História Inocente - Destiel - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Dean Winchester
Tags Castiel, Chuck, Dean, Destiel, Drama, Mistério, Romance
Visualizações 208
Palavras 4.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi! Novo capítulo! Espero que estejam tão ansiosos quanto eu estava pra escrever esse capítulo, espero que gostem! Saibam que coisas bombásticas vão vir nos próximos capítulos e eu sinto que todos vocês gostarão, beijos e boa leitura!

Capítulo 8 - Recomeço


  Eram três da manhã, Castiel sentiu que algo o acordou, mas ele não sabia o quê, ele não conseguia enxergar, mas Dean estava do seu lado, ele sabia disso. Sua cabeça doía um pouco, ele resolveu se levantar e sair do banheiro... A casa estava assustadoramente escura e silenciosa, cada ruído parecia um estouro sonoro, a maçaneta girava bem devagar, cada milímetro movido era mais um estalo. Ele foi até o banheiro e ligou a luz, era tão forte que ele achou que ficaria cego naquele momento.

- Que dor... Mas o que eu estou fazendo aqui? Aliás... Que horas eu fui dormir? – Ele estava encarar a si mesmo no espelho, tentando se lembrar da hora em que foi dormir. – Umas... Sete da noite, não sei... Foi cedo, droga... Oito horas de sono, mas isso é loucura, não posso simplesmente levantar agora, vou voltar a dormir. – A madrugada estava fria, ficar acordado não era uma boa ideia, ele saiu do banheiro e voltou para a cama tentando fazer o mínimo de barulho possível... Ao se deitar, ele se concentrou em tentar dormir.

...

  Levantar-se e depois retornar a dormir nunca é uma boa ideia, Castiel sabia disso, eram seis da manhã e ele sentia um pouco mais de sono do que antes... Demorou um pouco para que ele percebesse que estava sozinho na cama. Ele se levantou um pouco devagar, arrumou a cama e saiu do quarto.

- Bom dia pessoal. – Castiel falou, sua voz estava um pouco rouca.

- Bom dia Cas. – Disse Chuck, ele estava no sofá. Dean estava sentado do lado dele.

- Bom dia... Dormiu bem? – Dean perguntou.

- Acho que sim... A que horas vocês acordaram?

- Faz pouquíssimo tempo, porra, é sábado, era pra termos acordado às quatro da tarde. – Chuck disse. Castiel bocejou.

- O que vocês estão fazendo?

- Também não sabemos, acho que estamos processando o dia de ontem. – Chuck falou, Dean e ele apenas estavam no sofá, só isso... A televisão não estava ligada, eles não estavam conversando, apenas sentindo o tempo passar.

- Então... Tudo bem... Vão querer café da manhã? – Castiel se dirigiu à cozinha.

- Por favor. – Chuck disse. Dean se levantou e foi até Castiel, ele ficou atrás dele enquanto o via organizar algumas coisas.

- Ei... – Dean falou enquanto colocava as mãos na cintura de Castiel, que logo parou de se mover. – Está... Tudo bem com você?

- Na medida do possível. – Castiel olhou pra baixo, ele se virou para Dean. – Eu não sei, parece que as coisas meio que perderam o rumo depois que eu acordei. – Ele levantou a cabeça de Castiel pelo queixo.

- Isso vai passar, eu prometo... Você quer sair hoje? Podemos passar o dia inteiro na rua, se quiser... Você precisa de um pouco de ar, ver o mundo lá fora. O que você acha? – Dean olhou fundo nos olhos de Castiel.

- Por mim tudo bem. – Castiel sorriu, não era um de seus melhores sorrisos, definitivamente. Dean o abraçou e beijou sua testa. – Obrigado.

- Quer ajuda pra fazer o café da manhã?

- Claro! Estou precisando. – Eles sorriram e se prepararam.

...

- Esse cheiro está bom. – Chuck falou. – O que vocês estão fazendo aí?

- É surpresa! – Castiel disse. – Você vai gostar. – As coisas estavam bagunçadas na cabeça de todos eles, mas estavam começando a se ajeitar, aquele mundo descolorido voltava a brilhar aos poucos.

...

- Pronto, pode vir Chuck. – Dean disse, Chuck chegou quase que correndo, ele se sentou em uma das cadeiras, Castiel fez o mesmo e Dean começou a servir o café da manhã.

- E lhes apresento as clássicas panquecas norte-americanas. – Dean as mostrou.

- Porque às vezes, é sempre bom lembrar-se das coisas simples. – Castiel disse enquanto olhava pra Chuck.

- Não sei se estamos no Canadá, mas eu não estou é nem aí, isso parece ótimo. – Dean colocou os talheres no lugar e se sentou ao lado de Castiel. Eles começaram a comer... As coisas realmente estavam melhorando, eles estavam dispostos a recomeçar.

...

- Eu não sei se vocês colocam alguma droga aqui pra eu me viciar na comida de vocês, mas querem saber? Eu não dou a mínima. – Chuck disse enquanto lambia o prato, literalmente. – Nunca terminem, por favor, senão eu mato vocês. – Castiel e Dean sorriram.

- E aí Chuck, vai mesmo levar a Joanne pra jantar hoje? – Castiel perguntou.

- Bem... É o que eu pretendo... E vocês? Vão fazer algo hoje à noite?

- Uh... Acho que vamos passar o dia fora. – Castiel respondeu.

- Significa que a casa é minha até a hora do jantar?! – Chuck arregalou os olhos.

- Não quero bagunça, senão eu te privo da vodca e do chocolate por um mês. – Chuck mostrou a língua para Castiel.

- Tudo bem... Vou me comportar.

- Bom garoto. – Dean riu do que Castiel disse. Chuck mostrou o dedo do meio pros dois.

- Vão se ferrar, todos vocês. A que horas vocês saem?

- Agora, eu acho... Eu só vou tomar banho. – Castiel disse.

...

- Tenham um bom dia. – Chuck disse enquanto fechava a porta pra eles.

- Ele costuma ferrar com a casa toda vez que fica fora? – Dean perguntou.

- Mais ou menos... É que... – Um som explosivo interrompeu Castiel, Applause estava tocando em algum lugar da casa. – Bem... É tipo isso.

- Ah... Entendi... Lady Gaga? Sério?

- É... Pois é. – Castiel olhou pra baixo. – Vamos logo. – Ele deu um sorriso estranho. Ele entrou no carro de Dean junto a ele, Dean logo o ligou e começou a dirigir.

...

- E então... Onde estamos indo? – Castiel perguntou.

- Quem disse que precisamos de rumo? Vamos só dirigir e parar em um lugar legal, depois repetir. Pode ser?

- Gostei, pode sim, com certeza. – Eles sorriram. Dean começou a dirigir por aí.

...

- Pronto, achei um lugar. – Dean estava olhando para um local específico, Castiel estava perdido olhando para as nuvens.

- Quê? Onde? – Ele começou a olhar para todos os lugares, confuso.

- Só venha comigo. – Dean abriu a porta e saiu do carro, Castiel fez o mesmo, sem entender muito. Dean segurou a mão dele e o conduziu até uma máquina de sorvete que estava ali perto, havia um senhor do lado, sentado numa cadeira, esperando um cliente.

- Ah... Entendi.

- E então... Qual o sabor?

- Hm... Morango, sem dúvida.

- Tudo bem então. – Dean virou-se para o senhor do lado da máquina. – Um sorvete de chocolate e morango, por favor. – O senhor sorriu e levantou-se da cadeira e começou a preparar os pedidos. Castiel tirou a carteira do bolso.

- N... Não precisa, eu pago, tudo bem. – Dean pegou a própria carteira.

- T... Tem certeza?

- Claro que tenho, é só um sorvete, nada demais. – Castiel ficou um pouco vermelho e baixou a cabeça, um pouco envergonhado.

...

- Caramba, isso daqui é bom. – Dean disse. Eles estavam dentro do carro enquanto tomavam o sorvete.

- É mesmo, tem gosto de infância.

- Você já comeu chocolate com morango? – Castiel estranhou a pergunta.

- N... Não. – Dean beijou Castiel, que logo o beijou de volta. – Mas acabei de saber que é uma ótima mistura. – Eles sorriram um pro outro.

- Opa... Tem um pouco na sua bochecha. – Dean lambeu a bochecha de Castiel, Castiel aproveitou e pegou um pedaço do sorvete de Dean. – Ei! – Eles sorriram. – Então é assim? Se bem que nessa posição, acho que isso não vai dar muito certo. – Eles demoraram um pouco pra perceber que um estava encima do outro. – Vou acabar derramando sorvete encima de você. – Dean disse.

- Bem... Se vier da sua boca, não tem problema. – Castiel disse.

- Olha só, parece que o anjinho está criando cifres. – Castiel riu. Dean voltou pro assento e eles terminaram os sorvetes.

- Tudo bem... Você tem uma sugestão de lugar pra irmos? – Dean perguntou.

- Ah! Que tal o parque? Quer dizer... Eu não sei se há um parque por aqui... Mas seria legal.

- Tem sim, é aqui perto. – Dean começou a dirigir em direção ao parque.

...

  Depois de estacionar o carro, eles começaram a andar pelo lugar, era lindo, a grama era verde e haviam algumas crianças brincando, adultos andando, outros se exercitando e outros brincando com seus animais.

- Caramba, que lugar legal. – Dean disse.

- Espere, você nunca veio aqui?

- Já passei por aqui várias vezes, mas ficou só por isso mesmo.

- Como assim? Dean aqui é lindo! Venha, você vai gostar! – Castiel liderou o caminho, ele começou a andar mais rápido.

- Ei! Espere aí! – Castiel sorriu.

- Pegue-me, se puder! – Castiel começou a correr. Dean fez o mesmo, o parque era gigante, tinha um jardim em forma de labirinto bem no meio, foi pra lá que Castiel foi, eles eram os únicos ali dentro. – Duvido conseguir me achar.

- Ah eu vou achar você, e quando eu achar você vai ver só! – Castiel começou a andar lentamente, o labirinto era muito grande, também. Dean começou a prestar atenção no som dos passos que Castiel dava, eram bem baixos, mas ele conseguia ouvir, ele tentou olhar por cima das paredes, mas eram bem altas.

...

  Castiel andava com cautela, ele olhou pra frente, para trás... Nenhum sinal de Dean. De repente, alguém salta encima dele, Castiel cai encima da grama fofa e macia.

- Eu disse que te acharia! – Dean disse, Castiel começou a rir dele. – Quê? O que foi?

- Você demorou um século! – Castiel começou a gargalhar.

- Mas eu te achei mesmo assim! – Dean estava encima de Castiel, olhando fundo nos olhos dele. – Você fica tão bonito assim. – Castiel continuava a rir.

- Assim como?

- Sorrindo. – Dean o beijou mais uma vez. – Amo ver você sorrir.

- Mesmo que seja de você?

- Mesmo que seja de mim, eu te amo, Castiel Novak. – Castiel arregalou os olhos. – Isso aí, eu estou perdidamente apaixonado por você. – Castiel abriu um lindo sorriso para ele.

- Eu também amo você, Dean Winchester, mesmo que você esteja cheio de grama na sua roupa. – Dean começou a rir.

- Eu não dou a mínima, tem mais em você, eu tenho certeza. – Dean se levantou, Castiel fez o mesmo e começou a limpar as roupas, mas em questão de segundos, Castiel saltou encima de Dean, derrubando-o.

- Pronto, agora tem mais em você. – Castiel deitou-se do lado dele e começou a encará-lo. – Você também fica bonito assim.

- Assim como?

- Cheio de grama no rosto. – Eles começaram a rir. Castiel beijou Dean. – Eu também sei tomar a iniciativa. – Dean passou a mão no cabelo de Castiel.

- É claro que sabe. – Dean tornou a beijá-lo. – Eu poderia ficar aqui o dia todo com você.

- Eu também... Mas outros casais vão se perder aqui dentro também. Falando nisso, como é que saímos daqui? – Foi nesse momento que eles se tocaram que eles realmente estavam perdidos. Eles logo se levantaram e tiraram a grama das roupas.

- Essas paredes são enormes.

- É só me levantar.

- Não entendi.

- Você é bem mais forte do que eu, pode me levantar facilmente. O que acha?

- Verdade, vai... Sobe aí. – Dean ajoelhou-se e apontou para os próprios ombros.

- Isso vai ser demais.

- Pra você que não vai ter que carregar nenhum peso. – Castiel tentou não sorrir, mas não foi possível, ele subiu nos ombros de Dean, com muito esforço, Dean conseguiu levantá-los. – Pelo menos, se nós cairmos, não vamos nos machucar.

- Verdade, tudo bem... Consegue ver alguma coisa?

- E como consigo, meus olhos se abriram para a sociedade.

- Não entendi.

- Deixe pra lá, tudo bem... Uh... – Castiel começou a procurar pela saída, havia apenas uma. – Para lá! – Ele apontou, Dean começou a andar na direção indicada, enquanto isso, Castiel começou a brincar com o cabelo dele.

- Isso é bom.

- Pra compensar o seu esforço. – Castiel sorriu, eles pararam em uma bifurcação. – Tudo bem... Direita! – Eles seguiram, em pouco tempo, eles já estavam fora do labirinto. Castiel desceu dos ombros dele. – E aí? Tudo bem?

- Só uma dor leve, você pesa muito!

- Nada que você não pudesse aguentar. – Castiel sorriu, eles começaram a andar na direção do carro.

- Você não errou o caminho nenhuma vez, como fez isso?

- Como você resolve labirintos?

- Ah... Sei lá... Eu tento ir do ponto de partida até o fim, é assim que se resolve um labirinto, não é?

- Se você ir da saída até o lugar onde você está, fica mais fácil. Porque você enxerga o caminho com mais clareza.

- Mas não é a mesma coisa? Se você virasse a folha de cabeça pra baixo, não teria que seguir o mesmo caminho?

- Teria, mas é aí que está... Os caminhos que terminam em lugar nenhum são projetados para fazerem você pensar que está indo pra saída, quando na verdade não está indo pra lugar nenhum, agora se você trocar o lugar da saída pelo da entrada, os caminhos errados vão estar virados contra o lugar para onde você quer ir, ficando assim, bem mais fácil. – Dean estava surpreso com que havia escutado.

- Como você sabe de tudo isso?

- Eu tenho muito tempo livre. – Castiel sorriu para Dean.

- Estou impressionado, entre, vossa Majestade. – Dean abriu a porta para Castiel entrar.

- Obrigado! – Ele entrou, Dean entrou no carro e o ligou. – Hm... Ainda tem grama em mim.

- Em mim também, quer passar em casa e tomar um banho?

- Pode ser, mas não está um pouco distante?

- Eu quis dizer na minha casa.

- Ah! Entendi.

- Eu conheci a sua, está na hora de conhecer a minha. Pode ser?

- P... Pode, claro. – Castiel sorriu.

- Vou adorar ver você usando as minhas roupas. – Castiel ficou vermelho. – Vai ser engraçado.

- Tem certeza?

- Absoluta! – Dean começou a imaginar Castiel com as roupas dele.

...

  Dean morava em um apartamento, ele estacionou o carro e os dois saíram, o prédio era alto, mas não era nada exagerado.

- Em que andar você mora?

- Décimo terceiro. – Castiel arregalou os olhos.

- Está desafiando o universo agora é?

- Vivo minha vida de forma arriscada. – Dean falou num tom irônico. – Perigo é meu nome do meio, eu falo “treze” sem nenhum problema, ninguém me impede de enfrentar o azar! – Castiel começou a sorrir.

- Tudo bem, já entendi, nenhum espelho quebrado é páreo pra você.

- Nem escada, nem rachadura no chão. O universo não me segura! – Castiel riu mais alto.

- Desse jeito, vai ficar parecendo a Iggy Azalea cantando Fancy.

- Iggy quem?

- Nunca ouviu falar?

- Não... É uma cantora?

- É. De que tipo de música você gosta?

- Rock, dos bons, aqueles antigos.

- Hm... Entendi, fitas e tudo mais?

- Fitas e tudo mais.

- Ah sim, eu já vi algumas no seu carro. Por que nunca botou uma delas pra tocar?

- Você tem cara de quem gosta de música clássica. – Castiel levantou uma das sobrancelhas.

- Pop, rock, clássico, gosto de todos esses.

- Então quando voltarmos vamos explodir nossos tímpanos. – Eles sorriram.

...

  Dean abriu a porta, eles entraram. Castiel começou a rir.

- O que foi? – Dean perguntou.

- Não se ofenda, mas parece que eu entrei numa versão menos bagunçada do quarto do Chuck. – Dean riu. – É sério, mas aqui é bem mais arrumado. – Havia algumas roupas jogadas por aí, um uísque encima de uma mesa, era exatamente assim que Castiel imaginou que seria um lugar onde Dean morasse, despojado e cheio de personalidade. – Então... Você vai tomar banho agora?

- Isso aí. Ei, o que você acha de assistir um filme depois disso?

- Boa ideia! Você escolhe! – Dean sorriu e entrou no banheiro, enquanto isso, Castiel começou a explorar o lugar e o que tinha dentro dele, claro, ele não fuçou todo o canto, apenas as coisas próximas. Tinha uma varanda onde dava pra ver toda a rua, toda a cidade, quase. Também havia algumas revistas de carros antigos, uns DVD’s de filmes de ação, também antigos, ele se sentou no sofá e ficou olhando pela varanda, estava frio, mas nada muito congelante, ele sentiu seu celular vibrar, Chuck havia mandado uma mensagem: “Ei, onde diabos você se meteu?”, ele respondeu com: “Na casa do Dean, eu acho. Como está a casa?” “Ainda de pé, não por muito tempo. Brincadeira, não me machuque por isso. Divirta-se por aí.” “Pode deixar, até mais.”. Castiel começou a pensar se Chuck deixava a casa de cabeça pra baixo pra arrumar segundos antes dele chegar, era uma boa teoria, era bem provável que fosse verdade, enquanto isso, Dean ainda tomava banho.

...

  Castiel estava no quarto de Dean trocando-se, ele estava vestindo as roupas de Dean, ele não pôde deixar de notar que o quarto também era característico da personalidade de Dean, algumas roupas no chão, umas garrafas de bebida espalhadas... Quando ele terminou, ele abriu a porta para Dean vê-lo.

- Tem certeza de que isso é uma boa ideia? – Castiel perguntou enquanto olhava pras roupas que estava usando.

- Claro que tenho, você ficou muito fofo desse jeito. – Dean começou a rir de Castiel vestido com suas roupas. As mangas eram um pouco folgadas, as pernas da calça também, ele se sentia uma criança vestindo as roupas dos pais.

- T... Tudo bem então. Pelo menos eu não fico com frio desse jeito. – Castiel sorriu.

- E então, vamos assistir?

- Vamos! – Eles saíram do quarto e se sentaram no sofá, Dean colocou o bom e velho Exterminador do Futuro pra rodar no leitor de DVD, ele fechou as cortinas e logo tudo ficou escuro, ele voltou a se sentar do lado de Castiel e começaram a assistir. – Filmes antigos, os melhores.

- Sem dúvida.

- Quando eu era criança, sempre tive medo desse filme.

- Não se preocupe, dessa vez você tem a mim. – Dean sorriu para Castiel.

...

- Será que a SkyNet existe na vida real? – Dean perguntou.

- Mas é claro, é a Google. – Eles começaram a sorrir. – Eles nos vigiam pelos celulares e irão criar robôs que sabem todas as nossas fraquezas.

- Então quando eles forem te atacar eles vão ler o diário que nós guardamos nos celulares? Nossa... Cruel.

- E não é? – Eles riram mais. – E se nós criássemos esses robôs assassinos, só que aí eles voltassem no tempo e nos matassem?

- Aí o universo entraria em colapso.

- Ou teríamos múltiplas realidades

- Será que esse é o papo que os físicos quânticos têm quando estão chapados?

- Não, é bem mais complicado do que isso, vai por mim. Um negócio de neutrinos, distorções espaciais, anomalias temporais e blá blá blá. Que horas são?

- Onze horas... Dá tempo pra muita coisa, o que você quer fazer?

- Dormir... Você não está com sono? Nós dormimos super cedo, mas eu juro que eu poderia dormir por mais uma doze horas, se possível.

- Se significa que eu vou dormir com você, tudo bem. – Castiel ficou vermelho. – Quando acordarmos, vamos almoçar num lugar legal, o que você acha?

- Acho legal, mas dessa vez, eu pago! Não importa o que você disser.

- Hm... Tudo bem. – Eles sorriram. – Venha. – Dean pegou Castiel e o carregou até a cama.

- Não está cansado de hoje mais cedo?

- De jeito nenhum. – Ele colocou Castiel na cama e deitou ao seu lado.

- Sua cama é confortável, devia dormir mais, aproveitar esse colchão macio.

- Bem... Nós vamos dormir agora, não vamos?

- Vamos... – Castiel olhou pro lado e viu uma garrafa no chão. – Espere... Você bebe com frequência? – Dean virou-se e viu a garrafa.

- Ah... Isso... Bebo, quase sempre. – Castiel ficou surpreso ao ouvir aquilo.

- E... Não te faz mal?

- Faz, claro... Mas é melhor do que ter que lidar com os problemas da vida.

- Quais?

- Uh... – Dean tentou não fazer contato visual.

- Não precisa dizer, se não quiser.

- É uma mistura de coisas, começou quando eu fiquei longe dos meus pais, aí juntou com a falta que eu sentia do Sammy, e eu me sentia assim... Sozinho... Eu me sinto sozinho, na maior parte do tempo.

- Mas... Agora você tem a mim! – Castiel sorriu. – E o Chuck, também. – Dean sorriu pra ele.

- Verdade... Agora eu tenho você. – Dean beijou a testa de Castiel.

- Se você se sentir sozinho mais uma vez, mande uma mensagem pra mim, ou melhor, ligue pra mim, você não precisa se sentir assim. E eu vou adorar ajudar você. – Castiel beijou a boca de Dean.

- Você é como um anjo pra mim. – Dean sorriu.

- Tipo o anjo que o Chuck disse que eu seria no livro dele?

- Não... É melhor do que isso. – Castiel ficou vermelho. – Se você dormir comigo, eu vou me sentir melhor. – Ele beijou a bochecha de Castiel.

- É claro que vou dormir com você. – Apesar de estarem felizes, eles também estavam terrivelmente cansados, eles realmente estavam com sono, bastou que estivessem na cama para notarem isso, não demorou muito pra que eles adormecessem.

...

  Castiel sentou-se na cama e esfregou os olhos, Dean estava dormindo do lado dele, ele pegou o celular do criado-mudo que estava ali do lado.

- Uma da tarde. – Ele falou baixinho. – Achei que acordaria já de noite. – Ele se levantou bem devagar e foi até a janela do quarto, a tarde estava linda, o Sol raiava e o mundo funcionava lá embaixo. Ele ouviu Dean se mexer na cama.

- Gostou da vista? – Castiel se assustou um pouco, ele não achava que Dean já estava acordado.

- É lindo. – Dean se levantou e se aproximou dele, eles conseguiam enxergar uns aos outros por causa do leve reflexo que a janela produzia.

- Vem cá... O Chuck não costuma ligar pra você quando você fica muito tempo fora? – Castiel começou a rir.

- De jeito nenhum, quanto mais tempo ele ficar lá dentro sozinho, melhor ele se sente.

- Ah, entendi, é porque você até agora nunca atendeu nenhuma ligação.

- Por que você acha que ele faria isso? Eu sei me cuidar.

- Porque eu faria... – Dean abraçou Castiel por trás. – Eu não sei... Pensar em você perdido no meio desse lugar, não... De jeito nenhum. – Castiel olhou pra baixo.

- Quer dizer que você é ciumento?

- Um pouco de ciúme não faz mal a ninguém. – Eles sorriram. – E aí? Pensou num lugar legal para irmos almoçar?

- Uh... Não... Acabei de acordar. – Castiel sorriu enquanto olhava pra si mesmo no reflexo. – E eu não conheço nada por aqui, espere, onde foi que você comprou aqueles hambúrgueres de bacon? Eles tinham gosto de céu.

- Você gostou mesmo, vamos, eu vou levar você até o melhor restaurante de toda essa cidade.

...

  A tarde continuava linda, Castiel apreciava a vista enquanto Dean dirigia para sabe-se lá onde. Havia pessoas de bicicleta, pessoas a pé entrando e saindo de lojas, era tudo muito cheio de detalhes, muitas coisas aconteciam ao mesmo tempo, aquilo o encantava.

...

  Dean estacionou o carro e eles desceram, era um lugar simples, havia algumas pessoas lá dentro.

- Seja bem vindo ao Duas Baleias, você vai adorar esse lugar. – Dean disse. Eles entraram e logo se sentaram, os assentos tinham uma vista para a paisagem lá fora, o clima lá dentro era amigável, quase que familiar, mais uma vez, Castiel ficou hipnotizado pela paisagem lá fora. – Você parece ter gostado muito dessa cidade.

- É linda, olha tudo aquilo, as pessoas andando, o tempo passando, eu não sei... Mas isso me encanta de alguma forma. – Castiel estava com uma das mãos no queixo apreciando a paisagem.

- É lindo mesmo. - Uma mulher loira se aproximou, tinha por volta de quarenta anos. Era a dona do restaurante. – Joyce! – Dean disse.

- Dean Winchester, o meu melhor cliente. – Joyce sorriu para Dean e virou-se para Castiel. – E quem é esse?

- E... Esse é o Castiel, meu namorado.

- Olá Castiel. – Castiel sorriu para Joyce. – Você é muito bonito, formam um casal perfeito. O que vão querer hoje?

- Adivinhe? Os seus maravilhosos hambúrgueres de bacon e dois sucos de laranja.

- É pra já. – Ela saiu.

- Há quanto tempo conhece ela? – Castiel perguntou.

- Desde a primeira vez que vim aqui, ela é demais, ela enfrenta uns problemas com a filha dela, Chloe, mesmo assim, ela não deixa de tratar todo mundo muito bem.

- Hm... Bem, isso não é tarefa fácil.

- Não mesmo. – Eles tornaram a olhar através da janela.

- Vou perguntar pro Chuck como está lá em casa, pra confirmar se ele não a virou de cabeça pra baixo.

- Quais as chances de isso não ter acontecido.

- Uma em um milhão. – Castiel enviou uma mensagem para Chuck: “Espero que esteja tudo bem por aí, senão vai ficar sem chocolate.” – Hm... Ele respondeu: “Não! Por favor, tudo menos isso!” – Eles começaram a rir.

- E aí? O que você vai dizer?

- Espere... – Ele leu ditou a mensagem enquanto a digitava. – “Se eu chegar aí e vir um objeto fora do lugar, você vai se arrepender.” – Dean riu da mensagem. – Ele disse: “Pode deixar, chefe!”... Bem, só vou saber quando chegar lá.

- Chuck tem medo de você?

- Não sei, mas ele me disse que eu sou um diabo quando fico com raiva.

- Nunca vi você com raiva. Devo me preocupar?

- Não. – Castiel riu. – É só um exagero da parte dele, eu acho.

...

  Castiel deu uma mordida generosa.

- Quando eu disse que tinha gosto de Céu, eu não estava brincando. – Dean sorriu pra ele.

- Só não fique como o Chuck com o chocolate.

- Tarde demais. – Ao longe, Castiel notou uma voz feminina desconhecida.

- Avadelle Manners, ou melhor, Melissa Russel, foi presa ontem, dia 4 de Agosto, ao se passar por professora de Direito, três de seus “alunos”: Castiel Novak, Chuck Shurley e Dean Winchester, descobriram pistas que a conectavam com o assassinato de Mark Kyler, a polícia deduziu que ela retornou à casa de Mark para se desfazer de provas, como os celulares de Mark e Chelsea, sua mãe, que até agora não foram encontrados... – A repórter continuava a falar, mas Castiel não conseguia ouvir mais, ele estava congelado... Pelo medo, pela tristeza e pela culpa... Dean saiu de seu assento e sentou do lado de Castiel, Dean o abraçou e beijou sua bochecha.

- Cas... Está tudo bem, não dê atenção a isso. – Ele sussurrou no ouvido de Castiel. – Eu estou aqui do seu lado, não há com o que se preocupar. – Castiel não demonstrava muita reação, ele estava quase que em choque... Enquanto isso, Dean começou a se perguntar como os seus nomes apareceram no noticiário, não haviam pedido permissão pra isso, mas naquele momento era necessário acalmar Castiel, que resolveu segurar a mão de Dean e ignorar tudo o que não fosse a voz de Dean... Apesar do terror que ele havia vivido ontem junto a Dean e Chuck, estava na hora de seguir em frente... A final de contas... As coisas só estavam começando... Ou melhor... Recomeçando.

 


Notas Finais


E então? O que acharam? Eu espero do fundo do meu coração que tenham gostado! Agradeço a todos que leram os últimos capítulos, vocês são incríveis! Se puderem, só se puderem, comentem o que acharam, eu simplesmente amo interagir com todos vocês, favoritem também, se possível. Beijos e até o próximo capítulo!


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