História Ink - Capítulo 8


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Hozi, Soonhoon, Verkwan
Exibições 64
Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


geeeeeeente desculpa não ter atualizado domingo e nem segunda
é que eu tava meio afobada com umas coisas e.... bem, meu material de trabalho chegou ontem e me afobei mais ainda HSUAHAUHUH e tbm eu to tentando terminar de le rum livro antes do dia de ir viajar, então... desculpem
bem.. eu vou juntar alguns capítulos porque eu sei que não vai dar pra terminar a fic até dia 26, mas não se preocupem que os próximos caps vão sair maiores do que de costume XD

boa leitura

Capítulo 8 - Magenta Ink


Fanfic / Fanfiction Ink - Capítulo 8 - Magenta Ink

Magenta Ink

 

 

- Esse é o propósito, Soonyoung.

Os dois estavam lanchando em um lugar conhecido por todos na universidade, mas que, por incrível que pareça, ficava completamente vazio nos finais de semana. Ouviram dizer que o dono queria fechar aos fins de semana para ter um descanso, afinal não era fácil ter tanta gente para atender durante a semana – Jihoon sabia muito bem como aquele senhor se sentia.

Combinaram de última hora, mas nada que pudesse atrapalhar aquela pequena reunião. Estranhamente Jihoon que havia feito o convite, ele parecia animado enquanto Soonyoung falava da última música que mandara. Escutava tudo com atenção, focando, acima de tudo, nos detalhes.

Para Soonyoung, quando a música não era ouvida enquanto se assistia ao clipe, era fácil perceber que falava sobre amor. Porém, quando se assistia o clipe, não era um amor qualquer. Levara horas para chegar a conclusão – e rezava para que estivesse certa – de que a menina, ou o indivíduo, estava distante da mãe. Com isso, ela abre várias coisas que a faziam lembrar-se de quando era próxima de sua mãe e sai pelo caminho vestindo algumas coisas que, segundo vários adolescentes, poderiam fazer passar muita vergonha. De alguma forma todos aqueles itens a faz estar próxima de sua mãe, chegando ao fim do clipe.

- Ah, é? – Soonyoung duvidou. – Eu estava certo, então?

Jihoon riu.

- Sim, você está certo... Pelo o que eu sei – Jihoon bebeu mais um gole de seu suco de morango. – É como na arte, não? Você nunca sabe realmente o que o artista quer dizer com suas pinturas.

- Depende – Soonyoung interviu rapidamente. – Há algumas que são fáceis de perceber, outras não.

- Por exemplo?

- Mona Lisa – disse como se fosse a coisa mais simples do mundo. – Só revivendo o pintor pra saber o que ela representa.

Jihoon pareceu pensar sobre.

- Acho que nem mesmo conseguimos interpretar uma música... Quer dizer, conseguimos saber a mensagem que ela passa, mas nunca seu verdadeiro significado.

- Na arte você não consegue nenhum dos dois – Hoshi riu nasalmente. – Acho que nem mesmo a pessoa mais inteligente do mundo conseguiria.

- Se alguém conseguisse, esse alguém então seria a pessoa mais inteligente do mundo, Soonyoung.

Era incrível a capacidade de Jihoon em descrever coisas impossíveis com palavras simples que, quando soltas, se tornavam complicadas. Para dizer a verdade, Soonyoung o achara complicado desde o primeiro dia que conversaram. Toda aquela história de sentimentos expressos... Hoshi permanecia na ideia de que só uma coisa podia ser revelada e, aos poucos, ficava mais extensa até existir algo concreto. Entretanto, para o estudante de música, é impossível que algo tenha um só sentido, como todas as palavras existentes.

Assim se iniciou um novo conflito. Se antes achava que tudo pudesse dar errado entre um advogado e um médico juntos, agora ele tinha certeza de que um artista plástico e um músico eram bem pior. De qualquer forma, Soonyoung se esforçaria ao máximo para entender melhor a cabeça daquele pequeno ser de grandes mistérios.

- Muito bem... E o que você me recomenda agora? – Soonyoung disse após um longo tempo sem vozes. Antes somente o barulho do canudo de Jihoon cortava o silêncio.

- Não sei – ele respondeu sincero. – Acho que vou levar um tempo para saber o que te falar. Deu um branco bem grande na minha cabeça.

- Que coisa... Músicos são sempre estranhos assim?

Jihoon arqueou uma sobrancelha e Soonyoung ficou com medo de ter ofendido o mais baixo. Antes que pudesse se desculpar, caso houvesse razão, Jihoon respondeu:

- Somos mais estranhos para nós mesmos – ele coçou o pomo de adão. – Se pra vocÊ é ruim, imagine pra nós. Ao contrário de artes plásticas, é muito difícil fazer música. Por isso sempre somos taxados como pessoas esquisitas.

Fora a vez de Soonyoung arquear uma sobrancelha – esquerda, com mais exatidão. Refletiu sobre o que acabara de ouvir.

- Meu conhecimento sobre sua área é menos que o mínimo, Jihoon – começou a dizer, sem rumo. – Todavia, posso te assegurar que artistas plásticos têm muito mais dificuldades do que os músicos... – e teve uma ótima razão. – É muito mais difícil se expressar através de um pincel do que palavras.

 

 

 

Quando os cenários, trilha sonora, roupas e todos os preparativos para a peça estavam prontos, todos os atores e atrizes começaram a experimentar tudo. Não só para terem um acesso melhor aos conteúdos, mas para ver se havia algo de errado com medidas, luzes e outras coisas.

Soonyoung acompanhava tudo de perto, sendo lembrado a todo instante que receberia punição caso contasse a alguém alguma coisa exclusiva daquela peça – era um trabalho semestral, afinal de contas.

Ficara sabendo que eles faziam aquilo todo semestre, mas daquela vez parecia ser muito mais sério. Pôde perceber pela tensão dos alunos – fora os colaboradores de outras áreas – a cada instante, mesmo que não estivessem apresentando normalmente. Seria aquilo algum tipo de teste para uma carreira profissional? Se fosse... Hoshi vasculhou seu cérebro atrás de imaginações a respeito de sua possível audiência como artista plástico. Estaria tão nervoso quanto aqueles ali presentes.

Então, Jihoon viera a sua mente. Como seria uma audição para músicos? Teriam de ser muito bons para que pudessem chegar ao final de cada etapa? Programas de televisão passaram como um flash em sua visão, aumentando seu interesse sobre o assunto. Conversaria com o baixinho depois sobre – isso se o mesmo já não tivesse feito algum antes.

- Você parece triste – ouviu uma voz masculinha meio doce ao seu lado. Virou-se, dando de cara com um garoto bem magro de cabelos castanhos. – Está passando mal?

Levou um tempo para que Soonyoung entendesse o que ele queria dizer.

- Ah! – agitou-se. – Não, estava apenas pensando sobre o que ‘tá acontecendo, nada demais.

- Como assim?

- Vocês parecem agitados.

Ele pareceu entender, mas hesitou durante um tempo.

- Bem, é a primeira vez que fazemos algo sério desse jeito – ele explicou, colocando alguns fios teimosos para trás, sem sucesso. – Normalmente fazemos algo somente para os professores da nossa área, mas agora vai ser algo mais extenso, como um filme ao vivo. Por isso que pedimos ajuda de outros cursos, tendo o consentimento de que serão reconhecidos depois.

- Vocês estão fazendo algum tipo de audiência?

- Mais ou menos – ele respondeu nervoso. – Alguns canais de televisão virão nos ver no dia, por isso estamos desse jeito. É a primeira vez, sabe?

- E vocês ficaram sabendo antes do planejamento ou quiseram assim?

- Foi algo surpresa – Junhui apareceu na cadeira à frente de Soonyoung. – Além do mais, os atores e atrizes principais estão no último período, então... Não é tão ruim quanto parece. Por incrível que pareça, é até melhor do que todos os trabalhos que já fizemos antes.

- Quer dizer que os colaboradores-

- Sim, mas só se quiserem aparecer – Junhui interviu, adivinhando o que Soonyoung diria. – Será até legal pra quem procura uma carreira profissional antes do tempo.

- Acho que o líder da produção musical quer algo assim – o de cabelos castanhos disse. – Ouvi dizerem que o sonho dele era fazer um grande show aqui na universidade, mas não para se gabar ou coisa do tipo. Ninguém que sabe disso tem conhecimento dos interesses dele, mas não ousam a colocar maldade em tal.

- É o que todos querem, Minghao – Junhui riu. – Acho que ele só quer intreter.

- Dizem que ele é uma fera.

- E é – Soonyoung, que até então estava meio calado, revelou. – Ele te olha de um jeito assassino, mesmo que esteja fazendo aegyo e coisa do tipo.

Minghao e Junhui gargalharam.

- Temos que voltar a ensaiar.

Eles saíram apressados, voltando para o palco e indo para os bastidores. Provavelmente o pessoal de moda já estava cansado de tanto reparar tecidos e medir tudo de novo. A culpa era dos atores que, talvez, estivessem fazendo dieta ou ao contrário. Suspirou, querendo saber o motivo de estar ali sentado sem fazer nada. Poderia estar em seu quarto descansando o corpo, mas algo o estava prendendo ali dentro.

Fechou os olhos e relaxou a pose na cadeira acolchoada, procurando conforto. Um bom som de ondas alfa seria perfeito, mas ele estava sem fones e a agitação das pessoas – mesmo que poucas – ali dentro iria impedi-lo de relaxar.

- Um som pode representar tudo – alguém falou em seu ouvido e rapidamente reconheceu quem era.

- Isso é um rebate para o que eu disse antes? – sorriu, abrindo os olhos e tendo a figura do baixinho perto de onde estava.

Ele se sentou, colocando algo que parecia um estojo de violino em cima da cadeira do lado. Vestia roupas meio formais como sempre, mas Soonyoung se superava. O artista plástico vestia uma camisa social de manga média azul marinha, calça preta em sarja, tênis sapatilha também preto e um relógio branco de pulso. Jihoon, por sua vez, vestia blusa social branca de manga curta, calça vermelha também em sarja e bota Timberland marrom clara. O cabelo roxo estava penteado para trás.

- Não sei, leve como quiser – riu, voltando sua atenção para o ambiente. – O que está havendo? Parece até que o prédio vai desabar.

Soonyoung então explicou tudo com as informações que tinha – que não eram muitas – sobre o trabalho e aproveitou para fazer sobre o reconhecimento dos colaboradores no final de tudo. Jihoon, ao contrário do que o loiro pensou, ficou neutro para com a situação. Quis falar sobre Minghao saber de seus planos, mas ficou quieto ao ouvir as melodias escolhidas começarem a tocar.

Dito e feito. O músico havia mudado o tom dos arranjos, mas manteve a suavidade e originalidade. Ficou maravilhado com a versão acústica de A Beautiful Lie e Fantasy. Os instrumentais se mantiveram porque, segundo ele próprio, estavam no tom ideal para o tema da peça. Soonyoung achou incrível a capacidade do baixinho de ter combinado diversos temas de música épica sem desviar qualquer instrumento.

- Entreguei agora pouco – ele comentou ao ver as caretas que Hoshi fazia. – Estão testando.

- Bom, creio eu que esteja tudo bem. O pesado A Beautiful Lie não encaixa muito bem no tema que eles escolheram... Ou foram forçados a fazer. Aliás, Jihoon, você já fez alguma audição?

- Para quê?

- Para alguma gravadora, agência...

- Já tentei, mas tive que faltar no dia – ele revelou, parecendo triste e decepcionado. – Minha mãe ficou uma fera, pois teve que pagar uma fortuna para a inscrição.

- E por que você não foi?

- Acabei ficando para recuperação em uma matéria e a prova era justo no dia. Claro que eu poderia ter me esforçado e terminado a prova um pouco mais cedo, mas... Acabou não dando.

Soonyoung quase riu se não fosse tão trágico.

- Sinto muito. Vai fazer de novo?

- Creio que sim. Isso se o salário que recebo permitir. A inscrição vale uns mil euros ou mais, Soonyoung. Parece que é algo fácil, mas, quando você vê, tudo perde seu encanto.

O loiro suspirou, voltando a sentar normalmente na cadeira.

- Bom, tenho que ir para a minha aula – Jihoon disse, levantando-se depressa. – Até depois, Soonyoung.

- Até...


Notas Finais


nos vemos no próximo?
see you SOONyoung


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