História Iniciativa Novos Vingadores - Interativa - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~_Imperius

Exibições 67
Palavras 4.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Crossover, Escolar, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ALOOOOOÔ POVOO!!

Vim aqui nessa madrugada trazer mais um cap pra vocês. Não se esqueçam de ler as notas finais.

PS: Aliás, tem uma parte do cap que eu não tenho certeza se seria possível acontecer. Tenho minhas duvidas. Mas a fic é minha e foda-se, vcs vão entender.

Capítulo 5 - Hulk?! (Collin, July e Max)


Fanfic / Fanfiction Iniciativa Novos Vingadores - Interativa - Capítulo 5 - Hulk?! (Collin, July e Max)

Collin Bavaud


   Entrei no meu quarto e me joguei na cama. 

   Nossa, que dia. Eu realmente precisava dormir. Mas é claro que isso não ia acontecer, porque a porcaria da campainha teve que tocar bem na hora em que fechei os olhos.

   Me levantei xingando qualquer um que estivesse atrás da porta, saí do quarto e fui para frente da porta.

   – Quem é? – perguntei, coçando do olho.

   – Essa é a residência de Collin Bavaud? – perguntou um cara atrás da porta.

   – Quem quer saber? – perguntei de volta, irritado.

   – Sr. Bavaud, sou o agente Jonathan Wade, da S.H.I.E.L.D. – respondeu o cara.

   S.H.I.E.L.D.? Aqueles caras de terno preto que espionam todo mundo e são responsáveis pelos Vingadores? O que eles queriam comigo? 

   – Podemos entrar, Sr. Bavaud? – perguntou mais uma vez.

   Eu queria dizer não, mas imaginei que se fizesse isso eles explodiriam a porta e entrariam de qualquer jeito.

   – Claro – respondi, abrindo a porta.

   Eu esperava ver um homem velho e sinistro com um terno sinistro e um esquadrão armado atrás. Mas, ao invés disso, vi um cara alto de olhos azuis brilhantes e cabelo castanho claro, mas em um tom como se parecesse areia. E, com toda certeza, muito bonito. Mas acertei sobre o esquadrão, porque tinha uns cinco homens armados até os dentes atrás dele. 

   – É um prazer conhecê-lo, senhor Bavaud – disse o tal do Jonathan, entrando sem cerimônia, junto com os soldados.

   – Querem alguma coisa? – perguntei, por educação ou por medo, fechando a porta atrás de mim.

   – Na verdade, queremos apenas conversar – respondeu Jonathan. 

   – Ok – respondi, nervoso. – Sente-se.

  Indiquei o sofá e ele se sentou, mas os soldados continuaram de pé no meio da minha sala.

   – Bem, senhor Bavaud, aposto que sabe tudo o que a S.H.I.E.L.D. faz – disse Jonathan. – E aposto que sabe sobre os Vingadores, o grupo de heróis pelos quais somos tecnicamente responsáveis. 

   – Claro que sim, mas o que isso tem a ver comigo? – perguntei, ainda nervoso.

   – Bom, a agência está trabalhando em um novo projeto, um que vai mudar muita coisa – ele botou uma pasta nas minhas mãos, mas eu só conseguia olhar para seus olhos azuis. – Estamos trabalhando na Iniciativa Novos Vingadores. Nessa ultima semana muitas pessoas foram recrutadas, pessoas com poderes incríveis que vão se reunir em apenas um lugar para serem treinados e, um dia, se tornarem os verdadeiros heróis da Terra. Os verdadeiros Vingadores. 

   As palavras dele entravam na minha mente de forma lenta. Por que ele estaria me contando aquelas coisas?

   – Eu recentemente fui indicado como um dos supervisores do projeto – continuou ele, sorrindo orgulhoso de si mesmo. – E minha primeira missão relacionado à Iniciativa foi recrutar você.

   – Eu? – perguntei. Caramba, o que começou com um dia mais comum possível virou do avesso com um cara lindo me recrutando para ser um herói?

   – Sim, você – confirmou ele. – Temos te supervisionado há muito tempo, senhor Bavaud, e sabemos que tem habilidades incríveis e impressionantes. Ficaríamos muito felizes se aceitasse o convite.

   Eu pensei com cuidado. A S.H.I.E.L.D. queria que eu me tornasse um herói. Isso era coisa demais para se processar em alguns minutos. Peguei a pasta que Jonathan deixou nas minhas mãos e a abri. Dentro havia algumas informações minhas, dados básicos sobre minha vida, etc… uma foto minha, algumas informações como tipo sanguíneo, cor dos olhos. Como eles sabiam de todas aquelas coisas. Ah, claro. Eram a S.H.I.E.L.D. No final, havia um área que li com muita atenção.


Iniciativa Novos Vingadores

Collin Bavaud

Poderes:

*Leve manipulação temporal (apenas desacelerar o tempo)

*Manipulação mental por meio da voz
   
Aceito

   
   – Nossa, isso é… 

   – Incrível? – completou Jonathan, sorrindo.

   – É – respondi.

   Considerei a oferta por alguns minutos. Enquanto isso Jonathan me observava e os soldados armados pareciam que estavam... sei lá. Não mostravam expressões, mas aposto que não estavam se divertindo. 

   Depois de pensar por um tempo, tomei uma decisão.

   – Eu aceito.

   – Ótimo – disse Jonathan. – É melhor arrumar suas coisas. Você pode… o que? 

   Ele colocou a mão no ouvido. Devia ter algum tipo de comunicador ou sei lá o que dentro da orelha. 

   – Sim, senhor. Estou com o senhor Bavaud – disse ele. – O que? Que tipo de emergência? – perguntou. De repente, seu rosto assumiu uma expressão assustadoramente preocupada. – Como assim o Hulk? Tudo bem. Estamos a caminho.

   Ele se levantou rapidamente e sinalizou para os soldados o seguirem. 

   – Galera, temos um problema enorme.

   Me levantei também e  segui até à porta.

   – O que está acontecendo? – perguntei. 

   – Nada, é melhor ficar aqui senhor Bavaud. É um problema da S.H.I.E.L.D.

   – E já que agora sou da S.H.I.E.L.D., o problema também é meu – retruquei. – Eu posso ajudar, só me diz o que está acontecendo.

   Ele me encarou. 

   – Beleza, se quer ajudar a mim e a mais um monte de agentes a deter um Hulk completamente irado, é você quem sabe.


Julieta Maximoff


   Andar pelas ruas de Nova York, por mais incrível e louco que pareça, me ajudava a pensar. E eu precisava mesmo, considerando o que havia acontecido.

   Há menos de… sei lá, duas horas, fui chamada pela S.H.I.E.L.D. para falar com o Diretor Fury. Ele me falou que eu estava aceita para uma Iniciativa que ia reunir jovens “excepcionais” para treinarem e se tornarem super-heróis um dia. Eu não acreditei no início, mas daí ele me deu uma pasta com meus dados pessoais (o que admito não ter sido legal de ler), fotos minhas (que também acho muito desnecessário) e a ultima parte dizia:


Iniciativa Novos Vingadores

Julieta Barnes Maximoff

Poderes:

*Magia do Caos

*Manipulação da realidade

Aceita


   E, pra piorar, as vozes estavam piores hoje de manhã. Ah, eu precisava pensar bem. Ir pra um lugar com uma porção de gente para receber ordens e um dia me tornar uma Vingadora? Era uma ideia esquisita. Ah, quem sou eu pra julgar a ideia? 

   Continuei andando com as mãos nos bolsos do casaco até ver uma multidão correndo por causa de alguma coisa. Eles vinham na minha direção, todos perplexos e assustados. O que estava acontecendo?

   Entrei em uma loja para não ser atropelada pela multidão. Eles corriam feito uns loucos, fugiam de alguma coisa horripilante, com certeza. Foi então que ouvi uma espécie de rugido. Ou um grito. Bom, com certeza a fonte não era humana. 

   Saí da loja e, por sorte, a rua já estava livre da multidão. Quando olhei a causa de toda essa gritaria e todo esse alvoroço, congelei.

   O Hulk?! Aquele cara verde super musculoso é super irado que salvou Nova York? Bom, ele não parecia ter tanta simpatia pela cidade agora. Ele corria (ou cambaleava, ou sei lá), jogava carros pelos ares, e esses acertavam casas, postes e prédios. Alguma coisa estava errada. Ele estava maluco, descontrolado e vindo na minha direção.

   Algo me dizia para sair dali agora mesmo. Mas uma voz, alguma coisa dentro de mim, dizia que eu tinha que tentar pará-lo. Ou simplesmente atordoa-lo. É, isso seria mais fácil que ficar lutando. É essa voz não era uma das quais eu estava acostumada (se é que dá pra se acostumar com isso). Era como uma vontade.

   Minha linha de pensamentos foi atrapalhada quando o Hulk pegou um carro e o lançou na minha direção. Sem tempo para fugir, movimentei as mãos sabendo da aura vermelha que saía delas e desviei seu percurso, fazendo-o se chocar na calçada oposta.

   Tive um sobressalto quando meu celular tocou. O peguei depressa e atendi, e a voz que saiu dele me pegou de surpresa.

   – Julieta – era Nick Fury, com certeza.

   – Fury, não sei se sabe, mas essa não é uma boa hora – eu disse me virando e correndo para não ser atingida por outro carro que Hulk lançou.

   – Imagino que esteja falando do Hulk, estou correto?

   – Obviamente sim – respondi, irritada (com o Diretor da S.H.I.E.L.D., o que podia ser burrice). – O que está acontecendo?

   – Um vírus biológico está fazendo com que ele perca o controle e os raios-gama se intensifiquem, mas já temos um especialista trabalhando em uma cura.

   – Então pede pra esse especialista acelerar, porque a situação não está muito boa.

   Continuei correndo e avistei uma loja vazia. Entrei nela e me escondi debaixo do balcão.

   – Estamos fazendo tudo o que podemos, mas a equipe mais próxima ainda vai demorar cinco minutos – disse Fury, pelo telefone.

   – Cinco minutos?! – exclamei. – Acho que até lá ele já vai ter destruído metade da cidade, e alguém pode se machucar no processo – um pensamento ridículo passou pela minha cabeça. – A não ser que eu ajude.

   – Espera, o que? – perguntou Fury. – É muito perigoso lutar contra ele sozinha! Espere os reforços.

   – Desculpa, Diretor, mas o senhor não manda em mim.

   Desliguei o telefone e saí de debaixo do balcão. Saí da loja e vi o Hulk a alguns metros de distância, socando tudo o que via. Ele pegou um poste de luz com uma das mãos e o dobrou no meio, o jogou contra um prédio e, em seguida, se virou para mim. 

   Ele avançou correndo contra mim, então eu precisava ser rápida. Não podia deixar ele chegar muito perto, ou eu teria sérios problemas. Deixei a aura, o brilho vermelho tomar conta das minhas mãos e manipulei dois carros no caminho dele. Os lancei contra ele, atingindo-o e o impedindo de se aproximar mais. Mas é claro que só aquilo não ia adiantar.

   Menos de cinco segundos depois, ele se levantou e parecia ainda mais irado. Pegou um dos carros e o jogou com força contra mim. Mais uma vez tive que desviar o caminho dele, e o lancei contra um poste.

   O Hulk me olhou com raiva e investiu mais uma vez. Tive que pensar rápido. Havia um hidrante perto dele. O fiz explodir com facilidade, liberando um enorme jato de água, e direcionei toda ela para o Hulk. Fato que quem só estudou física ou precisou derrubar um monstro verde sabe: água, velocidade e pressão são ótimas colocadas juntas. O Hulk foi atingido e não caiu, mas parou e cambaleou para trás. 

  Aproveitei a oportunidade para acabar com isso de uma vez. Fiz a terra tremer, mas meu objetivo era maior do que criar um terremoto. De repente, o asfalto começou a rachar e a formar pedregulhos perfeitos para usar contra o Hulk. Arranquei um dos pedregulhos da terra e o joguei em sua cabeça. Isso devia atordoa-lo, e a tal equipe de salvação nem seria necessária. Mas é claro que não aconteceu.

   Ele usou um dos braços para lançar o pedregulho longe. Tentei jogar outros, mas ele fazia a mesma coisa com eles. Cansada disso, tive que reorganizar meus pensamentos. Se nem a terra o parava, o que poderia? Ah, talvez eletricidade.

   Emiti um raio à partir de uma das mãos e ele atingiu o Hulk no peito. Ele foi lançado longe, e caiu no asfalto. 

   Acho que eu tinha conseguido. Eu realmente derrotei o Hulk! Sinceramente, me achei a garota mais fodona do mundo naquele momento. E ele durou? Óbvio que não, senão acabaria aqui e não teria graça.

   Ele se levantou. Ele SE LEVANTOU! Como alguém se levantava depois de ser atingido por um raio como aquele? Acho que eu tinha esquecido que ele era o Hulk, e que nada parava o Hulk. 

   Seus olhos estavam ainda mais vermelhos, e parecia que mentalizava todos os modos como poderia quebrar meus ossos. Tá certo, agora eu estava realmente encrencada. 

   Ele avançou, derrubando carros e postes em seu caminho. O que eu faria agora? Estava praticamente sem opções. A não ser que…

   Era uma ideia idiota e provavelmente não o derrubaria, mas o afastaria tempo o suficiente para eu esperar o resgate. Manipulei a água que estava no chão da hora que explodi o hidrante e a lancei mais uma vez nele. Ele não parou de correr, mas estava encharcado. Quando ele estava a menos de dois metros de mim, me concentrei muito e emiti outro raio, tão poderoso o quanto eu podia. Ele atingiu o Hulk, que… bom, ele não explodiu, mas a combinação água e eletricidade causou um tipo explosão e ele foi jogado uns dez metros no ar e caiu em cima de um carro.

   Eu sabia que essa vitória também era momentânea, mas eu precisava de tempo. E foi tempo o suficiente. 

   De uma hora para outra, helicópteros começaram a rodear a área em que estávamos. Eles ficaram cada vez mais numerosos, e agentes da S.H.I.E.L.D. bem armados desciam deles por cordas. Ao mesmo tempo, vi que o Hulk estava acordando de seu cochilo. Ótimo. Se eu morresse hoje, pelo menos não ia morrer sozinha. 

   – Atenção, agentes! – gritou um cara de prováveis 25 anos, com uma arma enorme na mão. Ele tinha olhos azuis e cabelos castanhos. Eu sei porque era o único que não estava de capacete ou algo assim. Ele provavelmente era o líder. – As ordens do Diretor Fury são claras. Vamos manter distância e apenas impedir o Hulk de avançar mais adentro na cidade. Não tentem dar uma de heróis e se aproximarem, a não ser que queiram virar lanchinho de um super-herói. 

   Foi um discurso extremamente animador. 

   Antes de começarmos a ter uma briga muito provavelmente inútil contra o Hulk, direcionei minha atenção pra um garoto ao lado do líder do esquadrão. Ele era baixo, provavelmente do meu tamanho, e tinha cabelo cumprido. Ele não parecia um dos soldados da S.H.I.E.L.D., então o que estaria fazendo ali?

   A dúvida não durou muito tempo. O Hulk se levantou, gritando furioso para… bom, acho que para tudo. Estávamos encrencados. 

   Imediatamente, os soldados começaram a atirar. Primeiro erro: ele é o Hulk, isso não ia funcionar. No máximo ia ser como um beliscão. Segundo erro: era ÓBVIO que isso só ia irrita-lo mais! Sinceramente...

   – Idiotas – ouvi o líder murmurar. Ele obviamente estava pensando a mesma coisa.

   – Vocês tem um plano terrível, sabia? – falei para o líder, me aproximando. – É inútil. O Hulk só vai ficar mais irritado.

   – Eu sei – respondeu ele. – Prazer, sou o agente Wade. Você seria?

   – Julieta – respondi. 

   – E por que está aqui, Julieta? – perguntou ele, confuso com uma garota de 20 anos no cenário de uma batalha sangrenta. 

   Foi aí que o Hulk lançou um carro na nossa direção. Wade já se preparava para morrer dolorosamente, quando desviei o percurso do carro e o larguei em uma área vazia da rua.

   – Por isso – respondi, sorrindo e admito, um pouco convencida e rindo por dentro da cara que Wade fez. 

   Daí me lembrei do garoto do meu lado.

   – E ele, por que está aqui? – perguntei.

   – Sinceramente, eu também não sei – respondeu Wade.

   Observei o garoto por um minuto. Ele, percebendo que eu o estava encarando, perguntou:

   – O que foi?

   – Nada, qual é o seu nome?

   – Collin.

   Um carro. De repente, um carro enorme estava vindo na nossa direção, e eu não pude me concentrar para usar meus poderes. Perfeito. Esmagada por um carro porque estava distraída conversando com um garoto baixinho. Tá aí um jeito de morrer deprimente.

   Foi então que a coisa ficou esquisita. O carro parou no ar, ou melhor, desacelerou. Foi muito estranho, por que tudo pareceu ter desacelerado e minha respiração parecia a coisa mais rápida ali. Quer dizer, ela e a respiração de Collin, que estava com a mão no meu ombro.

   Me dando conta das habilidades dele, não esperei e explodi o carro no ar. Foi divertido ver a explosão em câmera lenta, mas quando as peças que juntas um dia foram o carro caíram, acabou a diversão. Collin retomou o tempo e tenho quase certeza de que não foi de propósito, porque ele fez uma cara de cego em tiroteio depois que foi simplesmente hilária.

   – Isso foi incrível – comentei. 

   – É, foi.

   Voltamos a realidade e descobrimos que ela não era muito agradável. Havia pelo menos 10 soldados caídos no chão, e torci para que não estivessem mortos. O Hulk já estava se afastando de nós. O pior é que ele devia estar a muitos metros de nós.

   Foi então que tive uma ideia.  Era boa? Não. Ia funcionar? Muito provavelmente não. Mas era uma ideia. 

   – Não cheguem perto dele! – gritei. – Eu vou tentar fazer uma coisa. 

   Os soldados imediatamente pararam. Me concentrei muito e fechei os olhos. Por alguns momentos, pude sentir a energia de tudo ao meu redor. Os prédios, as pessoas, os carros. Tudo tinha uma presença. Reuni meus esforços em um único objetivo e comecei a movimentar as mãos. Com os movimentos, eu sabia que armas e todo tipo de objeto metálico ou de plástico a um alcance aceitável estavam se reunindo acima de mim. Até carros, pelo o que percebi.

   Tudo se juntando em uma bola esquisita. Quando decidi que já estavam bom, lancei aquela bola maciça de material no Hulk. Quando ela o atingiu, ele a segurou com as duas mãos, sem muita dificuldade. Ótimo, era isso que eu queria mesmo. Movimentando as mãos mais uma vez, derreti os materiais nas mãos dele, e o resultado foi... digamos que foi esquisito. Ele ficou quase preso em um lamaçal de plástico e metal derretido. Se fosse uma pessoa normal, ele derreteria junto. Mas como era o Hulk, pouca coisa aconteceu além de ele ficar preso.

   Ele tentava se libertar, e isso provavelmente iria acontecer, mas espero que ele tenha ficado preso tempo o suficiente para o tal especialista fazer a cura. 

   – Isso sim foi incrível – disse Collin. – Você mandou muito bem!

   – Obrigada, mas acho que não vai durar muito tempo.

   – Vai durar tempo o suficiente, eu espero – disse Wade, vindo até nós. – Se o mantermos assim por pelo menos uns cinco minutos, acho que Walsh consegue terminar a cura.

   – Perfeito – comentei, ofegante. – Agora, acho que é melhor eu descansar. Isso… isso foi…

   Uma dor de cabeça enorme me veio. Liberte-o… liberte-o… deixe-o destruir todos… As vozes na minha cabeça não paravam de falar. 

   Tapei os ouvidos (inutilmente, é claro) e comecei a gritar. Me agachei no chão gritando feito uma idiota, mas era inevitável. A dor era muito intensa.

   Liberte-o… liberte-o… liberte-o...

   A última coisa de que me lembro antes de desmaiar foi ouvir o som do Hulk escapando da minha prisão.


Maximilian Killgrave


   Eu não acredito que tive que esperar uma hora para Maria Hill aparecer.

   Como ninguém da S.H.I.E.L.D. confiava em mim, ela e um provável esquadrão, iriam me buscar para me levarem para o local onde os da Iniciativa Novos Vingadores seriam treinados. E eu estava entre eles, claro.

   Ainda me lembro de Fury me entregando aquele papel escrito:

 

Iniciativa Novos Vingadores

Maximilian Killgrave

Poderes:

*Controle mental via feromônios

*Fator de cura acelerada

"Aceito"

 

   Admito que não fiquei contente com as aspas no Aceito, mas não importava. Porém eu estava naquela porcaria de apartamento no qual eles me disseram pra esperar há uma hora e nada de alguém aparecer. Eu já estava ficando realmente irritado. 

   Foi então que a porta da frente abriu, e Maria e apenas dois agentes entraram no apartamento.

   – Finalmente – falei. – Sinceramente, quanto tempo demora pra se entrar em um helicóptero e ir pra um lugar?

   – Muito engraçado, Killgrave – respondeu Maria, de cara fechada. – Tragam a máscara.

   Dois outros agentes entraram no apartamento, carregando uma caixa metálica interessante.

   – Isso é mesmo necessário? – perguntei, sem usar meus poderes, mas com certo charme. – Eu prometo me comportar.

   – Hum – ela resmungou, pegando uma máscara transparente dentro da caixa. – Você sabe a condição, Killgrave. Você vai participar da Iniciativa, mas apenas se usar essa máscara.

   – Ah, por favor.

   Ela fez cara feia e eu sorri de canto. Fechei os olhos enquanto ela colocava a máscara no meu rosto. Eu não reparei a diferença, mas daí tive que falar:

   – Interessante.

   Minha Nossa. Minha voz era praticamente de um robô. Parecia que havia uma espécie de filtro, como se eu falasse através de uma ventilação. Era simplesmente horrível.

   – Gostou? – perguntou Maria, com um sorriso. – E vai se acostumando. Apenas eu e o Diretor Fury podemos tirar. Além, claro, dos seus supervisores. Mas vai ver que nenhum é muito mais legal que eu.

   Tive vontade de manda-la pegar a própria arma, ficar de trás para a janela aberta e atirar na própria perna, caindo da janela e aterrissando dez andares abaixo. Mas obviamente apenas consegui imaginar a cena.

   – Vamos? – perguntou ela, ainda sorrindo. – Ah, aliás, vamos fazer uma parada antes de irmos para a base dos Novos Vingadores.

   – Que espécie de parada? – perguntei. 

   – Ah, não vai ser tão ruim. Só vamos ajudar a parar um Hulk completamente descontrolado.


   Era oficial. Maria ia ser a primeira que eu mandaria se matar. 

   Em primeiro lugar, tive que ir dentro do helicóptero apertado com mais cinco soldados. Em segundo lugar, a viagem para o centro de Nova York não foi nada agradável, sendo que havia um balançar constante no helicóptero, e tenho quase certeza de que Maria havia feito de propósito.

   Quando chegamos, paramos a alguns metros do chão. Mesmo de lá, dava para ver que o Hulk não estava muito alegre. Eu conseguia ouvir deus rugidos furiosos.

   – Estão prontos, rapazes? – perguntou Maria, e antes que eu pudesse dizer algo ela desceu o helicóptero para perto o suficiente.

   Os soldados começaram a descer do helicóptero por cordas. Fiquei parado feito uma estátua, mas Maria se virou para mim.

   – Você também, Killgrave.

   Eu realmente queria fazê-la pular daquele helicóptero sem a corda.

   Desci pela corda e, quando cheguei a terra, vi que a situação não era muito boa. O Hulk havia derrubado uns vinte agentes, haviam prédios com paredes destruídas e carros esmagados por todo lugar e, além de tudo isso, uma garota desmaiada a alguns metros dele e dois caras ao redor dela.
   
   Fui para lá junto com Maria, que havia pousado o helicóptero.
   
   A garota devia ter no máximo 20 anos. Tinha cabelo castanho cumprido, mas já que estava de olhos fechados não consegui ver a cor deles. Os caras ao redor dela já deviam ter passado dos 20. Um era baixo e tinha cabelo cumprido castanho e o outro era alto e tinha cabelo curto castanho claro.

   – O que aconteceu com ela? – perguntei, por curiosidade, e os dois caras se viraram surpresos para mim. Acho que era a voz de alumínio sendo amassado.

   – Eu não sei – respondeu o de cabelo curto. – Ela simplesmente começou a gritar e caiu. 

   – Pareceu que ela estava ouvindo alguma coisa na própria cabeça – comentou o cara de cabelo cumprido.

   – Já chamaram ajuda? – perguntou Maria.

   – Sim, acabei de chamar – respondeu o de cabelo curto. 

   – Ótimo – disse ela. – E a cura para o Hulk? Não estava pronta?

   – Ainda não, e não temos muito tempo – respondeu o de cabelo curto. – Precisamos parar o Hulk, ou vamos estar perdidos. Não podemos esperar!

   Uma ideia me veio à cabeça.

   – Sabe, eu poderia ajudar – eu disse, sorrindo. – É só você tirar essa máscara de mim.

   Maria Hill fez uma careta. Obviamente a ideia de fazer algo que eu queria não a agradava. Daí ela olhou por cima do ombro e viu a batalha que o Hulk estava travando com os agentes e suspirou.

   – Tudo bem – disse ela, vindo até mim e apertando atrás da minha orelha. Nisso, minha máscara de desgrudou do meu rosto. Eu estava livre, e olha que não fazia nem meia hora que eu estava com aquela coisa. Seria fácil tirar depois.

   Sorrindo, andei pela rua até o Hulk. Obviamente eu ia ficar a uma distância segura, mas ia ser muito divertido. Cheguei perto, uns três metros de distância, e encarei o Hulk.

   – Ei! – gritei, e ele se virou para mim. Reuni meus poderes e falei: – Pare, agora!

   Ele imediatamente parou de… bom, de destruir as coisas. Agora estava parado feito um cachorrinho. 

   – Agora, por que não dá um soco na sua própria cara? – perguntei, com o sorriso o mais galanteador possível. O que era difícil, vendo que eu estava falando com um monstro. – Tipo, forte o suficiente para apagar?

   Imediatamente, ele levantou o punho e socou a própria cara, de uma maneira incrível e, provavelmente, muito dolorosa. Ele caiu nocauteado no chão, e os agentes se aproximaram lentamente enquanto eu me reunia novamente com Maria, a garota desmaiada e os dois agentes.

   – Impressionada? – perguntei para Maria. 

   – Ah, cale a boca – ela se aproximou de mim e colocou a máscara em mim.

   – Eu estou impressionado – comentou um dos agentes. – Isso foi simplesmente incrível! Meus poderes nunca vão chegar a esse nível.

   Levantei uma sobrancelha.

   – Que poderes você tem?

   – Posso desacelerar o tempo e manipular as pessoas pela voz – ele respondeu, se levantando, e estendeu a mão para mim. – Eu sou o Collin. Collin Bavaud.

   – Maximilian Killgrave – falei, apertando a mão de Collin. – Pode me chamar de Max.

   Maria resmungou baixo e cochichou algo no ouvido de Collin antes de sair e se reunir aos outros agentes.

   Eu e Collin conversamos sobre os poderes dele até alguém aparecer. Aparentemente, ele também conseguia manipular as pessoas, mas não sabia como acontecia, por que e nem como controlar. 

   – Ei – chamou o agente, Jonathan. – Ela tá acordando.

   Nós paramos de conversar e nos viramos para a garota. Ela estava levantando, obviamente tinha tido um péssimo sono. 

   – Você está bem? – perguntou Jonathan, e era óbvio que não.

   – Estou, só preciso ir para casa – ela se levantou e limpou a sujeira das roupas. Assim que me avistou, parou.

   – Quem é você? – perguntou, intrigada e, de certa forma, desconfiada. 

   – Maximilian Killgrave – respondi. – E você seria…?

   – Julieta Maximoff – respondeu, e depois se virou para Jonathan como se sequer tivesse me visto. – Diga a Fury que eu aceito a oferta e que preciso falar com ele. Agora.

   – Tudo bem – respondeu ele pegando um comunicador e saindo. 

   – Que oferta que Fury fez – perguntei a ela, sorrindo.

   Ela veio até mim, com o olhar afiado feito uma navalha, e me encarou com aqueles olhos castanhos e profundos.

   – Não é da sua conta, Maximilian – e saiu andando atrás de Jonathan.

   O que foi aquilo? Em toda minha vida, ninguém havia falado assim comigo. Não como ela falou, como se já me conhecesse de orelha a orelha e me odiasse profundamente.

   Qual era o problema daquela garota?


(Extra)

Julieta Maximoff


   Helicópteros vieram nos buscar pouco depois de eu falar com Wade. Um deles trazia o agente Lewis, com a cura para o Hulk. Antes de levá-lo, pensei em quem poderia ter criado aquele vírus. 

   Mas essa não era a coisa que mais me incomodava.

   O agente Wade me guiou pelo Aeroporta-Aviões até a sala do Diretor Fury, que estava me esperando.

   Quando entrei, ele estava sentando em pé ao lado de sua mesa, com as mãos nas costas.

   – Fez uma coisa muito arriscada hoje, Julieta – comentou ele. – Podia ter se machucado.

   – Eu arrisco alguns arranhões – retruquei.
 
   Ao invés de me mandar saltar da aeronave, eu acho que o ouvi rir.

   – Sente-se, senhorita Maximoff.

   – Na verdade, prefiro ficar de pé – falei. – O que eu tenho que contar é muito importante.

   – E o que seria?

   Respirei fundo.

   – Eu tive uma espécie de visão – respondi. – Não sei se foi do futuro, mas foi em um sonho, e você precisa saber o que vi.

   – E o que você viu?

   – Vai ser estranho de contar, mas envolveu muitas pessoas, incluindo eu. Incluindo o Collin. E incluindo aquele cara, o Max Killgrave – respirei outra vez. – Acho que ele vai ser responsável por uma enorme catástrofe.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Qualquer opinião, sugestão e crítica que tiverem podem falar (comentar) que eu aguento.

A parte que eu acho que não ficou muito clara foi quando o Max controlou o Hulk. Como isso nunca aconteceu com o Killgrave (até aonde eu sei, já q não sou um especialista nele como sou com outros personagens da marvel) então eu não sei direito se seria possível. Creio que sim, mas foda-se pq a fic é minha e eu faço o que? O que eu quiser (kkkkk)

Além disso, deixem nos comentários personagens da Marvel que vocês gostariam que aparecessem na fic.

E além de tudo isso, no próximo cap o povo já se reuni e tudo ;)

Até p próximo capítulo!


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