História Infinity War - Romanogers Fanfic - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers), X-Men
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Laura Barton, Maria Hill, Natasha Romanoff, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Captasha, Capwidow, Os Vingadores, Romanogers, Stasha, Stevenat
Exibições 492
Palavras 4.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Capítulo 38


Fanfic / Fanfiction Infinity War - Romanogers Fanfic - Capítulo 38 - Capítulo 38

N: O que, Tony? Não faça suspense. Seja direto.

Tony olhou para Sara e James, depois para Natasha novamente.

T: Nós não temos uma cura, mas é possível que criemos uma. Ao menos eu acredito nisso.

N: Ótimo. Por que não está trabalhando nisso?

T: Porque eu preciso fazer alguns testes e eu preciso checar o estado de Steve, mas você sabe que todos estão com medo do Steve.

N: Você está dizendo que está com medo de Steve?

T: N-não.

N: O que você precisa?

T: Sangue.

N: Eu não sou uma enfermeira, Tony. Precisarei de ajuda.

T: Arrumaremos alguém.

N: Nenhum civil vai aceitar entrar naquela jaula com Steve.

T: Mas teremos que tentar. Eu estou indo até a enfermaria, farei um discurso e seria bom se você e as crianças dele estivessem lá para tocar o coração de alguém.

Natasha franziu a testa.

N: Eu não vou expor eles a esse tipo de coerção, Tony.

T: Eu sabia disso, mas não custava tentar.

N: Eu preciso dar café da manhã para eles primeiro.

T: Claro. Eu vou comer também.

Tony e Natasha foram para o refeitório, basicamente os primeiros a chegarem para comer. Tony se ofereceu para pegar a bandeja de Natasha.

N: Você pode pegar uma fatia de pão para o James e o mingau para Sara.

- Você está de volta!

N: Sim, Sra. Johnson.

Natasha olhou para a cozinheira, tia de Juliana.

- Sinto muito, mas não tem pão hoje não.

J: Quer pão.

N: James...

T: Não tem pão? Como assim?

- Não tem pão porque nosso estoque de fermento acabou e o de farinha está quase acabando, estamos nos virando como podemos aqui.

J: Mamãe, pão.

N: James, não tem pão.

Natasha olhou para a cozinheira.

N: Você tem alguma fruta?

J: Fruta não.

T: Natasha, quantas conchas de mingau?

N: Coloque uma concha só, ela só toma mamadeira, mas eu quero tentar dar algo mais consistente pra ela.

Natasha olhou para James.

N: James, você não pode escolher, você terá que comer a fruta.

- Nada de frutas também.

T: É só colher da estufa artificial. Tinha muitas frutas lá.

- Sr. Stark, se fosse só colher, as frutas já estariam aqui, porém algo aconteceu com a estufa e quando houve a colheita, foi constatado que estavam podres.

N: Todas as frutas?

- Todas.

N: Impossível.

T: Sim, é possível porque nós plantamos só uma espécie de cada vez, estava na época das maçãs, mas eu não sei o que aconteceu.

- E você devia checar a temperatura dos ambientes também, a cozinha tem estado um forno. Não me culpe se a comida começar a ficar salgada demais. Não dá para conter o suor.

Natasha e Tony fizeram expressão de nojo.

T: Eu mandarei uma equipe agora mesmo para checar essas coisas. Não podemos ficar sem nossa estufa. Não se preocupe.

- É bom mesmo.

James olhou para o mingau.

J: Mingau?

Natasha olhou para a bandeja e fez negativo com a cabeça.

N: Me desculpe James, você não pode comer do mingau, tem leite nele.

- Por que não? Ele comeu isso todos esses dias.

Natasha fez negativo com a cabeça.

N: Você deve ter confundido ele com outra criança.

- Não, não confundi. É difícil esquecer as piores crianças do bunker.

Natasha franziu a testa, espantada com a frase da cozinheira.

- Não me leve a mal, mas James sozinho é um amor, mas quando ele se junta com o filho do arqueiro, é um verdadeiro inferno. Eles brigam entre si, jogam comida no chão e na cara um do outro. Mas confesso que o mini arqueiro é pior e às vezes ainda tem aquela loirinha, filha do gostosão do martelo.

N: Mas James não comeu o mingau, ele com certeza não comeu, ele passaria mal.

- Eu vi com meus próprios olhos, inclusive quando ele derrubou no chão, eu troquei o prato dele e ele comeu tudinho, até lambeu o prato.

Natasha olhava para a cozinheira, confusa. Não poderia ser, ela sabe que James passa mal imediatamente após ingerir qualquer alimento com lactose.

- Bem, tem esse biscoito de água e sal aqui.

Natasha aceitou os biscoitos, mas no fundo ela estava preocupada com essa refeição de James. Ele está em fase de crescimento, precisava de algo mais consistente.

Mesmo Natasha tendo ainda um estoque de leite no quarto, ela não pode ir até lá e trazer para a cozinha em plena luz do dia, ainda mais na hora da refeição coletiva.

T: E pra você, Natasha?

N: Eu não vou comer nada, obrigada.

Tony levou a bandeja para Natasha até a mesa, mas ele decidiu não tomar café da manhã e ir logo providenciar o reparo da estufa e do ar condicionado central, eram assuntos muito urgentes para adiar.

N: James?

Natasha olhou para James, que estava sentado ao lado dela.

N: Coma os biscoitos.

J: Quer pão.

N: Eu disse que não tem pão, James.

J: Pão.

James fez negativo com a cabeça e ficou de braços cruzados.

N: Olha, eu prometo que farei um mingau mais tarde pra você.

James apontou para o prato de Sara.

N: Esse você não pode.

J: Meu.

N: Não, é da Sara. Eu farei o seu depois.

Jane: Ora, Natasha, dá o mingau para o menino.

Jane e Thor se aproximavam com suas bandejas e a filha deles, Torunn.

Jane: Thor, pegue mais um prato de mingau para a Natasha.

N: Não...

Jane olhou para Natasha.

N: Ele não pode comer esse mingau.

Jane sorriu.

Jane: Como assim? Ele já comeu esse mingau diversas vezes.

N: Não...

Jane: Sim. Eu mesma dava para ele e para Torunn.

Natasha olhou para Jane e parecia confusa e chocada.

Jane: O que?

N: Ele tem intolerância... Ele passaria mal... Não pode ser.

Natasha fez negativo com a cabeça.

Jane: Eu não sabia disso. Mas ele não passou mal em nenhum dia. Eu juro.

N: É impossível. Ele fica todo empolado, tem febre e às vezes até falta de ar... Eu não entendo.

Jane: Você tem certeza que era por causa do leite?

N: Os médicos do bunker Sul disseram que era. E eu vi o quanto ele passa mal ao comer algo com leite.

Jane: Talvez você devesse deixar Cho examinar ele, pode ter sido por outro motivo.

N: Eu irei.

Jane olhou para Sara e sorriu.

Jane: Bom dia, Sarinha. Já tomou sua mamadeira?

N: Na verdade, eu vou dar o mingau.

Jane: Mas ela tem o que? 4 meses?

N: Ela é grande.

Jane: Eu disse a Laura que ela parece ter mais idade do que isso, ela é muito esperta, já sabe direcionar a mão para pegar as coisas.

N: É... Por isso decidi tentar. Vamos ver...

Natasha pegou um pouco de mingau com a colher e direcionou para a boca de Sara.

N: Hei, Sara, quer provar isso aqui? Abre a boca... Assim...

Sara provou o mingau, franziu a testa e cuspiu

J: Feio!

N: Ela é pequena, James. Ela não sabe.

Natasha voltou a olhar para Sara.

N: É bom, é gostoso, quer ver?

Natasha tomou o mingau.

N: Viu? Gostoso. Agora você...

Natasha deu mais uma vez o mingau para Sara, ela fez careta, mas ficou com o mingau na boca.

N: Isso... Isso mesmo.

Natasha deu um pequeno sorriso e pegou mais uma colher de mingau.

N: Aaaa...

Natasha abriu a boca, para Sara ver e imitar ela. Sara apontou pra boca de Natasha e depois encostou o dedo no lábio dela. Natasha fingiu morder o dedo de Sara, que achou graça e riu.

N: Mais um pouquinho, toma.

Natasha deu mais mingau para Sara e James segurou no braço de Natasha.

Natasha olhou para James e sorriu, porque ele estava com a boca aberta, querendo o mingau também. Bem, não era exatamente o mingau que ele queria, e sim a mesma atenção dada a Sara.

N: Mamãe vai te dar o seu biscoito na boca, ok?

Natasha partiu o biscoito e colocou na boca de James, que se deu por satisfeito. Ele apenas queria ser alimentado pela mãe também.

Natasha voltou a alimentar Sara e olhou para Jane.

N: Jane, será que você pode passar a manhã com o James?

Jane: Claro. Mas a Sara não?

N: Eu vou deixa-la com a Pepper.

Jane: Ah sim...

Jane abaixou a cabeça um pouco sem graça, ela piscou os olhos algumas vezes e comeu o mingau dela. Natasha reparou no quanto Jane estava sem graça.

N: Jane, é só porque você já está com a Torunn. Só não deixarei a Sara porque ela dá muito trabalho, mas se você quiser ficar com ela...

Jane: Não, tudo bem. Eu não confiaria mais em mim também.

N: Jane, não foi o que eu quis dizer.

Jane: Tudo bem, Natasha.

Natasha não vai ficar se desculpando, muito menos tentando fazer ela se sentir melhor, afinal ela devia ter tomado conta melhor de Sara, ela é apenas um bebê e Thor é basicamente um bebê também. Deixar Sara com ele foi muita irresponsabilidade.

Natasha terminou de dar o mingau de Sara e James. Ela deixou James com Jane para ele brincar com a Torunn e depois foi deixar Sara no quarto de Pepper.

Tony e Natasha falaram com a equipe de enfermagem sobre coletar sangue de Steve.

Até o momento ninguém se voluntariou para coletar o sangue dele.

Natasha suspirou, um tanto frustrada.

- Eu...

Natasha e Tony observaram Juliana, que deu um passo à frente.

- Eu poderia...

- Você é apenas uma aprendiz.

Ju: Mas eu sei como fazer... Já vi vocês fazendo diversas vezes. É só que se não tiver ninguém, eu posso fazer.

Natasha observou Juliana e se perguntava porque ela se ofereceria para isso, sabendo que é perigoso.

Ju: Steve foi sempre gentil comigo, eu não tenho medo dele, eu quero ajudar.

Natasha fez positivo com a cabeça, olhando para Juliana. Era o jeito dela de agradecer.

- Mas ela não tem habilitação para essa tarefa.

T: Ela tem a partir de agora.

- Sob ordens de quem?

T: Eu. Eu paguei por isso tudo, então eu posso ser o juiz e eu decido que ela está habilitada. Alguém contra?

As enfermeiras fizeram negativo com a cabeça.

T: Vamos.

Ju: Eu vou preparar as coisas para a coleta.

Juliana foi para a estante pegar seringas, luvas, álcool e borrachinha.

Enquanto aguardavam, Natasha aproveitou para ir até o box onde Bucky estava.

N: Novo braço...

Bucky olhou para Natasha.

N: Então... Como está se sentindo?

B: Entediado.

N: Parece bom.

Natasha caminhou até a maca, ela ainda não consegue sorrir plenamente, senão para James e Sara, e que bom que com Bucky ela não precisa fingir estar bem.

Natasha encostou a mão sobre a mão de Bucky e ficou olhando pra baixo.

B: Hey...

N: Estou bem.

B: Natasha...

N: Eu estou.

Natasha fez negativo com a cabeça algumas vezes e olhou ao redor.

N: É só difícil de acreditar que ele se foi, sabe?

Natasha respirou fundo e olhou para cima, tentando tirar a imagem do seu amigo Clint Barton morto da cabeça.

N: Eu sinto como se estivéssemos longe um do outro, mas que quando eu precisasse dele, eu ligaria e ele atenderia. Eu poderia ver ele de novo quando precisasse.

B: Se é mais fácil desse jeito, continue pensando assim.

N: E para piorar... Steve...

Natasha fechou os olhos e suspirou.

B: Como ele está?

N: Mal... Tony vai tentar uma cura, mas precisa de amostra de sangue dele.

- Bucky, eu...

Juliana apareceu na porta do box e olhou para a mão de Natasha em cima da de Bucky.

Ju: Me desculpe.

Juliana correu para fora do box. Natasha franziu a testa e olhou para Bucky.

N: Você tem uma fã.

B: Ela é uma boa menina.

N: Eu sei, ela se voluntariou para tirar o sangue de Steve.

B: Que? É muito perigoso, ela é só uma aprendiz, se não tiver cuidado, ela pode...

N: Hei, relaxa. Eu estarei lá com ela. Não deixarei que nada de mal aconteça com ela.

Natasha estava analisando Bucky por alguns segundos.

N: Você se preocupa com ela.

B: Claro.

N: Me diz uma coisa, você sente alguma coisa por ela?

B: Que??? Não. Ela é uma criança.

N: Não, ela não é criança.

B: Você e Maria com essas coisas, foi isso que ela colocou na sua cabeça é? Foi ela que falou da Juliana, não foi? Olha Natasha, eu vou te dizer... Essa sua amiga Maria é muito...

Natasha franziu a testa, esperando Bucky terminar a frase, mas Bucky fez negativo com a cabeça.

N: Muito...?

B: Eu não sei. Ela me deixa confuso.

N: Você a odeia?

Bucky fez uma expressão confusa.

B: Não... Não, eu não sei se ela me odeia, parece que ela me odeia. Você acha que ela me odeia?

Natasha deu um sorriso quase imperceptível.

N: Hill é... é uma pessoa muito complicada.

B: Sim. Exato.

N: Mas ela é única... Não há ninguém nesse mundo como ela.

Bucky olhou para Natasha e franziu um pouco a testa, refletindo sobre a frase.

N: Bem... Eu preciso ir. Melhore logo, eu não confio em ninguém para ficar com James e a Sara para mim.

Bucky fez positivo com a cabeça.

...

Natasha, Tony, Juliana, Noturno e Kitty foram para o jato fora do bunker.

Noturno e Kitty foram chamados a pedido de Natasha, para caso precisassem de um plano rápido de extradição, caso algo desse errado durante o processo de coleta de sangue.

Uma vez dentro do jato, assim que avistaram o estado de Steve na jaula, todos estavam certos de que ele não estava em condições de atacar ninguém, porque se ele estava somente fingindo toda essa fraqueza, merecia o Oscar pela atuação. Parecia estar nas últimas.

N: Steve...

Natasha disse baixo para si mesma, enquanto encostava no vidro da jaula.

Kitty segurou na mão de Juliana e atravessou a jaula junto com ela.

Natasha olhou para Noturno.

N: Me leve para dentro.

T: É gente demais, pensamos melhor daqui.

N: Eu posso ajudar.

Noturno consentiu com a cabeça, segurou em Natasha e se transportou com ela para dentro da jaula.

N: Você e Kitty esperem do lado de fora.

Noturno e Kitty obedeceram e saíram da jaula.

Ju: Sra. Natasha, ele parece muito mal.

N: Só Natasha, Juliana.

Natasha apenas olhava para Steve, ela se agachou perto da cabeça dele. Steve estava mais pálido que antes, os olhos semiabertos e distantes, o corpo coberto de suor e feridas.

Quando Juliana espetou o braço de Steve com a agulha da seringa, ele moveu a cabeça abruptamente e grunhiu, o que fez Juliana se assustar e cair sentada para trás.

Kitty e Noturno se prepararam para agir, mas Natasha gesticulou para que se acalmassem.

N: Tudo bem... Tudo bem, Juliana?

Juliana olhou para Natasha com a respiração ofegante. Seus olhos transmitiam medo, mas também determinação, ela fez positivo com a cabeça e terminou se inserir a agulha corretamente.

Enquanto Juliana enchia os tubinhos com sangue, Natasha ousou encostar a mão na face de Steve, o que fez ele revirar os olhos e mover o rosto de um lado para o outro, tentando reagir.

N: Sh...

Natasha acariciou o rosto de Steve e ele ainda tentava ter alguma força para reagir, mas ele não conseguia, então apenas parou de resistir e fechou os olhos.

N: Você vai ficar bem.

Ju: Terminei aqui.

N: Vai...

Ju: E você?

N: Eu... Eu vou ficar um pouco mais.

T: Natasha, é perigoso.

N: Não para mim.

T: Você quem sabe.

Tony olhou para Noturno e indicou Juliana com a cabeça. Noturno entrou, pegou Juliana e a retirou da jaula.

Tony, Juliana, Kitty e Noturno saíram do Jato e voltaram para o bunker.

Natasha se sentou no chão e ouviu Steve gemer baixo de dor, ela continuou a mão no rosto de Steve e ela não sabia como fazer ele se sentir mais confortável.

N: Sabe, a Sara hoje... Ela tomou mingau pela primeira vez.

Natasha ficou observando se Steve demonstraria alguma reação, mas até o momento nada.

N: Você precisava ver a expressão no rosto dela quando ela provou o mingau. Foi tão engraçado a carinha dela. Você ia adorar, você iria sorrir e ficaria todo bobo...

Natasha deu um pequeno sorriso.

N: Me desculpe por tirar esse momento de você. Eu assisti James experimentar cada sabor novo e eu lembro de cada um deles...

Natasha suspirou, e mesmo não tendo nenhum resultado, resolveu persistir.

N: E o James ele... Ele ficou cheio de ciúmes. Eu até tive que dar comida na boca dele também. Ele ficou imitando o jeito de Sara, tentando voltar a ser um bebê. Eu acho que isso é normal entre irmãos, certo? Eu queria que você estivesse aqui comigo para me dizer como lidar com eles dois...

Natasha sorriu novamente, lembrando do momento mais cedo, mas logo desmanchou o sorriso.

N: Você precisa voltar, Steve. Você precisa voltar. Eu preciso de você. Você ouviu isso? Eu preciso de você. É bom você ter escutado, porque eu não vou dizer isso de novo.

Natasha suspirou frustrada.

Steve adormeceu e Natasha passou a manhã toda com ele, ela só saiu na hora do almoço, e ainda teve que passar por um processo de limpeza e desinfestação antes de poder se reunir ao pessoal no refeitório.

A verdade é que muitas pessoas ainda estão com medo e raiva pela quantidade de gente que morreu na guerra dos Pyrons e principalmente por terem trago de volta Steve naquele estado.

Há pequenos grupos que conversam entre si, e convencem-se de que Steve trará a morte a todos eles. Natasha e Tony sabem disso pela forma como são olhados por esses grupos, basta entrarem que começam a sussurrar sobre eles.

Natasha chegou ao refeitório e percebeu que Sara já estava com Pepper, sentadas, Natasha foi até elas para saber o motivo da choradeira de Sara, mas quando ela se aproximou, já viu o porquê.

P: Natasha! Graças a Deus.

N: Não precisa dar a mamadeira pra ela.

P: Mas ela precisa se alimentar.

N: Ela não quer mais a mamadeira, talvez ela pegue na hora de dormir. Fique aqui e eu vou pegar comida pra ela.

P: Eu não sabia que ela podia comer comida assim tão pequena.

N: Ham...

Natasha suspirou e sentiu preguiça de explicar, mas ela já estava decidida a introduzir comida de verdade para Sara comer.

N: Ela ficou bem durante a manhã?

P: Na verdade ela ficou ótima, só agora que chegamos aqui que começou a luta.

N: Eu acredito que seja porque ela comeu o suficiente pra ficar satisfeita. James chorava demais também, e eu descobri que era apenas fome demais que ele sentia. Eu já volto.

Natasha voltou para a fila e James estava chegando agora de mãos dadas com Torunn, mas ambos estavam de cara irritada e com um bico enorme.

Natasha olhou para Jane.

N: O que aconteceu?

Jane: Aconteceu que eles brigaram de sair no tapa e tudo.

Natasha franziu a testa, e estava surpresa.

N: Torunn bateu no James?

Jane: E James bateu nela.

Natasha fez uma expressão confusa, praticamente duvidando de Jane. Imagina se o filho dela, faria uma coisa dessas.

Jane: Mas é coisa de criança, aí eu dei duas opções, eles dessem a mão por uma hora ou ficavam de castigo sem brincar.

Natasha olhou para James.

N: Bateu nela?

James olhou pra baixo e não respondeu.

Natasha franziu a testa mais ainda e se agachou, ela segurou na cintura de James e ficou olhando pra ele.

N: James? Olha pra mim.

James só ficou olhando pra baixo.

N: Eu não acredito que bateu em alguém.

Jane: Ainda mais sendo menina.

N: Não tem a ver com ser menina.

Jane: Como não?

N: Ele não pode bater em ninguém. James, eu não quero mais que isso aconteça. Você entende?

James fez positivo com a cabeça.

N: Vamos comer e ficar de mãos dadas é uma boa punição já que você não está gostando disso.

Natasha se levantou e depois de pegar comida para ela, James e Sara, foi se sentar à mesa junto com os demais.

N: Preparada para seu primeiro macarrão, Sara?

Sara já estava com a boca aberta, Natasha deu um pequeno sorriso. Sara agora entende que estar no refeitório é para comer mingau e ela adorou sentir aquele sabor de manhã. Quando Natasha deu a primeira colherada de macarrão, ela cuspiu porque esperava um sabor doce e veio um salgado.

N: Não gostou?

J: Eu, mamãe, eu.

Natasha deu um pouco de macarrão para James.

N: Viu? James gosta, é gostoso.

Natasha deu mais uma vez para Sara, e ela aceito, engolia rápido e abria a boca novamente para ganhar mais.

Pepper: Alguém realmente estava com muita fome.

J: Eu, mamãe.

James imitou tudo que Sara fazia para ter atenção.

N: Como lidar com essa situação?

P: Ah é apenas uma fase, tenho certeza.

N: O problema é que eu não tenho tanta paciência assim, já lidei com a fase dele bebê, ele não pode voltar a essa etapa.

Natasha teve de dar comida na boca de Sara e James, para não gerar conflitos durante a refeição.

P: Tony não veio almoçar porque está pesquisando a amostra de sangue do Steve, talvez ele nem vá ao enterro do Barton.

Natasha mudou a expressão para uma mais séria, ela tinha se esquecido que ainda teria o enterro de Clint e ela gostaria de poder sumir para não presenciar isso, mas ela não poderia fazer isso com Laura e as crianças.

N: Eu esqueci... Passei a manhã inteira com Steve.

Natasha suspirou.

N: Eu devia ter ficado com ela e as crianças. Eu nem os vi aqui para comer.

P: Eu levei café da manhã para eles, mas Laura se recusa a comer. Ela realmente está muito mal, não sei se conseguirá ir na cerimônia, pobrezinha.

N: Ela não precisa ir se não quiser.

P: Não, de forma alguma. A cerimônia é coletiva para todos que se foram, mas o enterro é individual, cada família terá seu momento. E agora terão a possibilidade de somente enterrar, antes tínhamos que cremar todo mundo.

N: O que Laura decidiu fazer?

P: Eu perguntei, mas ela não respondeu. Achei que você poderia decidir por ela.

N: Agora?

P: Não, pode ser depois da cerimônia coletiva.

Natasha concordou com a cabeça.

Depois que todos comeram, foram se arrumar para a cerimônia de sepultamento.

A cerimônia rolou no auditório principal, no último nível da base.

Quando Natasha chegou, ela foi diretamente até Laura e os filhos dela.

N: Laura.

Laura não estava chorando antes, mas quando viu Natasha, começou a chorar. Lila que estava perto da mãe, ficou nervosa e começou a chorar junto.

Natasha abraçou Laura por alguns segundos.

N: Se você não quiser ficar aqui, Laura, iremos entender.

Laura concordou com a cabeça.

L: Obrigada, mas eu preciso. Eles precisam se despedir do pai...

Natasha concordou com a cabeça.

N: Eu estarei aqui pra você.

L: Obrigada. Eu... Eu nem perguntei como a Sara e o James estão, eles estão bem?

Natasha fez positivo com a cabeça.

N: Não se preocupe, eles estão com a Juliana lá em cima.

Natasha ficou com Laura e os filhos dela, durante toda a cerimônia. Muitos cidadãos do bunker estavam presentes para participar.

Ao terminar a cerimônia, Natasha perguntou a Laura o que deveria ser feito com o corpo de Clint.

L: Eu acho... Pode cremar...

Laura suspirou.

N: Okay. Vamos dizer o último adeus...

Laura concordou com a cabeça e chamou os filhos para irem até o caixão de Clint Barton para se despedir.

N: Tem certeza que quer que eles vejam?

L: Sim. Eles precisam se despedir do pai.

Laura respirou fundo e foi até o caixão de Clint, acompanhada pelos filhos, Natasha e todos os amigos de Clint mais próximos.

Cada caixão possuía um guardador durante a cerimônia, que é o responsável pela cremação ou enterro do mesmo.

Natasha se aproximou do guardador do caixão de Clint e pediu para ele abrir o caixão de Clint para que todos pudessem se despedir.

O guardador obedeceu e abriu o caixão.

Todos ficaram olhando para o caixão, sem entender o que estava acontecendo.

L: M-mas... Aonde está ele?

O guardador ficou confuso e olhou para o caixão. Haviam apenas pedras dentro.

N: Aonde está o corpo de Clint Barton?


Notas Finais


Quero teorias sobre onde está o corpo de Clint Barton e quem o pegou?


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