História Inolvidable - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heyyy Guyssss!

Perdoem-me a demora! Eu estava em semana de prova na faculdade, se eu dormi 8 horas a semana inteira, foi muito.

INOLVIDABLE CHEGOU EM 6K VELHO VCS SÃO DEMAIS!!! CONTINUEM COMENTANDO, VOTANDO E DIVULGANDO QUE VOCÊS ME DEIXAM TRI FELIZ!!

Atenção no personagem galerinha! Arrumo os erros depois e vamos que vamos!

Um beijo babado na bochecha de vocês e boa leitura!

Capítulo 7 - Misty Past


Pov X

Mais um dia se passou no refúgio que os antigos túneis de metrô haviam se tornado. O retorno da equipe de Joshua foi comemorado e o clima de dever cumprido se infiltrava nas paredes geladas.

O sorriso no rosto de todos lá embaixo era genuíno. Crianças pulavam de alegria e adultos aplaudiam. Todos nós exultantes pelo sucesso da Invasão. A cada missão realizada perfeitamente, mais perto chegávamos do nosso objetivo principal.

Inundar o mundo de amor.

Era por isso que eu lutava. Pela felicidade, pelo amor, pelo companheirismo e pela amizade. Muitos duvidaram de mim quando disse que eu mudaria o mundo, afinal, eu apenas tinha 17 anos quando nosso livre arbítrio foi roubado e o Governo nos obrigou a tornar-nos seres insensíveis e sem capacidade de julgamento.

Eu sentia saudades do passado. Um passado que poucos lembravam, mas que ainda estava vivo nas minhas memórias. Se eu fechasse os olhos, conseguia com facilidade ouvir minha mãe me chamando para que descêssemos para jantar. Se me esforçasse mais, veria meu pai sentado ao meu lado no piano, me ensinando a diferença entre o "dó" e o "si". Não precisava ir muito longe para me lembrar da última vez que dei forma física ao amor. Na verdade, recordava detalhadamente como foi a última vez que fiz amor.

Não foi a luz de velas, nem num quarto com cheiro de incenso. Não foi minha primeira vez, nem foi recheado de declarações verbais. Mas as línguas dizem por aí, que amantes se comunicam com a alma, através do olhar.

Depois de algumas horas, nossos corpos relaxavam suados sob a minha cama apertada em um apartamento pequeno na minha cidade natal. Eu estava deitada de bruços e recebia carinho com a ponta dos dedos por toda extensão das minhas costas

- Acha que vamos conseguir resistir à cura? Que mesmo após o procedimento vamos nos lembrar do que sentimos agora?

- Acho que nosso amor é transcendental, te encontrei uma vez, posso encontrar novamente. - O respondi, virando de frente para ele.

- Eu espero mesmo que lembre de mim, minhas habilidades sexuais são incríveis demais para serem caídas no esquecimento.

- Me lembro vagamente delas, e pelo que me recordo, não eram tão incríveis assim. - Disse sarcasticamente enquanto passava o polegar pelo desenho de seu maxilar.

- É mesmo? Permita-me mudar sua opinião. - E me beijou.

Só terminamos no fim da tarde quando o céu já tomava aquela linda coloração amarela/rosa/laranja. Tomamos banho, colocamos a roupa e descemos em direção ao carro. Tínhamos decidido que iríamos comer no nosso restaurante favorito.

Andávamos tranquilos em direção ao carro que estava estacionado no fim da rua por não ter vagas mais próximas. Tudo estava vazio demais, o que era estranho, já que aquele era um bairro, em sua maioria, comercial. Algo estava errado. Antes que eu sequer pudesse comentar qualquer coisa, ele me puxou para trás de um carro e me fez abaixar.

- Acabei de ver soldados saindo daquela loja de esquina. Pensei que a distribuição estava marcada apenas para daqui a um mês! Por que estão usando de força? Vi um dos soldados arrastando uma pessoa aparentemente sem vida da loja.

- Eu vi no jornal local recentemente dizendo que as forças armadas seriam usadas nas cidades em que houvesse maior índice rejeição quanto à cura. Quantos eram? - Perguntei à ele, já aflita.

- Eu vi quatro deles. Vamos voltar para o apartamento e depois veremos um jeito de sair pela rua de trás. Dessa forma vamos conseguir contornar o quarteirão e pegaremos o carro sem que eles nos vejam.

Andamos de volta ao apartamento, com nossas cabeças baixas e os corpos curvados, mas mesmo assim não foi eficiente. Um dos soldados nos viu e gritou por nós, que imediatamente nos erguemos e disparamos a correr. Todos os soldados dispararam atrás de nós, e logo nos alcançariam se não chegássemos ao carro.

Ele corria segurando a minha mão, e a cada passo eu me cansava mais. Não estava acostumada com essa intensidade de exercício, por isso não conseguia correr tão rápido quanto ele corria.

- Vai na frente e liga o carro, eu te alcanço! Vou ver se consigo atrasá-los um pouco. - Me disse e diminuiu o passo. Dois soldados estavam mais na frente e os outros dois vinham correndo mais atrás.

- Venha logo! - Falei a ele que meneou a cabeça positivamente.

Dei toda a energia que tinha sobrado em mim e alcancei o carro. Destravei, entrei e o liguei. Me permiti olhar para trás e o vi já engatado em uma troca de socos com o primeiro soldado, logo outros dois chegaram e o derrubaram no chão. Ele se levantou e olhou em minha direção. Ao ver que eu virava o carro para ir buscá-lo, ele gritou:

"NÃO! SAIA DAQUI, E NÃO OLHE PARA TRÁS".

Ignorei seu pedido e virei o carro na direção em que ele estava. O quarto soldado chegou e disse algo para os outros três, que logo o colocaram de joelhos. O vi olhar fixamente para mim e mover a boca na intenção de dizer "Eu te amo", mas antes que ele pudesse terminar a frase, o soldado sacou a arma da cintura e atirou na lateral direita de sua cabeça.

Assim como o sol sumia no horizonte, eu vi a vida sumir de seus olhos.

Freei o carro bruscamente e gritei seu nome. Como se ele não significasse nada, vi os outros soldados largarem seu corpo, que foi ao chão. Os soldados começaram a vir em minha direção, recuperei meus reflexos e sai da rua de ré, até encontrar espaço suficiente para virar o carro de uma vez só.

Tentei ligar para minha mãe e meu pai, mas nenhum dos dois atendia o telefone. Decidi que passaria a noite na casa de minha avó que ficava um pouco mais afastada da cidade. Não sei como não morri no caminho, sentia minhas mãos e pés dormentes e minha mente repassava a imagem de Kay morrendo. A dor chegava a ser física. Minha cabeça parecia explodir e eu sentia como se fosse vomitar.

Chegando na casa de minha avó, fui recebida com carinho e chorava desesperadamente. Minha avó preparou chá e se sentou no sofá comigo. Como se já não fosse o pior dia da minha vida ela me disse que minha mãe havia ligado cerca de uma hora antes, dizendo que as forças armadas tinham invadido a cidade e estavam executando ou injetando à força a cura naqueles que não se submetiam às vontades do governo. Minha mãe disse à ela, que não teria tempo de fugir, mas que eu teria. Disse que tentou me ligar, mas meu celular estava fora de área.

Minha avó me explicou tudo que eu precisaria fazer para que ficasse segura. Me deu dinheiro e um gps que me levaria para a próxima cidade por estradas não movimentadas, disse que de lá haveria alguém me esperando que cuidaria de mim.

Segui suas instruções e chegando na cidade vizinha Henry me encontrou. Contei a ele tudo que me tinha acontecido, ele prometeu cuidar de mim. Disse que o destino era New York, para uma espécie de abrigo de refugiados. Henry se tornou um pai para mim.

Um grupo de 75 pessoas chegou na cidade de New York, incrivelmente, despercebidos. Henry,eu e mais um casal, que eu nunca mais vi depois do dia que nos separamos, dividimos um pequeno apartamento apenas tempo o suficiente para encontrarmos alguém naquela cidade que pudesse forjar a marca da cura.

O grupo de rebeldes sem nome na época, logo nos achou e nos acolheu como uma galinha acolhe seus pintinhos. Em pouco mais de três meses me considerava parte da família dos Polônios.

Tinha pesadelos com a morte de Kay, quase todos os dias. Lembrava-me do quão inútil eu fui, se eu tivesse corrido mais rápido, se tivesse chego mais rapidamente ao carro, talvez eu o teria salvo. A culpa era minha. Mas eu não seria responsável por mais nenhuma morte das pessoas que agora, eram minha família. Pedi a Henry que me treinasse e ele o fez por dois meses. Eu era boa, quando me dedicava, aprendia rápido e lutava com um propósito.

Perto de onde ficava a antiga sala de operações do metrô, alguns soldados e outras pessoas que queriam se tornar, se reuniram para um "combate", era como um clube de luta. Não era permitido machucar a pessoa seriamente, mas as pessoas apanhavam bastante lá. Aquele era meu teste final, precisava testar minhas habilidades, tinha muita confiança em mim. Assisti algumas lutas e percebi que eu me via melhor ou à altura de todos os que lutavam ali. Me candidatei para a próxima rodada, ganhei as duas primeiras lutas. Meu ego foi parar na estratosfera.

Convencida de que eu poderia ganhar de qualquer uma das garotas ali presentes, decidi mostrar à todos que a garota nova era capaz do que quisesse, e que eu tinha força dentro de mim. Sem pensar muito, desafiei a única mulher invicta desde o início do clube.

- Veronica? O que acha de uma luta comigo? - Gritei para que todos ouvissem que eu a estava desafiando, assim ela teria menos chances de recusar e eu finalmente poderia provar à todos que ali era meu lugar.

- Não quero te machucar. É sua primeira vez aqui novata, não acho que esteja pronta para uma luta comigo, sabe que nunca perdi uma luta, não sabe? - Vero me respondeu sarcástica.

- Vai perder agora, se entrar na roda. - Ataquei o ponto fraco dela, sabia que Veronica zelava por seus títulos e sua reputação. Ela dobrou as mangas da camisa e entrou na roda.

- Eu te avisei. Isso vai doer.

O juiz improvisado deu início a luta. Avancei na direção da latina que facilmente desviou do meu ataque e socou as minhas costelas. Eu avançava empenhada, com força. Veronica se limitava a desviar rapidamente e contra atacar precisamente em locais que me deixavam tonta e faziam meus olhos arderem.

O tempo foi passando e eu fui me cansando, avancei e finalmente acertei um soco forte no rosto de Vero, que cambaleou para trás, sem conseguir pensar em mais nenhuma outra estratégia, minha cabeça e músculos já latejando pelo cansaço, me joguei sobre o corpo dela e derrubei-a no chão. O que eu não sabia era que Vero dominava inúmeras técnicas de submissão. Ela facilmente nos trocou de posições, ficando por cima de mim.

Tentei acertá-la novamente no rosto, mas foi em vão, ela já havia memorizado aquele golpe. Assim que o desferi, ela agarrou meu pulso, torcendo de uma maneira que me virei de costas buscando alívio da dor. Ela continuou puxando meu pulso, agora nas minhas costas, para cima, me causando muita dor.

Eu não sabia o que fazer. Meu orgulho não me permitia desistir da luta, então, Vero não parava com seu golpe finalístico. Eu sentia que meu braço iria quebrar a qualquer momento. Meus pensamentos já estavam nublados, mas lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi sua voz.

Nunca o tinha visto antes, era um homem ocupado, vivia planejando coisas e cuidando da segurança, saúde e comodidade de todos que moravam nos túneis.

- Veronica, já chega. - Assim que ele se pronunciou, Vero me liberou do aperto, e levantou-se de cima de mim.

- Josh, ela me desafiou. Você sabe que eu nunca começaria uma luta sem sentido. - Vero respondeu em tom de desculpas.

- Tudo bem, irmã. Diga à todos que se retirem, quero conversar com a garota à sós.

Ela o obedeceu, pois logo vi os pés se mexendo e os murmúrios dando lugar ao silêncio.

Estava encharcada de suor, suja pela poeira do chão e carregava 100 quilos de vergonha nas costas. Quando tomei coragem, me virei e o vi pela primeira vez. Ele era mais baixo do que eu o havia imaginado, mas seus olhos eram ainda mais expressivos e acolhedores do que me tinham dito. Ele me estendeu a mão e disse:

- Acredito que uma dessas duas coisas aconteceram aqui hoje, ou você é masoquista e gosta de apanhar em público ou deixou o ego lhe subir à cabeça.

- Creio que é a segunda opção, senhor. - Respondi me sentindo humilhada.

- Não me chame de senhor, me faz sentir velho, sou apenas poucos anos mais velho que você. Quando cheguei aqui, a luta estava na metade. Sua ousadia é admirável, o que você precisa aprender é que uma batalha não se ganha com força e ego, mas sim com estratégia e técnica. Isso eu estou disposto a te ensinar. Venha me procurar amanhã, assim que acordar. Vista roupas confortáveis, vou transformar essa ousadia desenfreada em um soldado disciplinado.

- Você... Você quer me treinar? Mas eu acabei de perder a luta. - Respondi surpresa com sua proposta.

- Ninguém nasce sabendo, eu vejo potencial em você. Se me permitir, vou te tornar quem você deseja ser.

- Eu aceito! Obrigada por acreditar em mim... - Disse e o vi sorrir ternamente antes de sair.

Acordei na manhã seguinte e fui procurar Josh logo após o desjejum. Ele não foi gentil comigo, muito pelo contrário, eu tinha plena certeza de que iria desmaiar de exaustão todos os dias após os treinos. Ele me ensinou como memorizar a maneira de luta de seu oponente, ensinou a contra atacar em pontos específicos no corpo, que o enfraquecem. Me ensinou a ser uma guerreira.

Por quatro meses, Josh dedicou parte de seu dia atarefado para mim. Ao começo do quarto mês, ele chamou Vero para uma luta, que eu perdi por pouco. Desta vez não me senti humilhada, lembrei que ela tinha muito mais prática do que eu. Quando Josh me considerou apta, fui para a primeira missão. Era simples, tínhamos que invadir uma escola e colocar um programa espião nos computadores, assim, teríamos acesso aos jovens "problemáticos",iríamos até eles e os tornaríamos parte do nosso grupo. A missão foi muito bem sucedida e eu me saí muito bem.

Josh percebeu meu espírito de liderança e depois de seis meses e várias missões, ele me tornou responsável pela disseminação de informação, ou seja, eu me infiltrava em diferentes escolas e universidades e cautelosamente, modificava programas e textos dos alunos de maneira que os fizesse duvidar do sistema, fazendo com que a curiosidade tomasse conta do resto. Algumas poucas pessoas me ajudavam, eu não precisava de muitas, para que não ficasse óbvio. Em escolas de ensino médio eu apenas entrava no terceiro ano, que era o ano em que muitos dos jovens se sentiam pressionados e ficavam apreensivos em tomar a Delirium. Lucy sempre dava um jeito de apagar meu nome de todos as escolas que eu frequentava. Desde que comecei a liderar, eu já frequentei 18 escolas diferentes.

Todos no refúgio dos Polônios tinham sua função. Todos trabalhavam juntos para que voltássemos a viver em um mundo, que nunca foi perfeito, mas em que podia-se encontrar beleza na imperfeição. O meu mundo. O mundo de Kay. Ás vezes eu me pegava pensando como estariam meus pais, minha avó, meus primos. Como sobreviveram a cura? Será que cederam ou lutaram? Procurava sempre deixar em mente, que independentemente do que aconteceu com eles, se eles se recordavam de mim ou se nem sequer lembram de minha existência, eu os deixaria orgulhosos. E era o que fazia. Dia após dia me esforçava para tornar da Terra, um lugar mais humano.

Me aprontei para ir até a nova escola em que eu me havia infiltrado, começara há poucas semanas, mas já tinha alguns alvos em mente. Procurava no momento, passar uma boa impressão para as pessoas que me cercavam, afinal, quando notassem que os conteúdos estavam sendo alterados, eu precisava ser a última suspeita, não tinha medo de morrer pela causa, mas preferia ficar viva e continuar influenciando cada vez mais pessoas a pensarem por si só.

Não utilizávamos as saídas costumeiras do metrô, pois essas foram fechadas e ficavam no meio das ruas, onde o movimento era intenso pela manhã. Subi as escadas improvisadas e abri o estreito buraco que haviam feito no chão, para que pudéssemos sair. Logo a luz do Sol bateu em meu rosto e eu por um breve momento, permiti que ela me acariciasse e me peguei com saudades das vezes em que eu acordava em um final de semana com a claridade invadindo meu quarto.

Antes da Delirium eu nunca parei para pensar como eu era grata pela luz do Sol, ou pelo vento. Nunca agradeci pelo som dos pássaros e nunca parei para admirar o mar. Nós, seres humanos, temos essa mania de procrastinar. Por que não parar e sair um pouco da rotina e admirar as pequenas coisas? É das coisas simples, que as grandiosas são feitas.

Deixei esses pensamentos de lado e comecei a caminhar em direção a escola. Após 20 minutos andando, me aproximei do estacionamento da escola. Não costumava atravessar o estacionamento, dava sempre a volta e entrava pela porta da frente, mas naquele dia senti a estranha sensação de que deveria atravessá-lo. Segui minha intuição e fui caminhando. Algumas pessoas estudavam, dentro de seus carros, assumi que eram alunos do primeiro ano, já que era semana de prova dos calouros. Andava devagar para que nenhum carro me acertasse.

O estacionamento era enorme e as vagas mais próximas à escola eram reservadas aos alunos do último ano. Para que eu chegasse à escola, precisava apenas atravessar o último corredor de carros e passar ao lado de seis vagas de carros já estacionados. Parei antes de atravessar o corredor pois um carro vinha chegando. O motorista parou e me deu sinal para que atravessasse, para não atrapalhar, o fiz correndo.

Assim que ia passar na lateral de uma picape preta, a porta se abriu, não me dando tempo de parar, então bati com força a testa na porta e derrubei alguns livros, cadernos e um celular. Minha primeira reação foi colocar a mão sobre a testa e olhar para o que derrubei. Foi prestando atenção que notei algo incomum de tudo que havia caído. Um fone de ouvido plugado ao celular. Ainda sem ver à quem pertenciam aquelas coisas, me abaixei e comecei a recolher tudo, quando me aproximei mais do celular, consegui escutar a melodia de uma das minhas músicas favoritas, que sem sombra de dúvidas, havia sido banida e tinha sua reprodução proibida pelo governo. Sorri para mim mesma.

Quando me levantei, dei de cara com uma garota sorrindo nervosa, provavelmente com medo de que eu tivesse escutado Halo da Beyoncé, tocando em seu celular. Entreguei suas coisas, ela pegou o celular e jogou na mochila. Pediu desculpas por ter me machucado, disse que era desatenta demais e se ofereceu para me acompanhar à enfermaria do colégio, mas eu logo recusei. Olhei nos olhos castanhos da menina e vi oportunidade. Oportunidade de implantar ainda mais dúvidas naquela mente já confusa e provavelmente curiosa.

Minha oportunidade se chamava Dinah Jane.


Notas Finais


Eita, quem é?

O próximo vem mais rápido, prometo!

bjxxxx


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