História Inocente - Destiel - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Dean Winchester
Tags Castiel, Chuck, Dean, Destiel, Drama, Mistério, Romance
Visualizações 68
Palavras 5.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Adivinha quem voltou? Isso mesmo, meus amores!... Eu estava SUPER ansioso para postar esse capítulo, eu acho que vocês notaram que eu sempre estou ansioso para postar capítulos, não é? Hehe... Mas enfim, pessoal, eu agradeço a todos que acompanham esta fanfic, eu também quero agradecer a todos que leem essa fanfic e começaram a ler a minha adaptação daquela outra, a recepção de vocês foi maravilhosa, então obrigado! Mas enfim, beijos e boa leitura!

Capítulo 29 - Coincidência Brilhante, Certamente


– Como é que é?!... – Balthazar perguntava do outro lado da linha, ele havia ligado assim que leu a mensagem que Castiel enviou. – Explique-me isso, rapaz.

– T... Tudo bem, na noite de quinta feira, Dean ligou para dizer de quem se tratava o verdadeiro autor da fita. – Castiel falava, ele estava sentado em sua cama, suas costas descasavam no espelho enquanto o livro de Nick estava do seu lado, ele ainda não havia se recuperado do choque.

– Sim, acho que me lembro disso, vocês dois me falaram na noite em que fomos àquele bar. – Balthazar falou.

– Isso mesmo... Bem, eu não dei muitos detalhes daquela noite pra você, mas acontece que enquanto estávamos lá, eu e Chuck percebemos um quarto que ficava num prédio ao lado, o quarto ficava no mesmo nível do apartamento de Dean, nesse quarto havia um espelho... – Castiel suspirou. – Balthazar, eu não tenho certeza se isso pode ajudar de alguma forma, mas eu acho que seria uma boa ideia conferirmos.

– Entendo, rapaz... – Balthazar suspirou, também. – Bem, a probabilidade de conseguirmos algo é bem baixa, isso nós não podemos negar... – Balthazar estava certo. – Mesmo assim, acho que vale a pena darmos uma olhada... Caramba, Castiel... Você presta atenção em tudo, hein?... – Balthazar sorriu. – Obrigado, Castiel.

– De nada. – Castiel falou.

– O que você faz acordado a essa hora? – Balthazar perguntou.

– Ah... Não consigo dormir. – Castiel disse, ele olhou pra baixo.

– Você precisa descansar, rapaz... Você merece... – Balthazar disse. – Você nem mesmo precisa ir comigo verificar isso... – Castiel o interrompeu.

– Eu quero muito ir. – Castiel disse.

– Você quer muito vê-lo de novo, não é? – Balthazar perguntou.

– Q... Quero sim. – Castiel falou, ele sentiu que se continuasse a falar naquele tom, ele ia acabar chorando.

– Tudo bem... Eu entendo... Mas você precisa dormir, tudo bem? – Balthazar perguntou.

– C... Claro, pode deixar. – Castiel disse.

– Durma bem, falo com você depois... Até mais, Castiel. – Balthazar disse.

– Até mais, Balthazar. – Castiel desligou... Ele colocou o celular no criado-mudo e passou as mãos pelo rosto, realmente estava tarde... Ele direcionou o olhar para a janela que havia ali... A madrugada estava muito bonita, ao olhar para baixo, ele viu o livro de Nick... Sem pensar duas vezes, ele o pegou e o colocou de volta no lugar... Ele não queria mais nem sequer pensar sobre aquilo, certamente... Castiel colocou aquela caixinha de música que ele tanto gostava pra tocar mais uma vez, depois de um tempo, ele finalmente conseguiu dormir.

...

  Aquele som irritante do alarme disparava do celular de Castiel.

– S... Seis horas. – Castiel disse... Ele logo se lembrou do que Balthazar havia dito... Ele estava certo, Castiel realmente precisava dormir... Ele não hesitou em desativar o alarme e voltar a cair num sono profundo.

...

  O som irritante de outra coisa acordava Chuck, esse que dormia tranquilamente em seu quarto.

– Cacete... – Agindo por instinto, ele pegou o seu celular para tentar disparar algum alarme, mas não se tratava disso... Ele passou as mãos pelo rosto. – Puta que me pariu... – O som certamente vinha lá de fora. – Cas ainda está dormindo?... – Sentindo que Castiel não estava acordado, ele juntou o máximo de forças possível para se levantar e ir até a fonte do barulho. – O que eu não faço por você, não é Castiel?... Porcaria... – Com passos curtos e arrastados, Chuck chegou à porta do seu quarto e a abriu, bocejando logo em seguida... Ou Castiel havia saído de casa, o que é bem improvável, ou ele ainda estava dormindo... É, ele ainda estava dormindo... Chuck mal se sentia acordado, dane-se o dia, dane-se a luz do Sol, dane-se tudo, ele só queria voltar a dormir assim que pudesse... Ele logo pegou o telefone e levou ao ouvido.

– Hospital Psiquiátrico Aurora, paciente de nome... – Chuck arregalou os olhos ao ouvir aquilo.

– Caralho. – Chuck falou quase que sussurrando.

– Nick Novak. – A voz de Nick soava do outro lado da linha.

– Para aceitar a ligação, aperte um. – Chuck queria muito simplesmente colocar o telefone de volta no lugar, ele definitivamente não ia com a cara de Nick... Mesmo assim, Castiel ia ficar bastante chateado, então ele tinha que passar por cima daquilo, até porque a ligação não era pra ele... Ele logo aceitou a ligação.

– Anjo? – Nick perguntava num tom alegre, Chuck se sentia pressionado a responder, mas ele se sentia um pouco nervoso.

– Uh... – Ele realmente estava nervoso, ele nunca chegou a falar com Nick alguma vez. – N... Na verdade, não, Nick... Aqui é o Chuck. – Chuck conseguiu falar.

– Hm... Tudo bem... – Nick continuava no seu tom alegre, aquilo devia deixar Chuck um pouco mais calmo, mas aquilo soava muito mais assustador do que calmante. – Poderia passar pro Castiel, por favor? – Nick perguntou.

– Ah... Claro... Só um segundo. – Chuck disse, ele adoraria dizer que Castiel estava dormindo, mas do jeito que Nick era, ele tinha medo da reação dele, mesmo depois da conversa que Castiel teve com seu irmão, Chuck ainda ficava com um pé atrás em relação a tudo isso, ao que parecia, ele nunca iria ver Nick da mesma forma que Castiel o vê.

– Tudo bem. – Nick disse, no mesmo tom de antes... Chuck deixou o telefone ali e foi até o quarto de Castiel.

– Cas?... – Chuck batia na porta. – Castiel, seu irmão está no telefone. – Ao ouvir aquilo, Castiel logo se levantou, ele fez isso rápido o suficiente para se sentir tonto, mesmo assim, ele ignorou a tontura e se dirigiu à porta, abrindo-a em seguida.

– D... Desculpe por... – Chuck o interrompeu.

– Dane-se, eu não quero saber... – Chuck disse. – Agora vá falar com ele, você não tem noção do que eu tive que passar agora... – Chuck riu um pouco, mesmo assim, ele não estava exatamente brincando.

– Tudo bem, obrigado por atender. – Castiel foi até o telefone.

– De nada... Eu vou voltar a dormir. – Castiel assentiu com a cabeça, Chuck entrou em seu quarto.

– Alô? – Castiel perguntou, numa voz sonolenta.

– Anjo?... – Nick perguntou. – Sim! Essa era a voz que eu queria ouvir. – Nick sorria... Assim como Castiel.

– Bom dia, Nick. – Castiel falou.

– Bom dia, anjo!... Você dormiu bem? – Nick perguntou.

– Uh... Na verdade... Eu acabei de acordar. – Castiel disse.

– E... Eu acordei você? – Nick perguntou, o tom dele havia mudado um pouco.

– Bem, acordou... – Castiel falou num tom alegre, porém sonolento. – Mas está tudo bem, eu acho que eu não fui feito pra dormir até tarde.

– Ah, entendi... – Nick sorriu. – De qualquer forma, desculpe.

– Tudo bem, sem problemas... – Castiel falou. – Você dormiu bem?

– Sim, anjo! Muito bem. – Nick disse... Castiel sentou-se no sofá.

– Que bom, Nick, e como você está? – Castiel perguntou.

– Eu estou ótimo anjo! Quer saber o que eu fiz ontem? – Nick perguntou.

– Claro que quero! – Castiel respondeu.

– Eu desenhei algumas partes desse lugar!... – Castiel estava impressionado com a resposta, ele realmente não esperava por aquilo. – Eu achei que seria interessante desenhar as pessoas e os locais a minha volta... O que você acha? – Nick perguntou.

– Sério, Nick? Isso é demais!... – Castiel sorriu. – Que bom que você decidiu desenhar outras coisas! Depois eu posso vê-los?

– Claro que pode, anjo! – Nick disse.

– E o que mais você fez? – Castiel perguntou.

– Eu disse para um dos funcionários que o dia estava lindo!... – Mais uma coisa que Nick disse que certamente impressionou Castiel. – E adivinhe o que ele fez?

– O que ele fez? – Castiel perguntou.

– Ele sorriu para mim e disse: “Está mesmo!”. – Nick sorriu.

– Sério?... Isso é ótimo, Nick... – Castiel sorriu. – Eu estou orgulhoso de você.

– E... Está? – Nick perguntava enquanto gaguejava ao falar.

– É claro que sim, Nick. – Castiel disse.

– O... Obrigado... – Nick falou, um pouco sem jeito. – E então, como está com Dean? – Castiel com certeza estranhou aquela pergunta, mesmo assim, era melhor do que Nick chamá-lo de “demônio”.

– Ah... Uh... – Castiel respirou fundo, ele realmente não esperava uma pergunta como aquela. – Bem... O julgamento dele é amanhã.

– Mas já? – Nick perguntou.

– É... Balthazar não conseguiu uma data melhor... – Castiel suspirou. – Mesmo assim, nós estamos indo muito bem na investigação, eu estou muito confiante! – Castiel sorriu.

– Então vocês estão trabalhando juntos? – Nick perguntou.

– Estamos, sim. – Castiel respondeu.

– É claro que estão, eu imaginei que você aproveitaria qualquer oportunidade para ajudá-lo... – Nick suspirou. – Vai dar tudo certo, anjo. – Certamente era estranho ouvir Nick falar desse jeito, mesmo assim, era muito melhor daquela forma, não demoraria muito para ele se acostumar.

– Obrigado, Nick... – Castiel sorriu. – Ouvir você falando isso realmente ajuda, obrigado.

– De nada, anjo... – Nick disse. – E então, o que você planeja fazer hoje?

– Bem... Eu e o Balthazar investigaremos algo que eu percebi que pode ser útil. – Castiel disse.

– Entendi... E a fita? – Nick perguntou.

– Ah!... – Castiel logo se animou. – Eu realmente tenho que te agradecer, Nick... – Castiel sorriu. – Nós conseguimos decodificar os sinais de rádio que o áudio da fita possuía.

– S... Sério?... E... E o que vocês acharam? – Nick se atropelava ao falar, isso se devia ao fato de Castiel tê-lo agradecido.

– Bem... Acontece que realmente eram duas imagens... – Castiel falava. – Eram imagens de frases, na verdade... A primeira dizia “sentiu minha falta?” e segunda dizia “dia 15”... – Castiel suspirou. – Bem, acontece que as mensagens eram pro Dean... Ele foi preso no dia 15, e... Uh... É melhor deixar o resto de fora da conversa.

– Ah... – O tom de Nick ficou um pouco mais grave. – Entendo... Você disse que a fita havia aparecido na porta da sua casa, certo? – Nick perguntou.

– É... Isso mesmo. – Castiel disse.

– Por que ela apareceu na sua casa, sendo que o alvo era o Dean? – Nick perguntou, ouvi-lo se referir a Dean através do nome dele com certeza era estranho, mas, mais uma vez, Castiel não demoraria muito para se acostumar.

– Isso é mais uma das coisas que devem ficar de fora... Desculpe, Nick... Mas isso é muito pessoal... – Castiel disse. – Bem, não da minha parte, da do Dean.

– Entendi, anjo... Entendi... – Nick disse, compreensivo. – Bem, anjo... Mais uma vez, desculpe por ter te acordado... – Nick riu um pouco. – Acho que você tem bastante coisa pra fazer hoje.

– É... Na verdade tenho algumas coisas pra fazer, sim... – Castiel sorriu. – E sobre ter me acordado, tudo bem... Na verdade, eu já iria me levantar. – Castiel estava sendo sincero, ele não dormiria por muito mais tempo.

– Ah... Tudo bem... – Nick sorriu. – Então... Falo com você amanhã?

– Claro! Estarei esperando. – Castiel disse.

– E... Eu também... – Nick disse. – Até mais, anjo.

– Até mais, Nick. – Eles desligaram... Castiel fechou os olhos e encostou sua cabeça no sofá... Ele tinha um longo dia adiante.

...

  Depois de se levantar, ele logo seguiu até o banheiro, tomou um banho e escovou seus dentes... Ele estava preparado para o dia que viria a ter... Ele estava na cozinha preparando o café da manhã, até que uma mensagem chega para ele... Era Charlie... “Ei, Cas... Soube que Dean foi preso, eu sinto muito por você.”... Ele se sentia feliz por Charlie ter demonstrado se importar... Mesmo assim, ler aquela mensagem não era nem um pouco animador, mas ele não iria deixar-se abalar, então ele respondeu... “Obrigado, Charlie... Mas ele será solto em breve, disso eu tenho certeza.”... “Solto em breve?... Como assim?”... “Amanhã eu lhe explico.”... “T... Tudo bem... E como você está?”... “Estou bem, eu acho... Obrigado!”... “De nada, Cas... Você sabe que sempre pode contar comigo, certo?”... “Claro, Charlie, vou me lembrar disso.”... “Ok, beijos, vejo você amanhã!”... “Até!”.

...

– Está falando daquele espelho que nós vimos naquele quarto rosa? – Chuck perguntou, ele havia acabado de acordar e de lavar o rosto, sendo assim, ele estava tomando o café da manhã agora, Castiel já havia terminado há um tempo, eles estavam sentado próximos ao balcão, um do lado do outro.

– Esse mesmo. – Castiel disse, ele estava discutindo sobre o que ele e Balthazar iriam ver hoje.

– Puta que pariu!... – Chuck gritou. – Porra cara, você é um gênio! – Castiel riu um pouco.

– Bem... Isso pode não levar a nada. – Castiel disse.

– Mesmo assim, foda-se!... – Chuck disse, Castiel continuou a rir. – Só o fato de você ter pensado nisso já é demais... – Chuck sorriu. – Faz sentido... Faz bastante sentido, o quarto fica no mesmo andar do Dean, se o espelho estivesse no lugar certo, daria pra ver a janela, com certeza.

– Bem, isso se partirmos da visão de alguém. – Castiel disse.

– É verdade. – Chuck concordou.

– Tratando-se de uma câmera, algumas coisas teriam que ser mudadas, para que algo útil fosse captado. – Castiel disse.

– Isso mesmo... – Chuck concordou, mais uma vez... Logo ele voltou a comer... O celular de Castiel começou a vibrar, logo ele o tirou do bolso. – Quem é? – Chuck perguntou.

– Meg... – Castiel atendeu. – Alô, Meg?

– Ligue a TV, Cas. – Castiel realmente estranhou aquilo.

– T... Tudo bem. – Castiel levantou-se, Chuck não entendia o que ele estava fazendo, mesmo assim, ele o seguiu... Castiel ligou a televisão, assim como Meg havia pedido... Era improvável que Meg houvesse ligado para falar de um programa qualquer, então Castiel colocou no noticiário.

– Preso na sexta-feira desta semana, Dean Winchester, acusado de matar Amelia Richardson, sua vizinha de apartamento, será julgado no final da tarde desta segunda-feira... Dia 18 de Setembro... – O repórter disse. Castiel não podia acreditar no que estava vendo, ele não se sentia mal por si mesmo, mas sim por Dean, ele estava ali, sendo exposto para todos da cidade verem.

– Uh... – Castiel suspirou e simplesmente não terminou sua frase.

– Porra. – Chuck disse, os dois estavam ali de pé, assistindo.

– Por que você não me contou, Cas? – Meg perguntou, provavelmente ela não havia visto a notícia anterior, essa que Castiel só soube da existência graças a Balthazar.

– Desculpe, Meg... – Castiel suspirou. – Sinceramente, eu gostaria de espalhar isso o mínimo possível.

– E... Eu entendo, Cas... – Meg disse. – Eu levei um susto! Cheguei em casa agora a pouco, liguei a televisão e vi isso... E como você está? Está tudo bem? – Castiel não queria exatamente responder àquelas perguntas, mas ele iria, de qualquer forma.

– P... Por incrível que pareça, eu estou bem... – Castiel suspirou e se sentou no sofá. – eu estava pensando em te convidar pra fazer algo legal nesse final de semana, mas acontece que... Bem... Isso aconteceu... Desculpe não ter ligado, desculpe não ter falado... – Castiel iria continuar, mas ela já havia compreendido.

– Tudo bem, na verdade, eu que devo me desculpar, a sua cabeça deve estar muito cheia de coisas... – E estava mesmo. – Mas e aí, como está tudo isso? – Meg perguntou.

– Bem... Ele já tem um advogado... Um ótimo advogado, na verdade. – Castiel disse.

– E... Ele realmente fez... – Ela não conseguiu terminar.

– O... O quê? Não, Meg! Não, ele não fez... Claro que não... – Castiel disse. – A situação vai bem mais além disso, acredite... É complicado. – Chuck sentou do seu lado.

– Entendi... – Meg disse. – Você não quer falar sobre isso, quer?

– Na verdade, eu não posso... – Castiel estava certo, ele não tinha o direito de falar sobre tudo aquilo, a situação girava em torno de Dean, não dele, aliás, mesmo que ele pudesse, ele ainda não falaria, porque ele não queria fazer isso, ele simplesmente não queria falar sobre como Dean foi incriminado pelo seu meio irmão vingativo, por causa da morte de sua mãe, não... De jeito nenhum, Dean já devia estar se sentindo mal o suficiente, ele não merecia isso, não mesmo. – E... Eu também não quero.

– Hm... – Meg suspirou. – Bem, eu só liguei pra isso, realmente foi um belo de um susto... Você vai ficar bem?

– Vou, claro. – Castiel disse.

– É... Sei... – Meg disse num tom irônico, ela sorria. – Qualquer coisa, ligue pra mim.

– Claro, pode deixar... – Castiel suspirou. – Até mais, Meg.

– Até mais, Cas. – Castiel colocou o celular no sofá, sua cabeça caiu em direção às suas mãos, essas cujos braços estavam apoiados nos joelhos.

– N... Não fique assim, Cas. – Chuck se aproximou, as mãos cobriam os olhos de Castiel.

– Desligue isso, por favor... – Castiel disse, Chuck pegou o controle o mais rápido que pôde e logo desligou a televisão, voltando a aproximar-se de seu amigo em seguida. – Eu sinto que minha cabeça vai explodir a qualquer hora, Chuck. – Castiel falou num tom triste... Chuck não tinha o que dizer, ele simplesmente se aproximou de Castiel e passou a mão pelas costas dele.

– Vai dar tudo certo. – Chuck disse, sorrindo.

– Depois de tudo isso... Tem que dar certo... – Castiel levantou a cabeça e olhou nos olhos de Chuck... Eles se abraçaram logo em seguida... Não demorou muito para o celular de Castiel começar a vibrar mais uma vez, logo ele atendeu... Ele teve poucos segundos para se recompor e começar a falar. – A... Alô?

– Castiel?... – A voz de Balthazar soou pelo celular. – Olhe, eu estarei chegando aí em pouco tempo... Tem certeza de que quer ir?

– T... Tenho sim, claro... – Castiel suspirou. – Estarei pronto num instante.

– Entendi... Está tudo bem? – Balthazar perguntou.

– A essa altura, eu já não sei mais. – Castiel disse.

– Nunca deixe de se levantar de uma queda, rapaz... – Balthazar disse. – Respire fundo, você consegue passar por isso.

– Eu espero que sim. – Castiel disse enquanto passava a mão livre pelo rosto.

– Chego aí o mais rápido que eu puder, podemos estar indo bem, mas ainda tem muita coisa a ser feita. – Balthazar disse.

– Claro, entendi... – Castiel disse. – Vejo você mais tarde.

– Até mais, Castiel. – Balthazar disse.

– Até mais, Balthazar. – Castiel colocou o celular no bolso e deixou a cabeça vagarosamente cair no ombro de Chuck, esse que passou a mão pelo cabelo de Castiel.

– Porra... – Chuck suspirou. – Que vida cruel essa nossa, não é? – Castiel assentiu com a cabeça.

...

  Depois de um tempo daquele jeito, Castiel se levantou.

– Eu vou trocar de roupa. – Castiel disse, Chuck ficou em silêncio enquanto ouvia os sons dos passos de Castiel se distanciando, ouvindo a porta do quarto se abrir, em seguida.

...

  Castiel saiu do quarto com aquele seu típico sobretudo, esse que o deixava bem mais adulto do que o normal, ele vagarosamente chegou até o sofá e se sentou.

– Você vai fazer alguma coisa hoje? – Castiel perguntou.

– Eu sei lá... – Chuck disse. – Eu acho que vou assistir a alguns filmes, assistir a qualquer coisa, na verdade, foda-se. – Castiel riu um pouco.

– Você não quer ir com a gente? – Ao perguntar, os olhos de Chuck brilharam como nunca.

– Sério?! – Chuck perguntou.

– Claro!... – Castiel sorriu. – Da forma que falou ontem, eu achei que iria gostar de ir.

– Puta que pariu, é óbvio que eu quero! – Chuck disse, eles começaram a rir.

– Tudo bem, eu mando uma mensagem para o Balthazar dizendo que você vai. – Castiel disse.

– Obrigado, Cas! – Chuck caiu encima de Castiel num abraço apertado.

– D... De nada. – Castiel o abraçou de volta.

...

  Não demorou muito para Balthazar chegar, Chuck havia tomado banho o mais rápido possível, ele estava muito ansioso, com toda a certeza.

– Eu estou com cara de detetive o suficiente? – Chuck perguntou, eles estavam saindo da casa.

– E... Eu não sei... – Castiel riu. – Um pouco, eu acho.

– Eu acho que preciso de um sobretudo que nem o seu. – Chuck disse.

– Eu não acho que combinaria muito. – Castiel disse, Balthazar baixou o vidro da porta do carro.

– E aí, rapazes?... – Balthazar perguntou. – Estão prontos?

– Com certeza. – Chuck disse, animado.

– Então vamos, entrem!... – Balthazar disse, logo eles obedeceram... Castiel ficou no banco da frente, Chuck, portanto, ficou atrás. – Então, Chuck, está animado pra hoje?

– Mas é claro, Balthazar! – Chuck disse.

– Ótimo... Vamos ver se esse espelho vai servir de alguma coisa ou não. – Balthazar acelerou.

...

– Você parece apressado, Balthazar. – Castiel disse, Balthazar parecia um pouco chateado pelo fato de o sinal estar fechado.

– E estou, depois de darmos uma olhada nesse apartamento, eu vou falar com Dean, tenho que prepará-lo para amanhã. – Balthazar disse.

– Ah... Entendi. – Dean... Castiel não parava de pensar nele, com certeza... Mas havia algo de errado ali, Castiel decidiu ignorar aquele pensamento.

– Não só isso, eu tenho que preparar tudo, além de corrigir algumas provas, se possível... – Balthazar disse. – Já que amanhã eu não terei tempo... É como eu disse antes, nós podemos estar indo bem... – Castiel já sabia o que viria depois.

– Mas ainda há muita coisa a ser feita. – Castiel completou.

– Exatamente... – Balthazar falou. – Mas, se nos apressarmos, vamos conseguir. – O sinal abriu.

...

  Não demorou muito para eles chegarem, afinal, o local ficava literalmente do lado do apartamento de Dean.

– Vem cá... – Chuck disse enquanto saía do carro, Balthazar e Castiel já estavam lá fora. – Como diabos nós vamos investigar esse negócio? A gente não pode simplesmente chegar lá e perguntar.

– Do jeito que a segurança dali é maravilhosa... – Balthazar falou num tom irônico enquanto olhava para o prédio onde Dean morava. – Eu julgo que a desse daqui seja do mesmo jeito... Então eu acho que sim, nós podemos simplesmente chegar lá e perguntar.

– Caralho... – Chuck disse. – Não pode ser tão fácil assim.

– Concordo... – Castiel disse. – Mas só vamos saber quando entrarmos, então vamos. – Balthazar e Chuck obedeceram, eles logo entraram no prédio... O interior era bem semelhante ao do prédio ao lado, com certeza pertenciam à mesma pessoa.

– É... Acho que será do mesmo jeito... – Balthazar disse num tom baixo, aproximando-se da funcionária na recepção. – Bom dia.

– Bom dia, senhor... – Ela disse. – Quais os seus nomes? – Eles se aproximaram.

– Balthazar Sebastian. – Balthazar disse.

– Castiel Novak e Chuck Shurley. – Castiel disse.

– Ei! Eu queria dizer meu nome! – Chuck exclamou, quase que sussurrando, ele e Castiel sorriram.

– Tudo bem, obrigada... – Ela disse. – Podem entrar. – Então eles seguiram adiante e entraram no elevador, não havia mais ninguém lá dentro... Castiel apertou o botão do décimo terceiro andar... O elevador começou a subir.

– Eu falei. – Balthazar disse, eles riram.

– Nossa... – Castiel disse. – Aqui também não tem câmeras. – Ele olhava para os cantos superiores do elevador.

– Porcaria de prédios... – Balthazar disse. – Castiel, quando seu namorado for solto, diga a ele que ele precisa morar em outro lugar.

– Pois é, Cas. – Chuck concordou.

– Vocês estão certos... – Castiel disse. – Provavelmente nada disso teria acontecido.

– É... Mas aconteceu... – Balthazar disse, ele não estava tentando deixar Castiel pior, ele só queria mostrar a realidade para ele, ficar se lamentado por algo que não pode ser mudado não ajudaria em absolutamente nada, além de deixar Castiel ainda pior. – E ele vai sair dessa. – Balthazar sorriu pra Castiel.

...

  E então eles chegaram.

– Vamos, rapazes. – Balthazar liderou... Eles o seguiram.

– Hm... – Castiel começou a pensar. – Apartamentos organizados da mesma forma, vinte andares de apartamentos, quatro apartamentos por andar... Se os apartamentos estão virados um para o outro, e o apartamento do Dean é o de número 50... O da pessoa que mora no apartamento com quarto rosa só pode ser o de número... – Castiel esperou que alguém completasse.

– 51... – Balthazar falou enquanto bateu na porta do apartamento de mesmo número. – É um problema de lógica interessante, não é? – Balthazar sorriu.

– É sim... – Castiel disse. – Apesar de ser bem simples.

– Por que não é o 50?... – Chuck perguntou. – Ah, é verdade, os apartamentos estão virados um para o outro, isso faz com que as coisas se invertam.

– Exatamente. – Castiel disse.

– Pensem em algo logo, eu não planejei como começar essa conversa. – Balthazar disse, logo a porta foi aberta.

– Olá... Quem são vocês? – Uma mulher perguntou... Castiel tomou a iniciativa.

– Bom dia, senhorita... – Castiel esperou que ela completasse.

– Sarah... – Ela disse. – Sarah Blake.

– Sarah... – Castiel respirou fundo, pensando nas próximas palavras logo em seguida. – Por algum acaso... Seu apartamento tem um quarto rosa?

– T... Tem, sim... – Sarah disse. – Respondam a minha pergunta.

– Claro... Eu sou Castiel Novak, esse é meu melhor amigo, Chuck Shurley... – Chuck acenou para ela. – E esse é o advogado Balthazar Sebastian. – Balthazar sorriu para ela.

– Advogado?... – Ela perguntou. – O que houve? Devo me preocupar?

– De forma alguma... – Castiel disse. – Na verdade, nós precisamos de um enorme favor seu. – Castiel falou num tom sério.

– Entendi... – Ela disse. – Entrem. – Eles se surpreenderam com a resposta, mesmo assim, logo eles entraram.

...

  Então eles explicaram toda a história de forma bem superficial.

– Então o espelho pode ser útil de alguma forma? – Sarah perguntou.

– Isso mesmo... Na verdade, se alguém tivesse o visto pela janela, também serviria... Mas eu acho que não há ninguém, não é? – Balthazar perguntou.

– Na verdade não... Como você disse, ele deve ter invadido o apartamento bem tarde, então eu e minha filha provavelmente já estávamos dormindo. – Sarah disse, a filha dela estava em seu colo. Devia ter entre sete e nove anos de idade.

– Entendi. – Balthazar disse.

– Mas... – Sarah falou. – Acho que é o dia de sorte de vocês. – Ela sorriu.

– Como assim? – Castiel perguntou.

– Olhe, minha filha estava estudando como funciona o sono, além de seus estágios, na escola... – Sarah disse. – Então a professora sugeriu uma coisa um tanto quanto... Estranha.

– Deixe-me adivinhar, ela sugeriu que os alunos gravassem a si mesmos enquanto dormiam. – Balthazar disse.

– Isso aí... – Ela riu um pouco. – Por uma semana... Eu sei que parece estranho, eu também achei, mas depois de um tempo, eu percebi que é bem interessante, as crianças podem entender melhor como cada pessoa dorme de uma forma diferente, alem de compreenderem o assunto com mais facilidade.

– Ah... – Balthazar disse. – E vocês chegaram a ver algo de estranho nos vídeos?

– Bem, nós nunca vimos os vídeos por inteiro, nós pulamos muitas partes, na verdade... – Ela disse. – Mas nós ainda temos os vídeos, gostariam de vê-los?

– S... Sim, por favor. – Castiel disse... Ela se levantou, assim como a filha dela.

– Por aqui. – Ela logo seguiu na direção do quarto, ela abriu a porta e eles entraram depois dela... O quarto não era inteiramente rosa, além do mais, a cama era de casal, como era o único quarto, elas com certeza dormiam juntas... Sarah ligou seu notebook.

– Bem... Como vocês já devem ter imaginado, os arquivos ficam gigantes, então eu os coloquei no computador. – Sarah disse.

– O vídeo foi gravado através de que câmera? – Chuck perguntou.

– Boa pergunta. – Balthazar disse.

– A do meu celular. – Ela o tirou do bolso e o colocou na mesa de escritório... Ele parecia ser muito bom, Chuck havia feito aquela pergunta para deduzir a qualidade do vídeo.

– Estão querendo saber a qualidade do vídeo, não é? – Ela perguntou.

– Isso aí. – Chuck disse.

– Bem, a câmera do meu celular possui oito megapixels, definição de três mil duzentos e sessenta e quatro por dois mil quatrocentos e quarenta e oito pixels, grava em alta definição. – Ela sorriu enquanto mexia no notebook.

– Uau. – Chuck disse, ela riu um pouco.

– Não é perfeita, mas eu acho que vai servir para resolver o problema de vocês... – Ela disse. – Ok, vejamos. – Eles se aproximaram.

– Quando as gravações começaram? – Castiel perguntou.

– Na quarta feira passada, elas terminaram nesta quarta... – Ela disse enquanto continuava a mexer no notebook. – Aqui está, fiquem à vontade. – Ela sorriu enquanto mostrava a cadeira.

– O... Obrigado. – Castiel disse... Ele se sentou, Chuck e Balthazar ficaram do seu lado, Sarah saiu e voltou com uma cadeira para cada um.

– Sentem-se. – Ela posicionou as cadeiras.

– Eu vou ficar de pé... – Balthazar disse. – Podem se sentar. – Sarah e Chuck ocuparam as cadeiras.

– Tudo bem... Quarta-feira, dia 6 de setembro... – Castiel disse, ele colocou o vídeo em questão. – Como não há condição de assistir cerca de sessenta e quatro horas de vídeo, eu vou acelerá-lo. – Castiel colocou o vídeo para ir o mais rápido possível... Eles olhavam atentamente para o espelho, era possível ver a janela do apartamento de Dean, assim como eles já esperavam.

...

  Quarta, quinta, sexta-feira... Eles já chegavam ao vídeo de sábado, Balthazar estava sentado próximo a eles, Sarah estava com sua filha na cama.

– Até agora nada. – Balthazar disse.

– Só dá pra ver o Dean passando de vez em quando. – Chuck disse.

– Mesmo assim, se algo importante tiver sido gravado... Com certeza estará nesse vídeo. – Castiel disse.

– Por quê? – Balthazar perguntou.

– Sábado, dia nove, Dean dormiu lá em casa nesse dia. – Castiel disse.

– Ah... Entendi... – Balthazar disse. – Verdade, ele deve ter ido lá quando Dean estava fora. – Castiel colocou o vídeo para tocar, ele estava um pouco nervoso... Todos os três estavam um pouco nervosos... O vídeo passava em alta velocidade, até que...

– Hm... – Castiel diminuiu a velocidade do vídeo ao notar que luz do quarto de Dean havia sido acesa, ele repetiu esse processo outras vezes, mas dessa vez, ele estava certo de que veria algo. – Achamos. – Balthazar e Chuck se aproximaram para ver, assim como Sarah.

– Então esse é o Adam? – Ela perguntou.

– Nunca chegamos a ver o rosto dele... – Castiel disse. – Mas temos certeza que sim. – A imagem não era perfeita, não era possível ver o rosto dele com tanta clareza assim, mas era facilmente notável de que ele era bem diferente de Dean.

– Puta que me... – Chuck logo notou o que estava dizendo e interrompeu a frase logo em seguida. – Desculpe. – Balthazar riu um pouco.

– Sensacional, Castiel... – Balthazar disse. – Sarah... Pode nos fornecer o arquivo do vídeo?

– Claro, mas se não se importam, eu vou cortar eu e minha filha do vídeo. – Sarah disse.

– N... Na verdade... – Balthazar falou. – Você não pode alterar o vídeo.

– Ah... Entendi. – Ela disse.

– E... Eu gostaria de saber se você poderia depor no caso. – Balthazar disse.

– O... O quê? – Ela perguntou.

– Bem... Acontece que não temos como provar a veracidade do vídeo, precisamos que você confirme isso por nós. – Balthazar disse... Ela parecia relutante.

– Por favor, Sarah... – Castiel disse. – Isso é muito importante.

– Q... Quando é o julgamento? – Ela perguntou.

– Amanhã, no final da tarde. – Balthazar disse... Sarah suspirou.

– T... Tudo bem... Se ele realmente não fez isso, eu estou disposta a ajudar. – Ela disse, Castiel sorriu para ela.

...

  Depois de Sarah ter transferido o arquivo para o seu pendrive, ela anotou o número dela e o entregou a Balthazar, eles já estavam na porta.

– Sarah... Mais uma vez, muito, mas muito obrigado mesmo. – Castiel disse.

– Sem problema, eu espero que dê tudo certo pra ele. – Sarah disse.

– Obrigado... – Castiel agradeceu. – Até mais, tenha um bom dia.

– Vocês também. – Ela disse, todos sorriram para ela e logo seguiram em direção ao elevador.

– Caralho, estavam certos... Nem todos os anjos têm asas. – Chuck disse.

– Exatamente. – Balthazar disse, aquilo fez Castiel sorrir discretamente, ele se lembrou das vezes que Dean o chamou de “anjo”, ele também não pôde deixar de se lembrar das vezes que Nick fez isso, também... Logo eles entraram no elevador.

...

  Chegando em casa, Castiel e Chuck saíram do carro.

– Castiel, obrigado pela ajuda, mais uma vez... – Balthazar disse. – Esse negócio do reflexo foi demais. – Balthazar sorriu.

– O... Obrigado, Balthazar. – Castiel disse.

– De nada, rapaz... Ah, eu já ia me esquecendo, eu preciso que me traga a fita. – Balthazar disse.

– Ah, sim, claro... – Castiel disse. – Eu volto já.

...

  Castiel retornou com a fita, ele entregou para Balthazar em seguida.

– Ótimo... Obrigado. – Balthazar disse enquanto examinava a fita. – Ah... Tem mais uma coisa... Eu sei que você esperava por isso uma hora ou outra, mas eu gostaria de saber se... – Castiel já sabia o que vinha.

– Se eu e o Chuck estamos dispostos a testemunhar? – Castiel perguntou.

– Isso aí. – Balthazar respondeu.

– Claro que sim, na verdade, já estava me perguntando quando você iria falar sobre isso. – Castiel disse.

– Você é demais... – Balthazar disse. – Certo rapaz, eu tenho que ir, tenho coisas a tratar sobre esse caso, tenho que ver o Dean, como eu já havia dito... Dentre outras coisas, ok?

– Sim, claro. – Castiel disse.

– Vai dar tudo certo... – Balthazar lançou um olhar sincero para Castiel. – Até mais, Castiel... E descanse, você merece.

– Claro... – Castiel sorriu. – Até mais, Balthazar.

...

– Testemunhar? Porra cara... Você quer fuder com todo o meu nervosismo, não é? – Chuck perguntou, Castiel sorriu.

– Por favor, Chuck. – Castiel disse.

– Claro, Cas, como você quiser. – Chuck disse.

– Obrigado. – Castiel disse.

...

  Castiel e Chuck passaram o resto do dia em casa, eles assistiram a algumas coisas, conversaram como sempre fazem, dentre outras coisas... Não demorou muito para a noite chegar... A casa já estava escura, Castiel lutava para conseguir dormir, ele talvez devesse ler o livro de Nick... Não, de jeito nenhum, claro que uma hora ele leria, afinal, ele prometeu... Mesmo assim, aquela hora com certeza não era boa, na verdade, nenhuma hora parecia ser boa para ler algo que Nick escreveu, mas aquela certamente era uma das piores... Ele virou-se para a janela, começou a pensar em Dean... Ele já havia colocado a caixinha de música que ele deu para tocar... Castiel queria tanto vê-lo de novo... Ele realmente queria vê-lo de novo... Castiel começou a se perguntar o motivo de Dean nunca ter ligado para ele... Com essa indagação, ele se lembrou do motivo dele não ter ido visitar Dean... Toda vez que Castiel ouvia o nome dele, ele pensava nisso... As coisas ao seu redor também não ajudavam, noticias expuseram Dean para todos, além de Castiel ser bombardeado frequentemente por aquela pergunta: “Como você está se sentindo?” ou “Está se sentindo bem?”... Claro que todas as pessoas que faziam essas perguntas só queriam ver Castiel feliz, mas ele simplesmente não aguentava mais... Até porque, eram para estar se perguntando como Dean estava se sentindo, não ele... As pessoas parecem se importar mais com aqueles que foram afetados indiretamente, do que com aqueles que realmente sofreram com a situação... Mesmo assim se ele queria tanto vê-lo, por que não ia visitá-lo?... Castiel sabia exatamente o motivo... Claro, ele sabia muito bem... Mas ele nunca tocou no assunto...

  Afinal, todos escondem coisas, uma hora ou outra.

  De qualquer forma, amanhã era o grande dia.


Notas Finais


E então, o que vocês acharam? Eu espero que vocês tenham gostado!... Pessoal, se eu me atrasei, perdoem-me, acontece que vocês não fazem ideia da quantidade absurda de pesquisa que eu estou tendo que fazer... Sério mesmo, eu tenho que pesquisar bastante para escrever esta fanfic, e pesquisar é algo que demanda tempo, mas eu amo, porque assim eu aprendo e passo os acontecimentos da forma mais fiel possível à realidade... Eu não gosto de fazer as coisas de qualquer jeito, ah mas não mesmo... Tanto que eu cometi um mínimo erro num capítulo anterior (não erro gramatical, trata-se de outra coisa), mas eu já corrigi... Como eu disse, foi um erro mínimo, mas foi o suficiente para me frustrar um pouco, não direi a vocês qual é, os mais atentos vão perceber do que se trata... Mas enfim, muito obrigado DE VERDADE por terem lido este capítulo, aliás, eu perguntei a opinião de vocês no capítulo anterior sobre a postagem da outra fanfic... Infelizmente, ninguém me respondeu... Então eu farei a pergunta de novo, vocês querem que eu poste outro capítulo daquela fanfic a cada dois capítulos dessa? Se a resposta for "sim", o próximo capítulo será da outra fanfic... Se a resposta for "não", eu gostaria de saber qual a sugestão de vocês, ok? Gostaria muito de saber o que vocês acham disso... Bem, obrigado de verdade, se possível favoritem a fanfic e comentem, eu ADORARIA falar com TODOS vocês, ok? Beijos e até o próximo capítulo!

P. S. - Eu acho que eu nem preciso dizer que o nome do capítulo é uma referência ao Castiel, ao Balthazar e ao Chuck, respectivamente.

P. S. 2 - Gente, eu achei que eu tinha deixado bem claro, mas ao ver que uma pessoa acolá não notou, eu vou explicar... Gente, pra quem não sabe, Nick é o nome da casca que Lúcifer usa em Supernatural, como a mãe dele o chamou de "encarnação de Lúcifer", eu achei que tinha ficado bem na cara, mas enfim, achei melhor deixar claro... Hehe, beijos!


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