História Insensível - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - VI - Amizade Nova


Fanfic / Fanfiction Insensível - Capítulo 6 - VI - Amizade Nova

Acordei um pouco melhor, já não  sentia muita dor. Minha mãe abre a porta e vê que estou acordado.

- Que bom que está acordado. Pelo menos não vou precisar derrubar a casa.

- Eu vou para a escola?- pergunto

- Não, você ainda está de atestado. Pensei em levar você no meu trabalho para você me fazer companhia, oque acha?

Não estava muito afim. Mas pensar por outro lado eu não teria que ficar aqui em casa aturando minha irmã. E o Maw vai na escola.

- Ta, pode ser.

Minha mãe trabalha em casa de família. Ela faz o café da manhã e o almoço na casa do patrão.

- O Dr. Felipe tem um filho da sua idade, da até para vocês serem amigos.

- Eu não lembro de nenhum filho do Dr.

- Ele morava com a mãe. A mãe dele faleceu recentemente de câncer. Por isso nem toque no assunto, okay?

- Okay.

Minha mãe saiu e fechou a porta. Houve desde então, um silêncio que reinou em meu quarto. Estava sem ânimo de levantar e tomar banho. Mas estava perto do horário de minha mãe sair.

Levantei e fui direto pro banheiro. No chuveiro meu pensamentos foram diretos a Maw, não pude evitar, veio a imagem dele me ajudando no banheiro, ver o quão cuidadoso ele foi comigo, quão paciente e amigo em fazer aquilo. Não pude evitar um sorriso bobo, um sorriso desajeitado e  sem qualquer malícia.

Minhas mãos já estavam enrugadas, saí e me troquei.

Desci as escadas e fui até a sala. Minha mãe já estava impaciente batendo os pés no chão.

- Nossa Andy, você é pior que mulher pra se arrumar.

Não pude deixar de rir. Ela riu também, e fomos para o carro.

Chegamos na mansão, eu já havia vindo umas duas vezes com a minha mãe e eu lembro que eu fiquei de boca aberta na primeira vez que vim com ela.

Entramos e ela foi conversar com o patrão e pediu para que eu a esperasse na cozinha. Fiquei sentado no balcão onde sempre ficava.

- Quem é você? - um menino que aparenta ter a mesma idade que eu me dá um susto que caiu da cadeira e vou ao chão.

- Aí - Grito de dor - Que susto, que você me deu.

- Quem é você? - ele repete.

- Sou o filho da Carmem. - digo ainda com dor.

Minha mãe aparece e me vê no chão e vem me levantar.

- Andy, parece que você ama o chão em!! - disse minha mãe rindo. - O que aconteceu?

- Ele apareceu e acabei me assustando, que até caí no chão. - gemi de dor.

-  Não sou tão feio assim - ele diz e da um sorriso lindo. Nao só o sorriso, ele é muito lindo, parecido com o pai.

- Não foi o que eu quis dizer, eu...

- Eu tô brincando - ele diz e cai na gargalhada por eu estar vermelho de vergonha. É raro eu ficar com vergonha, mas ele conseguiu.

Minha mãe ri da situação e depois toma sua posição.

- Rafael esse é meu filho Andy, Andy esse é o Rafael.

- Prazer - diz Rafael estendendo a mão.

- Prazer.

- Por que acordado cedo Rafael? - pergunta minha mãe.

- Tive que ir à.. - ele olhou para mim e parou de falar - ao médico.

- Nossa verdade, havia me esquecido que você tinha psicóloga. - Disse minha mãe - E como foi?

Ele olhou para mim e vi que estava com vergonha. Minha mãe percebeu também e teve que quebrar o gelo.

- Por que essa vergonha? É normal ir à psicóloga, diferente do que os outros dizem, quem passa em psicóloga não é louco ou tem problema na cabeça - minha mãe é bem mais atenciosa com esse Rafael, eu já não gostei. - O Andy já passou também.

- Nem me lembre - disse com as péssimas lembranças girando em minha cabeça.

- Serio? - ele perguntou - mas por que você precisou passar?

Eu abri a boca para falar mas minha mãe foi mais rápida, acho que percebeu que eu não conseguiria.

- Por causa da separação do pai dele e eu - minha mãe começou a mexer nas panelas - Agora vou ficar um pouco ocupada aqui. Andy, o Dr. Felipe disse que pode ficar a vontade, expliquei a ele que você estava doente e foi melhor você vir comigo.

- Você estava doente? - perguntou Rafael, pressionando os lábios de forma sutil e preocupado.

- Estava sim. Mas tô melhor, só com a bunda doendo por causa das injeções.

- Nossa. E eu acabei te assustando e você caiu de bunda no chão, me desculpa. - ele disse parecendo estar preocupado.

Ele até que é diferente das outras pessoas de sua classe social. Ele é humilde e não se sente superior a ninguém. Sem falar na educação e em sua beleza.

- Não tem problema.

- Vem. Vou te mostrar meu quarto.

Eu olhei para minha mãe como uma forma de pedir autorização, mas ela não estava me olhando, ela estava ocupada preparando o café da manhã.

- Sua mãe está ocupada. Acho que vai ser até melhor deixar ela trabalhar.

- Okay.

Saímos da cozinha e saímos na entrada principal, que ligava uma escada enorme. Subimos as escadas que dava em um monte de portas. Eu me perderia facilmente nessa mansão.

- Qual a sua idade? - perguntou o Rafael.

- Eu tenho 17 e você?

- Tenho 17 mês que vem faço 18.

- Hum...

- Tem namorada? - ele perguntou, mas como eu ia explicar a minha situação para ele.

- Não e nem quero.

- Nossa por que? - ele perguntou rindo.

- Só sabem nos fazer sofrer.

- Ah, ta agora entendi- ele falou parecia desapontado - pensei que fosse gay.

Fiquei quieto, não que eu seja, mas eu estou confuso do que eu realmente gosto. Talvez eu goste dos dois ou sei lá.

Chegamos no quarto dele. É totalmente diferente do que eu imaginava. As paredes era branco com o fundo azul marinho. Era enorme o quarto com alguns pôsteres da Rihanna. Uma televisão de 42 polegadas e um Notebook na escrivaninha.

- É bem grande - comentei.

- Eu também achei, é bem maior do que o meu antigo quarto.

Vi uma pitada de tristeza em sua voz, ele abaixou a cabeça e foi até a cama.

- Tudo bem? - perguntei.

- Tô sim. É que você não entenderia.

- Não se você não tentar explicar - estava tentando me aproximar dele, ele parece ser uma pessoa legal.

- É que minha mãe faleceu tem umas três semanas, e não estou conseguindo suportar. Entende?

- Eu poderia dizer que sim. Mas não, eu não entendo.

Ele abaixou a cabeça.

- Eu não entendo como é essa dor. Mas tenho quase certeza que é quase a mesma dor de ser abandonado.

Ele olha para mim e parece entender o que eu queria dizer. Mas resolveu nem perguntar.

- Pelo jeito você é fã da Rihanna - digo tentando cortar aquele clima mórbido.

- Sim, amo as músicas dela, e você gosta de qual cantora?

- Eu gosto do Shawn Mendes e da Miley Cyrus.

- Shawn é muito bom....

Trocamos nossos números, ele me contou que morava em outra cidade com a mãe e que eu era seu único amigo, pois seu pai não quer que ele vai para escola, ele tem aulas particulares em sua casa.

Minha mãe veio chamá-lo para ir tomar café, e eu tinha que tomar remédio.

O Dr. até veio conversar comigo que minha mãe é uma ótima cozinheira e que ele não vive sem o café maravilhoso que ela faz.

O restante do dia foi completamente normal, e o Fael como ele prefere que eu chame, é uma ótima companhia, e parece ser a única pessoa que me entende. Ele até me convidou para ir qualquer dia para que fossemos na piscina de sua casa.

Umas 14:45 chegamos em casa. Fui direto pro quarto, estava exausto. E para piorar tinha que tomar remédio.

Queria tirar aquela roupa, por uma mais larga. Quando tirei a camisa percebi que o Maw estava na janela de seu quarto, ele não estava me observando, ele estava apenas de pé no seu quarto. Ele parece estar conversando no celular, e bem estressado.

Terminei de tirar a roupa e coloquei uma mais leve, e deitei na cama. E chega uma mensagem do Maw.

* Maw: Pode sair hoje?

Eu: duvido muito. Eu ainda não estou 100%.

Maw: Blz. Mas posso ir aí depois.

Eu: claro. Mas agora vou dormir. Bjs

Maw: bjs.

E apaguei.



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