História Insane Love - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce, Evan Peters, Lana Del Rey
Personagens Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Rosalya
Tags Elo, Insanidade, Loucura, Lyssiele, Psicopatas, Sangue
Exibições 24
Palavras 1.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Pele de asno


Mayra encontrou Kentin sentado na escada. Aborrecido. Ficou com pena dele e sentou-se ao seu lado.
— O que tá pegando amiguinho?
Kentin suspirou e sorriu amarelo.
— Não é nada.
— Não acredito em você. — Ela pegou os óculos dele e os colocou em si mesma. Ficou até bonita. — Que tal? Pareço sexy agora?
Kentin riu.
— Mais ou menos.
— Você é muito bonito, Ken. Já te disseram isso?
Ele virou o rosto, rindo.
— Não me entenda mal. Isso não foi uma cantada nem nada do tipo. Só quis dizer que… Se você se arrumar melhor, talvez, mudar o penteado e trocar esses óculos por lentes, vai ficar um gato.
— E esse mundo é movido a beleza e dinheiro. Odeio isso. — Falou Kentin.
— Não é bem assim, Ken. Só que se você é rico, porque não aproveitar e conquistar tudo o que o dinheiro compra? E se é belo, por que negar sua beleza, hum? Tem medo das pessoas não o amarem por si mesmo? Mas, amigo… Você precisa entender, que o mundo é assim mesmo. Sempre terá alguém com segundas intenções. O que você deve fazer é ser quem realmente é, e se amar em primeiro lugar. Se os outros gostarem de você assim, legal. Se não, que se dane. A vida é curta demais para viver com medo. — Falou Mayra e bateu no ombro dele e se levantou. — Você é um carinha legal, não só porque sempre me ajuda a entender as matérias ou não debocha de mim por eu não ser muito inteligente, mas porque você é bom. — Mayra sorriu e ajeitou os óculos. — Acho que vou ficar com eles porque quero que todos vejam seus belos olhos verdes.
— Mas eu… Não… Enxergo sem… Eles. — Disse Kentin.
— Enxerga sim, mas tem medo de ver as coisas de forma diferente… Digo… Esses óculos e a forma antiquada como você se veste é só um disfarce, como no conto de fadas, Pele de asno. Você é lindo, mas tem medo de mostrar isso pros outros. Não tenha. — Falou Mayra.
— Eu não sei se consigo mudar. Eu quero, mas…
Mayra sentou-se ao lado de Kentin, abriu seu fichário e arrancou uma folha. Pegou uma caneta em seu estojo e anotou seu telefone e seu endereço na folha antes de entregá-la a Kentin.
— Sabe, caro amigo, eu tenho um sonho… Fazer as pessoas felizes. Ajude-me a realizá-lo? Procure-me quando se sentir pronto. Você pode se surpreender com o resultado. — Mayra piscou e levantou-se e foi embora.
Kentin encarou a folha sem saber se ria ou se levava a sério a proposta de Mayra. Ela não estaria só zoando com ele? Não, porque era os que as pessoas em geral, faziam com ele, o zoavam.


[…]

 

Após as aulas Niele teria de ir até o Grêmio para que Nathaniel  lhe desse uma tarefa para cumprir com Ambre, por ter brigado com ela, aquela vez…


|Flashback On:

 

— A gente podia… Não sei… Alterar nossa grade de horários para fazermos as mesmas aulas. Seria legal, não seria? Não conheço mais ninguém aqui, a não ser você. — Ela disse.
— Seria sim. Podemos combinar depois na cantina. — Kentin a fitou sorrindo e distraído esbarrou em Ambre, a garota mais popular e esnobe do colégio.
— Ai! Seu leso! Olha por onde anda! — Falou Ambre furiosa.
— M-me desculpe? Sinto muito. — Falou Kentin ajeitando seus óculos. Nervoso.
— Mas é mesmo um retardado… — Ambre riu olhando Kentin de cima a baixo com desdém.
— Ele já pediu desculpas! — Falou Niele entrando na frente de Kentin e encarando Ambre com raiva.
— Defendendo o namoradinho? — Falou Ambre rindo com deboche. — Sabe… Você até que é bonitinha… Por que não deixa esse babaca e anda comigo, hein? — Ambre piscou pra ela.
Niele riu, sarcástica e disse:
— Foi mal… Mas prefiro ficar com o babaca aqui, ele tem algo que você não tem… Se é que me entende. — Ela piscou de volta pra ela.
— Você sabe quem EU sou? Claro que não sua vadiazinha estúpida, se soubesse não ousaria falar assim comigo, mas vou te ensinar que com Ambre Werner não se brinca! — Falou ela furiosa e deu um tapa em Niele.
— Mexeu com a garota errada, idiota! — Falou Niele e deu um soco na cara de Ambre. Ambre revidou avançando contra ela.

 

|Flashback Off.

 


— Se quiser, eu posso dar um jeitinho para que seu castigo seja suspenso. Me parece muito injusto que você seja punida quando Ambre é quem merecia. — Lysandre disse a Niele.
— Ela também está sendo punida. — Falou Niele.
— É… Mas… Só ela merecia ser punida. — Falou Lysandre.
— Depois que ela salvou minha vida, eu não me atrevo a reclamar nada. — Falou Niele.
— Oh, sim. Eu quase esqueci disso. Ainda estou surpreso com a atitude de Ambre. Nunca pensei que ela tivesse um coração. — Falou Lysandre.
— Pois é. Pelo visto, ela é uma boa pessoa… No fundo, no fundo. — Falou Niele.
Lysandre duvidava, mas preferiu não discutir. Acompanhou Niele até o grêmio e depois foi para a casa.


— Oi? Niele, como está? — Disse Nathaniel sorrindo.
— Bem, obrigada. — Ela respondeu e olhou para Ambre que estava sentada ao seu lado. Ambre virou o rosto. Zangada.
— Pois é… Venham comigo. — Disse Nathaniel e as levou até a área de serviço. Apontou para um armário alto e fino. — Ali… Escolham um uniforme que sirva em vocês. Esperarei  do lado de fora.
— Hein? Uniforme? Por que diabos precisamos usar uniformes? No que está pensando seu infeliz? — Falou Ambre.
Nathaniel riu e saiu da sala, encostando a porta.
Niele se aproximou do armário e o abriu se deparando com vários uniformes brancos bem dobrados e passados. Ela pegou um de seu tamanho e o vestiu. O uniforme consistia em um macacão de comprimento um pouco acima dos joelhos, mangas  até os ombros e um zíper na frente. Tinha também um avental com babados cor-de-rosa que era uma gracinha, luvas de borracha cor-de-rosa e galochas também rosa.
— Tá de sacanagem comigo? Não vou vestir isso nem a pau. — Falou Ambre horrorizada.
Niele revirou os olhos e foi para trás de um biombo de madeira e se trocou. Ambre parou num canto e cruzou os braços. Encarou o biombo e um sorriso malicioso se formou em seus lábios quando ela imaginou sua colega apenas de lingerie. E que tipo de lingerie será que ela preferia? Algo fofinho e cor-de-rosa? Ou algo sexy? Hmm… Difícil saber.
— O que foi? — Disse Niele ao sair de trás do biombo e perceber que Ambre a encarava rindo.
— Você tá MUITO ridícula!
— Quantos anos você tem mesmo? Seis? — Niele foi para um canto e esperou que Ambre fosse se trocar.
Ambre demorou a sair de trás do biombo.
— Você tá MUITO ridícula! — Disse Niele rindo.
— Não. Agora sou eu quem pergunto… Quantos anos VOCÊ tem?! — Falou Ambre.
— Nathaniel? Estamos prontas. — Falou Niele elevando a voz para que ele a ouvisse.
Nathaniel entrou na sala e olhou para as duas meninas. Tentou segurar o riso, mas foi difícil.
— Mas as duas ficaram uma gracinha, hein?
— Babaca! — Ambre atirou em seu irmão o primeiro objeto que encontrou. Nathaniel desviou-se por pouco.


    Nathaniel levou as garotas até o refeitório, para a parte da cozinha. Assim que viu as pilhas de louças sujas com sobras de almondegas, Niele soube que aquilo não prestaria. Nathaniel bateu palmas e esfregou as mãos. Sorrindo. Filho da…
— E é isso o que vocês tem de fazer hoje… Lavar, secar e guardar toda a louça. Depois, que acabarem, limpem as mesas e o chão. Não se preocupem com as unhas porque as luvas devem protegê-las.
— E quando é que vamos sair daqui? — Perguntou Niele achando que levariam muito tempo para terminar tudo.
— Quando terminarem. — Disse Nathaniel.
— Eu aposto que isso foi ideia sua, mas você tá MUITO ferrado. Eu juro. — Falou Ambre com ódio.
— Não, foi ideia da Melody. Eu estava muito ocupado cuidando de outros assuntos. Podem reclamar depois com ela. Até logo. — Falou Nathaniel saindo.
— Pode apostar que vou reclamar mesmo. Hunpf. Tá pensando o quê?! — Falou Ambre e encarou Niele.
— Ok. Eu lavo e você seca? — Falou Niele sorrindo.
— Tá gostando disso, né? — Falou Ambre.
— Sinceramente? Sim. Ver você na cozinha é quase tão emocionante quanto ver a Jéssica Simpson bancando a dona de casa. — Falou Niele se aproximando da pia.
— Cuidado se afogar aí, hein? Posso não te salvar dessa vez. — Falou Ambre.
— E por falar nisso… Eu nem tive a chance de te agradecer pelo que fez por mim. Obrigada. — Falou Niele.
— Ah, eu teria feito por qualquer garota… Não se sinta especial por isso. — Falou Ambre sem dar o braço a torcer.
— Eu sei, mas… De qualquer forma, você poderia ter me ignorado e…
— Não. O que está dizendo? Uma coisa é eu não ir com a sua cara e outra bem diferente e deixar você morrer. Não esse tipo de pessoa. — Falou Ambre ofendida.
— Não, com certeza, não. De qualquer jeito, eu te devo uma. — Falou Niele e pegou a esponja e o detergente.
Ambre deu as costas para ela e sorriu.
 

[…]


Quando Lysandre voltou do colégio encontrou Leigh e Peter recebendo Karin e Neville que acabaram de voltar de viagem.
— Mãe? Anne? Já voltaram! Que bom! Estava com saudades! — Falou Lysandre se aproximando, sorrindo.
— Deixe de ser mentiroso, Lys! — Falou Anne séria e então o abraçou e sua expressão facial suavizou. — Também senti saudades!
— E como foi a viagem? Aposto que se divertiu muito. — Falou Lysandre rindo.
Neville deu um tapa nas costas dele e se afastou.
— Palhaço.
— Mamãe? — Lysandre abriu os braços, sorrindo, mas sua mãe o deixou no vácuo.
— Lysandre? Como está? — Karin disse sorrindo. Nem um pouco feliz por estar de volta.
— Vem comigo, Anne? Eu tenho um monte de coisas para te contar. — Falou Lysandre magoado pela forma fria como fora tratado por sua mãe, e puxou Neville pelo braço, a levando para o quarto.


— É… Lar, doce lar. — Falou Karin com raiva.
— Mas me conte? Mamãe, como foi tudo? — Perguntou Leigh curioso.

 

[…]


Enquanto se preparava para ir a sua aula de equitação, Kentin lembrou-se do que Mayra lhe disse; “Esses óculos e a forma antiquada como você se veste é só um disfarce, como no conto de fadas, Pele de asno. Você é lindo, mas tem medo de mostrar isso pros outros”. Kentin correu até sua mochila, pegou a folha que Mayra lhe dera e a guardou no bolso de sua calça antes de sair do quarto.

 

 



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