História Inimigos de infância (romance gay) - Capítulo 30


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Balada, Casal Gay, Comedia, Festa, Gay, Homosexualidade, Inimigos, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.158
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Brasil, voltei e agora para ficar !!!

Sentiram saudades ? Eu senti e confesso que nesses dois meses eu pensei bastante nessa fic e consegui trazer de volta minha criatividade e construir um bom plot para esse final da história.

Agora com capa nova e uma melhora na escrita, a historia do nossos Liam Martin e Ethan Reed irá continuar e bem, eles vão passar por umas barras que farão vocês chorarem e se apaixonar ainda mais por eles.

Sem mais delongas, aproveite o capitulo 30 :)

Amo vocês <3

Capítulo 30 - Maldito seja o amor


Existe cerca de 7 bilhões de pessoas no mundo, homens e mulheres, mas eu resolvi me apaixonar justamente por Ethan Reed, um garoto dono de belos olhos azuis e um temperamento forte.

Durante sua vida toda você ouve pessoas dizendo o quanto se apaixonar é ruim e que no final você só se ferra. Mas a verdade é que a realidade é bem pior que isso. Se apaixonar é como colocar uma arma apontada para seu próprio peito e deixar o gatilho na mão de outra pessoa sem mesmo se dar conta disso.

Se tivessem me dito que eu iria me apaixonar por Ethan Reed a um mês atrás, eu teria rido incrédulo. Agora eu vejo com clareza que eu fui um tolo.

Aparentemente a realidade não é apenas cruel, mas também irônica.

Hoje faz cerca de cinco dias que eu não vejo Ethan, tudo graças ao meu pai louco que depois de alguns surtos resolveu me manter em cativeiro dentro de casa. Nada de escola, amigos, celular e até mesmo tv. E tudo isso porque ele não consegue simplesmente aceitar que seu filho "perfeito" é apaixonada pelo vizinho da casa da frente.

Para a minha surpresa, meu pai não havia feito nada além de gritar comigo ou me manter preso dentro de casa sem contato com o mundo exterior e principalmente de Ethan Reed. Mas em partes, eu sabia que aquilo era o pior que ele poderia me fazer, afinal.

Durante todos esses dias resumidos em silêncio e espera, eu não tive nenhuma notícia de Ethan para a felicidade do meu pai, mas eu sabia que ele estaria em algum lugar no lado de fora da minha casa. Talvez assim como eu, esperando um milagre acontecer.

Tudo isso era um pesadelo, no qual eu não poderia acordar com tanta facilidade. Acho que se não fosse pela minha mãe, eu já teria surtado.

Minha mãe anda sendo legal demais para o meu gosto, talvez por ela se sentir culpada ou talvez por causa do seu instinto materno. Eu não sei, mas durante esses últimos dias ela tem vindo conversar comigo e trazer algo para eu comer no quarto e isso já é suficiente.

Deitado na cama quase que melancolicamente, olho em direção a janela aonde as gostas de chuva batiam contra o vidro fazendo um barulho quase que irritante. Era um dia chuvoso e tão triste quanto eu mesmo.

Ouço batidas na porta e poupo energias para olhar quem era, afinal, só quem vem me ver é minha mãe. Pois até mesmo meu próprio pai parece ter vergonha de me olhar.

- São 18 horas ainda, não esta na hora de você trazer o jantar.- Comento vagamente.

Por não ter muito o que fazer, eu havia criado uma rotina diária a qual eu estava seguindo fielmente. Logo, o jantar é as 20 horas e não agora. Além da rotina, eu também havia criado um mal humor no qual às vezes nem eu me aguentar.

- Não vim para te trazer o jantar.- Diz minha mãe adentrando o quarto e se sentando na beira da cama.

Olho para ela sem muita animação, mas de certa forma um pouco curioso.

- Então, o que você quer? Porque eu imagino que não seja ver seu belo filho de 16 anos com principio de depressão.

Eu juro que tento evitar ser grosso e mal humorado com a minha mãe, mas é como se fosse mais forte que eu o rancor que sinto por ela por não se opor ao meu pai. Por isso sempre acabo criando uma certa barreira contra ela.

- Pensei que poderia querer ligar para alguém, dar noticias. Talvez para o Ethan...- Diz minha mãe oferecendo seu celular para mim. Eu nem havia notado que ela estava com ele na mão.

Levanto as sobrancelhas surpreso e pego o celular ainda meio receoso. Talvez nem tudo esteja perdido.

- Cristian sabe disso?- Pergunto mesmo já sabendo a resposta.

- Ele não precisa saber. Agora, eu vou te deixar sozinho para falar com seu namorado.- Fala minha mãe e eu não consigo deixar de sorrir. Essa deve ser a coisa mais legal que eu ouvi em dias.

Minha mãe se levanta e caminha até a porta do quarto. Mas antes de abrir a porta e sair, ela olha  para mim e sorri.

- Obrigado, mãe.- Digo e ela apenas assente antes de sair, me deixando novamente sozinho naquele quarto.

Respiro fundo e com o celular nas mãos, disco o numero de Ethan e espero que ele atenda.

- Alô?- Diz Ethan ao telefone depois de um tempo. Sua voz parecia agitada e embargada com um tom a mais de nervosismo. Ethan estava num local barulhento e eu podia ouvir o som de sirenes no fundo.

- Nossa, como eu estava com saudade da sua voz...-Digo soando o mais calmo possível.

Minha nossa, é ele, é realmente ele depois de tanto tempo.

- Liam? É você? Minha nossa, não estou acreditando.- Ele diz e por um momento é como se tudo aquilo fosse um sonho e eu estivesse novamente no terraço do Hollywood cine com Ethan.

Eu queria poder dizer o quanto eu o amo, e o quanto eu estava com saudades. Dizer que eu estou bem, e que não é para ele se preocupar. Perguntar se ele esta bem ou como esta as coisas na escola. Mas algo estava errado, eu podia sentir.

- Esta tudo bem? Você parece estranho.- Comento e por um instante Ethan fica em silêncio.

Algo estava errado.  Muito errado.

- Minha mãe me pediu para ir no mercado hoje mais cedo, então eu tirei a Scarlet da garagem e fui. Mas na volta, estava chovendo e o caminho estava com muita névoa...Eu não vi ele...- Explica Ethan num tom de suplica.

Sinto meu coração começar a bater forte no meu peito.

- Ele quem, Ethan? O que aconteceu?- Pergunto nervoso.

- O garoto loiro que eu atropelei. Meu deus, eu sou um monstro.- Diz Ethan tropeçando nas palavras.

- Não, você não é um monstro. Foi um acidente apenas.

- Liam, você não esta entendo. A coisa foi séria, os enfermeiros disseram que o garoto pode morrer, estão ligando para a família dele agora para que eles possam se despedir caso o pior aconteça.- Ethan faz uma pausa.- Eu jamais irei me perdoar caso esse garoto morra.

Sabe aquele momento que parece que todas as palavras são tiradas da sua boca, e por mais que você queira dizer algo para apoiar a pessoa ou lhe dar a consolação que ela precisa, mas simplesmente não sai nada ?

Abro a boca para tentar dizer algo, mas sou interrompido quando a porta do meu quarto e minha mãe entra aos prantos.

- Seu irmão, ele sofreu um acidente.

E naquele momento além da palavras, algo mais havia sido tirado de mim.

Espero que tenham gostado. Deixe suas opiniões e teorias sobre os próximos capítulos. Beijinhos da Tia Ana.



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