História Inquebráveis - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber, Personagens Originais
Exibições 203
Palavras 3.223
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem, essa é uma das minhas infindas One Shots. Sim, eu resolvi trazê-la á vocês hoje. Eu gosto bastante dela, então espero agradar! Kk
Alguns avisinhos básicos:
💎 Justin Bieber não me pertence, mas sua personalidade sim!;
💎 Valentina Stacy é Barbara Palvin;
💎 Não tenho uma representação da Amélia Bieber, então podem imaginá-la como for de agrado á vocês!;
💎 O enredo, desenvoltura e sinopse são totalmente meus, criados da minha imaginação;
💎 Capa e Banner perfeitos pela Laraquete, @Faveladobiebs, obrigada pelo ótimo trabalho;
💎 Música tema é Flatline, então se quiserem, podem ler ouvindo ela;
💎 Desculpe qualquer erro de ortográfia.
💎 Boa leitura e até as notas finais 💜

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Inquebráveis - Capítulo 1 - Capítulo Único

Certeiro seria o tiro
Que o destino costumava dar
Mas nunca tão doloroso e incapaz de se curar! - Valentina Stacy.

Ele corria junto da maca, olhava aflito ora ou outra, tendo a garantia de que a pequena permanecia com seus lindos olhos castanhos abertos. Tendo a visão de que ela, apesar das circunstâncias ao seu desfavor, ainda lutava pela sua vida. Amélia sangrava, sangrava pelo nariz, sangrava pela boca. Sangrava por fora, e pior, sangrava por dentro.

A pequena Amélia, uma garota de apenas cinco anos, uma inteligência mútua, até mesmo sem igual -pelo menos comparada a outras de sua idade - Justin a amava intensamente, e acabava por sentir sua dor. Era terrível ouvi-la chorar durante muitas noites frias e não ter absolutamente nada que possa ser feito. Se Justin pudesse, ficaria doente no lugar de Amélia.

- Por favor, senhor, se afaste da maca. Amélia precisa respirar. – pediu um dos enfermeiros que ajudava a arrumar a ala de internação para a pequena garotinha.

- Não – Justin balançou a cabeça em negação, e tomado pelo medo de que se saísse, algo poderia acontecer com sua irmã, recusou-se a obedecer seu superior.

- Irei avisar quando tudo estiver bem, Bieber. – Justin fora brutalmente empurrado pelo médico que frequentemente cuidava do estado de sua irmã mais nova. – Se impor e me afrontar não trará a saúde de Amélia. Volte para o quarto, iremos estancar o sangue e logo a levaremos para lá! – Justin, suspirou e permaneceu inabalável por alguns meros segundos. A troca de olhares entre Bieber e Oliver se tornou intensiva e abundante, já que Justin, por sua vez, tinha um ar compenetrado e relutante. E Oliver tinha, de certa forma, um olhar compreensivo, todavia, repreendedor.

Justin então suspirou minuciosamente, e mesmo que lhe fosse difícil deixar a irmã, ele deixou.

Amélia fora levada para o centro de cirurgias, aonde Oliver imediatamente acertou a postura e tencionou os ombros, tomando ar de um semblante preocupado e desejoso.

...

Do outro lado, na porta principal do hospital, Valentina dava entrada em estado visivelmente grave. Os enfermeiros pediam desesperados para que saíssem da frente e dessem espaço para passarem com a garota. Garota está, que mesmo tão ferida e suja, com um estado um tanto caótico, permanecia linda. Ainda tinha o mesmo brilho em seus olhos fracos, pois apesar de sua situação, ela ainda tinha um motivo ou dois para querer estar viva, então com o pouco de força restante, ela lutava.

Valentina observava atentamente o percurso pelo qual estava sendo encaminhada, curiosa para saber o que lhe fariam. Pois, mesmo estando forte, ela sentia medo de que este fosse seu fim. Talvez quisessem-na poupar de mais sofrimento impetuoso, já que em sua infância houvera sofrido até demais nas mãos do pai viciado em álcool.

Durante todo o procedimento para o estancamento de seu sangue, Valentina permanecera com sua íris azulada arregalada, contemplando o bom trabalho que era feito em seu corpo. Ela não sentia dor, pelo contrário, sentia que precisava disto, deste momento, para viver com mais intensidade. Mal sabia ela, que sua vida se tornaria um círculo ominoso sem fim, dotado de intensidade e novos sentimentos.

[…]

Por, talvez, brincadeira das linhas tortas da vida, Justin estava sentado na poltrona do quarto para o qual havia sido mandado, quase cochilando, quando uma maca fora empurrada porta á dentro. Ele rapidamente se levantou, esperando ver os olhos castanhos atônitos de sua irmã Amélia, portanto, dera de cara com um lindo par de penetrantes e aguçados olhos azuis.

- Onde está Amélia? – Justin perguntou com sua voz enaltecida e levemente rouca, todavia, momento algum desviará o olhar dos penetrantes azuis, que por sua vez, deixavam iminente, força, e ao mesmo tempo uma pitada de medo.

- Ainda está na cirurgia, não irá demorar muito. – respondeu um dos enfermeiros, que transferia a garota da maca para a cama e arrumava a bolsa de soro.

Bieber, não tendo o que protestar, calou-se até que o quarto estivesse mais uma vez guardando um silencio abissal e uma falta incomoda de som no local.

- Meu nome é Justin. – ele sorriu minimamente.

A garota, pela primeira vez desde que entrara no quarto, olhou para Justin e discretamente analisou o pérfido rapaz, tirando a conclusão de que se morresse, já teria visto um anjo antes mesmo de subir ao céu, se considerado por sua beleza.

- Eu sou Valentina. – ela lançou a ele um sorriso, aos olhos de Justin, deslumbrante. Como pode ser tão iluminada e viva, que chega a dar-lhe um pingo de esperança?! – Por que está aqui? – curiosa como sempre fora, Valentina não conteve-se em perguntar-lhe o que mais a aguçava sobre ele. Como viera parar aqui?

- Estou de acompanhante, estou com a minha irmã mais nova. – ele abaixou brevemente o olhar, perdendo seus pensamentos em uma escassa lembrança de Amélia.

Valentina coçou levemente o queixo, percebendo que o assunto não o agradava no momento. E ela entendia, se estava aqui, algo de ruim havia acontecido.

- Eu sinto muito! – em um gesto copioso ao de Justin, Valentina abaixou o olhar e brincou brevemente com o lençol que a cobria do ar pouco frio que abruptamente invadia o local.

- Você deve querer privacidade, irei deixá-la só, senhorita. – educado e desajeitadamente, Justin bateu continência, o que fez uma risada de escárnio relutar pelos lábios macios de Valentina e, antes que Justin pudesse estar ao lado de fora, ela pigarreou.

- Se não for de seu incomodo, poderia ficar e fazer-me companhia? – pediu Valentina, com um sorriso divertido nos lábios.

- Certamente, se minha presença não atrapalhar ao seu descanso. – mais uma vez, Justin a reverenciou, e voltou a sentar-se na minúscula poltrona ao lado da cama.

- Não quero descansar! – Valentina revirou os olhos em evidente teimosia. – Me conte uma história – ela parou pensativa por um milésimo de tempo, e logo sorriu travessa. – Me conte a sua história! – apesar de conhecer Justin á apenas alguns minutos, Valentina já o tinha com tamanha intimidade, como se, ao seu ver, fosse possível uma ligação de vidas passadas.

- Minha vida?! – Justin sorriu relutante com se abrir a Valentina e procurou não encara-la diretamente. – Minha vida é chata! – disse ele, convicto de que isto a faria deixar de lado a ambição por saber, o mínimo que fosse, sobre sua vida. Pois aparentemente, Justin não se orgulhava de seu passado inevitável e obscuro. Onde lhe soava insolente encher á frágil mente de Valentina, com suas petulantes histórias e atos hediondos.

- Duvido fielmente que sua vida seja tão monótona quanto a minha. Irrelevante, Justin. – Valentina o repreendeu com o olhar, desabrochando um suspiro alto perceptivelmente desapontado, o que fez Justin questionar a lei de seus ensinamentos, e do pedido vindo da garota, chegando assim á conclusão de que nada o impedia de resumir e ocultar partes prepotentes de sua vida.

- Possivelmente me arrependerei disto. – ele suspirou e sorriu, dando ar a um semblante brincalhão. – Fui por muito tempo em minha vasta vida, um errante a procura de experiência. Acredite, não hei de encontra-la, de maneira alguma, como uma boa pessoa. Experiência requer ardor de viver em risco. – Bieber calou-se ao perceber que Valentina se encontrava interessada demais em sua história, e dali, ele certamente não entraria em detalhes cruciais, não era de seu total agrado.

- Conte-me sobre suas experiências. – Valentina era insistente e teimosa, Justin já houvera percebido. Pensou cautelosamente na melhor maneira de desvencilhar-se da curiosidade da garota, e quando estava a par de negar fielmente ceder a ela detalhes sobre sua trajetória, a porta fora brutalmente aberta, e pela mesma passou uma maca. Nesta era Amélia, sem duvidas.

Justin rapidamente se levantou e olhou encorajado para a irmã. Ela estava fraca, até mais que Valentina. Mas ele acreditava no potencial e na vontade de viver de Amélia.

- O-oi – Justin tomou ar de uma voz falhada e cuidadosa, já que Amélia parecia um tanto atordoada.

- Olá. – num sussurro baixo e fraco, disse ela. O peito de Justin, antes apertado e receoso, deu lugar a um isento abundante de coragem. Se Amélia lutava devota de certeza e coragem, por que ele não poderia?!

- Como você está? – perguntou ele, com visível preocupação no olhar. 

- Doída, mas bem. – ainda que com a voz fraca, Amélia se apossou de um olhar certeiro, onde dera a certeza de que, apesar das dores, ela se sentia bem.

- Esta é sua irmã? – Valentina, finalmente, pronunciou-se sobre a pequena garota.

Justin, com a fala presa na garganta e o olhar vagando todo o corpo da irmã, garantindo-se de que tudo estava certo por ali, apenas balançou a cabeça em afirmação.

- Olá, Amélia. Sou a Valentina. – a dona de encantadores olhos azuis esforçou-se impiedosamente sobre suas mãos para que pudesse sentar-se em postura reta, o que, por sua vez, causou-lhe uma piora em seu estado, já que de imediato seus batimentos aceleraram-se em níveis realmente inacreditáveis.

Justin desesperou-se, pôs-se a caminhar no pequeno quarto e tentou acalma-la, para que os batimentos desacelerassem. Pior, Valentina debateu-se na cama, deixando Bieber desesperado. Ela gritou, gritou dizendo a ele que doía na alma, que doía interna e externamente. O peito de Justin voltou a apertar-se e esvaiu-se de toda a coragem que Valentina havia lhe concedido. Ironia, ela o fez ter esperança, e o fez perder em proceder de segundos.

- Se acalme, por favor, Valentina. Acalme-se. – ele pediu em evidente desespero. Valentina malmente respirava, forçava-se a manter seus olhos abertos, e gritava por ajuda em um fio arrastado de voz.

Amélia observava levemente de escanteio, também preocupada.

Justin correu até a porta e arrastou por ela, o primeiro enfermeiro que vira em sua frente.

- Ajude-a. – exigiu-lhe em decadência. O enfermeiro, lançou a Justin um olhar repreendedor, todavia, agradecido. – O que ela tem? – Justin questionou-o um tanto alto, talvez até demais.

- O mesmo que Amélia. – Justin franziu o cenho em total confusão, fazendo com que o pérfido rapaz continuasse a falar. – As duas precisam de sangue, e coincidentemente, as duas são A positivo, entretanto, o hospital está em crise e não temos doador, nem mesmo sangue no estoque. – Justin permaneceu estático por poucos segundos, parecia processar o que lhe foi explicado, pois rapidamente sorriu, revezando seu olhar entre Amélia e Valentina.

- Sou O negativo. – pela confusão momentânea, o enfermeiro não deu ouvidos, trabalhando apenas em trazer a situação estável para o corpo de Valentina. – Doador universal. – completou Justin com um belo sorriso presente em seus lábios.

Ainda assim, Richard – o enfermeiro – permaneceu de costas, contemplando a máscara de oxigênio trazer de volta a respiração, ainda que descompassada, menos dolorosa á Valentina.

- Você não pode doar para as duas e, mesmo que possa, tem um prazo entre uma retirada e outra. – Richard sorriu enaltecido e forçado.

- E-eu espero. Quero doar para as duas, por favor. – Bieber abaixou a cabeça e suspirou, pedindo silenciosamente que esta fosse a melhor escolha de sua parte a ser feita.

- Para quem irá doar primeiro? – O perspicaz homem perguntou-lhe, e Justin, só o que fez foi permanecer em completo e tenebroso silencio.

- Valentina – sussurrou Amélia com sua voz fragilizada. – Doe a ela, eu aguento esperar – a pequena garota fez uma pausa para tossir, e sorriu, enrugando seu rosto pálido. – Ela não pode esperar, doe a ela. – Amélia praticamente implorava com o olhar para que, pelo menos uma vez na vida, Justin a escutasse e a obedecesse. Porém, o loiro de olhos incrivelmente caramelados, permaneceu em seu silencio abissal.

- Por favor, preciso que seja rápido na escolha. – pediu-lhe com um olhar excepcional que lhe pressionava por uma solução ou resposta.

- Justin – Amélia o fitou friamente e, passando a língua por dentre seus lábios, Bieber assentiu minuciosamente, acatando ao pedido da irmã.

Ele fora então, levado em poucos segundos para uma sala, que abrigava grandes agulhas. Chegava a assusta-lo. Marien o auxiliou, pediu-lhe que relaxasse, e por mais difícil que fosse, ele tencionou os músculos e fechou os olhos.

A picada parecia tê-lo feito viajar em lembranças escassas, meras memórias de tempos perdidos. Lembrava-se ligeiramente de sua mãe, Patrícia, a qual não tinha lá uma boa reputação e um bom histórico com Justin, mas ainda assim era sua mãe, e apesar de não tê-lo com carinho, ela cuidará bem de Amélia e ele era grato por isto.

Lembrava-se também de momentos ruins, como a morte de seu melhor amigo Ryan. Aquela noite hei de marcar sua vida como uma assombração, já que em partes, a culpa da morte de Ryan era tanto sua, quanto do próprio amigo.

Sua pupila encontrava-se dilatada, pois Justin havia se perdido no tempo e olhava fixamente para a parede branca, enquanto por sua veia era expelido grande quantidade de sangue. Ele sorria lembrando-se do que era no passado. Um corpo sem alma, sem piedade, devoto de maldade e tormento. Este era Justin Bieber.

- Ame? – Justin chamou sua irmã assim que pôs os pés em casa. Era errado fazê-la vê-lo daquele jeito, naquele estado. Justin havia se envolvido em uma briga de rua, onde claramente apanhou, já que seu rosto machucado e sujo entregava-lhe tal fato. Justin, no momento considerava-se apenas um drogado devedor. Terrível, uma decepção para sua mãe, um desapontamento para sua irmã mais nova.

- Jus, o que aconteceu com você? – a pequena garota subiu no sofá e tocou levemente o rosto de Justin com sua mão macia.

- Não foi nada Ame. – ele sorriu cauteloso, esperando que ela não o questionasse mais. – Prometa-me uma coisa? – pediu-lhe, e Amélia suspirou, portanto, sorriu assim como o irmão e assentiu com um balanço de cabeça. – Prometa-me que não irá me deixar, e nem deixará de acreditar em mim?! – Amélia soltou uma gargalhada tão áspera e rouca, que chegou a fazer Justin se arrepiar.

- Eu nunca irei te deixar, Jus, você é meu espelho e eu sei que você irá superar essa fase ruim. – Bieber sorriu, imensamente orgulhoso da sabedoria que sua pequena irmã possuía.

Justin fora liberado a voltar para o quarto, e assim fez. Lá, sentou-se em sua poltrona de costume e observou as duas camas. Uma abrigava o corpo sonolento de Amélia, outra estava vazia, esperando para ser, novamente, aquecida pelo corpo de Valentina.

O relógio parecia não passar. Tic Tac. 22:56. Justin batia o pé impaciente, esperando ansioso pelo retorno de Vale ao quarto. Vale, como em sua mente, ele havia á apelidado carinhosamente. Tic tac. 23:00. Nada de Valentina. Agora ele andava de um lado a outro, perceptível e exageradamente preocupado. Valentina estava bem, estava em boas mãos. Tic tac. 23:34. Pronto para ir atrás de alguma notícia, ou pelo menos tranquilizar-se, Justin levantou-se e deu uma última olhada em Amélia, tendo a garantia de que ela apenas dormia.

Ele então, sem muito hesitar, saiu caminhando pelo corredor, o qual se encontrava vazio e frio.

Do lado contrário ao de Justin, Valentina era levada de volta ao quarto, onde foi deixada segundos depois da saída do louro castanho. Ela parecia pensativa e em um confronto mental. Estava evidentemente cansada, mas permaneceu acordada, pois precisava antes de tudo, falar com Amélia. Ela esperou e esperou, olhava vagamente para o teto, fechava os olhos, e os abria. Até que uma voz doce ecoou pelo quarto, mas tão amargurada quanto era possível distinguir.

- Eu vou morrer! – sem olhar para Valentina, disse Amélia numa tonalidade cruel e convicta, entretanto, triste.

- O que? – Valentina não podia acreditar nas palavras tão duras e dotadas de julgamento que escapará pela boca da menina.

- Eu irei morrer! – reforçou com convicção.

- Claro que não, você tem uma vida. Tem muito tempo ainda pela frente, Justin não irá deixa-la! — os olhos azuis cristalinos marejaram-se. Doía em seu coração ouvir uma garotinha tão certa da morte. – Por que pensará assim? – perguntou baixo, reprimindo um suspiro de desapontamento e algumas lágrimas que lutavam pela liberdade.

- Não penso. Eu sei que irei morrer! -suspirou a garota, fechando brevemente seus olhos castanhos e permitindo que uma lágrima lhe escapasse. – Justin se transformou em um bom homem. – ela sorriu com orgulho.

- Sim, eu percebo que ele tenta ser melhor por você, mas o que há? – Valentina parecia ter tocado no ponto mais profundo da ferida, pois no segundo seguinte, o choro intensificou-se e Amélia sorriu largo entre um soluço e outro.

O quase silencio fez-se presente, exceto pelo choro copioso de Valentina, que misturava-se as lamúrias sussurradas de Amélia. Por que tão cruel, doce vida?

A pequena então suspirou, e cessou o choro, encarando pela primeira vez a íris azulada e visivelmente perdida.

- Sabe por que o sangue não pode chegar a tempo? – perguntou Amélia e Valentina apenas negou, apertando seus olhos em uma fina linha e forçando-os a encarar a menina á sua frente. – Porque o lugar de um anjo é no céu, e o seu lugar é na terra cuidando do meu irmão. – ela sorriu como em uma despedida, com lágrimas nos olhos, e os fechou. Seus batimentos aumentaram e em um mero segundo, caíram por completo. A respiração cessou-se, e Amélia foi-se. Seguiu seu caminho com tranquilidade, pois sua missão aqui, havia chegado ao fim!

[…]

Estar ali agora, era um afronto para Justin. Ele sentia-se desnorteado, lhe doía mais do que um dia imaginou que doeria. O quarto branco acobertava um vazio, era vago demais, mesmo que Valentina estivesse ali com ele. Ela fazia silêncio em memória e respeito á dor de Justin. E, apesar das circunstâncias, ela sofria também.

No quarto havia duas camas, uma delas acolhia Valentina e, a outra vazia, com os lençóis perfeitamente arrumados, como se ninguém estivesse ali a menos de duas horas. Como se Justin não tivesse caído de joelhos sobre o corpo morto de sua irmã. Como se suas lágrimas não tivessem sido acometidas pela própria dor. Elas tiveram que secar, para que Justin pudesse se sentar e fitar a parede. Sua vida parecia agora tão sem graça, nada mais fazia sentido. Por que Amélia havia o feito ter coragem? Coragem para vê-la partir tão sucumbida quanto possível? Era injusto que Justin estivesse agora, sozinho na vida. Solitário neste mundo enorme, vazio de amor. Ele se sentia esvaindo aos poucos. Sentia como se seu medo pudesse o arrastar para as sombras mais uma vez.

Justin abaixou a cabeça e suspirou, então três gotas de sangue pingaram de seu nariz e, por incrível que pareça, elas formavam um rosto. Formavam um sorriso, e olhos malmente lacrimejados. Justin acreditava que Amélia estaria com ele, aquecida em seu coração para sempre. Mas lhe doía saber que não teria mais o seu abraço, e não escutaria mais suas lamúrias de sabedoria. Ele temia não saber ver o seu próprio caminho sem Amélia. Mas ele sabia que podia contar com Amélia, onde quer que a mesma estivesse. Pois estavam juntos em alma, e juntos eram inquebráveis.


Notas Finais


Bem, foi isso. Eu espero que vocês tenham gostado desta One, ela é um pouco triste, ao menos eu acho. Se vocês gostarem, mais delas iram vir, tenho muitos enredos pra One shot e ficaria feliz em compartilhar cada um com vocês!
Se você chegou até aqui e gostou, deixe um comentário de incentivo para novas Ones, deixe o seu favorito, e muito obrigada por esta oportunidade. Espero ter tocado vocês como o esperado, ao escrever este tipo de enredo, mesmo que trágico, revelador. Obrigada mesmo, eu amo tudo isso!
Enfim, muitos beijos, e até uma próxima, quem sabe 💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...