História Insolitam - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Exibições 63
Palavras 1.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeiramente: Fora Temer!
E em segundo lugar: Me desculpem.
Leitoras amadas, aceitem minhas singelas desculpas pela demora. E não desistam de mim.

Capítulo 16 - Possivelmente


Capítulo narrado por Elizabeth Grimes.

 

A doença se espalhou, todos os nossos esforços para evitar a transmissão falharam. Karen é David foram mortos por um desesperado que tentara impedir que mais alguém adoecesse, mortes em vão. A lista de doentes só aumentava, e aqueles que ainda se mantinham saudáveis juntavam esforços para resolver a situação e impedir mais mortes.

Minha cabeça revira numa dor latejante, o tumulto de acontecimentos e perdas sobrecarregam meu cérebro, meus diferentes sentimentos borbulham em oscilações por uma linha tênue entre sensatez e a completa insanidade.

Eu já suportei muita coisa na vida, tenho múltiplas e diversas feridas (algumas ainda abertas) por todo o meu corpo e minha história, todas elas eu fui capaz de resolver de alguma forma, porém, quando se trata de qualquer outra pessoa, quando é a vida e os sentimentos de um outro alguém que está em risco eu simplesmente não sei lidar, ainda mais quando me sinto responsável de alguma forma.

Eu sempre fui caracterizada por introvertida ou até mesmo anti-social mas nunca se tratou somente de mim, é claro que minha relutância de me relacionar com as pessoas é uma espécie de tentativa de proteção, mas eu sempre soube que sou incapaz de lidar com o sofrimento alheio, e ver o que a morte causa nas pessoas me abala de uma forma indescritível.

​Estava sentada no meio do pátio observando as grades e os olhos mortos que inspecionaram o local em busca de alimento quando senti um enjôo, me levantei devagar mas minhas pernas falharam, o que resultou no encontro brusco do meu corpo com o chão. Uma tontura avalassadora me impede de enxergar e a tosse inesperada dificulta ainda mais minha tentativa de me levantar.

- Elizabeth! - ouço alguém gritar meu nome no momento em que vejo muito sangue resultante da tosse fluir por minhas mãos. Eu tento falar, me levantar, reagir... Mas estou totalmente incapacitada. As vozes parecem cada vez mais distantes, meu corpo é levantado por mãos fortes porém o único abraço que sinto é da escuridão que toma conta de mim.

...

Acordo sendo recepcionada por um sorriso acolhedor de Glenn, que está pálido e aparentemente fraco. Meu corpo se encontra algemado na cama da cela fétida e minúscula, sinto como se todo o meu corpo fosse constituído de vidro e à primeira tentativa de movimento ele se manifesta enviando sinais claros de dor para meu cérebro, um gemido escapa por meus lábios.

- Não se mexa! - o coreano avisa.

- Você está bem? - ignoro seu conselho e pergunto angustiada.

- Está preocupada comigo? Olhe seu estado! - ele ri fraco.

- Eu sei bem como estou, e você não respondeu minha pergunta.

- Eu vou ficar bem, Michonne, Tyresse, Bob e Daryl saíram para buscar alguns remédios. - tento me mover de novo e ele segura meu braço. - Você não sabe ficar quieta? 

- Aonde? - ignoro o sermão mais uma vez.

- O que? - ele pergunta confuso.

- Aonde eles foram buscar os medicamentos?

- Numa clínica veterinária, ou universidade... - ele tosse. - Algo assim.

- O que? Mas...

- Veja só quem acordou. - sou interrompida pela voz doce de Hershel. - Como se sente?

- Me diz que eles não foram àquela universidade cruzando a estrada interestadual!? - meu tom de voz soa aflito.

- Calma! - o velhinho se aproxima.

- Aquele lugar pode estar infestado de errantes! - aumento meu tom de voz e me esforço para sentar sendo impedida pela algema.

- Elizabeth! - Glenn me toca.

- Não! Vocês não entendem..... - uma tosse descontrolada toma conta de mim, respirar se torna a tarefa mais complicada de todas e já posso sentir o sangue subindo por minha garganta. O Dr S aparece e solta meu pulso virando  meu corpo de bruços impedindo que eu engasgue com meu próprio sangue.

- Elizabeth, calma. - eles repetem. - Você vai ficar bem! 

A escuridão me abraça mais uma vez.

...

- Beba devagar! - minhas mãos tremem tentando segurar a xícara. A expressão de Hershel me assusta.

- Quantos? - pergunto amarga e ele apenas abaixa o olhar. Jamais imaginei encontrar alguém tão nobre quanto este homem, seu claro esforço e sacrifícios eram dignos de serem retratados em filmes e minha admiração é imensa.

- Não precisa responder, me desculpe. - me arrependo da pergunta e ele me olha novamente. 

- Pensei que ia te perder também... - ele fala calmamente.

- Não hoje! - tento me levantar.

- Seu cérebro é seu grande amigo, ele te desligou impedindo sua morte. Você é forte!

- Quem me dera ser um dia tão forte e honrada quanto você Hershel! - ele apenas sorri e deixa a cela.

Eu continuo deitada quando um senhor que dormia ao lado invade minha cela, seus olhos denunciam sua recente morte e seus grunhidos ocasionam espasmos de adrenalina por meu corpo. Meu coração está tão disparado que quase é capaz de saltar de minha caixa torácica.

Alguns gritos explodem pelo recinto me deixando ainda mais apavorada, eu tento empurrar o senhor para longe  com meus pés mas falho miseravelmente, meu pulso ainda preso a cama impede que eu me levante, o corpo reanimado se joga contra mim e num movimento desengonçado me esquivo e o derrumo no chão, minha arma está na pia ao lado e eu me estico tentando alcançá-la. Percebo que seria inútil continuar me esticando daquela forma e apoio meu polegar na cabeceira, o senhor se esforça para levantar e eu consigo derrubá-lo num puro choque de adrenalina, logo em seguida uso o mesmo pé para forçar meu dedo e o som característico do osso se quebrando invade meus ouvidos num espasmo de dor. Finalmente me livro das algemas e sequer sou capaz de sentir dor, alcanço a bendita arma com a mão esquerda disparo três tiros para acabar com aquilo.

Sinto uma pressão nos ouvidos como se estivesse embaixo da água, saio da cela e vejo Maggie matar um errante próximo.

- Pai! - ela grita.

- É o Glenn! - ele responde enquanto luta com o rapaz morto pelo aparato respiratório. Ela mira na cabeça do errante. - Não! - Hershel grita. -  Você vai furar o respirador ! Glenn precisa disso!

- Mas pai... - o estampido da minha arma interrompe seu argumento. Finalmente a luta cessa no momento em que acerto o crânio do rapaz. 

- Corre! - eu digo assim que ela me olha. Maggie sobe as escadas e vejo Lizzie chorando.

- Lizzie, venha até aqui! - grito. Assustada ela corre até mim e tenta me segurar no exato momento em que minhas pernas falham, ambas caímos.

- Você vai se transformar também?

- Não, não. Eu vou ficar bem. - respiro com dificuldade. - Você também vai, fique tranquila!

...

Mica segura minha mão direita enquanto Lizzie olha fixamente para o corpo caído do rapaz. Meus pensamentos são novamente guiados para Daryl e o pequeno grupo que se arrisca lá fora, um arrepio percorre meu corpo só de pensar no poderia estar acontecendo. E um assombroso pensamento toma conta de mim, de alguma forma eu sentia como se aquele poderia, e possivelmente seria, nosso fim.


Notas Finais


Vim pedir desculpas mais uma vez. E espero que tenham gostado desse capítulo escrito as pressas.
Podem me xingar quiserem, mas xingamentos gentis, por favor. Hahahaahahaha
Obrigada. 💕


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