História Insensibility - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Apatia, Síndrome De Don Juan
Exibições 39
Palavras 1.054
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Only Chapter


Ele movia seu corpo de uma forma, definitivamente, sensual. Todos o olhavam de uma maneira um tanto quanto estranha, alguns fascinados, outros enojados, outros apenas lançavam olhares maliciosos sobre si.

Não sei, mas provavelmente estaria certo em dizer que ele amava esses olhares, tudo o que ele queria era apenas atenção. E de todas as pessoas cuja ele poderia tentar seduzir, ou até mesmo naturalmente seduzir, ele escolheu a mim.

Sinceramente não sei o por quê. Eu nem ao menos o conhecia, não sabia de sua existência até poucos minutos atrás.

De fato, sentia-me atraído por aquele ser melodioso, era inevitável. Mas nada passava de uma pequena atração.

Acho que ele percebeu que eu o olhava, pois seu sorriso apenas estendeu-se mais em seu rosto enquanto caminhava em minha direção, mexendo quase que coreografadamente seu quadril.

Tudo nele poderia levar qualquer um à loucura. Seu sorriso de dentes perfeitamente alinhados, seus olhos que transpareciam uma profundidade sem igual, seu elegante corpo, todas as suas perfeições.

Ele sentou-se ao meu lado de uma maneira despojada e despreocupada. O simples fato de ele sentar-se comigo arrecadou diversos olhares distintos em nossa direção. Todos, de fato, pensavam que ali rolava um "clima". Pois não era isso que exatamente se passava.

 O garoto que eu nem ao menos sabia o nome esticou-se por cima de mim para pegar um cupcake que se encontrava em uma mesa ao meu lado, me dando uma boa visão de seu corpo, apenas uma casca que abrigava uma mente sádica.

Obviamente este tinha segundas intenções ao fazer tal ato, mas obviamente eu nem ao menos me importei com isso.

Ele pegou a cereja que encontrava-se exatamente no topo da cobertura do bolinho e, lenta e olhando fixamente em meus olhos, a abocanhou.

Só porquê meu cérebro não correspondia aos sentimentos que ali deveriam ser envolvidos, não significava que meu corpo também não o fazia. Aquele garoto era uma personificação de um pecado capital, e mesmo negando a mim mesmo, como eu queria desfrutar de tal pecado.

Não nos conhecíamos, eu não sabia o nome do garoto e ele provavelmente não sabia o meu, mas podia ver seus olhos cheios de desejo, assim como os meus. Não havia algo a mais ali, apenas um sentimento de puro desejo carnal. Eu o queria possuir, assim como ele queria se entregar a mim.

Claro que não foi nesta noite que ficamos pela primeira vez, óbvio que não. Nas primeiras cinco vezes que nos vimos, a única coisa em que o garoto se ocupava a fazer era me provocar. Enquanto a única coisa cuja eu me ocupava a fazer era repreender mentalmente meu corpo por suas reações caóticas.

Eu lembro-me de estar bêbado. Extremamente bêbado, enquanto ele encontrava-se em um estado surpreendente de sobriedade.

Ele apenas queria me ajudar, pois sabia que se continuasse a beber daquela forma, logo passaria mal. Mas eu, com a estupidez em um nível já elevado, apenas o acusei; dizendo tudo o que pensava a seu respeito.

Agora parando para analisar os fatos, esperaria que qualquer pessoa fugisse de mim depois que tivesse falado aquilo. Mas ele não era qualquer um, ele era único. Um sorriso consideravelmente maníaco brotou em sua bela face, sorriso este que teria me assustado, se eu não tivesse logo captado o que realmente queria passar.

De qualquer forma, ele me ajudou. Não com boas intenções, como uma pessoa normal ajudaria alguém bêbado. Ele me ajudou à sua maneira. Não que eu esteja reclamando, longe disto; foi maravilhoso. Se apenas com olhares e insinuações o garoto já deixava meu corpo em um estado deplorável, com toques o desastre fora pior ainda.

Eu não raciocinava bem, minha respiração estava descompassada, minhas roupas jogadas em um lugar qualquer e totalmente amassadas. O garoto não se encontrava muito diferente de mim, mas em seu rosto sempre estava presente um sorriso malicioso.

E enquanto nossos corpos entravam em sintonia, ele transpareceu um ar de realização; e eu obviamente entendi o por quê.

Tudo o que ele queria era simplesmente me ter. Ter-me por uma noite ou mais; mas de alguma forma ou de outra, ele me queria, queria a minha atenção sobre si, e, por um momento, lhe dei toda atenção que a mim era suplicada.

Ele gemia, se não gritava, de prazer enquanto remexia lentamente seu quadril sobre meu membro. Não é algo que eu goste de entrar em detalhes, mas durante o ato sexual, ele conseguia ser ainda mais sensual do que era. Acho que seus gemidos melodiosos lhe ajudavam bastante neste quesito, mas de uma forma ou outra, aquele garoto estava me enlouquecendo.

Há muito tempo já não sentia; a minha vida era basicamente um misto de nada com nada, não havia um propósito, eu simplesmente a vivia como a mim ela fora imposta. Eu já não me sentia mais humano, porque eu já não sentia mais nada, de fato. Mas aquele garoto me fez sentir algo. Mesmo que passageiro e espontâneo, ele ascendeu algo em mim, que agora é completamente inexistente.

Não sei como nossa pequena história de breves fragmentos se findou, nunca mais tive notícias do garoto e por um momento sua imagem até mesmo parou de rondar por minha cabeça. Mas de uma coisa eu sei, uma coisa até muito óbvia de ser percebida, mas que não me deixou abatido: eu era um poço sem fundo de uma vasta indiferença, não queria nada com nada, não me importava com nada, estava determinadamente inalcançável, e ele adorou isso. Ele era um tipo de pessoa de não dar muita importância para o que os outros diziam, ele vivia o agora, ele era o instante mais instável que poderia existir, ele era alguém que não poderia ser simplesmente descrito em palavras, pois ele tinha várias faces muito complicadas para detalhar. Em um resumo a tudo; ele era ele, e como ele não haviam iguais. Tudo que ele queria era apenas um prazer quase tão instável quanto a si mesmo. Eu era alguém inalcançável, e isso atiçou toda sua curiosidade. Toda a sensualidade envolta em um ser fora depositada com o simples princípio de me conquistar por um breve momento. E de fato, isto funcionou. Não havia mais nada entre nós. Nossa ligação era quase que toda corpórea, pois não queríamos uma história, mesmo que sem querer a tivéssemos feito. 


Notas Finais


*Pus fanfic em "originais" para que você possa imaginar o shipp que quiser.
*Desculpe os erros ortográficos, não revisada
*Quaisquer dúvidas pergunte nos comentários que responderei
*Obrigada por ler


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