História Insane Desire - Capítulo 7


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Categorias Got7
Tags Comedia, Drama, Got7, Mark Tuan, Romance
Visualizações 21
Palavras 1.857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Friends?


Fanfic / Fanfiction Insane Desire - Capítulo 7 - Friends?

Após toda aquela situação inusitada, eu abri meus olhos e me vi deitado a minha cama. Eu bebi tanto enquanto estava sozinho no bar, que eu não fazia ideia de como eu havia chegado até ali. A única certeza que eu tinha, era que minha cabeça estava pesada e dolorida, eu mal conseguia olhar ao redor do quarto.

Desci do beliche e não avistei Jackson deitado, devia estar tarde. Olhei meu celular que estava na mesinha de canto e vi que eram duas da tarde. 

Abri a porta do quarto e não avistei ninguém, a casa estava em silêncio. Caminhei até o banheiro, apoiei meus braços na pia e me encarei por algum tempo. Eu estava com olheiras e meu corpo estava com uma roupa diferente da noite anterior. Eu estava com uma camisa cinza que eu tinha certeza que era de Jinyoung e uma samba canção básica. Eu não estava entendendo nada.

Olhei para o cesto de roupa do banheiro e vi minha roupa da noite passada amassada dentro dele. Oque diabos estava acontecendo ali?

Apenas molhei o meu rosto com água gelada e senti meu estômago se revirar. As bebidas da noite passada estavam voltando. Sai do banheiro e fui até a cozinha, tinha um bilhete bem chamativo na mesa.

“Mark, nós saímos para fazer umas compras, até porque a gente não tem muita coisa boa pra comer aqui em casa ultimamente. E também fomos comprar umas comidas mais leves pra você, já que você está passando mal. Quem sabe a gente traz uma daquelas bebidas brasileiras que você gosta, acho que é água de coco. EU NÃO SEI, NA HORA A GENTE VÊ. Tem sopa ai no fogão se você quiser. Lembrando que quem mandou eu escrever isso tudo foi Jinyoung, até porque ele que trata a gente que nem filho né, enfim, cuidado pra não vomitar na casa inteira de novo, valeu. “ – Bambam

Passar mal? Vomitar a casa inteira? Que porra era essa?

Eu não estava nada bem, e ainda estava me preocupando com oque eu havia feito na noite passada, que ótimo. O universo como sempre, conspirando contra mim.

Bebi um copo d’agua e fui para sala assistir desenhos, já que não tinha muito oque fazer. Coloquei em “O incrível mundo de Gumball” e permaneci ali por uma hora.

Estava largado, morto no sofá quando escutei vozes e a porta se abrindo, eu estava sem forças para me ajeitar e dar uma de quem já havia melhorado.

- MARK! – Bambam gritou e se sentou no sofá onde eu estava deitado, me esmagando. – VOCÊ TA VIVO!

- Para de gritar seu estranho! – Yugyeom falou colocando as compras em cima da mesa da cozinha.

- Desculpa... Eu só estou surpreso por ele estar acordado. – Bambam falou intrigado. – Ele vomitou tanto ontem, que eu cheguei a achar que a alma dele havia saído junto.

Jackson riu.

- Para de falar besteira! – YoungJae falou dando um tapa de leve na cabeça de Bambam, fazendo o mesmo reclamar. – Aqui Mark, compramos água de coco.

- A mulher da loja disse que faz bem quando a pessoa está doente. – Jaebum falou olhando outra garrafa de água de coco que haviam comprado. – Eu nunca provei isso.

Ajeitei-me no sofá e enquanto bebia a água de coco, senti a falta de uma pessoa naquele lugar.

- Onde está Jinyoung? - Perguntei, fraco.

Todos os garotos se olharam me deixando ainda mais preocupado.

- Então... – YoungJae falou calmo. – Ele... Bem... Ele saiu com a gente, mas...

- Ele ta  puto com você e disse que quer ficar sozinho. – Bambam falou direto.

YoungJae deu outro tapa na cabeça dele, o fazendo resmungar e levantar para ir para cozinha.

- Como... Como assim? – Perguntei confuso.

- Vou ser sincero. – YoungJae falou colocando a mão no meu ombro. – Jinyoung não está muito bem, você sabe como ele fica com as coisas. Tudo o atinge de uma forma muito forte.

- Mas eu não entendo. – Falei sentando no sofá. – O que eu fiz para ele?

- Você chegou ontem mal conseguindo abrir a porta. – Jaebum se sentou do meu lado. – Estávamos na sala assistindo filme, e Jinyoung decidiu te ajudar. Você segurou o rosto dele e disse que o amava.

Só nessa frase de Jaebum, eu quis me matar, imagine eu falando isso para ele, bêbado e na frente de todos, não que meus amigos não soubessem de nós dois, mas eu estava alcoolizado, que vergonha.

- Depois que você disse isso, você começou a chorar. – Jaebum continuou. – Dizendo que ele era a pessoa que você mais amava no mundo, mas não podia o fazer sofrer. Ele não estava entendendo muito bem, mas estava tentando te acalmar. Nisso, você soltou a frase que fudeu os sentimentos dele.

- O que... O que eu disse? – Eu estava suando, já imaginava a desgraça antes mesmo de Jaebum contar.

- Você falou embolado, mas claramente falou que um garoto havia te ajudado, porém ele te beijou, algo assim.

O arrependimento bateu. Eu sabia que eu tinha falado algo, estava na cara. Eu não sabia oque pensar naquele momento, eu só queria procurar Jinyoung e tentar explicar a situação.

- Ele te ajudou a tomar banho e colocou a primeira roupa dele que havia por perto em você. – YoungJae falou enquanto tomava uma garrafa de água de coco.

- Você vomitou o banheiro inteiro. – Bambam apareceu comendo um pedaço de pão que haviam comprado, - Foi uma nojeira.

- Se você ficar falando as coisas tão diretamente desse jeito, eu vou completar o serviço do motorista e quebrar seu outro braço. – YoungJae falou, claramente, muito puto.

Eu me levantei rapidamente, ainda meio tonto por estar de ressaca e caminhei até o meu quarto, vesti qualquer roupa que vi pela frente e fui em direção à porta para sair, mas como se esperado, fui barrado.

- Aonde pensa que vai? – Jackson entrou na minha frente.

- Atrás de Jinyoung. – Falei tentando passar por ele, sem sucesso.

- Ele vai voltar! Agora você está fraco, não vai ser bom andar por ai nessas condições!

Eu o ignorei e o empurrei para o lado, passando pela porta e a batendo atrás de mim. Eu estava triste e sem rumo. Seul era grande, quase impossível de achar Jinyoung sem ao menos ter uma referencia sequer. Mas eu me lembrei, me lembrei de que ele gostava de ficar em um parque afastado do centro, ele se sentia bem lá, e lembro que ficávamos juntos naquele lugar quando podíamos. Peguei o carro e parti para o meu destino.

O tempo estava um pouco nublado, o parque estava vazio e as árvores balançavam de um lado para o outro, como se dançassem com aquele vento gelado. Olhei para o banco que dava vista para a capital e vi Jinyoung sentado, ouvindo musica.

Caminhei até ele.

- Oi... – Falei calmo sem forçar contato físico.

 - Oi. – Ele sequer olhou para mim.

Sentei-me ao lado dele e fiquei olhando a paisagem, era realmente lindo ter aquela vista.

- O que está ouvindo? – Perguntei para ver se puxava um assunto.

Ele apenas ligou o celular e me mostrou a tela, ainda sem me olhar. Ele estava ouvindo Paris, do Black Atlas. Uma música profunda que nós dois gostávamos de escutar enquanto estávamos juntos.

- Você escolheu um bom lugar para ouvir essa música. – Dei um leve sorriso e olhei Jinyoung.

Ele permanecia sério e vidrado na vista de Seul. Senti vontade de chorar, como sempre, mas fui forte e permaneci ali.

- Sobre ontem... – Olhei para baixo, decepcionado com oque havia acontecido. – Eu... Queria pedir desculpas.

- Tudo bem. – Ele disse, pela primeira vez, voltando o olhar para mim.

- Não, não está tudo bem, não finja isso. – Falei.

- Eu falei com Jay. Ele me explicou a situação. – Jinyoung falou enquanto passava a mão esquerda sobre a sua mão direita, que estava machucada. – Pena que as coisas acabaram de um jeito não muito bom.

Demorei um pouco para associar as coisas, mas meu cérebro logo juntou todas as peças. Conversa, mão machucada... Alguém saiu mal nessa historia, e eu já imaginava quem era.

- O que aconteceu com sua mão? – Perguntei sério. – Me fala a verdade, me poupe de mentiras.

Jinyoung me olhou e deu um sorriso de lado.

- Eu bati nele Mark. Era isso que queria ouvir?

Passei as duas mãos pela cabeça, como ele havia feito isso, logo Jinyoung?

- Por... Por que fez isso? – Perguntei curioso, porém sério, a ficha não havia caído. – Ele não fez nada demais.

- Apenas te beijou... enquanto sabia que você gostava de outro... Isso não é nada pra você? – Jinyoung cerrou os olhos para mim.

- Não é bem assim, ele me pediu desculpas. Foi automático, era super normal ter acontecido aquilo, uma vez que ele disse que gostava de mim.

- Então você não tem problema em pessoas te beijarem por ai né? Se Jackson chegasse e falasse que gosta de você, você deixaria ele te beijar, até porque seria automático, certo? – Jinyoung falou alterando a voz, ele estava com muita raiva.

Minha paciência estava se esgotando, eu sabia que Jay havia feito merda, mas não precisava de toda essa tempestade em copo d’agua. Ou o problema era eu? Eu era calmo demais? Eu deveria ter realmente quebrado aquele copo na cabeça dele? Eu não sabia mais de nada.

- Ele quis me ajudar, falou para eu ir atrás de você e confessar meus sentimentos. – Falei tentando acalma-lo. – E foi o que eu fiz.

- Ah... – Jinyoung riu debochado. – Você fez certo? Fez quando estava bêbado. Você é tão escroto que tem que se confessar para alguém quando esta fora de si!

Minha paciência havia se esgotado, eu não deixaria que falasse assim comigo. Então se era pra afrontar, eu afrontaria por completo.

- Escroto? Eu? Quem é que fica puto com qualquer coisa que acontece Jinyoung? Quem é que sempre chora com tudo, bem mais do que eu? O seu problema é pensar apenas em você. Nem que eu explicasse mais de sete mil vezes as coisas pra você, você entenderia... Você simplesmente ignoraria, porque é isso que você sempre faz. – Eu estava jogando as verdades na cara dele, sem dó. – Eu não aguento mais ter que te dizer que eu te amo e no outro dia brigar por conta disso!

Jinyoung estava prestes a chorar, mas não havia se levantado para ir embora, ele estava ouvindo tudo que eu estava falando pela primeira vez.

- Eu te amo, muito. Mas eu não aguento ter que ficar nessa historia. Tudo seria mais fácil se ninguém se intrometesse na nossa vida, tudo seria mais simples.

- Eu... Eu te amo também. – Jinyoung falou baixo, enxugando as lagrimas. – Então é isso? Assim que vai acabar oque nem havia começado por completo?

Meu coração doía. Mas era o que tinha que ser feito.

- Sim. É o único jeito. – Falei olhando para baixo.

- Continuamos amigos? – Jinyoung falou.

- Amigos. – Sorri de um jeito MUITO falso, tentando conter o choro.

Fomos para casa juntos, até porque, era oque amigos faziam.

Era real, Park Jinyoung havia deixado meu coração.


Notas Finais


Não me matem por favor! AAAA KKKKKK Obrigado por lerem! xoxo <3


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