História Inquisição - Capítulo 12


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Histórico, Inquisição, Naruto, Religião, Sasuke, Sasunaru, Sobrenatural, Universo Alternativo
Visualizações 86
Palavras 2.038
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 12 - Julgamento



Por momento nenhum deixei de o encarar. Tentava encontrar alguma coisa, alguma espécie de sentimento oculto pela sua tão perfeita mascara de frieza. Por momentos pareceu-me ver suprema, talvez ele não estivesse à espera que eu o confrontasse tão directamente, mas essa reacção, se é que existiu, durou muito pouco, apesar de o ter visto vacilar ligeiramente na sua postura e até recuar um passo como se as minhas palavras de alguma forma o tivessem atingido fisicamente, depressa recuperou novamente a sua figura altiva e voltou a encarar-me com o semblante repleto de todos aqueles sentimentos que eu já conhecia tão bem: desprezo, asco, fúria, ódio.
Tentei perscrutar mais um pouco no fundo dos seus olhos tentando encontrar algo que me mostrasse que aquilo de que o tinha acabado de acusar não era algo que pudesse ser encarado de forma tão distante. Estava frente a frente com o culpado pela morte dos meus pais e tentava encontrar alguma culpa, algum arrependimento pela morte de duas pessoas inocentes. Não me resignava que a vida deles pudesse ser encarada como algo tão insignificante, tão facilmente descartável desde que com isso ele conseguisse o que realmente queria: a mim.
Mas foi exactamente isso que aconteceu, não consegui ver nem por um segundo algo que se assemelhasse a remorso, apenas todos aqueles sentimentos de rancor voltados unicamente a mim.
A minha respiração estava mais calma, tendo-se quase normalizado e as lágrimas tinham deixado aos poucos de correr tendo limpado com as mãos quaisquer vestígios da sua passagem. Sabia que os meus olhos continuavam vermelhos, não pelo demónio em mim e sim pelo choro, mas a sensação de ardência ia deixando de existir.
Apesar da tensão daquele confronto não ter diminuído, não podia deixar de me sentir de certa maneira livre e aliviado por finalmente ter contado todo aquilo que aconteceu. Era uma sensação semelhante à que uma criança tem quando conta o pesadelo que a atormentava e se apercebia que nada era real, com a diferença que tudo tinha sido de facto real mas agora era algo que eu sabia que conseguiria finalmente superar. Ou poderia se nesse momento não estivesse mergulhado num novo pesadelo. Um do qual eu sabia não iria mais acordar.
Após algum tempo sem que nenhum de nós se movesse, permanecendo apenas com a analise silenciosa que fazíamos à mente um do outro com um único gesto com o braço ele fez com que todos os soldados, movendo-se em movimentos sincronizados quase como um todo, nos rodeassem levando todos eles uma das mãos as suas espadas preparando-se para atacar.
No entanto ao invés de proferir a ordem de ataque o sorriso sádico voltou aos seus lábios e o ódio no seu rosto deu lugar a uma expressão semelhante aquela que eu estava habituado a ver nos homens da Igreja quando julgavam e condenavam alguém pelos seus supostos actos maléficos. Era uma um trejeito que demonstrava o quanto se achavam superiores e o como buscavam proteger todos daquilo que acreditavam ser a reencarnação o mal. Algo semelhante a altivez, arrogância, e sadismo oculto numa capa de indignação e falsa preocupação pelo bem da humanidade.
_Vejam todos!_Ele dirigiu-se aos outros como se fosse um professor perante os seus alunos mostrando e ensinando algo de extrema importância._ Vejam o quão ardiloso pode ser o demónio. Como pode disfarçar a sua natureza monstruosa usando um corpo e um rosto belo e tentador. Imitando a pureza e a candura de um anjo e aparentando até mesmo ser um. Como pode seduzir qualquer um com a sua suposta inocência e ingenuidade. Com os seus sorrisos resplandecentes e as suas doces palavras. Como é capaz de manipular os sentimentos humanos fazendo-nos ouvir o que queremos ou oferecendo-nos o que desejarmos. Como até as suas lágrimas parecem ser derramadas pelos olhos de um pequeno querubim assustado escorrendo pela sua face delicada enquanto ele busca assim mais uma forma de nos controlar. É atraente não é? Parece lindo e puro não parece? Incapaz de fazer qualquer mal…
_ Quantos de vocês recuaram no momento de levar a mão as suas espadas contra ele? Quantos de vocês não terão pensado que alguém que parece tão indefeso nunca poderia ser capaz de magoar ninguém? Alias quantos de vocês não tiveram até mesmo vontade de o proteger? Não tenham medo de responder pois todos sabemos a resposta. A resposta é: todos vós. Até mesmo eu confesso que já me deixei enganar por ele.
_Mas, não se deixem vocês também se enganar, não se deixem cair nas suas armadilhas. Lembrem-se que já puderam ver à momentos atrás a sua verdadeira natureza. Os seus olhos vermelhos e aspecto animalesco. Sabem o porquê dos seus olhos serem vermelhos? Porque atrás do puro e falso azul se esconde o seu verdadeiro desejo: sangue. Sabem o porquê de possuir garras e presas? Porque por trás da frágil e suave pele se esconde o seu maior instinto: matar.
_Aqueles que o amaram, que o acalentaram, estão ali naqueles túmulos, foram mortos por sua culpa, quando a única coisa que podíamos ver era ainda uma criança. E agora ele está aqui a acusar-me de ter sido eu o culpado pela morte dos meus queridos amigos. E sabem porque ele o faz? Porque também eu fui um tolo que em tempos se deixou enganar e tentou ajudar este demónio. _Ele fez uma pausa no seu discurso e empenhando-se ainda mais forçou um falso dramatismo nas suas palavras interpretando na perfeição o papel de vitima cobrindo-se com um manto de angustia e arrependimento.
_ Ah! Sim eu confesso. Eu pequei. Pequei e todos os dias da minha vida vivo atormentado pelo fantasma do meu pecado. Pois fui tolo e acreditei. Acreditei neste demónio. Não me culpem pois eu não sabia ainda ao certo o que ele era. Mas sabia que não tinha nascido como uma bênção da graça divina. Mas mesmo assim acreditei. Se o acham sedutor agora, deveriam ter visto o quão adorável e radiante era em criança. Tão radiante que me cegou e só pode ver a sua verdadeira natureza quando o encontrei aninhado numa poça de sangue dos próprios pais.
_Mas o meu maior pecado e remorso é não ter sido capaz de afastar o meu próprio filho, o meu querido e amado filho Sasuke das suas mentiras. Não fui capaz de o proteger e evitar que também ele fosse corrompido. Ele manipulou-o e levou-o para o caminho do pecado tal como faz com qualquer um que se deixe encantar por si. Mas mesmo assim… mesmo assim a alma do meu filho é tão nobre, tão fiel a Deus… que ele lutou contra o seu feitiço, e por fim foi ele que conseguiu engana-lo e nos deu a oportunidade de o capturar hoje dizendo-nos onde o poderíamos encontrar.
Até aquele momento eu não tinha dito nada permanecendo quieto enquanto ouvia o seu discurso. Ele cercava-me com a sua rede de mentiras como se eu fosse uma presa indefesa que não possuía qualquer escapatória e que esperava apenas que o seu caçador decide-se dar o último golpe. E era realmente isso que eu era. Não havia nada que eu pudesse fazer para me salvar, pois recusava-me a arriscara a vida daquele que amava. Quando um predador não consegue capturar a sua primeira presa procura uma segunda para saciar a sua fome e eu sabia que Sasuke tomaria esse lugar. Sendo assim ao contrario do que acontece com um animal encurralado eu não queria fugir e por tanto também me recusava a demonstrar qualquer sentimento de medo ou fragilidade. Igualei a sua postura altiva e permanecia a ouvi-lo como se todas aquelas acusações fossem direccionadas a alguém que eu nem sequer conhecia.
No entanto quando ele falou no nome de Sasuke chegando ao cúmulo da falsidade dirigindo-se a ele numa voz quase melosa como o seu querido e amado filho o meu sangue ferveu e eu quase deixei desabar toda a minha compostura. Ainda bem que não o fiz. Ainda bem que me forcei a ouvir até ao fim pois assim pode perceber o que ele tinha querido dizer com minimizar os danos. Talvez aquela não fosse a sua intenção talvez apenas pensasse que ouvir aquilo iria aumentar o meu sofrimento. Mas se assim fosse enganava-se pois eu estava decido a aceitar aquela frase como uma espécie de presente envenenado.
Eu sabia que ele estava a mentir. Em momento algum Sasuke mentiu quando disse que me amava e me pediu para fugir. Durante muito tempo aprendi a distinguir a verdade da mentira percebendo assim em quem podia confiar. E não havia mentira nas palavras doces que Sasuke sussurrava ao meu ouvido. Não havia mentira quando ele me apertava carinhosamente nos seus braços para me dar confiança e mostrar o quanto eu lhe era importante. E não havia mentira na escuridão imensa do seu olhar quando olhava para mim e eu me perdia fascinado com a intensidade das suas emoções. Apenas verdade. A mais pura verdade dos seus sentimentos por mim.
Por isso eu sabia que ele não me tinha entregado. Até porque o local de encontro combinado tinha sido a catedral e não o cemitério. Por isso e por o amar tão cegamente eu recusava-me a acreditar nas palavras daquele que se dizia seu pai. E ao contrário do que ele poderia ter pensado que iria acontecer elas não me magoaram, na verdade deram-me até esperanças. Não de me poder salvar, mas de alguma forma as poder usar para que num acto de desalento pudesse proteger aquele que amo.
Era de facto um presente envenenado. Pois em troca da minha vida e do meu sofrimento poderia com sorte fazer alguma coisa para impedir que Sasuke tivesse o mesmo futuro que eu. No entanto não era algo que pudesse usar naquele momento. Ninguém confessaria um crime tão facilmente. Teria mesmo que dar a entender que seria um acto de desespero em que confessaria com busca a ser perdoado, mesmo sabendo que ninguém nunca o é. Afinal era comum que durante a tortura pessoas inocentes confessassem até mesmo os crimes mais hediondos para que fossem poupadas ou na realidade executadas mais depressa. Sendo assim não seria de surpreender que também eu confessasse os meus crimes durante a tortura a que eu sabia que seria submetido.
Apesar de toda a dor que sabia que estava por vir sorri na esperança de poder salvar a pessoa que mais amei nesta vida. Ele tinha prometido que me iria proteger, mas a verdade é que ele já me tinha protegido, de toda aquela escuridão e solidão que sempre me consumiu. Agora era a minha vez de o proteger com a minha própria vida.
Após o seu pequeno mas excepcional desempenho teatral Uchiha Fugako deu por concluída a minha acusação e olhando um por um nos olhos de todos os soldados prosseguiu:
_Por isso peço-vos que não se deixem também iludir. Conheceis-me há muitos anos e sabeis que sou um fiel servidor de Deus. E por isso Lhe peço que vos perdoe se também forem enganados e se deixarem levar por esse demónio com cara de anjo. Mas também Lhe imploro para que tenham forças para fazer o que está certo. Então qual será a vossa decisão?
Um por um os soldados retiraram as suas espadas rodeando todo o meu corpo com as suas lâminas para que a qualquer movimento que fizesse me fosse inevitavelmente ferir. Foram trazidas correntes pesadas às quais me prenderam os braços e os pés e trouxeram ainda uma espécie de coleira especial com uns dentes afiados que encostavam perigosamente na minha garganta por baixo do meu queixo. Aquilo queria dizer que qualquer passo em falso que fizesse a minha cabeça descair, ainda que milímetros para a frente, iria fazer com que aquele objecto perfurasse o meu maxilar matando-me instantaneamente.
Apesar da tristeza e sofrimento que estava a sentir mantive esperança no meu plano desesperado o que me deu forçar para conservar a minha expressão determinada todo este tempo, não fraquejando por um único segundo. Enquanto via assim o meu julgamento chegar ao fim e eu ser declarado oficialmente culpado enquanto o sorriso no rosto do próprio Diabo apenas aumentava, vendo os seus ignorantes cervos levarem-me de encontro ao verdadeiro Inferno.
 


Notas Finais


Pronto tá aí! E sabem que mais o Fugako é a minha personagem preferida na minha fic a sério! Mas eu também sou doida então… Ei isto deu-me uma ideia… Qual é a vossa personagem preferida da fic (sim eu sei que não tem muitas, mas enfim…)? E de Naruto? E de todas as animes e mangas de sempre? E já agora qual é a vossa anime e manga preferida? E quem é que quer que eu me cale e acabe com o interrogatório? É… de repente fiquei curiosa….
Enfim é tudo por hoje….


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