História Inocência Comprada - Capítulo 7


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Palavras 5.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


SOCOOOOOOOOOOOORRO SHAUSHUAHSUAHSUHA EU ME EMPOLGUEI E ESCREVI TRES CAPITULOS HOJE SAHUSHAUHSUAHSUHAS
MINHA CRIATIVIDADE VOLTOU A TONA KKKKKKKKKKKKKK ME SEGURAA
MENTIRA, SEGURA NAO SHUASHUAHSUHAS
PROMETO QUE NAO DEMORO A POSTAR O PROXIMO, POREM NAO SERA HOJE...
NAO VOU ATUALIZAR TRES CAPITULOS DE UMA VEZ SHAUSHUAHSUAHSUH

BOMMMMMMMM, RESSUSCITEI IC COM UMA ATT DUPLAAAAAAA E VOLTEI COM AS MUSICAS NO CAP ENTAO PRESTEM ATENÇAO E ESCUTEM ESSA PORRA
OBD, DND
BOA LEITURA E SE NAO COMENTAREM EU DESCO O POLE DANCE NA CABEÇA DE TODOS SHAUHSUA
BEIJOOOOOOOS

Capítulo 7 - Histórias cruzadas


Fanfic / Fanfiction Inocência Comprada - Capítulo 7 - Histórias cruzadas

Nova York – Condomínio StoryBrooke ─ Quarta-feira – 3:30pm

EMMA’S POV

Eu, finalmente, havia chegado em casa depois de terminar o caso de Cold Spring e ser liberada o restante do dia. Tínhamos conseguido incriminar as pessoas certar e dar um fim digno a pobre menina das bonecas. Todos nós sabíamos que tudo o que ela precisava era de um tratamento digno e não de mais problemas. Graças a Deus as vitimas entenderam o lado dela e preferiram vê-la bem e cumprindo a pena de uma forma que fosse positiva e que a fizesse entender as consequências de seus erros do que coloca-la em uma cela com pessoas que não tinham quaisquer escrúpulos e que poderiam apenas deixa-la mais confusa.

Após tomar um longo banho quente, esquentei as sobras de uma pizza que encontrei na geladeira e refestelei o corpo no sofá. O cheiro de Regina impregnava toda a casa e, sinceramente, era o melhor cheiro do mundo. O cheiro do lugar que você, do lugar que é sua casa. Regina sempre seria a minha casa. Os brinquedos de Angelina estavam jogados na sala e suas bonecas estavam organizadas sobre o tapete. Não pude deixar de sorrir e sentir meu coração inflar ao pensar nas duas mulheres da minha vida.

“Regina não pode nem imaginar o que Fiona tentou na outra noite” suspirei ao me lembrar da morena tentando ficar comigo. “Ela vai matar minha colega e ainda me leva de tabela” ri ao imaginar minha noiva esclarecendo as coisas para Murray. Certamente eu não iria querer estar presente para apanhar. Tentando esquecer-me dessa fatídica noite, liguei a televisão em qualquer canal e, subitamente, tive uma ideia. Sorri ao imaginar o quanto as duas ficariam felizes. Rapidamente peguei meu celular sobre a mesinha de centro e disquei o numero da pessoa que com certeza me ajudaria.

─ Emma? ─ reconheci sua doce voz ─ já esta de volta?

─ Oi tia! ─ respondi empolgada ─ cheguei há uns quarenta minutos, como está?

─ Estou bem! Estou no trabalho ainda e Regina? ─ Zelena era sempre tão espontânea que não dava para não ficar feliz ao seu lado.

─ Ela ainda não chegou e Angelina ainda não saiu da escola, logo irei busca-las ─ informei ─ preciso da sua ajuda...

─ Pode me dizer, faço qualquer coisa por vocês duas! ─ ela respondeu empolgada ─ menos matar, só faço isso caso seja totalmente extremo! ─ eu gargalhei.

─ Não vai precisar matar ninguém, eu espero ─ ela riu ─ eu pretendo fazer uma surpresa para as duas, porém depois disso, queria saber se você e Belle deixariam Angelina dormir aí, se não for incomodar ou atrapalhar, claro...

─ Atrapalhar? Você sabe que está marcando pontos a mais com Eve, não sabe? ─ eu ri ─ ela vai ter vários surtos quando souber! ─ é, eu sabia ─ alias, Belle está mandando beijos e disse que aguarda nossa hospede especial hoje a noite!

─ Manda outro beijo para a tia Belle! Pode deixar, eu aviso assim que estiver indo pra sua casa ─ eu suspirei ─ muito obrigada, tia Zel, de verdade!

─ Não precisa agradecer, meu amor ─ eu sorri ─ pode sempre contar conosco!

─ Eu amo vocês!

─ Também te amamos! Até mais tarde! ─ eu assenti e me despedi. Agora era só planejar o resto.

Continuei a planejar o resto do dia pelo telefone e garanti que tudo saísse como o planejado. Queria que Angelina tivesse o melhor momento após a minha volta e que eu e Regina pudéssemos despender um tempo hábil ao redor dela. Nunca tínhamos tido muita chance de aproveitar o tempo livre, afinal eu sempre estive focada nos estudos e no FBI, enquanto minha noiva também terminava a faculdade. Claro que, mesmo com todas as ocupações, sempre tentávamos fazer programas em família dentro de casa, com direito a pizza de queijo, sorvete de morango com calda de chocolate e filmes. Tudo escolhido por ninguém menos que Angelina.

Arrumei a casa antes de Regina chegar enquanto escutava Camilla Cabello cantar pela milésima vez Havana. Musicas com batidas latinas sempre teriam um espaço no meu coração. Por mais que eu jamais tivesse aprendido espanhol, por vezes eu me pegava tentando arranhar um “espanglês” bem mal falado. Angelina sempre acabava rindo de mim e pronunciando as palavras melhor do que eu faria mesmo se tivesse diploma na língua estrangeira. Obvio que, minha querida menina de sete anos, tinha aulas de espanhol desde os cinco anos de idade. Um tanto quanto impossível eu tentar ser melhor que ela.

─ MÃÃÃÃÃÃE! ─ escutei a porta se abrir e Angelina correu para nossa pequena cozinha grudando em minha cintura ─ eu senti muita, muita, muita, muita saudades de você!

─ Eita! Tanta saudade assim? ─ eu sorri para ela e a peguei no colo ─ eu acho que você cresceu desde a ultima vez que te vi! ─ ela riu alto.

─ Não faz tanto tempo assim, bobinha ─ ela deitou em meu ombro e agarrou meu pescoço.

─ Sobra abraço e beijo para mim? ─ Regina cruzou os braços e me encarou. Estendi meus braços para minha morena e a apertei.

─ Tem sempre Emma de sobra para vocês duas! ─ eu sorri para Regina e a beijei ─ senti sua falta, muita!

─ Eu também, meu amor ─ ela sorriu e me beijou novamente ─ eu amo você!

─ Eca! Para com isso, mãe! ─ Angelina fez cara de nojo e então eu e minha noiva a enchemos de beijos ─ PARA! PARA! PARA!

─ Só irei para se você correr para o banheiro e tomar um banho, sua fedidinha ─ a coloquei no chão e ela me encarou.

─ E porque eu tenho que tomar banho? ─ ela cruzou os braços.

─ Porque eu tenho uma surpresa para as duas mulheres mais lindas de Nova York ─ apertei seu nariz e logo ela voltou a quicar pela cozinha.

─ Surpresa? ─ Regina me encarou também com o braço cruzado ─ como assim?

─ Você por acaso é mãe de uma garota chamada Angelina Nolan Swan Mills? Porque ela faz exatamente essa carinha e essa pose ─ eu abracei minha noiva e ela arqueou a sobrancelha.

─ Eu sou sim ─ ela me afastou ─ e também sou comprometida, saiba que minha noiva é muito ciumenta! ─ Regina mostrou o anel em seu dedo anelar.

─ Ah é? Acho que ela não vai se importar se caso eu der uns amassos em sua noiva no sofá enquanto ela não chega ─ voltei a segura-la pela cintura e ela espalmou as mãos em meu peito.

─ Ah, ela se importa sim! E muito! ─ ela falou rindo ─ eu amo muito e não vou troca-la por uma loira bonita e sexy ─ eu ri alto.

─ E se a loira bonita e sexy te beijar assim... ─ selei nossos lábios e ela riu abafado.

─ Não vou ceder assim tão fácil, Emma Nolan Swan ─ Regina me encarou.

─ Faltou algo nesse nome ─ ela franziu o cenho ─ tem certeza que não sabe? ─ Regina então entendeu e segurou meu rosto.

─ Emma Nolan Swan Mills ─ terminou de pronunciar e voltou a beijar-me.

─ Se continuarmos assim, sua noiva pode nos pegar ─ ela riu alto.

─ Cala a boca ─ ela me abraçou e escondeu o rosto sob o meu cabelo ─ eu amo você, idiota!

─ Eu te amo mais, Regina Swan Mills ─ ela sorriu ─, mas acho melhor você tratar de ficar bem cheirosa para o nosso passeio e não adianta fazer bico, não vou te dizer aonde vamos ─ ela bufou e fez bico.

─ TE ODEIO! ─ ela gritou já no quarto.

─ MÃE! PEGA A TOALHA! ─ eu suspirei. Ela sempre se esquece dessa toalha.

─ Angel, minha filha, quando que você vai se lembrar de levar a toalha para o banho? ─ fui até seu quarto e peguei sua toalha de unicórnio com direito a touca com um chifre colorido.

─ Mãe, sabia que existe mais de um planeta lá fora? ─ ela falava sem parar enquanto eu a carregava igual um burrito para o quarto ─ sabia que a Terra tem mais água que terra? Mãe, porque a Terra chama Terra e não Água? ─ eu ri de suas indagações.

─ Pergunta para a pessoa que escolheu o nome, porque eu não sei te responder isso ─ respondi e comecei a enxuga-la.

─ Mãe ─ eu suspirei ─ porque a baleia é mamífero? Ela devia comer planta e peixe ─ eu a encarei ─ porque o morcego também é mamífero? Mãe, você sabia que os cangurus tem uma bolsa para carregar o bebê?

─ Sério? ─ ajudei-a a colocar a calcinha e depois a vestir sua camiseta amarela do Baby Dinossauro onde havia uma frase “não é a mamãe” ─ e o que mais você tem para me contar? Como foi sua aula hoje? ─ peguei sua jardineira xadrez vermelho escuro e bege enquanto ela continuava a tagarelar.

─ Eu e a Alice fizemos uma maquete de massinha, sabia? ─ eu assentia e terminava de calçar suas meias, também amarelas, que chegavam ao seu joelho ─, mas a Alice queria usar tinta só que a professora não deixou, porque ia fazer sujeira ─ ela suspirou chateada.

─ Deixa a tinta para a próxima maquete ─ tentei animá-la ─ quem sabe vocês não tenham mais ideia?

─ Não sei ─ ela bufou ─ o pai da Alice não deixa ela brincar com coisas que fazem sujeira...

─ Como? ─ eu a encarei enquanto calçava seus sapatos ─ como assim, minha filha?

─ Ela disse que o papai dela é muito bravo e não deixa ela fazer sujeira ─ Angelina fez silencio ─ mamãe, onde esta o meu papai? Eu tenho um papai? ─ perdi o ar ao ouvi-la questionar. Em todos esses anos, ela jamais havia perguntado sobre o pai, afinal ela não sabia que para existir uma criança, precisava de um homem ou pelo menos em parte.

─ Filha ─ eu sentei ao seu lado sob a cama ─ porque esta perguntando isso?

─ O papai da Alice me disse que eu tinha um papai e que você não gostava dele porque ele te machucou... ─ minha boca se abriu num perfeito “O” ─ mamãe, é verdade que ele te machucou?

─ Quem machucou quem? ─ Regina apareceu com os cabelos levemente molhados e vestindo um vestido preto solto na cintura.

─ Meu amor, quando que você viu o pai da Alice? ─ perguntei a Angelina. Regina arqueou a sobrancelha e sentou do outro lado de nossa filha.

─ Ele foi buscar a Alice ontem e hoje ─ ela respondeu em tom baixo ─ mamãe, você ta chateada ou brava?

─ Filha, o pai da Alice não sabe nada sobre a nossa família e eu não quero que você dê atenção para ele, entendeu? ─ eu segurei em seu queixo.

─ Angelina ─ minha noiva sentou Angelina em seu colo ─ lembra que te falamos que existem vários tipos de família? ─ ela assentiu ─ então, a família da Alice é formada pelo pai e pela mãe dela enquanto a nossa é formada por nós três: eu, você e sua mãe, Emma ─ Regina sorriu calma para nossa menina. Eu a admirava tanto ─ você tem duas mamães e isso é mais importante, ok?

─ Tudo bem, mamãe ─ ela suspirou ─ não queria deixar ninguém triste...

─ Ei, olhe para mim ─ Regina continuou falando ─ ninguém está triste muito menos bravo. Você sempre pode nos perguntar o que quiser, porem ainda tem coisas que você é muito novinha para entender ─ Angelina assentiu novamente ─, mas sua mamãe não foi machucada e você é nosso maior presente, entendeu?

─ Abraço de urso? ─ eu encarei as duas e Angelina sorriu largo estendendo o braço para mim.

Saímos de casa e fomos direto para o nosso destino: Children’s Museum of Art. O lugar era quase que um oásis para crianças. Durante todo o ano, o lugar reservava vários cursos de arte para todas as idades e ensinava toda história da arte de forma lúdica e totalmente divertida. Com oficinas, aulas e brincadeiras, as crianças ficavam compenetradas em suas esculturas de barro, papel machê, massinha, papelão, dentre outro enquanto os profissionais lhe explicavam as diversas formas de expressar-se em cores e formas.

Eu havia feito a matricula de Angelina na oficia de Arte em Miniatura. Resumia-se em criar pequenas miniaturas de cidades, locais, pessoas e tudo o que a criança imaginasse. Esse tipo de arte fazia-me lembrar dos filmes que eram e são filmados a partir de miniaturas criadas com biscuit ou massinha para retratar toda a cena que era montada com diversas fotografias que se moviam uma após a outra dando a sensação de movimento. Eu amava tudo sobre cinema e Angelina não era diferente. Seu gosto por filmes ia desde os clássicos da Disney até As Patricinhas de Bervely Hills.

Ao chegarmos ao local, nossa menina disparou em direção a sala onde havia mais dez crianças sentadas à mesa. Logo ela tratou de se enturmar e dizer seu nome ao professor que vestida um macacão colorido e um chapéu repleto de pinceis ao redor. Ele distribuiu aventais para todos e começou a explicar qual seria a lição do dia. Enquanto deixamos Angelina distraída, caminhamos para o resto do museu. Estava tendo uma exposição chamada “In Practice: Work in Progress” que consiste em mostrar como funciona o processo de montagem de um trabalho artístico até o seu fim. Os artistas montaram seus estúdios nos corredores do museu e você podia acompanhar ao vivo todo o processo e ainda tirar duvidas.

Depois de uma hora, nós saímos do museu com uma garota de sete anos totalmente suja de tinta e segurando uma escultura de papelão. Ela havia deixado sua participação em uma maquete do museu, de acordo com a visão infantil que todas as crianças tinham, para a exposição que teria inauguração em dois dias. Prometemos a ela que voltaríamos para ver seu trabalho completo. Enquanto eu dirigia, ela e Regina cantavam animadamente a musica Woman da cantora Kesha. As duas coreografavam uma dança única e completavam a frase uma da outra como se estivesse em seu próprio show.

Chegamos ao Dave & Busters, o local preferido de Angelina. Não apenas por ter seu sanduiche preferido (pão italiano, hambúrguer de filé mignon, barbecue e queijo cheddar), mas também por possuir uma das maiores áreas de recreação dentro de um restaurante. Eles possuíam pacotes de brincadeiras, jogos e comida. Não tinha como ela não soltar um grito histérico a me ver estacionando no lugar que ela já conhecia mesmo de olhos fechado. Mal terminei de estacionar e ela saltou porta afora, se soltando do cinto e correndo para a porta de entrada.

─ Filha, espere para entrar ─ Regina a avisou ─ a comida não vai fugir de você, meu amor!

─ Como você tem certeza, mamãe? ─ ela cruzou os braços e encarou minha noiva. Regina riu e a pegou no colo.

─ Eu, por acaso, já menti para você? ─ Angelina riu ─ e você já viu um sanduiche com perninhas e bracinhos?

─ Mamãe! Eles não têm perninhas ─ ela riu.

─ Então não precisa correr ─ Angelina logo escorregou de seu colo e voltou a correr para os brinquedos. Nós a seguimos, de mãos dadas e escolhemos uma mesa onde pudéssemos observar nossa menina brincar até cansar.

Pedimos o combo de sempre. Os garçons já nos conheciam e sempre eram muito simpáticos. O dono do lugar era amigo de nossos pais e já havia aparecido em alguns jantares na casa dos meus pais. Esperamos a comida chegar e ficamos conversando sobre o primeiro dia de trabalho de Regina. Ela parecia muito animada.

─ Eu ainda não acredito que alguém possa ser tão estupido ao ponto de matar alguém apenas para entrar em um grupo ─ Regina bufou.

─ E pelo visto ele deu trabalho ─ falei enquanto observava o ralado em seu cotovelo ─ você levou um tombo bonito! ─ ela riu.

─ Faz parte, certo? ─ ela me encarou ─ e como foi sua viagem?

─ Tranquila, apesar de eu não saber lidar muito bem com Fiona...

─ Não me lembre dela ─ ela bufou ─ o apetite some só de pensar naquela entojada!

─ Não se preocupe com ela ─ suspirei ─ ela não é e nunca foi importante!

─ Fala isso para ela! Por que parece que Fiona não sabe disso ─ ela resmungou.

─ Esquece isso, eu amo você e só isso importa ─ sorri sincera.

─ Tenho que te contar ─ Regina rolou os olhos parecendo incomodada ─ tem um colega de trabalho, Alfredo, mas todos o chamam de Fred ─ meus músculos retesaram e senti minha pele arrepiar ─ ele veio conversar comigo no final do expediente e me chamou para um happy hour na sexta-feira ─ ela suspirou ─ eu não dei a resposta ainda, ele disse que todos da delegacia sempre vão...

─ Que ousadia! ─ bufei ─ devia ter dito não! Ele claramente está dando em cima de você!

─ Emma... ─ ela passou a mão pelos cabelos que caiam sobre seus ombros ─ não quero parecer chata para o pessoal do trabalho e outra, eu não estarei sozinha... e, também pensei em te chamar... ─ eu sorri com seu nervosismo.

─ Tudo bem ─ eu suspirei. Tinha que controlar meu ciúme ─ veremos como vamos fazer até lé, certo? ─ ela assentiu ─ não quero ser controladora nem nada desse tipo, você tem direito a sair com seus amigos e ter seu espaço. Caso me queira participando, ficarei mais do que contente!

─ Eu te amo ─ ela segurou minhas mãos e sorriu.

Terminamos de comer e seguimos para a casa de Zelena e Belle. Angelina, por incrível que pareça, ainda não havia dormido no banco. Ela tagarelava sem parar sobre tantos assuntos que eu mal conseguia acompanhar. Eu apenas continuava a lhe perguntar sobre tudo e demonstrar a mesma empolgação que ela tinha. Ela não tinha freio e nem papas na língua. Qualquer assunto parecia importante e interessante aos seus olhos. A cada segundo, cinco perguntas eram feitas e, sem esperar que respondêssemos, ela voltava a perguntar mais cinco. Eu e Regina apenas riamos e ficávamos atentas ao seu falatório sem fim.

Deixamos nossa filha junto a Belle, já que nossa tia Zel ainda estava no banho. Eve recebeu Angelina com um abraço apertado e a puxou para o seu quarto. Entreguei sua mochila com roupa extra e seu uniforme da escola. Regina também deixou seu material para a aula e depois nos despedimos. Eu não tinha duvidas de que ela ainda brincaria muito até dar chance ao sono. Não me lembrava de ser tão hiperativa quanto ela. Pelo o que eu sei, ficar deitada e vendo filme sempre foram as minhas opções, mas segundo Regina, nós duas sempre estávamos correndo pelo quintal.

Dirigi para casa a fim de terminar nossa noite da maneira que eu havia preparado. Subimos sem pressa para o andar do nosso apartamento e, antes que eu abrisse a porta, pedi para que Regina fechasse os olhos. Ela me olhou desconfiada e obedeceu. Destranquei a porta e segurei em suas mãos a conduzindo para dentro. Fechei a porta e depositei as chaves sobre o balcão da cozinha. Terminei de conduzi-la para a sala e então pedi para que ela abrisse os olhos.

─ Emma... ─ ela encarou as pequenas velas que faziam um caminho até a sacada. Sorrindo para mim, ela seguiu até o lado de fora e surpreendeu-se ao ver um tapete felpudo forrado no piso e varias almofadas ao redor. No centro, uma caixa com diversas frutas e chocolate estavam dispostos com varias velas iluminando ao redor ─ eu... eu não sei o que dizer...

─ Não precisa dizer nada ─ eu sorri e a conduzi para o tapete ─ ainda não acabou, espere um instante ─ ela me encarou e eu corri até a sala para pegar meu violão e voltei rapidamente para o tapete. Regina continuava a me fitar sem entender ─ eu queria que essa fosse noite primeira noite especial desde que voltamos para nossa cidade. Queria que você soubesse que, mesmo depois de tantos anos ao seu lado, mesmo depois de tantas lutas vencidas, você continua sendo meu porto seguro, meu primeiro e único amor, minha inspiração e a mulher da minha vida ─ suspirei ─ então eu escrevi essa musica...

[The way you look tonight – Frank Sinatra cover by Amy Vachal]

Some day, when I'm awfully low

Algum dia, quando eu estiver terrivelmente pra baixo

When the world is cold

Quando o mundo estiver frio

I will feel a glow just thinking of you

Eu vou sentir um fulgor só de pensar em você

And the way you look tonight

Apenas do jeito que você está essa noite

You're lovely, with your smile so warm

Você é amável com seu sorriso tão quente

And your cheeks so soft

E seu rosto tão suave

There is nothing for me but to love you

Não existe nada pra mim a não ser amar você

And the way you look tonight

Apenas do jeito que você está essa noite

With each word your tenderness grows

Com cada palavra sua ternura cresce

Tearing my fears apart

Acabando com meus medos

And that laugh that wrinkles your nose

E esse riso que enruga seu nariz

It touches my foolish heart

Toca o meu coração bobo

Lovely, never ever change

Amadal, nunca mude

Keep that breathless charm

Mantenha esse encanto que tira o folego

Won't you please arrange it?

Você não vai arranja-lo, por favor?

'Cause I love you

Pois eu amo você

Just the way you look tonight

Do jeito que você esta essa noite

Dedilhei as ultimas notas e abri os olhos para encara a mulher, garota, pessoa mais linda e incrível que eu já havia conhecido. Ela tinha o rosto banhado por lagrimas e seus olhos sorriam, assim como seus lábios. Eu poderia viver para observar cada feição que ela tinha. Por mais que eu soubesse de cor cada traço, eu perderia todo o tempo do mundo para decora-lo de novo, de novo e de novo. Os minutos, horas, dias, semanas e meses nunca seriam o suficiente para eu amá-la o tanto que eu queria, o tanto que eu pretendia.

─ Emma... ─ ela fungou e limpou o rosto ─ eu nunca vou cansar ou enjoar de sua voz, da forma como você se entrega a cada nota, jamais vou ser capaz de retribuir o tanto de carinho, amor e dedicação que você teve comigo durante todos esses anos ─ ela soluçou ─ você meu deu amor, me deu uma família, me deu uma filha maravilhosa, viveu comigo cada sonho, me protegeu dos meus medos, me ensinou a trilhar meu próprio caminho, acreditou em mim quando nem eu mesma acreditava e, muito mais do que isso, você esteve presente em todos os momentos, os maravilhosos e os difíceis. E mesmo assim, você sempre e sempre escolheu seguir comigo. Eu jamais vou ser capaz de retribuir tudo isso...

─ Meu amor, você não percebeu? ─ eu sorri para ela e segurei seu queixo ─ você sempre me proporcionou o mesmo e da maneira mais completa. Eu amo você, amo cada parte da sua alma, cada qualidade, cada defeito, cada singularidade que te faz ser tão linda e tão perfeita para a minha vida, mesmo que tanto eu quanto você tenhamos imperfeições. Porem é nessas imperfeições que fazemos o perfeito a nossa maneira...

Eu a beijei de forma calma e carinhosa. Acariciei suas bochechas molhadas e terminei de enxuga-las. Nossas línguas se encontravam em um ritmo perfeito, como quem decora cada passo de uma dança há tempos coreografada. Logo o ar se fez necessário e demos uma leve pausa para então aprofundarmos novamente nossos lábios, dessa vez de forma urgente. Regina embrenhou as mãos por meus cabelos soltos enquanto eu desci as minhas por seus ombros nus.

Segurei-a pelas mãos e a fiz ficar em pé. Continuamos o beijo enquanto andávamos pela sala sem enxergar por onde passávamos. Tiramos o salto pelo caminho e logo eu encontrei o zíper de seu vestido. O desci rapidamente e deixei que o tecido escorresse por seu corpo caindo ao chão. Eu jamais me acostumaria a ver aquele corpo coberto apenas por uma fina calcinha de renda branca e os seios descobertos. Regina sempre fora linda, sempre fora perfeita. Prensei-a na parede do corredor e a beijei vagarosamente, descendo os lábios até um de seus mamilos intumescido. Suguei-o e o lambi, dando leves mordiscadas e ouvi Regina gemer manhosa.

─ Emma...

Continuei chupando seu seio e senti seus dedos percorrerem minhas costas em busca do zíper do meu vestido. Não demorou muito e logo o senti caindo. Empurrei-o para o lado e Regina então apertou meus seios em suas mãos, fazendo-me perder o folego. Voltei a beijar-lhe e a virei de frente para a parede. Beijei seus ombros e acariciei seus mamilos totalmente rígidos. Mordi levemente cada ombro e, sem aviso prévio, adentrei minha mão em sua calcinha já úmida pela excitação.

─ Oh! Céus! ─ ela gemeu e apoiou as mãos de maneira firme sobre a parede.

Continuei a pressionar seu sexo e logo comecei a friccionar seu clitóris inchado. Descia algumas vezes até sua entrada e logo voltava a atenção para o seu nervo tensionada sob a minha mão. Sentia minha própria excitação escorrer e logo eu encontraria meu próprio ápice. Tirei sua única peça e, ainda a pressionando na parede, penetrei dois dedos em sua entrada quente e apertada. Com movimentos lentos que ganhavam velocidade conforme entravam e saiam, eu a masturbei com força, sentindo seu corpo desfalecer aos poucos em meu braço.

─ Oh... pu-ta merda...

Aumentei os movimentos e continuei a apertar um de seus seios. Regina não demorou muito e, com gemidos cada vez mais audíveis, teve seu primeiro orgasmo naquela noite. Com um movimento brusco, ela inverteu as posições e me beijou de forma cálida e ofegante. Seus seios roçavam aos meus e a excitação aumentava cada vez mais. Regina desceu minha ultima peça e me guiou até nosso quarto. Empurrando-me sobre a cama, ela me fez sentar enquanto se ajoelhava e me encara de forma lasciva. Afastou minhas pernas e, sem esperar, abocanhou meu clitóris carente de atenção, me fazendo gemer alto e segurar em seus cabelos desgrenhados e úmidos de suor.

─ Re-regina...

Ela chupava fortemente meu grelo sedento e descia sua língua me penetrando. Eu gemi sem pudor e sem total controle. Sentia o orgasmo se aproximar e apenas conseguia pressionar mais a língua dela sobre minha entrada enquanto segurava em seus cabelos. Como se adivinhasse, Regina me penetrou com seus dois dedos e continuou a lamber e chupar meu nervo que estava a ponto de explodir de tesão.

─ Mais... mais rápido... ─ arfei ─ oh... caralho!

Cheguei ao meu primeiro orgasmo e logo a puxei para outro beijo urgente. Continuamos a nos amar em cada canto que conseguíamos, gemendo juntas e grudando nossos corpos suados um no outro. Eu jamais deixaria essa mulher sair da minha vida.

Los Angeles – Hollywood Orchid Suites ─ Quinta-feira – 11:20am

Ariel havia desembarcado na cidade hollywoodiana. Nunca havia estado ali, nem mesmo para visitar as paradisíacas praias ou conhecer os pontos turísticos mais famosos. Por ter nascido e crescido em Las Vegas, suas férias sempre acabavam sendo em lugares frios, já que não nevava no estado de Nevada, e principalmente em locais pouco conhecidos. Afinal, já bastava todo o movimento que sua cidade natal trazia durante o ano todo, não importasse a época ou estação. Sempre havia um motivo para os turistas visitarem a cidade que nunca dorme.

Instalou-se em um pequeno hotel onde seu bolso era capaz de arcar com as despesas e esperou em seu quarto pela visita que poderia deixar-lhe mais boquiaberta. Depois de receber a ligação inusitada de sua amiga, Ariel ficara um pouco desnorteada e sem saber o que falar ou como agir. Não esperava ter aquele tipo de problema justo agora que havia resolvido um dos maiores problemas de sua vida atualmente. Porem estava ciente de que não podia deixar sua amiga em apuros, principalmente porque ela ainda era muito nova.

Quando decidiu tomar a decisão mais surpreendente de todas, a ruiva não pensou que pudesse haver consequências e nem que alguém soubesse de seus atos. Estranhamente, ela ainda não sabia dizer ao certo como ela descobrira sobre seus planos. Com toda certeza alguém deveria ter lhe contado ou então a amiga apenas previu que ela poderia lhe ajudar no mesmo assunto que lhe perturbou algum tempo atrás. Um tempo não tão distante. Fora então tirada de seus pensamentos quando ouviu um leve bater na porta.

─ Meu amor ─ ela abraçou a garota que parecia tão mulher desde quando a deixou ainda menina ─ eu senti sua falta...

─ Também senti a sua ─ ela sorriu ─ já faz certo tempo...

─ Sim, eu sei e também sei que deveria ter aparecido depois do casamento de sua irmã com Henry ─ lhe sorriu de forma carinhosa ─, mas entre e fique a vontade!

─ Ariel ─ a menina a encarou ─ eu tenho muito para te contar...

─ Mulan, eu estou aqui por você e acredite ─ a ruiva suspirou ─ tenho todo o tempo do mundo.

Carson City – Hardman House Hotel ─ Quinta-feira – 1:15pm

Neal e William haviam chegado a capital do estado de Nevada. Havia algumas clientes que pediram por seus serviços e eles pretendiam cumprir. Seu novo chefe não dava tréguas e os cobrava de maneira firme todos os dias. Diferentemente de Gold, o novo mandante da pequena máfia que crescia, não tinha a necessidade de se mostrar, de se gabar do que fazia e sempre se mantinha ileso e longe de toda atenção que pudesse ser voltada a ele. Isso garantia que, caso a bomba explodisse, ninguém o encontraria. Assim como não o encontraram depois de assassinar os últimos participantes da máfia de exploração infantil há anos atrás.

─ Comprou o que precisava? ─ Neal perguntou para Will assim que ele adentrou o quarto.

─ Está tudo aqui ─ ele suspirou ─ acredito que temos o necessário para não ter que sairmos tanto e ficar a mostra nas ruas...

─ Você me parece cansado, está tudo bem? ─ Neal o encarou e William bufou. Sentou-se em sua cama e encarou o teto.

─ Se lembra daquela garota que eu comecei a encontrar em Los Angeles? ─ ele viu o parceiro assentir ─ eu não sei... acho que gosto de verdade dela e me sinto extremamente fodido por causa disso...

─ É cara, você se fodeu mesmo ─ Neal riu ─, mas qual o problema então?

─ Nós estávamos bem até o dia em que eu disse que iria precisar viajar ─ suspirou ─ só que então ela começou a ficar estranha e nem transar ela queria mais. Sempre dizia que não estava se sentindo bem ─ bufou.

─ Ixe parceiro, sabe bem o que isso significa, não sabe? ─ Neal o encarou.

─ Pois é ─ William bufou novamente ─ eu acho que ela está gravida...


Notas Finais


ATE A PROXIMAAAAAAAAAAAAAAAAAA
PROMETO NAO ENROLAR SHUASHUAHSUHAS


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