História Insensível - Capítulo 13


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Palavras 1.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - XIII - De Novo Não


Fanfic / Fanfiction Insensível - Capítulo 13 - XIII - De Novo Não

Acordei, e soltei um sorriso quando senti seus braços sobre mim. Foi a melhor noite da minha vida, ninguém além dele pode me fazer lembrar o que é amar, não digo pela noite que tivemos, mas por cada gesto, sorriso e beijo.
Saio dos braços dele com cuidado para não acorda-lo, e desço até a cozinha. E encontro minha mãe tomando café.

- A noite pelo jeito foi boa, né? - ela diz levando o café até sua boca. Eu reviro os olhos.

- Bom dia pra você também. - digo rindo.

Preparo uma bandeja com dois sanduíches com presunto e mussarela, um copo de leite com chocolate e coockes.

- Olha que romântico, café na cama. - disse minha mãe impressionada. - Você acredita que seu pai nunca fez isso pra mim.

- Não duvido.

Subo com a bandeja até meu quarto, mas tenho o desprazer de encontrar minha irmã descendo as escadas.

- Preparou o meu também?- ela diz e ri. Eu simplesmente ignoro.

Abro a porta devagar, ele ainda está dormindo. Coloco a bandeja na escrivaninha e abro meia fresta da janela. Ele continua dormindo, e que sono pesado, acabo rindo, e me vejo admitando-o dormindo, como pode ser bonito e fofo até mesmo dormindo.

Olhando ele, eu me lembro do meu violão, que nunca mais toquei, faz mais ou menos 8 meses que nem toco nele. Pego-o encima do quarda-roupa, e penso em uma música perfeita pra tocar. Sento-me no chão próximo a cama e começo a tocar, e ele acorda com o som do violão e solta um sorriso maravilhoso, então comecei a cantar.

Chamego meu, olha pra cá
Esse sorriso de orelha a orelha
Tenta guardar, é pra você
Por bagunçar a minha paz
A armadura e minha calma

É tão bom te acompanhar
E ver você sendo você
Te observar me adivinhar
E me ler sem legenda nenhuma

É tão fácil te gostar
Vira parte do viver
Se tu não se envaidecer
Prometo sempre lhe dizer

Chamego meu, olha pra cá
Esse sorriso de orelha a orelha
Tenta guardar, é pra você
Por bagunçar a minha paz
A armadura e minha calma

É tão bom te acompanhar
E ver você sendo você
Te observar me adivinhar
E me ler sem legenda nenhuma

É tão fácil te gostar
Vira parte do viver
Se tu não se envaidecer
Prometo sempre lhe dizer
Que esse sorriso é pra você

Chamego meu, olha pra cá
Esse sorriso de orelha a orelha

Chamego meu, olha pra cá
Esse sorriso, esse sorriso.

Quando termino de tocar e cantar, ele se levanta e me beija. Ele olha a bandeja e da outro sorriso maravilhoso e me beija.

- Você fez tudo isso pra mim? - ele pergunta, se bem que era meio óbvio a resposta.

- Claro, meu amor. - digo me soltando de seus braços, - Bem, agora vai comer.

Ele se senta pra toma seu café.

- Já tomou café mor? - ele pergunta.

- Não, estou sem fome. - falo fazendo careta.

- Mas é bom você comer. - Ele fala batendo na cama para eu me sentar. E faz uma cara de cachorrinho sem dono. - Vem, sente-se aqui comigo.

Eu não resisto a aquela caretinha fofa, sento-me e ele me dá um sanduíche, e dividimos o leite.

- Toca mais uma música pra mim? - ele pede.

- Hoje não - dou um sorriso - Faz tempo que não toco violão, só toquei por causa de você, eu sou vou tocar para marcar momento, entende?

- Claro. - ele diz por fim.

Descemos as escadas até a sala. Estava o Carlos, o Gabriel e a Natália assistindo.

- Cadê a mãe? - pergunto pra qualquer um que possa me responder.

- Sua mãe foi no mercado comprar algumas coisas para o almoço de hoje. - disse Carlos - Ela falou pra você convidar a Vanessa, mãe do Maurício, para almoçar conosco.

- Okay. - me viro para Maw - Vamos lá convidar a sua mãe.

- Vamos, - Maw da um sorriso imenso, talvez tenha adorado a idéia, pensando por um lado, toda a família reunida, excessão do Carlos, claro. A presença dele não faria diferença alguma, pra mim é indesejada, mas entendo que tenho irmãos que os ama.

Saímos e fomos até sua casa. Quando estávamos chegando na calçada, minha visão fica turva, e minha cabeça doía, e acabo caindo. Eu não conseguia ver, mas sabia que estava no chão, e podia ouvir o desespero de Maw, até que não conseguia ouvir mais nada além dos meus batimentos cardíacos e minha respiração, por mais afobada que estava.
Acordei com falta de ar, estava deitado no sofá. Maw estava do meu lado, e minha mãe estava com o celular na mão, e Carlos estava com as mãos fechadas tapando sua boca, parecia estar preocupado.

- Andy? - Maw me viu acordando, e minha mãe logo se ajeita perto de mim, e eu tentei me levantar, - Não, continue deitado.

- Não, eu já estou bem.

- Ah, que atendimento péssimo. - disse minha mãe desligando o celular. - Consegue ir até o carro filho?

- Não quero ir para o hospital. Eu já estou bem. - disse com a certeza de estar bem melhor.

- Você vai sim.

- Mãe você sabe que eu odeio hospital, eu não vou. E por favor não insista, deve ter sido apenas minha pressão que deve ter caído.

- Andy, se quiser eu vou com você, mas é bom você ir. - disse o Maw.

- Pensei que tivéssemos um almoço em família para preparar. - disse na tentativa de fugir da hipótese de ir pro hospital.

Minha irmã trás pra mim um pouco de sal para eu colocar de baixo da língua.

- Quem me trouxe para dentro? - perguntei.

- O seu pai. - disse minha mãe, por algum tempo havia me esquecido que ele estava presente na sala.

- Gente, eu tô melhor, é sério. - Na verdade eu não estava totalmente bem, estava ainda com muita dor de cabeça.

- Okay, você não vai ao médico, mas se voltar a dor, promete me contar? - pede minha mãe com muita clemência.

- Eu prometo - disse, e me levanto. - Acho que vou subir pro quarto.

- Você vive muito dentro do seu quarto, precisa sair mais. - disse minha irmã.

- Gente, por favor, me deixa. - todos ficaram quietos, acho que não esperavam eu erguer a voz daquela maneira, se bem nem eu eu esperava, quando ia subindo as escadas me bateu um arrependimento.

O Maw estava comigo, provavelmente preocupado.

- Você devia...

- Para Maw, você também não. - corto ele, sabendo do que ia falar.

- Para de ser infantil. - disse ele se sentando na cama.

- Eu tô sendo infantil? - disse quase gritando.

- Tá sim, e para de gritar comigo. - ele disse, e me doeu ver que eu realmente estava me exaltando. Me sento na cama e suspiro.

- Me desculpa, eu não sou assim. Nao sei o que está havendo. - disse arrependido.

- Por isso que você devia...

- Pode parar, vamos esquecer isso? Por favor? - pergunto, essa conversa já estava me dando náusea.

- Tá, pode ser - ele vem de mancinho e abre suas pernas, colocando-as envolto da minha barriga e da costa, e me abraça meio de lado.

- Me desculpa. - Ele balança a cabeça de forma positiva, e me dá um selinho - Te amo.

Quando disse isso, a reação dele foi totalmente espontânea, foi de fato uma surpresa, até mesmo para mim, pois eu já havia comentado com ele que não confundo sentimento. Um sorriso de canto de boca e um beijo com vontade, era o remédio perfeito para qualquer um melhorar. Um beijo calmo, mas o suficiente para esquecermos o que havia acontecido.

- Eu vou lá falar com minha mãe sobre o almoço, já venho. - disse o Maw se desatando dos meus braços, e se levantando.

- Eu vou com você. - disse me levantando. Mas o Maw logo me empurra na cama novamente.

- Não mesmo, você vai ficar aí repousando, eu já venho. - ele disse com um olhar penetrante.

- Para de me tratar como um doente. - reviro os olhos.

- Não estou te tratando como um doente. - ele vem se aproximando, fazendo eu me deitar, e ele deita sobre mim, - Estou tratando você com maior amor e carinho.

Por fim ele apenas me dá um selinho, me deixando completamente excitado. E saí pela porta.



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