História Inhale Exhale - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Romance, Yuri
Exibições 15
Palavras 1.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


como dizia lana del rey, queria estar morta

Capítulo 2 - Capítulo II: Erin


Fanfic / Fanfiction Inhale Exhale - Capítulo 2 - Capítulo II: Erin


― Sabe muito bem que posso te obrigar a ficar ― sussurro enterrando o rosto na curva do seu pescoço. Inalo profundamente seu cheiro doce e sinto seu corpo se arrepiar por inteiro com meu ato. ― Pelo menos por mais alguns minutos…

Ela ri e me puxa ainda mais contra seu corpo. Eu não conseguia acreditar na força de vontade que eu tinha para conseguir discutir com ela. Tanto é que não aguentei a noite inteira sem ela e acabei ligando e mandando mensagens como uma desesperada que eu, definitivamente, sou.

― Sabe muito bem que tenho que ir ― suspira e segura em meu queixo, afastando meu rosto para poder enxergá-lo. ― Ainda está zangada comigo? ― sorri de canto ao ver minha expressão de tédio.

― Eu deveria ― me afasto, sentando na cama e me espreguiçando. Olho-a por sobre o ombro e sorrio a visão de seu corpo nu coberto apenas pelo lençol creme. ― Sabe como minha família é importante para mim, Sophie. Você faz parte dela agora e, O.k., eu entendo que as coisas na editora estão péssimas, mas-

― Ssssshhhh ― se senta na cama e me cala com o indicador em meus lábios. ― Podemos não falar disso agora? ― nos olhamos profundamente e acabo concordando. Ela tem razão, não precisávamos brigar mais.

― Você vai jantar comigo hoje? Ou vou ter que dormir na Zoe de novo? ― acabo rindo e me afasto dela, erguendo-me.

― Vamos, levante e vai tomar um banho. ― ela ainda me observa enquanto saio do quarto.

― Erin! ― grita, mas eu apenas sigo em direção a cozinha.

Alguns minutos depois, ouço o som da água caindo no banheiro e sei que ela foi pro banho. O vento que entrava pela janela batia em meu corpo coberto apenas pela minha lingerie. Sophie e eu tínhamos que parar de resolver nossas brigas com sexo, mesmo que fosse  um, incrível, sexo.

Escoro-me na bancada e espero aquecer a água para preparar meu café. Eu mal conseguia organizar meus pensamentos. Tinha tanta coisa pra fazer essa semana que mal sabia por onde começar. Meu prazo para entregar os capítulos estava quase no fim e eu estava com um faking bloqueio. E eu ainda tinha escolher uma câmera nova para voltar a fotografar.

― O que acha de jantarmos com seus pais no sábado? ― pisco, afastando-me dos meus pensamentos e focando na loira que andava até mim. Sophie secava os cabelos castanhos aloirados com a toalha já encharcada. ― Assim me desculpo pelo… cê sabe.

― Você não tem nenhum compromisso? ― pergunto virando-me em direção a água que fervia. Desligo e começo a preparar meu café.

― Não, pretendo resolver as coisas na editora o mais rápido possível… além do mais, Maxxie desmarcou nossa reunião, o que quer dizer que…

― Espera. O quê?! ― Viro-me para encará-la, incrédula. ― Você disse que...

― Eu sei muito bem o que disse, E. Acontece que aquela estúpida e antiprofissional mandou um e-mail desmarcando tudo e, provavelmente, cancelando o nosso quase assinado contrato ― meu queixo cai e minha mente viaja a todas as possíveis catástrofes que aquele fato acarretaria.

― Sophie, isso significa que…

― Eu sei, isso muda tudo ― ela resmunga e leva as mãos as têmporas, massageando-as. ― Apenas confie em mim quando digo que irei resolver isso, O.k.? ― olho profundamente em sua iris azulada e, ao me ver refletida ali, sei que devo confiar nela. Sophie levava seu trabalho muito a sério, ela sempre levou qualquer coisa muito a sério. ― Agora podemos beber um gole desse delicioso café antes que eu tenha que ir?

― Não sei se você merece ― rio e sirvo o líquido em duas xícaras com estampas do Yoda e Darth Vader, as únicas que trouxe comigo da casa dos meus pais quando me mudei, anos atrás. ― Acha que tenho que levar um presente pros gêmeos? ― aceita a xícara que lhe oferecia.

― Acho que é uma boa ideia ― sorrio e tomo um longo gole do meu café. ―, mas, por favor, Sophie lembre-se que eles estão com treze anos e não dormem mais com ursinhos de pelúcia. ― ela gargalha alto, concordando.

Eu ainda consegui recordar perfeitamente do último aniversário dos gêmeos onde ela apareceu lá em casa com um carrinho de controle remoto e um lobo de pelúcia. Marco ficou violeta com tamanha vergonha pelo presente que ganhou. Sophie não conseguiu falar com ele o jantar inteiro, mesmo que já tivesse se desculpado umas dez vezes.

― Aprendi com os meus erros. ― um sorrisinho travesso ainda se mantém em seus lábios rosados e sem nenhuma camada de batom. Ela raramente usava batom agora, optava sempre por um rosa quase imperceptível ou por nenhum mesmo.

Era quase impossível descrever o quanto Sophie havia mudado durante os últimos anos. Aquela mascara e aquele casulo que havia criado ao seu redor, simplesmente desmoronaram quando ela se assumiu para os pais ― e para si mesma. Hoje em dia ela sorria mais, mostrava mais de si mesma para os outros, mas claro, ainda tinha vezes em que ela jogava pedras em todo mundo ao se irritar com algo.

― Melhor eu ir terminar de me arrumar! ― solta a xícara na bancada e corre em direção ao quarto.

Recolho nossas xícaras e as atiro na pia. As lavaria mais tarde, seria obrigada a ficar trancada em casa mesmo pelo resto do dia, que diferença faria?

Ouço Sophie correndo pelo quarto, buscando por suas roupas ou calçados. Era engraçado como ela ainda não estava muito adaptada a morar em um apartamento. Fazia poucos meses que ela havia deixado a antiga casa, onde viveu com Jayden, para vir morar comigo.  E quando eu, finalmente, criei coragem para convidá-la pra vir morar comigo, estávamos completando dois anos de namoro. Bem, estavamos juntas a cinco anos, namorando oficialmente a apenas dois. Sim, duas medrosas que tinham medo de rotular a relação acreditando que iria estragar tudo.

― O.k., eu sinto falta do meu closet ― sai do quarto enquanto pulava, tentando calçar os sapatos. ― Você viu me relógio? ― passa as mãos pelos fios acastanhados, tentando baixá-los um pouco.

― Bem ali. ― aponto em direção a estante onde ficava nossa TV grudada à parede e todos os nossos livros.

― Isso! ― pega o objeto e o prende ao pulso, logo ficando ereta e ajeitando a saia preta de cintura alta que vestia. ― Como estou? ― vira-se para mim, sorrindo abertamente.

― Ótima, mas…

― Mas nada! ― me corta e começa a recolher suas coisas.

― Onde pretende ir assim? Ninguém na editora precisava te ver toda produzida! ― ela me olha com expressão de tédio.

― Sério? ― ri fraco e se inclina, beijando-me lentamente.

Ao se afastar, sorri de canto e me dá outro beijo estalado no rosto.

― Eu pretendo salvar minha editora hoje e, para isso, preciso estar bem… mesmo que por dentro eu esteja querendo esfaquear alguém ― se ergue e respira fundo, logo me olhando. ― Escreva algo.

E com isso ela me dá as costas, indo em direção a porta.

― Pra você é fácil falar! ― grito vendo-a abrir e porta e sair.

Assim que fico sozinha, sou atingida pela realidade. Diabos, eu precisava escrever algo.

 

(...)


Afasto os dedos do teclado e contemplo a obra de arte que havia saído de mim. Há dias que eu não escrevia tão bem, então aceito minha felicidade de braços abertos. Afundo minhas costas na cadeira e respiro fundo, sentindo o alivio me atingir. Ótimo, menos uma preocupação.

Esfrego os olhos por baixo dos óculos e me ergo, juntando minha xícara de café e levando-a comigo até a cozinha. Preencho-a com mais um pouco do líquido preto e retorno a mesa onde meu computador me esperava.

Cinco xícaras de café depois.

Dois capítulos escritos.

Eu só precisava sair um pouco de casa, espairecer, senão iria surtar e ter uma overdose de cafeína. Meu corpo ainda não estava tremendo, então ainda estava segura.

Visto uma calça jeans limpa e uma jaqueta velha, mas quentinha e confortável. Calço meus coturnos e pego as chaves de sobre a mesa. Poucos minutos depois já estou atravessando a rua em direção ao parque. Aquele era o caminho mais rápido e fácil.

Talvez eu não devesse aparecer dessa forma, sem avisar, na casa dos outros, mas se tinha uma pessoa que conseguiria me distrair agora era ele.

― Erin? ― o castanho franze o cenho ao me ver parada ali, encolhida em meu casaco.

― Hey J, posso entrar? ― sorrio a Justin que retribui ao ato, dando-me passagem. ― Margo está em casa? ― viro-me para olhá-lo.

― Ela está no médico. ― ele põe as mãos nos bolsos da calça caqui e suspira, abaixando a cabeça.

― Oh.

― Eu sei o que você vai dizer ― ele passa por mim, indo até o sofá e desabando ali. O castanho passa as mãos nos cabelos e me olha. Era óbvio seu desespero. ― O que eu faço, Erin?! ― sei que aquele momento não deveria ser cômico, mas era. ― Até agora não precisei me preocupar com nada, sabe? As consultas com o obstetra foram normais, seguimos as ordens a risca. Reformamos o quarto, compramos tudo de que ele irá precisar, mas… parece que fui atingido pelo soco da realidade. ― seus olhos azuis me fitam com real pavor.

Eu rio fraco e cruzo os braços, esperando-o se acalmar um pouco.

― Margo tem sido paciente comigo, tanto é que pediu pra eu ficar em casa hoje, sabe? Dá última vez eu…

― Desmaiou em cima da enfermeira? ― completo prendendo a risada.

― Sim… ― ele olha em direção a TV onde passava o jogo de beisebol local.

― Sabe que não importa o que eu te diga, não irá mudar o fato, Justin.

― Você tem razão ― ele desliza as mãos pelo rosto e me olha, como se aceitasse de vez a verdade. ― Eu vou mesmo ser pai.

 


Notas Finais


vai ser daddy sim


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