História Inimigo do Totalitário - Capítulo 2


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Palavras 622
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Luta, Steampunk, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Escolhas


Agora estou na aula de Física, uma aula não muito ruim, eu fiquei dormindo um pouco e não gosto de falar do passado, mas o passado é a única coisa de marcante em minha vida e... É isso, só espero chegar logo em casa todos os dias e passar de ano, aliás, concluir logo. Escola é um ambiente realmente de dupla personalidade, te faz aprender de uma forma ou outra no fim de tudo. 

Chegou final do ano, todos pensando em faculdade e eu pensando em mais dores de cabeça, assim que eu saísse do ambiente escolar. Despedidas e coisas novas eu detesto, muito chato recomeçar mesmo que seja necessário e muitos em minha volta são os extrovertidos ou descolados, se preferir, eles sempre saem com roupas na moda da região e como uma seita, uma empresa de passeio, com suas roupas que inspiram a falsidade e a decepção, sempre atraindo a atenção alheia numa disputa de moda, principalmente as mulheres, que se enfeitam cheios de adorno ou a simples roupa do momento. Sinto-me cada vez mais distante, como um ser transparente e distante, apenas tentando achar o seu espaço longe do rebanho comum e ai percebi que antes eu tinha capacidade, eu tinha praticamente 30% de conhecimento nisso, eu tinha escolhas, mas se opor seria travar uma guerra ao enorme rebanho e isso era impossível para mim, meus traços de gentileza e agrado ainda surgem como grades e as próprias algemas que não me permitem agir e hoje estou com 70% de conhecimento, percebo que para enfrentar a todos precisaria enfrentar primeiro a mim mesmo, mas a minha aura é de um covarde, é uma linha que separa da ação e do 100%. 

Finalmente, depois de terminar o ensino médio, fui para a faculdade, lugar onde mais se assemelha ao colégio, aliás, como penso, a escola é o lugar onde prepara você para a vida e é a maior verdade até ir a outros ambientes e reparar o mesmo comportamento:

- Oi, me empresta a sua caneta?

- Trabalho manuscrito para amanhã

- Gente, viram a desconhecida...

- Mesmo amiga? -Risadas-


Essas foram as conversas existentes na sala assim que eu entrei e reparei que seroa um longo ano. Enquanto isso, reparo meus ex-colegas em redes sociais, os mesmos sempre que foram indiferentes comigo e mesmo muitos repetido de ano mais do que eu, vejo que continuam curtindo com amigos e os outros que concluíram primeiro, noto mais sucesso e eu o fracasso. Para lembrar disso, eu coloco o episódio dos Simpsons onde Homer viaja de jato com o Sr. Burns e fica infeliz e quando aparece a oportunidade dele ter seu jato para emprego, ele não consegue. Vejo esse episódio e penso demais na música Clair de Lune, que era como se fosse Beethoven para o Alex de Laranja Mecânica, que me envolvia e me fazia sentir uma melancolia interior das coisas passadas em seus lados bons e ruins, do futuro exato e do presente péssimo. Tinha que conviver dia e noite com o gado, era a única coisa que poderia fazer. Dia após dia, rotina monótoma na faculdade mas era normal:

- Kade, oi, como você está? Bem? 

- Estou

- Então, algum...

Sempre assim, sempre uma extrovertida a conversar com todos e só em sua fala, delata a uma conversa simples, para passar uma personalidade caridosa me achando um tímido entre todos. Tive que aturar comentários por toda a vida, inclusive opiniões tolas dos outros e que não poderia responder para não causar uma guerra contra todos e como acontece comigo desde sempre: O vilão sempre sou eu, a união deles é uma barreira contra os seus inimigos e encarar um rebanho mais comum na região? Impossível -é o que eu digo para mim mesmo- . 





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