História Insta Direct - Capítulo 49


Escrita por: ~

Postado
Categorias Abraham Mateo, Fifth Harmony
Personagens Abraham Mateo, Lauren Jauregui
Tags Abraham Mateo, Drama, Fanfic, Fantasia, Ficção, Ídolo, Lauren Jauregui, Romance
Exibições 116
Palavras 3.269
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


s o r r y
Vou nem falar nada dessa demora porque nada que eu diga vai deixar vocês menos putas comigo :(
sorry sorry sorry sorry sorry

Mais um capítulo e Insta Direct acaba :( :( :(

Boa Leitura!!!!

Capítulo 49 - Capítulo 49.


Fanfic / Fanfiction Insta Direct - Capítulo 49 - Capítulo 49.

 

Abraham: não pode ser... O que você tá fazendo aqui?  –disse franzindo a testa.–

Maria: a sua mãe, ela...  –comecei cautelosa e ele logo me interrompeu.–

Abraham: mas é claro que ela foi se meter onde não devia!  –jogou a cabeça pra o lado inconformado.–

Maria: não Abraham. Foi eu que... –dei uma breve pausa antes de prosseguir, medindo cada palavra que sairia da minha boca.–  Foi eu que liguei. Eu... Eu tava preocupada com você. Todos estão preocupados com você, suas fãs, sua fam...  –ele não me deixou terminar.–

Abraham: eu estou de férias.  –falou extremamente sério, o que deixava seu olhar ainda mais negro.–  Minha equipe dará uma nota de esclarecimento em breve.

Maria: não mente Abe... Não pra mim que te quero tanto bem. –falei baixinho, encarando-o.–

Abraham: o que quer que eu diga afinal?  –seguiu num tom de deboche.–  Que eu não consegui superar nosso término? Que eu não consegui lidar com a sua ausência? Você está vendo meu estado Maria! Não é o suficiente?  –disse raivoso.–

Maria: e é por isso que eu to aqui, pra te ajudar a sair dessa...  –um soluço dolorido saiu de meus lábios, junto com um choro que estava entalado na garganta.–

Abraham: eu não quero suas lágrimas. Não quero que sinta pena de mim. –falou firme.–  Aliás... você deve tá adorando né?! –gozou-me.– Veio aqui só pra checar se as coisas estavam indo conforme seu planinho idiota... Minha mãe me contou.

Maria: não, isso nã...

Abraham: então esse é o seu jogo? Fingir que não me quer mais em sua vida pra eu ir correndo atrás de você?

Maria: não. Isso foi antes.

Abraham: antes de quê? Me diz.

Maria: antes de me dar conta que eu te quero mais que tudo e que nada do que aconteceu pode ser maior do que o nosso amor.

Abraham: eu não vou cair nessa palhaçada outra vez.

Maria: não é isso Abe. Não existe mais pensamento de vingança algum. Será que não entende que eu to realmente preocupada com você? –tentei articular com as mãos.–  Olha pra você... Abatido... Eu jamais quis te ver assim só pra me sentir superior e vingada do que houve.  –as lágrimas vinham e desciam pelo meu rosto sem piedade.–

Abraham: não é assim que eu penso.

Maria: eu te perdoei.

Abraham: MAS NÃO VOLTOU PRA MIM.  –esbravejou.–

Maria: PORQUE AS COISAS SÃO COMPLICADAS AGORA.

Abraham: complicadas por quê? Andrés tá te chantageando? Tá pondo uma faca no teu pescoço te obrigando a ficar com ele? NÃO, Maria. Isso não é complicado. O que te prende a ele é você mesma. É você que tá tornando tudo uma tremenda bagunça. E se quisesse realmente ficar comigo, já teria aceitado meus pedidos de reconciliação.

Maria: mas eu quero ficar com você, eu só não posso.

Abraham: não, não quer.

Maria: eu te amo Abraham.

Abraham: guarde suas mentiras pra você e suma da minha frente.

Maria: Abe...

Abraham: eu rastejei aos seus pés garota, eu implorei pelo seu amor... Acreditei quando disse que me amava.  –ele não conseguiu segurar por muito tempo. Logo seus olhos ficaram marejados.–

Maria: mas eu amo.

Abraham: NÃO AMA. Se me amasse não era com ele que você estava.  –virou-se ficando de costas para mim e pôs as mãos no bolso, fitando a janela e me ignorando por completo.–

Maria: eu sei que no fundo você não desistiu da gente.

Abraham: quer saber... Eu fui um perfeito idiota né?  –suas palavras chamaram minha atenção me deixando nervosa, temendo o que ele iria falar.– Passei esses dias chorando por alguém que não tava dando uma foda pra mim... Sabe Maria... –voltou a me encarar.–  Foi bom você ter vindo até aqui. Pra eu poder dizer adeus de uma vez por todas.

Maria: do que você tá falando?

Abraham: minha sensatez me fez abrir mão de você e te deixar, mas meu coração não. E só agora, olhando em seus olhos eu posso finalmente sentir meu coração e mente se desligar de você...

Maria: não!

Abraham: vai embora e não volta nunca mais. Dessa vez acabou Maria. Eu que não te quero mais.  –sentou-se na cama, de costas para mim.–

 

Não pude acreditar no que acabara de ouvir. Não é possível que o que ele sinta por mim tenha decaído drasticamente com apenas uma conversa. Talvez um último contato nosso o fizesse mudar de ideia, fizesse-o relembrar de todas as coisas boas que vivemos. É, não custava tentar...

 

Maria: posso te dar pelo menos  um último abraço?  –perguntei quase inaudível.–

Abraham: você não vai mais tocar em mim. Quer fazer o favor de sair daqui?

Maria: como preferir.  –disse amarga, tentando conter o desespero que me consumia por dentro.–

 

Queria deitar a cabeça no travesseiro e chorar muito, chorar de arrependimento, de dor, de raiva, de tristeza. Um misto de todos os sentimentos ruins era o que me preenchia naquele momento. Como eu fui tão imbecil de não ter voltado para ele antes? Era óbvio que uma hora ele se enfezaria dessa situação, eu que fui uma tola de achar que o teria sempre ali para mim.

 

Maria: por que você contou o plano a ele, Susana?

Susana: foi sem querer Maria, em momento algum eu quis te prejudicar. Juro! Quando eu vi, eu já tinha... Falado besteira.

Maria: no começo eu até pensei em dar o troco pelo o que ele me fez, mas eu não fiz nada Susi.  –desabei ainda mais em choro.–  Nada do que aconteceu ou tá acontecendo foi premeditado.

Susana: Maria...  –afagou minhas costas.–

Maria: as coisas só aconteceram, eu... Eu nunca quis vê-lo sofrer.

Susana: eu sei querida, eu sei. –abraçou-me de lado carinhosamente.–  Me desculpa!

Maria: acabou, dessa vez acabou.  –tapei o rosto com as mãos, soluçando de chorar.–

Susana: ele só tá de cabeça quente Maria.

Maria: não Susi. Você precisava olhar nos olhos dele... Ele nunca falou tão sério.

Tony: fica calma Maria. Se desesperar não vai ajudar em nada.

Maria: eu vou embora. Não sei nem o que eu to fazendo aqui ainda.  –fiquei de pé.–

Susana: não vamos te deixar ir. Você não vai sair daqui nesse estado.  –falou preocupada.–

Maria: eu não quero passar nenhum segundo mais perto dele.

Tony: Maria!  –falou sereno, segurando meu braço.–  Calma tá? Você precisa primeiro se acalmar antes de tomar qualquer decisão.

Susana: é, o Tony tem razão. Nós estamos com você e vamos te dar todo apoio que precisar.  –segurou minhas mãos de forma carinhosa e as acariciou, como uma mãe que quer tranquilizar a filha.–  O melhor a se fazer é você ficar, passar essa noite aqui e amanhã, se quiser, você vai pra aonde desejar.

Maria: obrigada Susi.  –abracei-a.–

Tony: você pode dormir no meu quarto já que eu vou passar a noite na casa do Ruben.

Maria: okay.  –sorri de lado.–  Obrigada por tudo que sempre fizeram por mim.

 

Passamos mais um tempo conversando sobre coisas aleatórias do dia a dia que quando me dei conta já estava até renovada, não existia em minha face vestígios do que acontecera, a não ser talvez os olhos ainda um pouco vermelhos. Tão inerte na nossa conversa agradável, que agora contava com a participação do Antonio, nem percebi que alguém havia passado por nós apressadamente, só notei quem era quando essa pessoa foi obrigada a voltar até onde estávamos e dar uma satisfação para a mulher a minha frente.

 

Susana: aonde pensa que vai com tanta pressa?

Abraham: vou sair mãe.  –disse apertando os passos.–

Susana: volta aqui agora Abraham!

Abraham: argh! Qual foi?

Antonio: olha o jeito que você fala com a sua mãe, Abraham.  –disse intimidando-o.–

 

Abraham revirou os olhos. Olhei-o sentindo minhas mãos suarem de nervosismo, mas ele sequer olhou para mim. Permaneceu atento aos seus pais, fingindo que eu não estava ali.

 

Susana: vai aonde?

Abraham: sair com a Virgo.

Susana: e vão pra...?

Abraham: não enche mãe!

Antonio: Abraham!  –repreendeu-o.–

Abraham: ah! Aproveita e fala pra amiguinha de vocês aí, que eu convidei ela e o namoradinho dela pra minha comemoraçãozinha de aniversário.

Maria: eu não sou surda.  –rosnei.–

Susana: mas você falou que não queria nada pra o seu aniversário...

Abraham: é, mas eu decidi festejar. E vocês...  –olhou-me com desdém.–  Estão convidados a vim prestigiar essa nova etapa da minha vida... 18 anos e ainda por cima solteiro!  –provocou-me e saiu.–

Susana: Abraham!  –o chamou, mas de nada adiantou.–  Me desculpa Maria...

Maria: que isso Susi, você não tem que pedir desculpas por nada.  –sorri de lado.–  Mas... Ela e ele...?

Susana: não, não. Eles são só amigos. Você a conhece?

Maria: só por foto. Quando eu era  fã dele, eu...  –esbocei uma sorrisinho amarelo ao recordar.–  Morria de ciúmes quando eles postavam fotos juntos.

Susana: imagino! Maria, me responde uma coisa... Você vai se sentir bem em estar no mesmo espaço com ela? Digo... Na festa...

Maria: ah, tudo bem. É amiga dele né e também não temos mais nada. Na verdade, eu nem sei se fico pra essa festa.

Susana: eu gostaria muito que você ficasse. Adoro quando está aqui em casa! Mas... Só fique se... Se sentir confortável com tudo isso que tá acontecendo.

Maria: com certeza o Andrés vai querer vir pra... –sorri anasalado.– Mostrar ao Abraham que...  –olhei-a e ela pareceu entender o que eu iria dizer.–  Como se isso fosse surtir algum efeito nele... Ele não quer me ver mais nem pintada de Bruno Mars.

Antonio: sem querer me intrometer na conversa, mas já me intrometendo...  –demos risada.–  Eu conheço o meu filho, e eu sou homem também... Ele ainda te ama Maria e isso não vai mudar do dia pra noite. Ele só tá chateado, achando que você o fez de palhaço por todo esse tempo.

Maria: aí é que tá, eu não fiz.

Antonio: sabemos disso. A linguaruda aí que foi inventar de...

Susana: ei! Eu não fiz por mal.

Maria: eu sei Susi. Relaxa!

Susana: só pensei que... Eu poderia ajudar ele.

Antonio: ah, ajudou bastante!  –a zombou e nós gargalhamos.–

Susana: fica calado Antonio. Que coisa chata! Você entendeu, não foi Maria? Eu contei porque achei que ele pensaria “vou passar esse tempo sem ela, mas depois é certeza que ela vai voltar pra mim” –atrapalhou-se tentando se explicar e eu comecei a rir, sem conseguir leva ela a sério.–

Maria: não precisa se explicar ou ficar nervosa Susi, eu to bem. Sério. As coisas acontecem por algum motivo e... Talvez eu e ele, separados, seja... O certo.  –falei tentando parecer convincente até para mim mesma.–

*

Naquela noite, eu não dormi. Não consegui pregar os olhos e nem apagar tudo o que me fora dito por ele. O Tony tinha saído, foi passar a noite na casa do Ruben por questões de trabalho, os dois e o Juan tinham marcado para terminar de compor uma canção e também fazer uma live com os fãs, então eu me alojei em seu quarto, contudo, não o usei. Assim que Antonio e Susana se recolheram e as luzes foram apagadas, escapei sorrateiramente, indo em direção ao quarto do Abraham – que não voltou para casa –. Entrei com cautela naquele ambiente e acendi só o abajur, observando, mesmo com a luz fraca, cada canto, que eu já conhecia muito bem. Aproximei-me da cômoda ao lado de sua cama e me surpreendi com o que vi, o porta-retratos com a montagem que eu havia feito de nós dois antes de o conhecer – que por sinal tínhamos conversado  sobre, lá no BR – estava ali. Como eu não dei por falta daquilo? Mas também não é pra menos, depois de sua partida, minha cabeça ficou um tremendo caos, incapaz de perceber algum detalhe. Eu não tocaria nesse assunto com ele, se ele tinha pego aquela foto, era para uma boa causa, recordar-se do que vivemos, provavelmente. Escutei um barulho de porta lá fora e fiquei nervosa, com medo que alguém me pegasse ali. No entanto, o ruído não se repetiu e eu relaxei, pensando que poderia ser só um dos dogs ou só impressão minha mesmo, então prossegui checando o local. Para ser sincera, era mais uma espécie de despedida. Na minha mente tinha muitas lembranças dali. Sentei na cama – para quem está de frente para ela, do lado direito – lado inclusive que ele costumava e adorava dormir, e encarei seu travesseiro já sentindo seu cheiro maravilhoso adentrar minhas narinas, trouxe-o para junto do meu rosto e o abracei, como se ele estivesse ali. Clichê, porém eu não me importava. Fechei meus olhos, sentindo o frescor de seu perfume e me permiti pensar em todos os minutos que passamos juntos. O dia em que finalmente nos encontramos pessoalmente veio em minha mente e logo um sorriso se formou em meus lábios. O que era para ser um momento apenas meu e de minhas ilusões acabou sendo atrapalhado pela última pessoa que eu queria que me visse naquele momento, Abraham.

 

Abraham: o que você tá fazendo aqui?  –falou baixinho, enquanto fechava a porta com cuidado para não fazer barulho.–

 

Eu, claro, levei um tremendo susto e o encarei com os olhos arregalados, surpresa com a sua chegada.

 

Maria: eu só...  –iniciei, quase gaguejando.–  Nada. Eu, eu... Já to de saída.  –levantei-me.–  Só vim te devolver isso aqui...  –estiquei meu braço, deixando a palma da mão para cima, nela continua uma caixinha com o anel de compromisso que ele havia me dado.–

 

Ele franziu a testa e continuou a me encarar, sem dizer uma palavra. A iluminação no quarto era pouca, artimanha minha para não chamar a atenção de ninguém para o que eu estava fazendo, mas era possível ver minuciosamente seu rosto e suas expressões. Ele deu alguns passos até ficar onde eu estava, de frente para mim. Ainda em silêncio, avançou sua mão na direção da minha e pegou aquele objeto, dando-me as costas e colocando em cima da cômoda, ao lado da “nossa foto”.

 

Maria: me desculpa por estar aqui... Boa noite!  –meus pés me conduziram até quase perto da porta, mas antes que eu pudesse sair dali, suas mãos me alcançaram.–

 

Num movimento rápido, seus braços já estavam em volta da minha cintura, segurando-me com firmeza. Senti seu corpo abraçar-me por trás e então me desconectei do mundo. De repente não havia mais nada ao meu redor, apenas nós. Seu rosto fora apoiado em minhas costas de modo delicado, e ele me tinha em seu amplexo – mesmo sem eu ver, era possível sentir – com tanto carinho que não fui capaz de me desprender dali, ainda que triste e ressentida por tudo o que ouvi mais cedo. Formou-se uma redoma esplendida ao nosso redor. Meu coração batia acelerado, assim como o dele. Minhas mãos suavam como da primeira vez em que nos vimos. Meu estômago embrulhou numa ansiedade absurda de olhar para seus olhos novamente, mas não consegui dizer nada, apenas aproveitei cada segundo e cada sensação que eu sentira. Foram cerca de alguns minutos. Os melhores minutos da minha vida. Assim como todos os outros, que, óbvio, também foram em sua companhia.

 

Abraham: me perdoa mi estrella. Me perdoa por tudo o que eu te disse hoje.  –abordou-me afobado.–

Maria: me solta Abraham.  –falei calma.–

 

Ele atendeu meu pedido e eu me virei sem pressa. Encarei-o por alguns segundos e pude ver muita sinceridade em sua atitude, em suas palavras. Sua expressão estava inquieta, sua testa estava franzida, ainda sem entender o porquê que eu pedi que ele se afastasse de mim.

 

Abraham: eu...  –o interrompi, calando-o com a ponta de meus dedos. Sem quebrar nosso contato visual.–

Maria: eu te amo Abe.  –olhei-o com cara de besta, perdidamente apaixonada.–

Abraham: volta pra mim.  –sussurrou quase inaudível.–

Maria: eu não aguento mais ficar longe de você.  –abracei-o apertado.–

Abraham: isso é um sim?

Maria: o que é que você acha?  –falei com voz de choro.–

Abraham: mas é chata até num momento como esse!  –pude ouvi seu riso anasalado.–

Maria: tá achando ruim? Procura outr...  –ele não me deixou terminar.–

Abraham: não encontraria tão birrenta e tão perfeita.  –segurou meu rosto com suas duas mãos de maneira carinhosa.–

 

Ele esboçou um sorrisinho de lado e eu me derreti com seu olhar sereno. Aproximou-se de mim, colocou uma mecha do meu cabelo, que insistia em tentar cobrir meu rosto, atrás de minha orelha sem deixar que nossos olhos se desviassem para outra coisa que não fosse o perceptível e radiante brilho em nosso olhar. Senti o calor de sua mão em minha cintura e logo um arrepio me subiu a espinha, lembrando-me do quão bom era estar ao seu lado, nem que fosse a míseros passos de distância. Sua outra mão estava em meio aos meus cabelos, tendo-me firmemente em seu enlace. Nossos corpos se encontravam próximos, mas não tão perto quanto deveriam estar, e eu entendia o porquê. Ah, como compreendia! Havíamos passado bastante tempo sem um contato mais especial e este precisava de paciência para ganhar vida. Necessitávamos sentir um pouco um do outro, reconhecermo-nos novamente e vislumbrar cada minúcia que sabíamos bem, porém o significado, a grandeza, estava adormecida, e fora talvez até esquecida. Nossos lábios finalmente se tocaram, após uma eternidade que durou apenas alguns segundos, mas que minha mente parecia não distinguir, e quando isso aconteceu, a sensação fora ainda mais maravilhosa. Apesar da calma do momento, ao senti-lo, meu coração começara a bater mais intensamente. Foi como voltar e reviver tudo o que o seu “oi” me causara lá trás, quando ele me respondeu pela primeira vez, quando por fim a notificação do Insta Direct entrou em meu campo de visão e eu pude me desprender de minhas fantasias para vive-las na prática. Seus lábios macios pressionaram os meus e eu senti como se tudo fizesse sentido de novo, meu mundo estava a ganhar vida, as coisas ao meu redor ganhavam cores vibrantes e harmônicas, minha alma estava mergulhando fundo numa paz, numa tranquilidade tremenda. Ele não pediu passagem para aprofundar o beijo, e nem eu. Tudo não passou, a princípio, de um selinho mais demorado, estávamos nos conhecendo e nos conectando outra vez. Apesar de um ato simples, era possível ver uma saudade absurda vindo dele. Há quem diga que só aqueles beijos de cinema, beijos de tirarem o fôlego, são capazes de matar a saudade, no entanto, não é bem assim que as coisas funcionam. Qualquer toque, por mais simples e “ordinário” que pareça para algumas pessoas, são os que mais carregam sentimento, e as vezes os mais significativos também, porque quando se ama, é nos detalhes e na simplicidade que se encontra a grandiosidade. Ao partimos o beijo, ele encostou sua testa na minha e ficamos nessa posição por um tempo, com os olhos fechados gozando daquele precioso refúgio que era estar na companhia um do outro. Só as nossas respirações, um tanto descompassadas, era capaz de se ouvir, elas se misturavam com o “som” agradável do silêncio (sim, existe. E é na madrugada que ele se revela, deixando-nos anestesiados com tamanha singularidade).

 

Abraham: não importa o que aconteça, não te deixarei ir pra longe de mim de novo...  –disse ao depositar um beijo molhado em minha testa.–

Maria: não importa o que aconteça, não me deixe sequer pensar em ir pra longe de você outra vez...

Abraham: se seguirmos nossos corações, tenho certeza que voltaremos sempre um pra o outro. Parece exagero, mas é assim que eu penso e me sinto com relação a nós dois.

Maria: como se estivéssemos presos um ao outro por um elástico incapaz de se partir.  –completei seus dizeres.–  É assim que eu me sinto também Abe! 

 


Notas Finais


Comentem o que estão achando meus amores, deem opiniões, críticas, ideias... sou todo ouvidos pra vocês!!!!
*Reforçando... Não deixem de dar a opinião de vocês, é muito importante pra mim!!!!!!!! ♥♥♥♥


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