História Instinto de Gato - Capítulo 13


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Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amizade, Baseball, Comedia, Drama, Escolar, Fantasia, Ficçaocientifica, Gato, Instintodegato, Lancaster, Mistério, Neo, Romance, Saya, Slice Of Life
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Palavras 3.558
Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - A melhor defesa é o ataque.


–Atacar, mas, como assim? –Perguntou Neo confuso.

–Exatamente isso que eu quis dizer, você vai ir lá e dizer para Saya o que você sente, antes do Kensuke. –Explicou Len.

Aquilo parecia ser fácil, só que Neo se lembrou do que aconteceu da última vez, daquele nervosismo que havia sentido e de alguma forma sabia que não daria certo.

–Mas, eu não tenho coragem. –Disse ele tentando expressar toda a sua insegurança.

Era uma situação complicada para Len lidar, o amigo realmente parecia derrotado e tinha que dar um jeito de anima-lo principalmente porque confiava no potencial dele.

–Você precisa ter, acha que ela vai gostar de ver você com medo? Ou que ela ficaria com alguém que fica parado esperando? –Disse ele tentando levantar a moral do amigo.

–Não, só que podia ser diferente, não é? Ela podia vir falar comigo. –Sugeriu Neo como uma alternativa.

–Podia, só que você sabe que as coisas não são assim, não tem como mudar isso, então “jogue” conforme as regras. –Respondeu Len já mostrando que a ideia dele não daria certo.

Por um momento o garoto parou e começou a pensar, sabia que tinha que fazer aquilo só que também queria que tudo fosse diferente, tinha que haver um jeito de as coisas derem certo sem que precisasse fazer algo que não conseguia fazer.

E realmente havia um.

–Tudo bem, eu entendo o que você quer dizer. Só que ainda sinto que não vou conseguir. –Len iria interrompe-lo quando ele fez um sinal com a mão para que esperasse. –Não desse jeito, no fim eu vou acabar não conseguindo falar nada, então pelo menos posso fazer diferente?

O amigo ficou pensativo.

– Diferente? Desde que você faça, acho que não importa muito. Ainda mais se for do seu jeito. –Concluiu ele.

–Então é ótimo. –Disse Neo todo contente e confiante enquanto Len olhava esperando ele dizer o que havia pensado.

–Afinal, o que pretende fazer? –Perguntou curioso vendo que não obteve a sua resposta.

–Eu tive uma ideia muito boa, só não sei se isso vai dar certo. –Disse ele confiante.

–Fala logo, não me deixe curioso. –Disse Len apressando o garoto.

Então, na quinta-feira Neo Landcaster foi até o centro Shibuya buscar o que precisava para o seu plano. E mesmo que estivesse sozinho ficava se lembrando das outras vezes em que havia estado ali, seja com o time de Baseball ou até mesmo com a Saya, principalmente com ela.

E já que estava por ali e sentia fome, porque não ir comer um Lamen? Fazia bastante tempo desde a última vez que havia ido lá e já estava com saudades.

A entrada, aquelas luzes amareladas de dentro da loja misturadas com a coloração vermelha continuavam as mesmas, o cheiro e o calor traziam qualquer um que estivesse passando por ali para dentro.

–Seja bem-vindo!! –Exclamou uma voz conhecida quando o garoto entrou.

Era o Tio do Takeshi, como sempre trabalhando duro, não perdeu tempo e já pediu o que havia pedido da última vez.

–Ora ora, se não é o Neo. Hoje está sozinho? –Perguntou ele curioso.

–Sim, estava passando por aqui e estava morrendo de fome, tinha que parar aqui.

–Isso é muito bom, sinta-se à vontade. –Respondeu rindo.

Não demorou muito para que ficasse pronto assim como não demorou para que Neo devorasse aquilo em poucos segundos, deixando qualquer um que olhasse surpreso. Era incrível como só uma tigela daquela, que por sinal não era muito grande, era o suficiente para deixar qualquer um totalmente satisfeito ou pelo menos ele.

Havia comido tanto que nem conseguia se mexer, ficou olhando para um ponto sem pensar em nada esperando o corpo criar forças para levantar dali.

–Neo? O que faz por aqui? –Perguntou alguém que tinha uma voz muito calma, era conhecida a voz, só que não conseguia se lembrar de ninguém com uma personalidade que se encaixasse.

A curiosidade fez ele rapidamente se virar para olhar quem era.

–Shike? –Perguntou Neo surpreendido.

–Sim e você ainda não respondeu minha pergunta... –Disse ele friamente.

Obviamente que Neo achou estranho aquela resposta vindo de alguém que sempre estava animado, porém não se importou de responder, desde que não revelasse muito o verdadeiro propósito.

–Vim resolver umas coisas por aqui e você?

–Não estou afim de falar.

A resposta foi simples, rápida e seca, Shike sentou e pediu uma tigela de lâmen, alguma coisa não parecia certo, algo que incomodava Neo e como ele era curioso resolveu perguntar.

–Aconteceu alguma coisa?

–Não. –Disse ele tentando cortar o assunto.

–Não é o que parece, você está diferente, realmente aconteceu alguma coisa, né? –Perguntou Neo tentando tirar a verdade do garoto.

Shike sabia que Neo iria insistir ao máximo até conseguir saber da verdade, estava nos olhos dele.

–Você não vai parar de me olhar assim enquanto eu não te contar né?

–Não. –Respondeu Neo o mais sincero possível.

–Ok. Aconteceu sim. –Disse ele soltando um suspiro enquanto olhava para o nada.

Ficou um silêncio constrangedor.

–Bom, estou preocupado com o time de Baseball. –Disse ele com a intenção de terminar a conversa ali.

–Vocês parecem bem, por que está preocupado?

–Não estamos bem, desde que o nosso melhor rebatedor sumiu a força do nosso time caiu pela metade, por mais que os irmãos, sejam muito bons, ainda assim não é o suficiente para vencermos os Redwings. Meu sonho era ganhar esse campeonato, um dos mais importantes de toda Claws, se ganhássemos seríamos reconhecidos e poderíamos entrar em um time profissional e seguir carreira, só que não vamos conseguir, não do jeito que estamos, por mais que o Takeshi esteja confiante e esteja nos animando, nós sabemos que não iremos ganhar, não tem como. –Disse Shike o mais rápido que pode e cada vez mais triste.

–Calma. Você não perdeu ainda, pode ser que agora vocês não estejam bons o suficiente para ganhar, só que até lá ainda tem bastante tempo, afinal o campeonato é em novembro, então pode ser que até lá, vocês estejam tão bons quanto um time jamais foi. –Disse Neo tentando anima-lo.

Shike pensou sobre o que o amigo havia dito e mesmo assim teve o mesmo efeito que as palavras que Takeshi falava todos os dias, ele sabia que não seria possível e não conseguia ficar animado. Até que em meio aos pensamentos de fracasso surgiu um de esperança quando olhou para quem estava a sua frente.

–Neo, você não pode jogar? Eu vi como você joga e sem dúvidas com você, nós poderíamos ganhar. –Perguntou Shike desesperado.

Em resposta tudo o que Neo fez foi olhar para ele, não sabia o que dizer. Não é como se ele não quisesse, mas, também não sabia se queria.

–Mas... –Disse ele tentando se explicar.

–Por favor, Neo. –Implorou Shike sabendo que Neo era a última esperança.

Aquela era uma situação realmente difícil, só que ele não queria mentir para o amigo.

–Você sabe que eu não posso, nunca joguei antes.

Uma resposta que não agradava muito e claramente a cara de Shike mostrava isso tendo o sonho destruído, claramente Neo não queria que ele ficasse mal, então resolveu dar esperanças mesmo que isso fosse ruim.

–Olha.... Tem muito tempo ainda até o campeonato, pode ser que eu mude de ideia e entre.

Os olhos de Shike voltaram a brilhar e um largo sorriso se formou em seu rosto, claramente havia recuperado as esperanças.

–Você jura? –Perguntou ele desconfiado.

–Não posso jurar o que eu não posso cumprir, só que é uma possibilidade. Principalmente se você melhorar essa cara e treinar até mais do que já vem treinando, vou ser motivado pelo seu esforço. –Disse Neo tentando anima-lo.

Enquanto isso, o pedido dele havia chegado.

–Está pronto! Shike! –Gritou o Tio do Takeda enquanto colocava a tigela na frente dele e voltava ao trabalho.

–Valeu! –Agradeceu ele.

A tigela estava muito quente, e abria o apetite de qualquer um, o cheiro também estava maravilhoso, coisas que serviram para aquecer o coração daqueles que precisavam.  Logo Shike percebeu que estava com fome e não esperou para começar a comer.

Estava melhor, se sentia melhor e tudo isso graças ao seu amigo, por isso não deixou de dizer enquanto sorria:

–Obrigado Neo.

Neo apenas sorriu de volta.

Vendo que agora estava tudo bem e ele estava bem alimentado resolveu voltar a fazer o que veio fazer ali, se despediu daqueles que estavam ali e então foi em direção ao centro.

Como sempre aquele lugar sempre era bastante movimentado, decidiu seguir em direção até a torre do relógio, afinal era o melhor jeito de se localizar em meio a tantas pessoas.

O relógio marcava três horas, não que o tempo realmente importasse para ele, olhou só por curiosidade para se situar melhor no tempo.

Os bancos em torno dali estavam alguns ocupados e outros não, sua visão focou para um deles que estava vazio, já esteve ali antes com a Saya. Era estranho como parecia que havia sido ontem que os dois estavam ali, rindo juntos, fazendo brincadeiras bobas ou simplesmente aproveitando a companhia um do outro, momentos que foram muito bons e que ele não poderia esquecer de jeito nenhum.

Um pensamento dominava sua mente acima de qualquer outro: Queria estar com ela de novo.

E foi esse pensamento que tirou ele do transe de ficar olhando por vários minutos para o vazio tentando voltar no tempo e viver aquele dia mais uma vez, o importante não era o passado, mas, o futuro, por isso não podia ficar preso ali, não era isso que faria ele estar com ela mais uma vez e sim suas decisões daqui para frente.

Sua cabeça estava bem tempestuosa, lembranças da conversa que teve com Len vieram a tona:

–Afinal, qual seu plano? –Perguntou Len curioso.

Neo estava um pouco incerto de dizer sua ideia porque achou que poderia ser algo idiota, só que agora que havia tocado no assunto não tinha como deixar para lá.

–Digamos que eu preciso ter algo em mãos, para me dar coragem, um presente para ela. Não porque eu quero conquista-la com coisas materiais, e sim pelo fato de que se eu tiver algo para entregar, não vou pensar que estou me declarando e sim que estou querendo entregar alguma coisa. Como uma coisa leva a outra, não vou ter outra escolha senão me declarar.

Por um momento Len ficou pensativo.

–Parece bom, pode ser que funcione. O que você vai entregar para ela? –Perguntou ele querendo saber mais sobre a ideia.

–Eu não pensei ainda no que, só que eu posso ir no Shibuya Center's, guardei bastante dinheiro e poderia usar, talvez ache algo legal.

–É uma boa ideia. Enquanto isso dou um jeito de deixar a Saya sozinha para conversar contigo. Colocaremos o plano em ação na sexta-feira. Tudo bem?

–Ok, então vamos nessa.

Lembranças que somente serviam para lembrar o porquê de estar ali e o que tinha que fazer, então virou de costas e continuou andando.

Neo resolveu ir até as lojas, o lugar mais óbvio para procurar algum presente. Por mais que dissesse que não soubesse queria, no fundo já sabia. Foi direto para a mesma loja onde os dois haviam ido da última vez e a Saya tinha gostado de um colar.

O colar que agora estava em uma promoção e que a sua amada havia gostado tanto, chegava a ser engraçado porque era como se ele estivesse no lugar certo e na hora certa, como se tudo se estivesse com tudo para dar certo ou pelo menos era o que queria.

Talvez aquele colar não fosse a melhor escolha, talvez tivesse outra coisa que ela iria gostar mais do que aquilo, talvez, talvez, e mais “talvezes”. Era a melhor coisa que tinha pensado até então e tinha que apostar naquilo.

–Para que fazer cerimonia? –Pensou ele enquanto pegava o que queria e levava até o caixa.

–Quem é a garota? –Perguntou a mulher do caixa sorrindo um tanto quanto desconfiada.

–Como você sabe? –Perguntou Neo surpreso enquanto entregava o dinheiro para ela.

–Acertei! Quando você trabalha como caixa por muito tempo começa a reparar mais nas pessoas pelo tédio, e já vários garotos com a mesma cara que a sua, todos eles do mesmo jeito. –Respondeu ela enquanto sorria.

–Até que é interessante. –Disse Neo pensativo.

–Não é mesmo? Boa sorte, com a sua garota. –Disse ela enquanto piscava e entregava para ele com um enfeite bem bonito.

Enquanto saia da loja olhava para o que estava segurando, sentia como se tudo dependesse daquilo e de como iria agir, não podia deixar de pensar que eram tantas memórias, tantos momentos bons. Ele realmente não podia perde-la, acima de tudo precisava dela, precisava estar com ela, precisava passar mais momentos como os que havia passado.

Enfim, havia concluído o seu objetivo, não estava afim de ir embora ainda e o mesmo festival que ele havia ido antes estava fervoroso como sempre. E assim como a última vez aquele lugar chamava a atenção dele e dos outros que passavam por ali.

Logo na entrada, Yume estava parada, quando ela viu o garoto se aproximar desviou o olhar e fingiu que não o conhecia.

Claro que ele havia achado aquela situação muito estranha e por isso foi até ela. Assim que se aproximou a garota saiu correndo, entrou no meio da multidão e desapareceu. Demorou um tempo para que Neo reagisse e fosse atrás dela, não iria deixar ela ir embora assim sem ao menos explicar o porquê de estar agindo assim.

Foi correndo às pressas no meio da multidão, ela havia sumido bem rápido por ser mais ágil, porém ele era muito mais rápido que ela e não foi muito difícil alcança-la.

Segurou no braço dela fazendo-a parar, quando pode olhar mais de perto, viu que ela estava chorando.

–Yume, o que está acontecendo? –Perguntou Neo confuso.

–Sai daqui! Eu não quero falar com você! –Gritou Yume com raiva.

–Por favor! Me explique. –Gritou ele de volta.

–Eu não preciso explicar nada para você! Você não se importa comigo! Não tem olhos para mim! Só tem olhos para aquela outra garota. –Disse ela enquanto chorava.

–Yume, eu estou aqui agora, te ouvindo e tentando te entender, acha mesmo que eu não me importo com você? –Explicou ele com calma tentando acalma-la.

Ela parou, pensou.

–Acho... –Sussurrou ela com tom de tristeza.

–Para com isso. –Protestou ele em meio ao barulho do local. –Olha, vamos para um lugar mais calmo, que tal o templo para que possamos conversar? O que acha? –Sugeriu.

Ela apenas balançou a cabeça indicando que sim e Neo pegou na mão dela, os dois foram andando até o que seria um lugar mais silencioso, Yume chorava por todo o caminho. Engraçado que quem olhasse para os dois apenas veria dois irmãos diferentemente do que eram realmente.

A ideia era bem interessante, mas, o lugar estava silencioso até demais, tanto que podiam ouvir a respiração um do outro, contudo a garota continuava chorando.

Resolveram sentar no mesmo banco de sempre enquanto o silêncio deixava um clima extremamente constrangedor entre os dois.

Vendo que a garota ainda continuava chorando, Neo não pôde fazer nada a não ser ligar os pontos e tentar entender o motivo dela estar assim, no fim mesmo sem saber, acabou se sentindo culpado e resolveu quebrar o silêncio.

–Yume, me desculpa. –Desabafou Neo.

–Pelo o que? –Perguntou ela surpresa.

–Pelas coisas que fiz de errado. Eu não deveria ter te dado esperanças em nenhum momento. Grande parte disso é culpa minha. E peço desculpas por isso.

Ela ficou em silêncio enquanto ele resolveu continuar a falar:

–Eu sei que é doloroso, mas, infelizmente preciso te dizer. Tenho que pedir desculpas por várias coisas, principalmente por eu não gostar de você. Como sabe, eu gosto da Saya, estou apaixonado por ela. Não é por você não ser boa o suficiente para mim, só que eu não sinto o mesmo que sinto por ela por você. Você é maravilhosa do jeito que é e tenho certeza que vai conseguir encontrar alguém que vai te fazer feliz melhor do que eu.

Yume parou de chorar e vendo que tinha falado o que tinha para falar Neo levantou para ir embora, não havia mais nada a dizer.

–Obrigado. –Agradeceu ela.

–Desculpe e espero que realmente que você encontre a felicidade Yume e se eu puder estarei do seu lado para te ajudar. –Disse ele, sorriu para ela e desceu as escadas.

Agora não havia nada pendente na vida do garoto, tudo iria depender do dia seguinte, o grande dia, em que ele colocaria em prática o seu plano que havia planejado junto com Len e estranhamente não sentia nenhum medo.

O dia seguinte estava nublado e com clima frio, nos noticiários dizia-se que iria chover, não era um bom sinal, mas nada podia desanimar Neo, tanto que acordou antes do alarme tocar, o amigo dele também já havia acordado.

 –Hoje acordou cedo, então? –Perguntou Len surpreso.

–Você também está acordado.... Afinal, quem conseguiria dormir em um dia como esse? –Disse Neo olhando para ele determinado.

Len só acenou em resposta, não havia nada que os dois pudessem conversar, apenas se arrumaram para ir para a escola.

Tudo parecia o mesmo, não parecia nada com um dia decisivo. A escola, os professores, tudo parecia estar exatamente como antes, assim como Saya, estava a mesma de sempre, Neo se sentia um pouco maligno por estar bolando planos enquanto ela não sabia nada, toda inocente.

O sinal tocou, e mais uma vez precisava esperar as aulas acabar, será que realmente não havia nada que pudesse fazer para passar o tempo mais fácil? Pensou ele incessantemente. Talvez tivesse como construir uma máquina que faria com isso acontecesse. Por um segundo achou aquele pensamento muito esquisito, como poderia criar tal coisa? Seria possível? O que iria precisar? Com certeza muito dinheiro, tempo e quem sabe materiais muito caros e raros de se achar. Realmente não seria algo fácil.

Incrivelmente todo esse pensamento fez o tempo passar mais rápido, Neo percebeu que não precisava construir coisa alguma, o segredo era se distrair, apenas isso fazia com que a noção de tempo dele ficasse menor.

A aula já estava quase acabando e também chegando a hora de agir, sentiu um súbito nervosismo subir pela espinha e sentiu todo o corpo começar a ficar gelado, tentou se controlar, afinal essa não era hora de ficar nervoso, buscou pelo presente que havia comprado, não demorou muito para achar em meio a bagunça que estava a sua mochila, só de ver aquilo claramente já ficava mais calmo, porque dessa vez seria diferente, estava preparado.

Então, o sinal bateu e exatamente como da última vez esperou todo mundo sair da sala para que Len chamasse Saya. Levantou e foi ao bebedouro tomar um pouco de água, não entendeu muito bem o porquê disso, só que água sempre é bom para acalmar, então, talvez fizesse sentido.

Foi descendo as escadas devagar, não precisava ter pressa, pois sabia que quanto mais apressasse as coisas mais nervoso ficaria, por isso foi descendo devagar.

Chegando ao pátio, foi em direção a parte de trás do prédio onde Len disse que falaria para Saya esperar por ele. Ouviu uma voz um tanto quanto conhecida por ali perto e achou estranho afinal Saya deveria estar sozinha, logo a curiosidade começou a atiçar a mente dele para ver o que estava acontecendo.

Assim que virou a parede do prédio, conseguiu ver Saya e Kensuke, um de frente para outro, claramente era ele que Neo havia ouvido falar e quando começou a prestar atenção, parecia que já estava terminando.

–... a verdade é que EU TE AMO SAYA! –Disse Kensuke com toda força.

Neo ficou paralisado, estava esperando a resposta da Saya, só que imediatamente os dois perceberam que estava ali e se viraram para ele.

–Neo? –Perguntou Saya surpresa tentando chegar até ele.

O garoto ficou assustado e saiu correndo o mais rápido que pôde, derrubando aquilo que havia comprado especialmente para ela no chão e esquecendo completamente do presente e de todo o plano.

Correu muito rápido, tentou correr o mais rápido que podia para esquecer o que havia visto, o que havia acontecido, não podia ser real, estava tudo indo tão bem e agora estava tudo perdido, havia perdido o amor da sua vida para outra pessoa, tudo que podia fazer era esquecer, ir para outro lugar.

Ninguém havia tido notícias de Neo Landcaster por algumas semanas, todos que o conheciam estavam preocupados, tentaram achar onde poderia ido, sem sucesso, contudo em um dia, tarde da noite, em que Len estava sentado em uma das cadeiras do quarto no dormitório concentrado em ler o seu livro preferido, o garoto desaparecido veio a sua procura e parecia que era a única pessoa que queria ver.

Len se assustou, não tinha ouvido nenhum barulho e quando olhou para frente, viu o seu amigo que tinha desaparecido. Reparando melhor nele pode perceber que estava diferente, parecia outra pessoa, seus olhos estavam com uma cor amarelada, além de que passava uma impressão ruim diferente daquela pessoa gentil que ele sempre foi.

Antes que pudesse falar alguma coisa, Neo o interrompeu.

–Len... Preciso da sua ajuda. –Pediu ele.

–Do que precisa? –Perguntou Len curioso.

Depois desse dia, não só Neo como também Len está desaparecido.



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