História Insanidade? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 8
Palavras 1.052
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lírica, Luta, Mistério, Steampunk, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Huuuuum.......Eu sei lá, essa one foi meio do nada :b Espero que gostem ><

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Insanidade? - Capítulo 1 - Capítulo Único

Sorria por sorrir, haviam o ensinado a isso. Vivia por viver, era necessário. Fazia por obrigação, eram suas obrigações. Havia, no entanto, um único sentimento que ele fazia por motivos próprios. O único fio de esperança. 

 O último resquício de vontade. Era o ódio.  

Odiava aquela vida, aquele jeito, aquele viver...Odiava aqueles sorrisos, aquela capacidade, aquela ilusão. Odiava a alienação, a falta de conhecer, a angústia de sentir dores, de lidar com tudo. Odiava a revolta pelo lugar onde vivia, onde morou, onde nasceu, onde foi registrado. Aah! Como odiava!  

 Mas todo seu ódio deviam-se a uma única pessoa, aquela mulher, odiava o que ela tinha feito a todos os seus filhos, ao que tinha feito ao mundo e a ela mesma.  

 Naquele dia, quando chegou em casa, havia aberto a porta de modo sútil, um leve sorriso no rosto. Fora um dia comum, um dia calmo. Claro, ele sorria por sorrir, assim como todos os outros daquele mundo dele.   

 Os corpos ainda não cheiravam a carniça, apenas, sangue fresco. Olhou ao redor, reparando no teto e nas paredes verde limão como sempre o fazia, reparou também nos detalhes de um dos pratos de porcelana da estante ao lado.  Observou a escada rústica ao fundo, olhou os raios de sol do fim da tarde baterem na mesa da cozinha, reparou nas partículas de poeira pairando no ar e direcionou seu olhar ao arco de madeira da grande abertura para a cozinha, olhou para o sofá da sala a sua frente, observou as lindas e delicadas flores em cima da estante, mas observou, principalmente, ela.  

 Aquela cadeira mal posicionada, aquele velho vestido cinza agora manchado de vermelho vívido, a luz do sol que entrava de penetra de uma das janelas ao lado, e a leve brisa em seus cabelos. Analisou seu olhar perdido, seu sorriso louco, seus sapatos mal calçados, seus cabelos castanhos e sujos, seguiu com os olhos desde os ombros caídos até as suas mãos. Inteiras em sangue. E uma faca. O líquido sujava o carpete velho.  

 Ficou o tempo inteiro apenas parado, a chave na mão, e a porta apenas encostada, entreaberta, a luz clareava seus cabelos negros mesclados com o prata da velhice. Sua expressão não mudou, ele queria apenas ignorar, apenas fingir que era um pesadelo.  

 Desmanchou em lágrimas silenciosas. Rios de lágrimas em seu rosto.  

Continuou a observar cada detalhe daquele cena, mesmo que com a visão turva, mesmo com a tontura devido ao cheiro e a surpresa, mesmo estático e tremendo por inúmeros motivos.  

 Seguiu do carpete o rastro e poças de sangue...Olhou seus dois filhos mortos, estavam de mãos dadas e expressão desesperada, mesmo que mortos. Estavam pálidos. Sua pequena filha, Eliz, usava o seu vestido favorito, era um azul céu até os joelhos, havia a dado em seu aniversário há 2 semanas atrás. Seus cabelos pretos e longos contrastavam com sua pele, agora branquíssima, e combinavam com o vermelho em sua volta. 

 Grunhiu. A mulher agora direcionou o olhar desesperado para ele, que desabou mais ainda em lágrimas.  

Seguiu pelo rastro de sangue no braço de sua filha, e foi para o de seu filho, apenas um único ano mais velho que Eliz, usava uma camiseta também azul e uma bermuda verde acinzentada, a expressão dele era de pleno vazio. A pele também pálida e suas pernas manchadas de sangue.  

 -Querido, vejo que chegou... - Disse a mulher, depois de um bom tempo apenas ali, sentada e com a voz fraca, sibilou aquilo.  

 Um arrepio subiu-lhe a espinha, estava congelado.  

-Não é lindo? Esse sangue, essas roupas...Estavam tão felizes antes de mortos. Acho que ainda amo a inocência, apesar de tudo...Ela não faz querer com que vomitemos? - dizia dando um sorriso quase irônico, quase verdadeiro. Ajeitou-se na cadeira, juntou as pernas, e com as mãos nos joelhos, olhava diretamente para a cara de choro de seu querido marido. - Uma pena você não estar tão fel- O que você fez? - dizia agora o marido, era como se fosse reagir, uma fúria havia o tomado. - Ahn? - Dizia a mulher, confusamente falsa. Começou a rir ao perceber a reação do marido. - O QUE VOCÊ FEZ? - Dizia cerrando os punhos. 

-Matei-os. - Olhava fundo, psicótica, séria. Um turbilhão de emoções estavam ali naquele ambiente.  

O marido não se aguentou, sem razão alguma de si próprio ou da realidade, partiu para cima daquela mulher. Ele havia dado e feito tudo para ela, havia se dado de corpo e alma, havia ensinado os filhos a ama-la assim como ele a amava. Havia feito amor com ela, dado amor a ela, recebido amor dela, chorado por ela, cozinhado para ela. Tinha provado seu amor mais verdadeiro e mostrado todo o seu eu a ela.  

 Mas ela nunca o amou. Ela nunca amou alguém. Ela nunca amou algo.  

Ele a deu um soco na têmpora, e ela atordoada errou-lhe uma facada. Segurando seu pulso, apertou-o até torcer de forma brutal, ela gritava horrivelmente, como nunca gritou. Pulou em cima dela, agarrou-lhe o pescoço e a asfixiou.  

 Aquelas mãos grandes e envelhecidas do homem literalmente esmagaram sua Traqueia, trancaram a Faringe e bloquearam a Glote.  

 Toda a sagacidade e impunidade da mulher haviam acabado agora que ela estava estirada no chão com os olhos arregalados.  

 Talvez tivesse sido ingênua, ou apenas subestimado o mundo.   

 Juízo? Razão? Motivo? Vida? O que eram aquelas coisas? Ele não sabia mais, esqueceu-se completamente dos sentimentos, do sentido, dos sorrisos. Vivia falsamente no legado que ela havia deixado, agora, ele quem era o monstro. Ele era ela, a partir do momento em que a matou, em que foi tomado pelo ódio e perdeu a razão e sentimentos para sempre.  

 Caminhou lentamente, sentia a brisa batendo, ouvia os passarinhos cantando ao longe, olhou para a antiga escada, adentrou o grande arco da cozinha, e foi até a última gaveta do armário da dispensa, catou um revólver com apenas duas balas e voltou a sala, olhou para a janela, observou o dia lindo lá fora e apontando a arma na cabeça, puxou o gatilho.  

 Caiu como uma pena. Morreu desacreditado.  

 As autoridades acharam a família cinco dias depois. Naquele dia o cheiro de carniça já tomara conta da casa, e o dia não estava mais tão lindo assim.  

 E assim, o ódio propagou-se.


Notas Finais


Comentem, por favor ._.


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