História Insônia - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 1.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


episódio bem cedo pra vocês, hoje vou ficar com minha namorada então não vou poder postar mais hoje, mas já tem um capítulo preparado pra amanhã, que vou postar lá pra tarde, obrigado pelo apoio na fic! <3

Capítulo 3 - Capítulo II


                                                  Insônia
                                      Capítulo Dois

              "Alguém nos olha na tela
                            Nós somos novela
               Vidas num sopro de vela
                              Que irão apagar"
                                    ⎯ Rodrigo Ogi

  Me enxergava sentada, chorando e usando cocaína enquanto a mesma frase ressoava entre minhas entranhas: Se mate, filha da puta. Não sabia o por que, não era o mesmo efeito que a cocaína causava, estava totalmente sóbria, minha tristeza dominava mais e mais, ali, eu vi, que minha depressão estava pior do que nunca, tinha mais domínio sobre mim do que a própria cocaína.
  Claro, você cheirou quanto? 5 gramas? Vamos ser realistas Joyce, você não quer morrer, quer continuar sofrendo, quer continuar nesse inverno quente que está na sua mente, quer ser uma fodida, uma menina insentimental, que não sente amor, excitação, porra nenhuma. Vamos Joyce, a cocaína não te fará sair da depressão. Parecia que minha mente estava falando mais alto, mas tudo o que falava era verdade, eu necessitava de uma coisa que não queria, a vida.
  Começaram a cair o dobro de lágrimas do meu olho, e a cada lágrima que se transportava do meu rosto ao chão de porcelana, caía um pequeno raio no horizonte. Os sons das minhas  lágrimas ⎯ que pareciam uma torneira gotejando ⎯ se misturaram com os sons baixos de raios que vinham do horizonte.
  Finalmente comecei a concordar com minha mente, eu não era porra nenhuma pra porra nenhuma. Fui à cozinha, peguei meu anti-depressivo, tomei a embalagem inteira. Peguei meu uísque e ingeri a garrafa de vidro inresistente pela minha boca. Peguei o meu maior saquinho de cocaína, cheirei tudo, e desmaiei.
  Beirava ás oito horas da noite. Achei estranho que meus pais não tinham chegado. Eles sempre chegam ás sete. Decidi ligar pra eles, já preocupada.
  ⎯ Esse número não pode atender chamadas agora, deixe seu recado. ⎯ disse a secretaria eletrônica da operadora.
  ⎯ Olá pai, quando puder me ligue. Estou te esperando pra comermos o jantar que eu preparei, quando vai chegar? Me ligue, estou esperando.
  ⎯ Esse recado será enviado para o número, algo mais?
  ⎯ Não, obri... ⎯ fui interrompida porque a secretária eletrónica havia desligado ⎯ Simpática. ⎯ pensei ⎯ Super simpática.
  Passaram-se 1 hora desde do meu recado. Nada de ligações, recados, chamadas perdidas, nada.
  ⎯ Devem estar transando no carro. ⎯ pensei e ri sozinha
  Decidi ligar de novo, mas ao mesmo tempo que estava bem, estava um pouco preocupada.
  ⎯ Esse número não pode atender chamadas agora, deixe seu recado. ⎯ mais uma vez a secretaria eletrônica que me atendera
  ⎯ Pai, se está aí, me ligue, por favor.
  ⎯ Seu recado foi envia... ⎯ desliguei
  ⎯ Já deixei meu recado, filha de uma puta.
  Passaram-se cinco minutos, dez, vinte, meia hora e nada de chamadas. Quarenta, cinquenta, uma hora se passou e nada de chamadas.
  Estava preocupada demais com meus pais, apenas pensei em ligar para o serviço de seguros da operadora e tentar rastrea-lós, até que ouvi o celular tocando.
  ⎯ Finalmente! ⎯ fiquei feliz ao ouvir o toque de chamadas do meu celular, atendi em uma maré de felicidades ⎯ Alô?
  ⎯ Alô? Com quem estou falando?
  ⎯ Com sua filha, seu idiota.
  ⎯ Joyce Hasselmann?
  ⎯ Sim, pare com isso, pai.
  ⎯ Quem está falando não é seu pai, querida, aqui quem fala é o paramédico Isaac.
  ⎯ O que aconteceu com meus pais? Aonde estão?
  ⎯ Eles sofreram um acidente de carro, e acho que não vão resistir. Eles agora devem estar sendo julgadas pela última vez, querida.
  ⎯ MEU DEUS! ⎯ gritei quase chorando ⎯ ONDE ESTÃO? AONDE FOI ESSE ACIDENTE?
  ⎯ É melhor não vir aqui querida. Liberaremos o corpo para enterro assim que o médico liberar o óbito.
  ⎯ POR FA... ⎯ o médico desligou
  Como isso podia ter acontecido? Meus pais, pessoas tão boas, por qué Deus? Pensei caída no chão e chorando.
  Acordei no chão, sem entender a confusão que estava acontecendo, eu não tinha morrido, apenas desmaiado.
  Use mais da próxima vez, sua garota burra. Agora vai lavar esse rosto imundo e escovar esses dentes, sua drogada. Parecia que meus pensamentos estavão sendo dominados por alguém, e esse alguém estava mais agressivo do que nunca.
  Ainda eram quatro da manhã e o tempo não passava. Pelo menos tive um sono que minha insônia não pôde combater.
  Estava triste demais, a única que podia me tirar daquilo era LSD, ⎯ alucinações me deixavam mais felizes, pensava ⎯ peguei minha cartela, fui até meu quarto, botei um pedaço na língua e deitei.
  ⎯ Joyce, pare ⎯ disse um menino pálido, com algodão nas narinas e sujo, que me lembrava algo, mas achava que era alucinação da LSD ⎯ Joyce, me ouviu? Levante agora dessa cama. ⎯ ignorei mais uma vez e dei um sorriso, rindo e tirando sarro da situação ⎯ Você acha que eu sou uma alucinação? Então me toque. ⎯ me levantei, olhando pra ele com uma cara, estranhando o fato dele estar falando e me desafiando ⎯ Vamos, Joyce Hasselmann, me toque. ⎯ encostei o dedo em sua barriga, que estava sendo vestida por uma camiseta branca, muito suja
  ⎯ Quem é você?
  ⎯ Joyce? Você não lembra de mim? 3 anos, porão de sua casa, fita do George Calin.
  ⎯ Você tem uma importância imensa sobre esse universo que você vive. Irei te proteger Joyce. Os seus pais morreram quando você completar 15 anos, numa noite chuvosa e fria de novembro, onde se medirá 5 graus abaixo de zero. Uma tempestade cairá, você irá passar por coisas terríveis, mas no final, tudo melhorará. Deus tem planos pra você.
  ⎯ Você é aquele menino... ⎯ comecei a relembrar ⎯ VOCÉ SABIA DA MORTE DOS MEUS PAIS, O QUE FEZ COM ELES? ⎯ gritei e foi solto mais um raio no horizonte ⎯ QUEM É VOCÊ? E O QUE ESTÁ QUERENDO DE MIM? ⎯ mais um raio foi solto no horizonte
  ⎯ Joyce, se acalme!
  ⎯ SE ACALME? VOCÊ SABIA DA MORTE DOS MEUS PAIS! O QUE VOCÊ FEZ COM ELES? ⎯ 2 raios caíram no mesmo lugar no horizonte ⎯ FOI VOCÊ QUEM MATOU ELES, SEU MERDA? ⎯ mais dois raios foram soltos
  ⎯ Joyce, não fui eu que matei seus pais, foi o Satanás!
  ⎯ O que? Você está tirando uma com a minha cara? ⎯ disse com um tom mais baixo, mas ainda alto
  ⎯ Joyce, se lembra? Deus tinha planos pra você, e todos nós sabíamos o que ia acontecer quando você completasse 15 anos, Joyce. Você foi a escolhida, Joyce! ⎯ disse isso, desaperecendo
  Estava em minha cama, ainda deitada.
  ⎯ Que alucinação mais louca ⎯ pensei comigo, e me levantei.
  Já tinha amanhecido, estava melhor. Fui ao porão, decidi pegar a vitrola velha do meu pai. Subi com ela e a botei no criado-mudo do lado do sofá novo da sala, que eu havia comprado com cartão de crédito clonado. Peguei meu Ultraviolence da estante e meu Black Label que estava no armário da cozinha. Coloquei o vinil pra tocar, abri meu uísque, sentei no sofá e decidi me desligar, bebendo uísque e ouvindo Lana del Rey, e pensei comigo mesmo ⎯ Será que aquilo era uma alucinação?



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