História Inocência roubada - Capítulo 46


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Palavras 5.637
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLAAAAAAAAAAAAAAAAAR, VORTEI!
QUERIA DIZER QUE ESSE PROVAVELMENTE DEVE SER UM DOS CAPITULOS MAIS FOFOS DA HISTORIA DE INOCENCIA ROUBADA HSUAHSUAHUSHAU ESTOU IN LOVE <3
BOM, NESSE CAPITULO NAO TEMOS MUITAS COISAS ACONTECENDO, ELE É O CAPITULO DIVISOR ENTRE A FASE 4 E A 5 QUE SERA A ULTIMA
RESUMINDO, A FASE 5 É A ULTIMA FASE, ONDE TEREMOS O CASAMENTO, EMMA CONTANDO SOBRE O NAMORO, SOBRE O BEBE E O FINAL DA INVESTIGAÇÃO DA MAFIA E TODO O DESFECHO QUE VOCES TANTO AGUARDAM!
ESPERO QUE CURTAM ESSE CAPITULO COMO EU CURTI, PORQUE APESAR DE NAO TER NADA DE MUITO INCRIVEL, ELE É UM DOS MEUS FAVORITOS!

BOA LEITURAAAA <3 COMENTEEEEEEM!
BEIJOOOOX

Capítulo 46 - Nada é permanente. Exceto a mudança (Heráclito)


Fanfic / Fanfiction Inocência roubada - Capítulo 46 - Nada é permanente. Exceto a mudança (Heráclito)

Seattle – Fairmont Olympic Hotel – Segunda – 9:30pm

Depois da manha cansativa no funeral e das despedidas no cemitério, todos foram para o hotel descansar, principalmente os adolescentes. As crianças aproveitaram para brincar na piscina que havia na área de dentro no hotel e era aquecida. Os pais ficaram conversando e aproveitando para se conhecer mais, trocar experiências, dizer quais os medos e inseguranças que eles estavam tendo no momento com relação a situação dos filhos e entre outras coisas.

Zelena e Belle ficaram em função da pequena Eve. Elas se apaixonavam por cada gesto e expressão da menina e se assustavam com algumas coisas que elas não conheciam. Cora as ajudava dando alguns conselhos com a criança, com os cuidados, com o que elas iriam precisar ter e todas as vacinas, cuidados médicos e preocupações que talvez a menina não teve enquanto esteve no cuidado da mãe. As duas prestavam atenção e sempre tomavam todos os conselhos como uteis afinal elas não sabiam nada sobre ser mãe.

A noite David e Henry providenciaram uma ceia de Natal para que fosse comemorada a data no salão do hotel com todas as famílias. Afinal, eles mereciam aquela comemoração, mereciam ceiar juntos e sentir a felicidade de ter seus filhos de volta em segurança e vivos. Claro que sentiam muito por Eric e se lembraram dele e de sua família na oração que fizeram antes de se servirem. Depois disso, eles ficaram apenas curtindo a presença uns dos outros e aproveitando a ultima noite que todos eles teriam juntos.

─ Vocês conseguem acreditar que saímos de lá? ─ Ariel perguntou. Os adolescentes estavam sentados em um dos sofás do salão. As crianças estava logo ao lado olhando Grace jogar no iPad que Belle havia emprestado a ela.

─ Às vezes não parece real... ─ Violet falou e suspirou.

─ Pois é! Eu nem acredito que vou voltar pra casa, pro meu quarto e principalmente pra escola! ─ disse Henry.

─ Ah! A escola... ─ disse Regina ─ nem me fale, queria poder pular essa parte! ─ ela rolou os olhos.

─ Por quê? ─ perguntou Ariel ─ eu sei que eu vou ter que fazer uma pilha de trabalhos pra recuperar o que perdi, mas to morrendo de saudade das minhas amigas! ─ ela falou sorrindo.

─ Eu terei que ver ainda como vou fazer, afinal eu nem cheguei a fazer os exames finais do outro bimestre! ─ Violet comentou.

─ Nem eu! Acho que vou ter que repetir o ano, talvez ─ Henry comentou.

─ Vai dar tudo certo! ─ Emma falou e sorriu ─ no nosso caso é complicado porque tem algumas pessoas que simplesmente detestamos na nossa escola e enfrentar eles já era difícil, agora que passamos por isso? Quero nem pensar! ─ ela bufou.

─ Mas você diz por que vocês duas namoram? ─ perguntou Ariel.

─ Exatamente e também porque tem umas pessoas que gostam de distribuir ódio gratuito mesmo! ─ disse Regina.

─ Ainda nem sabemos como contar pros nossos pais sobre nós duas, não sabemos nem se eles aceitam isso! ─ Emma respirou fundo. Regina segurou em sua mão e sorriu para ela.

─ Seus pais são do tipo careta? ─ perguntou Violet ─ digo, da “família tradicional” ─ ela fez as aspas com os dedos.

─ Nem sabemos! ─ disse Emma.

─ Bom, eu sei que meu pai não tem preconceito ao que parece ─ disse Regina ─ ele aceitou muito bem o casamento da minha tia com a Belle e minha mãe não demonstrou nada contra...

─ Vocês podiam pedir ajuda pra elas! ─ disse Henry e as duas se entreolharam.

─ Ou aproveitando que sabem cantar e tocar, porque não se apresentam e cantam “I kissed a girl” e deixa rolar? ─ Ariel sugeriu e todos riram.

─ Você não presta! ─ disse Emma.

─ Mas e quanto a vocês dois? ─ Regina perguntou a Violet e Henry ─ como vão fazer? ─ eles se entreolharam.

─ Bom, minha mãe já sabe que eu e ele estamos juntos e o melhor de tudo é que nesse tempo em que eu fiquei fora, ela se mudou pra Los Angeles e conseguiu emprego lá, um que vai conseguir manter nós três! ─ Violet sorriu e olhou de relance para Mulan.

─ Henry mora em Los Angeles, não mora? ─ Ariel perguntou.

─ Moro sim e acho que finalmente a sorte ficou do meu lado! ─ ele riu.

─ Eu fico tão feliz por vocês! ─ Regina sorriu ─ Mulan vai ter uma família, Violet vai poder ficar perto do Henry e Ariel vai voltar pras amigas, mas agora com juízo ─ todos riram.

─ Vocês vão conseguir também! ─ disse Violet ─ agora tem Grace e Eve junto e logo vocês vão achar um jeito de caminharem juntas sem ter que esconder esse sentimento!

─ Espero que sim! ─ Emma sorriu.

Na manha seguinte todos se despediram com abraços calorosos e com muitos convites para visitas nos feriados e em outras datas comemorativas. Os adolescentes então se abraçaram e prometeram ligar assim que chegassem as suas cidades e passar seus contatos para que pudessem montar um grupo de mensagens e nunca ficarem sem se falar. Eles não podiam negar. Tinham se tornado a família uns dos outros e se amavam, se preocupavam e sempre carregariam esse amor dentro deles.

Nova York – Condomínio Blue Bird – Domingo 07/01/2018

REGINA’S POV

Era o ultimo domingo antes das aulas começarem. A semana de férias de inverno tinham passado e então o bimestre seria retomado e tanto a minha situação como a da Emma já havia sido acertada no colégio. Ambas iriam fazer trabalhos semanais de todas as matérias para recuperar as notas perdidas e deveríamos nos envolver em alguma atividade extra curricular para agregar mais valor a essas notas e também no nosso futuro.

Como ultimo dia de férias, a família de Emma havia almoçado conosco, juntamente com a minha tia Zelena e minha nova tia Belle. Sim, elas haviam oficializado a união delas no cartório, mas queria fazer o casamento como manda as regras e para isso as duas estavam planejando uma enorme festa onde toda nossa família seria convidada, principalmente minha avó que ainda não sabia que minha tia estava casa e que agora era mãe de duas meninas.

Alias, nessas ultimas semanas Emma passou cuidando de Grace e comigo. Como minha tia não tinha espaço ainda no seu apartamento para duas crianças e tanto ela como Belle ainda não haviam resolvido a questão da mudança de casa, a menina ficou com a família da minha namorada ate que elas conseguissem resolver todos os tramites da adoção e ver também como fariam a mudança. Elas não sabiam se mudavam para uma casa ou se compravam um apartamento maior. A discussão era enorme e nós apenas opinávamos na questão da segurança das meninas e que elas deveriam escolher um lugar que ficasse próximo do trabalho delas e da escola que colocariam Grace. As duas ficaram a ultima semana nessa indecisão, ate que chegaram a conclusão que deveriam primeiro ver a escola melhor e mais próxima do trabalho e depois o imóvel que comprariam. Dito e feito. As duas acabaram comprando uma casa.

Além de tudo isso, eu, Emma, Grace e Eve passamos por diversos exames médicos e checagens em psiquiatras, psicólogos, nutricionistas e tantos outros especialistas, apenas para averiguar se não tínhamos contraído nenhuma doença sexualmente transmissível, se não estávamos desnutridas, se precisávamos de alguma atenção especial ou algo do tipo. O maior problema foi para Emma, claro. No exame de sangue dela deu positivo para gravidez e ela estava completando quase o terceiro mês. Ela pediu diversas vezes ao medico para que não contasse a mãe dela, que ela mesma pretendia fazer isso. O medico sabia que era errado, que ia contra a sua conduta, pois ela é menor de idade e como pediatra ele deve reportar aos pais tudo o que há com os pacientes. Porem ele entendeu que o que ela havia passado era muito difícil e que devia dar a ela um voto de confiança.

Emma foi então passada para uma psicóloga que estava ciente sobre sua gravidez precoce e que iria ajuda-la nesse processo. Emma e eu passamos a conversar mais sobre o assunto. Diante da lei, ela tinha ate esse mês para abortar e ela tinha razoes obvias. Ela foi abusada, era menor de idade e não tinha estrutura corporal e emocional, talvez, para gerar uma criança e cria-la. No entanto, Emma não conseguia se decidir, não conseguia dar uma palavra final e isso apenas aumentava a tensão e agonia que existia dentro dela.

No final da tarde, tivemos que nos despedir. Emma receberia a visita de Valentina, Elsa, Anna e Killian ainda e eu tinha que me preparar para enfrentar novamente a rotina da escola. Minhas tias estavam com Eve no colo e agora era a hora de Grace se despedir de Emma. Eu sabia que a loirinha iria sentir falta dela, as duas eram muito apegadas e tinham construído um ótimo relacionamento. Porem Emma tinha problemas maiores para lidar agora e teria uma rotina onde não havia como ela dar atenção para Grace.

─ Grace ─ Emma agachou-se e olhou-a nos olhos ─ hoje você vai pra casa, a sua casa! Com suas duas novas mães e sua nova irmã! Isso não é legal? ─ minha namorada e encarou.

─ Mas e você Emma? ─ a pequena perguntou.

─ Eu vou continuar aqui! ─ ela sorriu ─ eu vou continuar na mesma casa e você pode me ver quando quiser! Basta pedir pra tia Zel ou pra tia Belle e elas podem te trazer pra ficar comigo e com a Gina!

─ Vou sentir sua falta Emma... ─ a menina abaixou a cabeça.

─ Ei! Eu também vou! Mas ainda sou sua amiga e não vou te deixar ta bom? ─ a menina assentiu ─ eu amo muito você e agora você tem uma família que te ama e que vai te proteger pra sempre!

─ Eu posso chamar elas de mãe? ─ ela perguntou baixinho e eu ri.

─ A minha tia vai adorar e a tia Belle também ─ falei para ela e então pisquei. Grace sorriu.

─ Vamos Grace! Ainda temos que passar em um lugar surpresa pra voce! ─ disse Zelena sorrindo. Grace abraçou Emma e a beijou. Ela me abraçou e depositou um beijo em minha bochecha e correu para segurar a mão de minha tia ─ diga tchau a todos!

─ Tchau! ─ ela acenou com uma mão, pois a outra segurava a boneca que ela nunca largava.

EMMA’S POV

Passar pelas ultimas semanas de férias foi ao mesmo tempo intenso e estressante. Era maravilhoso estar em casa, era incrível ter meus pais e meu irmão comigo, perto de mim e poder abraça-los e poder encontrar cada um deles no final do corredor ou perdidos na cozinha. Porem era como se eu tivesse que me adequar a casa novamente, como se eu nunca tivesse morado ali e tivesse que lembrar onde ficavam os copos, os talheres e o restante das coisas.

Depois vieram a lista de exames que eu, Regina, Grace e Eve tivemos que fazer. Já sabíamos que seria assim, que teríamos que passar por diversos médicos, psicólogo, nutricionistas e pela assistência social. O meu maior medo foi quando o meu pediatra viu no meu exame de sangue as altas taxas de hormônios e constatou que eu estava gravida. Ele então conversou comigo, me explicou como era uma gravidez, como seriam cada mês, o que eu poderia sentir e como o bebe cresceria caso eu o mantivesse. Ele também me alertou dos riscos. Eu tinha uma estrutura óssea pequena ainda para gerar uma criança e para ter um parto natural, por exemplo, sem contar que meu útero era muito jovem para abrigar um bebe.

Apesar de todos os alertas, eu pedi a ele que me deixasse contar por conta própria para os meus pais. Eu não queria que tudo aquilo viesse a tona ainda para eles e queria ainda decidir se manteria a criança ou não. Teoricamente esse era meu ultimo mês perante a lei para abortar, mas em caso de estupro ou de risco para a mãe eles abriam diversas brechas. E esses todos eram o meu caso. Eu fiz um ultrassom e pude ouvir o som do coração da pequena vida que existia ali dentro do meu ventre. Não dava para ver direito naquele borrão preto e branco, mas de acordo com o medico, o bebe estava bem e crescia de acordo com o esperado.

Quando sai de lá, fui encaminhada para uma psicóloga que já sabia do meu caso e que logicamente sabia da minha gravidez precoce. Conversei com ela sobre meus medos em ter aquela criança, em não ser suficiente para ela, em não conseguir ser uma boa mãe, afinal eu só tinha treze anos. Porem falei a ela que eu não queria que ela fosse responsabilizada por algo que não era culpa dela, eu nunca fui muito a favor do aborto, ate estar em uma situação assim, mas ainda não conseguia decidir. Para mim, tanto a opção de abortar quanto a de ter a criança e coloca-la para a adoção eram extremamente dolorosas. E quando ela ou ele crescesse? E quando essa criança perguntasse sobre sua mãe? Sobre os motivos de ter sido abandonada? Eram perguntas que não saiam da minha cabeça.

Fui para casa e subi para o meu quarto a fim de tomar um banho para receber meus amigos que logo iriam chegar. Daniel disse que tinha uma surpresa para mim e eu já estava curiosa para saber o que era. Fiquei alguns bons minutos na banheira curtindo a agua morna e os sais de banho que deixavam minha pele macia novamente. Depois de meses no frio do Canada e sem pegar sol e os intemperismos do ambiente externo, minha pele ficou extremamente sensível e eu tinha que ter cuidado redobrado com ela. Porem, com a alta dos hormônios da gravidez, ela estava tendo uma melhora consideravelmente rápida.

Terminei meu banho e fui ate o meu closet. Há tempos eu não sabia o que era ter tantas opções para vestir. E pensar que antes eu reclamava que não havia tantas opções assim. A vida ensina muito quando quer. Coloquei uma calça jeans de lavagem clara, uma camiseta qualquer e um moletom por cima. Não iria sair mesmo e só iria receber os amigos que já estavam acostumados a me ver ate de pijama. Calcei minhas pantufas e sai do quarto descendo as escadas para verificar se alguém já tinha chegado. Quando cheguei a sala, encontrei todos reunidos no sofá e uma vontade imensa de chorar tomou conta do meu coração.

─ Emma! ─ Killian foi o primeiro a me notar. Ele se levantou e foi ate a minha direção para me abraçar. Seu abraço foi forte, reconfortante, quente e foi então que eu notei o quanto eu senti a falta do meu melhor amigo ─ eu senti tanto sua falta! Fiquei tão desesperado por você! ─ ele me erguia em seu abraço.

─ Também senti sua falta Kill ─ eu o apertei em meus braços finos ─ você cresceu e ta mais musculoso! ─ falei apertando seu braço.

─ Fazer o que, o treinador não da moleza! ─ ele riu e eu sorri. Elsa foi a segunda a me abraçar.

─ Emma quanta falta você fez! ─ a loira me abraçou e eu a envolvi em meus braços ─ sinto muito por tudo, por Ruby, por tudo que ela te causou! ─ ela me encarou com os olhos marejados ─ eu queria ter sido corajosa mais cedo! ─ eu sorri e limpei a lagrima que escorria em seus olhos.

─ Não fique assim! ─ eu a abracei novamente ─ eu fico feliz que você foi corajosa o suficiente pra sair das amarras dela na hora que teve que sair e que aceitou o meu melhor amigo ao seu lado ─ olhei para Kill. Elsa sorriu ─ espero que esteja cuidando bem dele viu?

─ Pode deixar! ─ ela piscou.

─ Emma! ─ Anna me apertou e já estava com o rosto coberto por lagrimas ─ meu senhor, como eu senti sua falta loirinha! Pelo amor de deus, eu vou te amarrar no pé da mesa pra não te perder nunca mais! ─ eu ri da ruiva e a apertei também.

─ Pode amarrar! ─ falei brincando. Então foi a vez de Valentina. Ela estava um pouco nervosa e tímida, o que era incomum para ela.

─ Emma! Nunca fiquei tão preocupada na minha vida quanto agora com você longe e em perigo! ─ ela me abraçou e eu a sentir fungar ─ eu devia ter ficado com você, não devia ter te deixado sozinha!

─ Ei! Não diga isso! ─ eu a fitei seriamente ─ eles tinham tudo armado, aconteceria mais cedo ou mais tarde ─ limpei suas lagrimas ─ você estava apenas se divertindo, então não se culpe ta bom? ─ ela assentiu ─ fiquei sabendo que você agora mora em Nova York, é serio isso?

─ Sim! E estudo junto com vocês, na mesma sala que o Dan! ─ ela olhou para o meu irmão que se aproximou de nós. “Dan” eu fiquei pensando. Ela chamou meu irmão pelo apelido. Será que eles já tinham tanta intimidade assim?

─ Que bom que eu não vou ficar sozinha no colégio e que tenho alguém pra ficar de olho no meu irmão ─ falei brincando e ele riu sem graça. Killian pigarreou e eu não entendi.

─ Ah! Pode ter certeza que ela cuida! ─ disse Kill.

─ Como assim? ─ perguntei. Daniel conduziu todos para o sofá novamente e sentou ao meu lado.

─ Lembra que eu lhe disse que tinha uma surpresa? ─ ele me olhou e eu assenti ─ então, eu e Valentina estamos namorando... ─ eu arregalei os olhos e fiquei em choque por alguns segundo. Encarei Daniel e depois encarei Valentina que me olhava assustada por eu não ter falado nada ainda ─ Emma?

─ Uau! Nossa! ─ foi a única coisa que consegui falar ─ é, vou ter que processar isso devagar e conversar com essa loira pra saber quais são as intenções dela com o meu irmãozinho, afinal tem que passar por mim!

─ Ah! Pode deixar que minhas intenções são as melhores ─ Valentina falou rindo.

─ Dan, eu to muito feliz por vocês dois, de verdade! ─ eu segurei a mão do meu irmão e suspirei ─ eu tive tanto medo de não voltar, de nunca ver você tão feliz assim com alguém...

─ Ei meu amor, você ta aqui agora e vai poder compartilhar tudo com a gente! E se vai ter uma conversa com a Valentina, eu vou ter uma conversa com a Regina! ─ ele falou e me olhou serio. Fiquei pasma quando ele citou o nome da minha amiga ─ acha que eu não sei?

─ Killian! ─ eu olhei para o moreno e ele deu de ombros. Eu bufei ─ eu não sei o que fazer Dan, não sei como contar isso pra mamãe e pro papai, não sei se eles vão aceitar isso, não sei se vão conseguir engolir que a filha deles não é a princesa que eles sonhavam ─ desabafei tudo que estava no meu peito e senti algumas lagrimas rolando em meu rosto.

─ Emma, se você a ama e ela te ama, isso é tudo que importa e nossos pais são a prova de que amor verdadeiro é o mais importante! ─ Dan limpou minhas lagrimas.

─ E nós vamos te ajudar loirinha! ─ disse Elsa.

─ Já temos uma ideia de como você pode fazer isso e de uma maneira que fique linda e que tanto seus pais como os da Regina estejam presentes! ─ Valentina falou e sorriu.

─ Como? ─ perguntei curiosa.

─ Logo você vai saber loirinha! ─ disse Anna ─, mas agora a gente vai fofocar e te contar o que ta rolando no colégio, porque tem cada fofoca boa! ─ eu ri. Existia certo medo dentro de mim por não saber o que eles planejavam, mas sabendo que eu os tinha ao meu lado, tudo ficava mais leve. Se eu resolvesse pelo menos a questão no meu namoro com a Regina, faltaria apenas a parte mais complicada para resolver.

Nova York – Milk & Cookies Kids Spa and Salon – Domingo – 5:40pm

Zelena e Belle haviam marcado um horário em um dos mais famosos spas e salão de beleza para crianças. A intenção delas era agradar Grace e dar a ela um dia de princesa com tudo que ela tinha direito. Ao chegar ao local, a cabeleireira as cumprimentou e logo foi falando com a pequena que se escondia atrás de Zelena. A ruiva então a pegou no colo e mostrou para ela todo o salão. Contou tudo o que ela podia fazer ali: pintar as unhas, cortar o cabelo, pintar o cabelo, colocar extensões, fazer tratamento de pele e muito mais. Grace ficava cada vez mais encantada ao olhar os esmaltes coloridos a sua frente.

─ O que você acha Grace? Vamos mudar o cabelo e pintar essas unhas para ficar mais linda! ─ a ruiva a encarou e Grace sorriu.

─ Vamos! ─ ela assentiu.

A cabeleireira a conduziu para a cadeira onde lavaria seu cabelo que estava sem corte e desidratado.  Mostrou a ela que o shampoo e o condicionador eram da cor rosa e tinham cheiro de morango e a menina ficou mais empolgada. Depois de limpo, Grace foi para a cadeira giratória onde a moça virou ela de costas para o espelho dizendo que faria uma surpresa para ela. Enquanto a mulher mexia em seus fios loiros, duas garotas pintavam suas unhas, massageando suas mãos e pés. Grace escolheu roxo para as mãos e lilás para os pés. Recebeu aprovação de ambas as mães que estavam distraindo Eve.

Assim que a mulher terminou seu cabelo, ela então virou a cadeira e mostrou para Grace como havia ficado seu cabelo. A menina sentia-se como uma verdadeira princesa. Passou a mão em seus fios e percebeu que estavam macios e cheirosos. Zelena e Belle foram ate ela e a elogiaram e parabenizaram a cabeleireira pelo ótimo trabalho.

─ Eu fiquei mesmo bonita? ─ Grace perguntou enquanto elas entravam no carro.

─ Você ficou maravilhosa meu amor! ─ disse Belle sorrindo enquanto prendia Eve na cadeirinha.

─ Sua mãe tem razão, você é a mais bela de todas e vai ajudar sua irmã quando ela tiver cabelo ─ a ruiva falou rindo.

─ Eu vou ensinar pra ela como é ser uma princesa! ─ Grace falou e segurou as mãos de Eve ─ você vai ser uma princesa junto comigo Eve! ─ Belle sorriu e olhou para Zelena. A ruiva então ligou o carro e seguiu para a segunda parte da surpresa para a filha mais velha.

O lugar não era tão longe de onde estavam e o transito tranquilo de domingo também ajudava. Tanto Belle quanto Zelena não conseguiam conter a alegria que era poder finalmente levar as duas meninas para a nova casa. Elas tinham escolhido com muito afinco o melhor imóvel e durante toda a semana ficaram a mercê de uma decoradora. Perderam as contas de quantas lojas de moveis entraram e saíram. Sem falar nos moveis que possuíam em seus apartamentos. Muitos foram vendidos, outros foram doados e outros elas levaram para a casa nova.

Porem a parte mais divertida para as duas foi a escolha do quarto tanto de Grace quanto de Eve. Emma havia contado o quanto Grace amava princesas e como gostava de bonecas e vestidos. Elas passaram a maior parte da decoração no quarto das meninas e gastaram a maior parte do dinheiro nos moveis para ambos os cômodos, deixando tudo perfeito para as duas. Belle as vezes repreendia Zelena pela sua empolgação com certas coisas que não eram necessárias ainda para Eve ou Grace, mas a ruiva as vezes conseguia levar a morena na conversa.

Elas então chegaram à Pottery Barn Kids, uma loja de moveis apenas para crianças e artefatos de decoração para elas. Havia tudo que precisavam: roupa de cama, toalha, lençóis, brinquedos, lamparinas e entre outros. Grace desceu com Belle e Zelena dessa vez pegou Eve que reclamava de fome. Ela logo tirou a mamadeira pronta da bolsa e enquanto elas entravam na loja ela ia amamentando a pequena esfomeada.

─ Uau! Tudo isso aqui é só pra quarto? ─ perguntou Grace para Belle.

─ Sim meu bem! ─ a morena sorriu ─ e sabe o que viemos comprar aqui? ─ a menina a encarou.

─ Não...

─ As coisas novas para o seu quarto novo! ─ Belle a olhou empolgada e Grace abriu a boca sem acreditar.

─ Eu tenho um quarto novo? ─ ela olhou para Zelena e a ruiva assentiu.

─ Um todinho seu! Pode decorar como quiser! ─ a ruiva falou sorrindo e Grace então puxou Belle pela loja.

Grace era muito detalhista para uma menina de apenas seis anos. Ela reparava em tudo e tinha opinião sobre tudo. Os moveis do seu quarto já estavam comprados e já tinham sido montados, assim como o colchão e as coisas maiores. Agora era totalmente com ela. A menina escolheu os lençóis para a cama, cobertores, cortinas, enfeites das estantes, o abajur, cortina e muitas coisas de acordo com seu gosto e como ela pensava que ficaria. Depois de rodarem a loja inteira, elas então pagaram tudo e levaram as sacolas para o carro.

─ Pronta pra conhecer sua casa? ─ Belle perguntou enquanto afivelava o cinto de Grace.

─ Estou sim! ─ ela falou animada.

Zelena então dirigiu para a nova casa delas. Grace ainda não sabia da terceira parte da surpresa. Elas passaram o sábado inteiro no shopping comprando roupas, sapatos, acessórios e tudo mais para Grace e Eve. Compraram tudo que achavam que iria agradar a menina e que ela iria se sentir confortável. Também compraram seu uniforme escolar, seu material, mochila e cadernos para que ela pudesse começar a escola logo na segunda e pudesse ter uma vida normal convivendo com outras crianças e fazendo novas amizades que fossem da sua idade. Porque afina, pelo o que Zelena e Belle souberam, a menina faria sete anos em fevereiro no dia dezesseis e elas queriam que ela tivesse uma grande festa com seus novos amigos.

Chegaram a casa que ficava dentro de um condomínio fechado. Escolheram aquele lugar por ser seguro, possuir uma área de recreação para crianças, piscina, quadras e também salão para realização de festas. Sem contar que ali a menina poderia também cultivar amizades com os vizinhos e brincar livremente na calçada sem correr o perigo das ruas movimentas de Nova York. Zelena dirigiu ate a casa de numero 108 e então estacionou o carro na garagem onde cabia também o carro de Belle. A morena desceu Eve que dormia tranquila e Zelena pegou Grace que a ajudou a levar as compras para dentro de casa.

Depois de colocar Eve em seu berço, Belle e Zelena levaram Grace para fazer um tour pela casa. Mostraram a sala de estar onde havia a televisão e que dividia espaço com a sala de jantar. Mostraram a cozinha, indicando a ela onde ela podia mexer e onde não podia mexer. Mostraram o banheiro das visitas, o banheiro que ela dividiria com Eve, mostraram seu quarto que era uma suíte com closet e disseram a ela que a qualquer momento ela podia entrar e se sentir a vontade. Então chegaram ao quarto da menina e pediram a ela que fechasse os olhos. Grace obedeceu.

─ Pronta? ─ as duas disseram. Grace assentiu e Zelena então abriu a porta e Belle acendeu as luzes. A menina não tinha palavras para o que via.

Ela entrou devagar no cômodo e olhava para cada detalhe que havia sido colocado com cuidado e escolhido com carinho. Havia adesivos na parede onde ficava encostada sua cama de madeira pintada de branca. Os adesivos eram de uma enorme arvore dourada, gaiolas e borboletas rosa por toda a parede. Em cima de sua cama tinha um mosquiteiro como nas camas que ela via nos desenhos de princesas e mais borboletas penduradas. Havia uma mesinha com quatro cadeiras e um conjunto de chá para que ela brincasse. Uma estante marrom clara com mais brinquedos arrumados. Um criado mudo ao lado de sua cama e em uma das paredes havia uma porta de correr imensa de vidro que dava para a área dos fundos da casa.

─ O que você achou? ─ perguntou Zelena se agachando para ficar ao lado da menina.

─ É lindo! ─ ela foi ate a mesinha e mexeu em cada xicara e depois foi pra a boneca nova que estava em um pequeno carrinho ─ tudo isso é pra mim?

─ Sim meu amor! ─ disse Belle ─ o que acha de terminarmos de decorar com o que compramos? ─ a menina sorriu largamente e correu para a sala onde tinha deixado as sacolas. Com a ajuda das duas, ela levou tudo o que havia comprado para o seu quarto novo e organizou cada coisa em seu lugar terminando de dar o toque magico em seu pequeno espaço na casa.

─ Ficou lindo, não acha? ─ Zelena perguntou.

─ Ficou muito maravilhoso! ─ ela abriu os braços para demonstrar o tamanho e as duas mães babonas riram. Elas então ouviram o choro de Eve e as três foram ate o quarto ao lado. Belle verificou que era a fralda e que ela precisava de um banho. O quarto havia sido decorado quase como o de Grace, mas as paredes eram de um tom bege, com alguns adesivos. Os moveis brancos contrastando com o rosa das almofadas e dos lençóis. Havia uma poltrona branca, uma estante branca com algumas gavetas e em cima o trocador e os produtos de higiene de Eve, uma pequena lixeira rosa ao lado e uma mesinha com um abajur.

─ Acho que duas meninas precisam de um banho! ─ Belle falou e olhou para Grace.

─ Mas eu nem to fedida! ─ Grace falou cheirando seu braço ─ o que ta fedido é a fralda dela!

─ Nossa! ─ Zelena fez uma careta ─ tão pequena e já faz um estrago tão grande! ─ Belle riu.

Elas levaram as duas para o banheiro e deram banho nas meninas. Zelena então mostrou a Grace o seu closet com todas as suas roupas, sapatos e acessórios. A menina ficou tão empolgada que queria dormir com vestido de festa. Elas custaram a convencer a menina a colocar o pijama. Fizeram um lanche para as três e a mamadeira pra Eve. Ficaram um tempo curtindo a sala assistindo alguns desenhos na televisão, ate que o bebe dormiu e elas foram levar Grace para o quarto.

─ Você esta quentinha? ─ perguntou Zelena para a menina enquanto a cobria.

─ Quentinha como um bolo ─ ela falou.

─ Qualquer coisa pode ir ate o nosso quarto, tudo bem? ─ disse Belle e a menina assentiu. Elas beijaram a pequena e deixaram a pequena luminária acesa. Encostaram a porta e foram para o quarto.

Zelena e Belle tomaram banho para poder enfrentar mais um dia de trabalho. Voight havia ligado e segundo ele, George não havia se encontrado com ninguém, então eles o prenderam e estavam o mantendo em Chicago ate transferi-lo para Nova York para ser julgado junto com Gold e Ginny. Amanhã elas começariam a fechar a boate, investigar os sócios, analisar as fotografias e evidencias da cena do crime na casa em Baie Comeau e dar prosseguimento para que James pudesse ter tudo em mãos no dia que fosse enfrentar o juiz no tribunal e colocar todos na prisão. Elas queriam a pena máxima para os mafiosos e ainda tinham que descobrir o paradeiro de Neal e William que continuavam foragidos e descobrir o que Malcom tinha a ver com todo aquele esquema.

Zelena desligou a luz e deitou-se ao lado da sua, agora, esposa. Ambas queriam começar os planejamentos para a festa de casamento e para tudo que envolvia a união das duas. Zelena não via a hora de contar para sua mãe e de poder dizer que tinha duas filhas e dizer que ela era avó de mais duas meninas além de Regina. A família Mills com certeza era uma família de mulheres e não de quaisquer mulheres. Apenas as fortes e as mais belas, segundo a ruiva e segundo ela, a mais bela de todas usava agora seu sobrenome. Elas se sentiam completas. Sentiam o coração inflar ao pensar que duas garotinhas dormiam logo ao lado do quarto delas e que contariam com elas para o resto da vida.

─ Eu te amo tanto, sabia? ─ Belle falou olhando para a ruiva no escuro.

─ Eu também te amo ─ ela beijou a morena. Elas então ouviram a porta se abrir lentamente e levantaram a cabeça. Viram uma pequena loirinha caminhar devagar ─ alguma coisa errada meu amor? ─ a ruiva perguntou.

─ Posso dormir com vocês mães? ─ as duas seguraram para não chorar. A menina havia as chamado de “mães” pela primeira vez e isso quase explodiu o coração das duas.

─ Claro que sim! Venha! ─ disse Belle e a menina então escalou a enorme cama king size se enfiando no meio dos cobertores entre as duas.

─ Boa noite, amo você Grace! ─ disse Zelena ─ boa noite meu amor! ─ falou para Belle.

─ Boa noite amor, boa noite Grace, eu te amo! ─ ela beijou a testa da menina.

─ Boa noite, eu amo vocês também mamães!


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAH FALA SERIO, FOI FOFO NE? AIN TO MORRENDO DE AMORES PELA FAMILIA MILLS FRENCH E SE PREPAREM PARA O CASAMENTO!!!!
AS FOTOS DA CASA E DOS QUARTOS EU MANDO NO NOSSO GRUPO DO WPP HEHEHE E SIM A MENINA QUE FAZ A GRACE MUDOU PQ NE, EU PRECISAVA DE UMA MENINA COM FOTOS COM UM BEBE E ACHEI E AGORA TEMOS GRACE E EVE FRENCH MILLS <3 CHOREY
O QUE SERA QUE ESSE POVO VAI FAZER PRA AJUDAR EMMA E REGINA?
CENAS DA PROXIMA ATT AHAHAHAHA
COMENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM
BEIJOOOX


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