História InSanity - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Criminal Minds
Visualizações 19
Palavras 1.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nyaaah, galera, obrigada pelos favoritos e pelo comentário <3
Preciso que comecem a prestar muita atenção nas pequenas dicas que vou dando ao longo dos capítulos a partir de agora, eles são bem importantes pra vocês entenderem o que vai acontecer mais lá pra frente ajifuaehuir'
É isso, se gostarem não esqueçam de comentar e favoritar <3 Amo vcs nyah

Capítulo 2 - Tempo


Fanfic / Fanfiction InSanity - Capítulo 2 - Tempo

"O tempo às vezes é alheio à nossa vontade, mas só o que é bom dura tempo o bastante para se tornar inesquecível."

Bella's P.O.V

"Secrets I have held in my heart

Are harder to hide than I thought

Maybe I just wanna be yours

I wanna be yours, I wanna be yours"

Abro os olhos, saindo dos meus pensamentos mas ainda sem tirar meus fones de ouvido. O Dr. Reid me encarava da poltrona de trás, mas opto por ignorar tal observação. Rossi me olha com um sorriso quando vê que eu acordei e só então eu pauso minha música, devotando minha atenção à ele, que parece satisfeito. 

-Campanatto? Italiana certo? -Pergunta puxando assunto e eu sorrio.

-Assim como você, creio eu. 

-Perfeito. -Diz com um sorriso amigável. 

A tensão antes adquirida pela pseudo análise do Dr. Inoportuno agora havia sido quebrada, e eu conversava normalmente com Rossi sobre comidas, música, filmes, e tudo que se possa imaginar. Ele era um homem realmente interessante. Ora ou outra, ele me envolvia com uma história fascinante, e eu como boa ouvinte, apenas o observava. Seus trejeitos, gestos... 

Ele me contou também sobre sua filha. Aparentemente ela é uma jornalista que acabou por se casar com um italiano e ter um filho que é a coisa mais querida do universo. Ele estava novamente com a mãe dela, uma das várias esposas que ele teve. Dave é realmente um romântico incurável. De certa forma isso me entretém, e faz com que a viagem passe rápido. Quando vejo, já havíamos aterrissado e nos dirigíamos pra cena do crime. Lá chegando, peço pro agente Hotchner tirar as pessoas de lá e ele concorda, fazendo o que eu peço. 

Me posiciono de frente à grande escultura de corpos e fecho os olhos. Como se eu tivesse voltado no tempo, tudo então parece vazio. Corpos estão ao meu lado, e em minhas mãos há instrumentos como cola, linha de costura e agulha e corda. Arrasto o primeiro corpo, já apenas um esqueleto e o deixo na base da escultura, começando a montá-la. Faço tudo por ordem, do esqueleto mais antigo ao corpo mais novo, recém entrando em composição. 

Não. 

O último corpo estava vivo. Ela causou uma leve desregularidade na escultura porque ficou se debatendo, o que me deixou bravo. Infelizmente, não posso danificar os corpos. Garotas tão bonitas... Elas merecem virar arte. Do fundo do meu coração, eu as amo. Garotas problemáticas e com vidas horrendas. Terríveis lagartas se tornando em magníficas borboletas. Essa é a verdadeira beleza. 

Claro que os esqueletos não foram algo que eu fiz. Eles estão limpos demais, quase clínicos. Eu sou mais desorganizado. Sem um emprego estável, ou alguém que notaria o meu sumiço por tanto tempo. Esse trabalho foi passado pra mim e eu vou cumpri-lo. Alguém mais velho. Os esqueletos tem mais de 30 anos. 

A escultura em si significa a passagem do tempo. Alguém está ficando sem tempo, ou então já ficou. É como...

-Você não é Isabella Campanatto? -Um policial pergunta se aproximando e me tirando dos meus pensamentos. 

-Você não devia estar aqui. -Franzo o cenho. 

-Quando falaram que você estaria aqui eu não acreditei.- Sorri largamente e eu dou de ombros, procurando com o olhar alguém da minha equipe, mas eles estavam ocupados falando com a imprensa ou com os meninos que acharam os corpos. 

-Eu sou Investigadora Especial. Estou só dando consultoria. -Mordo o lábio e sinto minha mão começar a tremer. Seu olhar vem até as minhas mãos e eu começo a ajeitar a roupa, tentando disfarçar, mas a essa altura meus braços já tremiam também. 

-Você não é agente do FBI? -Parece pasmo. -Espera. Você nunca foi, certo? Nunca passou no teste psicol...-Começa a falar mas somos interrompidos por Hotchner, que aparece com cara de poucos amigos. 

-Você não devia estar aqui. Fora. -Olha para o policial que força um sorriso. -Está tudo bem? -Me olha nos olhos e eu desvio o olhar. Ele pousa sua atenção nas minhas mãos que tremiam e suspira. -Vamos pra delegacia. Vai ficar tudo bem. -Concordo com a cabeça e nós nos dirigimos à delegacia de Sarasota. 

Lá chegando, um policial barrigudo nos mostra a sala em que devemos ficar. Esta tinha um quadro branco embutido na parede, junto com algumas canetas para podermos fazer nossas anotações. Uma mesa redonda se localizada no meio, com várias cadeiras em volta. Me sento em uma delas e o moreno que eu esqueci o nome se senta ao meu lado. O mesmo me manda um sorriso e eu repito seu gesto levemente. Da outra ponta da mesa, o Dr. Pateta me observava descaradamente, mas eu opto por ignorar, voltando minha atenção ao agente Hotchner. 

-Alguma pista, Srta. Campanatto? -Pergunta e eu me levanto, pigarreando. 

-Só.. Só Bella. -Peço e ele concorda. -Foram duas pessoas. Os esqueletos estavam limpos demais, uma pessoa muito organizada cuidou deles. Já os corpos das garotas desaparecidas recentemente não. Ele nem sequer lembrou de sedá-las para que elas não se mexessem no topo. Ele não sabe bem o que está fazendo. 

-Acredito que os esqueletos na base contrastando com os corpos recém mortos do topo são uma metáfora para a passagem do tempo. Os assassinos estavam ficando sem tempo, ou alguém próximo deles estava. Desde os primórdios da humanidade, tempo é um conceito abstrato extremamente complexo. Há diversos livros, pinturas, e esculturas sobre isso. -Complementa o rapaz.

-Se quer minha opinião, agente Hotchner, se trata de pai e filho. O pai começou, seu tempo acabou, e o filho acabou, assim como a vontade do pai. 

-Faz sentido. Garcia, pode verificar pra mim a morte recente de homens com filhos? -Pede o agente. 

-Preciso de mais informações, Hotch. 

-Eles sentiram o tempo se esvaindo, então provavelmente ele morreu de alguma doença. -O homem ao meu lado pronuncia.

-Certo, meu chocolate, o que mais? 

-Tudo começou dois meses atrás. Tente nesse período. -Peço.

-Procure por profissões ou cursos voltados à arte. 

-Certo, achei! Jonas e Luke Reynolds. O pai morreu há dois meses de câncer no fígado. Ambos eram carpinteiros e fizeram curso de artes no centro cultural da cidade. O endereço está no celular de vocês. -Avisa e nós concordamos. 

-Você pode ficar aqui se quiser. -Hotch murmura para que somente eu escute e eu assinto. Não tenho boa experiência com trabalho em campo. 

Eles então saem pra ir pegar os caras maus e eu aproveito meu tempo para ligar para o Nik, ver como estavam os meus cachorros. Se tudo desse certo, ainda hoje estaríamos voltando pra Quântico, e eu poderia voltar à minha pacata vida de professora do FBI. Disco o número já conhecido e ele atende no terceiro toque, parecendo cansado.

-Estava correndo uma maratona? -Pegunto divertida. 

-Dei banho nos seus cachorros. Quer dizer, eles me deram um banho. -Sorrio ao pensar na cena. O segredo é dar banho em um só por vez, sendo assim eu lado um na segunda, um na terça e um na quarta. Pronto. 

-Obrigada Nik. Se tudo correr conforme o planejado estarei voltando ainda hoje. Podemos comer alguma coisa, o que acha

-Você vai chegar cansada. Quer saberEu faço o jantar. Não se preocupe com isso. Agora eu tenho que ir. Ciao principessa! -Diz com seu melhor sotaque italiano, me fazendo rir levemente. Desligo o telefone e fico batucando os meus dedos na mesa, enquanto penso na vida.

Ouço pela rádio da polícia que pegaram o suspeito, e sorrio satisfeita, me encostando na cadeira. Cerca de meia hora depois, a equipe aparece de volta, todos felizes, alegres, contentes e satisfeitos. Só queria ir pra casa. Como se lesse meu pensamento, Hotch anuncia para arrumarmos nossas coisas e irmos, o que prontamente obedecemos. Não muito tempo depois, aterrissamos em Quantico. 

A viagem foi tranquila e quase todos dormiram devido ao cansaço. Digo quase todos porque o Dr. Babaca ficou lendo algum livro aleatório. Pego meu carro no estacionamento da sede da UAC e dirijo calmamente pra minha casa, que ficava mais afastada da cidade. Nada muito longe, só uma vizinhança mais calma, e sem tanto barulho. 

Coloco o carro na garagem e entro em casa, sentindo três seres pularem em mim. Os abraço, fazendo carinho em cada um e sorrindo. Deus, eu senti tanta falta deles. Sinto o cheiro de cada um e noto que eles estão cheirosos, então mordo os lábios, indo até a cozinha e encontrando Nik de frente ao fogão, mexendo algo. O abraço por trás e ele coloca uma mão por cima da minha, suspirando aliviado. 

-Como foi o caso? Tudo bem? -Pergunta e eu apenas assinto, me sentando no balcão e o observando cozinhar. 

-Nunca tinha visto nada daquele jeito, Nik. Era incrível. E mórbido. -Franzo o cenho, confusa em relação ao que sentir. 

-E a equipe? Foram bonzinhos? -Dou de ombros e faço uma careta, lembrando o Dr. tentando me analisar. 

-Um menino tentou fazer uma análise psicológica em mim. Fora isso todos foram muito gentis, e bem compreensivos. -Sorrio e ele arqueia uma sobrancelha.

-Ele sabe que você é professora de análise psicológica

-Se não sabia, agora sabe. O que está fazendo? O cheiro está bom. 

-Macarronada com carne de panela. -Sorri satisfeito com meu elogio e eu desço com dificuldade do balcão por conta do meu tamanho, saindo da cozinha. 

-Vou tomar um banho, ta? -Aviso já indo para o meu quarto. 

Pego um pijama qualquer e levo ao banheiro, aonde tomo uma ducha relaxante. Assim que a água quente entra em contato com meu corpo, sinto meus pelos se arrepiarem, ao mesmo tempo que meus músculos relaxam. Fecho os olhos, mas a única imagem que me vem à mente é a enorme escultura. Respiro fundo algumas vezes pra me recompor e abro os olhos, saindo do chuveiro e me secando. Coloco meu pijama e vou até a sala de jantar, aonde a mesa já estava servida. 

-Parece delicioso. -Sorrio desembaraçando meus cabelos com os dedos. 

-Espero que goste. -O rapaz já me servia, me entregando o prato e fazendo o mesmo pra si. 

-É que tipo de carne? -Pergunto. Ele sempre trazia todos os tipos de comidas exóticas. 

-De porco. -Explica e eu concordo. Estava delicioso. 

A carne era adocicada, mas nada enjoativo. Bem temperada e muito bem feita. O macarrão também estava al dente, nem muito mole e nem muito duro. Ele é simplesmente um ótimo cozinheiro. Assim que terminamos a refeição, tomamos uma taça de vinho e conversamos por alguns minutos antes dele me deixar sozinha novamente. Apago as luzes da casa e vou até o meu quarto, abrindo a cortina para que eu possa ver a lua. Deito e fecho os olhos, mas não estava com sono. 

Não sei quanto tempo passa, mas quando o sono finalmente vem, o dia já começava a raiar. Por sorte eu não teria aula no outro dia. Fecho os olhos e acabo por finalmente me render. 


Notas Finais


E ai? O que acharam?


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