História Inocência roubada - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Visualizações 178
Palavras 5.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEELLLOO, Its me (cantem Adele) SHUHSUSHUASHAS
A GENTE ATUALIZA DE MADRUGADA QUE É PRA CAUSAR UMA COMOÇAO MEIXMO E FAZER A PESSOA SOFRER SHAUSHUAHSUHAUSHUAHSUA
MENTIRA GALEROOO, É QUE EU PASSEI MAL O DIA INTEIRO E SÓ CONSEGUI TERMINAR AGORA...
PERDOEM O VACILO (mais uma vez)

É GENTEM, O CERCO TA FECHANDO E ESTAMOS PASSANDO PARA A SEGUNDA FASE DA HISTÓRIA, UMA PARTE MUITO IMPORTANTE, CARREGADA DE DRAMA, CHORO, SOFRIMENTO E SINONIMOS....
SE PREPAREM PORQUE EU JA VOU DIZER: A COISA FICA PESADA! MUITO PESADA! ENTAO QUEM NAO TEM PSICOLOGICO OU ESTOMAGO, SINTO DIZER QUE VOCE VAI SOFRER CAMARADA!

ESTAO PREPARADOS? ARE YOU READY?
ENTAO PARTIU GOIAS!
BOA LEITURAAAA <3 COMENTEM MUITOO!

Capítulo 20 - Esta na hora de dizer adeus!


Fanfic / Fanfiction Inocência roubada - Capítulo 20 - Esta na hora de dizer adeus!

Nova York – Trinity College – Sábado – 8:30 am

Zelena e seus detetives isolaram todas as áreas em que supostamente as meninas estiveram. Passaram a madrugada ligando para todos os alunos do circulo de amizade das meninas para confirmas mais uma veza ultima vez em que foram vistas por eles. Pela manha um reforço foi chamado para redobrar as buscas na região do colégio com cães farejadores. A área do estacionamento, do campo de futebol, os pátios do colégio e outras áreas eram vasculhadas minuciosamente por cada policial.

Apesar de todo o esforço apenas a bolsa e o celular das garotas foram achados jogados no estacionamento. Zelena ainda achava estranho que as duas estivessem naquela área no meio da noite e sem os pais. Os pertences foram levados para a perícia onde ambos os aparelhos seriam desbloqueados para verificarem as ultimas chamadas e mensagens. Alguns alunos como Killian, Elsa, Ruby, Robin, Anna e Aurora foram chamados à delegacia para depor.

Zelena ficava cada vez mais nervosa com cada segundo que se passava sem ter noticias da sua sobrinha. Ela já tinha lidado com varias situações e com casos realmente difíceis, mas lidar com um possível sequestro da sua sobrinha estava exigindo muito do seu consciente. Ela não tinha nem dormido e nem comido. Estava alerta a qualquer sinal que pudesse vir das outras delegacias. O amber alert tinha que ser lançado o mais cedo possível em casos de sequestros, mas nenhum dos detetives fazia ideia de qual seria o possível carro que teria levado as garotas para fora do colégio.

─ Zel, meu bem, eu trouxe um café expresso pra você e um lanche ─ Belle aproximou-se da amiga que estava em um dos pátios observando o serviço dos policiais. A ruiva tinha olheiras e olhos inchados.

─ Não tenho fome Belle ─ ela disse sem expressão ─, mas aceito o café! ─ ela pegou o copo da Starbucks e ainda sem tirar os olhos dos policiais ela deu um gole no café preto. Belle suspirou, sabia o quanto a amiga era sensível em caso de crianças, mas não conseguia imaginar o quanto devia estar sendo duro não saber o paradeiro da sobrinha.

─ Zelena, se você quer fazer isso direito tem que estar bem! ─ a morena olhou para a ruiva. Zelena deixou uma lagrima escapar e escorrer em seu rosto ─ faça por ela! ─ Belle pegou na mão da amiga e a puxou para a área da cantina onde havia mesas e cadeiras. A morena colocou o café e o sanduiche natural que havia comprado em uma das mesas e olhou para a ruiva, limpou a lagrima que escorria.

─ Belle, eu não consigo pensar que ela pode estar por ai nas mãos de alguém que... ─ ela não terminou, outras lágrimas caíram ─ minha pequena rainha Belle ─ a ruiva desabou e Belle a abraçou e deixou que seu corpo pesasse e as lagrimas caíssem em seu casaco. Ela abraçou forte a amiga e queria que o amor que ela tinha dentro do seu coração fosse suficiente para consola-la naquele momento.

─ Meu amor ─ Belle falou com Zelena ainda deitada em seu ombro ─ eu não imagino a dor que você esta sentindo, mas me escute! Não foi a toa que te colocaram de chefe e tenente do esquadrão dos casos especiais da policia de NY, foi porque você ama o que faz e vai ate o inferno se for preciso pra prender quem quer que seja e ninguém te intimida ─ Belle passou a mão pelos cabelos ruivos ondulados da amiga ─ não vamos nos desesperar, seja lá o que tenha acontecido eu confio em você assim como tenho confiado desde o dia em que pus os olhos naquela ruiva no meio do pátio da academia ─ Zelena olhou para a amiga com os olhos marejados e cansados ─ eu confio em você Zelena Mills e eu vou acabar com a raça da pessoa que foi capaz de machucar seu coração! ─ Belle segurou o rosto da amiga ─ vamos conseguir! ─ Zelena suspirou e limpou algumas lagrimas.

─ Como sabe disso Belle? Porque confia tanto em mim? ─ Zelena a fitou com seus olhos azuis que estavam escuros e confusos como ressaca de um oceano, Belle sorriu.

─ Porque eu te amo! ─ a ruiva fechou os olhos deixando com que a maré de lagrimas chegasse a praia. Não esperava ouvir aquela tão temida frase com aquelas três palavras que soavam tão clichês como manha de Natal. Mas vindo naquele momento e vindo da pessoa cujo coração era tao sincero ela não tinha como não sentir a energia que aquelas palavras traziam e a força com que elas atingiram o seu pobre coração desalinhado. Ela soluçou e deixou todas as suas defesas caírem naquele momento ─ ei, vai dar tudo certo! ─ Zelena olhou aquelas íris azuis e toda a calma do mundo emanava daqueles olhos. Ela segurou o rosto da morena e a beijou. Sem pensar se as veriam ou não, sem se importar com as consequências.

─ Eu também te amo!

Nova York – Bronx – 9:45 am

Glinda estava uma pilha de nervos desde a chegada das duas garotas. Verificava seu celular de cinco em cinco minutos esperando uma ligação de algum dos parceiros, mas nada. Ela arrumou a mesa do café da manha para as crianças e observava todos comendo em silencio. Ela via que as duas eram diferentes. Tinham um ar de superioridade, o modo como se portavam e como falavam as diferenciavam dos outros. Isso para ela apenas soava como problema mais rápido do que ela podia raciocinar.

Resolveu ligar para o marido e foi para a cozinha a fim de ter mais liberdade para perguntar do andamento dos planos. Neal atendeu a chamada.

─ Amor! Graças aos céus você atendeu! ─ Glinda suspirou no telefone.

─ Fique calma, já estou sabendo das duas ultimas entregas querida ─ ele confirmou do outro lado.

─ Isso esta me deixando nervosa! Will apareceu aqui no meio da noite com elas e simplesmente vomitou as informações e sumiu! ─ ela falou com raiva.

─ Sei que deve estar sendo barra pra você ai com todas essas crianças nessa casa minúscula, mas me escute! ─ Glinda suspirou ─ falei com Colin hoje e a policia ainda não soou o amber alert e eles ainda estão um passo atrás de nós!

─ Isso não diminui meu nervosismo Neal, nunca chegamos ao ponto de ter a policia investigando o sequestro tão afundo quanto agora!

─ Essas garotas são ricas Glinda! E a policia de NY não brinca em serviço! ─ Neal suspirou do outro lado ─ Will mandou avisar para que você ficasse pronta ate o meio dia!

─ Porque? Onde vamos agora? ─ ela perguntou nervosa.

─ Você saberá no caminho amor! Não precisa levar nada da casa, apenas se prepare! Ginny ira aparecer ai por volta das 11:30 e eu, Will e Colin chegaremos logo em seguida ─ Glinda bufou.

─ Espero não ter que ficar longe de você!

─ Isso vai mudar e logo nos veremos! Prepare as crianças e fique alerta! Eu te amo ─ ele se despediu.

─ Tudo bem, também te amo! ─ ela desligou. Suspirou e voltou para a sala.

REGINA’S POV

Desde o momento em que cheguei me sinto tonta e enjoada. Emma ficou comigo durante a noite e nós apenas choramos juntas. Ainda não entendíamos a situação e tudo era novo e diferente. Como havíamos parado ali e o por que ainda não tinham respostas. Aos poucos eu tinha flashes do que tinha acontecido noite passada, mas nada conexo ainda. Eu me esforçava ao máximo para lembrar, porem me sentia fraca e amedrontada de todos os lados.

Eu nunca fui corajosa, nunca fui a pessoa que encara de frente nada por nada nem mesmo por mim mesma. Isso sempre me fez sentir como uma pessoa fraca, insignificante e baixa. Eu me mostrava no colégio e aos outros desconhecidos ser algo que por dentro eu era totalmente o oposto. Eu olhava para Emma com seus olhos verdes inchados e escuros e me sentia cada vez menor. Aquela garota era a razão de tantas aventuras e de tantos sentimentos embaralhados no meu coração. No entanto ali estava eu admirando a pessoa que se fazia forte, mesmo estando na mesma situação que eu, que se fazia resistente para a pessoa a quem ela dizia amar e que se fazia estável mesmo sabendo que não havia probabilidade de estabilidade nenhuma no momento e nem comigo.

Sua musica ainda soava na minha cabeça. A melodia tinha me acompanhado a noite toda e cada palavra se fez viva enquanto eu a observava dormir e segurar minha mão. Eu era tão covarde ao ponto de não conseguir ser uma pessoa do nível dela. Meu coração pertencia cada vez mais a ela e eu não tinha a menor ideia de como arranca-lo e mostrar a ela que tudo ali funcionava ao ritmo que ela ditava. Como ela podia ser tão decidida ao ponto de amar alguém tão confusa?

Nós e os outros estávamos tomando café da manha e Emma e eu mantínhamos o silencio enquanto eles conversavam frivolidades. Era estranho ver como eles encaravam tudo com uma normalidade impecável! Eles pareciam se conhecer a tempos, apesar de ter nos contado que não se conheciam a muito tempo e que cada um era de um estado diferente. Porem havia confiança e cordialidade entre eles, mesmo perdendo tudo eles formaram o que precisavam ali entre eles. Era estranho, mas ao mesmo tempo reconfortante.

─ Emma, pode ir comigo la no quarto? ─ perguntei quando observei que ela tinha terminado de comer.

─ Claro! ─ ela pediu licença para os outros. Fiz o mesmo. Subimos as escadas e chegamos ao quarto, nosso ponto de partida daquela confusão. Suspirei e virei para ela.

─ Emma eu queria conversar com você sobre nós ─ ela me olhou confusa e um pouco atordoada.

─ Regina, me desculpe, eu não sei bem se quero falar sobre isso ─ ela me olhou triste. Eu respirei fundo. Não seria covarde agora.

─ Emma, eu sei que agora não é o melhor momento ─ suspirei ─ a nossa ficha ainda não caiu para o que ta acontecendo aqui, mas eu não posso deixar que talvez a gente seja achadas e eu não tenha falado com você! ─ Emma ficou estática. Ela foi e sentou-se em uma das camas e eu sentei a sua frente.

─ Gina, eu não sei o que pensar, eu to com medo tanto medo e ter te encontrado aqui foi um alivio e ao mesmo tempo devastador ─ Emma começou a chorar enquanto falava e eu apenas deixei que ela despejasse as palavras ─ eu quero tanto voltar pra casa! Regina eu to com tanto medo! E ter você do meu lado aqui ao mesmo tempo em que me acalma por ser você também me destrói porque você nunca vai olhar pra mim do jeito que eu olho pra você! ─ senti meu coração esmagar no peito ─ não sei o que sentir, eu to apavorada! ─ eu suspirei.

─ Emma, você mais do que ninguém sabe a pessoa covarde que eu sou pra qualquer coisa! Eu nunca enfrentei nada sem que você estivesse do meu lado e estar aqui longe de casa me mata a cada segundo por não ter uma resposta do que vão fazer conosco ─ deixei minhas lagrimas caírem ─ sentir o impacto das palavras “não vamos voltar pra casa” não foi e não ta sendo fácil de assimilar! Mas bom, você disse que estava cansada de palavras e disse que se eu te tocasse e abraçasse e não te deixasse ir embora eu não precisaria dizer nada, porque você já saberia que eu te amo ─ eu suspirei ─ Emma por mais que eu esteja assustada agora com isso ─ olhei ao nosso redor ─ eu agradeço a quem quer que seja por ter me trazido com você, eu não suportaria viver sabendo que você talvez nunca mais voltasse e eu tivesse perdido a chance de te mostrar o quanto eu te amo, mesmo que eles me destruam de alguma forma, eu ainda vou continuar agradecendo por estar aqui e não em casa ─ Emma me fitou com os olhos marejados ─ porque você é a razão de eu ainda ter um coração pulsante dentro do meu peito! Seja pra onde for que nos levem eu não vou deixar de segurar na sua mão e compartilhar os nossos medos de noite, Emma eu fui baixa com você e você pode nunca me perdoar por isso, mas eu vou fazer o que for preciso pra você enxergar que eu te amo e que se for pra nunca mais voltar pra casa, que você possa chamar meu coração de casa! ─ Emma deixava cada lagrima rolar em seu rosto pálido. Seus cabelos loiros estavam apagados e desgrenhados. Mas ela nunca me pareceu mais linda.

─ Gina, eu sei que somos muito novas ─ ela soluçou ─ que amor talvez seja um caminho tao escuro e incompreendido pra nós, mas nesses 13 anos e meio eu nunca senti algo assim na minha vida e dói Regina você ter que lutar contra isso! ─ eu peguei em suas mãos e cheguei mais perto dela.

─ Emma, eu queria que você pudesse ver meu coração e ouvir meus pensamentos! Olha pra mim ─ ela me fitou ─ eu te amo e não vou desistir de você mesmo que você desista de mim!

─ Meu coração é incapaz de fazer uma coisa dessas Gina! ─ ela sorriu de leve.

─ O meu por mais bagunçado que seja, também é! Você aceita amar uma pessoa confusa e covarde? ─ olhei para ela.

─ Parece que você ta me pedindo em casamento! ─ eu sorri e ri com ela.

─ E se eu estiver? ─ ela me olhou e limpou as lagrimas do meu rosto.

─ Eu aceito Regina Mills! E você aceita amar uma pessoa teimosa e chata? ─ eu ri de novo.

─ Eu aceito Emma Swan! ─ sorri para minha melhor amiga ─ nós somos as pessoas mais ridículas no momento na face da Terra!

─ Eu sei! Mas eu não ligo! ─ ela riu.

─ Emma, eu sei que somos casadas agora ─ ela riu ─, mas ate termos idade pra isso ─ eu me aproximei mais dela ─ você aceita namorar comigo? ─ ela me olhou surpresa. Eu temi pela resposta. Em meio a tantas brincadeiras e medos, eu havia proposto algo concreto. Ela suspirou.

─ Eu acho que to ficando doida mesmo! ─ ela passou a mão em seus cabelos.

─ Isso é um sim? ─ olhei confusa para ela. Ela me empurrou na cama e ficou em cima de mim e me olhou seria.

─ As melhores pessoas são loucas! ─ ela me beijou e depois olhou para mim ─ respondido? ─ eu sorri e a beijei de novo.

─ Vocês são tão melosas! ─ Ariel falou entrando no quarto e nós duas nos sentamos na cama ─ eu sabia que rolava algo mais entre vocês duas!

─ É oficial agora? ─ Violet perguntou entrando no quarto seguida por Henry, Eric e as crianças.

─ Vocês perderam a cena! ─ Ariel zombou. Nos duas rimos.

─ Poxa ruiva, você nem pra soar um alarme ou fazer sinal de fogo pra eu subir correndo ─ Eric falou chateado.

─ Deixem as duas! ─ Henry interrompeu ─ temos que pensar no que vai acontecer agora!

─ Como assim? ─ Emma perguntou.

─ Desde que começamos a tentar descobrir o que vão fazer com agora nove pessoas, nós não chegamos a uma resposta, mas precisamos ouvir como vocês foram sequestradas e tentar fazer Grace falar como ela veio parar aqui também pra atarmos o nó ─ Henry explicou.

─ E o que vocês estão achando que é? ─ perguntei.

─ Nós achamos alguns jornais que falavam de máfias que faziam trafico de pessoas pra roubar órgãos ─ Violet explicou. Eu e Emma estremecemos.

─ Mas achamos um pouco ridículo pra nós, eles podiam ter sequestrado pessoas mais velhas! ─ continuou Ariel ─ ate que uma noite nós achamos alguns jornais que falavam sobre a máfia da prostituição de modelos e com isso fomos atrás de mais jornais com a mesma noticia...

─ Nós achamos o mesmo jornalista falando de uma máfia que traficava crianças e adolescentes pra pornografia infantil e ate achamos um caso antigo que não foi resolvido e isso é o que temos ate agora! ─ terminou Eric.

─ Nós sabemos que Glinda tem o marido trabalhando nessa, vimos mais dois homens uma vez na fazenda e achamos que eles também estão ajudando nos sequestros, Ariel ate conseguiu identificar um deles que se passou por namorado dela ─ falou Henry ─ um de cabelos negros, meio alto eu acho e tinha olhos azuis...

─ Ele parece modelo de cinema! ─ disse Ariel. Emma e eu nos entreolhamos, não era possível. Eles perceberam nossa cara.

─ O que vocês sabem? ─ perguntou Eric curioso. Olhei para Emma.

─ Nós estudamos num colégio que todo ano faz um festival de outono e esse ano eles contrataram uma equipe nova ─ Emma olhou para mim e eu assenti, como que desse permissão para continuar ─ o coordenador, o Sr. Colin se encaixa exatamente no perfil que você falou!

─ Céus! Então isso já responde como vocês vieram pra cá! ─ disse Violet.

─ Agora que você o mencionou ─ falei ─ quando fui te procurar depois da apresentação ele me ajudou a me livrar de uma situação chata com Robin ─ Emma rolou os olhos ─ e ficou comigo ate eu me acalmar e pra ser sincera, tudo depois disso é um borrão pra mim!

─ Ok! Ele sequestrou vocês e com certeza deve ter tido ajuda de mais alguém porque não foi ele quem apareceu aqui ontem à noite ─ disse Henry ─ era um cara magrelo pelo o que conseguimos ver pela fresta da porta.

─ É você tem razão, mas ele simplesmente escolheu vocês aleatoriamente? Isso não faz sentido, com todos nós teve uma historia e todos nós temos um histórico parecido ─ disse Eric.

─ Você ta dizendo que ele entrou na escola já pensando em nos sequestrar? ─ perguntou Emma confusa.

─ Eu acho que é isso Emma ─ falei.

─ Mas como eles sabiam onde vocês estavam, isso é tão confuso! ─ disse Violet. De repente eles ouviram Glinda abrir a porta para alguém no andar de baixo. Ouviram a voz de uma mulher.

─ Acho que é a Ginny ─ disse Ariel ─, mas ela não costuma vir tão cedo! ─ Emma e eu não sabíamos de quem eles estavam falando.

─ Ginny é uma mulher que ajuda Glinda a ficar de olho em nós ─ Henry respondeu nossa pergunta sem nem ao menos perguntarmos em voz alta.

─ Mas descobrimos que ela foi vitima da pornografia infantil há alguns anos e detalhe, de todas as garotas ela foi a única que sobreviveu ─ disse Ariel.

Todos eles desceram as escadas e foram ver a mulher que continuava insistindo com eles toda semana. Ela estava com uma calça jeans preta, uma camisa cinza de uma banda esquisita e seu coturno acompanhado de sua maquiagem sempre escura que realçava seus olhos verdes. Ela sorriu vendo as crianças.

─ Olha quem resolveu aparecer! O grupo de pirralhos! ─ ela falou enquanto tomava uma cerveja.

─ Não é assim que vai conseguir algo deles! ─ disse Glinda.

─ Não quero nada deles! ─ ela sorriu ─ ora! Temos novatas na casa! ─ Eu e Emma olhamos para a moça e ficamos confusas e pensativas. Ginny fingiu que não as conhecia apesar de saber bem que era por causa dela que elas estavam ali ─ já conseguiu fazer a pequena pirralha loira falar? ─ Ginny desviou a atenção para Grace.

─ Ela não fala muito, apenas conversa com Mulan e Roland, mas quanto tento me aproximar ela se fecha e se cala ─ Glinda deu de ombros.

Emma olhou para mim e me cutucou. Eu olhei para ela e ela me puxou para a cozinha.

─ O que foi Ems? ─ perguntei afoita.

─ Aquela mulher, eu sei que conheço ela! Eu só não consigo me lembrar! ─ Emma colocou a mão na testa e começou a andar pela pequena cozinha.

─ Eu sei, também tive essa sensação, ela me lembra de alguém com todos aqueles piercings e aquela roupa ─ falei aleatoriamente.

─ É isso! ─ Emma pegou em meus braços e eu fiquei confusa ─ Gina ela é a moça daquela loja!

─ Que loja Ems? ─ olhei para ela sem entender nada.

─ Do dia do seu aniversario Gina! Dos brincos! ─ coloquei a mão na cabeça estupefata. Ela era aquela moça que tinha pegado nossos dados antes de furar nossa orelha. Então desde aquele tempo ela já tinha tudo nas mãos. Nos mesmos caímos na armadilha dela!

─ Meu deus Emma! Nós escrevemos tudo naquele papel, nossos nomes e onde estudávamos e ela ate pegou uma amostra de sangue nossa! ─ Emma ficava cada vez mais nervosa conforme eu falava.

─ Gina nós estamos muito ferradas! ─ ela me olhou assustada.

Nova York – Trinity College – 11:30

Os policiais continuavam a buscar por mais pistas no colégio. Todos os amigos tanto de Emma quanto de Regina tinham sido interrogados na delegacia pelos detetives de Zelena. Os parentes das garotas foram avisados do sumiço repentino e alertados a avisar sobre qualquer pista que tivessem, mesmo que fosse uma ligação ou qualquer coisa. A essa hora qualquer coisa valia.

O diretor e a coordenadora junto com o Sr. Colin permaneciam na escola respondendo a todas as perguntas dos policiais. Toda a equipe do festival foi interrogada também e teve o histórico investigado minuciosamente pela policia e por Zelena. A ruiva encontrava-se no pico do seu estado de nervos. Belle aproximou-se dela e passou o celular para ela.

─ Quem é Belle, sabe que não posso atender agora! ─ a ruiva falou enquanto verificava novamente os nomes da equipe do Sr. Colin e seus históricos.

─ Acredite, vai querer atender! ─ Belle falou e fitou a amiga. Se é que ainda rotulavam aquele relacionamento. Zelena atendeu.

─ Tenente Zelena Mills, em que posso ajudar? ─ ela esperou a resposta.

─ Tenente, sou o Sargento Voight da Policia de Chicago ─ Zelena olhou para Belle.

─ Sim sargento, como posso ajuda-lo? ─ ela olhava para a morena ainda confusa.

─ Ficamos sabendo que vocês estão trabalhando no caso de um possível sequestro de duas garotas e a situação é o seguinte ─ ele suspirou ─ há quase um mês Grace Hatter de 6 anos foi sequestrada e nós ainda não conseguimos solucionar o caso dela ─ Zelena escutou com atenção ─ a menina sumiu misteriosamente no bairro no qual morava e tudo o que encontramos foi sua boneca perto do banco de uma das praças do bairro!

─ Entendo, parece muito similar ao que temos aqui, mas o senhor assim como eu esta de mãos vazias! ─ ela respondeu.

─ Pelo contrario, começamos a investigar a fundo e acredite, você vai querer ver o que temos aqui! ─ ele falou em tom serio. Zelena arrepiou-se pensando em muitas coisas.

─ O que você sugere sargento?

─ Vamos unir os esquadrões e juntar os casos, podemos trabalhar com você e ajudar a chegar no fim disso! ─ Zelena surpreendeu-se com a proposta. A policia de Chicago era tao conhecida pelo seu desempenho quanto o seu esquadrão e contar com o apoio deles seria mais do que ela poderia pedir.

─ Seja bem vindo a Nova York sargento, providenciaremos tudo para o senhor e sua equipe!

Nova York – Bronx – 11:45

Neal e Will haviam acabado de chegar na pequena casa. Eles juntamente com Glinda e Ginny conversavam na sala sobre como seria o plano daqui para frente. William era o segundo mandante de todo o plano e ele era o braço direito do todo poderoso chefe. Neal havia conquistado sua confiança trabalhando duro apagando as pistas dos outros sequestros. Glinda trancou as crianças no andar de cima e juntou-se a ele na pequena mesa de jantar.

─ É o seguinte ─ Will começou ─ Colin me ligou e disse que a policia ainda não tem ideia de como as meninas sumiram o que é um ponto forte pra nós, porem eles puxaram o histórico de todos da equipe dele e estão fazendo vista grossa por la então não podemos contar com ele pra nos ajudar nessa parte do plano!

─ Se tirarmos ele de la a policia ira suspeitar do sumiço repentino dele, então seremos só nos quatro! ─ completou Neal.

─ Certo e como faremos com os pirralhos? ─ perguntou Ginny. Glinda apenas acompanhava o processo do plano.

─ Nos iremos nos dividir em três grupos ─ disse Neal ─ eu irei com Glinda e três dos adolescentes, Will ira com mais três e Ginny seguira com as crianças!

─ Nós vamos nos dividir pra não chamar a atenção! Essas duas meninas são ricas e a policia de NY logo ira fazer a declaração na televisão com a Tenente do esquadrão de vitimas especiais, então teremos muitos olhos em cima de nos! ─ completou Will.

─ Precisamos sair antes dessa declaração, pois irão divulgar a foto das meninas então teremos que ser rápidos! Nós vamos para o aeroporto JFK e de lá partiremos para o Canada, já temos as identidades falsas para todos eles! ─ disse Neal entregando os passaportes e as passagens para cada um ─ fiquem atentos a cada um deles!

─ Nós viajaremos em voos diferentes, porem iremos nos encontrar em um ponto estratégico no aeroporto de Quebec então se mantenham atentos aos seus celulares! ─ disse Will.

─ De la nós iremos para uma cidade do interior onde já temos um lugar pra ficar e lá ser a estadia final onde o chefe nos encontrara ─ terminou Neal.

Todos assentiram e se levantaram. Glinda foi ate a escada e destrancou a porta. Mandou todos descerem em fila e esperarem na sala. As crianças desceram em silencio e ficaram amedrontadas por encontrar alguns rostos conhecidos. Principalmente Henry que se lembrava de Neal. William separou os grupos: Neal e Glinda levariam Emma, Regina e Henry, Ginny levaria Grace, Mulan e Roland e ele levaria Ariel, Eric e Violet.

As crianças estavam confusas com aquela divisão de grupos porem mantinham-se quietas. Will, Ginny e Glinda levaram as crianças já separadas para os carros enquanto Neal pegou todos os resquícios e pistas de que haviam tido moradores ali e fazia uma fogueira dentro de um barril de metal. Todas as roupas das crianças e seus pertences foram queimados, apenas Glinda pode fazer sua mala com suas coisas.

Terminada a limpeza, cada um partiu por um caminho diferente ate o aeroporto JFK. Eles não iriam fazer caminhos iguais e não iriam se comunicar ate chegar no país vizinho. Eu, Emma e Henry estávamos nos entreolhando enquanto fazíamos o caminho ate nosso destino. Ouvimos Neal citar algo sobre o Canada e sobre nosso voo e então entendemos que estávamos nos mudando. Segurei firme na mão da minha namorada e olhei para ela com os olhos marejados.

Olhamos alguns pontos de NY que conhecíamos e que muitas vezes havíamos frequentado. Era hora de dar adeus a nossa cidade, era hora de nos despedirmos de tudo que conhecíamos e de todas as pessoas que estavam ficando. Pensei em nosso pais, em minha tia, pensei nos pais de Emma e em seu irmão. Pensei em como eles deviam estar pensando em nós, como deviam ter chorado. Pensei nos diversos feriados em que não estaríamos presentes, nossos aniversários, os festivais do colégio, a apresentação de Emma nos jogos, ela não iria ver o irmão jogar ou vencer um jogo. Eu não iria ver minha mãe reclamar do quanto eu era chata com algumas coisas e totalmente desleixada com outras, não receberia seu beijo de boa noite e nem seu abraço de bom dia. Emma não iria aprender as musicas que queria no violão e eu talvez nunca mais tocasse piano. Não iriamos mais reclamar das provas, dos trabalhos, dos professores ou da Ruby. Emma não teria a chance de dar outro soco e quebrar o nariz de Robin novamente. Nossos pais não nos veriam ser fortes umas pela outra. E nós não os veríamos cair dia a dia pela perda das filhas que eles não conseguiram proteger.

 Emma apertou forte a minha mão ao ver minhas lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

─ Eu te amo Regina Mills e vou com você ate o inferno! ─ Emma olhou para mim com seus olhos marejados. Eu a beijei e encostei minha testa na dela.

─ Eu te amo Emma Swan!

Nova York – Palácio da Justiça de Divisão e Apelação ─ 13:15

Zelena havia chegado com Belle em frente ao tribunal onde a policial havia montado um pequeno palanque para fazer o pronunciamento. Belle havia preparado seu discurso e repetido milhões de vezes que ela iria conseguir falar sem chorar. Ambas cumprimentaram o governador de Nova York e o prefeito. Zelena observou as varias pessoas que se encontravam ali e os vários jornais como NBC, CBS, CNN, ABC, entre outros. Todos esperando que a ruiva falasse sobre o tal caso.

Zelena se posicionou em frente ao palanque e ajeitou o microfone. Suspirou e respirou fundo.

“Caros cidadãos da cidade de Nova York, venho por meio dessa declaração anunciar um caso em que o esquadrão de vitimas especiais encontra-se trabalhando arduamente para chegar a um desfecho. Ontem a noite por volta das dez horas da noite, duas garotas de 13 anos de idade do Trinity College desapareceram sem deixar pistas. O sumiço foi comunicado pelos pais assim que o festival que ocorria no local teve fim as onze e meia da noite. As vitimas são Emma Nolan Swan, filha do renomado empresário David Nolan e Regina Mills, filha do também conhecido empresário Henry Mills. Temos por ordem expressas não considerar desaparecimento com menos de 24hrs, porem dadas as circunstancias duvidosas a NYPD começou a trabalhar no caso assim que foi notificada. Estamos tendo ajuda da policia local e dos parentes das vitimas e amigos próximos que nos informam tudo sobre um possível paradeiro das meninas. Estaremos divulgando a foto de ambas para que assim que vocês as vejam possam nos ajudar a encontra-las! Qualquer pista é bem-vinda e toda ajuda será necessária. Informo-lhes também que a NYPD esta formalizando hoje uma parceria com a Chicago PD para obtenção de provas, pistas e evidencias, temos informações de que mais crianças foram sequestradas no mesmo M.O. e queremos mantê-las vivas ate encontra-las. No momento é isso que tenho a dizer. Tenham uma ótima tarde.”

Nova York – Aeroporto Internacional John F. Kennedy – 13:20

“Atenção passageiros, todos os voos com destino para o aeroporto de Quebec de antes das duas horas da tarde encontram-se na pista de decolagem. O embarque esta encerrado!”.


Notas Finais


É ISSO GALERAAAAA
WELCOME TO THE JUNGLE OU BEM VINDOS A SEGUNDA FASE DA HISTÓRIA <3


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