História Insensível - Capítulo 16


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Palavras 1.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - XVI - Calada da Noite


Fanfic / Fanfiction Insensível - Capítulo 16 - XVI - Calada da Noite

*** Estava tudo escuro, o Maurício estava perto da minha cama me olhando com um olhar de malícia, não entendia bem o que estava acontecendo, ele sussurra e eu não compreendo o que ele diz, então ele simplesmente sai pela porta, eu corro atrás dele mas ele estava sempre muito longe, chego perto da escada, ainda no segundo andar, olho em volta e não o encontro, então algo me cutuca por traz, era ele, e quando me viro ele me joga da escada.***

Acordo todo suado, olho pro relógio e ainda marca 3 da manhã. Pego meu celular, e abro um aplicativo de bate-papo, e vejo que Rafael está online.

Eu: Acordado essas horas? Kkkk

Fael: Te digo o mesmo. Eai como você está? Sentindo dor ainda?

Eu: Já está sabendo né. Estou melhor sim.

Fael: Sua mãe ligou avisando o meu pai que não poderia vir, pois estava com você no hospital. Aí meu pai me contou, era dor de cabeça denovo?

Eu: Pelo jeito você não sabe...

Fael: Não sei do que? 

Eu: Não era apenas dor de cabeça, é um tumor.

Fael: OQUE? Você está com câncer?

Eu: Sim, no cérebro.

Fael: Só pode ser castigo, o que eu fiz pra merecer isso?

Eu: Oque, como assim?

Fael: Primeiro a pessoa mais importante da minha vida morre de câncer, agora a pessoa que eu passei a amar também está com câncer. Acho que deus não me ama.

Eu: .......

Fael: Amanhã eu posso ir aí te ver?

Eu: Na verdade, eu ia aí com a minha mãe, ela disse que não pode deixar de trabalhar, mas também não quer tirar o olho de mim.

Fael: Fez bem ela.

Eu sinceramente não estava muito bem com essa situação, saber que o Rafael gosta de mim, sendo que eu não sinto nada por ele, e pra falar a verdade nem quero. Não aguento mais um arrombo no peito.

Eu: Você quem alguma música pra me ajudar a esquecer o Maurício?

Fael: Mas por que esquecer? Vocês terminaram?

Eu: Sim.

Fael: Nossa eu sinto muito, por mais que eu goste de você eu quero sua felicidade, e se sua felicidade estava junto a ele, eu também estava feliz.

Eu: Obrigado, mas me manda a música.

Ele me mandou uma música da Kell Smith, que se chama Era Uma Vez.

Era uma vez
O dia em que todo dia era bom Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens
Serem feitas de algodão.

Dava pra ser herói no mesmo dia
Em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche
Um banho quente e talvez um arranhão

Dava pra ver, a ingenuidade a inocência
Cantando no tom
Milhões de mundos e os universos tão reais
Quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia Sem muita preocupação

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início.
Porque um joelho ralado.
Dói bem menos que um coração partido.
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido.

Dá pra viver,
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau.
É só não permitir que a maldade do mundo.
Te pareça normal.
Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real.
E entender que ela mora no caminho e não no final.

É que a gente quer crescer.
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado.
Dói bem menos que um coração partido.
É que a gente quer crescer.
E quando cresce quer voltar do início Porque um joelho ralado.
Dói bem menos que um coração partido.

Era uma vez


Antes de terminar a música já estava chorando. Por um minuto fiquei bravo com o Fael, pedi uma música pra mim esquecer ele, e não lembrar.

Eu: Nossa Fael, pedi uma música pra esquecer ele, e não lembrar do Maurício.

Fael: Me desculpa, mas é melhor assim, como a minha psicóloga disse, é melhor soltar toda a tristeza pra fora, e a melhor saída de escape é pelos olhos.

Eu: É, eu não pensei por esse lado.

Fael: Mas me desculpa, devia ter te perguntado primeiro.

Eu: Tudo bem, agora não consigo parar de escutar ela. Ela é realmente muito linda.

Eu: É muito lindo mesmo 😏

Fael: nss kkkk.

Eu: Que horas você costuma dormir?

Fael: Na verdade era pra eu já estar dormindo, mas você não está bem, e eu vou ficar aqui, até você cair no sono.

Devo admitir que ele é muito fofo. Mas eu não caio mas nessa. É pura ilusão.

Eu: Okay então né, se bem que eu já vou dormir.

Fael: Dorme mesmo, você precisa descansar. Amanhã nos conversamos melhor. Pode ser?

Eu: Okay.

Fael: Okay Andy?

Eu: Okay Rafael.

Agora ele mecheu no meu ponto fraco, usar frases do meu romance favorito, já não dá. Eu amo A Culpa É Das Estrelas, e ele usa esses "Okay", devo ter comentado com ele sobre o meu romance favorito.

Coloquei meu celular no chão perto da cama, e deixei tocando a música que ele me mandou. E logo caí no sono.

- Bom dia Andy - disse minha mãe parada na porta.

Eu estava muito cansado, talvez tenha sido por causa de eu ter ido dormir tarde.

- O que tem de bom? - pergunto

- Ah para filho - ele vem até a minha cama e tira minha coberta - Vamos, você vai comigo. Não se esqueça de tomar seus remédios antes de tomar o seu café da manhã.

- Okay.

Me levanto, ponho o meu celular pra carregar, ele havia desligado por falta de bateria. E vou tomar um banho.
Durante o banho, eu me pego cantando o refrão daquela música.

É que a gente quer crescer
E quando crescer quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido.

Saio do banho, escovo meus dentes, e desço.

- Cadê os remédios? - pergunto.

- Tá ali em cima do balcão, olha qual é qual. Um você toma agora e o outro antes da janta.

- Okay.

Tomei o remédio, que aliás, era horrível, e tomei meu café.

- Filho, eu vou levar seu irmão pra escola, de lá nós iremos para o meu serviço, quer chamar o Maurício, eu o deixo na escola. - disse minha mãe, acho que não dá mais pra adiantar isso.

- Ah... Então mãe... Bem... - estava sem o que dizer, não conseguia formular uma frase. - Nos terminamos.

- O quê? Por quê? - ela parecia ter sacado.

- Depois que eu disse a ele sobre a doença, ele terminou comigo. Disse que não suportaria. - disse olhando para os lados, mas não queria olhar para a minha mãe.

- O que? Ele não fez isso com você. Eu vou....

- Fazer nada. - corto ela. - Mãe pensa comigo, é até melhor. Pois assim é menos um que sofre junto comigo. A senhora acha que não, mas me dói vê-la assim. - ela abaixa a cabeça - Eu sei que não é culpa minha, mas mesmo assim. Só de ver a senhora sofrendo junto comigo, e se eu morrer? Eu não me preocupo comigo, e sim com as pessoas que vao ficar, e sentir minha falta.

- Você não VAI morrer. Tira esse pensamento da sua cabeça. - ela respira fundo, - Mas você tem razão.

- Eu sei que eu tenho. Vamos.

Meu irmão terminou seu café e foi para o carro, e eu fui escutando música nos fones. Enquanto olhava pela janela, eu vi o Maurício indo a pé para a escola. Acho que pensar que é melhor a nossa separação para que ele não saía ferido com minha doença, talvez tenha me ajudado, pois quando o vi não senti muita raiva, ou tristeza. Senti alívio.

Minha mãe deixou meu irmão na escola e fomos para o serviço dela.



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