História Inside the Movie - Capítulo 15


Escrita por: ~

Exibições 16
Palavras 5.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpe a demora, vou contar a verdade pra vocês: eu esqueci de postar kkkk' Sério! Todo dia eu pensava "vou pegar o notebook e postar" mas aparecia um milhão de coisas na minha frente e acabava esquecendo. Desculpa!! Eu dei uma dei uma de louca, pode falar...

Capítulo 15 - Catorze


 

Catorze

 

COMO RESPONDER a um sonho, muito realístico e transparente de modo a enxergar o lado mais profundo do meu ser? Conquistar os céus, com sua liberdade; o mar, com águas cristalinas para lavar cada sentimento; e a terra, enraizando meus amores.

Lidando com o sono, remexida na cama, dispensava ver a hora de levantar; os meus fios enroscados nos travesseiros macios, meu rosto enterrado e coberto pelo edredom. Era um lugar tão quentinho, e ainda tinha resquícios do meu sonho passando como um filme. Meu sorriso estava aberto.

“...E com nosso amor amostra, caminhávamos lado a lado nas praias da Califórnia.

Ignorei todo o pôr do Sol no horizonte do oceano, pois eu tinha um espetáculo particular sempre que olhava o azul brilhoso no rosto de Chris. E do mesmo modo, ele olhava para o meu sorriso.

O vento levava meu vestido branco, mas trazia a felicidade. Levava os fios da minha cabeça, mas davam força para caminhar com meu amado...”.

O sonho mais real que tivera.

Estiquei o corpo na cama, tentando despertar. Queria fazer um café da manhã suculento para Chris, a preguiça não sobrepõe meu amor e carinho. Passei a mão no rosto para tirar os cabelos ao sair do grosso cobertor; o quarto estava escuro, nenhum feixe de luz passava nas cortinas.

– Aahhh... – Bocejei pronta para ver meu lindo moreno dormindo com serenidade, seu peito subindo e descendo, e sabendo que seus olhos azuis estavam ali.

Espantei-me ao acordar sozinha naquele quarto imenso. Enroscada no edredom, nua, olhei para os lados e não o encontrei. Quando ele disse que sairia cedo para resolver assuntos da viagem, não devia estar brincando.

Bati os braços na cama e encolhi  os ombros, detestando a solidão.

As nossas roupas de ontem estava no sofá grande, ele deve ter as tirado do chão. Levantei sorrindo, segurando o edredom no corpo. Para me sentir um pouco melhor, me atrevi a abrir o seu guarda roupas. Peguei uma camisa qualquer, estampa do Nirvana, e fui para o banheiro. Ainda encarei a enorme banheira, mas me detive ao chuveiro quente. Vesti a blusa de Chris e depois fui até as gavetas atrás de uma cueca.

Quando eu saí do quarto, não ouvi barulho algum dentro do apartamento. Ele realmente havia me deixado aqui sozinha? Pelo menos podia ter me dado um beijo e eu voltava a dormir depois.

Percorri o corredor até a sala, sem uma alma viva, ainda olhei para a sacada, mas ele não estava lá. Lembrando o caminho fui pra cozinha. Vazia e grande demais para eu mexer a procura de algo para comer.

– Prefiro não fazer besteiras nesta casa. – Suspirei.

O máximo que fiz foi abrir a geladeira pra ver qualquer coisa que pudesse mastigar até que ele voltasse para eu poder fazer algo realmente decente. Talvez eu fizesse cupcakes, mas não daria sequer um para ele. Eu queria ter acordado ao seu lado, depois da noite de ontem. Ao ver o que tinha na geladeira, me deparei com uma bandeja pronta, com um prato de morangos, madelines e torrada. Um copo de suco de laranja e um bilhete no canto.

 

Saí cedo para voltar o mais rápido.

Aprecie a comida e desfrute da minha casa, ela é sua.

Seu,

Chris.

 

Eu ri soprado ao ver aquilo. Tirei a bandeja da geladeira com cuidado para não cair nada e sujar o chão impecável. Coloquei sobre a bancada e sentei para comer. Pergunto-me se foi ele quem preparou, e se foi, estava bom. Eu não ia passar mal como ele mencionou no jantar!

A comida estava uma delícia! Mas a cozinha estava do mesmo jeito de ontem, limpa e organizada, o que implica com o fato de um cara sem dotes culinários ter cozinhado aqui. Imagino a bagunça que Chris fez e depois ele limpando. Coitadinho, vou fazer os cupcakes merecidos depois!

– Olá! – Ouvi uma voz estranha entrar na cozinha. Com o susto minhas mãos alarmaram, quase derrubei o copo sobre a bancada. Ao me virar para a porta, vi uma senhora, uns cinquenta anos eu diria. Ela se assustou com o meu susto. – Perdão, se engasgou?

– Não, só quase fiz um desastre. – Afastei o copo de mim. Ela riu, era uma espécie de avó fofa, faria de tudo. – Desculpe a bagunça que estou fazendo em sua cozinha.

Olhei ao meu redor, vendo farelos de torrada, de bolinhos e pingos vermelhos do morango. Tentei limpar, mas ela me impediu.

– Acalme-se! Eu estava na lavanderia, desculpe chegar de repente. – A senhora foi até o armário, pegou um vidro de geleia e depois uma jarra de leite na geladeira colocando sobre a bancada. – Sou Lucy, venho aqui três vezes por semana.

Abri um sorriso largo, era ela quem cuidava do meu Chris. Estava com um vestido cinza e um avental florido por cima. Não era a típica empregada, era doce e sorridente.

– Oi, eu sou Kat. Hmm... – O que eu diria? Que passei a noite aqui?

– Aproveite o café, fiz antes de Chris sair.

O filho da mãe trapaceou, pediu a empregada pra cozinhar meu café e assinou um bilhete como se fosse dele. Definitivamente, não farei cupcakes.

– Obrigada, está maravilhoso. Preferia que ele tivesse feito, mas ele não sabe, né!? – Pedi uma confirmação. Ela riu alto, era óbvia sua resposta.

– Claro que não, meu anjo. Você realmente é adorável, se abre como uma flor. – Apareceu do meu lado e segurou o meu rosto. Eu me pergunto o quanto ela sabia de nós.

Esta mulher sabia de muita coisa só para quem vem aqui três vezes por semana. Faz uma semana que conheço Chris, como isto é possível?

– Sinto que a senhora me conhece um pouco. – Comentei, mas nem esperei resposta. Primeiro, ela me olhou um tanto severa. Lembrei que senhoras não gostam de ser tratadas como senhoras. – Lucy.

– Digamos que estou confirmando o que já esperava. E é bom ver como você possui todas as qualidades que ouvi falar. – Lucy caminha pegando várias coisas pelos armários, parecia estar preparando algo para o almoço.

Deixei Lucy fazer seu trabalho, apesar de ainda estar tomando café. Comecei a pensar em Chris. Apesar de ter ficado chateada pelo abandono e pela trapaça, eu só queria olhar em seus olhos pela primeira vez depois da primeira noite que ficamos juntos. Senti seus braços me aquecendo toda a noite, e beijos doces nos meus cabelos.

– Há quanto tempo ele saiu? – Eu nem sabia que horas eram. E eu tinha faculdade hoje.

– Uma hora e meia, deve voltar logo. – A senhora tentou me passar tranquilidade. – É saudade?

Ela me deu uma piscadela. Tudo bem, ela sabia de algo. Muito mais do que eu mesma estou imaginando.

– Eu preciso ir pra faculdade, queria falar com ele antes. Tenho medo de ligar e atrapalhar alguma coisa importante. – Fui bem lógica na resposta.

– Pelo que tenho visto esta semana, você é a única coisa importante. Faz um tempo que eu não o via suspirar deste jeito. – Ela falou.

– O que quer dizer? – Acabei de comer, então Lucy tirou a bandeja da bancada, Fiquei apenas sentada, ouvindo-a.

– O último relacionamento dele não acabou muito bem, por sorte não caiu na mídia. A semana que ele a conheceu eu pude ver seus olhos brilhantes e sinceros outra vez. – Lucy me olhou como se eu fosse ouro.

Eu não fazia ideia do que seria, e só de tentar adivinhar uma agonia nasce em meu peito. O coração de Chris é bom demais para imaginá-lo sofrendo.

– Eu não sei o que se trata, pode contar? – Ousei.

– Ser traído é um sentimento muito ruim. Levam a razão de todo um amor embora com você. E lembranças boas ficam, é o que causa dor. Já sentiu isso antes? – Eu fiz que não, nunca tive um namorado. – Chris sentiu, o vi ir ao fundo do poço, por sorte ele tem bons amigos. Mas quer saber, eu não posso te contar muita coisa. Chris precisa se sentir confortável!

Abaixei o olhar, querendo ser capaz de imaginar meus lindos olhos azuis sem brilho e vida, quase mortos.

– Claro, entendo perfeitamente. A vida dele não pode explanar assim, eu já devia ter pensado nisso. – Sorri sem jeito.

– Por favor, não se culpe. – Ela veio até mim e segurou meu rosto.

Em uma fração de segundos entendi muita coisa. Chris tinha muita razão para ter ciúmes de Zach, de ter tido medo da viagem e querer ter certeza que vou esperá-lo. Eu ainda não disse nada sobre o que sinto. Ele me chamou de amor, disse que não seria capaz de esquecer meu rosto porque me ama.

Odiei-me momentaneamente.

– Fico aliviada em saber que trouxe seu olhar de volta. Não há nada mais enigmático que aquela cor azul! – Sorri. Lucy concordou com tudo. – Ele fala muito de mim?

– Com certeza! Ele comeu o que não devia alguns dias atrás, e Candice o deixou, mas ele falou sobre um anjo que o ajudou. E como ela se manteve presente depois, sendo uma amiga.

– Sério? – Me senti num filme juvenil, boba e apaixonada. Lucy riu antes de responder; ela pegou algo e colocou na panela ao fogo.

– Sim, e mencionou algo sobre ter um bom coração, gentileza e olhos amorosos. Gostei do jeito que ele te descreveu, como guerreira. Chris disse que nunca viu tanta compaixão numa pessoa. – Apertou a ponta do meu nariz.

Se eu estivesse num sofá, me jogava pra trás com um gritinho agudo. Respirei fundo, tomando coragem de admitir tudo o que sinto assim que ele passar por aquela porta.

Fiquei um bom tempo conversando com Lucy, depois de ir ao banheiro e lavar a boca. Ela fazia o almoço, segundo ele porque eu ia pra faculdade. Exagerado, não precisava ter pressa para pedir a ela que cozinhasse.

Neste tempo, eu acabei pegando meu celular. Eram quase dez da manhã. Não me espantei ao ver que tinha várias mensagens de Nina.

“Sua intrometida, estou muito bem. Pare de dizer que vai mandar a polícia atrás de Chris! Eu já sou grandinha, nos vemos na faculdade.” Foi só o que mandei de volta para cinco mensagens dela.

– Lucy? – Ouvi uma voz familiar e gostosa chegar vindo pela sala.

Troquei olhares e sorrisos com Lucy. Mas só o meu coração bateu apressado, sentiu o calor de seus olhos de longe, sentiu dois braços fortes desejar estar em volta de mim tanto quanto eu queria.

Saí batida da cozinha, a mulher não se importou. Continuou seu trabalho como se nada houvesse acontecido.

Chris tirava seu casaco e jogava no sofá quando cheguei. Deve ter ouvido meus pés descalços baterem no chão e levantou o rosto na minha direção. Sorrimos. Abrimos os braços ao mesmo tempo; eu era nitidamente mais baixa que ele sem os saltos.

– Bom dia. – Eu falei primeiro, sentindo seu peito quente ao encostar o ouvido nele. Seus braços me apertaram, seguido de um beijo no topo da minha cabeça.

– Está usando minha cueca? – Ele me puxou para me olhar. Fiquei vermelha na mesma hora, nem notando que era assim que conversava com Lucy.

– Eu não tive muitas opções. E não ia pra casa sem antes te ver. – Abracei meu corpo.

– E eu odiaria que você fosse embora assim. Você viu o meu bilhete na geladeira? – Sorriu de canto.

– É, eu vi. – Não sabia se o abraçava ou brigava por trapacear comigo. Optei pelos dois! – Amei as palavras realçadas na comida de Lucy. Mas fica calmo que você ainda não escapou de cozinhar pra mim.

– Era o que eu mais temia! – Esfregou os olhos me fazendo rir. Depois colocou as mãos nos meus ombros e os apertou. – Como se sente?

– Amada (beijo) e (beijo) feliz. – Sorri depois de beijar seu rosto. Melhor que seu brilho, foi o sorriso largo e aliviado de seus lábios convidativos.

– Vem cá.

Depois de pegar minha mão, ele pegou uma sacola que eu não tinha visto no sofá e me levou para o quarto. Não identifiquei de onde era, precisei esperar para saber.

Chris não fechou a porta do quarto, não queria deixar insinuações.

– Desculpe a minha demora, comprei algumas coisas que pode precisar. – Começou a retirar alguns utensílios da sacola: sabonete feminino, shampoo, pentes, esponjas... – Se não forem do seu gosto eu posso trocar.

– Jamais rejeitaria o que você me deu. – Achei seu gesto lindo, simples, mas quer cuidar de mim com dedicação. – Vamos ficar juntos até eu sair pra faculdade?

– O que mais quero é ficar com você, depois de ontem. – Gentilmente tocou meu braço. Enruguei o nariz ficando perto dele. – Está bem? Sentiu alguma dor depois?

Seus olhos eram cautelosos, analisavam qualquer mudança que tivesse no meu comportamento ou fisicamente – não que ele fosse ver de cara algum problema no corpo decorrido de ontem.

– Só a de acordar sem você, isso é pior que perder a virgindade. Podia ter só se despedido, eu não ficaria brava de acordar. – Falei séria, mas doce. Chris piscou várias vezes, duvidou de alguma palavra que eu disse.

– Sinto muito, e enquanto ao lance da virgindade... – Sua postura ficou rígida. – Não me disse que era virgem!

– Não achei que precisava. Mas pensei que tivesse entendido quando eu falei que foi a coisa mais gostosa que fiz na vida. – Dei de ombros, meus olhos estreitos não entendendo o motivo da conversa.

– Mas Kat... – Ele coçou os olhos. – Deus, eu achei que falava de todas as vezes que transou!

Todas as UMA vez que transei!? Eu bufei. Com uma cara divertida fiquei olhando sua expressão preocupada.

– Chris, eu estou tão bem que desejo dormir com você outra vez. Isso não é bem uma resposta com muitas objetivas. – Eu ri de nervoso. Ele hesitou em falar, queria ter certeza.

Engraçado, eu entendia seu lado. Mas eu não podia simplesmente perguntar sobre sua ex. Vou esperar oportunidade melhor.

– Ah, Kat! – Segurou meu rosto. Eu me derreti em suas mãos. – Deixei tão claro meu amor por você ontem, não quero te machucar sentimental ou fisicamente. – Riu no meu rosto.

Ouvi dois corações baterem fortes no quarto, eles cantarolavam uma canção apaixonada e melódica que podíamos dançar ao som deles. Meu rosto demonstrou a mais bela felicidade do mundo, ganhando vida a cada segundo encarando o lindo rosto alheio.

– Eu sei, ganhei um coração quando te encontrei. E dois diamantes azuis. Eu o amo, sou capaz de entender tudo.

Qualquer pessoa seria incapaz de medir o quanto Chris reluziu. Minha satisfação pessoal subiu extremamente alto; causar o mesmo sentimento de contentamento que ele me dá, e ficar feliz, é a maior prova de que o amo.

– Os nove dias que nos restam serão como a minha vida. Já senti sua presença e não vou me separar dela. Quero as melhores lembranças e os melhores beijos marcados na sua cabeça por dois meses. – Apertou minha cintura.

– Só a noite de ontem seria o suficiente, mas podemos ter outras como ela. Assim eu posso me decidir qual foi a melhor. – Ri maliciosa.

– Como doçura e provocação estão na mesma pessoa? – Dei de ombros. Ele me despertou! – Acha que pode vir pra cá? Ficar comigo?

– Terei que me arranjar primeiro, mas acredito que sim. Ficar perto de você quase vinte e quatro horas seria maravilhoso. O que a gente pode fazer?

– Cantar. – Fingiu inocência. Bufei de raiva. Ele riu alto, Lucy deve ter escutado da cozinha. – Acalme-se, já disse que serei o melhor anfitrião.

– Hmmm... Preciso ir pra faculdade e não tenho roupa, além do vestido.

– Tudo bem, posso ligar pra alguma loja e pedir pra entregarem. Vem! – Pediu minha mão e a dei com prazer.

Sentamos no sofá grande não posso dizer que ficamos separados o tempo todo, mas não fizemos nada enquanto Lucy estava no apartamento.

 

 

AINDA NAQUELE dia, eu estava nas nuvens. Fui pra faculdade com as roupas que Chris me comprou e com sua bela companhia na carona que me deu no Jaguar preto. Meu dia inteiro foi ótimo, acho que nunca relaxei com tanta vontade na minha vida. Poderia dizer que estou a ponto da loucura, rindo sem motivo ou com um simples beijo que recebo, ainda mais vindo de um astro. Mas é uma loucura boa!

Hoje foi o dia que antecedeu minha prova de Anatomia. Estou muito calma, confiante. As aulas hoje foram produtivas, sinto estar indo pelo caminho certo para o meu futuro acadêmico. Fui embora direto pra casa, pois combinei com Chris dele ir pra lá, conhecer melhor a minha vida.

Estou com as mãos todas sujas de cupcakes neste momento, para o meu ele comer assim que chegar.

– Use e abuse daquela banheira, por favor, Kat. A única coisa que posso aproveitar com Ian é uma piscina, mas banheira é sensacional! – Nina colocava o frango no forno.

– Prometo que quando eu estiver com ele de novo eu uso, mas não podia tomar posse da casa no primeiro dia. – Os meus cupcakes estavam feitos, eu só enfeitava.

Para mim era uma noite especial, estamos cozinhando com as instruções de Ian. Junto do frango fizemos arroz e batata assada.

– Ah, isso é o de menos. Já estão com intimidade, daqui um pouco estarão com apelidos bobos e café na cama. – Olhou a panela de arroz.

Estou muito contente por minha prima ter aceitado meu relacionamento com Chris. Não houve julgamento ou uma questão imposta para mim. Nina ouviu toda a história e foi capaz de entender nossos sentimentos.

Lambi o dedo de doce de leite, terminando meu serviço.

– Não conseguimos comer juntos hoje de manhã, mas eu falei da bandeja com o bilhete. – Sorri bem largo, colocando um pano pra cobrir os bolos.

– Hmmm... Bem mais romântico, admito, Chris tem classe. – Nina disse isso desde que contei sobre o restaurante francês.

Olhei o relógio, fazia dez minutos que ele disse estar a caminho. Pode chegar a qualquer momento! Meu ânimo, extremamente bom, fica ainda melhor.

– Ian nunca te surpreendeu assim? Quer dizer, fez algo bonito?

– O bonito pra ele é meio louco. – Ela riu. Puxou uma cadeira na bancada e sentou. Eu a acompanhei. – Dançamos juntos em bares, cantamos algo romântico, não é nada clichê ou tradicional. – Gesticulou.

O modo de viver deles era bem diferente, talvez eu acrescente na minha Lista dos Dez Dias. Sim, tenho um monte de coisas em mente para antes dele viajar. Na verdade, nem são dez dias, mas são desde que ele me coutou e se declarou.

– Chris é muito gentil, nada Medieval, mas amo ser tratada com amor. – Brinquei com o pano da mesa.

– Aí... – Ela revirou os olhos. De repente ela ficou séria, analítica com algo na sua cabeça. – Já pensou em como Zach vai ficar quando souber que está namorando?

Putz! Eu não pensei nisso até o momento.

Fiquei sem responder um tempo. Hoje eu encontrei o loiro, pouco nos falamos, e mesmo assim senti seu carinho num simples "boa tarde" e "tenha um bom estudo hoje".

– Espero que não se sinta mal, ele não é uma má pessoa. Quero o seu bem mais que de todos. – Prensei os lábios.

Nina sorriu e pegou minha mão sobre a bancada. Ambas estão felizes, mas às vezes algo pode nos incomodar. Não incômodo, necessariamente, mas preocupação.

Sem mais esperar, ouvi tocarem nossa campainha. Corri para abrir a porta. Assim que tive visão do lado de fora, vi seus lindos lábios sorrirem num esboço singelo, sem mostrar os dentes, os olhos lindos ficarem em meia lua e me seduzindo.

– Oi. – A palavra saiu com uma risada. Olhei para seus trajes; estava de jeans azul, blusa de manga comprida e jaqueta de couro marrom.

– Oi, Kat! Foi um dia longo sem você. – Passou um braço na minha cintura e me puxou para um abraço forte. Espalmei as mãos em seu peito, abaixando a cabeça e o permitindo sentir o cheiro dos meus cabelos.

– Mas só passamos a tarde separada um do outro! Não deu pra morrer, ainda bem. – Retruquei.

– Consegue ouvir o meu peito bater? Estou feliz por vir aqui te ver.

Eu ri em sua camisa.

– Está bem forte. – Alisei os dedos bem onde eu o ouvia. Desejei não ter aquele casaco grosso como barreira, igual ontem à noite. – Minha prima está doida pra te conhecer melhor, venha!

Eu resolvi parar com aquela carícia antes que eu ficasse louca e puxasse sua camisa. Sua mão era tão macia! O levei para dentro, fechando a porta atrás de mim. Um sorriso apaixonado não saia do meu rosto.

– Oi, Nina. Eu sei que nos vemos quase todo dia e sempre nos falamos, mas agora é diferente. Eu agradeço por me receber na sua casa. – Chris cumprimentou minha prima assim que ela apareceu na porta da cozinha. A garota sorriu simpática, pra ela ter Chris aqui era diferente do que representava pra mim.

 – Isso é bobeira, não precisa pedir permissão pra entrar ou falar formalmente. – Ela caminhou até nós.

Ele me olhou contente por este primeiro contato.

Nina apertou a mão dele, apesar do discurso anterior. Recebê-lo pela primeira vez requer cordialidade, ele precisa sentir que estamos bem com presença e que de nada afeta nosso ambiente de primas. Ela sabe como é importante para mim!

– Verdade, e eu já estive aqui antes. Kat contou? – Ele olhou dela para mim. Eu fiz que sim.

– Kat me contou tudo sobre vocês, obrigada por ajudá-la quando precisou. Você não sabe o quanto eu quis que ela tivesse alguém, como eu tive. – Nina riu, dele para mim.

– Ser o primeiro namorado dela é um fato extraordinário pra mim. Se você me apoiar vou fazer o meu melhor! – Chris tirou seu casaco e o peguei, pendurando num cabide de bolsas que Nina sempre insistiu em ter.

Os braços largos dele chamaram minha atenção; apertavam o casaco de manga e fizeram minhas mãos coçaram para dar uma massagem neles.

Será se eu estava igualmente provocante? Uma meia calça cinza, vestido branco e botas cano médio.

– Qualquer pessoa já teria o meu apoio! – E ela começou a vir com o assunto de que eu estava encalhada. Sentamos no sofá, minha prima de frente pra nó na poltrona. – Mas se é você, talvez eu vá me importar mais.

– Pare, eu não sou uma idiota que precisa que faça tudo pela minha vida. – Revirei os olhos.

– Eu vou fazer muito por sua vida. Fazê-la feliz e sua prima só quer que isso realmente aconteça. – Chris beijou minha testa, em seguida pegando minha mão em meu joelho.

– É que essa garota faz parecer que eu preciso de ajuda pra tudo.

– Ninguém é feliz sozinho. – Nina fechou os olhos.

Chris riu soprado, abaixando a cabeça. Nina talvez o tenha feito se lembrar de algo, com a ex. Ele sabia muito bem que não podia ser feliz sozinho.

– Ok, eu estou mais feliz agora. – Apertei a mão dele, o fazendo me olhar. – Porque eu tenho alguém.

Eu sussurrei a última parte. Seus olhos azuis ficaram em meia lua, um sorriso forte e luminoso.

– O que fez pra encantar a minha prima? Há dois anos, ou mais porque ela não me conta, Kat não beijava. Tirou a seca com você num ensaio. – Ela me matou com aquelas palavras.

– Eu não sabia disso! – Ele se espantou.

– É, eu me fechei bastante desde que vim pra cá. – Brinquei com as mãos no colo. Chris me olhava divertido. – Faça festa! Realmente me encantei com você pra me abrir de novo.

Abracei seu corpo.

Continuamos sentados conversando por uns minutinhos, até irmos ver o jantar no forno. Enquanto eu e Nina tirávamos tudo do fogo, Chris fez questão de arrumar a mesa. Preciso dizer como ele ficou feliz em ver os cupcakes na bancada?

O jantar ficou bom, até me surpreendi. Ele disse que foi excelente para duas pessoas que detestam se arriscar na cozinha – o que me fez pensar se ele estava mentindo. Mas eu relevei, afinal, ele também podia ser ruim.

A meu pedido, Nina procurou não surgir com o assunto viagem durante o jantar. Ela falou sobre férias, natal e ano novo. Chris estaria convidado para tudo que fizéssemos! Seria divertido, nós vivendo em casais. Nunca pensei nisso, podia soar clichê, ou medieval, mas pareceu um programa bom.

Chris é tão elegante, não tirava os olhos amorosos de mim e sempre sorria quando encontrava meus olhos castanhos. Eu não resistia em olhar para seus braços e pescoço. Achei de ele querer roçar a perna minha, como vemos nos filmes, mas ele era mais que isto. Respeito acima de tudo – o que me faz pensar que sou a única que se sente seduzida e com calor nesta sala.

Após o jantar, estávamos comendo os cupcakes, Chris e eu, no meu quarto. Nina já havia se recolhido para dormir. Eu estava com o notebook, mostrando minhas fotos da Suíça para ele.

– A sua prima é como você, não gosta que se metam na vida dela? – Ele comia um cupcake encostado na minha escrivaninha. Hoje eu não ligava se o quarto ia ficar sujo e atrair insetos depois.

– Olha, minha prima exagerou. Eu só não gosto que fiquem me forçando, como ela sempre fez pra sair de casa e arrumar um namorado. Em outros assuntos da minha vida ela nunca interferiu. – Sorri aliviada. Ele compreendeu, e acho que deve ter percebido que nunca devia me dar ordens; nunca me obrigar a tomar uma decisão.

– Quando eu pedi que ficasse na minha casa...

– Eu sei, não me forçou a aceitar. Minha vontade também era essa, desde hoje quando acordei na sua cama. – Gesticulei para que ele sentasse do meu lado.

Depois de me olhar e analisar minha expressão, que estava serena e calma para sua questão, ele sorriu e veio sentar comigo.

– Sabe, eu podia ter trago um karaokê pra cantar Ed Sheeran, mas não sabia se a sua prima iria gostar. – Ele falou cheirando o meu pescoço, me dando arrepio. Desceu sua boca até a linha do ombro, subindo outra vez e depositando um beijo na minha mandíbula.

Cantar? Nina mencionou isso mais cedo, eu gostei da ideia. Se Chris brincou com isso, posso dar a ideia de sairmos um dia, por exemplo, para o bar onde eu enchi a cara e passei mal no dia seguinte.

– Pode perturbar Nina a vontade, ela não liga. – Segurei seu pescoço e o puxei para encarar sua boca carnuda. Devia estar bem doce, por conta do cupcake, isso me deu vontade de experimentar. Sorri.

– Quer se vingar dela, por acaso? Incomodar igualmente às preces que sua prima fez para você sair? Isso é infantil demais. – Ele riu, seu belo rosto relaxado e olhos fixos em mim.

– Não! Parece ser divertido. Você topa fazer um dia? – O soltei virando na cama e deitando com as mãos embaixo da cabeça.

– Ok, mas aviso que seria muito constrangimento. – Ele riu.

 – Eu não ligo! – Eu ri. – Quero fazer esse tipo de coisa com você, já que a gente pulou essa parte de sair primeiro. – Prensei os lábios para rir.

Chris jogou a cabeça pra trás e riu alto.

– Tudo bem, eu canto a música que você escolher.

Eu encarei o teto, pensava em um milhão de coisas. Tenerife sea, minha música favorita seria ótima, falava do oceano azul. Virei a cabeça para o lado, a ponto de vê-lo sorrindo amoroso. Aqueles lindos olhos...

Já esperei receber vários mimos de um homem, mas nunca me senti tão a vontade e feliz como ontem. Chris tomou conta do meu coração, sua voz chamou minha alma tão silenciosa e quieta; acordei para um sentimento inexplicável. Ouvir Photography de seus lábios foi um momento perfeito.

Mirando em seu rosto, especialmente nos olhos, abri um sorriso. Chris se mexeu na cama, deitando ao meu lado.

– Pensei tanto em você esta última semana, que cantar foi uma das cem ideias que tive para me declarar. – Apoiou a cabeça no braço. Eu ri soprado, ganhando meu mais novo ato de amor.

– Tudo o que ganhei de você foi libertador. – Remexi e fiquei próxima dele, nossos quadris ficaram juntos. – Vou arrumar minha bolsa pra levar quando for com você amanhã. Juro ser boazinha!

Levantei o rosto e beijei o canto da sua boca.

– Isso era pra ser assustador? Porque não foi. – Arqueou uma sobrancelha. Grunhi de raiva.

Desde o jantar eu era a única pessoa pervertida neste apartamento. Sexo é bom, muito mesmo. Talvez seja normal uma pessoa ficar extremamente excitada depois da primeira vez – querendo mais.

– Dorme aqui comigo hoje? Minha cama é pequena, mas não me importo de dividir com você. É o meu último dia aqui, quero ser uma boa anfitriã. – Eu deixei um riso escapar; minhas mãos percorreram a silhueta dele. O fez suspirar.

– É tentador... – Ele chegou mais perto, sugou meu lábio algumas vezes soltando um estalo forte. – Mas você disse que tem prova amanhã, se eu estiver aqui vou atrapalhar.

– Quê? Eu prefiro passar o meu tempo te beijando. – Dei vários selares nele. Seu perfume e calor dava mais loucura para o meu interior. Ouvi sua risada.

– Diria que eu também, mas não só te beijando. – Ele me provocou, roçou o nariz no meu rosto enquanto a voz saia rouca. – Eu te pego na faculdade e fazemos o que você quiser depois, mas não posso dormir aqui.

Aquilo me deixou bem triste. Ter que esperar até amanhã para sentir seu corpo de novo era tortura. Meu fogo aumentou de desejo, saber que demoraria deixa tudo pior e mais excitante.

– OK, mas pode ficar mais um pouco aqui comigo?

Propositalmente, eu envolvi os braços no seu pescoço e fui o puxando. A risada de Chris ecoou no quarto. Ele jogou a cabeça pra trás, me dando perfeita visão de seu pescoço alvo e convidativo para os meus lábios.

– Eu te ajudo a fazer as malas. – Deu um beijo rápido e levantou pedindo minha mão.

O encarei com desânimo, e ele riu com os olhos apertados. Deixei passar e meu corpo relaxar. Talvez nos ouvir transando sim incomodasse Nina.

Só fiz uma mala, e ele me ajudou em meio a pedidos de súplica para ficar esta noite.

Quando Chris enfim foi embora, senti uma dor maior que a de quando fui pra faculdade hoje, porque agora só irei vê-lo amanhã de noite. 

 


Notas Finais


Estou perdoada pela demora??


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