História Inquiet - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Finn & Jack Harries
Personagens Finn Harries
Tags Finn, Finn Harries, Finnegan, Romance, Yai
Exibições 9
Palavras 841
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Inspirações bizarras que surgem pela madrugada, parte I.

Capítulo 1 - Inquiet: Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Inquiet - Capítulo 1 - Inquiet: Capítulo Único

A neve naquele dia se encontrava mais alta que o normal, e nem mesmo assim o garoto era impedido de andar por aquelas ruas cobertas pelo branco intenso, suas roupas pesavam em seu corpo, tinha quase certeza que a matriarca havia exagerado na quantidade de camadas de tecidos grossos sobre si, mesmo que aquilo fosse somente para o proteger, amas de nada adiantava argumentar. Finn esfregou uma mão na outra antes de enfiar ambas nos bolsos da calça, a calefação fazia uma fumaça engraçada sair de sua boca e mesmo em seus 19 anos de idade, ainda tinha maturidade insuficiente para achar aquilo extremamente interessante como uma descoberta. Não possuía de fato uma direção a seguir, somente deixava os pés lhe guiarem por onde seus olhos se sentissem atraídos, era capaz de ver a beleza das coisas até mesmo naquela imensidão fofa, talvez até mesmo tudo ficasse bonito com elas, não sabia dizer direito, somente gostava de apreciar, Londres nunca parava, as luzes continuavam sempre a brilhar onde quer que olhasse, as vezes até mais do que gostaria, mas ele nunca admitiria aquilo em voz alta.

Caminhou até que seus pés se cansassem e pedisse arrego em um dos banquinhos da praça, os fones nos ouvidos lhe impediam de ouvir as conversas alheias, porém, os olhos sempre acompanhavam os movimentos ao seu redor, era um dia calmo dentro dos limites que a grande cidade passava, mas ele nunca fora calmo, sua mente nunca fora calma e o garoto já se acostumara com aquilo. Era eufórico demais, só que, diferente da maioria, sua euforia vinha de dentro e ali permanecia, raramente deixava que a mesma tomasse conta de si, era introvertido demais, controlador demais,

Calmo por fora, mas um completo furacão por dentro.

Finn abraçou a si próprio, tentando não se incomodar com suas roupas ao que seu olhar era direcionado a cada pessoa ali, várias crianças pareciam correr sem se importar com a neve que caia, os adultos apenas as acompanhavam de longe, provavelmente a idade já lhes tiravam a graça de correr sem motivo algum e aquilo era chato, mas engraçado de certa forma. A visão continuou seu trajeto, ele só não esperava ser bruscamente interrompido por alguém sentado num banco um pouco afastado do seu, o homem tinha em mãos um dos seus livros favoritos e por mais incrível que aquilo fosse, não passou de um simples detalhe comparado ao que seus olhos realmente admiravam. Ele era lindo... É... Lindo... Fora a única palavra que a sua mente conseguiu pensar naquele momento e por um momento, ela se aquietou por completo, Finn tentou desviar o olhar o mais rápido possível, mas fora em vão em passar despercebido pelo homem, que agora lhe encarava com as sobrancelhas levemente arqueadas.

Suas bochechas coraram, mesmo que não tivesse feito nada demais, ou teria? Não até aquele momento, sua mente o levou para longe e os olhos, contra a sua vontade voltaram a mirar o rapaz sentado. Chutaria que o mesmo era mais velho que si alguns anos devido a barba corretamente aparada e no segundo seguinte, praguejava por fazer suposições sem nem ao menos conhecê-lo. Era involuntário, e também inevitável não ser pego em flagrante mais uma vez, e no minuto seguinte, e no minuto seguinte, e também no seguinte... Pôde ouvir uma risada baixa vinda do mesmo, e mesmo daquela distância, poderia constatar que era a risada mais bonita que já havia escutado.

Ele detestou ter desejado ouvir aquela voz mais vezes, detestou sentir a ansiedade tomar conta do seu corpo e de mais uma vez, desviar os olhos até o rapaz, que agora fechava o livro e caminhava em sua direção. Quase pode ver a luz no fim do túnel, por um momento, sentiu sua respiração se acelerar e a mente se embaralhar nas próprias equações criadas, equações essas que não demonstravam um pingo de sentido para com o momento, seus lábios se abriram para falar algo que não saiu, suas pernas tremeram feio, mil e uma hipóteses passaram pela sua cabeça e ele escolheu a primeira que lhe apareceu.

Nada.

Ele não fizera nada, o homem passara direto sem nem mesmo lhe cumprimentar.

Alguns minutos de desespero por nada...  A indignação tomou conta de si, sua mente havia lhe levado para longe mais uma vez e mais uma vez, ele havia caído nos próprios devaneios. Finn revirou os olhos, frustrado ao que os pés lhe obrigaram a levantar e caminhar para aliviar a ansiedade, os olhos se estreitaram ao notar um pequeno papel sobre o banco em que ele se encontrava e sua curiosidade não lhe passou despercebido. Relutantemente, pegou o papel em mãos, bastou poucos segundos para o rosto se tornar totalmente avermelhado e a vergonha lhe consumir por completo com as palavras, o olhar se desviou mais uma vez para o homem, que agora se encontrava distante, enfiou o papel em seu bolso ao que o sorriso tomava conta de seus lábios, ele só não contava que do outro lado, o homem também esbanjasse o mesmo sorriso.



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