História Innocens - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jikook, Kookmin, Lemon, Taegi, Yaoi
Exibições 151
Palavras 2.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ANNYEONG~~ VOLTEI
meu santinho caralho alado
100 favs no prólogo?
AAAA EU AMO VCS POR ME APOIAREM ASSIM
espero que gostem do cap, q pode ter ficado um pouco estranho, tô um pouco apressada por estar em semana de provas :/
*leiam a nova sinopse*
enfim
BOA LEITURA SZ

Capítulo 2 - Credo in iure innocentia.


Fanfic / Fanfiction Innocens - Capítulo 2 - Credo in iure innocentia.

Acreditar

verbo

1. transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo; aceitar, estar ou ficar convencido da veracidade, existência ou ocorrência de (afirmação, fato etc.); crer.

2. transitivo indireto; supor ou intuir boas intenções, finalidades; confiar. (...)

3. transitivo direto e pronominal; tornar(-se) digno de estima e confiança.


Innocens

Capítulo 1 - Credo in iure innocentia.

Acredito no direito da inocência.


"Tenho que ir..." A voz sai arrastada e manhosa, os dedos finos deslizam até o rosto alheio e os dígitos se arrastam pela pele clara. "Já se passou muito tempo."

"Não..." Hoseok murmura, apertando os dedos da destra pelo pequeno pedaço de pele que alcança, por baixo do tecido fino. "Você não tem que cuidar dos malditos."

"Claro que tenho, é meu trabalho." O acastanhado ri, enquanto começa a abotoar os primeiros botões da camisa do uniforme. Mas, para, ao sentir as mãos fortes do outro puxarem-no para mais próximo, fincando mais as pernas cruzadas em torno da cintura alheia, tornando impossível que saia do colo dele.

"Achei que já havia aprendido, Seokjin." O ruivo sussurra e sorri, deslizando o nariz pela bochecha do outro e, então, morde levemente a pele abaixo de seus lábios. "Seu trabalho é ser minha vadia." Um arrepio se alastra por toda a espinha do Kim, e isso o faz engolir em seco e Hoseok rir, apenas porque ama dominar e ama ser temido. Deixa um tapa nas laterais de uma das coxas de Jin e aperta a carne quente entre os dedos. "Eles não merecem o tempo da minha princesa."

"Sou sua vadia ou sua princesa?" Indaga, simplista, os lábios próximos o suficiente para que encostem aos alheios, enquanto fala.

O Jung ri e arqueia as sobrancelhas, leva a mão livre até os fios escuros do outro e acaricia. "Pode ir, mas quero minha recompensa por isso."

Seokjin sorri grande e sela os lábios aos de Hoseok, antes de se levantar e ajeitar as roupas mal postas. Alcança sua maleta, sobre a mesa, e lembra-se de que devia falar com o homem. Devia falar com ele antes que as mãos do mesmo estivessem o tocando, antes que estivesse o beijando e antes que estivesse no colo dele. Como sempre. Pois o delegado não se importa com os detentos ou os outros funcionários, não se importa com as atrocidades acontecendo dentro das celas. Quando está com Seokjin, apenas quer tocá-lo e senti-lo, e isso é doentio e faz o mais velho arrepiar-se por inteiro.

"Os remédios estão acabando." Hoseok faz menção de rir e arqueia novamente as sobrancelhas, cruzando os braços em frente à seu torso. Jin continua: "Não aja assim, eu não quero ver mais mortes aqui dentro."

"Ouça, bebê" Ele se levanta e apóia-se sobre os punhos, curvando-se sobre a mesa. "Esses animais matam a si mesmos, então os deixe morrer."

"Eles ainda são humanos!" Retruca, curvando-se na direção do outro. "E nem todos são realmente culpados..."

"A prefeitura está falida e pouco nos ajuda com comida, acha que temos verba pra remédio? Acha que eu vou tirar do meu próprio bolso pra cuidar da saúde desses vermes, simplesmente porque você acredita que alguns sejam inocentes?" Responde, calmo, e leva o indicador até o peito de Jin, o afastando. "Você nem ao menos devia estar cuidando deles, não é médico."

"Mas estamos sem um, e você sabe que é meu sonho." Murmura baixinho, quase que choramingando.

Hoseok levanta a mão até tocar o rosto alheio, acaricia uma bochecha e sorri pequeno. "Achei que já havia esquecido que ainda pode sonhar."

"Eu..." Afasta a mão dele de seu rosto, com delicadeza. "Eu tenho mesmo que ir."

Assim que Jin sai bruscamente da sala, Hoseok se senta e suspira alto. Jin é bondoso demais e delicado demais para trabalhar onde trabalha, e isso é preocupante.


Enquanto Seokjin avança por um dos corredores extensos, checa as informações em sua prancheta e cantarola baixinho; agradece por estar no horário de almoço e a maioria dos detentos estar no refeitório, menos alguns novos que, certamente, haviam sofrido algum tipo de agressão.

Ele pára à frente de uma das celas e observa os únicos dois detentos lá dentro, ambos desacordados, na mesma cama. Risca uma seta ao lado do nome de Jeongguk e anota também o de Park Jimin, suspirando pesado, logo após. Checa o horário, em seu relógio de pulso, e chama um dos carcereiros.

"Quero que os leve para enfermaria e..." Começa, mas logo é atrapalhado pelo outro, que arqueia as sobrancelhas grossas.

"Tá louco, é? Sem o doutor Choi, do que adianta levar eles pra lá? Você não disse que iria cuidar apenas de coisas simples e dentro da cela?" Reclama, falando alto demais, e isso dá nos nervos de Jin de maneira inexplicável; ele passa os dedos pela testa e fecha os olhos, por alguns segundos.

"Eu não vou deixar ninguém morrer, e posso muito bem fazer o que ele fazia. Bem, menos aquilo que ele fazia, de transar com o Jiyong, enquanto você vigiava a porta, não? Acha que Hoseok gostaria de descobrir? Bem, eu acho que não." Ele sorri, quando o outro arregala os olhos. O impede, quando o mesmo abre a boca para falar algo, apenas pendendo a cabeça pro lado e indicando que ele deveria fazer o que havia mandado. "Obrigado. Muito gentil, você."

O homem volta à sua prancheta e, decidido, risca a pequena lista abaixo do nome de Jeongguk.

Os outros podem ficar para depois.

                                 • • •

Jeongguk sente cada parte de seu corpo reclamar; é difícil até mesmo abrir os olhos, pois os pequenos cortes, próximos dos cantos destes, ardem. Fecha as mãos e aperta envolta aos punhos, não é preciso muita tentativa de fazer qualquer movimento, para que perceba as algemas em torno de seus pulsos. Tenta sentar-se, mas, logo, cai de volta na maca, pois seu corpo está fraco o suficiente para que não consiga manter-se equilibrado, assim como sente a dor em cada músculo tenso.

"Não adianta se forçar assim." A voz, que soa fraca, atravessa o cômodo, fazendo com que Jungkook procure de onde veio, só então percebendo o homem, na maca ao lado. "É só esperar, que vão te ajudar."

"Alguém me ajudar? Nesse lugar?" Indaga, alto o suficiente para soar como um grito, e receber um olhar reprovador de Jimin.

"Apenas não dificulte as coisas para si mesmo." O mais velho murmura baixo, remexendo-se incomodado na maca, por conta dos pulsos presos.

"E o que fizeram comigo?" Jeongguk pergunta, e pode sentir os dedos tremerem, apenas pela ansiedade para a resposta.

"O que acha?" O loiro indaga, calmo, passa a língua sobre o lábio inferior e sorri um sorriso que Jeongguk só pode classificar como estranho. Ou, talvez, suspeito. E ele não pode responder, não consegue abrir a boca, apenas fechar os olhos e sentir-se enojado, ao imaginar o que poderiam tê-lo feito. "Ah, se acalma, não foi isso." Jimin ri alto e junta mais as pernas ao corpo, podendo encostar a cabeça sobre os joelhos e observar Jungkook. Os fios loiros caindo sobre os olhos, e o mais novo pode perceber o rosto marcado por alguns hematomas e cortes finos. "Eles só te bateram. Aquilo, eles fizeram comigo." O som do aço das algemas se chocando com o ferro da maca ecoa pelo cômodo e Jimin xinga, pois apenas queria cobrir os olhos antes que lacrimejassem.

"Por minha culpa?" Jeongguk tenta sentar-se novamente, e, dessa vez, consegue apoiar o peso sobre os joelhos e observar melhor o homem ao seu lado. Este, que, balança a cabeça e fecha os olhos.

Antes que possa responder, a porta é aberta, e Seokjin passa por ela, com um grande sorriso em seu rosto.

"Que bom que já estão acordados!" Ele exclama, animado, enquanto caminha até a mesa, no canto da sala, e deixa sua pequena maleta sobre ela. "Então, o que aconteceu, dessa vez?" Vai até Jimin, enquanto espera a resposta. Alcança a chave no bolso e solta as algemas dos pulsos machucados do homem. Desliza os dedos pela pele avermelhada, com delicadeza, e sorri pequeno. "Não se esforce assim, bebê. Não precisa, é só me esperar um pouco." Ele fala, baixo, mas não o suficiente para que impeça Jeongguk de ouvir, e acaricia uma bochecha do Park. "Agora, conte."

"Foi o mesmo de sempre, Jin-ah." O loiro murmura, ao que esfrega os dedos pequeninos pela própria pele avermelhada. "Ele precisa de mais cuidados que eu." Olha por cima dos ombros e pode ver o quão intrigado e encolhido Jungkook está.

Seok assente e sorri para o menor, novamente, para depois caminhar lentamente até o moreno. Analisa, mesmo que de longe, os machucados que este tem na face, e suspira aliviado, ao ver que a pancada na cabeça não fora forte o suficiente para causar algum mal maior para o homem.

"Hum... Deixe-me ver." Ele sussurra, mais para si mesmo que para qualquer outro ali, e aproxima a destra do rosto alheio. O mais novo se mexe bruscamente e as algemas fazem barulho. "Ei, eu não vou lhe fazer mal." Ele, a contragosto do outro, segura o queixo dele e analisa os cortes e hematomas. "Foi só isso?"

Jeongguk sente a dor no estômago, causada pelas pancadas que houvera levado, assim como em partes de sua perna, mas se recusa a falar algo. Engole em seco e maneia a cabeça, em negação.

"Você teve sorte." O acastanhado sorri novamente e desliza os dedos finos pela pele facial de Jungkook. "Será fácil cuidar disso, logo, você ficará bem."

Enquanto Jin se afasta, para pegar seu pouco material, Jimin vira-se, para olhar o mais novo. Ele tem uma sobrancelha arqueada e o olhar curioso. Jungkook dá de ombros e finge não perceber, o que se torna difícil, pela maneira como o Park o observa. Os lábios sendo puxados pelos dentes e a cabeça pendida ao lado e, Jeongguk, como o bom psicanalista que é, ou foi, pode perceber que isso é uma mania, pela quantidade de vezes que este o fez. Mas, não deixa de ser adorável. Porém, Jeongguk não admitiria isso nem a si mesmo. Pois o homem à sua frente, mesmo que pareça lindo e delicado, é um detento, e se está lá, é porque algo fez e pode ser um belo psicopata. Descendo o olhar pelo torso do outro, pode enxergar a pele marcada por algumas marcas roxas, que o Jeon sabe muito bem do que se tratam, e isso o faz engolir em seco novamente e espremer os olhinhos, por curtos segundos. Chega às mãos pequeninas, que estão juntas à frente dos joelhos deste, que ele abraça. Outra mania de Jimin; essa, um tanto mais adorável.

Ele pensa em indagar o porquê de Jimin não estar usando as algemas, e de Jin confiar nele, mas, por fim, resolve apenas ficar calado, enquanto o mais velho dos três de aproxima dele, com algumas gazes e algodões em mãos.

"Quer ajuda, hyung?" Pergunta Jimin, sem realmente desviar o olhar do de Jeongguk, apenas aproximando mais as pernas ao seu tronco, encostando a cabeça sobre joelhos.

Seokjin ri baixinho e nega com a cabeça. "Fique bem onde está, Jimin-ah."

Jimin sorri pequeno, o que faz Jeongguk se questionar sobre como é possível. Onde está e tendo sofrido o que sofreu, ainda pode sorrir e ser calmo e delicado como parece ser.

É, se tivesse um de seus caderninhos para anotações, Jeongguk alistaria uma sequência de crises comportamentais para explicar isso. Arriscaria suas analises anteriores e desenharia setas as ligando, faria uma de suas arrumadas bagunças para analisar mentes humanas. A mente de Park Jimin parece ser interessante, e Jeongguk pode quase esquecer-se de onde está e do arder sobre sua pele, quando Jin arrasta, com delicadeza, o algodão pelos ferimentos.

"Ei!" Jimin resolve finalmente quebrar o contato, até então, apenas visual, chamando-o. Jungkook o observa atento e com olhos arregalados. "Você é sadomasoquista, é?"

O mais novo franze o cenho, e pode ouvir Jin rir baixinho. "Seus pulsos. Pare de os forçar nessas algemas enferrujadas." Explica, enquanto termina de limpar o último ferimento na face alheia.

"Eu não consigo ficar parado, com isso em mim." Murmura baixo, mexendo novamente as mãos, o que faz Jimin revirar os olhos.

Jin se afasta dele e o observa, agora estando mais longe. Busca, em sua memória, a ficha dele, e é quando se lembra que é um dos detentos que mais devia dar atenção. Apenas por ser exatamente igual à Jimin.

"Quando foi o dia do crime?" O acastanhado pergunta, enquanto se aproxima de Jimin, para cuidar do loiro, que não parece realmente interessado na resposta de Jeongguk.

"Eu não sei, eu só..." O moreno para por algum tempo, fechando os olhos e parecendo agoniado, um barulho alto ecoa pelo cômodo quando ele se esquece das algemas e tenta levar as mãos ao rosto. "Acordei numa maldita noite de halloween e tinha..." Ele suspira alto e torna-se ofegante, mordendo os lábios forte e fechando e abrindo os olhos seguidas vezes. Jimin parece bem mais interessado, e segura delicadamente o pulso de Jin, para que possa ver melhor a catástrofe que Jeongguk parece ser à sua frente. "Sangue, e uma criança, eu..." Ofega alto e desiste de continuar, as lágrimas deslizando sem controle por seu rosto.

Jimin sente suas próprias lágrimas molharem as bochechas. Imagens e sons e cheiros vêm a sua mente e ele se sente como não se sentia há um bom tempo, pois fora apenas acostumado a esquecer e ignorar seu passado, já que, de lá, não havia escapatória ou solução. Nada além de aceitar e sofrer. Aceitar sofrer.

Pelo que parece, Jeongguk tem muito mais em comum com Jimin que o mesmo poderia imaginar. E ele não sabe dizer o que isso significa, ou se pode ser bom ou ruim. Mas, no momento, tudo que pode confirmarr - e, quase, se lembrar - é que eles merecem liberdade, e ela parece estar tão longe que possa ser considerada impossível de se alcançar.


Notas Finais


ps. n esperem personagens (muito) lúcidos e normais

comentem o que estão achando e até o próximo, bjs essize


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