História Inhale Exhale - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Romance, Yuri
Exibições 13
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Acho que pra quem esta confuso (oq acho dificil já q ta bem claro ashauhsauhs) os nomes nos caps e a foto de capa são os povs do capítulo, Ok?

Capítulo 3 - Capítulo III: Sophie


Fanfic / Fanfiction Inhale Exhale - Capítulo 3 - Capítulo III: Sophie


― Sim, Alfie. 20 minutos sentada aqui, esperando!

Droga… ― o resmungo do outro soa exausto. ― Quer que eu ligue pro agente dela para perguntar o porquê do atraso?

― Não precisa ― empurro minha cadeira e me ponho em pé, mas no mesmo instante vejo a loira entrando no restaurante aos sussurros com um homem alto com pelo chocolate, sorrindo abertamente enquanto concordava com, seja lá, o que aquele demônio dizia. ― Infernos. Ela chegou. ― não me despeço, apenas encerro a ligação.

― Sophie, quanto tempo ― Jessie, o agente de Maxxie, acena com a cabeça a mim e sorri abertamente. Ele, entre os dois, era o único minimamente suportável.

― Você já pediu? Estou morrendo de fome! ― a loira puxa uma cadeira e desaba ali, sem cerimônias.

Cerro o maxilar, controlando-me para não jogar meu copo de água na cara daquele ser.

― Ainda não, estava esperando por vocês... ― digo em um tom quase de repreenda, mas que passa despercebido.

― Tivemos um imprevisto com o designer da capa do meu livro. ― Maxxie diz tirando seus óculos de sol e os soltando sobre a mesa. Ela me joga um sorrisinho inocente e despretensioso.

― Pensei que vocês ainda não tivessem assinado com nenhuma editora… Eu jurava que…

― Não assinamos ― diz a mulher fazendo um gesto de desdém com a mão. ―, mas uma das cláusulas explícitas em meu contrato é que eu escolho os designers dos meus livros, não minha editora.

Me controlo ao máximo para não revirar os olhos. Por Deus, era tão mais simples lidar com adolescentes no colegial do que com escritores egocêntricos! Mas eu não podia reclamar, afinal de contas, Maxxie assinar aquele contrato com a Depardieu & Lewis era o que salvaria minha editora do fracasso total.

― É aceitável. ― me vejo respondendo com um sorrisinho indiferente nos lábios.

― Porque não comemos logo? ― Jessie interfere. ― Acredito que todos estamos famintos. ― ele faz sinal ao garçom e em seguida me lança um olhar de desculpas.

Como Jessie conseguia aguentar aquela mulher todos os dias da sua vida com paciência e um sorriso no rosto, era algo que eu me perguntava todos os dias. Se fosse eu, já teria contratado um assassino ou mercenário para apagar aquele projeto de estrela em ascenção da face da terra.

Durante todo o almoço, tento convencer Maxxie de que minha editora era sua melhor opção. Tínhamos boas condições em nossos contratos, ela teria total controle das decisões dos seus livros e eramos a única no mercado que não exigia 60% das vendas dos livros. É claro que ela fez questão de jogar na minha cara que a meses não fazíamos sucesso com um novo livro.

Nós sabíamos muito bem disso, não precisávamos de uma escritora novata e arrogante para nos dizer.

― Eu expliquei a Max que D&L podem estar em uma maré de azar por agora, mas que talvez ela fosse quem salvaria sua agência, Sophie. ― Maxxie me olha, cerrando aquelas enormes bolas verdes que ela chama de olhos. Céus!

― Mas e quem me garante que eu não afunde junto com sua agência? ― ela encolhe os ombros, dando de canto com os lábios. Segura sua taça de vinho com os dedos esguios e aquelas enormes unhas pintadas de um vermelho vinho.

― Seu trabalho garante isso ― falo com firmeza e isso, nem que por cinco segundos, prende sua atenção. ― Olha, estou lhe falando isso como profissional. Eu já dei aula para adolescentes durante bons anos, sei do que aqueles fedelhos cheirando a creme pra acne gostam de ler ― seus olhos faíscam de diversão. Ela gostava daquele linguajar. Ponto pra mim! ― e, seus livros, eles pedem para serem lidos.

Eu estava falando a verdade. Maxxie podia ser uma vadia arrogante e pretensiosa, mas escrevia bem. Sua escrita era fluída e quando você via, metade do livro já havia sido lido. A forma com que ela descrevia e trabalhava os personagens, era ao mesmo tempo simples, mas precisa.

― Acredita que eles irão mesmo gostar? ― deixa um pouco a postura segura de lado e isso me permite me aproximar mais.

― Tenho certeza.

Jessie, que até agora estava quietinho ao seu lado, abre um enorme sorriso e relaxa os ombros como se sentisse que Maxxie estava sedendo.

― Mas olha, preciso que confie em mim, O.k.? Eu preciso de liberdade para trabalhar na divulgação do seu livro sem ter você pegando no meu pé ― e lá estava a postura arrogante de novo. Ela bebe mais um gole do seu vinho. Ela já estava na terceira taça. Isso pode ser um problema…

― Darei um tempo a você, Sophie  ― ela põe o óculos escuro e empurra a cadeira, erguendo-se. ― Me apresente um bom contrato, com tudo que eu já pedi e envie-o a Jessie. Se gostarmos, quem sabe… ― deixa o resto pairando no ar e me joga um sorrisinho de canto, logo me dando as costas. Seus saltos ecoavam no chão do restaurante enquanto ela se retirava.

― Parabéns!

― Como assim? Eu ainda não consegui! ― olho pro homem, começando a me irritar.

― Acredite em mim, você foi a primeira a chegar nesse nível! ― sorri abertamente e ajeita sua gravata, levantando. Após arrumar a cadeira, corre atrás da sua cliente como se sua vida dependesse disso.

Enquanto dirigia em direção a editora, não posso deixar de me sentir insegura com relação a dar tantas esperanças a Maxxie. O.k., eu realmente tinha um forte palpite com relação ao seu livro, mas não passava disso, um palpite.

― Finalmente! Como foi lá? ― o loiro corre atrás de mim, enquanto eu ainda seguia em direção a minha sala.

― Melhor do que eu esperava. Temos uma chance ― empurro a porta e me dirijo a minha cadeira, em frente às enormes janelas de vidro. ― O que temos pra hoje? ― olho-o.

― Lewis está aí ― diz como se isso respondesse a minha pergunta, o que definitivamente, não fazia. ― Ele não parece estar com uma cara muito boa. ― diz Alfie, fazendo uma careta. Eu suspiro e desabo em minha cadeira.

― E eu pensando que esse poderia ser um dia bom…

― Ainda pode ― adquire seu sorriso positivo. ― Vamos, você quase conseguiu convencer Maxxie a assinar conosco, isso já ajuda! ― eu sorrio e olho em direção a janela as minhas costas. A vista mostrava perfeitamente a imponente ponte amarela que era um marco de Pittsburgh.

― Falando nisso ― torno minha atenção a ele. ― Ligue para o nosso advogado e chame-o para vir conversar comigo. Precisamos redigir o contrato de Maxxie e enviá-lo para o agente dela.

Alfie assente, anotando em seu celular.

― Avise ao Lewis que pretendo ir conversar com ele, depois que resolver uma coisa…

― Erin?

Franzo o cenho a sua suposição, bem correta por sinal.

― Sim, eu…

― Pretende pedi-la em casamento? ― arregalo os olhos, já me assustando. Alfie ri da minha reação e guarda seu celular no bolso do jeans. ― Eu vi você olhando aquelas coisas em seu PC. Ontem. ― explica e isso me relaxa um pouco. Já estava imaginando que minhas intenções estavam escritas em minha testa.

― Eu não sei o que fazer, Al! Estamos juntas a cinco anos. Cinco anos! ― me inclino sobre a mesa. ― Eu só quero poder dizer que ela é minha mulher, sabe? Não somos mais crianças e temos uma relacionamento. Firme.

― E vocês se amam. ― completa, roubando-me um sorrisinho bobo.

― Sim, por isso eu queria tanto, mas tanto, pedi-la em casamento.

― Você já pensou em simplesmente pedir? ― pisco, um pouco confusa. ― Digo, sem essas coisas estúpidas e super mirabolantes. Erin é escritora e fotógrafa, Sophie. Ela já sonhou demais e presenciou demais esse tipo de coisa. Ela quer algo simples, e verdadeiro.

Nunca pensei daquele jeito. Sempre me vi pedindo-a de uma forma mágica e memorável, mas, diabos, ele tinha razão. Erin não se preocupa com esse tipo de coisa. Eu só precisava ser verdadeira com ela e lhe dizer tudo o que sinto. E um ano, definitivamente, eu precisava de um anel.

― Acho que você tem razão, Al. Obrigada. ― sorrio a ele e vejo-o sem graça. Entendo-o perfeitamente já que nunca sorria assim aos meus funcionários.

― Não tem de que. Agora, se me dá licença, irei avisar Lewis. ― concordo e o observo fechar minha porta logo após sair.

Alfie não era apenas meu braço direito, ele havia sido a primeira pessoa que contratamos assim que Logan e eu abrimos nossa editora. O que eu tinha de fria e distante dos meus funcionários, ele tinha de sorridente, gentil e caloroso. Ele me substituía nesse quesito. Já Logan, ele era o sócio que entrou com o dinheiro e apenas isso. Ele tinha sua sala, cuidava das finanças da editora, mas raramente era visto pelo lugar, o resto era comigo e Alfie.

Após responder a alguns e-mails e receber a resposta de Alfie com relação ao nosso advogado, saio da minha sala e atravesso a editora até as escadas. Era um prédio comercial simples com apenas dois andares e, a sala de Logan ficava no térreo.

― 10% Sophie, você sabe o que é isso?! ― é o que o moreno diz assim que entro em sua sala.

― Dá pra você se acalmar? ― encosto a porta e ando até as janelas, abaixando as persianas. ― Temos funcionários, L.

― Fodam-se eles! ― bate com força na mesa. ― Estamos cada vez pior, Depardieu. ― sua voz saí em um tom mais baixo e controlado.

― Eu sei, mas irei resolver isso.

― Já é a quinta vez que me diz a mesma coisa ― desaba em sua cadeira e passa as mãos pelo fios negros, bagunçado-os. Aquilo lhe dá uns aspecto ainda mais selvagem e descontrolado. ― Sophie, investimos muito nesse projeto. Eu investi muito.

― Logan, eu sei! Mas esse tipo de coisa acontece, tá legal? Nem tudo sai perfeito, como o planejado. Essa é a vida! ― seus olhos verdes líquidos me encaram. ― Desculpe estragar seus sonhos adolescentes. ― cruzo os braços, devolvendo ao seu olhar ameaçador.

― Você disse que irá resolver, não é? ― eu assinto lentamente, temendo onde ele queria chegar com aquilo. ― Ótimo, ótimo. Você tem um mês, se não conseguir mudar esse 10% para 60% ou até 50%, fecharemos a D&L. Pra sempre.

O quê?!

 


Notas Finais


Desculpem qualquer erro, deve ter passado despercebido na edição :)))))


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