recepção. São longas horas de angustia, impaciência e esperança. O relógio indica duas horas mais tarde daquela noite. Passos ao corredor. Uma sombra. Uma mulher de jaleco. É ela. A doutora Foster se põe de pé quanto eu e o casal de amigos.

POV Gillian

O loiro de quarenta anos fica a alguns passos a frente de nós. Podemos ouvir o que a doutora vai nos dizer. Eu estou ficando mais angustiada, trêmula e com mais medo. A agitação me atrapalha nessas horas. Mas, não dá para ficar calma e nem sossegada.

- Como ele está, Sterling?  - Pergunta o seu colega, tão preocupado quanto a gente.

- O que vou falar é mais sério que antes. - Nos informa, nos preparando para o pior - O estado dele se agravou.Teve ataques durante a operação no braço e os ferimentos são altamente profundos. Alguém bateu nele com um instrumento pesado e forte. São marcas superiores a cinto e fivela. São para domar animais.

Eu fico muito mais chocada e aterrorizada.

- Percebi que a bala que foi tirada do corpo dele sem cirurgia profissional afetou a parte máxima do seu braço e a veia se rompeu até um local acima do tronco.

- Está dizendo.... - Eu inicio a frase, mas, não consigo encerrá-la.

A médica faz um sinal de afirmação e dá outra notícia ruim pela sua expressão.

- Que rompeu o ligamento do cérebro. - O impacto é profundo e gigantesco em nós - Ele vai ficar longas semanas paralítico.

Desta vez, o que estava ruim ficou pior. Muito pior. Procuro não querer gritar, mas, não dá. Simplesmente não dá. Meus gemidos regressam. Eu desabo na cadeira, passando a mão sobre o rosto, apertando os olhos com muita pressão e agarrando a minha camisa, direto no canto esquerdo do peito. Meu coração arde, dói e martela numa intensidade terrível e inacabável. O agente Armitage soca a parede do canto. Torres afunda o rosto no peito de Loker, ele lhe consola. A senhorita Brandt toca em mim, me puxando e me abraçando como consolo amigável, eu desabafo excessivamente. 


Notas Finais


Estou chorando demais com eles, sem mentira. Só de imaginar o Cal paralítico, isso é pior que morte normal. Ele vai sofrer muito mais ainda. Sentir dor é mil vezes pior que a morte.


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