História Inquebrável - Jikook - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, SHINee
Personagens Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Mark, Rap Monster, Suga, Taemin Lee, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Got7, Hoseok, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Lemon, Longfic, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Seokjin, Shinee, Suga, Taehyung, Yaoi, Yoongi
Visualizações 914
Palavras 4.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Insistência


Fanfic / Fanfiction Inquebrável - Jikook - Capítulo 24 - Insistência

E se você disser algo que possa ser verdade, é difícil tentar decifrar quais partes eu deveria acreditar. Porque você está me dando um milhão de razões... Me dê um milhão de razões.
Million Reasons - Lady Gaga

A primeira coisa que vejo ao abrir os olhos são os raios de sol entrando pela janela. Tudo está exatamente da mesma forma que deixei, até o cheiro de Jungkook continua em meus lençóis, certamente da época em que ele invadia meu quarto e eu adormecia em seus braços. Será que voltar foi a melhor escolha para mim? Nayoon provou que realmente pode me encontrar em qualquer lugar. Pelo menos tive a oportunidade de exigir algumas coisas em troca, como o bloqueio com digital na porta e um cartão de crédito em meu nome.

Mas acredito que a melhor pergunta a ser feita é se deixarei que um cara destrua a minha vida. Eu sou tão fraco ao ponto de não conseguir lidar com Jungkook? Ele conseguiu plantar uma pequena semente de dúvida em minha mente com suas palavras e a regou com insistência. E quando uma semente entra em contato com uma terra fértil e receptiva, é impossível que ela não cresça e floresça. Seria burrice acreditar e perdoar? São tantas dúvidas, porém, nenhuma resposta aparece magicamente em minha cabeça. O buraco que meus pais cavaram em meu coração está cicatrizando lentamente, acontecerá o mesmo com esse novo machucado, não é? Apesar de ter fugido e me afastado o máximo que consegui, não consegui tirá-lo da cabeça um minuto sequer. As memórias me assombravam a cada milha que viajei.

Há uma fragilidade escondida em nossas almas, ela se equilibra precariamente em uma margem entre o positivo e o negativo. Um lugar neutro onde você está apenas confortável o suficiente com alguém. É uma caminhada na corda bamba que todos temos que suportar, lutando para nos segurar na presença dos outros.

Então, um dia você conhece alguém e esse jogo agonizante de autocontrole se desfaz. Você pode ser você mesmo: rir e chorar, conversar ou sentar-se em absoluto silêncio, expressar seus mais profundos e piores desejos. Finalmente, você pode respirar. É como sentir o primeiro toque da luz do sol depois de um inverno particularmente longo. O brilho quente em sua pele, puxando você para fora de um lugar frio é como estar de volta à vida.

Finalmente você pode se desequilibrar em sua corda bamba, porque braços estão à sua espera e não há mais motivos para se preocupar com julgamentos ou vergonha. Ele vai te amar por toda a eternidade. Não há nada que ele deseje mais do que proteger seu coração e beijar suas lágrimas. É a satisfação final de saber que você será eternamente amado e nunca terá que se preocupar com essa terrível corda bamba novamente. Mas o que nós temos pode quebrar facilmente. O que queremos nem sempre é o que obtemos. O que sentimos muitas vezes não é recíproco. O que vemos, muitas vezes é apenas uma ilusão. Amor... Bem, posso dizer que o significado concreto do amor é apenas mais uma ilusão. Ele muda de acordo com a pessoa que sente.

Para os escritores, o amor é a razão pela qual o mundo gira, porque as pessoas sorriem ou porque o sol brilha. Para outros, as coisas materiais são mais importantes que os sentimentos. O amor é apenas um estágio da vida, que você experimentará apenas uma vez e deixará para trás. Algo sem grande valor. Há outros que usam o "amor" apenas como uma desculpa para ser mais carinhoso com uma pessoa. Então eles podem ouvir um 'eu te amo' em retorno e saber que alguém os ama de verdade, aplacando a carência em seus corações.

E para alguns, o amor significa apenas uma grande tragédia. Talvez por causa doe uma ddecepção, talvez por causa da morte. Ou talvez eles tenham escolhido pensar nele como uma tragédia quando viram seu amado olhar para outra pessoa e não para eles. Enquanto eles apenas forçam um sorriso e sentem seus corações se quebrando em pedaços que nunca poderão ser inteiros novamente. Porque se você ama alguém, você os deixa livres. Mesmo que eles escolham alguém e você acabe ficando para trás. Isso é amor, colocar o pessoa amada em primeiro lugar, a felicidade dela antes da sua, mesmo que essa felicidade não seja dividida diretamente com você.

E então, há aqueles que desejaram senti-lo em cada segundo de suas vidas, mas nunca conseguiram. Transformaram o amor em uma religião, mas às vezes, não importa o quanto você reze, algumas orações nunca se tornam realidade.

Pego meu celular, me preparando mentalmente para tentar arrumar a bagunça que deixei para trás. Ler as mensagens antigas chega a ser agridoce, pois nas vezes em que tentei fugir de minha casa, ninguém me procurou. Ninguém se importou o suficiente para isso em minha antiga vida. Eu não tinha ninguém além de mim.

Há mais de 35 mensagens de Taehyug e várias outras de Jungkook. As excluo sem ler, juntamente com as de Hoseok, pois suspeito que sejam dele também. As outras mensagens são da minha antiga chefe, dona da lanchonete em que trabalhava. Fico preocupado com o fato de talvez não conseguir voltar a trabalhar lá, mas são as mensagens de Taehyung que me deixam nervoso e um pouco desconfortável. Eu deveria ter dito algo a ele. Pensei nisso enquanto estava fora, mas senti medo. Não apenas de que alguém dessa casa pudesse pressioná-lo para revelar onde eu estava, mas também porque ele era uma ligação direta com a vida que naquele momento eu queria esquecer. Depois de hesitar durante alguns minutos, lhe envio uma mensagem.

Eu sinto muito. Sei que sou um péssimo amigo. Ainda quer falar comigo?

Não há tempo para que o medo de ser ignorado se alastre em meu interior, pois meu celular toca imediatamente. Respiro fundo antes de atender.

— Tae, senti sua falta.

— Onde você estava, Jimin? — Ele praticamente grita. — Você não faz idéia de quantas vezes eu liguei. — Me preparo para pedir desculpas, mas ele continua. — Por favor, não me diga que você estava doente, porque eu não acredito nisso. E mesmo que você estivesse doente por duas semanas, isso não teria te impedido de fazer uma ligação para mim.

— Eu fugi. — Digo baixinho.

— O que eles fizeram com você? — Ele suspira.

— Eu não quero falar sobre isso ainda. — Talvez eu tenha exagerado um pouco.

— Porque não veio ficar comigo?

— Eu não estava pensando direito. Tudo o que eu queria era me afastar o máximo que pudesse daqui. Eu nunca tive ninguém a quem recorrer antes, me desculpe.

— Ainda estou magoado. — Ele fica em silêncio.

— Você está certo em estar. Sei que foi uma atitude ruim.

— Você vai estar na escola hoje?

— Não. Eu voltei ontem, então Nayoon me deu um dia para descansar.

— Bem, então eu também faltarei hoje e você poderá me contar o que houve.

— Não tenho certeza se posso. — Apenas com a lembrança de Jungkook e Jackson juntos meu peito aperta de um jeito doloroso. Quero esquecer que isso aconteceu. Quero esquecer que fui burro o suficiente para entregar meu coração para ele.

— Eu também tenho algo para contar. — Ele avisa. — Você vem?

— Pode ser daqui a uma hora? Eu ainda preciso tomar banho e café da manhã.

— Tudo bem. Te vejo em breve.

Me arrasto lentamente para fora da cama, tomo banho e visto algumas roupas velhas que mantive comigo. Ironicamente, essa é a roupa que eu estava usando quando cheguei aqui. Abro a porta e dou de cara com Jungkook encostado na parede em frente ao meu quarto.

— Bom dia. — Ele diz. Bato a porta rapidamente, mas sua voz ainda consegue me alcançar. — Por quanto tempo pretende me ignorar? — Por quanto tempo for humanamente possível, penso. — Eu não vou sair daqui. — Ele acrescenta. — E em algum momento você terá que me perdoar, então não custa nada parar por um minuto e me ouvir. — Caminho em direção à janela e olho para baixo. Eu certamente não chegaria no chão inteiro e não sei se essa história de descer segurando lençóis funciona. Com a sorte que tenho, eles rasgariam e eu ganharia vários ossos quebrados. Volto para a porta e a abro com raiva, passando por ele como se não houvesse ninguém além de mim no corredor. — Me desculpe por não contar o que aconteceu com o Jackson. — Por mim você pode morrer sufocado com suas desculpas. Quando chego a escada ele me puxa pelo braço e me força a encará-lo. — Você não estaria me tratando assim se não se importasse. — Ele ainda tem coragem de sorrir para mim. Que droga! Ele não deveria ter permissão para sorrir, primeiro porque ele fica extremamente lindo dessa maneira, e segundo porque eu estou com raiva dele, portanto, ele não tem direito de ser extremamente lindo.

Lhe dou um olhar frio e o empurro.

— Não vou perder meu tempo com alguém que não merece.

— Você não se preocupa com Hoseok, então? — A menção de seu irmão me faz parar, depois de Tae, o considero como um grande amigo.

— Algo aconteceu com ele? — Jungkook aproveita meu interesse para se aproximar.

— Sim. Você fugiu e ele teve a vida cheia de pessoas o abandonando.

— Eu não abandonei ele. — Sinto meu rosto corar de vergonha ou talvez seja culpa.

— Você tem que convencê-lo disso, não a mim. Mas tenho certeza de que você conseguirá. — Ele dá de ombros. Idiota. Arrogante. Escondo todos os meus pensamentos por trás de uma expressão doce.

— Pode me fazer um favor?

— Claro.

— Leve sua opinião para o inferno quando estiver indo para lá. — Continuo descendo, mas não há paz. Ele me segue até a cozinha, mas felizmente todos estão lá, com exceção de Mark.

— Bom dia, Jimin. Hoje o café da manhã é especial. Sente-se, Jungkook. — Nayoon fala antes de tomar um gole de café.

— Fico feliz que tenha voltado. — Seokjin fala quando me sento. — Ninguém estava se importando muito com comida desde que você se foi.

— Eu não tinha cabeça para mais nada sem você aqui. — Jungkook fala baixo.

— Não fale comigo. — Retruco.

— Exatamente. Não fale com ele. — Hoseok diz, me deixando surpreso. Ele olha feio para Jungkook, juntamente com Seokjin. Vejo sua expressão se fechar e tento impedir meu coração estúpido de sentir qualquer tipo de simpatia por ele. Todos colhem o que plantam.

— Bom dia, Hoseok. Perdi algo interessante na escola? — Quero falar sobre o abraço que ele me deu, mas esse não é o momento adequado. Independente disso, preciso saber se ele está bem. Ele tem um vazio provocado pela morte do pai e tanta preenchê-lo com vícios, apesar de saber que isso não funciona. Eu entendo a dor.

— Estamos dissecando sapos na aula de Biologia.

— Sério? — Engasgo com meu café. — Acho que não perdi nada.

— Estou brincando. — Ele bate o ombro no meu. — Você não perdeu nada demais. Mas as provas começam semana que vem.

— Acho que estou ferrado.

— Não se preocupe. Nossa mãe vai cuidar de tudo, certo? — Hoseok fala encarando Nayoon.

— Certo. Se você precisar de mais tempo para estudar, posso resolver tudo.

Porque no mundo em que entrei, o dinheiro compra tudo, até um tempo extra para estudar para provas. Talvez eu não precise sequer fazer uma prova para entrar na faculdade. Não sei se isso me deixar feliz ou com raiva. Acho que os dois. Emoções confusas são minha especialidade desde que cheguei aqui.

Jungkook se senta ao meu lado e meu corpo traidor se anima ao lembrar do prazer que ele me deu. Meu coração mergulha nas memórias de como ele conseguiu preencher as rachaduras do meu coração com um carinho e amor que eu não sabia que precisava. Mas minha mente me recorda o que esse garoto terrível fez para mim. A única coisa boa que posso dizer sobre ele é que tentou me avisar assim que cheguei aqui, mas eu continuei agindo como um bobo apaixonado, inventando um doce 'felizes para sempre' no final da nossa história, me dizendo todos os dias que ele me amava, mas tinha medo de admitir. Talvez eu seja tão culpado quanto ele. Eu me também me fiz de idiota. Ele me disse para ficar longe. Disse que eu não pertencia a esse lugar. Eu deveria ter escutado.

— A torrada xingou você? — A voz de Hoseok interrompe meus pensamentos. Olho para meu prato, encarando a destruição que fiz.

— Não posso comer carboidratos hoje. — Digo enquanto pego uma maçã.

— Irmãozinho, o que faremos de divertido hoje? — Hoseok pergunta esfregando as mãos. — Ouvi boatos de que não iremos para a escola, exceto o Jin que é muito burro. Se perder uma aula, reprova. — Seokjin mostra o dedo do meio para ele.

— Eu vou na casa do Tae.

— Que ótimo! Eu gosto dele. Será divertido.

— Acho que você não ouviu quando disse "eu" — Falo. Todos estão nos encarando.

— Ah, eu notei. — Ele sorri e olha ao redor. — Convenientemente escolhi ignorar. Que hora saímos?

— Hoseok, preste atenção ao que vou dizer agora. — Espero até que ele olhe diretamente para mim. — Você pode sair sozinho ou ficar aqui, mas não sairá comigo.

— Tenho a impressão que você está dizendo algo, mas eu não estou ouvindo. Vamos no seu carro?

Olho ao redor, esperando que alguém me ajude, mas todos desviam os olhos. Seokjin está tremendo por tentar não rir. Nayoon para de ler o jornal e finalmente fala.

— É melhor você desistir agora. Se ele não for com você, isso não o impedirá de aparecer lá sozinho. — Hoseok tenta fazer uma cara de triste e arrependido, mas não funciona. Triunfo brilha em seus olhos.

— Vamos sair daqui há vinte minutos? — Ele insiste. Coloco a mãos em minha cabeça, cheio de frustração.

— Jimin... — Jungkook fala tão baixo que quase não o ouço. Apenas o ignoro, observando a janela e desejando que minha vida fosse mais suave e calma.

— Vou deixar que vocês terminem o café. — Nayoon diz enquanto se levanta. — Estamos felizes que você tenha voltado. Sentimos sua falta. — Ela coloca a mão rapidamente em meu ombro e sai da cozinha.

— Eu já terminei. — Afasto o prato para o meio da mesa.

— Esquece. Estou saindo. — Jungkook levanta. — Você está muito magro e é óbvio que não vai comer enquanto eu estiver aqui. — Continuo ignorando. — Eu não sou seu inimigo, Jimin. — Ele fala, tristeza invadindo sua voz. — Eu não falei sobre o que aconteceu no passado porque estava confuso, não sabia qual seria sua reação. Eu errei, ok? Mas tentarei concertar tudo de alguma forma. — Ele se inclina em minha direção, sua boca há apenas um centímetro da minha orelha. Seu perfume me envolve, então me forço a não respirar. Me forço a manter o olhar baixo, ao invés de me virar para ele e encontrar seus olhos, seus lábios. — Lembre-se de tudo o eu disse ontem. Nunca desistirei de você, não importa o quão mau você me trate.

— Você deveria. — Digo sarcástico. — Prefiro ficar com Taemin antes de voltar para você.

— Nós dois sabemos que isso está bem longe de ser verdade. Mas eu entendo. Eu machuquei você, e agora você quer pagar na mesma moeda.

— Isso não é uma vingança. — Tomo coragem e o encaro. — Isso não vale a pena, e não planejo perder meu tempo pensando em você. Não me importo com seus casos do passado ou do futuro. Só quero que me deixe em paz.

— Eu faria quase tudo por você, Jimin. — Sua mandíbula trava. — Voltaria no tempo e tomaria outras decisões se fosse possível. Mas te deixar em paz é algo que não farei.

[...]

Hoseok está deitado em minha cama quando entro no quarto. Há uma lata em sua mão, refrigerante e não cerveja, felizmente. O controle remoto está entre suas pernas.

— Posso saber como você conseguiu entrar aqui? — Questiono.

— Você não fechou a porta quando saiu. — Ele bate num local ao seu lado. — Vem aqui. Ligue para o Taehyung enquanto eu assisto ESPN.

— Liguei para ele quando acordei. — Falo enquanto pego minha mochila e coloco algumas roupas dentro. — Você sabe se há algum brechó por aqui?

— Não faço idéia. Mas sempre há campanhas de doação de roupas na escola quando o inverno começa. Você pode doar as roupas que enjoou. — Hoseok para ao meu lado enquanto avalia meu closet.

— Agora eu tenho dinheiro. — Murmuro.

— Dinheiro pra que? — Ele pergunta.

— Pra comprar roupas.

— Mas você tem muitas. — Ele aponta para elas. — Vai doar todas?

— Vou queimar e comprar outras, ok? — Respondo com raiva. — Qual o problema nisso? Riquinhos adoram fazer compras.

— O problema é que você não é assim, Jimin. É estranho, mas eu entendo seus motivos. Você não quer nada porque o Jackson comprou com você.

— Você sabia disso o tempo todo ou Jungkook contou depois que eu fui embora? — Cruzo os braços.

— Ele me disse depois.

— Que bom pra você. Eu teria te deixado estéril com o chute que te daria. — O tiro do caminho e pego um tênis.

A partir de hoje, viverei uma nova vida. Homens que dormem com os namorados da mãe não estarão incluídos. E acabarei com qualquer idiota que se meter comigo. Eu empurraria o número um da lista, Min Yoongi da ponte com algumas pedras amarradas no pescoço.

— Você está com uma expressão maldosa em seu rosto. É sexy. Apenas me deixe ter 5 orgasmos antes de me matar. — Hoseok brinca.

— Qualquer dia você levará um belo tapa de alguém.

— Há uma ameaça velada nessa frase. Eu não quero esperar, pode bater. — Ele dá tapinhas em seu rosto. A coitada ou coitado que namorar com ele terá que manter um chicote em uma mão e uma arma carregada em outra. E apesar disso, creio que ele continuará incontrolável. — Acha que tem comida na casa do Taehyung? Já estou ficando com fome. — Ele faz um bico.

— Vá para a cozinha e abra a geladeira. Você não vai comigo. — Pego a chave do carro e caminho em direção a porta.

— Então Jungkook vai.

— Porque está falando isso? — Paro de caminhar e olho em sua direção.

— Mamãe está preocupada achando que você fugirá novamente, então você estará sempre acompanhado de um de nós. A boa notícia é que você pode usar o banheiro sozinho. Então, prefere o Jungkook?

— Isso é loucura. — Suspiro. — Vamos logo.

Ele me segue até o carro e apesar de eu não estar afim de conversar, ele não pensa da mesma forma.

— O único que tem o direito de estar chateado aqui sou eu. Você foi embora sem me dizer uma palavra. Eu fiquei preocupado. Você poderia ter sido morto.

Já ouvi a ladainha do Jungkook, dispenso. — Não sou o único com raiva. Você e o Jin estavam encarando o Jungkook durante o café da manhã.

— Ele está sendo idiota.

— Vocês perceberam agora?

— Antes não importava. — Ele fala olhando para os pés. Não há tempo para uma resposta. Tae mora há apenas dez minutos de distância e já está na entrada da garagem me esperando. Sua expressão não é alegre.

— O que ele está fazendo aqui? — Ele aponta o queixo em direção à Hoseok.

— Sinto muito. Jimin terá um guarda costas o acompanhando. Ordens da mãe. — Ele responde.

— Sério? — Tae me olha com incredulidade.

— É o que ele diz. Se fosse por mim ele teria ficado em casa.

— Você está ferindo meus sentimentos. — Hoseok coloca a mão sobre o coração e faz uma expressão de dor.

— Ele vai ficar em silêncio. — Digo revirando os olhos.

— Tanto faz. Entrem.

— Tem algo para comer? — Hoseok pergunta quando passamos pela cozinha.

— Fique à vontade. — Taehyung aponta para a mesa repleta de pães, queijos, frutas e bolos. — Preciso conversar a sós com o Jimin.

— Ah, não. Eu prefiro ficar com vocês. — Ele faz uma cara de cachorro pidão. Não me convenceu.

— Hoseok, por favor. São apenas dez minutos. — Imploro.

— Certo. Mas vou comer aquele bolo inteiro.

— Boa sorte pra você. — Tae responde enquanto me puxa pela mão em direção à varanda. Ele se joga em uma das poltronas e cruza as mãos atrás da cabeça.

— Lembra daquele meu quase namorado? Acho que ele está me traindo.

— Não acredito! — Falo chocado enquanto me sento ao seu lado. — Porque você está pensando nisso?

— Ele disse que me visitaria no início do mês. Mas depois disse que não poderia vir porque tinha muitos trabalhos na faculdade. — Ele suspirei e morde o lábio.

— Acha que ele mentiu?

— Ele ligou ontem, disse que queria conversar.

— E então?

— Ele disse que não me traiu, apesar de ter tido várias oportunidades. Mas disse que há muitas tentações e uma hora outra não seria capaz de resistir. Então perguntou se eu me importaria de ficar com outras pessoas e comigo. — Ele resmunga a última parte.

— Calma aí. — Digo levantando a mão. — Ele não quis terminar, mas pediu permissão pra te trair? O que você respondeu?

— Eu disse que ele poderia ficar até com os sete anões de uma vez, mas que com a Branca de Neve ele não ficaria jamais. — Ele fala com irritação, mas há mágoa em seu olhar.

— Você sabe que quem saiu perdendo foi ele, Taehyung.

— Eu fico repetindo isso como um mantra, mas não me sinto melhor. Eu não sou o suficiente pra ele? Estou quase roubando um carro e indo até ele. Não sei se para dar um chute ou um beijo. — Ele para por um momento e sorri. — Ei, eu dei um chute no Jungkook por você.

— Sério? — Começo a rir ao imaginar a cena. — Porque fez isso?

— A existência dele estava me incomodando. Aquele rosto cheio de presunção. Sem falar que ele não queria me dar notícias sobre você. — Ele se joga sobre mim e me abraça. — Eu estou tão feliz que você tenha voltado.

— Uhmm — Olho para cima e vejo Hoseok sorrindo para nós. — Pensei que vocês fossem conversar, não fazer sexo. Se quiserem mais um, estou disponível.

— Você fala isso pra qualquer pessoa entre 2 e 84 anos. — Tae resmunga.

— Eu não quero que ninguém se sinta excluído. — Ele faz um falso olhar ofendido e para ao lado de Tae. — Problemas com garotos?

— Ele decidiu que queria um relacionamento aberto.

— Isso significa que ele quer almoçar fora e depois voltar para casa e jantar?

— Sim. — Taehyung coloca a cabeça entre as mãos.

— E você está triste com isso?

— Eu prefiro pessoas que sejam fiéis, você não seria capaz de entender isso.

— Nossa, Tae! O que eu fiz pra você? — Ele esfrega o peito novamente, um bico em seus lábios.

— Você tem um pênis. Isso é suficiente.

— Ué, você também tem. — Hoseok arqueia as sobrancelhas. — E eu faço grades coisas com ele. Pode perguntar pra qualquer pessoa da escola.

— Como a Joohyun? — Taehyung fala em desafio.

— Espera. Você ficou com a ex do seu irmão? — Pergunto. Suas bochechas ficam vermelhas.

— E daí? Pensei que você odiasse o Jungkook. — Nossa! Uma coisa são eles brigarem em casa, mas esse tipo de coisa é muito pública. A situação é desconfortável. Apesar de estar irritado com Jungkook, não gosto de ver esse abismo entre ele e seus irmãos. Faz eu sentir empatia por ele, e ele não merece. Forço uma mudança de assunto. — O que está acontecendo na escola, além da tensão das provas chegando?

— Bem, amanhã é Halloween. Haverá uma festa na casa de um dos jogadores após o jogo. Todos estarão fantasiados. — Taehyung sorri, enquanto faço uma careta.

— Dispenso. Algo mais?

— A escola está uma bagunça. — Tae aponta para Hoseok. — Desde que a família dele resolveu brigar entre si, a ordem se foi. Estou com medo de que alguém acabe se machucando seriamente por lá.

Quer dizer que os olhares de hoje não são novidade. — O que está acontecendo? — Encaro Hoseok.

— Você vai para a escola aprender, não é? A escola está cheia de valentões. Aquelas crianças precisam aprender a cuidar de si mesmas, eles não desaparecem quando o ensino médio acaba. Eles que se virem, é uma lição de vida.

— Isso é péssimo.

— Porque se importa? — Ele acusa. — Você deixou todos para trás. E daí se os riquinhos estão sofrendo sem alguém no comando? Não está feliz que o lugar esteja desmoronando exatamente como você imaginou?

Pra ser sincero, não pensei na escola um minuto sequer quando saí. Mas não me sinto bem ao saber que as pessoas possam estar se ferindo.

— Isso não me faz feliz. Porque está dizendo isso?

Hoseok desvia o olhar para a grama, enquanto Tae puxa uma linha inexistente da camisa de forma desconfortável.

— Melhor esquecer, Jimin. O máximo que você pode fazer é manter a cabeça baixa e sobreviver.


Notas Finais


Eu estou há horas aqui tentando responder todos 😶 eu queria terminar antes de postar o capítulo novo, mas acho que não conseguirei. Vai dar 00h em breve, e eu preciso ir dormir. O fato do meu remédio me deixar mais sonolenta que o normal também não ajuda. Então se eu não conseguir responder todos os comentários do capítul anterior (principalmente os grandes) e as mensagens hoje, farei isso na próxima vez que entrar aqui (sem data fixa) Por favor, não se sintam ignorados ❤ Uma dia eu conseguirei terminar ao invés de acumular. Isso porque sou uma autora floppada, imagine se fosse popular, né non? Falando nisso, Obrigada a todos pelos 1000 favs. Não estava esperando que tanta gente se desse ao trabalho de ler isso aqui.

:') Editei essa parte. Sorry Bae

Vou manter os capítulos mais longos, apesar do que disse na nota anterior. Se vocês não gostam dessa maneira, leiam uma parte um dia e no seguinte leiam a outra. Ou então não leiam, ué. Não vou obrigar ninguém jfjejfj
Ah, não coloquei banner, pois não tenho tempo pra fazer e também quero um menos feio que o atual.

Amores, acho que vou dormir mesmo. Estou morrendo. Espero ver vocês em breve, mas não fiquem nervosos se eu demorar a aparecer aqui.

Bjinhos ❤


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