História Innocent Sinner - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold, Metallica
Personagens James Hetfield, Johnny Christ, Kirk Hammett, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Armas, Assassinato, Drama, Psicológico, Tortura, Vingança
Exibições 15
Palavras 2.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ CREMOSAS!
Como vocês estão lidando com esse final de ano hein?? Eu to só o pó da rabiola, cheia de coisa da vida e ainda arrumando tempo pra procrastinar e vegetar, mas no meio disso tudo está me faltando uma força de vontade (e inspiração) para escrever. 2016 tem que acabar logo porque não to mais sabendo lidar D: hauhsua
Espero que vocês não tenham me abandonado (sério, tem tanta coisa pra acontecer, vocês a única razão para eu continuar atualizando e escrevendo <3).
Vamos ao que interessa! \o/

Capítulo 4 - Ego


Fanfic / Fanfiction Innocent Sinner - Capítulo 4 - Ego

Hunter não visitou seu prisioneiro pela manhã. Às dez em ponto estava tocando a campainha da casa amarela com Gates em seu encalço. Pelos carros estacionados na rua sabia que todos os seus atuais clientes já estavam ali dentro esperando por ela.

— Ah, ei. — foi atendida pelo mais baixo de todos que logo foi abrindo espaço para ela passar. — James, ela chegou.

Entrou na sala esfregando os coturnos pretos no tapete de boas vindas e avistou Hetfield vindo do corredor e Zacky jogado no sofá. Como sempre, Zachary tinha pose e olhar de predador. Era visualmente vaidoso: usava o cabelo curto penteado com gel, brincos nas orelhas, sobrancelhas feitas e camisa de botões meio-aberta, deixando a tatuagem do peito à mostra. Assim que viu Hunter, esticou o nariz para cima analisando a moça com pompa como se a visse pela primeira vez.

— Você é sempre pontual. — Hetfield cumprimentou a visitante com um balançar de cabeça. — Você não vai me cobrar mais caro por causa disso, vai?

Ela sorriu para o mais velho e balançou os ombros se divertindo.

— Me acompanhe, por favor.

Seguiram ela e os outros três para o escritório do dono da casa. O cômodo era apertado, escuro e abafado porque as janelas e cortinas estavam sempre fechadas. O papel de parede era feio, antigo, e as duas poltronas posicionadas nos cantos eram duras e desconfortáveis como se já tivessem muito gastas. A moça se sentou na cadeira à frente da mesa de mogno. Hetfield tomou o assento principal revestido de couro, Zachary se jogou em uma das poltronas vermelhas, Gates na outra, e Johnny preferiu ficar em pé recostado à porta fechada.

— Certo Hunter — o mais velho se ajeitou na cadeira jogando os ombros para trás. — Diga-me: você já tem alguma observação sobre ele? Como ele reagiu à minha presença ontem?

— Bom, ficou surpreso, é claro, mas compreendeu sua atitude. No fundo talvez ele já esperasse que você o procurasse.

— Compreendeu minha atitude? — o velho soltou uma risada seca. — Ele foi debochado e insolente como um bom verme que é.

— Posso dizer que o que realmente o deixou atordoado foi saber que Zachary e Johnny estão com você nessa. — ela continuou. — Ele ficou pálido como uma vela.

— Por que contou a ele? — Zacky se intrometeu. — Eu lhe disse que queria ver a cara que ele faria ao me ver. Você não deveria...

— Você não me diz o que devo ou não fazer, Zachary. — cortou-o sem mesmo olhar para trás.

— Cale a boca, você é só uma garotinha petulante que presta serviços a mim.

— Eu presto serviços à Hetfield. — desta vez rodou na cadeira para encará-lo. — Você é só uma ratazana aproveitadora e cínica, Zachary. Sinceramente, me diga uma coisa: como conseguia olhar na cara do Matthew quando o visitava na cadeia? Você merece um prêmio de atuação.

— Vai se foder!

— Calem a boca! — Hetfield interveio. — Zack... — respirou fundo para tomar paciência. — Cale a porra da boca, por favor. Hunter continue.

Just one more fight about your leadership

And I will straight up

— Certo. — suspirou. — Olhe, eu não acho que ele seja tão insolente assim como imaginei. Consegui hackear alguns programas e nesta manhã fiz algumas pesquisas nos arquivos de Ironwood. Parece que ele tentou suicídio na prisão diversas vezes. Aconteceu entre os vinte e vinte e três anos. Nos cinco primeiros anos se metia constantemente em brigas e pegou várias solitárias. Parece que também foi diagnosticado por psicólogos e as anotações nos documentos apontavam à depressão e ataques repentinos de raiva.

— E o que isso quer dizer? — Johnny perguntou cruzando os braços.

— Quer dizer que apesar de ele parecer durão, ele tem uma cabeça bem fodida. Então eu vou conseguir brincar com ele. — a garota mordiscou o lábio. — Aliás, acho que depois de tanto apanhar na prisão ele já não se importa com os ataques físicos. Vocês podem espancá-lo o quanto quiserem, não vai fazer muito efeito. Na verdade, a atitude resposta dele vai apenas irritar a vocês. Mas ele certamente vai enlouquecer depois que eu entrar na cabeça dele. Ou pelo menos ficará psicologicamente fraco.

— Tem certeza? — Hetfield perguntou. — São documentos antigos. Qual é o diagnóstico atual dele? Ele pode ter simplesmente se tornado um psicopata indiferente nesses últimos dez anos.

— Oh, Hetfield. — ela sorriu com paciência. — Você realmente não conhece a mente humana.

* * *

Hunter havia deixado a casa havia alguns minutos e, reunidos na sala de estar novamente, Zacky parecia irritado e inquieto.

— O que há com você, cara? — Johnny perguntou.

— Não dá para acreditar que nós vamos ficar aqui parados sem fazer nada. James, que porra de vingança é essa? Nós vamos sentar nossas bundas aqui, beber cerveja e esperar até que uma garota retardada faça o trabalho por nós?

— Eu já lhe disse, Zachary: se está insatisfeito, busque você mesmo a sua vingança. Eu sei o que estou fazendo.

— Sabe mesmo? Pois me parece que você está com medo de sujar as suas mãos.

— Como é? — o mais velho estreitou os olhos. — Você já não acha que está passando dos limites, Baker?

Leave your shit

Cause I've had enough of this

— Nós estamos juntos nessa, James! — retrucou. — Só não consigo entender porque você quis deixar isso nas mãos de uma garota que não tem nada a ver com isso! Você age como se fôssemos incapazes! Você realmente acredita que ela vai fazer alguma coisa com Matthew? O quê, fazendo joguinhos emocionais? — ele riu sem humor. — Porra, depois de tudo o que eu fiz, todos esses anos o visitando na porra da penitenciária, fingindo que tudo estava bem... E para quê? Para ele ser solto e nossa vingança ser saudada pelas mãos de uma merda de uma menininha mercenária qualquer?

— Você não entende, Zachary! Você é mesmo um retardado, não é? — a voz do mais velho se elevava. — É claro que não, você só perdeu seu amiguinho! E eu? Eu perdi a minha filha! A minha única filha! Você acha que a porra de uma morte rápida vai me dar sossego, garoto? Você acha que eu vou meter a bala na cabeça dele e dar-lhe paz?

— Jimmy era a coisa mais importante em nossas vidas! Não fale como se o sofrimento fosse privilégio seu!

— Zac... — Johnny chamou.

— Não, Johnny, esse velho está tratando Jimmy como um lixo! — afastou o baixinho para o lado.

— Não foi a porra do amigo de vocês quem levou um tiro na cara! Jimmy foi um erro, uma falta de sorte, mas foi Cali quem viu uma arma ser apontada para ela. Foi Cali, a minha menina... — ele pausou, sentindo a garganta arranhar. — Eu nem pude ver o rosto da minha filha por uma última vez, porque ele estava deformado por um tiro! Ah, por que eu não a afastei daquele miserável antes, meu Deus? Por que não a afastei de vocês?

— James, não é culpa nossa que Matthew tenha ficado louco! — Johnny tentou intervir. — Por isso estamos aqui, queremos justiça de verdade por eles dois. Eles são almas inocentes e nós não podemos aceitar que Sanders saia por aí vivendo uma vida normal.

— Ele não vai ter uma vida normal, Johnny, isso eu poso garantir a vocês! — urrou com a voz rouca para afogar o choro no peito. — Mas as coisas vão ser feitas do meu jeito. Porque eu quero ver aquele filho da puta implorar por perdão, clamar por misericórdia e morrer de ódio de si mesmo! Ele precisa sentir o que eu senti. Precisa sentir a minha dor...

I'm 'a do things my way

It's my way

* * *

Acabavam de sair do drive-thru com três sacolas de lanches. A terceira, depois de muita reclamação vinda de Gates, estava sendo levada para o prisioneiro.

— Faz parte do processo psicológico. — ela tinha explicado com animação. — Comida é o meio mais fácil de ganhar confiança alheia.

Agora pegavam um entediante trânsito de volta para o outro lado da cidade. O ponteiro do Cruze não conseguia passar de sessenta, o que deixava o casal ainda mais impaciente. Hunter, que agora estava no banco do carona, acionou o rádio e aumentou o volume quando sua música favorita começou a tocar.

Break me down, you got a lovely face

— Você se lembra? — ela riu já se balançando com a música.

— É claro. — Gates sorriu. — Da primeira vez que nos vimos tocava essa música e eu lhe disse que combinava exatamente com você.

A primeira vez que se viram fora há mais de dois anos. Mal parecia que tanto tempo já havia se passado. Estavam ambos acostumados a fugirem de qualquer tipo de relacionamento pessoal que durasse mais de seis meses, então, para eles, dois anos era quase uma eternidade juntos.

Naquela noite Hunter tinha acabado de finalizar um serviço com um russo que sumiu no mapa sem o restante do seu dinheiro — havia sido pouco esperta ao lidar com o estrangeiro, isso foi algo que confessou a si mesma. Ela se enfiou num bar qualquer e não contou quantas cervejas mandou para dentro enquanto se divertia observando bêbados, até que um rapaz alterado começou a lhe dar investidas e cantadas nojentas. Já estava impaciente, os músculos tensos e o álcool começando a deixá-la colérica. Explodiu quando o homem, acreditando-se sedutor, deslizou a palma grossa e áspera para sua intimidade no meio das pernas desnudas dela.

A música estava muito alta, mas as pessoas congelaram quando o copo de uísque do homem voou para meio da cabeça lisa dele. Ela se lembrava de que um caco de vidro ficara grudado na abertura da testa e o sangue correu ligeiro pelo rosto esquelético dele. O furdunço se instalou e, antes que pudesse pular em cima do cara para socá-lo como gostaria, foi agarrada por trás e carregada contra sua vontade para fora do bar. Tinha sido o moreno que a carregara pela cintura e, rindo para ela, comparou-a com a música que vinha de dentro do estabelecimento.

Hey you're a crazy bitch

But you fuck so good, I'm on top of it

Hunter, já alterada e fora de si, perguntou se ele não gostaria de testar se ela era realmente uma vadia louca que fodia gostoso, como dizia na letra da música. Gates, que já havia a observado de longe a noite inteira, foi incapaz de negá-la e decidiu se juntar à loucura dela. Naquela noite, transaram como se já se seus corpos já se conhecessem e desde então nunca deixaram de se ver.

— O que você vai fazer com o Shadows hoje? — Gates perguntou depois de cortar um carro pela esquerda, recebendo buzinadas de quem ficou para trás.

— Conversas pessoais. — ela respondeu dando uma pausa na cantoria que fazia. — Por quê?

— Você sabe que dia é hoje? — ele desviou a atenção do tráfego lento para ela.

— Ah, merda, quando você me faz essa pergunta só pode ser uma coisa...

— Parece que você realmente não se preocupa com ele, Toni. — Brian fez uma pausa para jogar a cabeça para fora da janela e xingar outro motorista. — Você não tem motivos de agir assim com ele depois de tudo o que ele fez e ainda faz por você.

— Por que você se preocupa? — abaixou a música a ponto de ficar quase silenciosa. — É só a porra de um aniversário, acontece todos os anos.

— É uma forma de mostrar que você é agradecida. Você sabe que ele sempre espera por você. — enfiou o pé no acelerador para ultrapassar outro carro. — Qual é Toni, você só o vê quando precisa da ajuda dele. Não custa nada fazer uma visita.

— Você sabe que esse tipo de chantagem não vai me fazer sentir mal, não sabe?

— Você é mesmo uma egoísta do caralho.

— E você se mete em assuntos que não lhe dizem respeito.

Ele se calou de vez, desistindo de continuar o assunto porque sabia que a moça tinha uma personalidade difícil e teimosa. Mas ela, por sua vez, sorriu com o canto da boca e revirou os olhos ao ver a expressão de impaciência que ele fez.

— Está certo! Você sempre me ganha, seu merda. — ela deu um soquinho fraco no ombro dele. — Eu vou, está bem? E o que acha de levarmos uma garrafa de rum como presente?

— Acho melhor garantirmos duas. — ele piscou para ela como se já esperasse que ela desse o braço a torcer em algum momento. — Você sabe que Kirk é como um carro velho que só se movimenta a base de álcool.

— Álcool da melhor qualidade, aliás.


Notas Finais


Olha, vou confessar que eu só coloquei essa tensão entre Zacky e Hunter porque sinto a mesma coisa pelo gordo lol Na verdade eu não reconheço que tipo de sentimento eu tenho pelo Sr. V, mas é alguma coisa tensa haushau Será que a impaciência e o egocentrismo do Zacky vão atrapalhar alguma coisa?? Deixo vocês a imaginar u.u

As músicas do capítulo foram My Way do Limp Bizkit e Crazy Bitch do Buckcherry que é o hino da Hunter, apesar da letra ser bem escrota hahah
Vejo vocês no próximo docinhos ❤


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