História Inocência roubada - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Palavras 5.707
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLLOOOOOOOO, IT'S ME (cantem Adele) SHAUSHAUSHAUSH
EU VORTEI JUNTO COM A SEMANA DA ATUALIZAÇAO E JUNTO COM DOIS DIAS DE ATUALIZAÇÃO DUPLA, É ISSO MESMO PRODUÇÃO? EU OUVI BEM?
QUEM SE FERROU? EU MESMA! SARAH BLANC \O/ SHAUSHUASHUASHA

MAS PARA NOOOOOOOOOSSA ALEGRIA (ressuscitando aquele meme) VAMOS TER MUITAS REVELAÇÕES IRMÃS E IRMÃOS, AMEM?
HSUAHSUAHUSHAUHSUH, ESTAMOS CHEGANDO AO FIM DE UM MISTERIO QUE VOCÊS ESTÃO RESOLVENDO NA HISTÓRIA CERTO? E AGORA ESTÃO LIVRES? NAAAAAAAAAAAAAAAAAO
EU LANÇAREI OUTRO MISTÉRIO PARA VCS RESOLVEREM E MAIS PISTAS SERÃO LANÇADAS \O/
TA ACHANDO QUE É FACIL A VIDA? RAPADURA É DOCE, MAS NAO É MOLE!

BOA LEITURA LITTLE DETECTIVES <3 COMENTEM MUUUUUUITO!
BEIJOXXX

Capítulo 29 - Uma surpresa e vários medos


Fanfic / Fanfiction Inocência roubada - Capítulo 29 - Uma surpresa e vários medos

*Flashback On*

A pequena ruivinha brincava com suas bonecas de pano em seu quarto totalmente decorado a seu gosto. Tudo ali tinha sido escolhido por ela quando ela havia completado dez anos. Ela gostava muito de verde, amarelo, laranja, rosa, vermelho entre outras. Cores vivas. Muito diferente do restante da família que mantinha o tradicional branco, cinza e bege. Porem a mãe deu total liberdade a sua garotinha sabendo que isso a faria feliz.

Quando o quarto ficou pronto a Sra. Mills aplaudiu a criatividade da pequena. Ela havia escolhido as paredes tanto da esquerda quanto da direita da cor branca, mas a parede do fundo ela escolheu que fosse coberta com um papel de parede coral com grandes flores laranja, cremes e azuis. Essa mesma parede possuía uma janela que foi coberta por uma cortina azul turquesa clara e embaixo foi colocado um gaveteiro da mesma cor com três gavetas, onde em cima havia um abajur e um porta-retrato da menina com o irmão mais velho. A esquerda ficava sua cama que tinha o ferro pintado de verde como as folhas das flores da parede. Na parede da direita havia um espelho de borda coral e embaixo um gaveteiro de seis gavetas da mesma cor, onde em cima havia alguns livros dispostos entre um suporte de unicórnio e uma caixinha de jóias. Na parede da frente havia um baú verde limão claro onde ela guardava alguns brinquedos e algumas bonecas o enfeitavam ao lado. Em cima algumas estantes com outros livros terminavam a decoração.

A roupa de cama era das cores da decoração, também escolhido por ela. Ela possuía um gênio forte e sua expressão era única. A família não tinha problemas com seu comportamento, pois ela era dócil, amorosa, inteligente, comportada e muito brincalhona com as pessoas que conhecia. Seu problema maior era a timidez e o distanciamento dos pais e do irmão mais velho. A menina sofria por demasiado e ficava muitas vezes com o humor ruim chegando a ficar doente. Acontecia principalmente quando Henry tinha que viajar com o pai para resolver os negócios da empresa e se ausentava por quase um mês. Ela ligava para ele quase todos os dias e se não fosse a mãe para gerenciar as ligações, a ruiva não desligava.

Ela estava distraída com suas bonecas que não percebeu que estava sendo observada. A pessoa então bateu a porta e ela olhou para trás e sorriu largo.

─ MANINHO! ─ ela levantou de supetão e correu para seus braços. Ele era bem maior que ela e a garota sumia em seu abraço ─ eu senti tanta sua falta! ─ ela falou chorosa.

─ Também senti sua falta, minha ruivinha com as estrelas no rosto ─ ele passou a mão em suas sardas espalhadas pela bochecha.

─ Você vai ficar agora né? Não vai embora? ─ ela perguntou o fitando com seus grandes olhos azuis. Ele sorriu como sempre fazia. Olhou para a sua irmã e viu como ela havia crescido. Sua mãe ainda insistia que ela usasse vestidos como quando era pequena, mas ela já era uma moça linda e esperta. Não sabia como faria aquilo, mas tinha que contar a ela.

─ Eu trouxe um presente pra você! ─ ele falou e ela torceu o nariz ─ vamos, agora você é uma detetive e tem que adivinhar com as pistas que eu vou te dar ─ a menina sorriu empolgada. Eles faziam isso sempre que ele viajava e ela era muito boa na brincadeira.

─ Certo, fale as três pistas! ─ ela ficou em pé se preparando.

─ Bom, as dicas são sobre do que se trata, o que tem a ver com você e o lugar onde você vai encontrar! ─ a menina escutou com atenção e assentiu com a cabeça ─ é uma peça que as mulheres usam para ficarem bonitas, é da sua cor favorita e você vai encontrar se pensar como um pirata! ─ a menina sorriu e saiu correndo. Passou pela mãe e pelo pai e foi para fora. Henry foi com os pais para a sala esperar sua visita que era uma convidada especial, enquanto a ruiva brincava de detetive. Henry esperava que ela gostasse do presente, geralmente ela sempre era sincera e Zelena era simples em seu coração, algo que eles procuraram sempre manter na garota. Porem ele estava nervoso quando a sua convidada.

Meia hora mais tarde Zelena voltou com um embrulho nas mãos e com seu vestido amarrotado.

─ Meu deus filha, olha seu vestido! ─ a Sra. Mills colocou a mão no rosto ao ver a situação da menina e o Sr. Mills apenas riu da reação da esposa. Zelena fez uma careta e olhou para o irmão.

─ Acho que estamos encrencados! ─ ele falou para ela e a ruiva riu ─ olha, você encontrou! Você vai ser uma detetive incrível!

─ Você acha? ─ ela sentou no tapete e desembrulhou o presente encontrando uma caixa de veludo vermelha retangular ─ nossa! É linda! Tao macia! ─ ela então abriu o fecho e encontrou um cordão dourado com um pingente pequeno retangular de esmeralda contornado de ouro. Verde era sua cor favorita. A menina olhou para o irmão e não sabia o que dizer. Olhou para a mãe e viu que ela sorria ─ ual! Ele é... ─ ela não tinha palavras.

─ Maravilhoso, certo? ─ a mãe terminou por ela e a menina assentiu. Ela entregou ao irmão e ele colocou em seu pescoço. Ela correu ate o espelho que havia na sala e se olhou contemplando aquela jóia em seu corpo. Ela sentia-se estranha, não sabia que era importante ao ponto de ganhar algo de tamanho valor. Ela voltou ate o irmão e o abraçou.

─ Obrigada Henry, eu amei e sempre vou usa-lo! ─ ela sorriu para ele e o irmão retribuiu o sorriso. Porem o momento deles foi interrompido pela chegada da visita. A governanta da casa avisou e Henry foi recebê-la. A Sra. Mills ajeitou o vestido da filha e pediu que se sentasse comportada no sofá enquanto a governanta recolhia os papeis do chão. A ruiva balançava os pés e aguardava ansiosa. Lembrava-se do dia que o irmão disse que iria lhe apresentar uma pessoa especial.

Henry então apareceu na sala com uma moça de estatura média, olhos castanhos, cabelos castanhos avermelhados e lábios carnudos cobertos por um batom vermelho. Ela era linda e possuía um brilho único. Sua pele branca marcava na roupa azul marinho. Zelena a encarou sem entender quem ela era.

─ Mae, pai e irmã ─ Henry sorriu ─ Essa é Cora, minha noiva! ─ a ruiva apenas arregalou os olhos.

*Flashback Off*

Nova York – NYPD – Terça Feira – 10:30am

Zelena lia os documentos com atenção enquanto mexia em seu pingente de esmeralda. Ela nunca o tirava. Já estava com ela há dezesseis anos e tinha um valor inestimável para a ruiva e havia se tornado uma mania ficar girando o pingente no cordão de um lado para o outro quando estava concentrada em algo. Belle a sua frente a ajudava a terminar de preencher o resto da papelada. Elas estavam desde cedo no meio dos papeis e não tinham parado desde então.

A ruiva estava tão distraída que não notou a batida na porta ate que Belle autoriza a entrada de Sean. Ela então olha para o rapaz e sorri.

─ Atrapalho? ─ ele pergunta sem graça.

─ Claro que não Sean! ─ a ruiva diz e sorri novamente ─ o que deseja?

─ Preciso de Belle rapidinho! ─ ele sorri e Belle faz uma careta sem entender.

─ Toda sua! ─ a ruiva ri e vai ate a porta para ver o que ele estava aprontando.

Ela viu que ele chamou o resto dos detetives do esquadrão de NY e eles a levaram até a região onde ficavam as máquinas de café. Zelena andou um pouco para observar melhor. Quando Belle chegou Erin e Jay estavam esperando com um buque de flores e um livro que estava embrulhado em um fino papel de seda com um laço vermelho. Todos a abraçaram, desejaram “feliz aniversário” e Zelena a viu sorrir e ficar sem graça.

A ruiva então se desesperou. Ela não podia ter se esquecido do aniversario de Belle. Ela não podia ter cometido esse erro estratosférico. Com uma mão na testa ela entrou em sua sala, fechando a porta atrás de si e olhou a data do dia atual. Não pode acreditar. Belle fazia aniversario dia vinte de Outubro e hoje era dia vinte e cinco. Sim. Ela havia se esquecido e Belle não tinha nem demonstrado descontentamento com a falha da ruiva. Logo a morena que sempre fazia o seu aniversario ser especial, mesmo sabendo que Zelena não gostava de comemorar a data. Ela precisava fazer algo e rápido. Ela discou o ramal de August e alguns minutos depois ele estava em sua sala.

─ Chamou? ─ ele entrou na sala.

─ August, preciso da sua ajuda, mas preciso que mantenha isso em segredo! ─ ela o fitou e ele ficou espantado.

─ Matou alguém? ─ ele olhou para ela. A ruiva riu.

─ Não ainda! ─ ela suspirou ─ preciso fazer algo pra Belle, mas tem que ser totalmente em secreto e você será o responsável em me ajudar a fazer isso funcionar! ─ ele arqueou uma sobrancelha.

─ Certo! No que esta pensando? ─ ela sorriu. Claro que não ia contar tudo, não podia saber do envolvimento das duas, mas ele podia saber de uma parte.

─ Vai funcionar como um caso criminal, como uma caça ao tesouro e você vai ser o responsável por deixar as pistas pra ela nos horários que eu mandar, ok? ─ ele assentiu ─ vou ajeitar aqui e você começa dizendo a ela que a mandei ajuda-los na investigação do Sr. Colin, não posso ter ela comigo aqui dentro!

─ Ok chefe! ─ ele sorriu e piscou para a ruiva ─ que comecem os jogos! ─ a ruiva riu e viu August sumir.

Ela então pegou alguns envelopes que possuía em sua gaveta e alguns papeis. Ela testaria a capacidade da amiga em resolver um pequeno mistério. Enquanto ela resolvia, ela iria reservar um local e algumas coisas para que fosse um encontro perfeito para as duas. Ela queria que fosse especial, queria que Belle soubesse o quanto ela a amava e se importava com seu coração. Ela sabia que não era boa em questões do coração, nem em dizer palavras bonitas ou escrever cartas, poemas, muito menos poesias. Mas ela iria se esforçar para que pelo menos esse erro fosse reparado da melhor maneira possível.

Ela pesquisou algumas coisas na internet para montar suas pistas. Belle teria que descobrir que estava sendo convidada para algo. Então ela teria três pistas para descobrir que era um convite. Para que Zelena soubesse que ela havia descoberto, ela teria que deixar a resposta atrás da maquina de café que estava estragada, onde ninguém iria mexer. Depois o horário e mais três pistas. Depois Belle teria que descobrir a ocasião, então ela teria mais três pistas. Então ela receberia um ultimo envelope com as instruções e o endereço.

A ruiva terminou as três primeiras pistas e chamou August novamente. Deu as ordens para ele e o rapaz assentiu com a cabeça. Ela havia terminado exatamente na hora do almoço e sabia que a amiga iria gastar essas horas comendo e tentando desvendar o pequeno mistério que ela tinha começado. Ela esperava que ela descobrisse logo ou então o esquadrão teria uma ruiva com uma gastrite enorme.

Envelope 1: Bom dia Srta. Belle! Venho por meio deste recado dizer que você foi convocada a resolver um pequeno mistério que ira te levar a um desfecho incrível. Porem para isso você ira passar por três etapas, cada uma com três pistas e terá que descobrir com essas pistas esse enigma. Lembrando que não vale consulta de nenhum tipo! Você recebera cada pista a cada meia hora e assim que resolver, deixe a resposta atrás da maquina de café estraga que alguém ira busca-la.

Sua primeira pista: Antes da invenção da imprensa por Gutenberg, em 1447, eles eram anunciados por pregoeiros nas ruas.

Envelope 2: Segunda pista! Eram entregues a cavalo e para serem protegidos, eles eram colocados em envelopes e lacrados com cera e marcados com um brasão.

Envelope 3: Terceira pista! Apesar dos avanços tecnológicos e das novas formas que ele tomou, muitos não abrem mão de sua antiga forma.

Belle recebeu a primeira pista na hora do almoço. A segunda assim que retornou do restaurante e a terceira meia hora depois. Zelena a observava manusear os três envelopes. A primeira fase era fácil e sabia que a morena iria descobrir de cara. Logo a viu levantar e ir ate a maquina de café. Ela sorriu ao ver que Belle estava animada assim como ela com a pequena brincadeira. Ela tinha deixado Jefferson encarregado de buscar as respostas e ele iria entregar para ela apenas vinte minutos depois de ter a coletado. E August continuou a distribuir as pistas.

Envelope 4: Você esta na segunda fase e agora recebera mais três pistas!

Primeira pista: surgiu na Babilônia e no Egito em XVI a.C. A historia registra que surgiu na Judéia, mais ou menos, 600 a.C.

Envelope 5: Segunda pista! Existem nove tipos dessa pequena grande invenção ate os dias atuais.

Envelope 6: Terceira pista! A primeira versão mecânica foi inventada pelo monge budista há alguns anos antes de Cristo. Marque esse ano quando descobrir a pista.

Novamente a ruiva não conseguiu concentrar em seu trabalho. Ela observava Belle pensar e levantar nervosa pensando nas pistas que recebia. Ela ria e as vezes ficava preocupada se Belle não iria vir pedir sua ajuda. Ela sabia que no fundo a amiga não faria isso, ela gostava de resolver esses tipos de coisas e por isso vivia lendo livro de mistério e resolvendo anagramas. Ela era muito inteligente e conseguia resolver charadas, enigmas e incógnitas mais rápido que muitos que se diziam espertos e nerds. Sem falar naquela droga de cubo magico que ela conseguia montar como quem brinca de dominó. Zelena morria de raiva. Mal conseguia as vezes acertar o lado certo da blusa.

Depois de quarenta minutos que ela tinha recebido as três pistas, ela levantou-se e deixou a resposta no mesmo local. Zelena suspirou. Estava tudo indo bem ate agora e então ela poderia confirmar o local do encontro e daria tudo certo, mesmo que fosse uma comemoração atrasada de aniversario. So em pensar que tinha esquecido ela se sentia a pior pessoa do mundo.

Envelope 7: Você esta na ultima fase! Muito bem por chegar ate aqui.

Primeira pista: Existiram vários tipos no século XIX e inicio do século XX, mas eles ocorrem ate hoje tendo muitas características ainda preservadas, mas outras foram mudadas.

Envelope 8: Eram comuns na Era Vitoriana (1837-1901) e havia um livro de regras a ser seguido, onde dizia o que vestir, como se comportar, manuais de etiqueta e de dança.

Envelope 9: Era um lugar onde havia diversão apesar das regras rígidas. Porem era onde o cavalheiro podia ter mais contato com a dama e onde podiam formar uma conexão maior.

Essa pista deixou Belle intrigada. Era um pouco incomum, Zelena concordava, mas queria fazer algo que fosse clichê e que fosse ao mesmo tempo magico e que mostrasse que ela podia sim ser romântica apesar de ser dura e muitas vezes parecer que só mantinha muros ao redor de si. Ela queria mostrar que podia ser sensível, doce, carinhosa e que podia abrir mão de sua zona de conforto pela morena que lhe causava rebuliços e arrepios em seu interior.

Belle demorou para resolver essa e a ruiva pensou que talvez ela não estivesse acreditando na resposta. Já estava perto das oito da noite e a morena estava encarando o papel em branco. Zelena então suspirou quando viu que ela escreveu a resposta no papel e então foi ate o local da resposta. Agora era só ela averiguar a ultima resposta e deixar August entregar o ultimo envelope para a morena.

Depois de quarenta minutos, onde a resposta foi coletada e averiguada. August entregou o ultimo envelope e Zelena viu Belle sorrir de satisfação por ter descoberto o mistério com todas as pistas. A ruiva então ligou no lugar onde havia ligado mais cedo e confirmou a locação. Fez mais algumas ligações e bufou. Esperava que tudo desse certo.

Envelope 10: Parabéns! Você é uma grande detetive e descobriu todos os enigmas! Bom então você sabe do que se trata e eu darei as ultimas informações: você devera comparecer nesse endereço 768 5th Ave, Nova York e você sabe o horário! Você recebera sua roupa em casa e ira ser buscada por um motorista particular. Ate la!

Respostas:

1.Convite

2.Relógio e o ano é 725 que será a hora 7:25pm

3.Baile de gala.

*Flashback On*

Ginny entrou na garagem e trancou a porta. Correu ate a amiga e começou a chorar. Angelina não entendeu nada. Apenas afagou o cabelo escuro de sua amiga e deixou que ela se acalmasse. Ela soluçava e tremia. A morena então se encostou à barriga da amiga que estava grande e a acariciou. Angelina estava no oitavo mês de gravidez.

─ Amiga, porque esta assim? ─ a loira perguntou preocupada. Ginny sentou-se e limpou as lagrimas com a barra da camiseta.

─ Pimp está muito nervoso ─ ela suspira e uma lagrima escorre ─ ele esta quebrando tudo la dentro e eu nunca vi ele ficar assim! ─ Angelina limpa a pequena lagrima.

─ Mas você sabe o motivo?

─ Eu não sei muito bem, ele só grita e as meninas também tão assustadas ─ ela soluça ─ ele falou de um Henry Mills varias vezes e o outro eu não lembro, um tal de David alguma coisa, mas ele parece ter muita raiva deles, não sei o que aconteceu! ─ ela volta a chorar ─ ele me assustou hoje!

─ Fique calma! Ele não vai fazer nada com você! ─ Angelina a fitou e sorriu calmamente ─ vai ficar tudo bem! ─ Ginny assentiu e deitou novamente no colo da amiga acariciando sua barriga.

*Flashback Off*

Quebec – Baie-Comeau – Quarta-feira – 9:20am

EMMA’S POV

Gold havia ido viajar com sua corja para Chicago, na verdade só uma parte dela. Neal e Colin. O que dava a nós alguns dias de folga do inferno. Não sabíamos quando eles retornariam e nem o que foram fazer, mas só de saber que eles estavam longe já era um alivio. Os que ficaram não nos inspiravam medo ou algo do tipo. Will apesar de fazer parte de tudo e ser o braço direito de Gold, não parecia ser capaz de vir ate nós e fazer o que Neal e Colin fizeram e fariam a qualquer momento.

Ingrid tinha acabado de recolher as coisas da mesa e a roupa suja. Eu sempre a encarava tentando decifrar seu rosto, tentando captar alguma expressão, alguma emoção, alguma coisa. Mas ela parecia impenetrável. Parecia que havia uma casca grossa ao seu redor e era impossível de transpassar. Eu não entendia como ela conseguia olhar para nós todos os dias, pessoas da idade dela, que poderiam ser facilmente seus amigos de escola, amigos de bairro ou de qualquer outra coisa e não sentir nada e não falar nada. Muito menos expressar nada.

Henry já tinha passado da fase de sentir algo por ela. Ele ficava mais próximo de Eric e cuidava muito de Violet desde o que acontecera entre os dois. Ao invés de afasta-los, isso apenas os aproximou. Violet não o culpou pelo o que aconteceu e em nenhum momento ela deixou que isso o atingisse através dela. Ela passou a estar mais perto dele e deixar que ele a cuidasse como forma de diminuir a dor que ele sentia pelo o que fez. Ela sabia que isso fazia bem para ele, era uma forma dele compensar, por mais que não pudesse apagar o acontecido, pelo menos ele podia tentar cuidar e protege-la.

Estávamos todos sentados no carpete no chão jogando dominó, outro jogo que Glinda conseguiu contrabandear para nós. Ela aparecia sempre rápida e desaparecia na mesma rapidez. Nós nunca conseguíamos falar nada, ela apenas falava algumas coisas, deixava às vezes algum jogo ou remédio e subia.

─ Vai Emma é sua vez! ─ disse Ariel. Eu parei de fitar Ingrid e voltei a concentração para o jogo. Coloquei minha peça e os outros continuaram. A loira então subiu as escadas e fechou a porta.

─ O que tanto você encara a empregada? ─ perguntou Eric.

─ Você não fica curioso não? ─ perguntei ─ ela é estranha e eu nunca ouvi um som sair da boca dela!

─ Ela pode não falar aqui, mas não se sabe la em cima! ─ Regina falou olhando para mim desconfiada.

─ Eita! ─ falou Ariel ─ você viu esse olhar? ─ Ariel cutucou Violet e ambas riram.

─ Emma vai morrer mais rápido se continuar olhando pra loira muda ─ eu rolei os olhos.

─ Engraçadinha! ─ bufei ─ eu não olho ela desse jeito!

─ Mas olha demais! ─ Eric cutucou e as meninas riram.

─ Regina! Você não vai me defender? ─ olhei para a minha namorada que ria.

─ Desculpa, mas você olha demais pra ela mesmo! ─ eu olhei seria para ela e ela me deu um beijo ─ não se preocupa amor! Eu sei que você me ama!

─ Humilde ela! ─ disse Eric.

─ Gente, nós podíamos voltar a falar de um possível plano de fuga... ─ Henry falou enquanto jogava sua peça e todos olharam para ele.

─ Henry eu acho isso muita loucura, nós iriamos correr pra onde? Sair como? Eles tem armas e são bem mais fortes! ─ falei desanimada e os outros concordaram.

─ Eu sei Emma, você tem razão, mas ate quando vamos continuar aqui? Ate quando Mulan vai continuar sendo a única que não foi escolhida? ─ a pequena abraçou Violet. Eu engoli seco.

─ Como iriamos fazer isso? ─ perguntou Ariel ─ pra isso temos que ter um plano muito bom! Melhor do que bom, um super foda! ─ a ruiva falou.

─ Que feio falar isso! ─ Roland riu. A ruiva riu e abraçou o garoto. Henry não sabia responder, mas tinha que pensar.

HENRY’S POV

Depois que terminamos o jogo, Ariel ficou com Grace e Roland montando um quebra cabeça. Emma e Regina foram deitar e Violet estava com Mulan. Eu estava com Eric e muitos pensamentos povoavam minha cabeça e me deixavam confuso. Eu sabia que eles tinham medo e receio de sair daqui, era assustador a tentativa de enfrentar nossos carcereiros e se não desse certo, o temor do castigo era presente em todos. Nós vimos o que aconteceu com Regina e isso foi apenas uma amostra do que eles são capazes.

─ Você sempre gastando esse cérebro! ─ Eric me cutucou e eu sorri.

─ Impossível não gastar quando se esta dentro de um quarto fechado sem nada pra fazer! ─ eu ri e ele deu de ombros.

─ Minha mãe sempre dizia: pensa que poderia ser pior ─ ele falou sem emoção ─ é, acho que isso não cabe aqui...

─ Com certeza não! ─ eu o fitei e ele sorriu. Violet chegou de mansinho e encostou no meu ombro. Eu virei e olhei para a morena.

─ Henry, posso falar com você? ─ ela parecia afoita. Assenti e a acompanhei ate um canto do quarto e Mulan estava segurando em sua mão. Mulan era muito apegada a ela e a tinha como mãe. Violet não se importava em ser considerada como tal, ela era carinhosa com a menina e tinha o dom para tal coisa.

─ O que foi? Aconteceu algo? ─ perguntei preocupado.

─ Henry, Mulan esta com medo, preciso da sua ajuda pra proteger ela ─ ela me olhou com os olhos marejados e eu olhei a menina se esconder atrás do seu corpo ─, por favor, me ajuda! ─ ela segurou em minha mão. Eu olhei para ela novamente. Era impossível dizer não.

Nova York – NYPD – Quarta-feira – 3:15pm

Os detetives estavam trabalhando duro atrás de informações sobre o tal Colin e então finalmente haviam conseguido algo concreto. Elegeram Jay para dar a noticia para Zelena e ele então foi ate sua então chefe ate Voight retornar de Chicago. Ele bateu a porta e a ruiva acenou para que ele entrasse. Ele o fez e fechou a porta. Ela sorriu como sempre fazia e Belle fez o mesmo.

─ Diga Jay! ─ Zelena o encarou.

─ Conseguimos o nome do cafetão de Colin da época que ele era adolescente ─ as duas arregalaram os olhos espantadas ─ nós ligamos no ultimo abrigo que ele ficou e uma das moças que toma conta disse que uma menina que ficou no abrigo veio do mesmo cafetão, mas ela permaneceu com eles ate o final ─ ele finalizou.

─ Isso é ótimo! ─ disse Belle ─ conseguiram algo da ficha dele?

─ Não, esse é o problema, parece que o cara virou um fantasma e só passa a existir com o novo sobrenome e o novo currículo depois dos trinta anos, nós vasculhamos todos os sistemas, mas não encontramos nada! ─ ele bufou.

─ O jeito então será falar com esse cafetão e nós faremos isso! Como é o nome dele e onde podemos encontrar esse cara? ─ Zelena perguntou.

─ Ele utiliza o nome de Hooker Bucks, mas ele se chama Leopold Cohen, suas garotas ficam no sul do Bronx entre a 138th e 149th ─ ele a informou. Zelena anotou e dispensou Jay. Ela iria tirar essa historia a limpo.

Quando ficou a noite, ela deixou a delegacia sob a supervisão de Sean. Ela e Belle iriam ate o Bronx encontrar Leopold e descobrir sobre o passado de Colin e talvez saber mais sobre a história dele que parecia ter sido apagada de todos os registros existentes no país. Elas entraram no carro da ruiva e seguiram para o famoso bairro da confusão, crime e pobreza. Pode até ser que muita coisa tenha mudado com a construção de shoppings, hotéis e outras empresas e ate lugares de luxo, mas uma área do Bronx ainda era conhecida pela sua violência e pela sua pobreza.

Zelena como sempre adorava correr. O bairro era longe da delegacia e eram 7:30pm então elas não podiam demorar. Apesar de serem policiais, ainda eram mulheres e o mundo ainda era mundo, como todos os seus perigos para as mulheres sejam elas medicas ou mães, crianças ou idosas. A sociedade ainda prega que havia um horário para que elas estivessem em casa, caso passasse desse horário ela estava “pedindo” para que algo ruim lhe acontecesse.

Em trinta e cinco minutos elas chegaram ao endereço. A rua era meio movimentada por alguns pubs e clubes de strip-tease que ficavam distribuídos pelas quadras. O movimento das meninas havia começado agora e elas estavam em um grupo de três. Zelena estacionou e desceu junto com Belle. Apesar do frio que fazia naquele Outono, as mulheres estavam semi nuas e pareciam confortáveis. Belle aconselhou que elas não usassem o casaco da policia, poderia assustar as garotas e não inspiraria confiança. Elas chegaram as garotas e as três as encararam.

─ Pois não? ─ uma delas perguntou. Ela era negra e alta. Estava com um salto que a deixava imponente e assustadora. Sua maquiagem forte não escondia sua cara de descontentamento. Zelena logo se lembrou do rap que dizia sobre uma mulher prostituta “a maquiagem forte esconde os hematomas da alma”.

─ Prazer, sou Zelena e essa é Belle ─ ela apontou para sua amiga ─ não estamos atrás de confusão, queremos falar com o cafetão de vocês! ─ as garotas se encararam.

─ Porque acha que iriamos acreditar em você? Nem te conhecemos! ─ a negra alta cruzou os braços e as outras concordaram. Zelena viu que iria ser difícil.

─ Estamos aqui de mulher pra mulher ok? ─ ela olhou para as três ─ não vamos prejudicar nenhuma de vocês!

─ Como podemos ter certeza disso? ─ a outra que parecia ter descendência mexicana perguntou.

─ Somos da policia de Nova York ─ Belle mostrou o distintivo e elas arregalaram os olhos ─ então podemos saber se são cidadãs norte americanas, caso não podemos verificar os vistos e geralmente vocês tem filhos, não irão querer ficar longe deles, então temos como prejudicar você, mas escolhemos ir contra o nosso dever e proteger vocês como mulheres que são assim como nós ─ a morena a fitou e guardou o distintivo. As três se encararam e suspiraram.

Zelena e Belle foram levadas ate umas três quadras do local onde estavam. Entraram em uma rua sem asfalto e sem saída e foram ate uma casa de tijolos grande e um pouco luxuosa para o lugar onde estava. Porem, na verdade, era o esconderijo perfeito. Elas adentraram o local e as detetives as seguiram. Viram outras garotas sentadas nos sofás com alguns caras que fumavam e bebiam. Algumas pareciam ter apenas dezoito anos. Elas suspiraram para manter o foco.

A negra alta as levou ate o final de um dos corredores e bateu na porta. Uma voz rouca indicou que podia entrar e ela entrou. Explicou que havia duas mulheres querendo falar com ele. Disse que não sabia nada sobre elas, mas que parecia importante. Ele pediu que ela se retirasse e que as duas entrassem. Zelena e Belle entraram e fecharam a porta atrás de si. Encontraram um senhor com um terno branco fumando. Ele possuía varias correntes e anéis e tinha uma pose de durão.

─ O que posso fazer por duas mulheres lindas como vocês? ─ ele as encarou.

Nova York – Maison Kayser Paris Café – Quarta-feira – 4:30pm

Cora e Mary já aguardavam em uma mesa da famosa cafeteria de Nova York. Elas haviam recebido a resposta de Dorothy West e ela tinha concordado em se encontrar com ambas. Ela mandou seu numero de contato e então marcaram dia e lugar. Desde então as duas estavam roendo quase os dedos para o tal encontro. Elas ensaiaram tudo na cabeça, mas não sabiam se iam conseguir seguir o roteiro que pensaram.

A cada mulher que adentrava o local, elas ficavam atentas e nervosas, prontas para recebê-la, mas então ela se desviava e a euforia passava. Ate que então uma mulher morena, com um rabo de cavalo e cabelos castanhos escuros ondulados entrou na cafeteria. Ela procurou pelas duas que tinha apenas a lembrança pela foto no perfil da mensagem. Quando as encontrou, sorriu e elas acenaram. Foi em direção a elas. Ambas levantaram, cumprimentaram e se apresentaram. Fizeram seus pedidos e então era a hora de seguir o roteiro, que magicamente havia sumido da mente das duas.

─ Então, vocês entraram em contato comigo, sobre o que exatamente vocês querem falar? ─ ela perguntou curiosa. Cora olhou para Mary e ela então tomou partido da conversa.

─ Soubemos que sua filha foi vitima de exploração infantil e prostituição ─ a mulher apenas assentiu ─ nossas filhas foram sequestradas há um mês e três dias e estão sendo usadas para pornografia na internet ─ Mary suspirou e Cora segurou em sua mão. A mulher a fitou.

─ Sei como se sente! ─ ela enfim falou ─ eu sinto muito!

─ Precisamos da sua ajuda ─ Cora então falou ─ queremos ajudar mais mães a encontrarem conforto umas nas outras e quem sabe ajudar a encontrar seus filhos e filhas, como você encontrou a sua ─ Cora enfim respirou. A mulher a encarou.

─ Como sabem que as filhas de vocês estão no tráfico?

─ Encontramos um anuncio das duas no site Backpage e então tivemos certeza, mas não foi como você em que sua filha estava sendo vendida ali e você podia contata-la naquele numero, o nosso caso é mais grave e precisamos de apoio! ─ falou Mary com os olhos marejados.

─ Me explique sua ideia, mas saiba que já tem o meu apoio! ─ ela segurou na mão das duas.

*Flashback On*

Mais uma vez a morena entra correndo na garagem e fecha a porta. Ela senta ao lado da amiga e respira com dificuldade. Angelina apenas encara a morena afoita e fica preocupada com seu estado. Desde o mês passado ela andava nervosa, ansiosa e sempre com medo. Passava mais tempo na garagem, as vezes ate fazia suas refeições ali.

─ O que houve Ginny? Pelo amor de deus não me da esse susto de novo, sabe que eu to já pra completar nove meses esse mês e nós nem saímos daqui! ─ a loira falou preocupada enquanto servia um copo de agua para a amiga.

─ Angel, eu to preocupada! ─ ela bebeu um pouco da agua ─ lembra quando te falei da menina que sumiu? ─ Angelina assentiu em positivo.

─ Sim, lembro!

─ Mais meninas desapareceram e nós não recebemos visitas de ninguém Angel, ninguém ─ Ginny tremia e passava a mão pelo cabelo ─ eu acho que Pimp as matou, eu não quero acreditar nisso, mas eu ouvi algo sobre corpos depois do ataque dele do mês passado!

─ Ginny fica calma, pensa bem no que ta falando! ─ a loira abraçou a amiga.

─ Eu to pensando e não faz sentido elas sumirem, eu fico naquela casa o tempo todo e elas foram uma a uma com Pimp caminhar e não voltaram e logo depois eu ouvi ele conversar sobre corpos! Angel eu to com medo! ─ ela escondeu o rosto no ombro da amiga.

─ Calma, vamos pensar no que fazer! ─ elas estavam em silencio quando ouviram um carro chegar. Ginny gelou. Ouviram passos e ficaram quietas. Dois homens conversavam e Ginny reconheceu a voz de Pimp. Ela ouviu a porta do carro fechar e ouviu um dos passos se afastarem e outro andar pela grama e então parar. Elas se encararam.

A porta da garagem então foi aberta e a luz entrou. Gold então viu Ginny e a loira gravida ao seu lado.

─ O que significa isso?

*Fashback Off*


Notas Finais


E AGORA JOSÉ? MUITAS PERGUNTAS, MUITOS MEDOS, MUITAS COISAS, AI MEU HEART!


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