História Inimigos intimos - Capítulo 34


Escrita por: ~

Exibições 51
Palavras 4.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Famí­lia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiiiiii galera não é o Papai Noel, sou euzinha mesma eeee

Gente eu fiquei em uma crise para escrever este arco do Colorado sabem por que?
Por causa do Willis e do Wallace que são as mesmas pessoas , mas com tramas diferentes
Segundo a versão americana Willis é um genio da informática conhecido de Koushiro que criopu Diaborimon na tentativa de ter mais um Digimon para ajudar em tarefas domésticas... Ah estes americanos!
Wallace por sua vez nem sabia sobre a existencia do Mundo Digital.
No ORIGINAL JAPONÊS Wallace CANTA a Miyako descaradamente, chegando a falar sobre ela em outra ocasião fazendo Daisuke ficar com tanta raiva que seus óculos se quebram.
No americano ele mostra interesse por Hikari COMO UMA FORMA DE FORÇAREM MAIS A COMÉDIA DAIKARI
foram muitas diferenças, piadas toscas e mal feitas um pedido de pizza no meio do nada quando de fato o loiro ligou foi para sua mãe.
OS AMERICANOS FIZERAM MERDA COM O OVA

Só que essa Merda é o que a maioria conhece e entre usar um ou outro eu decidi fazer do meu jeito
Então esqueça o que vc conhece a releitura é minha por isto bem vindo ao meu mundo.
Espero que se divirtam , que estejam com saudades e até o próximo.


SE VC GOSTA DO CASAL KEN E MIYAKO OU KAISER E MIYAKO VOU DEIXAR LINKS DE FICS DELES A CADA CAP HOJE JÁ VOU COMEÇAR COM DOMINAÇÃO UMA FIC KAISER E MIYAKO
Beijos!

Capítulo 34 - Viagem ao Colorado


 

Inoue olhava aflita pela pequena janela do avião onde se encontrava, com Poromon confortavelmente aconchegado em seus braços. Nenhum de seus amigos e nem ela própria tinham dinheiro para fazer uma súbita viagem para o Colorado, sendo assim combinou com seu tio que prestariam serviços em sua colônia de férias. 

Trabalhar nas férias não era a melhor opção, mas fora à única e, para sua sorte seus amigos dominavam muito bem o inglês até mesmo Daisuke. Infelizmente não conseguiram os melhores assentos no avião. 

O ruivo sentou-se ao lado de uma senhora tão rechonchuda que a todo o momento sentia que seria jogado para fora do assento. Iori por sua vez teve a falta de sorte de sentar-se ao lado de uma garota tão tagarela que em dados momentos o coitado chegava a esfregar as orelhas desejando um pouco de alivio. 

Poderiam muito bem ter ido para o Mundo Digital e de lá aberto um portal para o Colorado, mas devido ao ultimo conflito o melhor mesmo foi fazer as coisas da maneira tradicional. Os veteranos mesmo já haviam aconselhado para que dessem um tempo antes que retornassem para o plano de restauração do local, ademais não sabiam quanto tempo levariam em terras estrangeiras, qual o tamanho da ameaça, para tal precisavam de um abrigo concreto e seguro. 

Assim que desembarcaram no aeroporto o animado e receptivo tio da garota dos cabelos lilases estava à espera com uma plaquinha com o nome da moça. Com modos informais típico de ocidentais o homem de quase quarenta anos com os braços fortes e uma camiseta que exibia sua musculatura bem trabalhada, tratou logo de sufocar os escolhidos em um caloroso abraço. 
Motomiya fez expressão de horror enquanto Hida que não apreciava nem o contato físico com a própria mãe, quase voltou para dentro do avião, aquilo era um ultraje. Miyako por sua vez achou brecha para soltar uma deliciosa gargalhada. Os amigos pararam as reclamações... Ela gargalhou como a Miyako de sempre. Para verem aquela gargalhada gostosa valia a pena serem apertados por um brutamonte tatuado. 

Após as apresentações o trio e seus parceiros foram levados até o local onde iriam trabalhar pelo restante das férias. Era um sitio grande muito arborizado com campo de futebol, piscinas e uma área imitando campo de treinamento do exército contendo obstáculos e parede para escalar, contava também com pista para atletismo e corrida de Kart. 

Os americanos possuem o habito de mandarem seus filhos para este tipo de local durante as férias, mesmo que o período de férias japonês fosse diferente do americano com certeza trabalho não faltaria principalmente nos finais de semana, a colônia é de férias, mas funcionava em tempo integral. 

Apresentações ao restante da família foram feitas e Miyako explicou que eles tinham assuntos pendentes antes de começarem o trabalho a família não se opôs. Depois de um belo banho e janta foram encaminhados para dividirem um dos quartos, era bem confortável por sinal. 

Miyako ligou seu notebook e pegou seu D-Terminal a fim de estabelecer contato com Takeru e Hikari, tanto Daisuke quanto Iori e os Digimons aglomeraram a sua volta. Através de mensagens o guardião da Esperança e a guardiã da Luz esclareceram que chegaram a presenciar um inicio de confronto entre o Digimon que aparentava ser inimigo e outro de porte pequeno e longas orelhas, mas o garoto que acompanhava o pequeno chegou a tentar dialogar com o maior e devido a este diálogo que eles ficaram sabendo para onde deveriam seguir. 

Não era difícil seguir os rastros de um Digimon no mundo real, mas como eles não eram os únicos escolhidos poderiam acabar seguindo rastros de um parceiro de outro escolhido e perderem tempo, portanto a informação concreta do destino que deveriam tomar foi mais que bem vinda. 

Outro fato que foi salientado e também os preocuparam foi à falta de comunicação com os veteranos, do nada todos incluindo Tachikawa desapareceram, os celulares não atendem os e-mails não são respondidos, seus Digitamas ainda não chocaram os deixando sem proteção caso haja uma ameaça. 

O dia seguinte seria duro, mas os Digimons estavam animados feito crianças loucos para explorar o local desconhecido, tantas árvores, tantas frutas saborosas, tanto verde, logo foram vencidos pelo cansaço e adormeceram balbuciando planos de diversão para o os próximos dias. 

Eram tão fofos, tão inocentes, mesmo depois de grandes batalhas eles não se afetavam continuavam os mesmos. Motomiya e Hida restavam às decepções do dia a viagem ruim, a família maluca e a preocupação com os veteranos. 

– O pior de tudo é que a essa hora a Hikari-chan está viajando de trem com aquele loiro argh... 

– O pior de tudo Daisuke-kun? Tem um Digimon ameaçador a solta, nossos amigos desapareceram e o pior é os dois estarem juntos à uma hora destas? Francamente! – O mais jovem se manifestou indignado, sabia das crises de ciúmes do ruivo, mas tudo tinha limites. 

– Ai Hikari-chan a noite está tão fria será que posso dormir aconchegado em você? – Miyako por sua vez queria mais era provocar e quebrar a tensão. – Claro Takeru-kun. Nossa seu cabelo é tão cheiroso... – Continuava imitando um diálogo entre os amigos. 

– Sua magricela mal amada eu vou... – Motomiya se levanta arremessando travesseiro na amiga que se esquiva. 

– Sempre sonhei em estar com você assim em uma viagem de trem só nos dois e a lua... – Miyako continua a provocar o guardião da Coragem e Amizade. 

– Parem com isto os dois, já que não conseguem levar nada a sério é melhor irem dormir e amanhã levantarmos cedo para seguirmos as coordenadas. – O garoto dos olhos verdes brada com imponência fazendo os mais velhos se encolherem. 

– Melhor ir dormir mesmo, inclusive essa magrela é tão seca que quando fica de lado desaparece, é tão seca que se colocar um vestido verde fica parecendo um quiabo, se colocar um vestido branco colado fica parecendo um baseado... 

– O QUE É QUE ISTO TEM A VER COM DORMIR SEU PASTEL?! – Inoue berrou jogando um sapato na cabeça de Motomiya acertando em cheio, seu tio abriu a porta pouco depois. 

– Está tudo bem por aqui?- Perguntou o homem com expressão confusa. 

– Ahahaha... Tudo bem tio a gente só estava brincando! 

– Brincando?! – Arqueou apenas uma sobrancelha olhando o ruivo coçar a cabeça onde foi atingido. – Tudo bem se você diz, só não façam tanto barulho acordamos cedo amanhã. – Solicitou educado e todos assentiram. – Durmam bem! 

– O senhor também! – Responderam em uníssono. 

Os três escolhidos ainda fitavam a porta depois de fechada pelo dono da casa, Hida suspirou e voltou um olhar severo e repreensivo para os amigos e ambos se encolheram em suas camas se cobrindo. 

– Durmam bem! – O garoto dos olhos disciplinados sorriu com a cena. 

– Você também! – Desejaram ao mesmo tempo. 

Quase todos caíram em um profundo sono, mas Inoue pegou seu D-Terminal e o olhou por alguns momentos, sentia nostalgia, um desejo súbito e absurdo de receber uma mensagem de Kaiser digitar as coordenadas e novamente surgir naquela base fria escura e sombria. 

Repreendeu-se em pensamentos, como pode sentir saudades? Ele era seu inimigo... Mas também era seu amante. Mas e agora o que ele é? Quem e como ele é de fato? 

Se deixando levar por estes pensamentos acabou se lembrando de uma visita que Sora lhe fizera pós-batalha. 

Sora sempre pensando nos outros mesmo antes de si mesma, estava abalada com a perda de Piyomon, mesmo assim chegou incisiva colocando em pauta o assunto “Ichijouji Ken”. 

Inicio do Flashback 

Então Miyako-chan como vocês estão afinal? – A pergunta veio direta enquanto sentada no carpete colorido do quarto da amiga saboreando um pedaço de torta e suco de laranja. 

– Nós não estamos Sora-chan... – Respondeu constrangida e pesarosa. 

– Como não estão? Pois deveriam estar. – A ruiva incentivou. 

– Ken... Ken-kun, Ken-san, Ichijouji-kun eu realmente não sei como devo chamá-lo. – Parou analisando por alguns momentos. – Ele voltou para seus pais, mas desde que chegou está dormindo então... 

– Entendo, como um processo de recuperação de dados... – Foi engraçado como aquilo soou como uma das frases de Koushiro. 

– Ao que me parece sim! 

– Tudo vai ficar bem e vocês ainda terão a oportunidade de se acertar. 

– Não tenho tanta certeza, na verdade eu tenho muito medo de que o sentimento que tinha por mim só fazia parte de sua loucura e de que quando as aulas voltarem... Sora-chan eu estou com muito medo, estou aliviada por tudo ter acabado e por Ken ter sido libertado, mas estou com medo do que realmente represento para ele agora se é que represento algo. 

– Não fala um absurdo destes Miyako-chan se ele te amava quando estava entregue as trevas obviamente agora este sentimento será muito maior, não fique se torturando amiga ele precisa de você quando voltar para as aulas e talvez precise até que seja você a dar o primeiro passo. – Aconselhou a guardiã do Amor sabiamente. 

– Deva ser eu a dar o primeiro passo? 

– Sim, afinal ele vai ficar com medo de lhe encarar depois de quase ter te matado, eliminado a todos nós e nossos parceiros e destruído o Mundo Digital. – Inoue sorriu com amargura, agora Takenouchi soou sincera como Mimi, mas cheia de razão. 

Infelizmente Miyako ainda não sabia qual seria sua reação ao estar frente a frente com Ken novamente, o dizer, como se portar estes questionamentos a vinham deixando um tanto sem sono. 

– Hey Sora-chan? – Cantarolou maliciosa. 

– Hum? – A ruiva até arregalou os olhos prevendo o tipo de pergunta. 

– E sua vida amorosa como anda? Sabe... Taichi-kun, Yamato-kun... 

– N-n-não estou entendendo Miyako-chan afinal tenho um compromisso com Yamato v-v-você sabe muito bem disto? – A resposta saiu entre tosses e engasgos, muitas gaguejadas. 

– Então porque entra em crise todas as vezes que precisa escolher entre assistir um show da banda de Yamato-kun ou ver o jogo de futebol de Taichi-kun?! – A indiscreta pergunta da violácea acertou como uma flecha em seu peito. 

– Oh Miyako-chan... – Olhou o relógio em um movimento afobado. – Preciso ir agora amiga lembrei que tenho que passar na loja da minha mãe, vai ter uma exposição de arte moderna lá hoje a tarde vai até aparecer na TV. – Disse se levantando beijando a testa da amiga. – Se cuida direitinho e tira essa insegurança da cabeça, você mostrou muita coragem em tempos difíceis não cabe se acovardar na hora da calmaria não é? 

Inoue respondeu com um aceno de cabeça “mostrou coragem em tempos difíceis” aquilo soou de forma muito agradável. 
Quando a veterana do brasão do Amor passou pela porta e finalmente se foi à garota dos cabelos lilases se deixou cair no sofá fitando o lustre. Sora tinha toda razão, nada de se esconder, de se acovardar, ela se entregou a Kaiser de todas as formas possível e defendeu seus sentimentos perante todos, agora não cabia ter medo de Ichijouji Ken não amá-la e se não amasse se aquilo tivesse sido parte da loucura dele, ter medo não mudaria nada, mais cedo ou mais tarde essa realidade bateria em sua porta e todos os momentos... Como era estranho pensar assim, mas todos os momentos intensos que passaram juntos teriam morrido junto com império de insanidade de Kaiser. 

Se fosse assim ela deveria estar preparada pare seguir em frente... 

Fim do flashback 

Com essas lembranças acabou recordado também que antes de viajar buscou no fundo de seu ser toda coragem necessária para ligar para mãe de seu? Bem para ligar para mãe de Ken. Embora não tivesse uma relação definida com o rapaz, Inoue não se sentia bem em simplesmente viajar para fora do país sem deixar nenhuma explicação a respeito. 

A Sra. Ichijouji se mostrou muito compreensiva desejando boa sorte e ainda se comprometeu a mandar notificações sobre o progresso do filho. Aquilo era estranho, mas deixava a guardiã do Amor e Sinceridade muito mais tranquila. Com estes pensamentos a garota suspirou profundamente observou seu Poromon dormindo como um anjinho e se acomodou tentando dormir, amanhã seria um logo dia. 

(...) 

Onde está o meu coração?

Onde estão minhas memórias ?

Vagando feito bolhas de sabão...

Subindo pedidas se misturando com a imensidão do universo...

 

Feito bolhas... As simples bolhas... As , leves e sensiveis bolhas de sabão...

Um copulado de lembranças se convulsionavam dentro da mente de Ichijouji Ken durante todo o seu tempo de hibernação. As memórias de sua infância o abateram violentamente, as lembranças pareciam querer se encaixar e formar todo aquele quebra cabeças medonho. 

Mas o que realmente lhe acontecera? Como sua índole mudou de uma hora para outra. 

Lembrou-se do desejo que tinha de ser notado como Osamu, ser elogiado como ele, lembrou-se da forma ríspida como o irmão muitas vezes o tratara, quando o deixara sozinho a fim de focar nos estudos, a briga que ocorrera quando encontraram o dispositivo digital. Como mais velho se apossou do digivice o guardando em sua gaveta. 

Osamu se sacrificava? Ele sacrificava sua infância para receber tantos elogios? Talvez tenha gostado de como seus pais ficavam orgulhosos quando a vizinha o elogiava por exemplo. Aqueles elogios tornaram-se um vicio perigoso aflorando cada vez mais sua vontade de ser superior fazendo-o esquecer de sua infância. 

Nem sempre fora assim, antes deste vicio pela perfeição Osamu era mais gentil e doce. Ambos costumavam fazer bolhas na sacada do apartamento. O mais velho acrescentava o sabão em um copo com água remexia pacientemente, depois cortava a ponta do cabo mostrando como se fazia. E foi então que em um dia tão simples o pequeno Ichijouji descobriu que havia uma coisa no mundo em que era melhor que seu irmão. 

Osamu sorriu ao notar as perfeitas bolhas que o mais novo fizera e o elogiou pelo feito admitindo que para fazer bolhas tão perfeitas era preciso ter gentileza, paciência e isto era o que lhe faltava, mas Ken este era tranquilo, sereno capaz de cumprir aquela missão melhor que ele. 

Nascer em uma cultura onde o primogênito de uma família sempre tem mais valor não é algo fácil, mas para uma alma sensível como a de Ken o peso desta situação foi muito pior. Ouvir varias pessoas elogiando apenas o irmão era doloroso demais o fazia questionar o motivo de sua existência. Por que elas gostavam apenas dele? Por que mesmo seus pais se orgulhavam apenas dele? 

Entretanto um milagre pareceu acontecer em sua vida, aquele dispositivo parecia atraí-lo como um imã, quando em sua solidão diária seguiu para o local onde o dispositivo havia sido guardado pelo mais velho, abriu a gaveta e notou o intenso brilho, sem pensar muito segurou o objeto. O brilho do dispositivo apontou para tela do computador que estava ligado e Ken foi transportado para outro mundo. 

Quando chegou a este outro mundo encontrou um garoto mais velho de cabelos castanhos espetados acompanhado por duas criaturinhas desconhecidas, todos se apresentaram para ele, mas sua mente confusa lembrava-se apenas do pequeno monstrinho esverdeado que lhe confessara que nasceu através de seu desejo de ter um amigo. 

Aquele fora um dos momentos mais lindos e importantes na solitária e amarga vida do pequeno Ken, aquela simples criaturinha o

fez se sentir importante, se sentir único, além de lhe contar que aquele dispositivo pertencia a ele por ter sido escolhido para ser seu parceiro e proteger o Mundo Digital. 

Sim, ele um largado, inútil que vivia pelos cantos de sua casa mendigando um pouco de atenção de seus pais, de seu irmão, que desejava que as pessoas lhe dessem o mesmo valor que davam a Osamu. Ele fora escolhido... Ichijouji Ken finalmente fora valorizado e escolhido e capaz de olhar aquela criaturinha como o mesmo amor que fora recebido. 

Naquele mesmo dia Ichijouji explorou aquele mundo novo junto às novas amizades, o garoto mais velho parecia conhecer bem o local e lhe explicava sobre tudo. Como lhe foi explicado que o tempo naquele mundo era diferente do tempo no Mundo Real o garoto acabou se empolgando em ficar mais. Também naquele mesmo dia já vivenciara uma batalha contra um monstro enorme e assustador, não nada sobre batalhas mesmo assim salvou a vida do mais velho, entretanto as Sementes das Trevas lançadas pelo inimigo acertaram sua nuca inserindo-se em sua pele. 

O ocorrido com as sementes fora um pouco doloroso, mas nada que o garoto desse muita importância e nem ao menos reclamou. Batalha vencia era hora de retornar a sua casa e quando o fez encontrou um irmão furioso por encontrá-lo com o dispositivo nas mãos. 

Osamu notou o desaparecimento do irmão e havia procurado por todos os cantos da casa, quando finalmente o encontrou a explicação de onde ele estava soou como uma mentira boba de criança, tomou o dispositivo que era do mais novo por direito e foi extremamente ríspido com ele como vinha sendo há alguns tempos. 

Naquele momento o local que fora afetado pelas sementes doeu de forma quase insuportável. 

“A culpa é dele, se o Osamu não existisse... Eu queria... Eu queria que o Osamu desaparecesse!” Foram os pensamentos de Ken ao subir dos degraus de sua beliche e se aconchegar em sua cama esfregando o local onde havia sofrido o ataque. 

Minutos depois Osamu anunciou que estava saindo para ir à padaria do outro lado da rua... O mais velho não voltou, não com vida e a culpa tomou conta da mente Oe do coração do pequeno Ichijouji Ken tornando seu corpo solo fértil para que as sementes germinassem. Se seu lar nunca fora quente e cheio de carinho as coisas pioraram intensamente, sua mãe mal se lembrava de alimentá-lo, seu pai não lhe lançava um cantinho de olhar que fosse. Um rato receberia mais atenção que ele. 

O orgulho da casa se fora e era como se a família não visse mais motivos para continuar vivendo, mas havia... Havia uma criança pequena que precisava de colo, conforto, precisava de mãe, pai, do conforto de um lar para se estruturar e como não encontrou nada disto as Sementes das Trevas começaram a enraizar em pouco tempo. 

Quando o dispositivo de Ken brilhou mais uma vez, emitindo aquele som diferenciado como de um Tamagochi o garoto o pegou e prontamente foi transportado, mas desta vez para um lugar tenebroso, sóbrio, assustador. 

“Você quer ser mais forte e nunca mais ter que se sentir sozinho?” A pergunta ecoou dentro de sua mente fragilizada. ”Sim eu preciso ser mais forte” Confirmou em pensamentos... “Mergulhe seu dispositivo digital nestas águas e você será levado para um mundo onde nada disto lhe afetará, melhor terá poder para criar um mundo só seu” Ichijouji fitou seu dispositivo por alguns minutos e mergulhou sem pensar. No mesmo instante o dispositivo sofreu uma transformação. 
As lembranças se misturam e a cabeça do garoto dói. 

Ichijouji abre os olhos confusos e olha para o cenário de seu quarto... Quem é ele? 
E aquele lugar? 

Desce os degraus do beliche e anda confuso para fora do quarto, seus pais correm emocionados em sua direção... Quem são estes? 

– Quem são vocês? – A pergunta saiu fraca em meio a toda sua confusão. 

– Querido ele não se lembra de nós! – A mulher exclamou entre as lágrimas e o homem ficou sem palavras. 

– Mãe? Mãezinha? Pai? – Sim ele estava de volta e se recordando. – Me perdoem por tudo! – Era confuso, mas as informações estavam chegando e se encaixando em sua mente. 

– Claro querido, claro! Seja bem vindo de volta! – A mulher chorou envolvendo o filho em seus braços. 

– Todos erramos, mas estamos juntos agora e podemos recomeçar, não é tarde para nós! – O pai também se juntou ao abraço. 

Não se sabe por quanto tempo a família chorou abraçada, todos juntos, por seus erros, suas falhas e negligencias, mas principalmente por terem aquela preciosa chance de recomeçarem e desta vez fazer tudo da maneira certa, todos unidos como entendendo as necessidades uns dos outros como uma família deve ser. 

Havia muitas coisas a serem ditas e esclarecidas entre eles e seriam, mas naquele momento não havia palavras apenas lágrimas de emoção e redenção. 

(...) 
 

O dia amanhecia nos EUA apesar da pentelhagem em cima de Daisuke Miyako tinha razão em uma coisa, sem querer Yagami e Takaishi tinham dormido aconchegados um ao outro durante a viagem de trem, a noite estava muito fria e ambos não levaram agasalho.Takeru retirou a toalha de uma das mesas do vagão restaurante, sorte que a mesma era de veludo, Tailmon se fingiu de gato normal e deu trabalho para a segurança enquanto o loiro furtava a peça. 

Não fora uma atitude bonita e não era o que queriam fazer mais não viram outra saída se não morreriam de frio, se Daisuke visse aquilo iria acontecer uma batalha pior do que a que travaram contra Chimairimon. 

De repente um enorme baque fez estremecer o trem e ambos foram lançados para o chão. Wendmon surge frente a eles fazendo Patamon e Tailmon se postarem em posição de batalha. A atmosfera do local fica tensa e os escolhidos se encolhem diante do imponente Digimon besta. 

– Não interfiram. – O Digimon fala bem próximo a eles e desaparece em uma fumaça roxa. 

– Vocês estão bem? – Tailmon pergunta preocupada. 

– Ele não atacou só veio nos alertar para manter distancia. – Patamon trouxe seu pensamento para fora. 

– Se sobrevivemos aquele bafo sobreviveremos a qualquer coisa. Além disto, tenho certeza que este Digimon tem algo a ver com o desaparecimento dos nossos irmãos e os outros. – Takeru afirma se levantando e ajudando a amiga a se levantar. 

– A questão é que agora estamos presos no meio do nada em um trem descarrilado, como vamos sair daqui? – A castanha coloca o dedo sobre o lábio de forma pensativa. 

– Primeiro vamos tomar café da manhã e pegar algumas coisas pra viagem depois o jeito é ir via Digimon que tal? – Soluciona divertido. 

– Mas teremos que comer muito para dar conta da viagem. – Patamon declara feliz pousando sobre a cabeça do parceiro e Tailmon assente com a cabeça. 
 

– Se comerem mais do que já comem vão deixar o restaurante vazio! – Hikari brinca divertida enquanto se encaminham para o vagão restaurante. 

(...) 

Enquanto isso Inoue, Hida e Motomiya ganharam uma carona de táxi do primo da garota, mas o cara era maluco, ligou o som no ultimo volume e colocou um rock estridente, acelerando o veiculo com tudo fazendo manobras perigosas, ultrapassando todos os sinais, os olhos dos digiescolhidos já estavam girando e o café da manhã querendo sair. 

Finalmente chegaram a US onde pegariam carona para seguir as coordenadas, quase desmaiaram ao descerem do veiculo que saiu cantando pneus. 

– NÃO EXISTE NINGUÉM NORMAL NA SUA FAMILIA?! – Motomiya esbraveja gerando uma chuva de saliva. 

– Daisuke-san pare com isto se não fosse pela Miyako-san nem poderíamos ter chegado até aqui. – Pontua Iori fazendo o garoto voltar à postura normal. 

– Eu sinceramente tenho medo do que essas férias reservam para nós... – O ruivo choramingou. 

– Dai-chan eu estou com fome! – Chibimon choraminga. 

– Mas já? Acabamos de tomar café da manhã. 

– Também estou com fome. – Upamon declara com voz chorosa. 

– Eu também estou Miyako-chan. – Poromon anuncia e Miyako pega sua mochila de onde retira vários pacotes de chips, não era saudável, mas era o que tinha. 

Enquanto os Digimons comiam e os amigos conversavam Miyako lia a mensagem que chegara a seu celular. 
 

“Bom dia querida, 
Acho que ficará feliz em saber que Ken despertou de seu sono, ainda está meio confuso, mas já se alimentou e conversou conosco, no momento voltou a repousar. 
Tenha uma boa viagem, esperamos vê-la em breve. 
Sra. Ichijouji“ 

Esperamos vê-la em breve”. Será que Ken também pensava da mesma forma, não queria que ele se aproximasse dela apenas por culpa. Quem seria aquele que havia despertado? Como seria? O que iria enfrentar quando enfim se encontrasse. Nada de se acovardar, jamais, ela não era assim, nunca seria, enfrentaria de frente resolveriam todos os assuntos sem recuo, sem entrar na concha, ela não era covarde, nunca fora, não queria e não se deixaria ser. De toda forma seu coração estava aliviado em receber a noticia. 

– Bora magrela! – Daisuke chama a tirando de seus questionamentos, um caminhão estava parado a espera, parece que tinham conseguido carona. 

Correram para parte de trás do veiculo e entrara, fecharam as portas e o mesmo começou a seguir viagem. 

– Olha um Digimon?! – Chibimon fala animado se aproximam do pequeno Digimon de enormes orelhas que estava junto com um rapaz loiro. 

Todos arregalaram os olhos era mesmo um Digimon, aquele jovem é mesmo mais um digiescolhido? Aquilo é incrível, a coincidência fora demais e todos ficaram se encarando incrédulos enquanto os Digimons se socializavam normalmente. 

– Uau... Todos vocês tem um destes? Meu nome é Wallce e este é o Terriermon, muito prazer!


Notas Finais


Sinopse:
{Kaiseryako | + 18 | Conteúdo erótico | BDSM }

“Meus desejos são tão insanos e a minha loucura tão ardente, que rezo e torço sempre para que você esteja disposta e com energia para ficar acordada a noite toda...”.
[Paulo Ursaia]

Desejos reprimidos são pensamentos que perturbam Digimon Kaiser há muito tempo. Como se não bastasse os digiescolhidos para lhe infernizar, havia algo que tirava o seu sono a muitas noites, na verdade é uma garota... Sua inimiga Inoue Miyako.
Em uma disputa interna entre razão e luxuria, a segunda opção gritou mais alto, o levando planejar uma forma de como se aproximar da garota. A única solução foi sequestrar os digimons se seus amigos e propor um acordo de libertação: um noite de sexo.
O imperador acha que está com o jogo ganho, devaneia diversas formas de como dominar a digiescolhida entre quatro paredes, porém... Ah, porém, mal ele sabe que a garota é muito mais esperta do que pensa.
Atrás da pele de nerd inocente da "ovelhinha indefesa" temos uma mulher poderosa e autoritária, uma loba faminta que não bota para perder. Se for desobediente será punido com a dor, se for obediente será recompensado com prazer. Quem ganhará da disputa pela dominação?


"A dominação é a linha tênue entre a dor e o prazer..."

https://spiritfanfics.com/historia/dominacao-6798428



Obrigada a linda da @LadyIchijouji pela betagem do cap e até breve seus lindos!


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