História Infinito Vezes Quinze - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Chenmin, Draminha, Leve Hunhan, Máfia, Sulay, Xiuchen
Visualizações 75
Palavras 3.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente, antes de tudo, desculpa por esse capítulo, mas é importante pra merdas futuras serem resolvidas.

;(

Att: É DIA 05/03 AQUI NESSE CAP! esqueci de falar

Capítulo 8 - Lado explosivo demais, extremo bomba


Duas semanas. Exatamente  duas semanas. Duas semanas lutando com o meu psicológico. É algo  extremamente confuso, talvez você não entenderia.

É tipo uma mistura de "o que caralhos ainda estou fazendo aqui?" com "o que vou fazer para o jantar?". 

Claro que eu me acostumei com esse bagulho de, você sabe,  morar com traficantes, mas ainda ficava meio mal toda essa situação. Eu  os via sair pra trabalhar de manhã e logo me ligava... Trabalhar é o caralho, eles iam fazer bosta, cometer crimes. Isso era desconfortável  para mim, porque mesmo eu sendo quase um herdeiro dessa vida, eu não  queria, nem para isso sirvo. Honrar a bosta de vida que meus pais  construíram.

Convenhamos, eu só sirvo para escutar o Luhan. Às vezes, porque ele prefere o Sehun.

Mas os pensamentos me  rondavam bastante. Morar lá me deixava mal só que, além de eu não ter  onde cair morto, não queria deixar o Luhan. Sim, isso mesmo que você  leu. Aquele idiota, que eu descobri pelo Sehun ter piorado de sua  doença, me fazia esquecer de todos os tormentos, cada momentinho que eu  fiquei com ele.

E  também, querendo ou não, eu me tornei dependente daquela casa pelo fato de ser pobre e um bosta. Eu não tinha a mínima ideia para onde iria se  eu fosse embora daqui, de volta para minha cidade nem fodendo e se não  for lá, onde vai ser? Aqui eu, ao menos, tenho comida e água.

E agora eu estava lá, tomando café da manhã, com meus inimigos mas também amigos. Ainda não sei, estou bem perdido.

Não sei o que deu nessa linda manhã de março, mas minha fome estava maior que o normal, eu comia aquele café da manhã meio ocidental mas que também tinha sopa. Provavelmente o Chanyeol desistiu no meio do caminho e não quis me acordar para ajudar. Falando em acordar, Sehun e Lay não estavam na mesa e eu julguei ser o sono, eles sempre possuem umas olheiras sinistras quando o café ocorre mais cedinho mesmo.

Mas não, minha hipótese sobre os dois dorminhocos estava completamente errada já que a porta  marrom gigante para caralho (gosto de chamá-la assim) se abriu. Todos se  assustaram e viram o Sehun entrando primeiro e dando a volta na mesa  para pegar sua cadeira e arrastá-la até um pouco perto do sofá que  ficava de frente para a lareira. Isso era, basicamente, atrás de mim,  mas a cadeira virada para porta. E depois de segundos, estava o lindinho  do Yixing com um fucking corpo no seu ombro.

Sim. Um corpo. Um homem com um saco preto na cabeça e amarrado nos pulsos e pés. Na minha fucking sala.

— Chanyeol, vaza.— O mais velho da dupla falou enquanto colocava o corpo sentadinho na cadeira. — Tirem o Luhan também.

Escutei uma bufada de ar que parecia um touro real, me virei e vi o Minseok levantando com seu  pote de cereal. Já Chanyeol se levantou com os olhos arregalados e sumiu  de lá, indo para seu quarto.

— Caralho, o Suho não  apagou a porra do fogo no seu cu?— O mais velho da casa perguntou bem  irritado, enquanto ia até o Luhan e o pegava pela mão.

E então eles começaram a  discutir em chinês. Obvio que eu mosquei naquilo e voltei a tomar minha  sopa já que o máximo do idioma que eu sabia era meu apelido, que não  passava de um chinês mal falado pelo Sehun. A voz do Min foi sumindo  porque ele estava subindo as escadas com o Luhan para sei lá onde,  talvez o quarto deles. Continuei comendo, como todos os que ficaram  faziam. Estranhei o Baekhyun estar lá, fazia um tempo que ele acordava  cedo e ficava com a gente.

Será que estão precisando dele? Será que o EXO precisa de mim? Caralho, Baekhyun, o que você está fazendo acordado?

Imagina se os caras me  colocam para ajudar o Yixing e eu tenha que levar seus socos ou carregar  corpos ensacados por aí? Não, não. Não posso fazer isso. Eu sou o  JongDae, lembra? O inútil. Chen, cara do leite que não tem leite.

E se eles realmente  precisassem de mim? Eu teria que negar, óbvio, com esse cagaço do  caralho e personalidade semelhante à de um autista, eu teria que negar.  Não estou preparado. Mas e se eles me apontassem uma arma na minha cara?  Se eu fosse ameaçado? Nem consigo imaginar em que situação conseguiria  cagar mais.

Matar eu duvido que eles  façam, me matar só causaria mais prejuízo, só que qualquer pressão que  me colocassem eu aceitaria de boa, porque eu sou um viadinho de merda. E  não me receitaram nenhum remédio para minha trouxisse aguda.

Escutei um barulho de plástico, que talvez tenha sido o saco da cara do sujeito. E logo um chinês explosivo mandou:

— Você lembra de mim, seu viado?— Yixing falou baixinho mas bom o suficiente para eu ouvir.

Escutei o Kyungsoo comentar um "alguém se fodeu" baixinho e eu riria se a tensão não estivesse tão pesada.

— Eu lembro...— Ele falou com um pouco de dificuldade.

— E O QUÊ EU TE FALEI QUANDO EU TE VI?— Yixing perguntou alto e eu fiquei com um pouco de medo.

—Pa-para n-não vender lá...— Ele tossia enquanto falava.

— E você se recorda o que eu disse que faria com você se continuasse vendendo lá?— Yixing comentou, já abaixando seu tom de voz.

— V-vo-você...— Ele falou baixinho.

—Eu ia te matar.— Yixing afirmou.

Meu coração travou. Tomara que o Lay conhecesse a arte de blefe e fizesse muito o uso dela.  Não estava na minha agenda ver meu amigo matar alguém, queria que fosse  mentira. Todos conhecem a bomba que o chinês pode ser mas matar não,  Yixing, vamos matar ninguém hoje.

Tive quase certeza de que era mentira quando o Sehun deixou uma risada escapar. Uma risada é pouco, na verdade. Ele começou a rir muito, até atraiu o olhar de todos  que estavam na mesa, incluindo o meu. Ele estava apoiado no sofá que  ficava do lado esquerdo da lareira e ria como se o Yixing tivesse  contado a coisa mais engraçada do mundo.

Meu olhar acabou cainda  para a vítima, que também fitava o Sehun meio curioso. Ele aparentava  ser bem alto, tinha um topete descolorido bem feito e uma linha de  sangue da sua boca até o pescoço. 

O Lay estava com as mãos  na cintura, o peso do corpo jogado no pé direito e estava de costas  para a nossa mesa, de frente para Sehun. Não precisa de muito para saber  que a cara dele não era das melhores para o Oh.

— Cara... — O mais novo disse limpando as lágrimas. — Acabei de perceber que você se fodeu. — E daí continuou rindo.

Aquele comentário se encaixaria muito bem no cara que vendeu no lugar onde o Yixing não  deixou, mas o estranho era que o Sehun olhava para o seu parceiro  apenas, como se o que havia dito fosse para o chinês. 

— O seu filho de uma  puta,— Yixing elevou um pouco o tom de voz.— depois eu quebro sua cara e  a culpa é minha! Para de rir, porra!— Disse, irritado.

Decidi voltar para minha  posição inicial e ignorar essa conversa pois não queria ver o Sehun  apanhando de novo, era muito pesado, mesmo que agora me pareça justo.

Sim, justo. Talvez eu esteja virando um psicopata que nem o Lay? Sim, mas o Sehun foi idiota em rir e falar coisas sem sentido.

— Ah, quer saber, foda-se.—Yixing disse indiferente e eu escutei uns barulhinhos no fundo, seguidos de um barulho.

Um barulho que me fez pular da cadeira de susto.

Um barulho que qualquer um reconhece.

Um barulho de tiro.

Eu não sabia se virava  para confirmar minhas suspeitas mas já era quase certo. O Yixing matou o  cara. Sem mais nem menos, ele avisou e o cara não escutou. Morreu,  simples, vida que segue. Isso me fez retornar ao pensamento passado: eles me matariam. Já não podia nem contar com o meu carisma. Tchau,  galera!

Mas falando sério, eu  fiquei chocado com a cena sem ao menos vê-la. Na verdade, eu travei, que  nem na vez em que o Yixing bateu no Sehun ou quando ele estava se  pegando com o Suho e agora ele matou um cara.

Nossa, tenho que  concordar com Minseok, esse filho da puta tem um fogo no cu inapagável,  não? Caralho, ou é sexo ou é violência. Alguém estuda o cidadão! Psicólogo, sei lá.

O Kris estava comendo e,  como o Luhan não estava mais lá, ele ficava do meu lado mas com a cadeira do Hyung no meio. Fitei-o e sua expressão era de puro pavor, não  sei se ficava aliviado ou mais assustado. Aliviado porque se fosse a  primeira vez do Yixing matando alguém, eu talvez não morresse à sangue  frio também. Assustado porque a porra do NOSSO CHEFE estava assustado,  então aquilo- automaticamente- me dava muito medo.

—V-você... - Ele se  pronunciou mas logo levantou e seu semblante se tornou sério e  irritado.— VOCÊ SUJOU O TAPETE DO CHANYEOL!— Ele gritou e bateu o pé no  chão.

Ah, era isso então. Eu ainda vou morrer, legal.

Virei-me completamente para, finalmente ver a cena, e o cara estava no chão junto com a  cadeira, sua testa tinha um buraquinho generoso e vermelho sangue  (literalmente). O cara tinha os olhos abertos e aquilo dava a cena um ar  grotesco. 

Eu não tive tanto nojo  da cena mas fiquei com certo receio do que é trabalhar no EXO, o que é  morar nessa casa e o que é me meter com esses caras. Algo que eu não  queria mesmo, mas talvez meu futuro seja o mesmo que o do cara.

— Vamos ver o seu nome. — Yixing dizia enquanto procurava algo pelos bolsos da calça do homem.

Que fofo, o assassino querendo conhecer sua vítima, quase chorei de emoção.

Ele achou a carteira do cara e procurou pelos seus documentos, jogando no chão alguns– lê-se vários– wons e cartões de crédito. O cara aprentava ter dinheiro para  porra, que nem o EXO.

— Kim Namjoon... — Leu a identidade do rapaz. — Foi bom ter te conhecido, Namjoon. — Lay deu um chute fraquinho no pé do rapaz como se fosse uma saudação, virou-se e  jogou a identidade para trás, caindo no peito do Namjoon.— Sehun, depois  ajude o JongDae a arrumar essa bagunça. Vou atrás do Min para me livrar  do corpo.

Fiz uma cara de nojo ao escutar meu nome no meio daquela bosta inteira. Por que o Chanyeol não poderia?

Esquece.

(...)

Foi  traumatizante. Eu sempre fui bem sangue frio e é difícil me verem  sentir nojo de algo mas limpar sangue de alguém que morreu. na. minha. frente. é algo que qualquer um sentiria nojo. Pelo menos qualquer um que  tem um coração e não é psicopata.

Coloquei aquele tapete gigante da sala na nossa máquina de lavar porque aquela porra manchou. A porra do piso também foi uma bosta para lavar quando o  Luhan descia para fazer qualquer bosta, eu tinha que explicar que era ketchup. Confesso que fiquei irritado com o que me fizeram passar.

Almoçamos  e ainda ficamos a tarde inteira naquele piso, e quando eu acabei e o  Chanyeol desceu indo direto para a área de serviço, logo fui atrás dele:

Nananinanão!— Parei na frente da máquina de lavar que continha o tapete.— Você não pode ficar aqui. 

Chanyeol riu da minha cara e me empurrou para o lado, não aparentando fazer força mas eu quase voei.

—  Eu só ligo para o cheiro, idiota. Sem falar que não pode colocar um  tapete desse na máquina, tem que ser numa loja especializada.— Explicou, desligando a mesma. — Não precisa se traumatizar. — Riu de novo.

Mas que filho da puta, passo o dia inteiro lavando coisa para ele vir zoar da minha cara?

Saí andando na maior bad, odeio gente mal agradecida. Quando entrei na  cozinha, Sehun se preparava um sanduíche e Luhan estava agarrado nas  suas costas, de cavalinho como costumam falar.

Os  dois eram de uma fofura que eu mandaria todos tomarem no cú bem alto de  tão quente que meu coração ficava com esses filhos da puta. 

—  Chen, manda isso daqui para o Lay. — Sehun disse ao perceber que eu  estava pessegando naquelas carinhas lindas juntas.— Fala que é meu  pedido de desculpas. — Deu uma risadinha.

O Luhan também sorriu quando me viu pegar o prato e cochichou alguma coisa no ouvido de Sehun que eles começaram a conversar, ficando no mundinho  deles. Decidi deixá-los e subir até o Lay, esses dois são muito  diferentes quando estão separados e quando estão juntos.

Separados: uns amores, super educados.

Juntos: estamos juntos, não precisamos de mais ninguém. Sai.

Subi  as escadas e, pela lógica, entrei na porta que dava para o outro  corredor e, logo, o quarto do Lay, já que não fazia sentido ele estar em  outro cômodo da casa. 

— CARALHO! Você 'tá maluco? — Minseok disse assim que entrei no quarto. Ele estava seminu, com a calça na mão.

Mas não. Parece que eu sou um louco, parece que eu entrar de repente no quarto do Lay porque eu quero ver o Lay é loucura.

Eu até responderia só que o corpo do bichinho demoníaco atraiu muito da  minha atenção. Qual é, eu gostava de ver o Lay namorando, o Sehun e o  Luhan juntos e agora minha mente estava se aventurando no tanquinho do  Minseok?

Sim, isso mesmo. Viadinho mesmo.

E,  caralho, que tanquinho. Era tipo aqueles tanquinho de moleque magro pra  caralho mas, meu Deus, descobri que esse era meu tipo. Suas coxinhas na  boxer era pequenas mas tão gostosinhas de se observar. Confesso que eu  consegui viajar bastante naquele corpo até me dar conta de que, opa, eu estava secando aquele que me odeia.

— Ah. — Dei aquela acordada e abri um sorriso meio envergonhado, olhando meu colega. — Desculpe. 

Saí  andando para não evitar constrangimentos maiores. Ele com certeza me  viu quase babando nele, é melhor ninguém se lembrar disso. 

Mas...

—  Min, você sabe onde está o Lay? — Voltei para o quarto e dei uma  passada rapidinha no corpo dele de costas, enquanto ele colocava as  calças.

— No Baekhyun. — Falou.

Fui correndo ao meu próximo destino, fingindo que nada havia realmente acontecido. Será que eu estava corado?

(...) 

—  Por que você está corado? — Foi a primeira coisa que o Baekhyun  perguntou assim que eu entrei no quarto dele e fechei a porta bem  rápido, vai que um fantasma do Minseok pelado me aparece.

É, eu estava corado.

— N-nada. — Gaguejei.

Os  dois estavam de perna de índio na grande cama de casal que o Baek  tinha, um de frente para o outro. O quarto dele era diferente, a cama não era toda encostada na parede e dava para ter um criado mudo dos dois  lados, o armário ficava ao lado da porta única coisa igual ao meu.

Deixei o prato que segurava na frente do Yixing, ele estava de costas para mim  quando abri a porta mas agora consegui ver sua cara.

Assustei-me com um arroxeado bem roxo pelo seu olho, ele tinha levado um soco de alguém e parecia bem para baixo.

— O que aconteceu? — Perguntei preocupado.

—  A regra, Chen. Ele quebrou a regra. — Baekhyun disse enquanto pegava o  sanduíche que era pro Lay e dava uma mordida. — Bagulho bom da porra.

Acabei me lembrando da regra secreta que tinha um soco como penalidade. Sem  querer, repassei todas as bostas que o Lay fez por hoje.

Continuei olhando para o Yixing que observava Baekhyun comendo mas logo devolveu o lanche para o amigo.

— Foi o Sehun que fez? — Perguntou o chinês. 

Sentei-me na cama e assenti.

— Ele disse que é um pedido de desculpas. — Expliquei.

Yixing abriu um sorriso enquanto mastigava e deixava a comida no prato. 

Logo  ficou aquele silêncio meio estranho até que o Baekhyun deu um tapinha  no joelho do chinês. Claro que o outro lhe olhou estranho, e eu também,  mas o Baekhyun apontou com a cabeça para minha pessoa.

— Pode ser ele. — Falou baixinho como se eu que, relativamente, estava mais perto não fosse escutar.

— Ser ele o que? — Yixing perguntou confuso e pegava o lanche para dar outra mordida.

— Gente, eu estou aqui, consigo entender que vocês estão falando de mim. — Avisei, vai que eles não perceberam.

O  Baekhyun arregalou os olhos para o Yixing e continuou balançando a  cabeça para minha direção, ele realmente ignorou meu comentário e minha  presença?

— Ahhhh...— O outro que comia pareceu perceber o que o hyung tentava falar. — Pode ser, não sei se rola mas pode ser.

Eu já estava me irritando para um caralho com o fato de não existir naquela conversa, mas logo Baekhyun caiu seu olhar em mim.

— Chen, precisamos conversar. — Disse sério. 

A  seriedade na cara do Baekhyun era algo realmente raro, porque ele era  um palhacinho até quando não precisava. Então eu fiquei meio assustado  com o peso do assunto, e um pouco arrependido de ser notado.

Analisando  a conversa, eles me querem para fazer alguma coisa. Talvez suicídio?  Zueira, mas por que eles precisariam de mim? Os dois são inteligentes,  bonitos, estão há bastante tempo na casa e com certeza possuem a  permissão de entrarem na dispensa. 

O que eu tenho? 

E, como um pequeno interruptor com mal contato, minha mente simplesmente acordou. 

Novo.  Eu sou novo na casa. Eu sou novo no EXO... E provavelmente eles  precisariam de mim para alguma missão em que eu mataria um chefe da  máfia tailandesa que veio passar as férias aqui em Seul e acabou fazendo  coisas demais. Meu Deus! Eu não estou preparado para ser o Yixing! Eu  tenho coração, quase morri hoje ao ver um cara seminu, sem falar no meu  quase coma ao ter que limpar chão sujo de sangue humano.

—  Não, eu não to preparado. — Falei, interrompendo qualquer coisa.  Levantei e comecei a andar em círculos pelo quarto. — EU NÃO VOU MATAR  NINGUÉM! — Disse logo, eles teriam que entender minha situação.

Enquanto  eu surtava, vi meus amigos com as caras mais confusas do mundo. Até  parei o que estava fazendo para ver se era verdade. 

—  Matar quem, parceiro? — Lay disse com a boca meio cheia, nessa hora ele  já tinha se vidrado no meu show e parecia hipnotizado. 

— Não sei. Vocês querem que eu mate alguém? — Perguntei.

— Não. Ninguém vai matar ninguém. — Baekhyun abriu um sorriso. — Ficou emocionado com hoje, não? — Me perguntou.

Pude  relaxar e sentar de volta na cama, logo rindo. Eu tinha esquecido da  minha burrice, claro que ninguém botaria um jegue para matar alguém,  todos da casa sabem disso. 

—  Eu só quero que você... Observe. — O coreano disse. — Você vai fazer  uma missão para o Exo... — Ao ouvir esse nome já arregalei os olhos e me  arrepiei. — Calma, mocinho. É na próxima sexta e eu só quero que você  observe. — Explicou.

Observar  me parece uma das tarefas mais difíceis do mundo só por descobrir que é  isso que eu vou fazer. Não tem como alguém observar errado, tem? Acho  que não.

—  Tem uns caras que estão "ganhando território", — Ele fez aspas com os  dedos.— e a gente quer ver qual é o comportamento deles. Você só vai em  uma balada na sexta, como quem não quer nada, e os vigia um pouquinho.

Será  que eles estavam me manipulando? Se o bagulho era só vigiar, suave... E  quando eles me pedissem para matar o parceiro tailandês, eu negaria e  pronto.

E se me forçassem, só quebrar cada ossinho do Yixing.

Tá bom, vocês sabem que eu me fodi.


Notas Finais


Sorry, obrigada por lerem

E esse Chen todo mafioso ein? kkkk será que ele vai se dar bem na primeira missão?

Bom, tudo indica que não mas... quem sabe? (quem eu to enganando,ele é um lixo)


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