História Insônia - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Palavras 1.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


como o prológo saiu muito mais tarde do que eu prometi, decidi postar esse mais cedo, o capítulo é meio grande, ou não, sei lá.
a história de verdade ainda não começou, vai ter muita coisa ruim ainda, isso são apenas prológos mesmo, AHSUSHJSAHU, espero que gostem! <3

Capítulo 2 - Capítulo I


                                                Insônia
                                        Capítulo Um
                           "Quero uma dança
                    no baile com a morte."
                            ⎯ Rafael Spinardi

  Beirava ás duas da manhã em Minneapolis quando acordei. Minha insônia parecia piorar á cada noite. Algumas vezes dormia 4 horas, 3 horas, 2 horas, e ás vezes, eu não fechava meus olhos. Minha depressão parecia levar o que eu tinha por dentro, minha mente era fraca e meu coração vulnerável. Meus pais haviam morrido em novembro de 2014, quando tinha 15 anos. Parecia á cada dia estar pior. Não tinha amigos, não posso ir á escola pela minha extrema depressão ⎯ e mesmo que pudesse, não iria conseguir abrir um livro didático pelo meu extremo cansaço por conta da insônia. Afogava as magoas em uísque, aliviava minhas dores em drogas, e minhas lágrimas caiam formando um mar de dor.
  Botei um casaco, peguei uma pistola e saí por aí na rua. Por um instante pensei em apontar a pistola em minha cabeça, mas, algo me impedia. Caminhava mais e mais sobre aquela rua vazia ás duas da manhã. A dor parecia aumentar á cada passo, e os passos pareciam ficar menores á cada casa que passava. Tinha uma forte impressão que alguém estava me observando. ⎯ Pronto Joyce, mais alguma coisa? Síndrome do Pânico? Porra, se mate. ⎯ pensei comigo. ⎯ Pense direito sua burra. Tem algo a mais para oferecer a esse mundo? Você é importante? Não né? Então se mate, filha da puta. ⎯ aquilo parecia aumentar mais e mais sobre minha mente. Apenas ignorei aquilo, mas me questionava. O que me impede? Não tenho mais ninguém, o que está me impedindo de fazer isso?
  Abri a porta de um bar, já sem forças, mas consegui.
  ⎯ Ei, você está bem? ⎯ perguntou um homem que vestia um moletom acompanhado de uma capuz preto , e ali realizei que tive ajuda ao abrir a porta ⎯ Está me ouvindo? ⎯ perguntou mais uma vez, olhando fixamente em meus olhos ⎯ Porra, garota, está me ouvindo? ⎯ falou agora em um tom mais alto, tirando seu capuz preto, já impaciente
  ⎯ Estou, só estou meio cansada, desculpe-me.
  ⎯ Sou eu que devo me desculpar, pensei que você não quisesse me responder. Desculpe-me pela má educação.
  ⎯ Esquece. ⎯ falei caminhando até o balcão, cheio de bebidas
  ⎯ O que deseja? ⎯ disse um homem, estilo de motoqueiro badboy, com uma voz grossa, mas aparentava ter uns 60 anos
  ⎯ Me sirva o seu melhor uísque, com seu maior copo, com 3 pedras de gelo
  ⎯ Garota, você tem quantos anos? ⎯ perguntou olhando pra mim com uma face de dúvida e a outra com face de desprezo. ⎯ Aonde estão seus pais?
  ⎯ QUER SABER ONDE ESTÃO MEUS PAIS FILHO DA PUTA? ⎯ gritei batendo a minha mão no balcão ⎯ ELES MORRERAM NUMA CHUVA DE NOVEMBRO, PORQUE UM CUZÃO DO CARALHO NÃO PRESTOU ATENÇÃO NO VOLANTE, SABE POR QUE? PORQUE ELE ESTAVA BÊBADO! AGORA ME SERVE A PORRA DO SEU UÍSQUE E NÃO ME FAÇA PERGUNTAS! ⎯ gritei segurando uma lágrima no olho e com todos os olhares daquele bar direcionados á mim, e com o balconista olhando pra mim assustado ⎯ Ouviu o que eu disse velho gordo? ⎯ disse com um tom mais baixo, mas ainda alto ⎯ Eu estou pagando por isso, não me pergunte minha idade nem o por que de eu estar aqui, apenas me dê a porra do seu melhor uísque, no seu maior copo, com 3 pedras de gelo, por favor.
  ⎯ Ei, você está bem? ⎯ disse o mesmo cara que me ajudou me ajudou minutos atrás para abrir uma porta
  ⎯ Estou, só estou meio cansada, tá? Apenas... ⎯ olhei nos seus olhos por 3 segundos, depois desviei o olhar para o uísque que o balconista acabara de botar no balcão ⎯ Apenas me deixe sozinha, eu estou melhor sozinha.
  O garoto foi embora, aparentava ter um pouco mais de idade do que eu. Talvez uns 19? 20? Não importava.
  O garçom colocara uma disco da Lana del Rey, o Ultraviolence, que ela tinha lançado em 2014, uma semana atrás antes de ocorrer a morte dos meus pais. Gostava de ouvir as músicas dela, tenho 3 vinis dela ⎯ entre eles o Ultraviolence ⎯ mas não ouvia com frequência. Apenas ouvia aquela voz triste e doce da Del Rey ecoando em meus ouvidos:

Got your bible and your gun
You like your women and you like fun
I like my candy and your heroin
And I'm so happy, so happy now you're gone

  Identifiquei a música em alguns instantes ⎯ boom, Cruel World, primeira faixa do Ultraviolence ⎯ não tinha percebido, mas meu copo de quinhentos milílitros com uísque tinha acabado, e o balconista ficava olhando pra mim com cara de Porra, essa menina bebe pra caralho:
  ⎯ Olhe, me desculpe pelo o que aconteceu aqui, não sabia que isso tinha ocorrido com você. ⎯ disse ele com um tom mais triste ⎯ Está tudo bem pra você ficarmos kits a partir de agora?
  ⎯ Por mim tudo bem, foda-se. ⎯ era mesmo um foda-se, não estava me importando nem comigo, por quê me importar com essas merdas ⎯ Só não faça mais perguntas. ⎯ acendi um cigarro, traguei e soltei a fumaça na cara dele, trazendo um clima de foda-se. Palavra-chave: desinportância.
  Não reparei, mas já estava um pouco bêbada, sentada em um balcão de um bar cheio de bebidas caras e badboys e ouvindo Lana del Rey. É, mais uma revelação amigos, a bebida é um anti-depressivo maravilhoso.
  ⎯ Ei, quanto deu? ⎯ perguntei ao balconista, que já estava sonolento
  ⎯ 60 doláres.
  Dei uma nota de 100 doláres pra ele, que havia roubado do ofertório de uma igreja evangélica.
  ⎯ Fique com o troco, dinheiro pra mim não importa.
  ⎯ Claro que serve, para você vir mais vezes aqui, pedir o maior copo de uísque ⎯ deu um sorriso abrindo os dentes amarelos
  ⎯ Como eu disse, dinheiro não importa e nem faz falta.
  ⎯ Olha só, a jovem embêbedada tem bastante grana. ⎯ continuou com aquele sorriso no rosto ⎯ Volte sempre, garota.
  ⎯ Volto sempre que tiver uísque, seu filho da puta. ⎯ andei até a porta do bar.
  ⎯ Até mais, garota.
  Abri a porta do bar e sai andando pelas ruas vazias enquanto cantarolava aquela música da Del Rey. E em minha mente sempre ressoava a mesma palavra: Suicídio.
  A bebida me deixava melhor, mas ao mesmo tempo, não escondia a verdadeira Joyce Hasselmann. Pra mim, nada mais importava desde da morte dos meus pais, me sentia vaga demais, eu apenas deixava tudo para trás. Não sentia mais amor, confiança, sentimento. Apenas sentia e a dor e o sofrimento dentro de mim. Eu sempre tive pessoas em que podia me apoiar, mas essas pessoas morreram. Escondia das pessoas o meu verdadeiro eu. Eu era vazia demais apra uma menina como eu, preenchia esse vazio com cigarros, drogas e bebidas, sempre era assim, e sempre vai ser assim.
  Peguei as chaves da casa, abri-lás, e sentei, aceitando a merda que eu era, aceitando que meus sentimentos, aceitando o que iria vir, aceitando a imensidão abaixo de mim.


Notas Finais


novo capítulo amanhã ou no sabádo, prometo <3


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