História Inocência roubada - Capítulo 47


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEEEEEEEEEEEY, XENTEM ESTAMOS NA RETA FINAL (CHOREY)
ACHO QUE TEREMOS SÓ MAIS UNS 5 OU 6 CAPITULOS E É ISSO, INOCENCIA ROUBADA ENCERRA SEU CICLO, COM TODAS ESSAS IDAS E VOLTAS...
MAS PERA LAAAAAAAAAAAAAAAAAA, AINDA TEMOS COISAS A RESOLVER AQUI!
AINDA NAO TERMINEI, ENTAO NAO VAMOS MATAR O DEFUNTO AINDA! SHAUHSUAHSUHAUHSU
BOM, ESSE CAPITULO TA CHEIO DE TAPAS NA CARA DA SOCIEDADE E NA CARA DE ALGUNS PERSONAGENS, MAS AINDA TEREMOS O CAPITULO DO POLE DANCE, ME AGUARDEEEEEEEEEM SHUAHSUHAUSHUA

AAAAAAAAAH TEM MUSICA NO CAPITULO, NAO PRECISO DIZER NE? NAO PRECISO FALAR QUE SE NAO OUVIREM QUEM VAI QUEBRAR O POLE DANCE EM VOCES SOU EU NE? OK, BLZ!

BOA LEITURAAAAAAAAA <3 COMENTEM MUUUUUUITO!
BEIJOOOOOX

Capítulo 47 - Consideramos justa toda forma de amor


Fanfic / Fanfiction Inocência roubada - Capítulo 47 - Consideramos justa toda forma de amor

Nova York – NYPD – Segunda-feira – 8:15am

Zelena e Belle haviam levado Grace para a escola. Era seu primeiro dia de aula e não somente a pequena como as duas mães estavam nervosas. A menina ficou um pouco tímida no inicio. Escondia-se atrás de Zelena sempre que se sentia desconfortável, mas com a ajuda da coordenadora que levou ela e as mães para um tour pela escola, a menina foi ficando empolgada ao ver o playground, a sala de pintura, a sala de leitura, as outras crianças e principalmente a sala de ballet.

Na hora de se despedir, Belle não sabia quem sofria mais, se era ela, Zelena ou Grace. Na verdade, Grace empolgou-se com algumas meninas de sua idade que eram inclusive de sua sala e então beijou as duas e correu para a sala. Elas esperavam que sua filha se adaptasse bem, fizesse boas amizades e não sofresse nenhum dano que fosse prejudica-la mais no futuro. Ela já havia passado por muito nos lares adotivos e depois nas mãos da máfia. Tudo o que queriam era que ela fosse uma criança que tivesse problemas de criança e pensamentos de criança.

Saindo da escola, elas passaram pela segunda “sessão de tortura” como chamou a ruiva. Ela comentou com a esposa que nenhuma mãe deveria passar por esse tipo de coisa. É doloroso demais deixar seus filhos nas mãos de outras pessoas e ter que trabalhar, se afastando e ficando ausente. Belle apenas consolava sua esposa coração mole e tentava não demonstrar tanto que também sofria por ficar longe de Grace e por agora ter que deixar Eve em uma creche que não ficava longe da delegacia e nem da escola da mais velha. Elas escolheram tudo com muito afinco, muita pesquisa e recomendações. Queriam se certificar que Eve estaria segura, bem cuidada e contente. A creche onde a colocaram possuía um aplicativo ligado as câmeras onde as mães podiam ver os bebes durante todo o período que eles ficavam sob os cuidados das meninas. Isso tranquilizou muito as duas.

Deixando Eve com sua bolsa repleta de roupas para a estadia de um mês, elas então seguiram para a delegacia. A vontade era de dar meia volta, buscar as duas e ficar o dia inteiro em casa curtindo a maternidade que havia chegado de supetão para as duas. O processo de adoção estava correndo na justiça, mas como elas haviam legalizado o casamento, possuíam empregos fixos, não tinham antecedentes criminais, tinham total competência para cuidar das duas e o sistema estava lotado, elas conseguiram que tudo ocorresse de maneira mais rápida. Agora era finalizar as investigações que elas começaram e focar na festa de casamento.

Quando entraram na delegacia, foram aplaudidas pelos detetives. Elas agradeceram e os parabenizaram também. Elas haviam passado as duas ultimas semanas fora da delegacia para resolverem os problemas pessoais, problemas com a corregedoria pela questão do casamento e entre outros, como a compra da casa e a adoção. Porem agora era mãos a obra e terminar o que haviam começado. James estava com os processos correndo no tribunal e precisava de todas as evidencias analisadas. Sem contar que elas precisavam interrogar Gold e Ginny. No entanto, o advogado do velho já havia dado a resposta que ele não diria uma única palavra.

Havia restado então apenas a mulher. Segundo seu advogado, ela estava disposta a falar o que fosse preciso, mas como sempre eles queriam acordos, como redução da pena, regalias, etc. Zelena não sabia bem se tinha cabeça para encara-la novamente, mas não queria deixar esse trabalho nas mãos dos outros detetives. Ela mesma queria finalizar tudo isso e colocar o ponto final. Ela respirou fundo, pediu a Belle que entrasse em contato com Voight para saber mais informações sobre George. Pediu aos outros detetives que continuassem investigando Malcom e que colocassem alertas para William e Neal. Precisavam encontra-los e faze-los pagar por cada crime que cometeram. Todos assentiram e ela seguiu para o presídio feminino, onde Ginny estava sendo mantida ate seu julgamento.

No caminho ate o local, muitas coisas se passaram em sua cabeça. Toda a historia sobre sua mãe, seu nascimento, seu passado, a amizade das duas, o sofrimento da morena e o que ela fez para protegê-la colocando sua sobrinha em seu lugar. Era impossível tudo não passar como um filme em frente aos seus olhos, como se o resgate tivesse acontecido ontem e toda aquela bomba houvesse explodido em seu colo há algumas horas. Mas já havia passado quase um mês, já havia passado tempo o suficiente para que ela remoesse cada pedaço daquele livro e tirasse alguma conclusão. Todavia, ela não havia chegado a nenhum final. Não sabia o que sentir sobre tudo isso ou sobre a pessoa que dizia amar tanto sua mãe e ama-la tanto que fez o que fez para mantê-la sã e salva. A pessoa que sofreu abusos, não só físicos como emocionais, que optou em aceitar ficar ao lado do inimigo apenas para que ele não chegasse perto de quem ela mais prezava.

Entrou no presidio de segurança máxima, foi averiguada pelos guardas, deixou sua arma e equipamentos do lado de fora e entrou acompanhada de um segurança. Caminharam diante de varias celas onde diversas mulheres que haviam cometido crimes terríveis e que esperavam pelo julgamento a encaravam com olhares fulminantes. Ela pensava se alguma delas teria sido presa por sua causa, se fora ela quem a colocou ali, se foi algum de seus detetives ou seu esquadrão. Perguntou a si mesma: quantas delas não iriam para o corredor da morte e estavam ali apenas por cortesia do juiz que não assinava logo alguns documentos.

Chegaram então a cela onde Ginny estava sentada a mesa a aguardando e ela entrou. O segurança ficou do lado de fora e trancou a grade. Zelena sentou-se em frente a mulher a qual havia encarado a quase um mês atrás e verificou que ela estava mais magra, pálida, com olheiras e com o semblante desfalecido. Uma parte de si sentiu pena por ela. Era como se o sofrimento dela nunca fosse terminar. Como se ela tivesse vindo ao mundo com o intuito de sofrer e pagar pelos erros ate o final da sua vida. A ruiva não era religiosa, tão pouco acreditava em vidas passadas. Porem se existia uma, essa pessoa havia feito muitas coisas ruins para que Ginnifer tivesse que pagar por tudo agora. Seu advogado estava ao seu lado e lhe lançava um olhar enigmático. Ele estava pronto para pedir o primeiro acordo favorável que lhe viesse a mente.

─ Saiba que ela só ira colaborar se tivermos as chances de conseguirmos um acordo! ─ o advogado falou impassível. Zelena bufou.

─ Primeiro: ela nem começou a falar e segundo, eu vou decidir se o que ela disser será útil pro meu caso e então você se arranja com a promotoria para conseguir seu acordo! ─ a ruiva falou sem titubear e o advogado ficou calado.

─ Não quero acordo nenhum ─ Ginny falou enquanto arrancava algumas lascas de pele de seus dedos de maneira frenética ─ só quero que isso termine ─ ela suspirou.

─ Então queremos o mesmo e isso já é um grande passo ─ disse Zelena ─ quero saber o nome de todos que estavam envolvidos ativamente na máfia!

─ Você já sabe! Éramos eu, Neal, Colin, William, Glinda, George, Midas, Malcom e Gold como o cabeça de todo o esquema e os outros apenas serviam ao chefe, apenas peões e eles são muitos ─ ela então levantou o olhar pela primeira vez ─ pessoas desesperadas por dinheiro e sem saber direito onde estavam se enfiando ─ ela voltou a se concentrar em seus dedos ─ quando não eram mais uteis e apresentavam alguma ameaça, Gold apenas os apagavam do mapa ─ ela finalizou falando sem alguma emoção. Zelena notou um nome ao qual ela não sabia.

─ Há quanto tempo Gold planejava esse plano? ─ a ruiva a fitou.

─ Dois anos e meio ─ Ginny se ajeitou na cadeira ─ ele ficava extremamente louco quando falava do quanto de dinheiro que poderia ganhar com seu esquema sujo! ─ ela olhou para a ruiva com suas íris esverdeadas ─ era como se ele estivesse viciado nos próprios pensamentos, nas próprias ações e a cada passo que ele dava e via que ia conseguir colocar tudo para fora do papel ele apenas se tornava mais obcecado e não parava, nada o parava...

─ Ele só conseguiu colocar tudo em ação porque tinha sócios com ele, pessoas com dinheiro ─ a tenente comentou ─ eu imagino que essas duas pessoas sejam George e Malcom, certo? ─ ela a encarou.

─ Quando Gold quer ser convincente não há quem o consiga fazer desistir ─ a morena riu sarcasticamente ─ ele conseguiu convencer três idiotas que também estavam envolvidos com prostituição, cada uma a sua maneira e com isso ele teve dinheiro o suficiente para bancar tanto eu quanto os outros para que cada sequestro fosse feito e todas as pistas apagadas ─ ela explicou ─ George era um antigo sócio de Gold na época em que sua empresa trabalhava apenas com advogados, Malcom é, além de um amigo antigo, um dos maiores cafetões de Chicago, mas você nunca vai conseguir pegar o cara se não tiver provas o suficiente contra ele ─ Zelena arqueou a sobrancelha ─ ele esta concorrendo a prefeitura de Chicago, ele esconde bem o que faz, ele tem grana e varre do mapa quem ele bem quiser sem ninguém sequer sentir falta ─ Ginny suspirou ─ e Midas, bom, ele era apenas um cafetão ridículo que tinha grana, mas se quer encontrar ele vai ter que cavar em algum lugar daquele quintal... ─ a ruiva arregalou os olhos.

─ Então estamos falando de Malcom Melville? O ex candidato a governador do Texas, o cara que esta envolvido com diversas fundações sociais e eventos de cunho social? ─ a tenente perguntou descrente e a morena arqueou a sobrancelha e sorriu.

─ Todos os monstros são humanos, já dizia certo seriado ─ a morena ironizou.

─ Por isso ele não se encontrou com George no dia do resgate ─ ela pensou alto e acabou falando ─ o prefeito e o governador daqui sabiam do resgate e com certeza devem ter comentado e isso chegou ate ele, mas porque não avisar George? Afinal eles trabalham juntos, certo? ─ a tenente a fitou novamente.

─ Isso eu já não posso te garantir ─ ela deu de ombros ─ eu não era chamada para todas as reuniões, William era o braço direito, ele deve saber bem mais do que eu, mas eu soube que tanto ele como o filho da puta do Neal escaparam e ainda estão foragidos ─ ela bufou ─ tudo o que eu sei era que Gold não tinha apenas um plano, ele sempre falava sobre ter segurança no que se fazia, que se a torre e o bispo são tomados, lute com a rainha ─ ela rolou os olhos ─ não sei o que ele quis dizer com isso, mas Malcom e George sabem e é para eles que você tem que perguntar!

─ Nós prendemos George, tínhamos o rastreado e temos provas de que ele estava na casa do Gold e apenas você pode testemunhar dizendo que ele estava envolvido, caso contrario só teremos contra ele o esquema de prostituição que ele mantem em sua boate, o que rendera a ele alguns anos de prisão ─ Zelena suspirou ─, mas tanto eu quanto você não queremos que ele saia ileso disso, certo? ─ Ginny a encarou e respirou fundo.

─ Sabe que eu faço tudo pra colocar todos esses filhos da puta atrás das grades e se fosse por mim, no corredor da morte ─ ela esbravejou ─ se precisar do meu depoimento, eu vou ate o tribunal e testemunho tudo o que ele fez e que esteve lá!

─ Ótimo! ─ a ruiva sorriu ─ isso já será uma grande ajuda, presumo que, assim como Gold, ele também não ira querer ter uma conversa com nenhum detetive e seu advogado tentara todas as vias que conseguir para diminuir sua sentença ─ a ruiva bufou.

─ É como dizem, a profissão do diabo ─ ela encarou seu advogado e sorriu ─ sem julgamentos! ─ ele deu de ombros.

─ Bom, acho que terminamos aqui e direi a James sobre sua colaboração ─ Zelena a fitou e respirou fundo ─ nós reabrimos o caso das “meninas de ouro” para dar um ponto final ─ Ginny a encarou espantada e seu coração palpitou pela lembrança daquele nome ─ Gold será julgado por esses crimes e eu queria saber ─ a ruiva suspirou ─ você também testemunharia contra ele, contra todos os crimes que ele cometeu, inclusive contra o crime que ele cometeu com você? ─ a morena sentiu os olhos marejarem. Não sabia o que pensar, o que responder. Ela nunca achou que haveria justiça para o que aconteceu com ela, para o que ela havia sofrido durante todos os anos.

─ Eu...eu não sei... ─ ela bufou e respirou fundo ─ não sei o que responder...

─ Ginnifer, no meu esquadrão nós protegemos qualquer pessoa que tenha sofrido abuso independente do que ela fez após isso ─ a ruiva a encarou ─ não importa se você escolheu ir com ele, você era apenas uma criança e não tinha idade diante da lei para tomar decisões cabíveis sobre si mesma e ele como adulto sabia disso e era muito ciente da sua idade quando a estuprou ─ a morena a fitou assustada com o termo usado ─ sim, estupro é o nome Ginnifer e você não precisava passar por nada daquilo! Ele merece ser julgado por todas as meninas de 1990 e você é uma delas, mesmo que pense que não! Você merece ter justiça sobre o que houve contigo todos esses anos em que você era menor, então eu te pergunto, você testemunharia? ─ a tenente a encarou novamente. Ginny sentiu as lágrimas quentes escorrerem. Todas as suas memorias voltaram como uma enxurrada e pesavam sobre suas costas. Ninguém se importou com ela ao ponto de dizer que ela merecia ter alguém lutando por si. Ela olhou para a ruiva. Os mesmo olhos azuis cristalinos intensos. Era sua amiga ali dizendo que haveria certa redenção pelo o que aconteceu. Que onde quer que ela estivesse, elas sempre estariam juntas.

─ Tudo bem ─ ela respondeu com a voz embargada ─ eu aceito! ─ a ruiva suspirou aliviada.

─ Certo, nós terminamos aqui e eu espero que você fique bem ─ a tenente ia se levantar, mas as mãos frias de Ginny tocaram seu braço. Ela então virou-se e a fitou.

─ Como ela esta? ─ a ruiva arqueou uma sobrancelha ─ Eve, como ela ficou? Eu apenas quero saber se ela esta segura e bem para ter um pouco de paz... ─ Zelena assentiu.

─ Ela esta bem, esta crescendo rápido ─ ela sorriu ao lembrar-se da filha ─ ela é minha filha agora, junto com Belle e Grace, nós nos casamos ─ ela falou e viu os olhos verdes da morena se encher de luz.

─ Zelena isso é maravilhoso e eu fico muito feliz por Eve ter você como mãe e poder contar com você pro resto da vida ─ ela sorriu ─ ela não poderia estar em melhores mãos! Sua mãe deve estar contente...

─ Na verdade, ainda não contamos ─ ela rolou os olhos ─ só ratificamos o casamento no civil e ainda pretendemos fazer a festa, mas minha mãe não sabe, alias não sabe nem sobre minha sexualidade...

─ Não importa! ─ Ginny tocou em sua mão e ela sentiu o coração aquecer-se ─ sua mãe é a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci e sei que ela vai entender, só não demore pra contar, sabe que ela adora festas ─ a morena sorriu sincera. Zelena assentiu.

─ Ate mais Ginny ─ ela encostou nas mãos da morena.

Nova York – Marymount  School of New York ─ Segunda-feira – 1:15pm

Grace havia voltado do almoço junto com as outras crianças e estava animada. Todas eram animadas, divertidas, falantes e a chamavam para participar das brincadeiras. Ela sentia-se feliz e empolgada com cada amigo e amiga que tinha feito naquela manhã. Seus professores eram legais, suas aulas eram interessantes e ela participava ativamente de cada uma sempre respondendo as perguntas e fazendo o que era pedido.

Agora era aula de inglês e ela iria conhecer sua professora e alguns alunos novos. As aulas eram em uma sala diferente e as turmas se misturavam. Ela entrou na sala e categoricamente escolheu uma carteira para se sentar. Quando todos já estavam na sala, sua professora lhe pediu o que o primeiro professor havia lhe pedido: que se apresentasse e falasse um pouco sobre si. Com um pouco de timidez e vergonha, ela caminhou ate a frente de todos e começou.

─ Bom, meu nome é Grace, não só isso, é Grace Mills French ─ ela falou seu nome completo que estava escrito em todos os seus pertences ─ eu tenho seis anos, mas vou fazer sete anos no mês passado! ─ a professora sorriu.

─ Você quer dizer: mês que vem ─ ela a corrigiu e a menina sorriu.

─ Isso, mês que vem! ─ ela continuou ─ eu moro com minhas duas mamães e minha irmã Eve que é um bebê que não sabe falar e nem andar ainda, uma mamãe se chama Zelena e é ruiva e alta e a outra se chama Belle, como a princesa, e é morena e baixinha ─ ela demonstrava o que falava ─ eu sei que vocês têm uma mamãe e um papai, mas eu tenho duas mamães e isso não tem problema nenhum, porque elas fazem tudo o que tem que fazer ─ a menina explicava e a professora ficou impressionada ─ elas fazem comida, trabalham na policia, me ajudam quando eu não consigo fazer alguma coisa, me beijam, me abraçam e muitas coisas! Não importa se você tem mamãe e papai ou só a mamãe ou só a vovó, todas as famílias são importantes se você tem amor nela ─ ela sorriu e a professora a aplaudiu e a agradeceu pela apresentação.

Grace podia não saber muito sobre família, podia nunca ter tido uma família antes, mas no tempo em que passou com os adolescentes e com Emma, ela havia visto o bastante para tirar seus próprios conceitos, mesmo que simples e singelos.

Nova York – Trinity College – Segunda-feira – 2:30pm

EMMA’S POV

Voltar a escola foi como ter um flashback ao vivo em sua cabeça. Eu me lembrava como se fosse ontem de cada detalhe do festival, das pessoas, do barulho, do meu nervosismo e de todos os sentimentos que tomavam conta do meu coração. Era ao mesmo tempo engraçado e assustador. Aquele pátio, aquelas salas, aquele gramado, aquele estacionamento. Tudo me fazia recordar daquele temido dia. Mesmo que eu bloqueasse, eles sempre vinham. A psicóloga me orientou para que eu não guardasse nada dentro de mim, não deixasse minha mente esconder esses pensamentos em alguma área do meu cérebro como forma de proteção, o que era muito comum, ela explicou. Disse que era melhor coloca-los para fora e expeli-los de uma vez, porque tudo o que você guarda um dia volta e você pode não estar pronta para enfrenta-los. Então enfrente o presente no presente. Não deixe para enfrentar o passado no futuro.

Na parte da manha eu fiquei com Elsa, Killian, Daniel, Valentina e Regina. Anna disse que iria procurar suas outras amigas junto com Benjamin, pois não iria segurar três velas ao mesmo tempo. Nós apenas rimos e a deixamos ir. A ruiva sempre fora desagarrada e de espirito livre e para piorar tinha outro ruivo ao seu encalço que mais parecia seu irmão gêmeo do que de Valentina. Enfim, não cabia a nenhum de nós mandarmos-lhes sossegar. Meu maior medo ainda era encarar Ruby e Robin que ainda não tinham aparecido para dizer qualquer palavra, fosse boa ou fosse ruim. Isso que o diretor e a coordenadora nos deu as boas vindas diante de todo o colégio na quadra, parabenizando a policia de Nova York e dizendo que estavam muito contentes em ter tanto eu quanto Regina de volta. Cinismo não era o ponto forte dela, para ser bem sincera.

Estávamos na aula de matemática e eu tinha me esquecido como números podiam ser tão chatos como o jogo de dominó que tínhamos no cativeiro. Não que eu queira trocar, mas voltar ao ritmo de estudos levaria um tempo considerável e a nova professora não colaborava, tornando a aula mais maçante e enjoativa. Regina me cutucou e eu me virei.

─ Me encontre no banheiro em cinco minutos! ─ eu fiquei confusa, mas concordei. Ela então pediu a professora para ir ao banheiro e saiu. Eu esperei algum tempo e senti meu celular vibrar. Olhei para a tela e vi sua mensagem dizendo para eu falar que ela estava com cólica e que precisava de ajuda. Eu rolei os olhos e fui ate a professora explicando a situação. Como ela não nos conhecia e provavelmente não sabia que éramos melhores amigas antigamente, ela permitiu que eu fosse encontra-la.

Sai da sala e caminhei ate o banheiro mais próximo da nossa sala. O frio cortante e a neve faziam minha pele arrepiar. O pátio do lado de fora estava completamente branco. Entrei e chamei por ela. Passei pelo primeiro corredor de portar e dei a volta para o outro e de repente a senti me puxar pela manga do meu suéter para dentro de uma das cabines e me beijar. Ela fechou a porta a trancando e me encostou a parede gelada.

─ Gina! ─ tentei falar enquanto ela descia os beijos pelo meu pescoço ─ o que você esta fazendo, sua louca? ─ eu a encarei e ela sorriu.

─ Estava com saudade de sentir você! ─ ela me beijou novamente e eu segurei seu rosto em minhas mãos.

─ Eu também estou, mas aqui no banheiro? ─ eu a olhei incrédula, mas sua íris estava mais escura e seu olhar instigava meus instintos sobre ela ─ você não presta!

─ Eu nunca disse que prestava! ─ ela me beijou novamente e foi se aprofundando.

Minhas mãos entraram em seus cabelos que estavam presos apenas em cima e ela arranhava meu pescoço. Eu sentia cada centímetro do meu corpo se acender e sabia que isso acontecia com ela. Era um desejo insaciável pelo corpo uma da outra, pelo toque e pelas caricias. Tentávamos sempre nos controlar desde que tínhamos voltado, mas é como dizem, uma vez que se prova do fruto proibido você sempre vai querer dar mais uma mordida.

Suas mãos desceram para os meus seios e os apertaram sob o tecido do suéter me fazendo gemer entre o beijo. Eu a colei ao meu corpo e desci minhas mãos ate sua saia. Ela estava usando meia calça preta, mas nada disso impediu que meus dedos invadissem dentro de sua calcinha e encontrasse seu sexo já excitado e quente. Ela gemeu e arfou em meu rosto ao sentir o contrasto do frio da minha mão com sua região intima fumegante.

Empurrei-a ate a outra parede e continuamos o beijo enquanto meus dedos tocavam seu ponto de prazer descendo para sua entrada.

─ Emma...oh! ─ ela arfou ─ puxa, isso é ótimo!

Ela beijou meu pescoço e enfiou as mãos por dentro das minhas blusas alcanço meu sutiã e então meu seio. Ela o levantou e o acariciou me fazendo arfar em êxtase e prazer. Regina então segurou minha mão e indicou o que queria. Nós sempre éramos clara uma com a outra, inclusive no sexo e mesmo não tendo tantas experiências, sempre fazíamos o nosso melhor uma pela outra. Eu obedeci a seu comando e penetrei dois dedos em sua entrada apertada e úmida iniciando um rápido movimento de vai e vem. Não podíamos demorar e eu já não sabia quanto tempo já tínhamos perdido de aula.

─ Oh! Céus, Emma... ─ ela deitou a cabeça em meu ombro e apenas gemia baixo.

Quando senti seu liquido escorrer, sabia que ela havia chegado ao orgasmo e que tinha satisfeito seu prazer. Ela levantou a cabeça e eu a beijei.

─ Temos que voltar, meu amor! ─ eu suspirei, mas ela sorriu.

─ Que se dane a aula! ─ eu fiquei surpresa. Ficar longe da escola realmente havia nos mudado em relação aos estudos. Começar assim não ia nos ajudar nas notas, mas quem sou eu para reclamar. Ela então me empurrou de volta contra a parede, subiu minha saia e desceu minha meia calça ate meus joelhos. Aos beijos ela me guiou ate a tampa da privada me fazendo sentar e eu fiquei confusa ─ vamos tentar algo novo! ─ eu a encarei e ela me fez abrir as pernas subindo mais minha saia.

Ela se ajoelhou e como uma experiente no assunto, começou a sugar meu ponto de prazer com seus lábios e abria meu sexo com seus dedos. Eu coloquei a mão na boca e mordi os lábios para não gemer alto e correr o risco de chamar a atenção de alguém que pudesse estar passando em frente ao banheiro.

─ Porra! ─ arfei ─ Oh! Meu deus!

Ela movia sua língua na minha entrada e sugava meu clitóris como se tivesse feito aquilo diversas vezes. Segurei em seus cabelos a forçando a agilizar os movimentos. Eu não aguentava mais e sentia o clímax chegando.

─ Regina! ─ eu suspirei ─ Oh... eu não vou aguentar!

Ela então penetrou dois dedos em minha entrada quente e pulsante me fazendo morder a manga do suéter para não gemer alto. Fechei os olhos apenas sentindo cada célula do meu corpo explodir em prazer e excitação enquanto ela movimentava os dedos e sugava meu ponto inchado e extasiado. Eu movia meu quadril em sua boca ate que senti meu liquido escorrer e todo meu corpo ir até o clímax e relaxar em questão de segundos. Eu havia atingido o orgasmo.

Voltamos para a sala com cara de quem havia cometido um crime impagável. Ficamos quietas o restante da aula ate o próximo intervalo. Tivemos aula de literatura com uma professora que já nos conhecia e que nos abraçou ao nos ver na sala. Depois disso foi uma sessão de tortura sobre um livro qualquer que dava sono. Mas tanto eu quanto Regina tomamos todas as anotações necessárias para não falharmos no trabalho sobre ele. O sinal tocou e nós duas saímos para encontrar nossos casais de amigos.

─ Emma, precisamos contar como você fara pra contar pra mamãe e pro papai sobre seu namoro ─ disse Dan e eu arquei uma sobrancelha.

─ Estou ouvindo! ─ falei curiosa.

─ A mamãe quer dar um almoço para a mãe e a vó da Valentina que vão chegar nesse final de semana e foi então que eu pensei que você poderia pedir a Gina oficialmente em namoro, da maneira que você sempre se expressou ─ Dan falou e eu fiquei mais confusa.

─ Como assim Dan? ─ eu o encarei.

─ Enquanto você estava fora, Dan achou um caderno seu e tinha a letra de uma musica que você escreveu com as cifras ─ Killian começou a me explicar, mas eu não me recordava da letra ─ nós achamos que você podia cantar sua musica e assim demonstrar o quanto ama sua amiga!

─ Sim Emma! ─ Elsa segurou minha mão e a da Regina ─ a letra é muito boa e tenho certeza que vai dar certo!

─ Cantar tipo, na frente dos pais dela, dos meus e dos da Valentina? ─ Regina perguntou um pouco incrédula.

─ Sei que parece loucura ─ disse Valentina ─, mas minha mãe e minha avó são muito tranquilas, não se preocupem quanto a elas e o momento será tanto meu e do Dan, quanto de vocês, nós quatro vamos oficializar para as famílias os namoros e acho que dará certo! ─ eu suspirei.

─ O que temos a perder, certo? ─ olhei para Regina e ela segurou minha mão ─ eu aceito!

─ Eu to dentro também! ─ Regina sorriu.

─ Que lindo! ─ ouvimos alguém bater palmas atrás de nós ─ o casalzinho de lésbicas prostitutas agora vai se revelar pra família! ─ Ruby falou sarcasticamente ─ quanto orgulho a mãe de vocês vai ter!

─ Regina, você ainda tem a chance de mudar isso e mostrar que sobrou dignidade dentro de você! ─ Robin apareceu ao lado de Ruby e encarou minha namorada. Elsa, Killian, Daniel e Valentina apenas observavam.

─ Não sei Robin, dizem que depois que você vira puta, parece que vira vicio! ─ a morena provocou e eu apenas suspirei ─, mas sabe Emma, quem sabe eu não te de uma chance de voltar ao time das cheerleaders...

Eu me levantei e fiquei em frente a ela. Minha vontade era de quebrar aquele nariz arrebitado e esfregar aquele rosto no pátio. Porem não podia piorar minha situação, então eu respirei fundo.

─ Sabe o que você faz com o seu time de cheerleaders? ─ ela me fitou sem saber ─ enfia no seu cú e roda! Sabe porque? Alguém acabou de me dizer que quando alguém experimenta ser puta vira vicio e a única puta que eu estou vendo é você! ─ ela arregalou os olhos e fez menção que ia revidar, mas eu não deixei ─ então como você gosta, aproveita bem e goza! Porque eu prefiro mil vezes ter o titulo de lésbica do ano do que ser ratazana do seu bueiro! ─ Regina ficou em pé ao meu lado segurando ao meu lado garantindo que eu não perdesse o controle.

─ Regina você ainda tem um cérebro, usa ela e faça uma boa escolha ─ Robin tentou se aproximar dela.

─ É, eu tenho um ao contrario de você que só tenho uma linha na cabeça e sabe o que acontece se cortar essa linha? ─ ele ficou confuso ─ as orelhas caem! ─ os dois casais riram baixo ─ prefiro ter o titulo que você quiser me dar do que ser refém de um homem que so sabe usar a cabeça debaixo e que muito provavelmente vai acabar como um futuro abusador! ─ ela se aproximou dele e o fitou ─ por você eu só sinto nojo e pena, pois um dia eu ainda vou te ver sendo julgado e indo morar numa cela sendo puta de um presidiário, porque é assim: uma vez abusador, outra vez abusado! ─ ela cuspiu em seu rosto e eu a puxei. O sinal tocou e tínhamos que voltar para a sala. Tinha sido muita emoção para um dia só.

Nova York – Target Supermarket - Segunda-feira – 8:30pm

Zelena e Belle já haviam buscado suas filhas e tiveram que passar no supermercado para comprar algumas coisas que ainda faltavam em casa e os ingredientes para o jantar. Zelena pediu para Grace ajudar Belle a escolher os itens que faltavam na cozinha enquanto ela pegava os legumes e já ia encontrar com elas. A menina que estava pilhada foi empurrando o carrinho com Eve e contando seu dia para Belle que escutava com atenção.

Zelena escolhia alguns tomates e cebolas para fazer um molho de macarrão quando uma voz lhe chamou a atenção.

─ Zel! ─ ela se virou e não acreditou no que via ─ que coincidência, não acha?

─ Lily... ─ a ruiva falou sem emoção e continuou colocando os legumes na sacola.

─ Nossa, parece ate que não gostou de me ver e sei que não é verdade! ─ Lilith falou com certeza e sorriu ─ podemos deixar aquele incidente da boate de lado e resolver as coisas de outro jeito ─ ela se aproximou da ruiva ─ sabe, você ainda me deve uma dança...

─ Lily, melhor não ─ Zelena se afastou ─ o que quer que nós tenhamos ficou no passado e não vai voltar! ─ a ruiva tentou ser enfática.

─ Às vezes é bom relembrar algumas coisas, reviver momentos... sei que não liga pra aquela sem sal da sua amiga... ─ ela encostou no braço da tenente, mas foi interrompida por uma voz infantil que falava sem parar.

─ Compra pra mim, por favor, por favor, por favor! ─ Grace apareceu e logo atrás Belle apareceu com Eve e bufou ao ver Lilith. Zelena colocou as sacolas no carrinho e pegou Grace no colo que segurava um conjunto de prato e talheres da Barbie.

─ Ah! Tinha que ser! ─ Lilith bufou ─ você sempre atrapalhando e ainda trouxe esses rebentos! ─ Zelena arregalou os olhos.

─ Quem é ela? ─ Grace perguntou a Zelena.

─ Eu sou amiga dela, na verdade somos quase mais que amigas, mas você não tem idade para entender ─ Lilith piscou para Grace.

─ Mamãe compra pra mim? ─ Grace desviou a atenção para a ruiva novamente ─ a mamãe Belle disse que se você concordasse eu podia levar! ─ Lilith olhou confusa para a menina.

─ Tudo bem, a gente leva meu amor! ─ Grace comemorou e colocou sua compra no carrinho.

─ Pera ai, mamãe? ─ Lilith perguntou ainda sem entender.

─ Surpresa? ─ perguntou Belle.

─ Elas são minhas mamães e Eve é minha irmã, mas você não tem cara de amiga da minha mãe ─ Grace a encarou feio.

─ Porque não? ─ a morena a fitou sem entender.

─ Porque minha mamãe disse que ela não faz amizade com bruxa ─ Belle segurou o riso ─ e você tem cara de bruxa!

─ Olha, você é muito... ─ ela ia terminar, mas Zelena a interrompeu.

─ Escuta aqui, olha como você fala com a minha filha! ─ a ruiva a fulminou com o olhar ─ você pode mexer com qualquer um, mas nunca se atreva a mexer com as minhas filhas ou a minha esposa ─ Lilith ficou surpresa com a palavra que ela designou para Belle ─ sim, esposa! Muito bem casada, obrigada! E se você for capaz de manter pelo menos a educação, quem sabe eu mando o convite do casamento pra você, mas agora estamos atrasadas para o jantar e a bebe precisa mamar ─ Zelena indicou para Belle e elas seguiram o caminho.

─ Ate mais querida! ─ Belle sorriu.

Nova York – Condomínio Blue Bird ─ Domingo – 11:00am

EMMA'S POV

A semana havia passado como um furacão. Depois do recado que deixamos para Ruby e Robin, eles faziam apenas comentários para os outros, sempre pelas costas. Porem, todos já sabiam que eles não eram “flor que se cheire” e não se importavam. Eu e Regina comentávamos sobre isso nas sessões terapêuticas que tínhamos duas vezes na semana, intercaladas com nossas aulas de canto e violão, para mim, e piano para Regina. Era bom poder tocar e cantar novamente. Poder me transportar para aquele mundo onde apenas eu tinha acesso.

Era como um mundo intocável. Era como meu infinito particular e eu sempre corria para ela quando sentia que pensamentos ruins queriam dominar minha mente ou lembranças do cativeiro teimavam em voltar. Eu havia arranjado uma maneira de colocar para fora, a mesma que eu sempre tive e que eu sempre usei: escrevendo. Eu transformava em musica tudo o que eu tinha em meu coração e deixava todos os sentimentos se transformarem em melodias e correrem para algum lugar.

Hoje era o dia em que eu pediria Regina em namoro oficialmente na frente dos seus pais e na frente dos meus. A mãe e a avó de Valentina já tinham chegado e estavam na sala de estar com os outros adultos. Eu estava no meu quarto, tentando me lembrar de como que respirava e tentando não surtar. Regina estava comigo e estava deitada ao meu lado. Ouvimos então Marian chamar para descermos e eu olhei para ela. Eu havia saído com Daniel sem ela sabe e comprado um par de alianças para lhe fazer uma surpresa e deixar tudo como manda o “figurino”. Daniel também havia comprado as suas.

─ É agora... ─ eu a fitei.

─ Independente de qualquer coisa, eu te amo Emma, pra sempre! ─ eu sorri e ela me deu um selinho. Nós descemos.

Já havíamos cumprimentado todos e sido devidamente apresentadas. Eu estava segurando meu violão e Daniel, Killian, Elsa, Anna, Valentina, Benjamin e Regina me olhavam e sorriam para mim. Meu irmão se levantou e começou.

─ Pessoal ─ ele chamou a atenção de todos ─ como sabem, hoje é um dia especial, porque vamos oficializar alguns relacionamentos ─ ele falou e me encarou. Todos ainda estavam confusos ─ por isso queria que vocês apreciassem minha querida irmã Emma, que depois de estar longe e perdida agora pode estar conosco, é com você irmãzinha! ─ ele sorriu para mim. Eu me levantei e carreguei meu violão ate o banco e o microfone que meu irmão carinhosamente tinha montado para mim.

─ Bom, eu escrevi essa musica pensando em uma pessoa especial e mais do que isso, essa musica fala de como eu me sinto, fala de como eu sou, então mãe e pai peço que vocês prestem atenção a letra e ao outros que curtam a musica ─ eu sorri e então comecei a tocar.

[PLAY/Girls like Girls – Hayley Kiyoko – Joana Castanheira Acoustic Cover]

Stealing kisses from your misses

Roubando beijos da sua garota

Does it make you freak out?

Isso te deixa louco?

Got you fussing, got you worried

Te deixei pirado, te deixei preocupado

Scared to let your guard down

Com medo de baixar a guarda

Boys, boys

Meninos, meninos

Tell the neighbors I'm not sorry if I'm breaking walls down

Diga aos vizinhos que eu não me arrependo se estou quebrando barreiras

Building your girl's second story

Construindo uma segunda história com a sua garota

Ripping all your floors out

Tirando todo o seu chão

Saw your face, heard your name

Vi seu rosto, escutei seu nome

Gotta get with you

Preciso estar com você

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

Isn't this why we came? Gotta get with you

Não é por isso que viemos? Tenho que ficar com você

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

Always gonna steal your thunder

Sempre vou roubar seu trovão

Watch me like a dark cloud

Me veja como uma nuvem escura

On the move, collecting numbers

Em movimento, colecionando números

I'ma take your girl out

Vou levar sua garota

We will be everything that we'd ever need

Seremos tudo o que sempre precisamos

Don't tell me, tell me what I feel

Não me diga, me diga o que eu sinto

I'm real and I don't feel like boys

Eu sou real e não me sinto como meninos

I'm real and I don't feel like boys

Eu sou real e não me sinto como meninos

Saw your face, heard your name

Vi seu rosto, escutei seu nome

Gotta get with you

Preciso estar com você

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

Isn't this why we came? Gotta get with you

Não é por isso que viemos? Tenho que ficar com você

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

I've been crossing all the lines, all the lines

Eu tenho atravessado todas as linhas, todas as linhas

Kissed your girls and made you cry, boys

Beijei suas meninas e te fiz chorarem, garotos

Saw your face, heard your name

Vi seu rosto, escutei seu nome

Gotta get with you

Preciso estar com você

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

Isn't this why we came? Gotta get with you

Não é por isso que viemos? Tenho que ficar com você

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

Girls like girls like boys do, nothing new

Meninas gostam de meninas assim como os meninos gostam, nada novo

Terminei de cantar e como sempre, tinha me transportado para o meu mundo. Aquela letra dizia tudo o que eu queria contar para as pessoas que eu amava, aquela musica dizia a verdade sobre mim. Abri meus olhos e todos me encaravam. Como eu já tinha começado, agora teria que terminar. Respirei fundo e soltei o ar.

─ Sei que talvez alguns devem estar pensando: garotas gostam de garotas? ─ eu sorri ─, pois é elas gostam! Muito mais do que isso, elas amam, elas também sentem o mesmo que um garoto pode sentir por uma garota e por isso que eu resolvi cantar essa musica que eu escrevi muito antes de ser levada pra longe ─ suspirei ─ eu escrevi porque dentro de mim eu já amava uma garota, já a queria pra mim, já precisava ter ela comigo não somente como minha amiga, confidente, companheira, mas também como o amor da minha vida e talvez vocês possam me perguntar: Emma, o que você sabe sobre o amor? ─ eu ri ─ amor não é algo que sabe de um dia pro outro, não é algo que você decora, não é uma definição do dicionário ─ suspirei novamente ─ amor é um aprendizado diário, é você se preocupar com o bem estar da pessoa a quem se ama, é querer prolongar as horas ao lado dela, é querer congelar os momentos como em fotografias e grava-los pra sempre, amor é o sentimento que ao mesmo tempo em que te devolve a vida te faz perder o folego e fazer você esquecer como que respira e sim, eu posso ter quase quatorze anos, ser inexperiente no assunto, não ter certeza se quero ser medica ou garçonete, se quero viajar para a Disney ou para Califórnia, mas de uma coisa eu tenho certeza e em todo esse tempo em que eu estive presa em um cativeiro, sendo colocada a prova todos os dias, tendo meu coração colocado no fogo, sendo levada ao inferno como quem leva alguém a esquina, se tem algo que não vai mudar em mim é esse sentimento e por isso eu te chamo aqui Regina ─ meus pais estavam ainda sem entender, os pais dela menos ainda e meus amigos apenas torciam por nós duas. Regina caminhou ate a minha frente e eu fiquei em pé. Tirei do meu bolso a pequena caixa preta e vi seus olhos marejarem e seu sorriso alargar em seu rosto ─ eu hoje oficializo com você o nosso relacionamento, que mesmo sem alianças, sem um pedido formal, sem nossos pais e sem as chances de voltarmos pra casa, eu já sabia que eu seria sua pra sempre e que meu coração pertenceria somente a você ─ eu a fitei ─ então eu te pergunto: quer ser minha para o resto da vida? ─ ela colocou uma mão no rosto e estendeu a mão direita para mim. Eu coloquei a aliança em seu dedo.

─ Você não precisava pedir, eu sempre fui sua e sempre vou ser! ─ ela colocou o anel em meu dedo e então me beijou.


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAH CHOREY SHAUSUAHSUASHAUSHA
O QUE É ZELENA E BELLE SENDO MAES? O QUE É GRACE FALANDO "GRACE MILLS FRENCH" E FALANDO MAMAE AAAAAAAAAAAAAH SURTANDO REAL AQUI SHAUHSUAHSUHAUS
EMMA E REGINA NO BANHEIRO? XESSUS ME ABANA! SHAUHSUAHSUHA SEGUREM ESSAS DUAS SHAUHSUAHS
RUBY E ROBIN? BOM, NAO DA PRA DESCER O POLE DANCE NELES, SORRY ISSO DA POLICIA SHAUHSUAHS MAS OUVIRAM O QUE MERECERAM!
E ESSA DECLARAÇÃO DA EMMA? O QUE FOI ISSO PRODUÇÃO? E AGORA JOSE?
VEREMOS NA PROXIMA ATT
BEIJOOOOX


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