História Innocence lament - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 49
Palavras 1.459
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Para não ficar muito repetitivo tentei dar um final um pouco mais alegre a está história...
A inspiração para ela veio das músicas "Eu sei" e "De janeiro a janeiro"...
Inicialmente pensava em fazer eles sofrerem um pouco mais, mas seria crueldade demais, então deixei assim...

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Innocence lament - Capítulo 1 - Capítulo único

Céu límpido e águas rasas

Para aqueles que apenas veem o que sou por fora jamais serei nada além de uma fonte na qual depositam seus desejos egoístas. Muitas pessoas dizem sentir inveja da vida que tenho, mas então por que não consigo ser feliz assim?

Desde que nasci possuindo estigmas em meus pulsos as pessoas me veem como “uma criança abençoada”, por isso me perseguem fazendo inúmeros pedidos desesperados. O que mais lhes atrai não é alcançar a felicidade, são dominados completamente pela ganância e luxúria.

Realmente, possuo a capacidade de realizar quase todos os pedidos que a mim são feitos, mas isso não significa que concedo todos. Apenas aqueles que são feitos de coração pedindo algo necessário sem a intenção de prejudicar ninguém, essas são as condições que empunho. Há limites impostos a mim também: não posso ressuscitar os mortos ou fazer com que duas pessoas se apaixonem; cada vez que realizo um dos pedidos uma grande quantidade de energia é drenada do meu corpo. Se alguma ação minha for egoísta ou vista como algo ruim, estás marcar em mim começam a doer até fazer com que eu desmaie.

Posso ouvir todos os pensamentos daqueles que me rodeiam, acho que isso é o pior de tudo, não posso nem ao menos sair do templo devido ao número consideravelmente grande de pessoas que vivem nesta pequena ilha. Apesar de ser uma pequena ilha o porto está sempre cheio, em uma condição dessas se torna impossível sair sem carregar este fardo junto comigo, para onde quer que vá sempre estarei estressado por ter que manter o EU que eles idealizam. Ao menos posso tirar um pouco de vantagem de tudo isso, mesmo sendo mínima, todos os moradores daqui me respeitam.

Repentinamente o que parecia mais um dia comum se tornou um alvoroço. Alguns pescadores haviam capturado algo que chamara a atenção. Pouco após lançarem suas redes ao mar alguma coisa se prendeu a elas, inicialmente pensaram ter sido um coral, mas ao verificarem se depararam com uma criatura que pensavam existir apenas mitologicamente.

Detesto multidões por causa de seus pensamentos inquietantes, mas a curiosidade falou mais alto. Ao me aproximar do navio de pesca todos os demais se afastaram, porém mantendo os olhos focados no que estava preso às redes. Diante de meus olhos havia uma das mais famosas criaturas marinhas da mitologia, uma “sereia”? Lembro-me que neste momento comecei a rir sem parar, pois quem seria capaz de acreditar instantaneamente em algo assim? Mas assim que olhei de perto minhas dúvidas desapareceram.

Está “sereia” possuía muitas cicatrizes em seu corpo, assim como as marcas que as redes de pesca lhe deixaram. Mesmo sendo meio confusos, consegui ouvir a fraca e baixa voz de seus pensamentos... Tudo que eles transmitiam era um pedido suplicante de socorro e um choro desesperado lamentando.

Mandei que deixassem-me decidir o que fazer com tal criatura e que a levassem para o templo, deixando-a sob minha proteção. Inicialmente não sabia o que fazer, então o coloquei na banheira com um pouco de sal na água, mas isso parecia lhe trazer sofrimento, no entanto não tinha nenhuma outra ideia de como lhe ajudar. Se isto estava sendo difícil para mim imagino como não foi para ele. Sim ELE. Só porque o chamamos de “sereia” não quer dizer que seja uma garota. Sua pele é muito pálida, tanto quanto papel; olhos azuis; longos cabelos negros; escamas e nadadeiras por todo o corpo...

Cansado do turbilhão de pensamentos que ouvi ao redor do templo hoje, decidi descansar e fui me deitar. Na manhã seguinte quando entrei no banheiro não o encontrei. O chão estava todo molhado formando rastros, os segui e o encontrei, mas o que vi não era mais àquela criatura que os pescadores capturaram, era apenas um jovem rapaz confuso, que nem mesmo sabia falar ou andar.

Na frente do templo haviam milhares de pessoas curiosas para saber o que eu havia decido fazer com a “sereia”. Quando lhes contei o que acontecera, mesmo sempre ter sido respeitado fui chamado de mentiroso. Desde este ocorrido ele ficou morando comigo.

Assim como se estivesse cuidando de uma criança tive que ensina-lo a viver como “humano”, o primeiro passo foi lhe dar um nome, Souta. Aprendeu rápido a se movimentar e hoje, passados quatro meses, me ajuda cuidar das tarefas no templo, mas fica a maior parte do tempo com as plantas. Porém, mesmo assim não é capaz de falar, por isso uso minha habilidade em ler mentes para me comunicar com ele. Seus ouvidos são sensíveis por isso evita contado com pessoas, e ao entrar na água volta a sua verdadeira forma. Não pode ficar muito tempo sem ter contado com a água do mar, então todos os dias após todos na ilha se deitarem vamos para a beira da praia para que ele se “recupere” o que não foi uma boa ideia.

Certo dia, durante uma de nossas saídas a noite um grupo de pessoas que nunca havia visto por aqui aparecrram e o viram. Na manhã seguinte foram até o templo levando um documento que dizia serem “donos” de Souta, claro que nos os deixei leva-lo, mas isso me trouxe problemas. Cada vez o número de pessoas que ainda acreditava em mim diminuía, então fiz algo que custou-me um alto preso mais tarde, usei de meus dons para manda-los embora, a consequência deste ato “egoísta” foi uma dor imensurável e uma alta perda de sangue saindo de meus pulsos.

Em meio aos seus bagunçados pensamentos desenvolveu-se dois sentimentos: medo e... amor? Sem sequer entender sobre o que aquelas pessoas falavam um medo desconhecido surgiu, assim como o... amor. Sua mente era inocente como a de uma criança, então sequer compreendia o que ele mesmo sentia. Com o tempo também comecei a possuir sentimentos por ele que nunca havia experimentado antes, mas como isso é possível? Mal nos conhecemos e nem ao menos sei nada sobre ele...

Deixando isso de lado, segui minha rotina diária, mas algo me incomodava. Comecei a pesquisar sobre as pessoas que diziam serem “donos” de Souta e descobri que fazem parte de uma empresa que foi acusada inúmeras vezes de fazer experimentos ilegais, ouvi falar que eles também usavam humanos como “cobaias” o que explicaria eles quererem leva-lo.

Não se deram por vencidos e voltaram à ilha para leva-lo, mas desta vez o próprio líder do grupo veio, oferecendo-me o quanto de dinheiro quisesse pelo garoto. Lhes perguntei o porquê de o quererem tanto, mas disseram-me ser confidencial. Mais uma vez partiram irritados, porém desta vez foquei em prestar estrema atenção em seus pensamento e assim descobri um pouco sobre Souta e sua origem. Sua mãe era uma das cobaias humanas, ela foi abusada por um dos cientistas que conduzia a experiência. Quando seu filho nasceu ela o atirou na água com ódio pelo que lhe fizeram e também porque depois de tantos anos tendo diversos tipos de produtos inseridos em seu corpo sua mente já não era mais a mesma. Após isso ela cortou o próprio pescoço e se jogou, mas seu corpo nem sequer chegou a cair na água, pois dissolveu-se antes.

Descobrindo tudo isso, meus sentimentos por Souta ficaram mais claros, eu o amava. Porém quando voltei não o encontrei. Já era tarde da noite, imaginei que havia ido até a praia mergulhar. Bem, foi exatamente isso que aconteceu, mas diferente das outras vezes ele não voltou mais. Talvez tenha sido por medo ou talvez tenha se cansado de conviver com tantas pessoas ao seu redor.  Não sei o que o levou a partir. 

Isolei-me no templo, não recebi mais nenhuma visita por dias. Indignados, os moradores invadiram, e não havia mais ninguém ali. Parti em um pequeno barco que possuía, levando apenas algumas das flores que Souta tanto cuidava. Pétala por pétala, fui jogando no mar na esperança de que ele as seguisse. Ironicamente, cada vez que chorava começa a chover, era como se o céu transmitisse meus sentimentos. Durante dias o silêncio da solidão foi minha companhia, até que o encontrei. Não conseguia acreditar que realmente havia o encontrado. Me atirei na água neste mesmo momento e sem pensar duas vezes o agarrei dando-lhe o beijo que tanto ansiava. Incapaz de me responder com palavras, agarrou-me me envolvendo em um seus braços, intensificando ainda mais nosso beijo.

Fui levado até as margens de uma pequena vila, onde construímos uma casa afastada de todos os demais e ficamos morando. Um lugar onde ninguém sabia quem éramos, onde pudemos viver em paz sem nos perseguirem. Duas pessoas que foram abandonadas e eram vistas como incomuns, uma que não podia falar e outra que lia mentes. Uma completando a outra, alcançaram sua tranquila felicidade após todo seu sofrimento.


Notas Finais


Espero que minha pequena história tenha trazido um bom sentimento a vocês...
Tento trazer para quem lê minhas histórias o sentimento que o próprio personagem está sentindo...
Bem é isso, obrigada a todos que leram... Até a próxima! #Anonny


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