História Inimigos da América - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias 30 Seconds to Mars, Green Day, My Chemical Romance, Taylor Momsen
Personagens Billie Joe Armstrong, Frank Iero, Gerard Way, Jared Leto, Matt Wachter, Mike Dirnt, Personagens Originais, Ray Toro, Shannon Leto, Tomo Milicevic, Tré Cool
Tags Crime, Drama, Las Vegas, Romance
Exibições 10
Palavras 3.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Planos


 ''Enquanto eu, permaneci imóvel. Ouvia atentamente cada palavra que Mike dissera. Eu fiquei perplexo. Mas a questão é, será que ele está falando mesmo a verdade?''

- Billie, está me ouvindo? Diz alguma coisa. – Mike ''acenou'' para mim com a mão me tirando dos devaneios

- Estou! Er… Então Mike, somos amigos desde que nos entendemos por gente e eu juro que custei acreditar que você seria capaz de deitar com Adrienne, mesmo vendo a cena com meus próprios olhos. – bufei. – E eu também sempre soube que você nunca a viu com outros olhos, somos amigos desde o colegial e eu lembro que foi graças à você que eu e Adrienne começamos a namorar… – me bateu até uma nostalgia ao me relembrar desses acontecimentos

- Pois é, eram bons tempos… – ele suspirou. – Eu fico feliz que apesar de tudo você ainda reconheça a minha amizade e que saiba que eu jamais seria capaz de uma baixaria dessas

- Eu ainda não sei de nada! – levantei depressa de minha poltrona e Mike franziu o senho. Caminhei até a cozinha e ele veio atrás de mim. – Saiba que a acusação que está fazendo é muito séria. 

- Billie, você acha mesmo que eu sairia daquele fim de mundo que é Oakland para vir para cá só pra inventar uma calúnia dessas? A verdade é que eu nem queria te contar toda essa história para não te decepcionar, eu sei o quanto você amava e talvez ainda ame a Adrienne, mas...

- Chega, nem precisa terminar de falar. – o interrompi. – Mas sabe, tudo isso está muito estranho. Porque esperou tanto tempo para vir me contar isso?

 

           - A minha vontade foi de te contar no próprio dia do ocorrido, mas fiquei receoso. Você com certeza deveria ter ficado de cabeça quente com aquela merda toda e se eu aparecesse na sua frente seria bem capaz de você querer me matar com suas próprias mãos. – ele tinha razão. – Fora também que eu não tinha prova alguma, então eu estava tentando tomar coragem para bater na sua porta e contar toda a verdade. No dia que isso iria finalmente acontecer, recebi uma notícia vinda do seu filho Joey, que você tinha ido embora da cidade. E acredite, nesse mesmo dia Adrienne fugiu para Dubai com o amante. 

 

           - COMO É? – berrei tão alto que à essa altura Frank já devia ter acordado. – Mas o que essa criatura tem na cabeça? E os garotos? 

 

           - Calma Billie, eles estão muito bem, um pouco confusos, mas estão ótimos. Joey já é homem feito, ele já tem dezoito anos e Adrienne o deixou como o homem da casa. Ela inventou pros garotos que também iria passar um período fora de casa por conta da mãe que está doente. Mas todo mundo sabe que a Senhora Nesser está ótima de saúde, ela ainda até joga banco imobiliário.  

 

          - É muito descaramento…  Mas que vontade de matar essa vadia agora... – eu disse e Mike rapidamente pegou um copo d' água que estava em cima da pia e me entregou com a intenção de querer me acalmar. Eu cuidadosamente peguei o copo de sua mão e o lancei no chão que se quebrou em mil cacos. 

 

          - Por favor Billie, tenta se acalmar, ok!? – ele disse pondo as mãos em meu ombro.

 

          - Não me peça isso Mike porque é impossível. – digo enquanto vou me escorando pela mesa da cozinha e me sento em uma cadeira. – Mike, você ao menos sabe… sabe o nome dele? Desse maldito amante que deve estar nesse exato momento rindo da minha cara agora. 

 

           - Sim, eu sei. Mas espere um pouco, deixa eu tentar me lembrar… – Mike disse fitando o teto, geralmente ele faz isso quando tenta se recordar de alguma coisa. – Ah sim, ele se chama Ackles, Carl Ackles. Ele veio falar comigo e… 

 

           - Espera! – ele parou de falar. – V-Você disse Carl Ackles? É isso mesmo Carl Ackles? – ele assentiu e eu choquei no mesmo instante. Quando eu achava que não podia me surpreender mais, acabo me surpreendendo. 

 

          Lembro-me de quando Tré me falou de Carl, sobre ele ser o mandante de toda aquela corja de criminosos. Agora as coisas estão começando a fazer sentido, quando ele disse que Carl estava fora se divertindo com a amante, essa suposta amante só poderia ser Adrienne. 

 

           - PORRA! – dei um murro na mesa. 

 

           - O que foi? – Mike me encarou confuso. – Você conhece ele? 

 

           - Não, mas já ouvi falar, ele na verdade é… – eu já iria dizer a Mike que Carl era o líder da facção dos Rebeldes. Mas ele não sabia do que se tratava e aquele era um segredo que prometi a Tré não contar a ninguém. 

 

           - O que? Ele é o que? 

 

           - Ah, nada. Eu só escutava o nome dele uma vez ou outra na empresa onde eu trabalho. – falei a primeira coisa que me veio na cabeça. 

 

           - Bom… eu não sei que medida irá tomar sobre isso, mas tenha muito cuidado, esse cara parece ser perigoso. – ele falou. – Bom, agora que a chuva parou um pouco e já está tudo devidamente esclarecido, eu vou indo nessa. Me desculpe se tomei muito do seu tempo. Tenha um bom dia. –disse seco e foi indo em direção a porta. 

 

           - Espera! – ele se virou para mim antes de abrir a porta e eu corri até ele. – Olha cara, eu é que devo desculpas a você pelo jeito que te tratei, eu realmente não fazia ideia… – eu disse fitando o chão. Eu não tinha nem coragem de falar olhando em seus olhos. Eu fiquei realmente sem graça de ter batido no Mike sendo que ele não teve culpa de nada, pelo contrário. Depois de mim, ele foi o que mais se fodeu nessa história.

 

           - Eu não vou dizer que não entendo, porque eu entendo sim. Se eu eu pegasse você na minha cama com a minha mulher eu faria igual ou pior. – ele disse descontraído.

 

          - Mas nem mulher você tem, Mike. – revirei os olhos e ele riu.

 

          - Você me entendeu. – rimos. – Então, amigos novamente?

 

          - Você ainda pergunta? – o agarro forte e o dou um abraço apertado, ele corresponde ao meu abraço de imediato. A gente era meio gay as vezes. – Eu estava sentindo sua falta desgraçado, de jogar e fazer merdas juntos. 

 

          - A gente vai ter todo o tempo do mundo pra fazer isso. Estou hospedado em um apartamento bem próximo daqui da sua casa, devo ficar por uns meses.

 

          - Isso é ótimo. – digo com um sorriso sincero.      

 

          - Claro que é, estou em VEGAS PORRA! – falou entusiasmo

 

          - Hey, fala baixo! Tem mais gente dormindo aqui sabia? – eu disse e Mike me olhou malicioso. – Não pense merda, é só um amigo apenas.

 

          - Entendi. Bom Billie, agora eu vou sair e conhecer um pouco melhor a cidade, vem comigo? 

 

          - Hm, agora não estou com muito humor pra isso. – digo sentando na minha poltrona e pegando de volta meu jornal mesmo sabendo que não iria conseguir voltar a ler com tantas coisas na minha cabeça. 

 

          - Eu entendo. Nos vemos mais tarde então? 

 

          - Claro, se cuida.

 

          - Você também. 

 

         Observo Mike sair e sorrio. Subo até o quarto, girei a maçaneta com cuidado para não fazer barulho e observo Frank ainda dormindo com toda serenidade do mundo. Não faço ideia de como não tenha acordado mesmo com todos os berros, barulhos de copos se quebrando e etc… Fechei a porta afim de não interromper mais seu sono. Ainda era meio cedo, 09h:44min. 

 

           Eu ainda não conseguia digerir tudo o que Mike havia me contado. O lado bom é que eu ainda tinha meu melhor amigo. Mas o lado pior foi saber o quão suja e descarada é a mulher por quem me apaixonei. Antes eu via Adrienne como a mulher mais pura e doce que eu já havia conhecido, sem maldade, inocente, seu olhar era o mais belo e verdadeiro que eu já havia visto em toda a minha vida. Como ela pôde me decepcionar tanto? 

 

          Como se não bastasse se envolveu com um dos caras mais perigosos que esse país há de conhecer. Pelo visto não sou só eu que estou envolvido nesse meio, Adrienne também já devia estar envolvida até o pescoço. Eu já ouvi coisas absurdas à respeito de Carl Ackles, ele não é um simples líder de uma facção. Esse cara é um verdadeiro doente e eu não acredito que estou ajudando esse filho da puta à dar um golpe no Jared Leto. Por mais que eu odeie o Leto, não se compara ao ódio que nesse exato momento estou nutrindo por Carl Ackles. 

 

          Mas ele me pagará, não me importa o quão insano e perigoso ele seja. Eu vou enfrentá-lo e ele e Adrienne me pagarão caro por essa humilhação. Mas antes preciso confirmar essa história direito. 

 

          Peguei meu telefone e pensei uma, duas, cinco, dez vezes antes de discar o número. Merda, eu só espero que ele não esteja ocupado. 

 

          - Alô, Billie?  

 

          - Sim, sou eu Tré. 

 

          - Você me ligando uma hora dessas, deve ter boas notícias. Conseguiu informações frescas da empresa para passar pra mim? 

 

          - Para de ser engraçadinho, hoje é feriado nem fui trabalhar hoje! 

 

          - Ih é, hoje é feriado, sabe que eu tinha até me esquecido? – ele disse e eu revirei os olhos. – Aliás, do que é o feriado hoje? 

 

          - Ação de graças. – dei de ombros. – Mas esquece isso, você está ocupado agora? 

 

          - Hm, não. Nesse exato momento acabo de sair de uma reunião. 

 

          - Ótimo. Podemos nos encontrar daqui a pouco? Preciso conversar seriamente com você e se trata de Carl Ackles. 

 

           - Sobre o chefe? Claro… claro. A gente pode se encontrar no Pub 1842? 

 

           - Sim, te vejo lá daqui à três horas.

 

          {…}

 

          Tré estava sentando em uma mesa, ao canto do pub. Ele me olhou e acenou. Tirei os óculos escuros e me aproximei da mesa me sentando logo em seguida.

 

          - Fiquei surpreso com a ligação – ele disse enquanto apertava a minha mão e sorria.

 

          - Tré, me responda uma coisa. – falei sem olhá-lo e fitando a mesa. – Você conhece a tal mulher que virou completamente a cabeça de Carl Ackles? Você conhece essa tal amante dele?

 

           - Não, eu nem ao menos sei o nome dela. Só sei que Ackles é simplesmente fascinado por essa mulher. Eu sigo uma conta privada do Carl no Instagram e ele as vezes posta fotos com ela. 

 

          - Eu poderia ver essas fotos? 

 

          - Acho que sim... – ele disse enquanto pegava o celular do bolso e eu o via abrir em um aplicativo de fotos. 

 

          Ele foi na conta de Carl e começou a stalkear. Eu finalmente pude ver a cara do desgraçado. Até que não é tão feio como eu imaginava. Pelo contrário, ele tinha até pinta de galã, acreditam? Haviam várias fotos do cara fumando maconha, fotos de armas, bebidas alcoólicas e vários carros fodásticos que com certeza ele devia ter assaltado de algum otário por aí. Ele também postava fotos de seu pênis, que por sinal era horrível, parecia que ele não lavava, sei lá. Bom, até aí nada que me interessasse. Tré foi passando as fotos. 

 

           - É ela. – Tré disse me mostrando a foto em que Carl estava sem camisa deitado no sofá e abraçado com Adrienne que parecia estar com uma lingerie azul. A legenda dizia #selfieapóssexo. Fitei a foto com ódio no olhar.

 

           - Você sabe como, quando e onde eles se conheceram?

 

           - Não tenho ideia, Billie. Só fiquei sabendo que ele tinha uma amante quando ele foi para Califórnia atrás dela. – ele disse e minha raiva só aumentava. – Mas por que tanto interesse na amante do Carl? 

 

          - VOCÊ QUER SABER? – gritei irritado e ele me olhou sem entender – Saiba que essa amante desse seu chefe imbecil, se trata de Adrienne Nesser, minha ex mulher. Era com ele que ela me colocava chifres. Esses dois imprestáveis estavam rindo da minha e me fazendo de trouxa todo esse tempo! 

 

          Tré me olhava com os olhos arregalados. Ele permaneceu calado, apenas me olhava impressionado, acho que ele estava pensando no que ia dizer. Bufei irritado e passei as mãos sobre meu cabelo. Esperei seu tempo para falar. Ele não falou nada. Franziu o cenho diversas vezes, mas nada disse. Peguei a garrafa de Heineken que estava sobre a mesa e dei um gole longo. 

 

          - Espera, deixa eu ver se consigo assimilar isso melhor… – ele finalmente disse alguma coisa. – Então está me dizendo que era sua ex mulher? Cara, isso é inacreditável… – ele disse impressionado. – Você não faz ideia dos planos que Carl tem para Adrienne. 

 

          - Nada bons, suponho. – digo bebendo mais um pouco. 

 

           - Não mesmo, ele pretende transformá-la em uma gângster... – Tré pausou para mastigar um bacon. – Mas Billie, isso está confuso. Você não disse que ela te colocava chifres com o seu melhor amigo, um tal de Mike? – ele disse franzindo o senho em confusão. – Vai dizer que a vadia espertinha se engraçava com os dois? – perguntou sarcástico.

 

           Tomei o resto da bebida que tinha na garrafa e suspirei fundo.

 

           - Não, na verdade isso é uma longa história que eu pretendo te contar em um outro dia. Mas eu vou direto ao ponto, eu espero estar sendo claro. Não me peça mais informações da empresa do Jared, não conte mais comigo. Eu jamais continuarei sendo estúpido em ajudar uma facção cuja tem um chefe de merda que roubou Adrienne de mim. Não irei mais ajudar Os Rebeldes, pelo contrário. Eu irei acabar com essa facção e destruir cada membro um por um começando por Carl Ackles. Somente pouparei você, Tré. – sussurei baixinho por estarmos conversando sobre isso em um local público.

 

          - Não Billie, definitivamente não! – ele protestou incorfomado. Dei de ombros e peguei outra cerveja. – Você não pode mudar de lado, pense que você não estará ajudando Carl, mas sim ME ajudando. Nenhuma pessoa odeia mais Jared Leto do que eu, acredite. – ele dizia com as palavras saindo um pouco apressadas mas eu pude perceber sinceridade nelas. – E eu aconselho à você não se meter com a nossa equipe, você não sabe com a gente que está lidando, não digo por mim porque não farei mal nenhum à você. Mas os outros poderão acabar contigo. Me escuta Billie, não arrisque sua vida por causa de uma mulher como aquela. 

 

           - Não irei fazer isso apenas por Adrienne, Tré. E sim por minha honra. Porque de agora em diante eu sei que não conseguirei dormir em paz enquanto eu não der uma lição naquele infeliz, não posso deixar que as coisas fiquem desse jeito.

 

           - Eu sei como está se sentindo, cara. – revirei os olhos. Duvido que ele saiba. – É normal que depois de tudo isso o sentimento de vingança tome conta do seu ser. Mas pense, você não precisa se vingar da facção inteira. Pensa bem, seria um prejuízo e tanto. – ele disse e eu tive que rir daquilo. – Os outros não tem culpa da merda que aquele filha da puta fez. Vingue-se apenas dele, em questão à isso acho que posso até ajudá-lo. – ele disse enquanto bebia sua Heineken. 

 

           Arqueei as sobrancelhas, ele realmente tinha dito aquilo?

 

            - Espera aí Tré, isso é algum tipo de gozação? – questionei e ele sorriu. – Por que me ajudaria a ferrar com a vida do seu próprio chefe? – falei desconfiado.

 

           - Ora, continue me ajudando que eu poderei te retribuir o favor, caro Billie. Minha ajuda pode ser indispensável pra você, já que eu sei de informações importantes sobre Carl que ninguém mais sabe. Aquele cara confia em mim de olhos fechados. – ele disse e eu fui me interessando com o rumo da conversa. – Fora que eu também já mencionei à você várias vezes que eu não sou um simpatizante de Carl Ackles. Então, podemos entrar em um acordo? 

 

            - Sim… – concordei, aliás eu não via porque não. Afinal uma mão lava a outra. – Continuarei ajudando, mas é bom que você também faça a sua parte. 

 

            - Claro. Aliás, já posso começar contando a primeira informação do dia e de como você poderá utilizá-la para a vingança perfeita. Está preparado para ouvir? – ele disse com um sorriso largo.

 

            - O que você acha? – perguntei ansioso.

 

            - Eu acho que está. Bom, eu sei que você e a garota Taylor Greene, se conhecem e já são  até bem íntimos, certo? – assenti. Mas o que Taylor tem a ver com essa conversa? – Ela já deve ter te contado sobre a trágica história de seus pais e sobre o seu irmão, um pseudo-assassino. Não contou?  

 

            Então me veio um flash da noite em que eu e Taylor nos conhecemos.

 

           - Sim, ela me contou sobre o caso. Foi em uma noite em que partilhávamos nossas histórias de vida, uma coisa de louco. Mas o que esse assunto tem a ver com…?

 

           - Carl é o irmão da Taylor, Billie! – ele falou a frase em um tom extremamente baixo para que ela não chamasse a atenção de ninguém. 

 

            - Como é? – soltei uma risada. – Ouvi isso mesmo ou apenas bebi demais? É cedo demais para piadinhas, Tré. – ele revirou os olhos. 

 

           - Eu tenho cara de palhaço? – tem. – É verdade, Billie! 

 

           - Carl ser irmão de Taylor não faz o mínimo de sentido, Tré. Ela mesmo me contou que seu irmão havia simplesmente desaparecido de Nevada. Que eu saiba Carl vive aqui em Vegas já há muito tempo. Como o irmão está tão próximo dela e ela nem faz idéia disso? Além dela ter me dito que ele se chama Johnny, e não Carl.

 

          - Essa é a melhor parte da história. Johnny Augustus Greene, é o nome de batismo de Carl Ackles. Ele assim como eu também tem essa identidade falsa e é por ela que ele é conhecido. – ele disse. Mas esse Carl ou melhor Johnny, é mais esperto do que eu imaginava. – E ele realmente saiu de Nevada e foi passar uma temporada em Londres quando tinha ** anos. ** anos depois ele voltou de volta aqui para Vegas completamente transformado. Tanto que nem Taylor conseguiu reconhecer o próprio irmão.

 

            - Caralho… – arfei. – Conta mais.

            

            - Lá ele disse que tinha conhecido um tal de Devil. Esse é o filho da mãe culpado por Carl ter se transformado no que ele é hoje. Ele não precisou de muito esforço já que Carl sempre foi ruim de natureza. Mas claro que ele deu um empurrãozinho. – ele foi explicando. – Devil é um taxista e bandido homossexual que levou Carl para Londres, á muitos anos atrás quando ele ainda era adolescente. Conheci Carl Ackles anos depois no Bellagio e nessa mesma noite também conheci Jared Leto, acabamos virando parceiros de crime. Trapaceávamos em todos os jogos e deixamos também muitos milionários sem um tostão no bolso. Nós éramos terríveis, um trio e tanto. Ganhavamos uma grana preta com todos os crimes que realizavamos. 

 

            - Sim, essa parte de como vocês se conhecerem você já tinha me contado. Jared resolveu trair vocês e desviou todo o dinheiro que conseguiram juntos com todo o ''esforço'' de vocês, somente para sí, e daí surgiu a Leto Company. – eu digo repetindo a história que Tré já me contou mais de mil vezes. 

 

            - É verdade, o desgraçado ficou rico às nossas custas. Assim eu, Carl e mais um pessoal formamos a facção Os Rebeldes. Não ganhavamos tanto dinheiro até Carl me infiltrar no FBI e me conseguir um trabalho como policial, já que me formei em ***. Até aí tudo correndo ótimo, mas depois decidimos que iríamos dar uma lição em Jared e que iríamos falir sua empresinha de merda. Traçamos muitos planos mas nenhum deles deram certo. 

 

            - Você disse que Carl vinha andado afastado dos serviços da facção, talvez seja por isso. – opinei.

          

            - É verdade. Carl ultimamente vinha andando estranho, e dando pouca importância para o caso de Leto. – ele suspirou. – O motivo é a Taylor. Acredite se quiser, mas depois de tantos anos ele pareceu ter se mostrado arrependido por ter a abandonado e por tudo que fez à ela. Desde que voltou à Vegas, Carl sempre tem acompanhado e estado por dentro de tudo que se diz respeito à ela. Ele se preocupa com Taylor, mas nunca teve coragem suficiente de dizer à ela que ele é Johnny Greene, seu irmão. Mas assim que voltar para cá de novo ele vai tentar se aproximar mais de Taylor e ir a conquistando ao poucos antes de poder dar a notícia. 

 

           - Tá, tá… Mas no que essa informação pode me ser útil?

 

           - Você pode usar Taylor na sua vingança contra o Carl. Arranque dele o seu bem mais precioso. Assim como ele arrancou Adrienne de você. – ele disse e eu franzi o cenho. – Se aproxime de Taylor como quem não quer nada, colhete informações. Faça com que ela fique loucamente apaixonada por você, se é que já não ficou. – ele disse sorrindo malicioso e eu revirei os olhos. – Carl ficará completamente louco quando descobrir que você está se envolvendo com a querida irmãzinha dele. Depois de conquistar completamente sua confiança, de conseguir todas as informações necessárias. Você a mate.

 

           - O que você disse!? – falei quase engasgando. – Eu não posso acreditar que está me propondo uma atrocidade dessas. Eu não sou um assassino como você e jamais meterei Taylor nessa história, essa garota não está nos meus planos.  

 

          - Seus planos? Que eu saiba você não tem nenhum até agora. – ele disse. Eu suspirei e peguei outra cerveja. – Billie, para de beber e se concentra. – ele disse tirando a garrafa de minhas mãos. – Você não tem outra saída se não essa. Te aconselho apenas à não se meter com Os Rebeldes porque aí sim sua vida estará arruinada, porque você não…

 

           - Tem que haver outra maneira! – digo cortando ele.

 

           - Ok, se você pensa assim. – Tré disse me fitando com tédio, e eu pensei melhor, chegando a uma nova conclusão. 

 

           - Está bem Tré... farei o que me propôs. – suspirei derrotado e ele me fitou com um olhar tipo ''sabia que você ia acabar aceitando''

 

           - Ótimo! Olha, para te facilitar. Você não precisa necessariamente a matar, mas use-a. Dê um susto nela. – ele disse com um sorriso perverso. As vezes penso que Tré é psicopata. 

 

           - E se alguém me denunciar por isso? – perguntei e Tré começou a rir sem parar. – O que foi porra? 

 

           - Nada. É que as vezes você é tão hilário, Billie. Ninguém vai te denunciar, relaxa. Apenas faça tudo direito. 

 

           - Certo... Mas eu estava aqui pensando, só assustar? Porque não faço logo o serviço completo? – já nem sabia mais o que estava dizendo. 

 

           - Você já está começando a pegar o espírito da coisa... – ele sorriu orgulho. – Esse foi só um palpite, fique a vontade para poder fazer o que achar melhor. Mas seja cuidadoso, Taylor é esperta, muito esperta. 

 

           Assenti, eu só espero que esse plano me traga um bom resultado. 

 

 

 


Notas Finais


Desculpem os erros, eu estava com pressa XD comentem pessoal, até o próximo <3


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