História Inimigos da América - Capítulo 2


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Categorias 30 Seconds to Mars, Green Day, My Chemical Romance, Taylor Momsen
Personagens Billie Joe Armstrong, Frank Iero, Gerard Way, Jared Leto, Matt Wachter, Mike Dirnt, Personagens Originais, Ray Toro, Shannon Leto, Tomo Milicevic, Tré Cool
Tags Crime, Drama, Las Vegas, Romance
Exibições 27
Palavras 2.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Aterrissagem


Fanfic / Fanfiction Inimigos da América - Capítulo 2 - Aterrissagem

Passaram-se se alguns dias do que aconteceu e eu não havia comentado sobre o chifre com ninguém. Agora sobre trabalho, entreguei alguns currículos, mas ninguém retornou. Até que surgiu uma chance, consegui algo como, entregador de pizza. No momento era melhor do que nada.

E foi assim por uns dias, eu estava morando sozinho no apartamento. Encomendei uma nova cama pois da outra só conseguia sentir nojo e repulsa. Adrienne parecia ter um pingo de dignidade e saiu de lá. O problema era nossos filhos, eles sempre me ligavam perguntando porque eu não voltava pra casa com a mamãe, a verdade é que aquilo me partia o coração. Eu não tinha coragem de contá-los o que a mãe deles tinha feito comigo. Eles só imaginam que estamos brigados.

Os dias só vão passando e é difícil ter que olhar na cara de Adrienne sempre que saio de casa, só consigo sentir nojo. Tentei sair, ir pra alguns shows, conhecer gente nova. Até conheci algumas mulheres, mas nada que me fizesse esquecer da traição que eu sofri, e não era pra menos. Não conseguia me concentrar, o chifre pesava na minha cabeça. Adrienne tentou me ligar mais algumas vezes, mas rejeitei todas as ligações.

Estava no supermercado fazendo compras e de longe avistei Adrienne. Isso só pode ser uma perseguição. Torci desesperadamente pra ela não me ver. Falar com ela era a última coisa de que eu precisava. Pago as compras e tento sair de fininho antes que ela me visse.

- Billie! – tentativa fail.

- Oi. – digo sem olhar para seu rosto.

- Você está ótimo. – essa mulher é mesmo uma péssima mentirosa. Meu estado abatido estava bem visível acredito eu.

- Obrigado.

- É...uh...tenho tentado falar com você, mas cai sempre na caixa postal.

- Ando ocupado.

- Ah, ocupado com o que?

- Com meu novo trabalho , coisas assim.

- Fiquei sabendo da demissão na empresa, sinto muito.

- É.

- Mas... tem visto alguém ultimamente?

- Como assim? – agora finalmente a encaro.

- Ah, você sabe. Se relacionado com alguém... – tenho transado se é isso que você quer saber.

- Não, ainda somos casados. Mas não por muito tempo.

- O que quer dizer com isso?

- Que já estou tratando de nosso divórcio.

- Divórcio? – ela parecia impressionada ao falar. – Billie, você está tomando decisões precipitadas. Quer mesmo jogar tudo no lixo?

- Jogar tudo no lixo? – dei uma risada sem humor. – Você mesma já tratou de fazer isso a partir do momento em que se deitou com aquele...

- Apesar do que fiz, te amo! – ela me interrompe. – E sinto por demais sua falta. – sente falta do dinheiro do corno, isso ela deve sentir falta mesmo.

- Que tipo de amor é esse? Você sai deitando com o primeiro macho que lhe aparece e ainda vem dizer que me ama? – digo irônico. – Melhor formular uma mentira mais convincente.

- Você não sente a minha falta? Nem um pouco?

Era uma pergunta interessante. Que Adrienne é uma hipócrita, isso já estava bem claro. Mas sinto saudades dela. Tantos anos de casamento, está difícil me acostumar a ficar sem ela, é complicado.

- Adrienne, me arrisco em dizer que sinto sua falta. Mas você foi capaz de me trair com meu melhor amigo. Devo dizer, ex melhor amigo, aquele filho da puta. – elevo um pouco o tom de voz e quando menos percebo já éramos o centro das atenções do local. Até as crianças observavam nossa discussão.

- Eu sei e me arrependo disso todos os dias. – Ela então começa a chorar copiosamente. Sua pele branca começa a ficar avermelhada.

Ela é esperta, sabe que não aguento ver uma mulher chorando. Mas me mantenho firme.

- O estrago já foi feito! Agora é tarde para se arrepender e isso não é assunto para se discutir aqui. O divórcio sairá, já está decidido. – ponho meus óculos escuros e saio do local, só queria sumir dalii.

{...}

Já se passaram quatro meses do ocorrido e sinto que vou enlouquecer. Consegui me divorciar de Adrienne e até que isso não demorou tanto, só me deu um pouco de dor de cabeça, foi um processo complicado. Nossos filhos foram se acostumando aos poucos com a idéia, apesar de ainda não terem aceitado totalmente. Para ser bem sincero, não estou conseguindo enfrentar minha vida nesses últimos meses. Será que seria tarde demais para começar uma nova? Ir embora daqui para esfriar a cabeça, esquecer o que vem acontecendo, eu não sei.

Recomeçar seria a palavra chave, e é isso que farei, mas farei isso em outro lugar. Eu não tenho mais muito a perder aqui. Meu novo emprego é uma merda, meu casamento foi destruído, descubro que a amizade que eu tinha à anos não passava de uma farça. Ir embora não seria uma má idéia. Apenas sentirei falta de meus filhos, mas isso não será problema, escreverei e ligarei sempre. Eu já vinha pensando mesmo em ir embora, só estava esperando o divórcio sair e agora que consegui, não tenho mais tempo à perder. Penso em ir para Las Vegas. Não sei o que me reserva por lá, quem sabe algo bom.

- Boa tarde. Eu gostaria de uma passagem para Las Vegas, por favor. – eu estava estranho, parecia um fugitivo disfarçado. Estava de touca, luvas, óculos e roupas escuras.

- Olá, Billie. Você deu sorte, pegou a última, aqui está. – ela me entrega a última passagem

- As vezes um pouco de sorte é bom para variar.

- É verdade. Bom, te desejo boas férias de fim de ano.

- Obrigado, Lisa. Igualmente. – pego a carteira do bolso da calça, pago e saio. Me parece que o vôo é daqui à duas semanas, será no primeiro domingo de outubro. Gostaria que fosse antes, mas isso não me deixa menos feliz.

{...}

Hoje é o grande dia. Tenho um bom pressentimento sobre essa viagem, já tenho tudo em mente. O vôo está marcado para as 14h e como já tinha preparado tudo para ontem, ainda tenho bastante tempo para ver meus filhos pela “última” vez. E agora que Adrienne deve estar no trabalho, é o momento perfeito.

Chego até lá e como já tinha a chave fui entrando.

- Pai! Não acredito, o senhor voltou?

- Er… Joey, a verdade é que …

- Jakob desça aqui, o pai voltou! – e na mesma hora Jakob desce as escadas correndo. Eu devia repreende-lo por isso, mas foi tão emocionante ver a felicidade e esperança em seu rosto, e sinceramente me corta o coração ter que decepciona-los.

- Então, você está de volta mesmo? Voltou a se entender com a mamae?

- Jakob, calma. Joey não deixou eu terminar de explicar. Vim aqui somente para me despedir de vocês pela última vez. Lembram-se que eu disse á vocês que em breve eu partiria para Las Vegas? Pois então, parto hoje. – e no mesmo a instante a expressão de decepção toma conta de seus rostos.

- O quê? O senhor ainda está com essa idéia absurda na cabeça de ir embora!? – Jakob se pronuncia incorfomado, ele sempre foi o mais rebeldinho.

- Deixe Jakob, ele deve estar mesmo cansado de nós.

- Você nunca mais repita isso! Entendeu, Joey? Só ando cansado de tudo. Muitos problemas, entendem? Se pudesse levaria vocês comigo, mas sabem que a mãe de vocês jamais permitiria, e isso poderia prejudica-los nos estudos e afins…

- E quando o senhor volta? – Jakob questiona.

- Não tem previsão meu filho.

- Ok… – os dois falam em unisse e pareciam frustrados.

- Eu não quero ver vocês desse jeito, assim também me deixam deprimido. Eu prometo escrever e ligar todos os dias, e dependendo do tempo que ficarei por lá, também venho aqui visitar vocês. Mas agora quero aproveitar bem minhas últimas horas na cidade com vocês.

- Sim pai. Você parece estar com fome, sente com a gente para tomar o café da manhã que fiz para mim e Jakob.

- Pai, não comente nada que as panquecas de Joey são horríveis, mas como a mamãe está de plantão hoje, não deu outra.

- Se não gosta, porquê você mesmo não preparou o café seu animal? – pergunta Joey dando tapas nas costas de Jakob. Confesso que já estava sentindo falta de ouvir as discussões dos dois e não pude evitar de rir. Apesar de estarem grandes, continuam sendo meus garotos.

- Calma garotos, sem discussão. Vamos a mesa, faz muito tempo que não como das suas panquecas Joey, que na minha opinião são as melhores.

- Obrigado pai, ao menos alguém que goste.

{...}

E foi assim. Passei minhas últimas horas em Oakland me divertindo com meus filhos. Fiz tudo o que com eles há muito tempo eu não fazia. Jogamos bola, video game, assistimos seriados juntos. Chegamos até a tocar guitarra no porão como nos velhos tempos.

Levei eles para almoçar em um restaurante, e infelizmente para nós as horas se passaram voando. Já eram 13h:15min então me apresso em dar uma carona à eles até em casa, para eu conseguir chegar ao aeroporto à tempo.

- Então é isso, o senhor vai mesmo…

- Pois é meus filhos, um lado meu queria ficar por vocês. Só que preciso ficar um tempo sozinho, para pensar em como tocarei minha vida de agora em diante. Sei que agora tudo pode parecer meio confuso pra vocês, mas talvez daqui à uns anos vocês me entendam.

- A gente te compreende pai, e sempre que precisar de nós, estaremos aqui para te dar apoio. Os filhos também dão apoio aos pais, certo Jakob? – Jakob afirma com a cabeça enquanto dá um sorriso tristonho.

Eu fico tão contente em saber o quão bons são os filhos que tenho, verdadeiros anjos em minha vida. Em questão à eles serei eternamente grato à Adrienne. Os meus olhos começaram a lacrimejar, nunca fui capaz de chorar na frente de meus filhos, mas foda-se. Não demonstrava fraqueza, as vezes precisamos por pra fora o que sentimos e o momento pedia isso. Abraçava-os bem forte e nós três ficamos por volta de 2 minutos assim.

- Joey e Jakob, eu poderia passar o dia inteiro aqui abraçado à vocês. Mas agora realmente preciso correr se não perderei o vôo.

- Certo. Promete mesmo que não vai deixar de ligar nem um dia?

- Eu prometo. – entro no carro, coloco meus óculos escuros e fecho a janela. Jakob soluçava de tanto chorar e Joey, o mais velho e maduro, o abraçava em consolo também abatido. Dou meu último aceno e me retiro. Depois de tudo o que aconteceu, ainda sou capaz de magoar meus filhos, eu sou um merda mesmo. Mas a viagem é necessária.

Chego ainda até o apartamento para pegar minhas malas, não levava muita coisa, apenas o essencial. Checo o relógio e já eram 13h:40min , percebo o quão atrasado estou e pego meu carro indo à toda a velocidade até ao aeroporto.

Chegando até lá, vejo o avião ainda parado e suspiro em alívio. Mas advinhem justo quem eu tinha que encontrar lá? Bem previsível, a descarada Adrienne. Que não sei como diabos descobriu que eu estava partindo da cidade, deve ter sido o porteiro do apartamento que a deu essa informação. Tivemos um rápido diálogo, mas isso já foi o suficiente para me deixar emocionalmente abalado.

[...]

- Eu te amo.

- Eu… Eu já te amei.

Já estava dentro do avião, e ele subia. Sentia o vento em meu rosto. Apesar de abalado, também fiquei aliviado por minhas palavras frias com Adrienne. Agora não precisarei me preocupar no fato de olhar em sua cara toda vez em que saio de casa. À não ser é claro, que ela me persiga até aqui. Mas não acredito que ela me ame tanto para tal ato. Já tivera provas o suficientes disso.

Eu disse que não a amava mais e eu sei que menti, mas é o que menos importa no momento. Agora estou decidido à mudar drasticamente, não serei mais o Billie que todos conheciam.

Peguei um isqueiro e acendi um cigarro com ele, sim fiz isso. Começo a rir sozinho dentro do avião, não preciso nem comentar sobre os olhares lançados à mim das pessoas que estavam lá dentro, ''Porquê esse louco está fumando dentro do avião?'' A locomoção balançava tanto e cada vez eu ria mais HAHAHAHAH Adeus Oakland...

{...}

''Senhoras e senhores passageiros estamos iniciando o processo de aterrisagem''

Abri os olhos aos poucos e olhei pela janela enquanto esperava o avião atingir ao chão. Tinha sido um longo vôo e eu me sentia cansado apesar de não ter feito absolutamente nada nas ultimas horas -que para mim pareceram dias- Esperei até que a porta se abrisse e praticamente pulei para
fora, como um daqueles ilhados que nunca viram chão que não fosse areia, nuvens no meu caso.

Praticamente corri até o lugar onde se pega a bagagem, tropeçando em uma boneca, que parecia o chuck, que alguma menina deixou cair. Já estava de madrugada, então quanto antes eu fosse para minha nova casa melhor. 



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