História Inimiga Virtual - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Personagens Originais, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Bae Joohyun, Irene, Joy, Kang Seulgi, Kim Yerim, Sooyoung, Wendy, Yeri
Visualizações 26
Palavras 1.569
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Colegial, Comédia, Ecchi, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Penúltimo capítulo, galera ✨

• Ahjumma = chamar a alguma mulher bem mais velha; senhora
• Annyeong = chamar de modo informal alguém

Recomendação de música: 2U - Jeon Jungkook (BTS) [cover]

Capítulo 3 - Parte 3 - Por ironia do destino.


Fanfic / Fanfiction Inimiga Virtual - Capítulo 3 - Parte 3 - Por ironia do destino.

Inimiga Virtual – Parte 03

SEULGI POV ON

— Você só tá dando atenção pra essa tal de Bae Joohyun! — Joy reclama, cruzando os braços.

— Desde quando você tem ciúmes de mim, foguinho? — pergunto, revirando os olhos. — Achava que tivesse apenas pela Yeri... — disse, como um sussurro e coçando a nuca.

— É isso aí que a Joy disse — Kim Yurim se pronuncia, colocando várias bolachas na boca ao mesmo tempo. — O que ela tem de tão especial? 

— Até você, foguinho número dois? — sorrio debochado, sendo turbilhonada de reclamações. — YAH! — grito, fazendo com todas calassem a boca. — Primeiro, vocês só estavam falando bem da Irene esses dias atrás. Eu estava precisando da ajuda de vocês e vocês, falsidades, a vangloriando. Vão lá com ela, então! Eu vou ficar com a Joohyun, pelo menos ela não beija os pés da Irene.

Me levanto extremamente brava, voltando para o colégio e batendo de frente com a minha nova paixão e o motivo de toda a discussão de segundos atrás. 

— Yah, Seulgi-ah! — Joohyun vem em minha direção, puxando minha mão e entrando comigo no ateliê da escola, que ficava no terceiro e último andar da escola.

— Oh, eu nunca reparei nesse lugar antes. — comento, olhando para os quadros vazios e disponíveis. 

— Aqui é lindo e bem quietinho — ela diz, com a voz um pouco manhosa, se sentando no banquinho amadeirado e colocando o avental para não se sujar. — Vem, senta aqui. — ela arrasta um banco pequeno para eu me sentar e assim fiz.

Joohyun faz um rabo-de-cavalo baixo em seus cabelos, sorrindo levemente para mim. A morena pega algumas cores de tinta e coloca alguns papéis sob os baldes, para não correr o risco de sujar o patrimônio escolar.

Eu olhava atentamente cada ação de Bae Joohyun. Ela pegou dois pincéis e deu um a mim, arrumando o seu em sua mão, como um hashi.

— O que vai pintar? — pergunto, olhando o quadro a minha frente.

— Qualquer coisa que você quiser. — ela diz, me encarando.

— Hm... — pensei em algo interessante para começar o trabalho na tela. — Um coração...? — eu estava em dúvida e isso fez com que Joohyun desse uma risadinha tímida.

— Ok — ela pegou a cor de tinta vermelha e a trouxe para mais perto de nós. — Mele seu pincel na tinta e comece um lado do coração, o lado onde você está. — aconselha-me e assim fiz, colocando a ponta do pincel na tinta vermelha, logo em seguida fazendo uma curva perfeita do coração. 

Joohyun me seguiu do lado contrário, completando o coração. Ela sorriu com o resultado, que não poderia ter sido melhor. 

— Você foi bem, Seulgi-ah! — ela diz, sorrindo feliz.

— Na verdade, eu só fui bem por sua causa. Senão seria o coração mais mal feito na história da arte plástica. — digo, exagerando em minhas palavras. 

Estávamos rindo feito duas bobas dentro do ateliê; era divertido estar com ela. As melhores horas sempre são com a morena, pois sempre esqueço do que acontece no meu mundo cinza e sem graça. 

Repentinamente, senti seus lábios aos meus. Foi algo rápido, pois em fração de segundos, as bochechas de Joohyun ficaram extremamente ruborizadas e isso foi tão fofo, a ponto de eu sorrir com seu ato. 

Eu estava com os olhos arregalados, sem acreditar no que ela havia feito. Quer dizer, eu acreditava numa pequena possibilidade de Bae Joohyun me beijar, mas nunca imaginei que fosse aqui e assim. Eu imaginei que fosse eu quem teria alguma iniciativa, já que sou bem menos tímida que ela. 

— Desculpe... — ela pediu, baixinho.

Apenas coloquei minhas duas mãos em suas coxas e inclinei meu corpo, agora eu dando-lhe um selar doce. Não mexíamos nenhuma parte de nosso corpo, e não que isso fosse ruim – longe disso. 

Agora foi minha vez de corar violentamente, pegando na mão de Joohyun e sorrindo feito uma boba junto a ela.

| ... | 

Um mês se passou depois de tudo isso que aconteceu ao meu redor. Posso dizer que foram dias muito legais e gostosos ao lado de Bae Joohyun, minha namorada secreta; por enquanto. Mas também foram dias chatos quando me lembrava de Irene e suas estórias chamativas. Era cômico, pois suas fanfics só eram atualizadas quando eu e Joohyun parávamos de nos desconectar um pouco. 

Coloquei minha calça jeans, uma blusa social de seda azul petróleo, fiz um rabo-de-cavalo típico Kang Seulgi e coloquei meu óculos de grau. 

Minha mochila não pesava muito, já que hoje eram aulas mais tranquilas. E mesmo que fossem aulas extremamente importantes, eu sabia perfeitamente que todos os meus pensamentos estariam voltados para Bae Joohyun.

Joy e Yeri voltavam e terminavam, assim como sempre. Já nem me surpreendo mais com as brigas e ciúmes das duas nos lugares. Já Wendy, que estudava em outro lugar, me enviava e-mail todos os dias, afirmando que não achou algo nada de interessante sobre Irene. 

Como de costume de quase todas as manhãs, eu ia para a biblioteca pegar um livro clichê para ler. Papai dizia que o hábito de leitura era extremamente importante, principalmente na minha idade e sempre se certificava, entrando em meu quarto, para ver se eu atualizara minha estante de livros. 

A bibliotecária era um amor e eu realmente queria conhecer mais sobre sua vida. Seu nome era Sooyoung, estando na recém casa dos trinta. Hoje ela estava mais feliz, já que uma aliança dourava encontrava-se em seu anelar direito, mostrando que estava perfeitamente casada com o meu professor de Literatura. 

A mulher lia alguma coisa no computador da biblioteca, com o seu semblante feliz e comum. Fui em sua direção, também sorridente, mostrando o livro que levaria dessa vez. 

— Annyeonghaseyo, ahjumma! — a reverencio.

— Aigoo, Seulgi-ssi — ela coloca uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha. — Nem sou tão velha assim. Pode me chamar de unnie, já que somos amigas. 

— Tudo bem, Sooyoung-unnie — sorrio, tentando identificar o que tanto chamava sua atenção na internet. — O que está lendo, unnie? 

Novo Amor — ela lê o que está escrito. — É uma estória da melhor autora do site Key Fanfic. Recomendo, viu? Ela realmente manda bem na escrita.

O meu sangue ferveu e tentei segurar firme para não parecer uma louca psicopata olhando para a bibliotecária simpática, mas foi bem difícil quando comecei a forçar meus dedos sobre a capa do livro que estarei por ler.

— Os estudantes aqui são muito bons escritores, não? — ela comenta, pegando meu livro e o colocando no codificador. 

— Hm? Como assim? — pergunto, sem realmente entender.

— Ué, a Bae Joohyun é a autora que está arrasando no Key. Além de ter o James, aquele estrangeiro do...

— V-V-Você disse B-Bae J-Joohyun? — pergunto, tentando acreditar que a Soohyun não disse exatamente o que ouvi.

— Sim, aquela garota fofa da sua sala, se não me engano. — ela diz, com um tom simplório, me entregando o livro. 

Peguei-o e saí correndo pelos corredores do colégio, deixando uma bibliotecária perdida e de olhos arregalados com que eu fizera. 

Como ainda não havia começado as aulas, apenas encontrei Joohyun tomando água delicadamente no bebedouro. 

— Yah, unnie — a chamo, chegando perto de sua silhueta delicada.

— Annyong, Seulgi-ah — ela me abraçou, do jeito que andava fazendo depois de nosso primeiro beijo. 

— É verdade que você é a I-Irene do Key? — pergunto, tentando acreditar que ela não falar as frases seguintes.

— Oh — ela pensou, tentando encontrar qualquer outra resposta que não fosse um "sim" e nem um "não" esfarrapado. — Sim... Eu queria ter te contado quando havíamos nos tornado amigas, mas eu realmente estava com vergonha. — ela diz, com as bochechas um pouco ruborizadas.

— Mas se a bibliotecária sabe, por que eu não poderia saber? — eu tinha noção que eu estava sendo uma total babaca, soltando essas perguntas grossas e embargadas de má educação, mas era quase impossível não agir assim pelo estado que eu me encontrava. — Me desculpe, unnie...

— Desculpar-se pelo quê? — ela perguntou, arrumando a alça de sua mochila nas costas. — Eu que deveria pedir desculpa, já que não te contei essa parte da minha vida. Eu sempre gostei de escrever e, como as coisas que aconteciam na minha família não eram das melhores, achei que seria legal compartilhar com os outros o que eu sentia, na forma de... ficções. 

Através das palavras serenas e meigas de Bae Joohyun, que soube que eu era uma completa idiota por agir daquela forma durante todo o percurso de tempo até aqui. Quer dizer, eu estava com um aura embargada de ódio por uma autora que não sabia nada sobre. Maltratei-a através de palavras e pensamentos negativos. Julguei-a por ser alguém que jamais seria. 

Dei alguns passos e dei-lhe um abraço apertado, logo sendo retribuída com a mesma intensidade. Eu tenho certeza que Joohyun não havia entendido o motivo para eu estar fazendo isso, mas eu realmente precisava me desculpar dessa forma.

— Não, eu que peço desculpas — digo, sentindo a respiração leve de minha namorada. — Eu a odiei por ter me ultrapassado no site. Não aceitei o fato de você ser tão boa no que fazia ali, escrevendo estórias que agradavam, em geral. Desculpe por ter sentido isso com você, quando não te conhecia de verdade. Não conhecia a real Irene por detrás da tela.

Joohyun deslizou sua mão pelas minhas costas, fazendo um carinho por aquela região e acabo por sorrir involuntariamente com aquela sensação. 

E, por ironia do destino, minha inimiga virtual era Bae Joohyun, a primeira garota que tinha o dom de fazer meu coração palpitar mais rápido.

 

 

 

 


Notas Finais


cute cute :3

Espero que tenham gostado! ^^


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