História Instinto de Gato - Capítulo 8


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Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amizade, Baseball, Comedia, Drama, Escolar, Fantasia, Ficçaocientifica, Gato, Instintodegato, Lancaster, Mistério, Neo, Romance, Saya, Slice Of Life
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Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Kensuke


Saya estava muito animada em vê-lo, porém Neo não estava ficando incomodado com a situação, pois não sabia quem era o garoto, então só ficou observando.

–Kensuke, você já conhece essa garota? –Perguntou a professora surpresa.

–Sim, eu estudava com ela quando era criança na outra escola, era minha melhor amiga e eu gostava muito dela, porém ela se mudou e eu nunca mais a vi.

Todos na sala ficaram impressionados, alguns tiveram dó e outros acharam aquela situação fofa.

–Se já a conhece, acho que não tem problema se ela te ajudasse a conhecer a escola e adaptar. Seja como for termine de se apresentar para a sala.

Então, o garoto ficou silêncio, voltou sua atenção para a classe, fechou os olhos, respirou fundo e disse bem alto:

–Eu amo Kendo! E força! Para conseguir tudo nesse mundo é preciso de força, muita muita força. Se você for muito poderoso, não há nada que não consiga conquistar e por isso eu quero ser o mais forte que já existiu.

Não houve nenhuma reação da sala ao ouvir aquilo, todos foram pegos de surpresa. Por outro lado, Neo achava aquele garoto extremamente irritante por não falar baixo e ainda ficar falando bobeiras na frente da sala.

–Ótima apresentação, eu diria um tanto quanto chocante e energética, agora sente-se para que eu possa começar a aula. –Disse a professora cortando o silêncio.

O garoto foi e sentou-se perto de Saya e enquanto ele ia até lá, as pessoas o acompanharam com o olhar e a professora continuou com a sua aula.

Português era muito chato e sem sentido, por isso Neo não queria prestar atenção, olhou para o garoto novo e o mesmo estava muito feliz, provavelmente por estar perto de Saya e isso estava deixando ele irritado e até mesmo com inveja porque quando foi escolher o lugar não pensou em sentar perto dela.

A aula havia acabado e o sinal do intervalo tocou. Kensuke, Saya e Sunny foram comer juntos enquanto Neo não sabia o que fazer, os três pareciam tão felizes enquanto ele havia ficado para trás. Então começou a se sentir como um peso para ela e assim resolveu se afastar.

Sem lugar para ir, foi na direção contrária aos três e sem perceber acabou chegando na área esportiva do colégio onde ele pôde sentir uma agitação vindo de lá.

Perto de onde o Time de Baseball treinava, havia duas redes verdes estendidas e duas máquinas que atiravam bolas de baseball, onde Takeshi e seu irmão Tadashi estavam treinando rebatidas. Os dois estavam bastante concentrados. O som da máquina atirando as bolas e o baque que os bastões faziam a cada rebatida quebravam o silêncio que ali estava.

Ele ficou impressionado. Os dois eram muito bons, não erravam uma, além de estarem sincronizados.

Foi quando Takeshi percebeu que estava sendo observado e olhou para o lado de Neo. Por causa do sol estava difícil de enxergar e por isso demorou um pequeno tempo para reconhecer quem era.

–NEOO! –Gritou ele acenando com uma mão assim que o reconheceu.

Neo ia responde-lo, porém riu com a cena dele sendo acertado por várias bolas que a máquina continuou atirando.

–Como para isso? –Perguntou ele enquanto continuava sendo atingido.

Seu irmão Tadashi não esboçava reação e continuava a rebater, mas provavelmente achava aquela situação ridícula. Quando cansou de ver seu irmão sofrer, tirou do bolso um pequeno controle e desligou ambas as máquinas.

–Achei que não acabaria nunca. –Disse Takeshi todo cansado e ofegante.

Como estava perto de terminar a aula, Tadashi resolveu arrumar as coisas enquanto Neo chegou mais perto deles e cumprimentou os dois.

–Neo, Como vai?

Estava chateado por causa de Saya, não era grande coisa assim, por isso resolveu não falar.

–Estou bem e você? –Respondeu ele.

–Um pouco cansado como poder ver, mas estou bem.

Neo riu de leve quando lembrou da cena que havia presenciado momentos atrás.

–Vejo que está carregando novamente o Blue Lightning.

Essa era a segunda vez que Neo estava com o bastão azul sem perceber.

–Isso significa que você veio aprender a jogar Baseball? –Perguntou Takeshi animado.

–Não, eu estava passando por aqui e acabei parando para olhar. –Respondeu Neo um pouco constrangido.

Takeshi ficou chateado com a resposta, porém logo se animou quando outra ideia veio à cabeça.

–Não quer treinar um pouco? –Perguntou esperançoso.

–Treinar? –Perguntou Neo começando a ficar curioso.

Takeshi sorriu vendo a curiosidade dele.

–Isso, igual eu e o Tadashi estávamos fazendo.

–Parece ser interessante.

Tadashi ouvindo aquilo começou a arrumar as coisas para que Neo pudesse tentar.

–Já que está com o Blue Lightning pode usá-lo. –Sugeriu Takeshi.

Neo abriu a bolsa e tirou dela o taco azul que brilhou com o sol forte. A sensação de nostalgia ao ver o bastão novamente, fez ele sorrir, uma sensação que deixava o garoto feliz e mais ainda quando o usava para rebater, parecia que já tinha vivido bons momentos ao lado desse “companheiro”.

–Bom, agora fique de frente para ela com os pés aqui. –Instruiu Takeshi.

Neo colocou os pés no pentágono de frente para a máquina.

–Vou ligar, se prepare para rebater. –Avisou Takeshi.

Takeshi então apertou o botão e Neo se preparou, a máquina demorou um pouco e lançou uma bola um pouco lenta que ele rebateu sem dificuldade, logo lançou outra e a situação se repetiu, Neo percebeu que as bolas eram lançadas de dois em dois segundos sempre na mesma direção.

Aquilo não apresentava nenhum desafio e Neo começou a ficar entediado, olhou para Takeshi que estava com um sorriso no rosto como se estivesse se divertindo em ver aquilo.

–Takeshi, isso está muito chato. –Disse Neo aborrecido.

–Ah! Verdade! Eu estava tão emocionado ao ver você treinando que acabei me esquecendo de te mostrar isso.

Takeshi desligou a máquina e mostrou o controle dela para ele. Naquele controle havia um número escrito um, além de outros comandos como aumentar/diminuir velocidade, aumentar/diminuir altura e outros. Mas, o que Takeshi queria que ele prestasse atenção era no número um e no comando aumentar/diminuir nível.

–Está vendo, a máquina estava no nível um, por isso estava tão fácil, mas ela vai até o dez.

Neo observou o controle com curiosidade e Takeshi continuou.

–Eu e o Tadashi, nós geralmente treinamos no nível 8 e raramente no nível 9, porém acho que você é capaz de treinar no 9, só ir aumentando devagar.

–Como é o nível 10? –Perguntou Neo curioso.

–Quase impossível, nunca vi alguém treinar nesse nível, é algo sobre-humano. –Disse ele arregalando os olhos enquanto lembrava do nível 10.

Neo ficou curioso para ver como era, porém, Tadashi interrompeu os dois dizendo:

–Está quase terminando o intervalo, vamos guardar as coisas.

Rapidamente os três arrumaram tudo e levaram até o armário de esportes, onde Takeshi que tinha uma chave o trancou.

–Quando quiser treinar e ninguém do time de baseball estiver por perto, você pode usar a cópia da chave desse armário para usar a máquina que está no bolso da frente da bolsa do seu bastão, ok? Todos nós do time de Baseball temos.

–Ok.

O sinal para o fim do intervalo tocou e os irmãos foram indo para lado oposto de Neo e antes que eles fossem embora, Takeshi disse uma coisa:

–Venha treinar sempre que puder e quiser, faz bem e você esquece de certas coisas que estejam te incomodando.

Com aquelas palavras, Neo começou a imaginar que Takeshi já sabia como ele estava se sentindo, parecia ser muita coincidência, então resolveu deixar para lá.

O garoto voltou para a sua sala onde o clima de animação entre Sunny, Kensuke e Saya, não havia terminado ainda, ver aquilo deixava o garoto realmente triste, pois ele queria estar com Saya, mas, ela estava se divertindo tanto ali, conversando tanto e tão animada, que parecia que a presença de Kensuke era melhor do que a dele e por isso continuava mantendo distância.

Quando a aula acabou, foi para casa e se arrumou para o trabalho. Aquele havia sido um dia normal, sem muito movimento, mas também não tão vazio, o que facilitava o trabalho de qualquer um, quando estava quase para ir embora, Marcos resolveu perguntar sobre a situação do garoto.

–E aí jovem apaixonado, como vão as coisas com a sua garota de sorte?

Neo não conseguia mentir para ele e acabou contando.

–Nada bem, um amigo de infância dela se mudou para a nossa escola e ela estava tão animada em vê-lo, tanto que eu não consegui mais se aproximar dela.

–Um rival? Nesses casos você tem que ter força!!

–Força? –Perguntou ele enquanto lembrava do que Kensuke tinha dito quando se apresentou para toda a sala.

–Isso, você tem que ser mais forte que ele para poder vence-o e assim conquistar sua amada.

–Mas, isso não faz sentido...

–Acredite em mim faz todo o sentido do mundo.

–Tudo bem.... –Concordou Neo para que não deixar seu chefe triste.

Depois disso, foi para a casa e resolveu dormir, estava cansado, mas, na cabeça dele surgiu um pensamento de esperança. Esperança de que as coisas mudassem no próximo dia. Kensuke havia acabado de chegar na escola e como fazia tempo que Saya não via ele, ela reagiu daquele jeito, simplesmente porque fazia tempo que eles não se viam fazia sentido, logo no dia seguinte as coisas vão ser diferentes.

Porém, Neo acabou se decepcionando quando nos próximos três dias as coisas permaneceram do mesmo jeito que estavam antes, Saya ainda impressionada por estar junto a Kensuke, Sunny não tendo nenhum problema com o garoto ali com eles e Kensuke feliz por estar com a garota que a tempos não via. E nesses três dias, o garoto acabou se aproximando da máquina de treino, fazendo igual ao dia em que havia visto os dois irmãos treinarem, ela era uma ótima amiga para quando estava solitário, servia demais para descontar seus sentimentos, a raiva e a tristeza que sentia entre outras coisas.

Na quinta-feira à tarde, Neo não sabia o que fazer, o que ele mais queria era passar um tempo com Saya, porém as coisas estavam indo de mal para pior. Parecia que quanto mais tempo ele ficava sem se aproximar, mais ele via ela indo embora e deixando ele ali sozinho.

As memórias de quando ele havia saído com ela estavam vivas como se estivessem acontecidos segundos atrás, aquilo deixou ele com vontade de voltar ao centro Shibuya, simplesmente para dar uma volta por ali e lembrar.

Passou pelo cinema em que eles foram assistir aquele filme misterioso, na loja de acessórios onde o colar que Saya queria ainda estava ali e por fim Neo parou no festival.

O lugar estava cheio de luzes vermelhas e um intenso calor igual a outra vez que esteve por ali. Andou pela multidão e deu uma olhada em cada barraca e cada rosto. Havia muita gente, mas, todas aquelas pessoas não significam nada para ele, era tão vazio estar por ali.

Foi quando ele se distraiu e sentiu alguém puxando o seu braço e por fim o abraçando.

–Neo... Veio me ver? –Perguntou a garota toda contente em vê-lo.

E novamente a cena daquela garota estranha de quimono branco com detalhes em vermelho, o perturbando veio aparecer. Yume estava ali.

–Não, só estava passando por aqui. –Respondeu ele em um tom diferente do habitual.

Yume percebendo que ele estava diferente e também que estava sozinho, logo perguntou:

–Onde está a sua amiga de antes?

Com essa pergunta, Neo pensou que ela poderia estar com Kensuke nesse momento, se divertindo bem mais do que da vez que eles haviam saído.

–Não sei...

Novamente, ele respondeu com um tom diferente e Yume pode imaginar que ele estivesse triste e o motivo era aquela garota, então ela tentou conforta-lo, o abraçou e disse:

–Tá, tudo bem... Você tem a mim, não precisa se preocupar com ela...

–Tenho você?

–Sim, eu sou toda sua e nós vamos nos casar, como tinha dito antes.

Neo se afastou dela.

–Yume, eu não sei quem é você. Igual eu havia lhe dito antes. –Disse ele em um tom sério.

–Você ainda não se lembra? –Perguntou ela fazendo uma cara triste.

–Não, nenhum pouco...

Novamente as palavras dele deixaram ela em choque, triste pelo o garoto a sua frente não lembrar nada do que eles algum dia já tiveram. Porém logo ela ficou feliz quando teve uma ideia que talvez mudaria tudo.

–Neo, você tem algo para fazer depois daqui?

–Não, por que?

–Então, venha comigo.

Yume pegou na mão dele e o levou durante um longo caminho, Neo não perguntou nada e simplesmente a seguiu, para longe do festival, longe das pessoas e principalmente longe dali onde estavam, até que chegaram a um templo xintoísta ali perto.

Diferente de onde eles estavam, tudo ali era calmo e vazio, se tivesse que escolher uma cor para descrever aquele lugar seria verde musgo. Ficou esperando que ele falasse alguma coisa, porém ficou parado, o que levou ela a falar:

–Foi aqui que nós nos conhecemos, você e sua família foram no festival e você acabou se perdendo e vindo para cá, foi quando me encontrou.

Estranhamente aquele lugar era familiar e sentia como se já tivesse estado ali, também não estranhou o que Yume disse.

–E se eu te dissesse que isso não me é estranho?

–Claro que não é estranho, idiota, isso aconteceu de verdade. –Disse Yume irritada.

Neo olhou para ela com calma e também curioso.

–Conte-me mais.

Yume pensou por um momento e teve mais uma ideia que parecia ser ótima.

–Já sei como você pode lembrar.

Ela foi até um banco e sentou.

–Neo vem até aqui. –Pediu ela.

Neo, então ficou de pé ao lado dela.

–Senta aqui do meu lado.

Ele se sentou.

–Agora coloca a cabeça no meu colo.

–Mas, como assim? Você está querendo se aproveitar de mim? –Disse ele estranhando aquele pedido.

–Não é isso. Você estava muito assustado por ter se perdido de seus pais e por isso enquanto meu avô procurava por eles no festival, você ficou aqui comigo deitado no meu colo. Achei que você poderia se lembrar caso fizeqsse a mesma coisa de novo.

–Ah.... Se é assim tudo bem.

Lentamente colocou a cabeça no colo de Yume, era macio e confortável, dava uma sensação nostálgica. E enquanto ele estava deitado, ela mexia em seu cabelo, uma sensação muito boa, além de dar um pouco de sono.

Neo olhou para uma fonte um pouco distante que ficava ao lado do templo e logo sua atenção as coisas que aconteciam ao seu redor foi diminuindo e aos poucos desaparecendo. A mesma dor de cabeça que ele teve quando estava prestes a se lembrar da irmã voltou e junto com ela, seus olhos mudaram de cor e sua pupila ficou fina como de um gato, começou a ouvir vozes e foi tele transportado para o passado.

–Neo, por que me trouxe aqui? –Perguntou a garotinha de cabelo escuro vestindo um quimono branco com detalhes em vermelho.

–Preciso te pedir uma coisa.

–“E lá vamos nós de novo” –Pensou Neo enquanto observava com curiosidade aquela lembrança.

–O que é?

–“Essa só pode ser a Yume quando era mais nova. Até que ela era fofinha” –Concluiu Neo mais velho.

–Quer casar comigo?

–“CASAR? EU PERGUNTEI ISSO? ”.

Yume olhava para um lado e para o outro e não sabia como responder, porém, parecia que ela já estava decidida de qual resposta. Demorou um pouco para ela tomar coragem para dizer aquilo que estava em sua mente.

–S-sim, eu aceito.

–“E... Ela aceitou.... Yume Idiota. ” –Pensou Neo mais velho, irritado.

Mas, depois tudo fez sentido.

–“Então... É por isso que ela fica me chamando de Marido. Por causa desse pedido quando éramos crianças. “

E quando o flash do passado acabou, todas as suas memórias de Yume voltaram como um passe de mágica. Ele voltou para si, deitado no colo dela e levantou rapidamente.

–Eu lembro...

Yume não entendeu o que havia acontecido e ficou esperando ele continuar.

–Eu lembro de você.... De quando pedi para casar contigo e todo o resto...

Ouvindo aquilo, ela sorriu como nunca antes.

–E também eu não estava assustado aquele dia. Só estava com sono. –Disse ele irritado.

Apesar dele estar irritado tudo que Yume conseguia sentir era felicidade.

–Finalmente, Neo, você se lembrou de mim...

Yume sempre foi carinhosa e perseguia ele, podia acontecer qualquer coisa e ela continuava lá, isso as vezes irritava ele, porém começou a se sentir mal por ter lembrado que tratou ela mal.

–Yume, me desculpe por ter lhe dito coisas ruins antes, eu não lembrava mesmo de você.

Ela ficou feliz pelas desculpas, mas, sabia que a culpa não era dele.

–Tudo bem, a culpa não foi sua. –Disse ela enquanto o abraçava.

Ele ainda estava confuso por ter tanta informação na mente dele em poucos segundos.

–Agora que você se lembra de mim, está pronto para esquecer aquela outra garota né? –Perguntou Yume esperançosa.

O garoto ficou quieto por alguns segundos.

–Yume... Sobre quando eu pedi para casar contigo, nós éramos crianças.... Sabe que aquilo não pode ser levado a sério, né?

Ela olhou para ele por um tempo e logo depois disse:

–Não, você me pediu em casamento e eu aceitei, por isso somos casados.

–Yume... Sua idiota. –Disse ele enquanto colocava a mão na testa.

Ela sorriu e disse:

–Se isso vai me fazer ficar do seu lado, é bom ser idiota.

Já estava ficando tarde quando Neo resolveu ir para casa, ele se despediu dela e agradeceu pelo tempo que passou ali.

Quando chegou no dormitório, já estava bem melhor, as coisas que estavam acontecendo na escola já não o afetavam tanto. Aos poucos estava esquecendo das coisas que haviam acontecido.

Fato é que estava muito cansado e queria dormir logo, mas, por um momento se lembrou de May, talvez pelo fato de ter feito o mesmo caminho que na vez em que ele saiu com Saya, acabou pensando no que teria vindo depois que eles encontraram Yume.

Então ficou preocupado quando lembrou que não havia lido o papel que May havia lhe dado a uns dias atrás. Havia deixado a carta encima da mesa, e sem perder tempo a abriu para ler:

“Caro Neo,

Parece que estou com o mesmo problema que você, vou ser direta e dizer que estou apaixonada pelo Kensuke... “.

Aquele começou acabou fazendo ele não resistir e exclamar surpreso:

–O QUE? KENSUKE? 



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